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Fabricação de bebidas alcoólicas estagna em junho e fecha semestre com queda

Depois de ter amargado baixa de 1,7% em maio, quando interrompeu de forma negativa dois meses seguidos de alta, a fabricação de bebidas alcoólicas estagnou em junho, na comparação com o mesmo período de 2021. O índice de 0,0%, que representa a repetição do ritmo de atividade de junho do ano passado, foi divulgado nesta terça-feira (2) pelo IBGE.

Com essa estagnação, a fabricação de bebidas alcoólicas fecha o semestre com recuo de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Para completar, no acumulado dos últimos 12 meses amarga retração de 6,8%.

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A queda de 3,1% no semestre também é maior do que a da produção industrial brasileira nos seis meses iniciais de 2022, que foi de 2,2%. Ainda assim, o desempenho da fabricação de bebidas alcoólicas em junho foi melhor do que o da indústria nacional, que contabilizou queda de 0,5% no comparativo com o mesmo mês de 2021 e de 0,4% na confrontação com maio passado, na série com ajuste sazonal.

Já a fabricação de bebidas não alcoólicas teve alta de 0,5% em junho no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No semestre, o crescimento foi de expressivos 10,1% em relação ao mesmo período de 2021. E no acumulado dos últimos 12 meses, a alta está em apenas 0,3%.

A produção de bebidas em geral, que soma o total fabricado de alcoólicas e sem álcool, contabilizou alta de apenas 0,2% em junho na confrontação com o mesmo mês do ano passado. E no comparativo com maio passado, houve recuo de 0,8%. Já no semestre, a elevação foi de 2,9%, enquanto no amontoado dos últimos 12 meses ocorreu retração de 3,5%.

Em queda, indústria encolheu 2,8% em 12 meses
Além de acumular recuo de 2,2% no primeiro semestre do ano, a produção industrial brasileira geral amarga uma retração de 2,8% no período de 12 meses imediatamente anteriores a junho. E a queda de 0,4% frente a maio interrompeu sequência de quatro meses seguidos de expansão.

O IBGE ressalta que houve redução dos índices produtivos da indústria em três das quatro grandes categorias econômicas e em 15 dos 26 ramos pesquisados. Desta forma, o instituto de pesquisa também enfatiza que o setor ainda está 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Entre as atividades investigadas, o IBGE informa que os principais recuos na produção industrial em junho foram dos produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 14,1%, e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%).

Já entre os nove setores da indústria nacional que registraram altas em junho, os maiores impactos positivos foram exercidos por veículos automotores, reboques e carrocerias, com crescimento de 6,1%, e indústrias extrativas, com elevação de 1,9%.

 “A indústria não havia recuperado a perda de janeiro (-1,9%) mesmo com os quatro meses de crescimento em sequência, período em que houve alta acumulada de 1,8%. Com o resultado de junho, há uma acentuação do saldo negativo no ano (-0,5%) quando comparado com o patamar de dezembro de 2021. Isso reflete as dificuldades que o setor industrial permanece enfrentando, como o aumento nos custos de produção e a restrição de acesso a insumos e componentes para a produção de bem final”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, que também aponta fatores que impactaram negativamente a indústria nacional.

“Há a taxa de juros elevada, a inflação que segue em patamares altos, a diminuição da renda das famílias e, ainda que a taxa de desocupação venha caindo nos últimos meses, há um contingente de aproximadamente 10 milhões de desempregados no país. A característica dos postos de trabalho que estão sendo criados aponta para uma precarização do mercado de trabalho e isso é refletido na massa de rendimento, que não está crescendo”, completa.

Grupo Heineken amplia venda de cerveja em mais de 10% no Brasil no 1º semestre

O Grupo Heineken apresentou desempenho superior na metade inicial em 2022 na comparação ao ano passado. No período, o lucro líquido cresceu 22,3% em relação a janeiro a junho de 2021, apontou o balanço financeiro da companhia, atingindo 1,265 bilhão de euros (aproximadamente R$ 6,73 bilhões). O avanço foi impulsionado pelo Brasil, mercado onde a receita da empresa cresceu em torno de 35% na primeira metade do ano, resultado apoiado pelo crescimento da venda de cervejas pouco acima de 10% no País.

A receita obtida no Brasil, assim, expandiu acima do resultado global do Grupo Heineken, que avançou 24,3% organicamente, para 13,485 bilhões de euros (R$ 71,74 bilhões). “No Brasil, a receita líquida cresceu organicamente em meados dos 30%, impulsionada por preços à frente da indústria, premiumização e crescimento de volume”, explica a empresa em trecho do relatório.

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De acordo com o Grupo Heineken, no Brasil, suas vendas de cerveja aceleraram especialmente no período de abril a junho, tendo alta superior a 10% na primeira metade de 2022. “O volume de cerveja superou o mercado, acelerando seu crescimento no segundo trimestre até os pouco mais de 20%, crescendo pouco mais de 10% no primeiro semestre. Nossas carteiras premium e mainstream cresceram em volume em torno de 30%”, destaca.

O material também aponta que o Grupo Heineken teve, globalmente, crescimento orgânico de 7,6% no volume de cerveja em relação ao primeiro semestre de 2021, ficando 4,2% à frente do mesmo período de 2019, antes, portanto, da pandemia. A expansão é ainda maior apenas entre os rótulos premium, ficando em 10,2%, e da marca Heineken, de 13,8%.

Marcas no Brasil e no mundo
A marca Heineken, aliás, cresceu dois dígitos em mais de 50 mercados no primeiro semestre, entre eles, o Brasil, com a empresa destacando a liderança dessa cerveja no mercado off-trade, que abrange o varejo e os supermercados.

O balanço também ressalta que o volume da Amstel ampliou acima de 25% as suas vendas na metade inicial de 2022 em todo o mundo. Essa expansão foi de dois dígitos em mais de 20 mercados, sendo “especialmente forte” no Brasil.

O Grupo Heineken ainda relata um crescimento modesto, em um dígito baixo, do seu portfólio de bebidas com baixa graduação alcoólica ou sem álcool, mas aponta que mais de 20 mercados tiveram crescimento de dois dígitos, entre eles, “notadamente”, o Brasil.

“Heineken 0.0 cresceu mais de 60%, impulsionando o crescimento de toda a categoria de cerveja sem álcool para se tornar a marca número 1 do segmento em valor”, diz a empresa, destacando que sua marca agora lidera o segmento de cerveja sem álcool no Brasil.

Outra líder de mercado é a Baden Baden, entre as artesanais, tendo crescido quase 10% em volume na primeira metade do ano no País.  Já o volume da Sol avançou globalmente em um dígito baixo, liderado pela forte expansão no Brasil, Chile e África do Sul.  E o portfólio de cervejas econômicas retraiu pouco mais de 20% no mercado brasileiro.

Avaliação do CEO
Nos comentários sobre o balanço, o CEO do Grupo Heineken, Dolf van den Brink, celebra o resultado alcançado de janeiro a junho, citando a resiliência do consumo de cerveja, mesmo em um contexto global de alta inflacionária.

Estamos animados com os resultados da primeira metade do ano. Nos beneficiamos da recuperação na Ásia-Pacífico e do on-trade na Europa à medida que os consumidores voltaram aos bares, com a demanda resiliente até agora, apesar do aumento inflacionário e das pressões sobre a renda disponível dos consumidores

Dolf van den Brink, CEO do Grupo Heineken

Ainda assim, reconhece que o ambiente inflacionário tem representado um desafio para o Grupo Heineken. “Nossas ações em preços, gestão de receitas e produtividade compensam pressões inflacionárias significativas em nossa base de custos. Como resultado, o lucro operacional está agora firmemente à frente de 2019. Continuamos enfrentando uma perspectiva incerta para consumidores e empresas”, acrescenta.

