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Mudança na Abracerva era fundamental e fortalece código de ética, dizem especialistas

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
11 de setembro de 2020
Atualizado em: 11 de setembro de 2020
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    O fim de atos preconceituosos e a mudança de comportamentos que reverberem e normalizem esse tipo de ação são fundamentais em qualquer recorte da sociedade. Essa constatação reflete a mudança ocorrida no início de setembro no comando da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), com a renúncia do presidente Carlo Lapolli e de toda a sua diretoria. Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Guia, foi uma demonstração de que esse tipo de atitude não tem mais espaço no segmento.

    Leia também – Presidente da Abracerva prega serenidade e foco na diversidade durante transição

    A saída, ocorrida no último dia 2, ocorreu após o vazamento de mensagens de teor preconceituoso escritas no grupo de WhatsApp “Cervejeiros Illuminati”. A publicação de conteúdos de teor chulo que envolviam misoginia e sexismo, além de racismo e xenofobia, expôs lamentáveis comportamentos, provocou a saída da gestão anterior – com a convocação de eleições – e deve reforçar as ações para a implementação do código de ética da entidade, na visão de personalidades do setor.

    Anteriormente, o mesmo grupo teve outras mensagens publicadas – essas sem a participação do então presidente da Abracerva – com teor preconceituoso, algumas delas com ataques contra a sommelière Sara Aráujo e a cervejaria Implicantes. Nesse contexto, para a jornalista e sommelière Fabiana Arreguy, não havia outra decisão a ser tomada pelo comando da associação a não ser a renúncia coletiva.

    “Não seria minimamente ético que uma diretoria que compactuou por tantos anos com o conteúdo racista, sexista, preconceituoso trocado no grupo Iluminatti (e em outros vários que ainda estão ativos) continuasse representando o setor. Se a mudança começa por dentro, a troca de toda a diretoria era o único caminho”, afirma Fabiana, apontando ser esse um passo essencial para mudanças de postura.

    É uma visão parecida com a de Cilene Saorin, sommelière, mestre-cervejeira e diretora da Doemens Akademie no Brasil. Para ela, a transformação efetiva do setor passa por essa mudança na associação.

     “Vejo como um processo de transformação, renovação e revolução. Espero que as pessoas que ali estavam (e também em inúmeros grupos privados que deliberam insultos) estejam procurando o caminho da desconstrução, para ser e fazer melhor com a firmeza e a convicção nesta mudança de postura. Quero ter esta boa fé. Mas a troca radical da composição diretiva da Abracerva é necessária”, argumenta Cilene, ressaltando também serem necessárias reflexões pessoais dos envolvidos nos atos preconceituosos.

    “Passei dias pensando naqueles diálogos absolutamente grosseiros e na infeliz patifaria e desonra que alguns homens carregam em si. Na psicanálise de Freud, a palavra ‘recalque’ explica muito disso. Muitas vezes é, até mesmo, a síndrome ‘Beleza Americana’ (um filme bastante provocador neste sentido)”, acrescenta Cilene. “O que leva um homem a ser tão agressivo com as mulheres? Atingir a dignidade de quem quer que seja atacando sua intimidade, sua sexualidade e sua identidade é realmente algo muito perverso e doentio. É preciso olhar para si, sem escape. Terapia ajuda.”

    Outros especialistas também destacaram que a mudança da diretoria era o único caminho para que trabalhos importantes realizados pela Abracerva não ficassem desacreditados ou mesmo fossem interrompidos diante da perda de confiança e apoio ao seu comando.

    “As mudanças provocadas, na minha forma de entender, eram a única saída possível para que o bom trabalho que vinha sendo feito pela Abracerva em vários níveis não fosse todo colocado em questão”, afirma Diego Masiero, sócio da Krater, editora especializada em publicações voltadas ao segmento cervejeiro.

    Comportamento arraigado
    Para Fabiana Arreguy, os casos de preconceito revelados com a divulgação das mensagens não são uma surpresa ou novidade. Mas precisavam ser expostos para permitir a realização dos debates que possam levar o setor de cervejas artesanais a se tornar mais democrático e inclusivo.

