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Com pagode em alta, Itaipava leva chope em lata para turnê de Thiaguinho

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O show Tardezinha, que contou com 162 edições ao longo de quatro anos, voltará a rodar o Brasil a partir de abril com uma novidade. A Itaipava, marca do Grupo Petrópolis, vai patrocinar a turnê de Thiaguinho, tendo o seu chope em lata como bebida oficial das apresentações, levando o nome de ITA-Draft Tardezinha.

A novidade, além de referendar a parceria da Itaipava com um dos principais nomes da música brasileira na atualidade, representa um reposicionamento de marca. Afinal, em 2018, lançou a Go Draft em versões de garrafas long neck e 600ml, rótulo que deixa de fazer parte do portfólio da marca. Agora, então, a Itaipava passa a ter o seu chope em lata – e com o rosto de Thiaguinho estampado em suas embalagens. “É muito doido saber que a minha lata estará estampado na latinha para milhões de brasileiros ao longo do ano todo”, brinca Thiaguinho.

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De acordo com a Itaipava, a novidade é cinco vezes filtrada em seu processo produtivo, não sendo pasteurizada, o que a deixa mais leve. “Ela tem uma tecnologia de ultrafiltração, permitindo que a cerveja não seja pasteurizada. É por isso que nós chamamos de chope na lata. Ela posterga o tempo de validade, estendendo a experiência que o mestre-cervejeiro coloca na nossa adega”, explica Diego Gomes, diretor industrial do Grupo Petrópolis sobre a novidade, que também reforça o uso da nomenclatura ITA pela marca

A cerveja estará presente em toda a turnê de Thiaguinho, com a Itaipava também prometendo lançá-la no varejo. E será uma longa jornada. Afinal, o cantor já tem 26 shows agendados da turnê Tardezinha até 9 de dezembro em 25 cidades. A abertura será em 1º de abril, no Rio de Janeiro, já com ingressos esgotados, assim como para as apresentações em Curitiba, Niterói, Belo Horizonte e São Paulo.

É, assim, a retomada do impressionante sucesso da turnê Tardezinha, iniciada em 2015. De volta ao calendário de shows após o abrandamento da pandemia, demonstrou que a busca pelas apresentações de Thiaguinho continuam em alta, tanto que muitos dos shows vão ocorrer em estádios, como Mané Garrincha, Mineirão, Arena da Amazônia, Arena das Dunas, Orlando Scarpelli, Serra Dourada, Santa Cruz e Beira-Rio.

A retomada em grandes palcos para grandes públicos referenda o sucesso de um projeto iniciado de forma modesta, idealizado pelo artista com o amigo e ator Rafael Zulu, para que ele pudesse realizar shows nas tardes de domingo, já que no horário noturno estava no ar, na TV Globo, como jurado do programa Popstar.

Desde então, Tardezinha não se resumiu às apresentações musicais, que já reuniram quase 1 milhão de pessoas em quatro anos e meio. O show rendeu dois álbuns ao vivo para o ex-vocalista do Exaltasamba. E a até então última apresentação, em 2019, no Maracanã lotado, foi lançada em DVD, além de ter sido tema de uma série documental.

A demanda do público parece não vir apenas pela mistura de sucessos da carreira solo de Thiaguinho com a nostalgia pelas músicas dos anos 1990 como também por um crescente interesse pelos shows de pagode, tendo, nesse momento, como outro grande exemplo o “Numamice”, de Ludmilla. “O samba é a música do povo brasileiro. Ver os mais jovens cantando samba me enche de alegria”, afirma Thiaguinho.

Agora tendo a “sua” latinha, o artista revela que iniciou a sua trajetória de cervejeiro “tarde”, mas que se tornou apreciador da bebida ao longo dos últimos anos, a levando especialmente para os momentos de lazer, ao lado dos amigos e dos familiares. Além disso, já teve outras parcerias com a Itaipava.


“Comecei a beber tarde, aos 24 anos. Já entendo bem. Faço 40 daqui a dois meses. Gosto e bebo bastante”, diz Thiaguinho. “Cerveja significa lazer e folga. Toda vez que estou em casa com os amigos e as pessoas que amo, é o momento que a cerveja entra na minha vida”, acrescenta.

Em 2023, ele poderá ver uma cerveja com o seu rosto sendo consumida pelo público em diversas cidades brasileiras, nos momentos de lazer propiciados por ele na sua turnê “Tardezinha”, reforçando a relação entre a bebida e o samba e o pagode.  