Ambev valoriza 13% na B3 em julho e nível de vendas no 2º tri empolga; veja 5 análises

O mês de julho foi de recuperação para a Ambev no mercado financeiro brasileiro. Após perdas de 13,1% no primeiro semestre de 2022, a ação da multinacional cervejeira reverteu o cenário de queda e apresentou expansão de 11,42% no período, fechando a sessão da última sexta-feira (29)  na B3, a bolsa de valores brasileira, cotada a R$ 14,93.

Embora ainda apresente desvalorização de 3,18% no ano, o desempenho em julho representa uma recuperação para a Ambev, que vinha de três meses consecutivos de perdas no mercado financeiro. A expectativa, agora, é de como se consolidará o desempenho após a divulgação do balanço do primeiro semestre, na última quinta-feira (28).

Afinal, no dia em que o resultado financeiro foi apresentado, o papel chegou ao valor de R$ 15,10, a sua cotação mais elevada desde 25 de abril. Na sexta, porém, recuou aos R$ 14,93, ficando R$ 0,05 mais barata do que na véspera da divulgação do seu balanço.

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O resultado financeiro da Ambev apresentou lucro líquido de R$ 3,064 bilhões no segundo trimestre de 2022, uma alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado. E ele foi puxado pelo crescimento no volume de produtos vendidos, de 6,1%. Apenas considerando a cerveja no Brasil, a expansão ficou em 8,5%.

Analistas de mercado financeiro apontaram o êxito das vendas da Ambev, com o Credit Suisse intitulando o seu relatório sobre o balanço com a expressão “máquina de volume”. A XP Investimentos também aponta a alta das vendas pela companhia como um destaque o segundo trimestre, ainda mais em um cenário de inflação global, mas com o desempenho também sendo ajudado pelo funcionamento sem restrições de bares e restaurantes.

“Com o retorno das atividades fora de casa, a AmBev conseguiu aumentar o volume e os preços na maioria de suas unidades, estratégia a ser valorizada em momentos de inflação global, embora as margens sigam pressionadas diante de custos altos e o aumento das despesas em vendas e marketing tenha impulsionado as despesas de SG&A”, diz.

Na teleconferência para apresentação de resultados, Jean Jereissati, CEO da Ambev, explicou como a companhia lidou com os preços no primeiro semestre. “O foco é sempre encontrar a elasticidade ideal entre o volume e a receita líquida por hectolitro. Fizemos um aumento tático do preço, menor e mais granular, em algumas regiões e produtos, sendo, em média, de 2,5%, tanto em bares quanto no varejo”, dia Jean Jereissati, CEO da Ambev.

A alta média dos preços de 2,5% ficou em consonância com o índice apurado pelo IBGE para o primeiro semestre, que apontou elevação de 2,31% para a cerveja no domicílio (varejo e supermercados) e de 2% fora do domicílio (bares e restaurantes).

A equipe de analistas do Bank of America, porém, estima que a elevação dos preços pela Ambev foi menor do que a adotada pelo Grupo Heineken, especialmente no varejo, e alerta que poderá haver perda de mercado quando os preços das duas principais concorrentes no mercado nacional se alinharem.

“A empresa se beneficiou da contínua reabertura do on-trade. No entanto, notamos que a Heineken aumentou os preços mais do que a Ambev neste trimestre, principalmente no off-trade, de modo que a participação de mercado pode ser impactada quando a Ambev convergir para isso no terceiro trimestre”, avalia.

Porém, para a Ambev, o primeiro semestre, já considerado positivo, deverá ser superado em desempenho pelo segundo. E os motivos para o otimismo envolvem a realização da Copa do Mundo em novembro e dezembro, quando espera aproveitar a alta do consumo e acelerar o seu crescimento com suas soluções digitais, como o Zé Delivery e o BEES, preparando terreno para uma performance ainda melhor em 2023.

Estamos todos com muita expectativa para a Copa. Os próximos três meses serão de polarização política, mas a Copa trará o alívio para unir o País. Estamos muito preparados em termos de logística e marketing. Uma Copa do Mundo no verão depois de dois anos de pandemia vai ajudar bastante no resultado do ano. Mas a questão será a estruturação das marcas e plataformas para que os benefícios permaneçam para 2023

Jean Jereissati, CEO da Ambev

A XP Investimentos, inclusive, apontou que o resultado do segundo trimestre poderá ser emblemático para uma fase ainda mais positiva para a Ambev, avaliando que vai se beneficiar da sua plataforma B2B – o BEES – e da tendência de queda das commodities para alavancar sua margem de lucro na metade final de 2022.

“Com o ambiente macro ainda desafiador, vemos o 2T22 da AmBev como chave para uma mudança positiva nas percepções de curto/médio prazo, já que os preços das commodities estão com tendência de queda e devem descomprimir as margens sequencialmente, permitindo uma recuperação já esperada, a qual acreditamos que possa ser acelerada pelo BEES”, diz.

Ambev acompanha Ibovespa em julho
A alta da ação da Ambev em julho seguiu a tendência da maior parte do mercado de ações brasileiro. Afinal, após recuar, aproximadamente, 6% no primeiro semestre, o Ibovespa recuperou parte das perdas em julho, tendo fechado a sessão da última sexta-feira em 103.165 pontos. Assim, valorizou 4,79% no mês, embora ainda esteja em queda, agora de 1,49%, em 2022.

Essa alta se deu mesmo em um contexto de dúvidas, com a inflação elevada nos Estados Unidos – o índice anualizado está em 6,8% – e da elevação da taxa de juros por lá, passando do intervalo de 1,5% a 1,75% ao ano para 2,25% a 2,5%. Além disso, a aprovação da PEC Kamikaze no Brasil, de caráter eleitoreiro, tende a causar mais desajuste fiscal.

Ainda assim, o Ibovespa teve alta, com a valorização de 62 das 90 ações que compõem o índice, incluindo a da Ambev. E o destaque foi a Via, com variação positiva de 25%, seguida por Positivo (23,6%), as ações preferenciais (22,27%) e ordinárias (21,02%) da Petrobras e a Locaweb (20,46%). Na outra ponta, Qualicorp (-11,66%) e Bradespar (-10,94%) tiveram as maiores perdas do mês.

Fora do Brasil
No mercado externo, as ações das principais cervejarias seguiram o mesmo ritmo da Ambev no Brasil e se valorizaram em julho. Foi o que aconteceu em Nova York, com o papel da própria companhia terminando a última semana cotado a US$ 2,82. Assim, subiu 12,35% no mês, revertendo a tendência de queda do primeiro semestre.

Na Europa, não foi diferente, com o papel da Heineken chegando aos 96,10 euros, se valorizando 10,46% em um mês. Já a ação da AB InBev agora está valendo 52,27 euros, uma alta de 1,71% em julho. Ela poderia, inclusive, ser maior, não fosse o tombo de 4,09% no pregão da última quinta-feira, na sequência da divulgação do seu balanço.

A companhia teve alta de 3,4% no volume de bebidas fabricadas no 2º trimestre, para 149,729 milhões de hectolitros, com o lucro líquido ajustado sendo de US$ 1,468 bilhão, menor do que o US$ 1,507 bilhão do mesmo período de 2021.

