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Prêmio Lata Mais Bonita: Abralatas destaca evolução do design no setor

O prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, que está com inscrições abertas para a 4ª edição, já é um velho conhecido no setor cervejeiro. Organizado pela Abralatas (Associação Brasileira da Lata de Alumínio), ele mostrou para o mercado as melhores artes de rótulos das cervejas no país nos últimos anos. E o grande destaque dessa trajetória é justamente essa evolução do design no setor, segundo Cátilo Candido, presidente da Abralatas. Um impacto positivo que deve ser ampliado a partir deste ano com a criação de uma nova categoria para outras bebidas.

“Temos percebido uma evolução significativa. As marcas passaram a investir ainda mais em inovação, cores, acabamentos especiais e narrativas visuais que traduzem a identidade do produto e da empresa”, afirma Cátilo. “Acreditamos que o concurso tem estimulado um olhar mais atento para o design como elemento estratégico de diferenciação e conexão com o consumidor”.

Festa de premiação da terceira edição do prêmio aconteceu no Insntituto da Cerveja em São Paulo. Da esquera para direita, Roberto Castro, membro do Conselho Administrativo, e Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, ao lado dos premiados. Foto: Luís Celso Jr.
Festa de premiação da segunda edição do prêmio, que aconteceu no Insntituto da Cerveja, em São Paulo. Da esquera para direita, Roberto Castro, membro do Conselho Administrativo, e Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, ao lado dos premiados. Foto: Luís Celso Jr.

A edição 2025 do concurso tem como principal novidade a criação de uma nova categoria para além do mercado cervejeiro. A organização anunciou que a partir deste ano, bebidas como água, energéticos, sucos e refrigerantes também poderão concorrer à premiação. A mudança reflete tanto uma transformação no comportamento do consumidor quanto uma estratégia para valorizar o alumínio como embalagem versátil e sustentável. “Embora a cerveja ainda seja a principal bebida comercializada em lata no Brasil, há um crescimento consistente no uso dela por outras categorias, como energéticos, chás prontos e água, impulsionado principalmente pela praticidade”, afirma a Cátilo Candido, presidente da Abralatas.

A premiação está aberta às empresas de pequeno, médio e grande portes, que podem inscrever gratuitamente no máximo cinco rótulos por categoria até o dia 25 de agosto. São duas categorias: Cervejarias e Outros Produtos. Cada uma delas terá três rótulos premiados. O regulamento e o formulário de inscrição estão no site oficial do prêmio.

Como é escolhida a Lata Mais Bonita do Brasil

Segundo a organização, o processo de escolha das melhores latas acontece em duas etapas. Primeiro, um júri técnico composto por profissionais das áreas de design, artes visuais, marketing e merchandising seleciona cinco finalistas de cada categoria. Entre os critérios avaliados estão: criatividade, beleza estética, adequação ao produto e clareza na comunicação. Em seguida, a votação passa para o público geral, que escolhe os vencedores em votação online. “O júri popular traz uma diversidade de critérios dos consumidores, deixando o concurso ainda mais atrativo, diverso e plural”, explica Cátilo.

Além do reconhecimento simbólico, os vencedores recebem o Selo da Lata Mais Bonita do Brasil, que pode ser usado como ativo promocional. O primeiro lugar em cada categoria também recebe um pallet de latas já rotuladas com a arte vencedora; o segundo lugar ganha destaque na edição 2025 da Revista da Lata; e o terceiro pode divulgar seu rótulo durante o evento de premiação. “O setor de bebidas é grande, mas de uma forma ou de outra todos acabam sabendo [dos vencedores], além da imprensa que tem um papel fundamental de comunicar para um grande público”, ressalta o presidente da Abralatas.

O resultado da premiação será divulgado em outubro, em um evento em São Paulo.

Reforma Tributária na cerveja: em que pé estamos e quais pontos ficar de olho?

A Reforma Tributária foi aprovada no Congresso no final do ano passado e sancionada pelo presidente Lula agora em janeiro de 2025. Mas o ano teste já está logo aí. Faltam menos de seis meses para 2026. E muitas perguntas ainda não foram respondidas. O que vem agora? Quais discussões faltam? Qual o impacto e as consequências da Reforma Tributária na cerveja?

Se você não acompanhou todas as discussões de perto ou ficou perdido com tanto vai e vem de projeto, fique calmo. Você não é o único. Por isso, a reportagem do Guia da Cerveja entrevistou o advogado Clairton Gama, mestre em direito pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e especialista em direito tributário pelo IBET (Instituto Brasileiro de Estudos Tributários), para ajudar a traçar um “estado da arte” dessa discussão até o momento. Além de elencar alguns dos principais pontos que afetam a cerveja e que todos devem ficar atentos agora e no futuro próximo.

“Em que pé estamos” com a Reforma Tributária na cerveja?