O samba é genuinamente brasileiro e muito forte no nosso país. Cantar samba é uma honra e uma responsabilidade pela história que tem, por tudo que o samba já enfrentou para chegar hoje nos grandes palcos, nas grandes festas, com apelo do povo. Enxergo o samba forte sempre, até pela resistência que precisou ter desde o início dele. Eu canto samba há 21 anos e percebo como o samba é aceito em todos os estados

Thiaguinho

Setor cervejeiro cresce 6% em 2022, mas deve ter freio em 2023, estima CervBrasil

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Influenciado pela realização da Copa do Mundo no fim do ano e pelo fim das restrições em virtude do abrandamento da pandemia do coronavírus, o setor cervejeiro conseguiu aproveitar o cenário favorável para expandir em 2022. O crescimento foi de 6%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, a CervBrasil.

Segundo o diretor-geral da CervBrasil, Paulo de Tarso Petroni, a produção de cerveja no país no ano passado atingiu a marca de 15,3 bilhões de litros. “O gradativo retorno do consumidor aos bares e restaurantes, após a pandemia e acelerado pelo evento Copa do Mundo de futebol, contribuiu para o crescimento positivo do mercado”, afirma.

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Petroni destaca que a indústria da cerveja movimenta mais de R$ 200 bilhões na economia do Brasil, da produção dos ingredientes com seu plantio no campo até a chegada do produto final ao copo dos consumidores, também sendo responsável por mais de 2 milhões de empregos.

Em sua visão, essa importante parcela da indústria nacional deverá enfrentar maiores desafios ao longo de 2023, afetada por fatores macroeconômicos, como disponibilidade de renda, o que deverá causar impactos, incluindo uma expansão menor da produção de cerveja, de, aproximadamente, 1%.

“A CervBrasil estima para 2023 e de forma conservadora um crescimento próximo de 1% com o desafio colocado de superarmos o patamar de 15,5 bilhões de litros produzidos no Brasil”, avalia o diretor-geral da associação.

Para Petroni, se a expansão da indústria da cerveja será diminuta neste ano, 2023 deverá ficar marcado por um olhar mais atento das empresas para as questões de sustentabilidade. Isso se dará tanto pela necessidade de redução do impacto da atividade, assim como por uma exigência do consumidor.

“Embalagens retornáveis, reciclabilidade, circularidade, pegada de carbono, dentre outras oportunidades estarão presentes mais fortemente nas campanhas de vendas e marketing das empresas”, prevê o diretor-geral da CervBrasil.

Cerveja fica 9,37% mais cara em 2022 e fecha ano acima do IPCA

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A cerveja ficou, em média, 9,37% mais cara ao longo de 2022. O índice foi apontado pelo IBGE para o item no domicílio, em geral comercializado no varejo, e ficou acima da inflação oficial do Brasil no ano passado, o IPCA, que foi de 5,79%, ainda assim estourando o teto da meta da inflação estipulado pelo Banco Central.

A elevada inflação da cerveja no último ano supera o índice de 2021, quando foi de 8,70%. Além disso, reflete a aceleração dos preços registrada ao longo do segundo semestre. Afinal, após acumular alta de somente 2,31% na primeira metade do ano, a cerveja no domicílio ficou 7,06% mais cara no segundo semestre de 2022, de acordo com o IBGE.

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Foram, aliás, seis meses consecutivos em que a inflação da cerveja veio acima do IPCA. Isso, inclusive, aconteceu em dezembro, quando a cerveja ficou 1,37% mais cara, enquanto a inflação geral foi de 0,62%.

A cerveja fora do domicílio, por sua vez, teve alta de 0,55% em dezembro. Apesar disso, terminou acima do IPCA no somatório dos 12 meses de 2022, em 6,42%. Também foi, assim, maior do que o índice de 2021, quando havia sido de 4,82%.

Alimentos e bebidas puxam inflação
Já a inflação geral de 2022, de 5,79%, ficou abaixo dos 10,06% acumulados em 2021. Com esse resultado, ficou pela quarta vez consecutiva acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que era de 3,5% no ano passado, com teto de 5%.

E o grupo de alimentação e bebidas teve o maior impacto no índice, tendo fechado o ano em 11,64%. O item com maior inflação entre os 377 que compõem o IPCA acabou sendo a cebola, com alta de 130,14% em 2022. Já o leite longa vida apresentou inflação de 26,18% no ano passado.