O Guia selecionou 5 análises sobre o balanço da Ambev, com avaliações e o preço-alvo para a ação após a divulgação do resultado financeiro do 2º trimestre no final de julho. Confira:

Ativa Investimentos – Preço-alvo: R$ 15,50 (Neutro)
Mais uma vez a Ambev reportou um resultado prejudicado pelo aumento no preço das commodities, que pressionou suas margens na maioria das suas principais operações. Entretanto, vemos a companhia entregando o melhor que poderia para compensar esse efeito, com suas iniciativas para impulsionar a ROL/hl e alavancando suas plataformas digitais. No curto prazo, no entanto, considerando os patamares atuais das commodities e o cenário macroeconômico mundial, ainda enxergamos um cenário de desafios e volatilidade pela frente.

Bank of America – Preço-alvo de R$ 18 (Neutra)
Esperamos que o desempenho da receita seja mais desafiador no 2º semestre, devido às duras comparações do terceiro trimestre, recuperação de preços, o que pode afetar a participação de mercado no Brasil, enquanto os custos devem acelerar em relação ao ano anterior. Para 2023, não esperamos uma redução significativa de custos no Brasil; portanto, as margens devem ser relativamente semelhantes aos níveis de 2022, enquanto há desafios em outros mercados, principalmente na Argentina devido à turbulência econômica.

Credit Suisse – Preço-alvo: R$ 16,50 (compra)
Repetidas vezes, a AmBev desafiou o status quo, apresentando resultados impressionantes mesmo diante de uma dinâmica de consumo mais fraca; este trimestre não foi diferente. Assim, a execução de vendas de alto nível da AmBev levou os volumes de cerveja do Brasil a crescer 8,5% a/a no 2T, ganhando participação de mercado e superando as expectativas de venda e compra de crescimento de baixo a médio dígito.

Citi – Compra
O crescimento do volume de cerveja no Brasil aproveitou o momento de reabertura e o clima favorável em junho e parece sustentável. O preço do LAS refletiu os aumentos de preços e o mix de marcas pode se sustentar, a menos que os ventos contrários da Argentina venham à tona. As principais questões para a gestão são a melhoria das perspectivas de margem com redução de custos de alumínio e aumento do mix RGB/on-trade.

XP Investimentos – Preço-alvo: R$ 18,80 (Compra)

Com mais de 85% dos clientes da AmBev já integrados ao BEEs, as vantagens de um processo de venda totalmente digitalizado estão se tornando mais aparentes. Os pequenos clientes do canal off-trade e on-trade (bares e restaurantes) estão recebendo não só um atendimento melhor e personalizado, com sugestões de portfólio e boas práticas de sell-out, mas seu sistema de gestão (principalmente estoque) já é feito dentro dos BEEs, permitindo mais previsibilidade para ambos os lados. A recente parceria com o GPA adicionará mais um lote de SKUs que estarão disponíveis para todos os clientes, o que confirma que a AmBev está à frente do jogo em vendas digitais de bebidas

Equipe de analistas da XP Investimentos

Balcão Beersenses: Em busca da disrupção cervejeira

Rodrigo Sena Beersenses

Balcão Beersenses: Em busca da disrupção cervejeira

Disrupção é um substantivo feminino que significa “romper ou interromper o curso normal de um processo gerando uma ruptura”.  A etimologia da palavra disrupção vem do latim disruptio.onis que significa fratura, ruptura. Em 1995, o termo foi usado pelo professor Clayton Christensen, da Harvard Business School, em sua teoria da Inovação Disruptiva. Basicamente, no mundo dos negócios, uma disrupção acontece quando todo um mercado é impactado por uma ruptura do modelo estabelecido, seja comercial ou logístico.

A disrupção de modelos de negócio não é novidade. Em 1916, o restaurante White Castle, no Kansas, nos Estados Unidos, inventou uma forma rápida e barata de servir hambúrgueres com batatas fritas e bebidas, criando o fast food e rompendo com o modelo tradicional de negócios daquele mercado. Algumas décadas depois, o McDonald’s romperia de novo o processo estabelecido desse mesmo mercado ao criar o formato de franquias.

Nos últimos 30 anos, a tecnologia tornou possível mais rupturas, e cada vez mais velozes. Uber, Netflix, Airbnb, iFood, e outros, são exemplos de plataformas que provocaram disrupção em seus mercados através da tecnologia.

Tendo tudo isso em vista, fiz toda essa introdução para basear o pensamento central desse artigo: será que alguma tecnologia poderia causar disrupção no mercado cervejeiro? Sempre me faço essa pergunta e tento encontrar respostas. E, recentemente, me deparei com uma bela chance de sondar esse assunto na Brasil Brau, o maior encontro profissional do mercado cervejeiro da América Latina, que aconteceu em São Paulo.

Na Brasil Brau, todas as pontas do mercado se encontram: insumos, logística, equipamentos, serviços, profissionais da área. Tudo estava lá. É claro que, por trás de tudo isso, sempre está a tecnologia. Portanto, a minha missão, que eu mesmo me dei, era encontrar algo que tivesse potencial de disrupção no evento.

Sim, vi muitas novidades bem interessantes. Novas variedades de maltes e lúpulos e novas cepas de leveduras, que podem proporcionar novos sabores e mais produtividade. Equipamentos que melhoram a qualidade da cerveja, como um dosador de dry-hopping eletrônico. A IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) cada vez mais conectando todo o processo produtivo das fábricas a plataformas que, além de controlar a produção, coletam informações importantes de todo o processo em tempo real.

Conheci uma máquina que, sozinha, lava e enche barris automaticamente, deixando o processo mais rápido e eficiente, eliminando falhas manuais e até mesmo economizando água e produtos de limpeza. Vi uma chopeira que usa gelo seco no lugar do tradicional CO2 para pressurizar a linha de chope. Fui apresentado também a uma Smart Vending Machine, basicamente uma geladeira inteligente que vende garrafas e latinhas de cerveja sozinha.

Todas essas novidades são muito legais, inovações importantes que trazem ganhos operacionais significativos para a cadeia produtiva. Mas estava faltando aquela inovação que iria fazer meu olho brilhar, vislumbrando uma disrupção.

Até que me deparei com um pequeno estande, nada chamativo, acanhado, num canto da feira. Ali, um empolgado israelense explicava, meio em português meio em inglês, algo que dizia ser novo no mercado. Aviel Dafna, o animado israelense com quem conversei, é presidente de uma empresa especializada em máquinas automatizadas de varejo e geladeiras inteligentes, chamada Progema, sediada na cidade de Fremont, no Vale do Silício.

Ele me mostrou algo com potencial de disrupção, uma solução que une IoT (Internet das Coisas) e I.A. (Inteligência Artificial) para levar conveniência ao consumidor e novos pontos de venda lucrativos para as cervejarias.

O sistema, chamado AiCerv, é uma plataforma que conecta os barris, a geladeira, a logística, o checkout, os clientes e as cervejarias. Parece improvável isso tudo, né, mas não é.

Do ponto de vista do cliente, há um aplicativo para celular no qual é possível pesquisar a localização dos pontos de venda e quais cervejas estão disponíveis em cada ponto. Até aí, nada demais. Mas quando o cliente chega no local escolhido, ele não encontra nenhuma pessoa, apenas uma discreta geladeira com uma torneira de chope em cima, um QR Code e um display com os estilos de cerveja disponíveis. Basta colocar um copo embaixo da torneira, mirar o celular para o QR Code, escolher qual cerveja e qual quantidade deseja e magicamente a torneira libera a bebida. O checkout e o serviço são feitos automaticamente pela plataforma.      

