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Precisamos facilitar a vida das artesanais, diz ministra na instalação da Câmara da Cerveja

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Oficialização da criação da Câmara ocorreu nesta quarta, na Esplanada dos Ministérios (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

A quarta-feira marcou um dia importante para a história da cerveja brasileira. Em Brasília, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi oficialmente instalada a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja. A cerimônia ocorreu no Auditório Olacyr de Moraes, na Esplanada dos Ministérios.

Compõem o grupo a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv) e a Associação de Cervejeiros Artesanais (Acerva Nacional).

A cerimônia de instalação contou com a presença da ministra Tereza Cristina. Além de explicar que a Câmara da Cerveja pode dinamizar o setor no país, ela enalteceu as marcas independentes e pediu a consolidação dos cervejeiros artesanais.

“Precisamos agora consolidar os cervejeiros artesanais, as pequenas cervejarias, facilitando a vida deles. Vocês não são concorrentes, vocês são complementares”, garante a ministra da Agricultura.

Tereza Cristina também afirmou que a Embrapa poderá desenvolver novas cultivares de lúpulo e cevada para diversificar a produção nacional de cerveja. “Vamos trabalhar para termos uma cadeia produtiva mais organizada e ativa no Brasil.”

Já o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio, destaca que o país ainda não consegue produzir matéria-prima da cerveja para exportação. E, para ele, a câmara vai organizar a cadeia produtiva, permitindo conciliar a demanda com a oferta de produtos. 

Os debates envolvendo a câmara vão girar em torno de política agrícola, defesa agropecuária, estruturação e fomento da cadeia produtiva, pesquisa e inovação, mercados interno e externo e assuntos fundiários (leia mais nos próximos dias).

A visão da Abracerva
Com o intuito de analisar o setor, colaborar com a criação de políticas públicas e assessorar o Governo Federal em temas relacionados ao segmento, a câmara terá papel decisivo para estimular a exportação e a reforma tributária do setor, conforme antecipou Carlo Lapolli, presidente da Abracerva, recentemente ao Guia.

“Cria um fórum permanente de discussão do setor com os principais players envolvidos, com as grandes cervejarias, as pequenas cervejarias e os gestores de políticas públicas. Em razão disso, a gente pode ter uma ação bem mais rápida e pontual de vários assuntos que merecem a atenção regulatória e precisam de um debate e de uma reformulação”, avaliou Lapolli.

Leia também – As polêmicas em torno do ajuste do ICMS-ST

Agora, com a oficialização da instalação da Câmara da Cerveja, Lapolli explica que a possibilidade de ter um diálogo permanente, franco e aberto entre todos os envolvidos será fundamental para o desenvolvimento do setor.

“Desde os cervejeiros caseiros, das pequenas às grandes multinacionais, os produtores de lúpulos, insumos, embalagens e órgãos como Sebrae e Apex, todos estarão representados no grupo, em busca de um único objetivo: um cenário regulatório e fiscal mais favorável aos empreendedores”, aponta o presidente da Abracerva, acrescentando que o objetivo é transformar o mercado para manter o Brasil em posição de destaque no cenário mundial da cerveja.

“Entendemos que somente trabalhando em conjunto conseguiremos avançar. A câmara será o espaço para construirmos pontes, debatermos o setor e criarmos o futuro do segmento”, complementa Lapolli.

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