O Projeto de Lei aprovado foi benéfico para a cerveja. Os três principais pontos pleiteados pelo setor foram mantidos no texto final. E isso cria um modelo favorável.

Uma das vitórias, principalmente para as pequenas cervejarias, foi a aprovação um do tratamento diferenciado para pequenos produtores de bebidas alcoólicas em função do volume produzido e da categoria de produto. Um pleito que contou com a união do setor por meio da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e Sindicato Nacional da Industria da Cerveja (Sindicerv), que congrega Ambev e Heineken.

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O segundo ponto conquistado foi a previsão de que não haverá aumento da carga tributária, já que existirá uma alíquota escalonada durante o período de transição.

E por fim, outro ganho foi com o Imposto Seletivo, mais conhecido como Imposto do Pecado: o texto prevê alíquotas progressivas conforme o teor alcoólico das bebidas, diferenciando cervejas, vinhos e destilados, em linha com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e como foi proposto pelo setor.

Uma das discussões do momento é quais alíquotas e a forma de aplicação do Imposto Seletivo. Segundo o secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, o projeto das alíquotas está pronto e deverá ser enviado ao Congresso Nacional ainda neste semestre. Mas o momento exato é “uma questão de decisão política”, disse em entrevista à Agência Brasil no final de junho.

O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou em palestra no para o Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), que o projeto das alíquotas do Imposto Seletivo está pronto e deve ser enviado ao Congresso ainda no segundo semestre deste ano (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Uma das perguntas que o consumidor mais faz é: a reforma tributária pode reduzir o preço da cerveja?

Não é possível afirmar que haverá redução no preço da cerveja. A reforma tem por uma de suas premissas que não haja aumento da carga tributária total sobre o consumo, mas isso não significa que haverá redução. Para alguns casos, especialmente em cadeias mais industriais, é possível prever que haverá uma redução de carga final em razão da ampliação da possibilidade de tomada de crédito. Mas para outros setores, especialmente a prestação de serviços, a situação é o oposto, a probabilidade maior é de que haja um aumento de tributação.

Especificamente no caso da cerveja, o impacto dependerá da alíquota efetiva que ainda será definida e da incidência do Imposto Seletivo, que também ainda será regulamentado por lei ordinária. Com o tempo, o que pode acontecer é o estabelecimento de um ambiente tributário mais transparente, favorecendo a concorrência e pode influenciar os preços indiretamente.

O que muda na tributação de bebidas alcoólicas com a criação do Imposto Seletivo?

A reforma tributária institui o Imposto Seletivo, criado para incidir sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. As cervejas, assim como as demais bebidas alcoólicas, serão tributadas por esse novo imposto. É um tributo que terá caráter extrafiscal, ou seja, buscará desestimular o consumo, além de arrecadar.

A forma de cobrança será monofásica, ou seja, concentrada em um ponto da cadeia, simplificando a operação, mas exige atenção do setor para a definição da alíquota e para o impacto que isso terá no preço final do produto, especialmente o artesanal, que tem margens menores.

Como fica a circulação de cervejas artesanais entre estados?

Sim. A reforma elimina a substituição tributária (ST) interestadual para o novo modelo de tributos (IBS e CBS), tendendo a facilitar o comércio entre estados. Hoje, muitos pequenos produtores enfrentam dificuldades logísticas e burocráticas para vender fora do seu estado devido à ST. Com o fim desse mecanismo, espera-se uma simplificação do processo e, potencialmente, maior alcance de mercado para as cervejarias artesanais, embora isso ainda dependa de ajustes operacionais durante o período de transição.

A parte tributária vai ficar mais fácil para as pequenas cervejarias?

A reforma propõe um modelo mais uniforme e com menos exceções, o que por si só tende a beneficiar pequenos produtores em termos de previsibilidade e clareza nas regras. No entanto, não há, até o momento, um regime diferenciado específico para microcervejarias. O que existe é a promessa de um ambiente tributário mais simples, com crédito financeiro amplo e cobrança concentrada. Isso pode reduzir custos administrativos e permitir melhor planejamento financeiro, mas é importante que cada empresa avalie sua situação individualmente, já que os impactos variam conforme o perfil de operação.

Quais os riscos que o setor cervejeiro deve acompanhar daqui para frente?

O principal alerta é que ainda há muitas definições pendentes, especialmente no que diz respeito às alíquotas efetivas, aos critérios de incidência do Imposto Seletivo e à operacionalização da cobrança no novo sistema. Também há questões a respeito da integração do Simples Nacional nesse novo contexto de tributação do consumo. O setor cervejeiro, por envolver bebidas alcoólicas, será especialmente impactado e deve acompanhar de perto as regulamentações.

