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Coluna Rise Beer

Balcão Rise Beer: Falar que mulher não entende de cerveja é burrice

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
8 de março de 2023
Atualizado em: 17 de março de 2023
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    Balcão Rise Beer: Falar que mulher não entende de cerveja não é só preconceito, é burrice. E isso não é achismo, é ciência

    Sempre que você ouvir, a partir de agora, essa história de que mulher não entende de cerveja, eu gostaria que lembrasse exatamente do que vou lhe escrever agora.

    Porque, olhe, essa afirmação é de colocar os burros no chinelo.

    Acompanhe aqui a linha de raciocínio e vamos construir, juntos, esse pensamento. Abre uma boa cerveja e fica aqui comigo que o papo vai ser bom.

    Existem 3 coisas que me parecem ser absurdamente difíceis de se falar:
    1 – Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico;
    2 – Oftalmotorrinolaringologista;
    3 – Caramba, essa mulher entende de cerveja mesmo!

    E, repare, dizer que mulher não entende de cerveja, para mim, é equivalente a assinar um termo afirmando, assim, em letras garrafais mesmo: EU QUE NÃO ENTENDO NADA DE CERVEJA, MINHA JOVEM.

    Vamos aos fatos. A ciência da análise sensorial funciona da seguinte forma: a sensação começa com um estímulo e termina com uma percepção.

    Explico melhor:
    Um estímulo atinge um de nossos órgãos sensoriais e, sendo estimuladas por uma gama de substâncias químicas, as terminações nervosas disparam, enviando sinais de forma específica, atravessando várias estações de processamento, inclusive podendo passar por partes emocionais até chegar à parte cognitiva do cérebro onde vai passar por uma trilha de pensamentos, lembranças, memórias, sensações e recordações afetivas até, finalmente, serem expressadas em vocabulário, em linguagem.

    Vamos simplificar:
    É por isso que quando você bebe uma cerveja, ela pode despertar uma memória afetiva. É por isso que quando você sente um perfume, você pode lembrar de alguém. E é por isso que você tem uma comida preferida que te faz lembrar de alguém especial.

    Os sentidos químicos, que te proporcionam perceber as nuances sensoriais de uma cerveja, são extremamente antigos e primitivos. Os sinais do paladar, por exemplo, alcançam o bulbo do sistema nervoso central, uma parte super primitiva do cérebro.

    Isso explica por que você não pode dizer que uma cerveja traz notas fenólicas, se você não souber o que é fenólico. E é por isso também que não basta “dar um Google” para entender, é preciso sentir. A jornada sinestésica que eu citei acima precisa acontecer.

    É por esse motivo que uma música que te faz lembrar algo, pode não despertar absolutamente nada em outras pessoas, simplesmente porque essas pessoas não viveram a jornada sinestésica que você viveu.

    Todos os meus alunos conhecem, por exemplo, a história de que quando ouço “Jar of Hearts” lembro-me do São João de Campina Grande imediatamente. Se você der um play nessa música irá me dizer: “Não tem nada a ver com junho, com fogueira, com forró ou com milho assado, Kyl”.

    E eu vou te responder que, para mim, tem, absolutamente.

    Tem a ver com as lembranças felizes que construí com meus amigos nos “esquentas” pré-Parque do Povo – lugar que acolhe o maior São João do mundo – e que foram enraizadas na minha memória, sendo a música um atalho que me leva direto para essas boas lembranças.

    E é por isso que o seu caminho de evolução sensorial é único, porque ninguém além de você é capaz de trilhar essa vereda e só você é capaz de ressignificar suas trilhas sinestésicas para linguagens e vocabulários.

    Todos os meus alunos são ensinados a ter inteligência sensorial, o jogador conhece o jogo pela regra, é o que sempre ensino, porque falar, até papagaio fala.

    Usar os sentidos para, ativamente, degustar e apreciar uma cerveja é uma estrada individual que eu prazerosamente os conduzo, não os ensinando a repetir o que eu digo, o que eu acho, ou como eu avalio, mas os ensinando a serem experts.

    E experts são esses jogadores que conhecem o jogo pela regra e que fazem lindas jogadas.

    Meus caros cervejeiros e cervejeiras que estão comigo até aqui, não achem que nem por um momento eu esqueci de lhes dizer o motivo pelo qual é burrice achar que uma mulher não entende de cerveja.

    Eu estou lhes explicando isso em cada uma das linhas escritas acima.

    Vamos arrematar esse pensamento?

    Pois bem, o que eu brevemente lhes descrevi acima é a pura ciência da análise sensorial.

    Onde, em toda essa descrição, você consegue concluir que um homem, apenas por ser homem, consegue ter alguma vantagem nesse processo?

    Em nenhum momento.
    Pensem nisso: em nenhum momento.

    E por que eu preferi falar sobre o certo e estampar o errado mesmo sem citá-lo?

    Porque sou uma mulher nordestina, inteligente e avessa à burrice.

    Sempre mostrei que mulher entende, sim, de cerveja, não discutindo com quem fala tais bobagens, mas mostrando na prática, ensinando a centenas de alunos, democratizando (de verdade!) o conhecimento cervejeiro e mostrando que cerveja é para gente de bem e inteligente.

    Deixo aqui um brinde a cada um de meus Risers, que são meu povo, são meus alunos e para todos vocês, gente de bem e inteligente, que leram o que lhes escrevi até aqui.

    Um xêro, cheers e até o nosso próximo papo.


    Kylvia Cordeiro é engenheira química pela Universidade Federal de Campina Grande, sommelier de cervejas, especialista em análise sensorial e off flavors, fundadora da escola Rise Beer e criadora do método que leva o mesmo nome.

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