“No caso da cebola, a alta está relacionada à redução da área plantada, ao aumento do custo de produção e a questões climáticas. Já os preços do leite subiram de forma mais intensa entre março e julho de 2022, quando a alta acumulada no ano chegou a 77,84%. A partir de agosto, com a proximidade do fim do período de entressafra, os preços iniciaram uma sequência de quedas até o final do ano, sendo a mais expressiva delas em setembro (-13,71%)”, explica o analista do IPCA, André Almeida.

Em dezembro, o segmento de alimentação e bebidas, com a participação da cerveja, foi o segundo que mais pesou no IPCA, em 0,66%, com destaque para a alta de 14,17% do tomate. E seu impacto foi inferior apenas ao grupo de saúde e cuidados pessoais.

Assim como se deu com a cerveja, a inflação de outras bebidas alcoólicas foi bem superior no domicílio na comparação com o índice fora do domicílio, que representa o item comercializado, em geral, em estabelecimentos como bares e restaurantes.

A inflação de outras bebidas alcoólicas no domicílio ficou em 15,59% em 2022 após alta de 0,57% em dezembro. Fora do domicílio, o item até teve deflação no último mês do ano, de 0,70%. E fechou 2022 com elevação média de 6,75% no seu valor.

Consumidores podem ser fiéis, mas querem sempre novidades, diz especialista

Em um setor concorrido e que tem como foco o atendimento ao consumidor, se dará melhor quem compreender mais rapidamente quais são os desejos do público. Assim, estar atento às tendências é fundamental para as cervejarias, na avaliação de Helton Aguiar, diretor da Meu Garrafão.

Fornecedora de growlers para cervejarias, a empresa viu seus produtos se tornarem uma das principais tendências durante o auge da pandemia do coronavírus, com o crescimento da venda de bebidas via delivery. As mudanças nos desejos do consumidor e mesmo na sociedade, porém, forçam ele e seus parceiros a ficarem atentos às novidades. “Entendemos que o nosso mercado é muito volátil e que nossos clientes e consumidores podem ser fiéis, mas querem sempre novidades”, diz.

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O profissional da Meu Garrafão também avalia que o último ano foi desafiador para o segmento cervejeiro por tendências, como o aumento da busca pelas bebidas prontas para consumo, assim como por efeitos provocados pela inflação.

“Percebi que as próprias cervejas têm sofrido com concorrentes, como, por exemplo, bebidas prontas e drinques prontos enlatados, entre outros. A inflação de 2022 também pressionou o consumo de cerveja”, avalia Aguiar.

Para lidar com esse cenário, o diretor da Meu Garrafão aponta que as cervejarias devem buscar a aproximação do consumidor. E ele próprio tem adotado essa estratégia, realizando investimento na diferenciação dos produtos, como na personalização dos growlers fornecidos aos parceiros.

Focar em temas nas embalagens também pode ser um caminho para capturar a atenção do público cervejeiro, avalia o diretor da Meu Garrafão. “Nós que apoiamos esse setor, temos que ficar atentos a tendências e mudanças constantes, não só no setor cervejeiro como nos adaptarmos a outros estilos de bebidas”, diz Aguiar.

Assim, ao longo deste ano, a Meu Garrafão promete estar atenta aos desejos dos consumidores e clientes, se mantendo competitiva. Mas na opinião do seu diretor, ainda há espaço no mercado para os growlers, disponibilizados pela sua empresa em PET, vidro, cerâmica e inox.

“Eu acho que há espaço para crescer em 2023 muito pela análise da adaptação dos produtos e serviços, para o consumidor se identificar com os produtos”, conclui o diretor da Meu Garrafão, ressaltando o potencial dos growlers.

O que pensa o Guia: Só existe um lado possível – o da democracia

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Nomear e classificar são desafios para todos: para os cientistas, em suas pesquisas estudos e descobertas; para os recém-transformados em pais, com seus filhos; para cervejeiros, que buscam a melhor acolhida para seus produtos; para a sociedade e a imprensa, em busca de relatar o que está acontecendo, qual é a última novidade.

No Brasil, apenas para ficar em casos recentes, falas fascistas foram classificadas como polêmicas. Participantes de atos que defendem o fim da democracia foram jocosamente definidos como lunáticos. E ataques contra princípios democráticos foram apontados como liberdade de opinião.

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Não foi por falta de aviso. Se o marco temporal do início da era mais recente de ataques à democracia foram os atos financiados com recursos públicos de 7 de setembro de 2021, quando a Independência do Brasil foi sequestrada, alguns dos acontecimentos pós-eleição de 2022 mostraram que não seria fácil fechar a caixa de Pandora. Destaque (negativo, claro) para os atos de vandalismo na sequência da diplomação do presidente Lula e a ação que debelou um ataque terrorista próximo ao aeroporto de Brasília às vésperas do réveillon.