Além disso, a transição ocorrerá gradualmente, com mudanças progressivas já a partir de 2026, mas que se estenderão até 2032. Por isso, é fundamental que os produtores façam um planejamento tributário desde já.

Cervejaria Colombina reforça identidade local ao patrocinar o Goiás Esporte Clube

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O Goiás Esporte Clube, um dos maiores times do Centro-Oeste, terminou a primeira fase da Série B do brasileirão na terça-feira (29) como primeiro colocado isolado do campeonato. O jogo contra o Remo não foi fácil. O time adversário saiu na frente logo aos 14 minutos do primeiro tempo. Mas o Verdão batalhou muito e conseguiu o empate literalmente aos 45 minutos do segundo tempo da partida, finalizada com placar de 1 a 1.

Na camisa do time goiano, entre os logos de grandes empresas, em breve vai brilhar uma nova marca. E não é “qualquer uma”. A Cervejaria Colombina, uma das mais tradicionais da região e mais premiadas do país, fechou contrato de patrocínio com o Goiás EC no mês passado. Ou seja, uma cerveja artesanal patrocinando um time de futebol profissional. Um fato que, se não é inédito, é bastante raro e até inusitado.

A parceria prevê, além da presença da marca no uniforme, ações de ativação nos jogos, ações promocionais para sócios-torcedores, além da venda exclusiva de produtos Colombina no estádio.

Mais do que um movimento de branding, a ação reforça uma valorização da cultura local, prática que a Colombina traz em seu DNA. “Nós buscamos desde utilizar os insumos que temos disponíveis na região até fazer parceria com empresas goianas. Já fizemos ações com shoppings e elaboramos cervejas colaborativas com restaurante de alta gastronomia, marcas de chocolate e torrefação de café da região”, diz Patrícia Mercês, CEO da cervejaria.

A cerveja com café, aliás, chama-se Colombina Cold Brew Lager e foi eleita a “Best Of Show”, ou seja, a melhor do concurso na edição 2023 da Copa Cerveja Brasil, realizada pela Abracerva (Associação Brasileira da Cerveja Artesanal). Uma das muitas medalhas da cervejaria goiana em concursos.

A cerveja especial do Goiás EC

E para brindar a união entre duas paixões regionais, a Cervejaria Colombina criou uma cerveja exclusiva para a torcida esmeraldina. Em um vídeo produzido pela TV Goiás, canal oficial do clube, é possível ver o periquito Pistola, mascote do clube, visitando a fábrica e conferindo a produção de uma Pilsen que traz o distintivo do Goiás EC no rótulo. Ela está sendo vendida em diversos pontos da cidade em garrafas de 600 ml e na versão long neck.

Periquito Pistola, mascote do clube, visitando a fábrica da Cervejaria Colombina e conferindo a produção da cerveja do Goiás EC (Crédito: Twitter/Goiás EC)
Periquito Pistola, mascote do clube, visitando a fábrica e conferindo a produção da cerveja do Goiás EC (Crédito: Twitter/Goiás EC)

Mas o grande xodó da torcida, por enquanto, está sendo a versão em chope, que é verde (feito com um toque de clorofila), e criado especialmente para animar os dias de jogos. A bebida é vendida nos bares do Estádio Hailé Pinheiro, o Serrinha, casa do Goiás.

Ao anunciar a parceria com o clube nas redes sociais, a Colombina trouxe a conexão com suas raízes como uma bandeira: “Ser goiano é carregar no peito a força do cerrado e o orgulho de uma terra que pulsa diferente. É crescer entre histórias, sabores e paixões que atravessam gerações — e uma delas está prestes a ganhar uma nova forma de brindar”, diz o texto do post.

Cervejaria Colombina e o público

Além de honrar a cultura goiana, a cervejaria também quer, obviamente, conquistar um público fiel e numeroso de torcedores com a parceria. “O Goiás é o maior clube da região, com mais de um milhão de torcedores na base. Então, é uma oportunidade de trazer mais pessoas para o consumo de cerveja local”, afirma Patrícia.

E a ligação da Colombina com o esporte não é nova: a cervejaria já patrocina corridas de rua em Goiânia há dois anos, com direito a degustação ao final das provas. Mas foi com o futebol que a relação ficou mais intensa.

A criadora da cerveja confessa que até passou a acompanhar os jogos da série B do Brasileirão após firmar a parceria com o clube: “Eu não separo o profissional do pessoal, então, se entrei nessa parceria, preciso saber pelo menos o básico para entender como o torcedor funciona e ser mais efetiva nas ações”, diz Patrícia.

A parceria da Cervejaria Colombina com o Goiás EC promete ser promissora e simboliza uma mudança de cenário, trazendo artesanais para um local que antes só entravam as grandes. Ao entrar em campo com o clube mais popular da região centro-oeste, a marca mostra que é possível unir autenticidade, estratégia e paixão em uma mesma garrafa.