    “Penso que o preconceito sempre esteve aí, disfarçado talvez, mas presente no meio. A exposição dos casos, a meu ver, é até benéfica por trazer à tona questões antes veladas que agora pautam as discussões dentro do meio cervejeiro. Era preciso que isso fosse exposto para podermos combater de forma clara e contundente”, avalia Fabiana.

    A visão de que o conteúdo revelado nas mensagens reflete comportamentos arraigados na sociedade é compartilhada por Sady Homrich, cervejeiro, sommelier e baterista do Nenhum de Nós. Para ele, as atitudes preconceituosas até já foram mais escancaradas, mas, de fato, pouco mudou no comportamento de uma parcela relevante da população nas últimas décadas.

    “No tempo dos meus avós agia-se como se fosse algo normal, discriminando sexo, cor, religião, cargo profissional, poder aquisitivo, etc. Parecia que uma elite tinha ‘direitos adquiridos’ sobre essas questões e ninguém podia contestar suas verdades”, compara Sady. 

    “O que mudou é que agora tudo é muito mais dissimulado porque as vozes que estão pedindo respeito e justiça são muito altas e fundamentadas. Mas lamentavelmente a discriminação continua fazendo parte do comportamento de grande parte da sociedade de várias formas”, acrescenta Sady.

    Fabiana também destaca outro fator importante advindo da revelação de comportamentos preconceituosos. Em sua visão, a descoberta de facetas e posturas até então desconhecidas facilita a tomada de decisões, como sobre qual produto consumir ou com quem estar ao lado durante as atividades dentro do segmento.

    “Era preciso ser exposto para deixar claro quem é quem no mercado, dando assim direito de escolha ao consumidor e também a nós que trabalhamos no meio – escolha de quais empresas queremos consumir, escolha de quais parceiros de trabalho queremos ter, escolha de com quais instituições de ensino cervejeiro queremos aprender”, destaca Fabiana.

    Código fortalecido
    Na avaliação de Diego Masiero, sócio da Krater, a renúncia de Lapolli e da sua diretoria se insere em um contexto mais amplo, de mudanças que vinham sendo iniciadas no setor e na própria Abracerva, que recentemente iniciou um debate para implementar seu código de ética. “A saída do ex-presidente e dos outros integrantes da direção deve representar uma mudança de postura que já vinha sendo colocada em marcha com a criação de um conselho de ética.”

    Essa também é a esperança de Sady. Em sua opinião, os casos recentes de preconceito vão dar força para a implementação do Código de Ética da Abracerva e também podem ajudar a tornar o segmento mais inclusivo. “Essas manifestações, em diversos setores, incluindo o meio cervejeiro, devem fortalecer não só o Código de Ética da Abracerva, mas a inclusão natural em todos os níveis”, projeta o especialista.

    O debate sobre a adoção de um código de ética, aliás, se iniciou dias antes da renúncia coletiva do comando da Abracerva. O documento foi apresentado em 26 de agosto e está disponível no site da associação, que receberá sugestões para possíveis inclusões ou alterações até 23 de setembro.

    No dia 27, por sua vez, a Abracerva promoverá debate sobre o seu código de ética, com uma Assembleia Extraordinária para a sua votação e implementação tendo sido agendada para 27 de outubro. Ou seja, o processo tem ocorrido mesmo em meio ao processo de definição da nova diretoria da associação, que vem sendo presidida interinamente por Nadhine França, até então coordenadora do núcleo da diversidade.

    Já o sócio-proprietário da Three Hills, Ivan Tozzi, classifica os casos de preconceito como uma “página infeliz da história da cerveja” no Brasil e um momento complicado para um segmento que ainda busca se consolidar, agora envolto na repercussão negativa dos casos de preconceito. Tozzi, porém, admite que esse tipo de comportamento nunca foi combatido efetivamente, enxergando o atual momento de crise como uma oportunidade que surge.

    “A grande questão foi a exposição. Assistir o nosso setor, que é ainda um bebê no Brasil, ser visto de uma forma tão negativa nos meios de comunicação foi algo que nos deixou muito tristes. Mas uma hora ou outra isso iria acontecer, isso iria vazar, já que até então não fizemos nada efetivamente para coibir isso. Agora temos o poder de reverter, pela dor mesmo”, conclui o sócio da Three Hills.

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