Os atos do último domingo (8) na capital federal, com ataques às sedes dos três poderes e a depredação de valiosos bens públicos, representaram um passo além. Depois de semanas encastelados na porta de quartéis espalhados pelo Brasil sem qualquer pauta de reivindicação, fascistas buscaram causar caos com o intuito de derrubar a democracia.

A gravidade se deu não apenas pela pauta golpista e seus perpetradores, mas também por aqueles que não invadiram as sedes dos poderes, porém permitiram que tudo isso acontecesse: o Exército, artífice do Golpe de 1964, as forças de segurança do Distrito Federal e seu governador, pela inação, no mínimo, negligente, assim como dos mandantes do ato, sejam intelectuais ou financiadores, que transformaram pessoas em massa de manobra para um ataque à democracia.

Esse ataque derruba outro erro de nomeação e/ou classificação. Não existe – e nunca existiu – a polarização tantas vezes propagada durante o período eleitoral, e mesmo antes dele. O que há de existir, a partir de agora, espera-se, é uma única força que coadune diferentes personagens em busca da emergência democrática que atinge o Brasil.

Essa força precisa agir contra a inação do Exército que, outra vez em nossa história, desempenha um papel desonroso contra o Estado de Direito. Alguns dos seus membros sempre fizeram parte da ala dos sabotadores da democracia. E foram reforçados por empresários, políticos e grupos privados que, como demonstram no último domingo, financiaram e formaram milícias dispostas a praticarem atentados.

A resposta contra os que ameaçam o país precisa vir da sociedade civil, unida em torno dos princípios da democracia, assim como dos poderes, com a apuração e a culpabilização dos responsáveis por tais ataques tresloucados. Sim, dessa vez sem a anistia que embaralha mentes e a história, ameaçando o Estado de Direito.

Precisamos dar nomes e classificar o que vem acontecendo do modo certo. Como sociedade, devemos construir o convívio democrático na diversidade, que permita o debate dos contrários e, claro, a inclusão de grupos minorizados. Democracia para sempre!

Copa ajuda e produção de alcoólicas cresce após 2 meses; veja análises

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Após dois meses de queda, a produção de bebidas alcoólicas se recuperou no Brasil e apresentou alta de 1,4% em novembro de 2022, de acordo com o IBGE, na comparação com o mesmo mês de 2021. Foi um crescimento maior do que o da produção industrial, que ficou em 0,9% na análise anualizada, com queda de 0,1% ante outubro.

Mesmo com a alta em novembro, a produção de bebidas alcoólicas no Brasil está em queda em outros dois cenários. O recuo é de 0,6% em 2021 e de 1% no período acumulado de 12 meses.

Esse resultado da atividade industrial em novembro provocou visões diferentes de analistas de mercado. No Monitor do Mercado, a XP Investimentos relatou que “a produção de bebidas alcoólicas veio acima das nossas estimativas (7,5%) e, aplicando a sazonalidade, as estimativas para o 4T aumentam 5,0%”.

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Assim, exibiu otimismo com os próximos resultados da Ambev. “Após uma queda em outubro, mas com uma surpresa positiva em novembro, uma vez que aplicamos a sazonalidade, nossa regressão sugere volumes para a Cerveja Brasil da AmBev ligeiramente abaixo (-1,6%) do que estimamos para o 4T, mas continuamos confiantes principalmente devido à recuperação do canal on-trade (bares e restaurantes) e consumo fora de casa impulsionado pela Copa do Mundo”, diz.

Para analistas do Morgan Stanley, porém, o resultado deveria ter sido melhor, pois novembro marcou o início da disputa da Copa do Mundo no Catar, com a realização de jogos nos 11 dias finais do mês. Eles avaliam que o clima, com chuva e temperaturas mais amenas do que o usual para o período, pode ter provocado esse resultado.

“Dado que os números mensais já foram provavelmente impactados até o início da Copa do Mundo, esperávamos um desempenho melhor para a indústria. Talvez as temperaturas mais baixas em novembro possam ajudar explicar o desempenho indiscutivelmente inferior (novembro foi muito mais frio do que a média em regiões-chave, embora também chuvosa)”, afirmam Ricardo Alves e Lucas Mussi.