Cerveja no Dia dos Pais: escolha o tipo certo para seu paizão

Apesar da data estar bem próxima, ainda dá tempo de escolher um bom agrado para seu herói. Presentear com uma cerveja no Dia dos Pais, que cai no dia 10 de agosto esse ano, pode ser uma excelente escolha. E quem disse que precisa ser só uma? Kits de cerveja, com ou sem copos, são sempre muito bem recebidos — ainda mais quando o copo fica como recordação.

Presentear com qual cerveja no Dia dos Pais?

A cerveja é uma bebida feita com quatro matérias-primas (malte, lúpulo, água e levedura) que variam muito, trazendo diversos aromas e sabores para a bebida e milhares de combinações diferentes. Isso faz dela muito variada e versátil, rica em formulações diferentes. Atualmente existem perto de 150 estilos de cerveja no mundo.

Nesse cenário, é praticamente impossível não achar pelo menos um tipo que agrade o paladar ou se encaixe no estilo do seu paizão.

>>> Leia também – 8 dicas de opções e presentes cervejeiros para celebrar o Dia dos Pais

O gosto específico de cada um a gente não conhece, mas nós do Guia da Cerveja podemos ajudar dando dicas para cada combinação entre cerveja e pai. Pense nisso como uma harmonização de estilos.

Que tal usar essa brincadeira como inspiração para selecionar seu presente?

Pai esportista

Essa é para aquele pai fã de esportes — do tipo que pratica atividades físicas e não apenas assiste pela televisão. Também conhecido como pai fitness ou “rato de academia”. Nesse caso, há sempre uma preocupação com o desempenho e a forma física.

Para matar vontade de uma “gelada” e não comprometer nem uma coisa, nem outra, cervejas sem álcool podem ser uma excelente alternativa. Além de não prejudicar a performance, esse tipo de cerveja é menos calórica que as versões tradicionais.

Pai aventureiro

Se você cresceu no banco traseiro de um off-road, já sabemos que o paizão é um fã da natureza e aventura. Ele mostra um espírito ousado. E nesse caso, a sugestão pode ser uma cerveja mais selvagem. As Brett Beers, cervejas feitas com Brettanomyces, um gênero de levedura selvagem, trazem aromas e sabores rústicos, que podem lembrar couro, celeiro e notas mais animalescas. Esse tipo de fermento também entra em algumas cervejas de fermentação espontânea, sendo mais ácidas e igualmente rústicas.

Mas atenção: são estilos de cervejas para pessoas igualmente ousadas. Os aromas e sabores são fortes, como tração nas quatro rodas. Verifique antes se o gosto pessoal do seu paizão bate com a descrição.

Pai tradicional

Sim, há pais de todos os tipos, inclusive os tradicionais. Chefe de família, trabalhador, sempre responsável e atento a todos. Nesse caso, nada melhor que uma cerveja também muito tradicional. A dica são cervejas do estilo Bohemian Pilsner ou German Pils, de fermentação limpa, equilibradas e confiáveis — como ele.

Pai cozinheiro

Se pilotar o fogão é o passatempo preferido do seu pai, ele se enquadra na categoria cozinheiro, master chef ou mestre-cuca (aí depende se ele tem idade para saber o que é a última opção). Ele demostra conhecimento dos aromas e sabores e precisa de uma cerveja que traga essa experiência sensorial.

Os rótulos de tradição belga são uma ótima opção, por serem complexos e ricos em camadas de sabor. Uma Belgian Dubbel, por exemplo, traz caramelo, toffee, tostado, frutas secas, como uva-passa e ameixa seca, além de um toque condimentado. Sugira que seja harmonizada com boas carnes vermelhas assadas e bem temperadas.

Pai churrasqueiro

Esse é o pai que acende a churrasqueira até para assar um único pão-de-alho. Em geral, é uma variação do cozinheiro. Mas gosta de tradição, defumado e tudo que remete ao sabor da lenha. Uma cerveja que cai bem é a Rauchbier, feita com maltes defumados. Cheia de personalidade — igual a ele.

Pai hipster

Também conhecido como pai descolado. Só toma café coado na V60, anda de bike retrô e frequenta feiras orgânicas. Também usa tênis moderninho, conhece bandas novas antes dos filhos e manda bem no chope do final de semana. A Sour é uma cerveja ácida, muitas vezes com frutas, além de leve, refrescante e diferente — combina com a vibe dele.

Pai caseiro

Prefere um churrasco em casa a qualquer rolê. Mas não necessariamente pela carne, mas sim pela casa. Gosta de equilíbrio, sabor e conforto. A Vienna Lager é uma cerveja maltada e fácil de beber, bastante confortável e perfeita para acompanhar um domingo em família.