Do ponto de vista da cervejaria, toda gestão está integrada na plataforma. A cervejaria possui uma central de comando onde monitora, em tempo real, a situação de cada geladeira espalhada em diferentes lugares, e acompanha o consumo de cada barril, podendo prever o reabastecimento das cervejas. Então, dá para planejar melhor a logística para reposição, diminuindo custos. Isso só é possível porque os barris e a geladeira estão conectados à internet.

Os barris, aliás, são feitos de fibra de vidro – uma grande inovação por si só. Mas além disso, são barris que não precisam ser trocados. A cerveja é acondicionada em uma espécie de refil de plástico e para a reposição, basta tirar o refil vazio do barril e colocar um novo cheio. Sem transporte de barris, sem lavagem, sem logística reversa.

O sistema de chope dessa máquina também é inovador, abrigando 4 barris de cervejas diferentes e apenas 1 torneira para o serviço. Todas as mangueiras levam a cerveja para a mesma torneira. Isso só é possível porque após cada serviço acontece uma mini CIP (Clean in Place – limpeza no local) automática, evitando contaminação da linha de chope.

Toda essa plataforma permite que a cervejaria espalhe pontos de venda em lugares públicos que hoje não são explorados, como parques, clubes, condomínios, shoppings e muitos outros, além de poder implementar, inclusive, um ponto de venda dentro de bares e restaurantes.

A Progema está no Brasil, baseada na cidade de Salvador, e já conta com 11 cervejarias que aderiram à plataforma. O app AiCerv está disponível nas lojas de aplicativos da Apple e da Google. Se essa tecnologia vai provocar uma disrupção no mercado cervejeiro? Bem, isso eu não sei. Mas que ela nos faz pensar grande e refletir sobre outras possibilidades de inovação no nosso mercado, ah, isso ela faz.


Rodrigo Sena é jornalista, sommelier certificado em tecnologia cervejeira com especialização em harmonizações e responsável pelo canal Beersenses.

Canpack construirá fábrica para produzir 1,3 bi de latas por ano em Poços de Caldas

Mais uma fábrica de latas de alumínio para atender a indústria de bebidas será construída no Brasil. A Canpack anunciou que terá uma nova unidade produtiva na cidade de Poços de Caldas (MG). O investimento, para isso, será de R$ 710 milhões. A capacidade total inicial instalada da nova planta ficará em aproximadamente 1,3 bilhão de latas por ano.

A previsão da Canpack é que as obras sejam iniciadas no último trimestre de 2022, com as atividades na planta industrial começando nos primeiros meses de 2024. E a expectativa é de que sejam gerados 140 empregos diretos em Poços de Caldas, além de outros 500 indiretos.

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Este é o segundo investimento de peso no Brasil anunciado nos últimos meses pela Canpack. Anteriormente, a companhia havia confirmado a construção de uma unidade para a produção de tampas de metal em Manaus, sob o custo de R$ 360 milhões. E já conta com fábricas de latas em Maracanaú (CE) e Itumbiara (GO). Agora, então, se instalará na região Sudeste.

De origem polonesa, a Canpack opera em 17 países e adquiriu, no mercado brasileiro, a Cia Metalic em dezembro de 2016, passando a operar no País, em um segmento onde também atuam as multinacionais Ardagh, Ball e Crown. De acordo com a companhia, a produção de latas na unidade de Poços de Caldas terá o mercado brasileiro como destino prioritário.

“Este novo investimento, com nossos outros investimentos recentes no Brasil, nos dará uma melhor posição para atender às crescentes necessidades de nossos clientes por latas de bebidas, não apenas no Brasil, mas no mercado regional da América do Sul”, afirma André Balbi, diretor de operações da Canpack no Brasil.

O Brasil é o terceiro maior mercado de latas de alumínio do mundo, tendo vendido 33,4 bilhões delas em 2021, com uma alta de 5,2% em relação a 2020, de acordo com dados da Abralatas. E o País também possui uma alta taxa de reciclagem desse tipo de embalagem, de 98,7%.

16 lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em julho

A cerveja também combina com os dias mais frios do ano. Para comprovar isso, ao longo do mês de julho, o inverno trouxe consigo muitos rótulos temáticos lançados pela cervejarias, como foi o caso da Maniacs, marca curitibana que colocou no mercado mais duas latinhas em edição limitada. Além disso, a Nacional criou 3 rótulos especiais de inverno e a Doktor Brau lançou a sua bebida temática.

O mês de julho também foi marcado por uma série de lançamentos de colaborativas pela cervejarias, como aconteceu com a Sigilo Total, que apresentou o quarto rótulo da série Duets, agora com a participação da Tarin. Além disso, houve espaço para a collab da Dádiva com o bar Câmara Fria.

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Confira essa e outras novidades apresentadas nos lançamentos pelas cervejarias em julho e selecionadas pelo Guia:

Buriti e Under Tap
A Under Tap, de Santo André (SP), acaba de lançar duas cervejas Smoothie Sours, que são bebidas parecidas com vitaminas, bem cremosas, densas e com aromas frutados destacados. Elas foram produzidas de forma colaborativa com a Buriti, também de Santo André. As novidades apresentadas pelas cervejarias em julho foram batizadas como Cadê a Casquinha? e têm graduação alcoólica de 7%. Uma das versões é a Blue Smoothie Sour com graviola, cupuaçu, goiaba branca, banana e spirulina azul e a outra é a White Smoothie Sour com Lassi de coco e zimbro, graviola e maracujá. Os lançamentos já estão disponíveis nos pontos de venda, em latas de 350ml e chope.

Câmara Fria e Dádiva
A American Coffee é a nova collab da Dádiva com o Câmara Fria. Essa Session IPA com café tem 4,7% de teor alcoólico, prometendo promete leveza, refrescância e amargor equilibrado. Os lúpulos trazem aromas cítricos e as notas do café são frutadas e com leve tosta, contribuindo para a complexidade de sabores. Ela foi criada para acompanhar a Breakfast Pizza, que tem massa de fermentação natural e recheio de molho de tomate, cheddar inglês, bacon, ovo e um molho de pimentão tostado.

Cruls
A Cruls Cervejaria colocou no mercado a Solarius, uma Juicy IPA. Na receita, leva lúpulos de lotes exclusivos de fazendas produtoras dessa matéria-prima nos Estados Unidos. O nome da cerveja faz referência ao monumento homônimo localizado na saída sul do Distrito Federal, próximo à fábrica da cervejaria, popularmente conhecido como Chifrudo. Na receita, o novo rótulo da Cruls recebeu 3 variedades de lúpulos: Strata, Centennial e Columbus. No caso do Strata, a cervejaria teve acesso a diferentes lotes dessa variedade vindos diretamente da Indie Hops, empresa especializada no processamento e desenvolvimento desse insumo cuja sede fica em Portland, no Oregon. A bebida tem 7% de graduação alcoólica e 41 IBUs.