Os analistas do Morgan Stanley lembram, ainda, que a seleção brasileira foi eliminada precocemente na Copa do Mundo e que os feriados de Natal e réveillon aconteceram no fim de semana, o que pode ter provocado impacto negativo na demanda por cerveja em dezembro, em efeito que tornará o começo de 2023 mais desafiador.

“Olhando para o futuro, questionamos como se deu efetivamente a demanda/produção em dezembro também considerando a saída relativamente precoce do Brasil da competição de futebol e também levando em conta um clima persistentemente mais frio/chuvoso em todas as regiões, bem como as datas da temporada de férias (Natal e Ano Novo no fim de semana)”, dizem. “Isso sugere uma demanda um pouco mais difícil pelo cenário no Brasil, por isso continuamos mais cautelosos com a demanda de cerveja em 2023, pelo menos por enquanto”, acrescentam os profissionais do Morgan Stanley.

Produção industrial
Se a produção de bebidas alcoólicas apresentou resultado positivo em novembro, o desempenho das não alcoólicas foi ainda melhor no período, com alta de 10,5% ante o mesmo mês de 2021. Com isso, passou a acumular crescimento de 10,2% em 2022 e de 9,2% de dezembro de 2021 a novembro do ano passado.

O resultado também causou impacto na produção de bebidas, que expandiu 5,8% em relação a novembro de 2021 e 10,3% ante outubro de 2022. No ano, a alta é de 3,5%, ficando em 2,7% no período de 12 meses.

O crescimento de dois dígitos do setor de bebidas pode ter relação com o atendimento de fim de ano, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele ressalta, no entanto, que essa atividade vinha com perdas importantes nos dois meses anteriores.

Já a indústria nacional apresentou queda, apesar da variação positiva, de 0,9%, em relação a novembro de 2021. Porém, houve queda de 0,1% ante outubro. No ano, a retração está em 0,6%. Já ao longo de 12 meses, o recuo é de 1%.

“Nos últimos seis meses, foram quatro resultados negativos, do total de cinco que tivemos até agora para 2022. Isso mostra o setor girando em torno de um mesmo patamar, mas com um viés negativo, já que a média móvel trimestral está em queda pelo quarto mês seguido e mostra uma trajetória decrescente muito clara”, explica Macedo.

Em novembro, 11 das 26 atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram queda, com os piores resultados sendo dos setores de indústrias extrativas (-1,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%), produtos têxteis (-5,4%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,8%), produtos de metal (-1,5%) e produtos de minerais não metálicos (-1,2%).

A alta de 10,3% das bebidas foi um dos destaques da atividade industrial brasileira em novembro, assim como produtos alimentícios (3,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%).

Balcão do Aloisio: Safra 2022 de cevada no Brasil e o melhoramento genético

Balcão do Aloisio: Safra 2022 de cevada no Brasil e o melhoramento genético da cultura

A cevada vem sendo cultivada no Brasil desde o início do século passado, porém a expansão do cultivo no país é relativamente recente, ocorrendo a partir de 1970, quando a indústria cervejeira passou a fomentar a produção nacional, a fim de garantir oferta em função do encarecimento do produto no mercado externo. Desde então, a área cultivada no país saltou de pouco mais de 1.000ha, na década de 1930, para quase 94 mil ha, em 1976.  Desse período até os dias atuais, a área cultivada oscilou em torno dos 100 mil ha, com média, do ano de 1976 a 2022, de 107 mil ha. Segundo dados da Conab, em 1981, 1997, 1999 e 2001, a área plantada chegou a ultrapassar os 150 mil ha.

Já em relação ao rendimento de grãos, embora tenha havido ao longo desse período oscilações em função das condições climáticas de cada ano, houve uma tendência de incremento constante. Houve um salto de 1.000 kg/ha, na década de 1970, para 3.812 kg/ha, em 2021, e previsão de um novo recorde de rendimento em 2022, de 4.182 kg/ha. Com isso, a produção nacional também apresenta tendência de crescimento, ultrapassando a barreira de 400 mil toneladas de grãos de cevada em 2019 e 2021 (429,1 e 425,0 mil toneladas, respectivamente) e com previsão de novo recorde de produção em 2022, de 496,8  mil toneladas de grãos.