Qual o seu tipo de pai e que combinação você faria para presentear com cerveja no Dia dos Pais? Conta para a gente nos comentários!

Menu Degustação: Campanha de cerveja que previne Alzheimer é premiada em Cannes

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O mundo ficou pequeno para a cerveja brasileira. Um projeto liderado pela Abracerva foi premiado no festival de Cannes, um dos mais tradicionais da publicidade mundial, no final de junho, na França. Trata-se da Memento Beer, um produto sem álcool com quatro variedades de lúpulos ricos em polifenóis, que são substâncias antioxidantes que podem auxiliar na prevenção da doença.

Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia

Medalha de prata em Cannes

O projeto Memento, realizado pela Abracerva (Associação Brasileira de Cervejarias Artesanais) em parceria com agência Ogilvy Health, Nova York (agência de publicidade do grupo WPP), ganhou prata na categoria Health & Wellness no Cannes Lions 2025. A Memento Beer é uma cerveja sem álcool com quatro variedades de lúpulos ricos em polifenóis (Tettnang, Cascade, Saaz e Summit). Segundo estudo da Universidade de Milão, na Itália, essas substâncias ajudam a combater o estresse oxidativo e a inibir a formação de placas beta-amiloides, dois dos principais fatores associados à progressão da doença. “Mais do que falar sobre o potencial efeito neuroprotetor do lúpulo, este é um projeto que alerta para a doença e quer valorizar as boas memórias”, destaca Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva, celebrando o prêmio em Cannes. A receita da cerveja, uma American Lager, foi desenvolvida pela Sim! Cerveja, premiada marca de Campinas (SP) que faz exclusivamente cervejas sem álcool. O projeto já conta com a participação de outras cinco cervejarias: Cambuí, Dádiva, Louvada, Proa e Salva.  A iniciativa premiada em Cannes é “open source” e conta com a consultoria técnica do doutor em fisiologia Glauco Caon, pesquisador vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Krug lança cerveja sem álcool

A Cervejaria Krug, localizada em Nova Lima (MG), lançou sua própria cerveja sem álcool batizada de Krug Zero. Trata-se de uma Lager dourada, sem glúten, de baixa caloria, com amargor moderado e suaves notas maltadas. O processo utilizado para produção é por meio de uma levedura especial que fermenta, mas que produz baixíssimo teor alcoólico. A vantagem é que o sabor não fica comprometido, como pode acontecer em outros métodos. A Krug é uma das cervejarias artesanais mais antigas do país, fundada em 1997.

ICB lança livro de Tecnologia Cervejeira

O Instituto da Cerveja Brasil (ICB), escola de cerveja sediada na capital paulista, lançou o livro “Tecnologia Cervejeira”, do professor e sócio-proprietário Alfredo Luís Barcelos Ferreira. A obra conta com 400 páginas divididas em nove capítulos que abordam desde as matérias-primas básicas da cerveja até questões avançadas de processo, além de um capítulo inteiro dedicado a uma abordagem aprofundada sobre a malteação. Alfredo é químico e mestre cervejeiro formado na tradicional Doemens Akademie, de Munique, na Alemanha e conta com mais de 27 anos de experiência em educação, consultoria e desenvolvimento técnico no setor. A publicação está disponível para venda no site do Instituto da Cerveja.

IPA Day São Paulo muda de endereço; evento acontece dia 9

O IPA Day São Paulo 2025 acontece no dia 9 de agosto, das 14h às 22h, e em novo endereço: o Espaço Fabriketa (Rua do Bucolismo, 81), edifício centenário no Brás, na Zona Leste da capital paulista, tombado como patrimônio histórico. Com mais estrutura e clima industrial, o novo local permite ampliar a experiência do público e reforçar a proposta do evento como um encontro entre cerveja artesanal e cultura urbana, segundo a organização. O evento terá open bar de 40 rótulos de India Pale Ales de 25 cervejarias paulistas — incluindo 19 lançamentos —, água gratuita e um copo colecionável assinado por artista do grafite.

Além da variedade de 17 subestilos como West Coast, NEIPA, Double Juicy, Cold IPA, entre outros, o IPA Day São Paulo terá três praças com shows de rock, reggae, jazz, DJs e intervenções artísticas. Os ingressos já estão à venda no site oficial do evento.

Lagers e cervejarias do interior paulista brilham na etapa Sudeste da 5ª Copa Cerveja Brasil

Duas cervejas Lagers produzidas no interior de São Paulo conquistaram posições de destaque na etapa Sudeste da 5ª Copa Cerveja Brasil, promovida pela Abracerva. A San Diego, uma Contemporary American-Style Pilsener da Cervejaria Pangea (Vinhedo-SP), ficou com a medalha de prata no Best of Show. Já a Vemaguet 67 Reboque, uma Bock da Vemaguet 67 (Campos do Jordão-SP), levou o bronze. O ouro ficou com a Barnia Cyber-Fruit Kvas, uma Field Beer feita com cupuaçu, jabuticaba e pão francês da Barnia Cervejaria (Bragança Paulista-SP), também do interior.