Doktor Brau
A Doktor Brau lançou neste mês a Melanina, desenvolvida especialmente para o inverno, sendo uma releitura da clássica Irish Extra Stout. É uma cerveja escura, com 37 IBUs, de corpo seco, mas suave. Apesar da quantidade significativa de grãos escuros presentes em sua receita, a presença de cevada em flocos arredonda o paladar, prometendo um agradável sabor de nuts, café e cacau. Já seu teor alcoólico é de 6%, para acompanhar o frio e aquecer o corpo. O lançamento, desta vez, foi apenas em chope e está disponível em bares especializados em cervejas.

Landel
A Landel aproveitou o Growler Day Latino para lançar a Too Lazy. Trata-se de uma American Wheat com Dry Hop de Azzaca, lúpulo que confere aromas de frutas cítricas e amarelas, cujo nome é homenagem ao deus haitiano da agricultura. É uma cerveja de trigo com 5,1% de teor alcoólico. No visual, é clara e levemente turva.

Maniacs
A família de cervejas da Maniacs Brewing Co. está maior. A marca curitibana colocou no mercado mais duas latinhas de 350ml em edição limitada: a Cacau Sour e a Bahia Vanilla. Os rótulos fazem parte de um projeto que traz produtos orgânicos brasileiros de alta qualidade. A Cacau Sour é uma Sour feita com cacau, refrescante, com sabor e aroma iniciais de chocolate, leve dulçor de malte e a tradicional acidez do estilo. Já a Bahia Vanilla é uma Blond Ale com baunilha, cor dourada e levemente turva, com um final adocicado. O aroma de baunilha é a marca da bebida.

Nacional
A Cervejaria Nacional apresentou três receitas especiais para o inverno: Saravá, Lareira e Cocada. As cervejas de inverno são do estilo Russian Imperial Stout, uma bebida robusta, complexa, encorpada, de alto teor alcoólico e rica no sabor de malte escuro. A Saravá possui corpo alto, 10% de teor alcoólico e 55 IBUs, com notas de chocolate e café no aroma; já a Lareira, com a mesma base da Saravá, recebe adição de cascas de Amburana e malte defumado no preparo; e a Cocada, outra variação da Saravá, tem como protagonista o coco queimado. No aroma, notas de chocolate, café e caramelo, tem 70 IBUs e 10% de graduação alcoólica.

Ouropretana
Baseada nas origens da cidade que carrega em seu nome, a Ouropretana apresentou, em julho, a Ouropretana Black Lager – Ouro de Mina, uma ode à Mina Du Veloso, que guarda a engenhosidade africana no desbravamento dos morros que circundam Minas Gerais. Pertencente ao estilo Black Lager, é uma cerveja parcialmente maturada nas galerias da mina, tendo coloração intensa e notas aromáticas maltadas. A bebida traz 19,5 IBUs de amargor e 4,5% de graduação alcoólica.

Planta e Raiz
Com sucessos marcantes e populares ao longo de 25 anos de carreira, o grupo Planta e Raiz está lançando três rótulos de cerveja com aroma e sabor que remetem ao da maconha. A primeira delas é a Planta e Raiz Amnesia Raze, uma Session IPA inspirada na cepa canábica, com aromas cítricos de laranja e maracujá, amargor leve e um teor alcoólico baixo – 4,8% – e 33 IBUs. A segunda é a Planta e Raiz Sour Diesel, uma experimental New England IPA inspirada em uma das populares cepas da Cannabis sativa, também conhecida como Sour D. Ela apresenta aromas florais e cítricos, tendo 7,5% de graduação alcóolica e 30 IBUs. E para fechar, a Planta e Raiz Mango Rush, uma West Coast IPA batizada com o nome de uma linhagem da Cannabis que tem aroma parecido com o da manga verde e banana. Esta novidade apresenta 7% de graduação alcóolica e 60 IBUs. Os três rótulos foram produzidos pela Smoked Brew e distribuídos pela choperia São Paulo Tap House.

Sigilo Total e Tarin
A Sigilo Total acaba de lançar o quarto rótulo da série Duets. Depois das parcerias com UnderTap, CaptainBrew e Hop Mundi, chegou a vez da nova colaborativa com a Tarin. Life Blues é o nome da Double Juice IPA, feita com os lúpulos Citra, Mosaic, Eldorado e Riwaka, produzida coletivamente pelas cervejarias em julho. Na identidade visual, dois dos melhores guitarristas do mundo foram homenageados, BB King e Eric Clapton, que gravaram o álbum Riding with the King em 2000. A novidade já está disponível nos pontos de venda, e-commerce da cervejaria e na taphouse, em latas de 473ml e chope.

Menu Degustação: Festa no Dia da Cerveja, nova bebida da Ambev, confraria nórdica…

Os últimos dias de julho e os primeiros de agosto prometem ser agitados no setor cervejeiro. Aproveitando a celebração do Dia Internacional da Cerveja, Campinas (SP) receberá, em 6 e 7 de agosto, o Polo Beer Festival, evento que vai reunir 30 cervejarias da região da cidade do interior paulista.  

Em outra frente, a Animar Beer promove, na próxima segunda-feira, uma confraria nórdica em Santo André (SP) com a presença de 10 rótulos de cervejas, hidromel e Aquavit, vindos da Noruega.

Para quem gosta de novidade, o Beverage Hack Lab, laboratório pertencente ao Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev desenvolveu o Reiwa, uma bebida que tem o saquê como base. Além disso, a Hoegaarden sem álcool agora está disponível em supermercados de São Paulo e no e-commerce.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Impressão em latas
A Ball Corporation anunciou a chegada ao Brasil da Ball Digital Printing, uma tecnologia que permite impressão com qualidade fotográfica e uma infinidade de cores em latas para bebidas, além de rótulos únicos e customizados. De acordo com a empresa, a inovação surgiu a partir de uma demanda do mercado de bebidas por personalização das embalagens, feita de maneira mais rápida e em menor quantidade. A tecnologia oferece reprodução de imagens em até 600 dpis.

Evento tecnológico
A Ambev anunciou a realização do Tech & Cheers, o primeiro evento da companhia que vai unir todo seu ecossistema tech para uma experiência sobre inovação, empreendedorismo e tecnologia. O encontro vai trazer nomes de peso do mercado nacional e internacional, sendo híbrido. No formato presencial, acontecerá em São Paulo, no Espaço Unimed (antigo Espaço das Américas), na próxima quarta-feira (3), sendo gratuito. As inscrições já estão abertas. No formato online, aberto a todos, a transmissão será por meio de uma plataforma digital

Aceleração de projetos
Em mais um passo para acelerar a digitalização do ecossistema, a Ambev criou o programa “Beer Garage Incubator”, que seleciona projetos internos, criados pelos próprios colaboradores, voltados para desafios do setor por meio da tecnologia. Após a análise de mais de 90 projetos submetidos globalmente, 10 times foram selecionados para passar por um processo de desenvolvimento, incubação e aceleração de 11 semanas no Vale do Silício, nos Estados Unidos, um dos principais polos de desenvolvimento de startups e inovação do mundo.

Nova bebida
O Beverage Hack Lab, laboratório pertencente ao CIT da Ambev, desenvolveu o Reiwa, uma bebida alcoólica mista levemente gaseificada (Sparkling Sake) que tem como base o saquê e, no sabor, romã e hibisco. A bebida é produzida à base de fermentação de arroz com aromas naturais e possui apenas 4% de graduação alcoólica, além de 74 calorias por lata. É indicado para dietas veganas e celíacas.

Hoegaarden nos supermercados
A versão 0,0% álcool da Hoegaarden chegou a supermercados de São Paulo e e-commerces selecionados. A cerveja sem álcool está disponível no St. Marche, Mambo, Pão de Açúcar, Empórium SP, e em plataformas online, como Daki, Amazon e Empório da Cerveja, que entregam em todo território nacional.