A principal região produtora de cevada no Brasil sempre foi a Sul, com destaque para o Paraná e o Rio Grande do Sul. Até o início dos anos 2000, o Rio Grande do Sul era o maior produtor desse cereal no Brasil, sendo ultrapassado pelo Paraná a partir de 2006, permanecendo nessa posição até os dias atuais. Além dos estados da região Sul, desde 2008 a cevada vem sendo cultivada também, em sistema irrigado, no estado de São Paulo, com registro nas estatísticas oficiais a partir de 2016. Em 2022, o estado produziu 15.653kg de grãos de cevada, em uma área colhida de 2.690ha e rendimento médio de 5.819 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Além da melhoria nas condições de cultivo, com adoção de tecnologias cada vez mais modernas e avançadas no cultivo da cevada, um dos principais fatores que tem permitido esse aumento no rendimento de grãos e, consequentemente, na produção de cevada no Brasil, é o melhoramento genético. Atualmente, são três os principais programas de melhoramento dessa cultura no Brasil: o programa desenvolvido pela Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), em Guarapuava (PR), o programa desenvolvido pela Ambev e o desenvolvido pela Embrapa Trigo, esses dois últimos em Passo Fundo (RS). Embora, nos dias atuais, cada instituição tenha seu próprio programa de melhoramento genético, elas sempre atuaram em parceria. Mais de 30 cultivares de cevada já foram desenvolvidas pela Embrapa em parceria com a FAPA e a Ambev e estas chegaram a ocupar de 70% até 90% da área cultivada de cevada no país na década de 1990 até, por volta de 2015. Atualmente, a cultivar mais plantada no Rio Grande do Sul é a BRS Cauê, mas vem crescendo a área cultivada com a ABI Rubi, desenvolvida pela Ambev, que já possui novas cultivares registradas, como as ABI Valente e ABI Gaia. Está em fase final de avaliação da qualidade para malte, na Ambev, a cultivar BRS Kolinda. No Paraná, as duas cultivares mais plantadas são a Imperatriz e a Danielle, desenvolvidas pelo programa de melhoramento da FAPA, que também está com uma nova cultivar registrada, a Princesa.

Por outro lado, o principal fator limitante para o crescimento da cevada no Brasil é o clima que, em função das instabilidades ao longo dos anos, acaba promovendo também instabilidades na qualidade do grão de cevada produzido, gerando incertezas para o produtor, uma vez que grãos de cevada que não apresentem qualidade para malteação são comercializados para outros usos por preços inferiores aos pagos para os grãos com qualidade. Um dos principais desafios do melhoramento genético dessa cultura, na atualidade, é desenvolver cultivares de cevada que apresentem, além de estabilidade no rendimento de grãos, maior estabilidade na qualidade dos grãos produzidos, a despeito das variações climáticas ocorridas de ano para ano, principalmente no Rio Grande do Sul, de forma a reduzir a proporção de grãos fora do padrão, proporcionando maior segurança e rentabilidade ao produtor.


Aloisio Alcantara Vilarinho é engenheiro agrônomo com doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas. Pesquisador da Embrapa desde 2003, ele atua, desde novembro de 2019, como melhorista de cevada na Embrapa Trigo.

Schornstein faz lançamento e passa a ter cerveja sem álcool no portfólio

Uma das mais tradicionais cervejarias artesanais do mercado brasileiro, a Schornstein iniciou o ano de 2023 com uma novidade em seu portfólio. A marca de Pomerode (SC) lançou a sua primeira cerveja sem álcool, a Schornstein Summer Ale.

O novo rótulo, baseado no estilo Summer Ale, é refrescante e intenso, de acordo com o descritivo divulgado pela marca, que faz parte da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA). Em seu processo de fabricação, a bebida contou com o dry hopping do lúpulo Comet. E a novidade também traz notas de malte, de frutas amarelas e cítricas como a tangerina e o grapefruit, e herbais. Tem, ainda, 17 IBUs de amargor e 0,5% de graduação alcoólica.

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A cerveja sem álcool da Schornstein será comercializada em garrafas long neck de 355ml e chope. A sua criação foi motivada pela percepção de aumento da busca do consumidor pelas cervejas sem álcool, como destaca Karin Barreira, gerente de marketing da CBCA.

“O mercado da cerveja sem álcool tem se desenvolvido bastante nos últimos tempos e a bebida deixou de ser consumida apenas para um momento de restrição alcoólica, como por motivos de contraindicação médica, por exemplo. Atualmente, ela também está associada a diferentes hábitos de vida, cultura e momentos, por isso, é um dos segmentos que mais cresce entre os tipos de bebidas”, diz.

A cerveja sem álcool é uma das apostas da Schornstein para o período do verão, tanto pela sua refrescância como pela possibilidade de ser consumida em diferentes momentos pelos apreciadores da cerveja que buscam uma opção de alta qualidade entre os variados rótulos sem álcool disponibilizados no mercado.