A etapa Sudeste foi realizada em São Paulo e contou com a participação de rótulos dos quatro estados da região. No total, foram distribuídas 61 medalhas, e todas as cervejas premiadas estão automaticamente classificadas para a grande final nacional. A Copa Cerveja Brasil integra o projeto Conexão Cerveja Brasil, que promove ações voltadas à valorização da cultura cervejeira e à profissionalização do setor. A lista completa dos premiados pode ser conferida no perfil da Abracerva no Instagram: @abracervaoficial.

Uberlândia será a sede do CBC Brasil em 2026

O Concurso Brasileiro da Cerveja realizado em Balneário Camboriú (SC) este ano se tornará itinerante. E a edição 2026 já tem cidade definida: será em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A localização é estratégica principalmente por dois motivos, segundo o organizador do evento, Develon da Rocha: facilitará os envios de amostras para a competição, por estar mais perto do centro do país; e possibilitará maior participação, já que num raio de 100 quilômetros de alcance, estão cinco estados e cerca de 700 cervejarias.

Não custa lembrar que uma dissidência entre a empresa organizadora de Develon e a prefeitura de Blumenau (SC) deu origem a dois eventos com o mesmo nome, que foram realizados na mesma data em 2025. Além do feito na cidade do litoral catarinense, a prefeitura blumenauense manteve o seu, produzido por meio da Associação Blumenau Capital Brasileira da Cerveja (que concentra as cervejarias da região) e a Escola Superior de Cerveja e Malte. Esse deve continuar no mesmo local.

O Brasil no seu eterno ponto de inflexão cervejeiro

A curva da maturidade do mercado cervejeiro existe desde o século XVII com os holandeses, e só mudou efetivamente a partir do século XIX com o estabelecimento da produção cervejeira no país e ampliação da sua indústria. De bebida estrangeira para paixão nacional no Brasil, cá estamos, em um mercado cheio de histórias interessantes, reviravoltas saborizadas e inovações tecnológicas importantes.

Eu escolhi uma cerveja para beber enquanto rascunhava no meu caderno este texto. É sexta-feira à noite e não estou em um bar, festa ou encontro com amigos. Estou aqui escrevendo para você, leitor(a), que provavelmente trabalha com cerveja também, de maneira direta ou indireta. O que mais te trouxe até o Guia da Cerveja, lendo este artigo, se não for um (a) entusiasta ou profissional da área?

Abro o livro Cerveja, a mais popular bebida brasileira, onde Marcusso, Limberger e Barra fazem um compilado de histórias cervejeiras para nos explicar como a cerveja conquistou o país, com suas lagers geladas em terras quentes e tantos outros fatos que moldaram a nossa cultura. Mas não estou aqui para tratar de uma história que você pode, e deve, ler. Meu papel é pensar o que fazer com essas informações no mundo contemporâneo.

Não é sobre olhar o passado da cerveja e nem tentar prever o futuro. É trabalhar no presente para que mais histórias sejam contadas, cheias de sucesso, com ótimas cervejas e um consumidor muito mais maduro, que bebe de forma atual, ou seja, informado e se possível, e idealmente, moderado. Assim como um mercado muito mais unido, pensante e motivado.

Os dados da nossa indústria estão aí para todos verem. E são atualizados anualmente, como já virou tradição com o lançamento do Anuário do MAPA, que este ano acontece em 5 de agosto, em Brasília, e renova todas as conversas em rodas por eventos, fábricas, bares e empresas cervejeiras em sua longa cadeia de mercado. Apesar dos números, ainda temos muitas dúvidas e muita curiosidade.

A cerveja é um prisma. Não tem um só lado que deve ser olhado. Essa é a parte mais interessante: cerveja não é só sobre produção, nem só sobre serviço. Há tanta coisa, tantos lados a serem lapidados, que é preciso mesmo um montão de cabeças pensantes em diversos segmentos. Por isso também inovamos tanto, do campo ao copo, do grão ao gole.

Durante os últimos quinze anos que estou no mercado cervejeiro, meus pensamentos e ações já passaram por diferentes lugares da cerveja. Já contei mitos, já bebi diferentes estilos, viajei por países de tradição secular e também por culturas onde as ancestralidades chamam alto. Fui romântica e ingênua, já estive chateada, e a raiva em alguns momentos também me atravessou. Mais madura, hoje entendo ser preciso muito chão e experiência para ir nos moldando a ver o cenário como um todo. E ainda preciso de muito mais experiência e conhecimento, e esse futuro me anima muito a conhecer.

