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A indústria ideal: Conheça os erros mais comuns na montagem de uma cervejaria

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Para especialistas consultados pelo Guia, falta de conhecimento e de investimento em tecnologia são alguns dos erros comuns. Saiba como evitá-los

Empreender para montar uma microcervejaria e mantê-la ativa e saudável demanda conhecimento das diferentes etapas do processo para evitar erros que atrapalhem o seu desenvolvimento. Elas se iniciam com a definição do planejamento do negócio, passando pela compra dos equipamentos até a adoção de controles de qualidade e também dos custos.

Em meio a esses passos, especialistas consultados pelo Guia apontam que os principais erros cometidos pelos empreendedores e que podem afetar a saúde da indústria envolvem a falta de conhecimento, seja do seu próprio negócio como também da tecnologia utilizada.

Para José Antunes, especialista setorial de cervejas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), não entender o mercado onde a sua marca vai atuar é um erro grave que pode ser cometido por vários microcervejeiros iniciantes. É preciso, portanto, ter um plano claro sobre como atingir o consumidor e aprender sobre o produto que ele está em busca no mercado.

“[Um dos erros é] O desconhecimento do próprio negócio, ou seja, a falta de conhecimento do mercado onde irá atuar e a falta de um plano de negócio que defina um caminho de atuação da cervejaria, envolvendo produto, distribuição e consumidor”, diz.

Tecnologia e plano mestre
Ter êxito como uma microcervejaria também demanda a compreensão das tecnologias envolvidas no processo de produção da bebida que chegará ao consumidor, não bastando apenas elevar a produção quando há uma demanda maior. Outro erro comum, assim, é não entender que o aumento da quantidade de cerveja produzida não deve ser vista meramente como uma mudança de escala.

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Nesse processo, é preciso atenção especial com os equipamentos utilizados pela indústria, não se preocupando apenas com a uniformidade. “Aumentar a capacidade de produção não é unicamente aumentar o tamanho de equipamentos. Um dos passos mais difíceis é um produtor caseiro, que se torna um novo empreendedor, e resolve abrir sua própria cervejaria. As tecnologias são diferentes, os controles são diferentes, os custos são maiores e consequentemente as perdas são maiores e impactam mais fortemente a saúde do negócio”, alerta José Antunes.

Para que isso não aconteça, recomenda-se ao empreendedor a realização de um plano mestre detalhado. De posse dele, evita-se que a microcervejaria seja instalada em um local inadequado, além de evitar o risco de que a indústria opere com equipamentos que possuem falhas tecnológicas, algo que acarretaria problemas na produção da cerveja.

“O plano mestre aborda a localização física, as edificações, os tipos de equipamentos, o layout, o headcount, os turnos de produção, as demandas de matéria prima e de utilidades. Como utilidades, compreendemos a energia elétrica, a água, o frio, o ar comprimido, o vapor, o CO2, o oxigênio”, enumera Edmundo Albers, sócio do Beer Business, uma consultoria empresarial de Porto Alegre.

Esse processo também é importante para que o empreendedor que carrega o sonho de produzir cerveja em escala artesanal consiga ter a visão clara da viabilidade do seu negócio. Assim, é recomendado a busca de fornecedores reconhecidos no setor. E também a observação de como outras cervejarias realizaram o processo de compra de equipamentos.

“É preciso realizar um estudo de viabilidade técnica e econômica, com levantamento de equipamentos a comprar e investimentos a realizar”, completa Lidia Espindola, gestora estadual do projeto de cervejas do Sebrae no Rio.

Confira, nas próximas semanas, a sequência do nosso especial sobre como montar uma indústria cervejeira ideal. E, se quiser indicar alguma demanda, escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com.

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