“É uma cerveja para ser consumida nas mais diversas ocasiões, inclusive, para apreciadores de uma boa cerveja, pois a qualidade das bebidas tem sido um grande destaque, como Schornstein Summer Ale, que tem alto drinkability com aromas e sabores do estilo muito presentes”, afirma Karin.

O novo rótulo da Schornstein está disponível na loja virtual da CBCA e em diversos parceiros e pontos de vendas em todo o país. Assim, amplia um portfólio que já contava com diversos estilos de cerveja como IPA, Bock, Weiss, Pilsen, Stout, Pilsen, APA e Witbier, disponíveis em garrafas de 500ml, long neck 355ml e latas.

Festa Pomerana
Alguns desses estilos de cerveja da Schornstein poderão ser apreciados durante a tradicional Festa Pomerana. A marca é a cerveja oficial da 38ª edição da festa em Pomerode, que vai acontecer de 11 a 22 de janeiro. A cervejaria da CBCA irá disponibilizar sete estilos – Pilsen, IPA, Weiss, Witbier, Bock, Bock Pimenta e IPA Tangerina – e tem a estimativa de servir 40 mil litros nos seis pontos de distribuição espalhados pelos pavilhões.

Livro sobre produção de lúpulo no Brasil traz dados, avaliação técnica e custos

Ainda pequena, mas em expansão e alvo de grande interesse, a produção de lúpulo no país ganhou recentemente um livro que fornece conhecimento a interessados no seu cultivo, avaliações técnicas e um panorama do cenário atual. Trata-se de “Lúpulo no Brasil, Perspectivas e Realidades”, publicação lançada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O livro é o resultado de estudo de viabilidade técnica e econômica da produção do lúpulo no Brasil, que foi desenvolvido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e com apoio da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo).

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A obra apresenta um plano de viabilidade técnica e econômica para o plantio comercial, apontando como as cadeias produtivas funcionam em países com relevância mundial no cultivo do lúpulo. A ideia, assim, é trazer embasamento técnico. Além disso, o material também conta com um manual de boas práticas, que visa auxiliar o desenvolvimento da atividade rural pelo produtor interessado em realizar o cultivo do ingrediente cervejeiro.

O diagnóstico, apresentado no livro, foi de que o cultivo de lúpulo pode ser uma interessante alternativa para a agricultura familiar, que, inclusive, responde por 84,4% dos empreendimentos agropecuários do Brasil. E a necessidade de acesso a equipamentos para transformação do produto plantado fez os profissionais ressaltarem a importância da formação de cooperativas.

“O estudo revelou que por ser uma cultura que em pequena área da propriedade consegue ter alto valor agregado, o lúpulo é uma boa oportunidade para a agricultura familiar diversificar a produção. Além disso, por os equipamentos para beneficiamento da flor serem de um valor alto, identificamos e sugerimos que, de forma cooperada, os agricultores familiares se unam para a compra desses equipamentos e criem suas próprias cooperativas com o fim de beneficiar e de vender de forma coletiva”, diz Gabriel Assmann, que foi supervisor do estudo e até o fim do ano passado atuava como coordenador geral do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar.

Os números da pesquisa
Realizado em 2020, o trabalho contou com 171 respostas ao seu questionário, sendo que 152 dos respondentes afirmavam que cultivavam lúpulo. E Santa Catarina concentrou a maior parte das respostas, com 50, seguida por Rio Grande do Sul, com 31, e São Paulo, com 21. De acordo com o somatório geral de respostas, haviam 75 mil plantas de lúpulo no Brasil, com uma área de cultivo de 25 hectares.

Os números já são certamente maiores, tanto que 95 das 152 pessoas que cultivavam lúpulo responderam que pretendiam aumentar o plantio de 2020 para 2021. O trabalho, então, aponta uma perspectiva de aumento de até 47,8 hectares.

Entre as variedades mais citadas por quem cultiva lúpulo, Cascade está presente em 128 propriedades, seguida por Chinook, com 77, e Columbus, com 59. Nugget, com 47, e Saaz, com 44, completam o Top 5.  O trabalho também contabiliza um total de 48 cultivares de lúpulo registradas no país.

Custos
O livro também traz análises sobre valores de investimento inicial e custos de produção para cultivo do lúpulo. Para sistemas de treliças altas em V, o montante total para implantação de 1 hectare é estimado em R$ 177.534,68. O sistema de condução em latada, por sua vez, tem custo menor, de R$ 136.778,53.