Repito uma frase que gosto muito de dizer por aí: “a cerveja não precisa da gente, nós é que precisamos dela.”

Estou, neste momento da carreira, vendo o mercado cervejeiro de um lugar diferente. Vejo a cerveja como uma grande categoria: ampla, espaçosa, criativa, democrática, vigorosa. Nunca tivemos tanto a discutir, defender, crescer e compor. Sinto o desafio que é, depois de tantas décadas de existência, este mercado brasileiro caminhar em direção a novas frentes e desafios.

Do fascinante campo, temos o lúpulo na agricultura, que agora cresce e floresce em nossas terras; o desenvolvimento peculiar de novas variedades de cevada e cereais; as leveduras nativas; o uso de outros adjuntos possíveis na composição de sabores e identidades tão brasileiras; a necessidade intelectual de pesquisas e descobertas; até culminar na criação de um novo léxico para servir uma bebida que tornamos tão nacional.

E como não poderia deixar de ser, entender que existem tensões peculiares ao momento atual, mas que, ao mesmo tempo, aprendemos que são, na verdade, recorrentes. Dá para citar a pressão tributária das bebidas, que como nos conta o trio de autores citado no começo do texto, já em 1894 existia em grande medida e tencionava para trás os negócios. Ou o problema de um país tão continental que no século XX já reclamava a questão do transporte e distribuição das cervejas que estavam sendo produzidas no Brasil naquela época.

As questões econômicas sempre estiveram na lista de desafios do setor. Agora, com as cervejas artesanais contemporâneas, novas peças entram no jogo: do consumo per capita e do custo de vida, versus produtos de alta qualidade, lifestyle e todas as singularidades.

Talvez o que haja de mais novo nessa conversa toda sejam as mudanças de consumo das novas gerações, ainda pouco compreendidas por todos. Isso é algo que acontece no dia a dia, e só pode ser efetivamente interpretado quando tivermos os dados do consumo real, e não apenas o imaginário ou o que é propagado. E também os dados mais segmentados, já que é difícil nos colocarmos nas mesmas pesquisas do mundo todo: há um abismo de diferenças entre países, regiões, bairros, faixas etárias, gêneros e todas as questões demográficas, em geral. Somos complexos em tudo.

Podemos também falar de cerveja sem álcool como um grande tópico dos dias de hoje. A mudança de chave que deve marcar nossa época, deixando relatos de todos os tipos em seu modo de fazer, nas diferentes qualidades, receitas e possibilidades desse mundo tão novo e, ao mesmo tempo, antigo. Mas que não era tão relevante em outra época. A busca por saúde, o reforço das regras, o status do momento, o equilíbrio de uma vida tão atual. Amplas ocasiões de consumo, tudo em movimento.

E se antes a gente comunicava cerveja por meio de hinos a deusas, em tábuas de barro ou madeira, agora comunicamos cerveja por meio de aparelhos eletrônicos à mão de todos. Na direita o copo, na esquerda o celular com todas as informações, detalhes específicos sobre IBU, ABV, todo o rastreamento do gole. Além de uma escuta mais atenta de cada consumidor sobre marca, discurso coerente, sustentabilidade e diversidade, para haver um alinhamento de valores entre as partes.

Então, ao estudar cerveja, viver cerveja, beber cerveja e da cerveja fazer negócio, temos muito a conversar. E é disso que quero tratar, ao longo dos artigos e crônicas aqui no Guia da Cerveja: desse prisma que é essa bebida tão milenar, e entender como, no Brasil, estamos construindo nossas próprias tradições e transformando a cultura enquanto a bebemos.

Deglutindo os conhecimentos enraizados em nossos territórios, saberes e técnicas emigrados e transformados, trazidos à mesa. O mercado cervejeiro é uma eterna inflexão, com suas constantes e necessárias mudanças.

Saúde, até a próxima leitura.

#BebaComResponsabilidade

Bia Amorim é sommelière, pesquisadora e palestrante. Atua na interseção entre gastronomia, cultura e bebidas brasileiras, com foco em comunicação, experiência, consumo consciente e hospitalidade.

Câmara rejeita Substituição Tributária e aprova Reforma favorável ao setor

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A votação da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados ocorreu nesta terça-feira com inúmeras boas notícias à cerveja. As três medidas que poderiam impactar beneficamente o setor foram mantidas. Já a Substituição Tributária (ST), que fora incluída de última hora na votação do Senado, acabou sendo rejeitada. O projeto segue para sanção do presidente da República e deve começar a ser implementado em 2026.