Portas abertas para festival
A Beck´s traz uma ação para São Paulo que vai transformar os chaveiros espalhados pela capital em portas de entrada para a última edição do Urbeck´s Festival, no próximo sábado (30). É assim: ao escanear a palavra “Chaveiro” no estabelecimento, a pessoa tem a chance de despertar a chave para entrar no festival. E, mesmo que não encontre um ingresso, todos os participantes desbloqueiam uma cerveja via Zé Delivery.

Confraria nórdica
A Animal Beer trouxe da Noruega, aos apreciadores de cervejas especiais e artesanais, 10 rótulos de cervejas, hidromel e Aquavit, um tradicional destilado de origem escandinava e enriquecido com substâncias aromáticas, para a 1º Confraria Especial. O evento acontecerá na segunda-feira (1º), das 20h às 22h, na Vila Alzira, em Santo André. O valor é de R$ 150,00 por pessoa e as reservas precisam ser feitas com antecedência.

Festa em Campinas no Dia da Cerveja
O Dia Internacional da Cerveja (5 de agosto) será celebrado com um grande evento, em Campinas, com a participação de 30 cervejarias que fazem parte do polo cervejeiro local. Trata-se da edição de inverno do Polo Beer Festival, que vai tomar a Praça Carlos Gomes, nos dias 6 e 7 de agosto. O festival terá 120 torneiras de chope, de variados estilos, 15 food trucks e seis atrações musicais.

Homenagem do Museu da Cerveja
Para homenagear alguns protagonistas da produção de cervejas, o Museu da Cerveja de Blumenau (SC), que vai reabrir completamente reformulado ainda neste semestre, terá uma linha especial de cervejas que levará o nome de profissionais que fazem a diferença no mercado. Os rótulos serão produzidos na Cerveja Blumenau. O primeiro escolhido para a homenagem é Gustavo Miranda. Engenheiro químico por formação, ele foi um dos primeiros brasileiros a trazer de Berlim o título de cervejeiro profissional e sommelier de cervejas. A estilo escolhido para a cerveja é uma Fest Bier.

Campeonato com lúpulo americano
A Hop Growers of America (HGA), associação sem fins lucrativos de lúpulos americanos, abriu inscrições para a segunda edição do Campeonato HGA Best Brazilian Craft Beer, que irá premiar a melhor cerveja com lúpulo americano. As inscrições podem ser feitas por qualquer cervejaria com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no site da USA Hops. As 10 selecionadas receberão kits de lúpulos americanos para desenvolver uma nova cerveja, uma West Coast IPA. O julgamento será na penúltima semana de novembro, com o vencedor sendo anunciado na semana seguinte.

Clube do Malte quer zerar estoque
O Clube do Malte segue, até domingo (31), com a sua principal promoção do ano. A promessa é de que os principais rótulos de cerveja serão vendidos abaixo do preço de custo nessa reta final, podendo ser adquiridos a partir de R$ 3,90. Os valores podem chegar a 78% de desconto e visam zerar os estoques. Ao todo, mais de 270 rótulos diferentes estão disponíveis. Para aproveitar os descontos, basta acessar o site do Clube do Malte. No fim da compra, não é preciso adicionar nenhum código promocional.

Cerveja Box e Everbrew
A Cerveja Box comemora quatro anos e até domingo (31), em parceria com a Everbrew, entrega cervejas em dobro para o primeiro mês de assinatura do clube da marca.  O e-commerce conta com benefícios para os sócios do clube Everbrew. Em agosto, a parceria continua e será a vez de a Everbrew comemorar seu aniversário: seis anos da marca. Por isso, a Everbrew ganhará destaque como cervejaria do mês no Cerveja Box e, para celebrar, todos os rótulos estarão com descontos.

Curso de leveduras
O primeiro curso online da editora cervejeira Krater já está disponível. É o “Levedura – O Essencial da Fermentação”. O curso está organizado em 9 módulos e tem 20 aulas, todas gravadas e online, conduzidas pelos especialistas em microbiologia Bianca Telini e Marcelo Menoncin, da Clado Consultoria. As aulas são indicadas para quem está começando a produzir cerveja em casa ou quem já o faz há algum tempo.

Show no Esconderijo
Nesta sexta-feira (29), no Esconderijo, bar da cervejaria Juan Caloto, acontece o show da Country Roads, banda de bluegrass folk étnico. No sábado, a música fica por conta da banda Touro Mecânico. Ambas as apresentações vão ser a partir das 19h30. No bar, que apresenta atmosfera inspirada no faroeste mexicano, é possível encontrar várias cervejas de fabricação limitada como Krieken Lambiek e Orange Blossom Infused Lambic, ambas da marca belga Oud Beersel.

Ambev lucra R$ 3,1 bilhões no 2º trimestre e vende 8,5% a mais de cerveja no Brasil

A Ambev fechou o segundo trimestre de 2022 com lucro líquido de R$ 3,064 bilhões, uma alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela venda de mais de 40 milhões de hectolitros de bebidas, um desempenho inédito no período para a companhia, que segue, porém, pressionada pela alta dos custos. No Brasil, a venda de cerveja expandiu 8,5% nos meses de abril a junho.

O lucro líquido ajustado da Ambev ficou em R$ 3,086 bilhões no segundo trimestre, um crescimento de 4,2%. A alta foi maior no somatório do semestre, de 15,9%, para R$ 6,637 bilhões, assim como a do lucro líquido, de 16,4%, para R$ 6,593 bilhões.  

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O balanço do segundo trimestre da Ambev também revela que a companhia teve Ebitda ajustado de R$ 5,538 bilhões, um avanço reportado de 4,7% e ajustado de 17,6%, com a receita líquida chegando aos R$ 17,989 bilhões, o que representa crescimento reportado de 14,5% e orgânico de 19,6%.  

De acordo com a empresa, a expansão da receita em um nível mais acelerado do que o do Ebitda se deu “devido aos obstáculos nas commodities que impactam o Custo do Produto Vendido (CPV) e às contínuas pressões inflacionárias, juntamente com adicionais”.

Por sua vez, o volume de bebidas produzidas pela empresa no período, atingiu os 42,242 milhões de hectolitros, uma expansão de 6,1%. Esse crescimento do volume foi impulsionado pelo aumento do consumo fora de casa, assim como pelo Brasil.

O balanço do segundo trimestre da Ambev apontou a fabricação de 21,944 milhões de hectolitros de cerveja no País no período, o que significou crescimento de 8,5% em comparação aos meses de abril até junho de 2021. Já no semestre, foram produzidos 41,774 milhões de hectolitros, uma expansão de 5,2%.

Também no Brasil, a receita líquida obtida com a cerveja expandiu 22,7%, para R$ 6,449 bilhões, com um crescimento ainda mais relevante, de 43,3% entre os não alcoólicos, para R$ 1,074 bilhão.

Comentários da administração
Nos comentários divulgados pela administração da Ambev sobre o balanço no segundo trimestre, prevalecem avaliações sobre os desafios encarados em função da inflação persistente a níveis elevados e da alta dos preços das commodities. O contraponto, porém, envolve a premiumização do portfólio e o êxito comercial das inovações, impulsionando resultados positivos.