A versão digital do livro pode ser baixada no link. “Essa publicação faz parte da estratégia de compartilhar e difundir o conhecimento gerado a partir de resultados expressivos desenvolvidos no âmbito da cooperação do IICA com a Saf/Mapa, em especial ampliação da gestão do conhecimento em temas inovadores e contemporâneos, principalmente alinhados com o governo brasileiro. Podemos dizer que trata-se de um estudo inédito bastante aprofundado e diversificado dessa cadeia”, afirma o coordenador de Negócios e Projetos do IICA, Heithel Silva.

Setor cervejeiro se profissionaliza, mas de modo lento, avaliam juristas

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Fundamental para que o segmento de cervejas artesanais apresente um crescimento consolidado e ganhe relevância, a profissionalização das empresas do setor avançou em 2022, ainda que de forma lenta. Essa avaliação foi apresentada por juristas consultados pela reportagem do Guia sobre em que estágio a indústria terminou o ano recém-encerrado.

Para André Lopes, sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criador do site Advogado Cervejeiro, as cervejarias têm trabalhado para formalizar, através de contratos, acordos e relações que possuem. Porém, o ritmo dessa profissionalização poderia ser, em sua visão, melhor.

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“O processo de profissionalização do mercado, que passa por formalizar questões jurídicas e mitigar passivos tributários, segue avançando, mas ainda de forma lenta. Vemos que as cervejarias têm se preocupado mais em priorizar contratos escritos, registrar marcas e em buscar seus direitos, como no caso de ações movidas contra conselhos profissionais para suspender cobranças ilegais”, diz.

Ele destaca que a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) tem, inclusive, buscado auxiliar as empresas do segmento sobre a melhor maneira de formalizar relações de trabalho.

“A Abracerva disponibilizou para seus associados um modelo de contrato de prestação de serviços de sommelieria e consultoria, o que é um passo importante para a formalização das relações entre os sommeliers e as cervejarias”, afirma Lopes, que faz parte da atual gestão da associação.

O advogado ressalta que alguns acontecimentos recentes, como ações para combater fraudes e evasão de tributos, reforçam a importância de as cervejarias se profissionalizarem, evitando equívocos que poderão causar problemas.

“Temos notícia de operações coordenadas pela Receita Federal e por secretarias da fazenda estaduais relacionadas à sonegação de ICMS por parte de cervejarias. Episódios como esses devem servir de alerta para as cervejarias, para que evitem manobras tributárias que podem gerar grandes passivos ao longo dos anos”, diz.

Programa emergencial
Em 2022, essa necessidade de profissionalização veio acompanhada da busca pela retomada de um segmento que sofreu bastante com a pandemia. E um impulso para os empreendedores foi o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, o Perse. Esse foi um dos aspectos positivos do ano recém-encerrado, na visão de juristas.

Criado pela Lei nº 14.148 de 2021, o programa prevê a instituição de medidas para incentivar a retomada do setor de eventos, um dos mais afetados pelas restrições impostas durante os períodos mais graves da pandemia, como explica o advogado Clairton Kubaszwski Gama, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, citando três medidas principais.

“A primeira delas é a criação de uma modalidade específica de renegociação de débitos tributários. A segunda, diz respeito à possibilidade de empresas do setor receberem uma indenização referente aos prejuízos experimentados em decorrência da pandemia. E a terceira, que certamente é a principal medida prevista, institui alíquota zero por cinco anos para o IRPJ, CSLL, PIS/Pasep e Cofins”, diz.

“Sem dúvidas, trata-se de importante medida para as empresas do setor, embora alguns pontos a respeito desta desoneração merecem cuidado. Um deles diz respeito ao enquadramento de atividades secundárias”, acrescenta Kubaszwski Gama.

O impasse citado se deu porque a regulamentação definia que somente fariam jus ao Perse as atividades que, na data da publicação da lei, tivessem cadastro regular como serviço de turismo junto ao governo federal. Mas esse cadastro era facultativo para algumas, como restaurantes.

Em 20 de dezembro de 2022, o governo federal, através de uma medida provisória, definiu que o acesso ao benefício fiscal deveria basear-se no ato que define os códigos de atividades até que houvesse nova regulamentação pela Secretaria da Receita Federal.

Na última segunda-feira (2), então, o governo federal editou portaria que restringe o acesso de empresas ao Perse, reduzindo de 88 para 38 as atividades contempladas. Restaurantes foram mantidos, mas bares e lanchonetes acabaram sendo excluídos.