O volume cresceu 6,1% no consolidado, impulsionado principalmente pelo Brasil, onde a premiumização contínua, a resiliência do core e o contínuo desenvolvimento de nossas inovações no core plus resultaram em um crescimento de 8,5% no volume da cerveja, enquanto o volume de NAB aumentou 16,2%, impulsionado pela distribuição alavancada pelo BEES e consistente estratégia comercial

Ambev

A companhia destaca que a alta das commodities tem impactado os custos por produtos vendidos (CPV), enquanto a inflação elevada causa efeitos nas despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A).

“Commodities continuaram sendo um fator determinante, levando a um aumento de 17,8% no CPV/hl excluindo depreciação e amortização no trimestre. Enquanto isso, o SG&A cresceu 17,7%, principalmente impactado pela pressão inflacionária associada a maiores investimentos em vendas e marketing, mas parcialmente compensado por menor provisão de remuneração variável”, afirma.

Mas a Ambev também destaca ter expandido a sua participação no mercado, seja em relação ao mesmo período de 2021 ou na comparação com o primeiro trimestre, apontando a expansão da marca Original como um dos seus destaques no período de abril a junho.

“Nossas marcas premium cresceram low twenties, lideradas por Original e Chopp Brahma, sendo que este último teve seu maior volume em um segundo trimestre. Nossas marcas core cresceram low teens, mantendo o momentum, e continuamos investindo nas nossas marcas focus do core plus, Brahma Duplo Malte e Spaten. Nossa estratégia de garrafas de vidro retornáveis continuou a se fortalecer com a aceleração do canal on-trade, com um crescimento de embalagens RGB low twenties em relação ao 2T21”, afirma.  

5 opções de livros para quem já atua ou deseja empreender no mercado cervejeiro

O mercado de cervejas artesanais brasileiro ainda busca se consolidar após realizar saltos relevantes no período pré-pandemia. Pressionado por uma crise global, o segmento tem se reorganizado para retomar a expansão, o que exige a obtenção e a aplicação dos conhecimentos pelos profissionais. Eles podem ser adquiridos com o apoio de empresas e escolas especializadas em cursos e consultorias, que têm ganhado espaço no setor, e, claro, através de livros sobre conhecimento cervejeiro.

Os livros, afinal, são uma fonte milenar de informação, também sendo importantes aliados na formação de quem deseja ingressar no mercado, adquirir conhecimento, aprimorar e até mesmo desenvolver novas habilidades e competências para utilização na rotina dentro do setor cervejeiro.

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“A busca de conhecimento e aperfeiçoamento é uma necessidade constante em qualquer mercado. E no setor das cervejas artesanais, que ainda está apenas começando no Brasil, avanços na gestão ou na operação do negócio podem ser grandes diferenciais competitivos”, pontua Filipe Bortolini, sócio da Beer Business, empresa especializada em cursos e consultorias para negócios cervejeiros.

Para Bortolini, a busca por conhecimento em livros, cursos e consultorias especializadas é fundamental para quem quer produzir com consistência e crescer de forma sustentável, adaptando-se à realidade de um mercado em constante evolução.

Assim, diversos livros com a temática cervejeira têm sido lançados nos últimos anos. Por isso, com o apoio do sócio da Beer Business, o Guia preparou uma lista com 5 opções de livros cervejeiros e ainda os relacionou a serviços e cursos oferecidos pela empresa especializada para quem está em busca de mais conhecimento no setor.

Confira a seguir a relação de livros e cursos para quem atua no setor cervejeiro:


Livro 1: A história da Heineken – A cerveja que conquistou o mundo

Autor: Barbara Smit
Editora: Zahar
Sinopse: A história segue uma linha do tempo da cervejaria, criada em Amsterdã, em 1864, chegando até os dias atuais. Escrito pela jornalista Barbara Smit, o livro detalha as estratégias de negócios e truques de marketing que construíram a trajetória de uma empresa familiar que se transformou em marca global e campeã de vendas. Entre eles, o personagem principal da história: Alfred “Freddy” Heineken. A história da Heineken traz detalhes das batalhas pelo mercado internacional de cerveja e suas táticas, aquisições e campanhas publicitárias

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Consultoria de Estratégia de Marca


Livro 2: A revolução da cerveja artesanal

Autor: Steve Hindy
Editora: Zahar
Sinopse: É um relato do renascimento da indústria cervejeira norte-americana ao longo das últimas quatro décadas. Em meados dos anos 1970, havia menos de 40 cervejarias nos Estados Unidos; hoje, são mais de 2.500. A história é contada por Steve Hindy, que atuou como jornalista durante 15 anos antes de fundar a Brooklyn Brewery com seu sócio Tom Potter. Ele também esteve diretamente envolvido na evolução da indústria ao trabalhar na Brewers Association e no Beer Institute

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Consultorias de Precificação e Gestão Comercial


Livro 3: A mesa do mestre cervejeiro – Descobrindo os prazeres das cervejas e das comidas verdadeiras

Autor: Garrett Oliver
Editora: Senac São Paulo
Sinopse: Garrett Oliver, mestre cervejeiro e a maior autoridade em cerveja nos Estados Unidos, revela por que a verdadeira cerveja artesanal é o melhor acompanhamento para qualquer refeição. A publicação expõe o processo de fabricação, a história e apresenta os mais diferentes estilos de cerveja de todo o mundo. É um livro para os aficionados por cerveja e culinária

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Curso e Consultoria de Brewpub e Consultoria de Desenvolvimento de Receitas


Livro 4: Fazemos cervejas – Os primeiros anos de uma microcervejaria

Autor: Richard Westphal Brighenti
Editora: Copiart
Sinopse: A publicação reúne ideias, histórias, desafios e oportunidades que transformaram uma pequena cervejaria do interior de Santa Catarina, em uma trajetória digna de ser conhecida. Entusiasmo, paixão, gestão de pessoas, respeito, simplicidade, inquietação e incentivo da cultura local são valores que trouxeram êxito, sendo usados em produtos bem pensados e reconhecidos por premiações. Mas as cervejas demandaram menos esforços do que o trabalho ao seu redor. Richard Westphal Brighenti é cervejeiro da Lohn Bier, sommelier, professor e juiz em concursos cervejeiros

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Consultoria de Plano de Negócios


Livro 5: Direito para o mercado da cerveja

Autores: André Lopes (Advogado Cervejeiro), Cristiano Távora Martins Lopes, Elisabeth Bronzeri e Vinícius Verdi Borges.
Editora: Krater
Sinopse: O Direito para o Mercado da Cerveja esclarece diversas dúvidas nebulosas, porém comuns, tanto nos círculos cervejeiros como nos jurídicos. Tendo sido escrito por quatro juristas com ampla experiência na interseção entre as duas áreas – sendo dois deles, inclusive, sommeliers de cervejas –, este livro analisa o mercado pelo prisma de diferentes especialidades jurídicas: direito civil, comercial e empresarial; direito trabalhista; e direito tributário. Os autores concluem a obra com uma síntese de suas ideias, apontando algumas perspectivas para o futuro, e oferecem recursos complementares com utilidade prática para profissionais do direito e da cerveja

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Curso Tributação para o Mercado Cervejeiro, Consultoria para Abertura de Empresas e Consultoria Tributária

Os 9 principais concursos cervejeiros do Brasil e do mundo no 2º semestre

O segundo semestre deverá ser agitado para quem acompanha ou participa de concursos cervejeiros. Afinal, estimulado pela retomada dos eventos presenciais, ocorrida ainda durante a primeira metade do ano, o setor terá uma série de competições importantes no Brasil e no mundo.

As premiações ganham em importância nesse momento, pois, em um mercado que busca se restabelecer, faturar uma medalha em uma renomada competição pode ser a chancela que ajudará uma cervejaria a se destacar diante das demais concorrentes. Assim, é importante que as marcas levem a sério os concursos cervejeiros do segundo semestre, em busca da notoriedade obtida pelos vencedores.

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“Os concursos são um atestado de qualidade dentro do setor cervejeiro. Eles vão dizer que aquela cerveja estava boa e que aquela cervejaria fez bem essa cerveja. Por isso as cervejarias, em geral, veem com bons olhos essa recompensa e o reconhecimento ao seu trabalho dentro desses concursos”, afirma Luis Celso Jr., sommelier e fundador do Bar do Celso.

O especialista ressalta que os resultados das competições cervejeiras servem como referência para o público no momento de escolha e definição dos rótulos que irá comprar.

“Para os consumidores, é bem interessante os concursos porque eles servem como guia de degustação. O consumidor pode escolher aquela cerveja premiada que ganhou um concurso ou mesmo pegar a lista das premiadas e ir atrás dessas cervejas para degustá-las com a intenção de entender esses produtos”, completa.

Com o auxílio de Celso, o Guia selecionou nove concursos cervejeiros que estão agendados para o segundo semestre, caso do World Beer Awards, que anunciará suas premiações nacional e mundial nos dias 6 e 25 de agosto, respectivamente. “É um dos maiores concursos, premia regionalmente e também o mundo todo”, lembra Celso, que foi um dos jurados da etapa brasileira.

Após o World Beer Awards, os próximos eventos de destaque do calendário de concursos cervejeiros serão o International Beer Challenge e a South Beer Cup, em Ribeirão Preto (SP), que também vai abrigar a primeira edição da Copa Paulista de Cerveja Artesanal, todos marcados para setembro.

Também em setembro, em Munique, na Alemanha, vai ocorrer o European Beer Star, que já confirmou inscrições de representantes de mais de 20 países, entre eles o Brasil.

A organização do evento proibiu a participação de cervejarias da Rússia em manifestação contra a invasão da Ucrânia, qualificando a ação militar como uma “agressão e uma violação ao direito internacional”.

Entretanto, o evento informa que “pode permitir exceções a esta regra no caso de uma cervejaria sediada na Rússia comprovada e permanentemente posicionar-se publicamente contra a guerra contra a Ucrânia e condenar as ações beligerantes do governo russo”.

No fim de outubro, vai ocorrer o Brasil Beer Cup, em Florianópolis, e a Copa Cervezas de América, em Valdívia, no Chile, sendo que a etapa brasileira, em Porto Alegre, ocorrerá no início de agosto.

Outro evento de peso do calendário é o Brussels Beer Challenge, que acontecerá entre o final de outubro e o início de novembro, em Eupen, na Bélgica. Confiante na tradição e na credibilidade do evento, a organização anunciou que espera por mais de duas mil cervejarias inscritas.

Confira os principais concursos cervejeiros do segundo semestre:

WORLD BEER AWARDS
ONDE: Londres, Inglaterra
QUANDO: dias 6 (anúncio dos vencedores nacionais) e 25 de agosto
POR QUÊ: Com etapas regionais em vários países, incluindo o Brasil, a competição é considerada uma das mais importantes do mundo, abrindo espaço para cervejas de todo o planeta participarem. Além da premiação mundial, o dia 25 de agosto também está reservado para o anúncio dos melhores design dos rótulos inscritos

INTERNATIONAL BEER CHALLENGE
ONDE: Londres, Inglaterra
QUANDO: 7 de setembro
POR QUÊ: A tradicional competição vive sua 26ª edição em 2022. O prazo de inscrições foi ampliado para 3 de agosto. A organização do evento ressaltou que deu mais tempo para os interessados em participar da competição “mais bem avaliada e influente” do setor e cuja premiação é promovida com o slogan de “selo final de qualidade”.

SOUTH BEER CUP
ONDE: Ribeirão Preto (SP)
QUANDO: de 8 a 10 de setembro
POR QUÊ: Após dois anos sem poder ser realizada por causa da pandemia, a competição, popularmente conhecida no setor como “Copa Libertadores da América da cerveja”, voltará a ocorrer em 2022. Será a 10ª edição do evento, que tem como pré-requisito obrigatório para as microcervejarias a conquista de ao menos uma medalha de ouro, em 2020 ou 2021, em um dos concursos considerados de ponta pelos organizadores.

COPA PAULISTA DE CERVEJA ARTESANAL
ONDE: Ribeirão Preto (SP)
QUANDO: de 8 a 10 de setembro
POR QUÊ: Realizada paralelamente à South Beer Cup na cidade do interior paulista, a competição, que integra a programação da Craft Beer Ribeirão, viverá a primeira edição, tendo aberto inscrições para todas as cervejarias registradas no estado. O evento surgiu com o intuito anunciado pela organização de poder reunir os melhores produtores na região mais rica do país e de incentivar a melhoria da qualidade dos rótulos.

EUROPEAN BEER STAR
ONDE: Munique, Alemanha
QUANDO: 14 de setembro
POR QUÊ: O principal concurso cervejeiro da Europa é realizado em uma das regiões mais tradicionais da bebida no mundo, com grande abrangência global e alto nível dos seus juízes. “A European Beer Star está particularmente orgulhosa de suas estrelas, os jurados. O júri é composto por especialistas mundialmente reconhecidos em cerveja e indústria”, ressalta a organização.

BRASIL BEER CUP
ONDE: Florianópolis (SC)
QUANDO: de 23 a 29 de outubro

POR QUÊ: Com o tema “A R-evolução é Cervejeira”, a edição de 2022 da competição voltará a utilizar o Beer Sensory, uma ferramenta introduzida no ano passado no evento e exclusiva dentro dos concursos do setor, além de contar com um painel paralelo, formado por quatro cientistas, que vai monitorar o trabalho de todas as mesas de juízes durante o julgamento dos rótulos.

COPA CERVEZAS DE AMÉRICA
ONDE: Valdívia, Chile
QUANDO: de 24 a 30 de outubro (a etapa brasileira será de 5 a 7 de agosto)
POR QUÊ: Após um hiato de dois anos sem ocorrer por causa da pandemia, a maior competição cervejeira da América Latina volta a acontecer em 2022, desta vez em Valdívia, palco da nona edição do evento, que também promove etapas nacionais, no Brasil, na Argentina e no próprio Chile. “É um concurso tradicional e que é legal para os latino-americanos”, destaca Celso.

BRUSSELS BEER CHALLENGE
ONDE: Eupen, Bélgica
QUANDO: de 31 de outubro a 3 de novembro
POR QUÊ: Primeira competição profissional de cerveja da história da Bélgica, país que é uma das principais escolas da tradicional bebida no mundo, o evento projeta romper a barreira de 2 mil cervejarias inscritas de todo o planeta, divididas em categorias baseadas em origem, tipologia e estilo.

MONDIAL DE LA BIÈRE
ONDE: Rio de Janeiro
QUANDO: Data a confirmar
POR QUÊ: Criado em 1994, o festival, além de ocorrer em Montreal, no Canadá, conta com edições anuais no Rio de Janeiro e em São Paulo, Para completar, é realizado em Paris, na França. O Brasil se tornou o primeiro país a sediar duas etapas deste respeitado festival, que também possui o seu concurso cervejeiro.