Uma das vitórias veio com o Imposto Seletivo, mais conhecido como Imposto do Pecado, que prevê uma taxação extra para produtos que podem ser nocivos à saúde, como cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos processados. O texto aprovado na Câmara, contudo, trazendo algo que era reivindicado pelo setor, prevê alíquotas progressivas conforme o teor alcoólico das bebidas, diferenciando cervejas, vinhos e destilados, em linha com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia também – Reforma Tributária avança no Senado com três medidas favoráveis à cerveja

Outra conquista veio com a previsão de que existirá alíquotas escalonadas durante o período de transição, incorporando progressivamente a redução do ICMS, de forma a não haver aumento de carga tributária.

Por fim, em uma vitória que contou com a união das principais entidades do setor, como Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e Sindicato Nacional da Industria da Cerveja (Sindicerv), que congrega Ambev e Heineken, incluiu-se um artigo que prevê tratamento diferenciado para pequenos produtores de bebidas alcoólicas em função do volume produzido e da categoria de produto. Ou seja, uma conquista direta para pequenas e médias cervejarias.

A tentativa de manutenção do regime de Substituição Tributária, por sua vez, foi rejeitada pela revisão realizada na Câmara dos Deputados durante a votação da Reforma. Atualmente em vigor na maior parte dos estados, a Substituição Tributária torna complexa a apuração dos impostos e exige grande esforço de caixa para as pequenas cervejarias, que são responsáveis pelo pagamento antecipado do ICMS por toda a cadeia.

A retirada dos artigos que previam o regime de Substituição Tributária sobre os dois novos impostos sobre valor agregado (CBS e IBS) mantém a lógica de simplificação, transparência e justiça tributária da Reforma, conforme aponta a Abracerva.

Para Gilberto Tarantino, presidente da entidade, as conquistas são fruto da união do setor. E podem trazer novas perspectivas ao mercado cervejeiro.

“Desde o início de minha gestão, fiz questão de dialogar com as grandes cervejarias para alcançar objetivos em comum, como faz a Brewers Association há mais de 15 anos nos Estados Unidos”, afirma o presidente da Abracerva. “Foram mais de dois anos de trabalho que envolveu várias entidades e mais de 30 visitas ao Congresso só em 2024. Um trabalho invisível, que melhora a estrutura tributária para as cervejarias e vai fazer muita diferença para a competividade das pequenas e médias indústrias de bebidas pelos próximos 30 anos.”

A nova legislação será testada em 2026 e terá seu período de transição e conclusão realizado entre 2027 e 2033. Por fim, para definição das alíquotas e dos volumes de cada categoria de bebida que receberão tratamento diferenciado no âmbito do Imposto Seletivo, serão apresentadas no próximo ano leis ordinárias pela Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda.

De avós conectados a cervejeiros caseiros: como ensinar tecnologia para os mais velhos pode transformar hobbies em paixão

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Segundo dados republicados pela Valor Econômico, o Brasil é o terceiro país que mais consome cerveja no mundo. Aliado à quantidade, vem também o apreço pela qualidade presente na cerveja artesanal.

Para aqueles que nasceram mexendo em um smartphone, esse pode parecer um pensamento trivial, mas você já refletiu sobre o fato de que temos todo o conhecimento do mundo na palma das nossas mãos? Com apenas alguns cliques temos acesso às mais variadas informações, mídias e aprendizados.

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Embora as gerações mais jovens ainda sejam as mais numerosas na internet, o alcance das redes vem crescendo entre os mais velhos. As razões são variadas, dentre elas a possibilidade de explorar receitas e de entrar em contato com as comunidades de indivíduos que compartilham interesses em comum.

No caso específico dos cervejeiros, isso é especialmente valioso, levando em conta que se trata de um apreço não tão explorado no país. Pegando como base um artigo da ExpressVPN, vamos trabalhar a relação da internet com as gerações mais antigas e o contato com novas informações sobre o hobby.

Facilidade de acesso ao hobby cervejeiro
Cerca de um terço das pessoas com mais de 69 anos não precisa do auxílio de filhos ou de netos para utilizar as ferramentas digitais, de acordo com a ExpressVPN. Embora essa ainda seja uma fatia baixa do total de pessoas mais velhas que utilizam a internet, ela aponta a independência dessas gerações.

Para os indivíduos de mais idade que se interessam pelo hobby cervejeiro, há a possibilidade de ter contato com tudo sobre o tema. Quais lugares na cidade possuem cervejarias especializadas, como produzir a própria cerveja, quais são as principais recomendações de experts no assunto e muito mais.

“Independência” é a palavra de ordem aqui. Enquanto pais e avós que dependem dos familiares para as tarefas mais ficam limitados ao tempo dos mais jovens, aqueles que acessam as redes por conta própria obtêm um tipo de liberdade que tem valor inestimável. A internet se torna uma escapatória!

Uma maneira de se comunicar com outras apaixonados pela área
Quanto mais de “nicho” for um interesse, menores serão as chances de que encontre pessoas que o compartilham. Levando em conta dados da introdução sobre o apreço à cerveja no Brasil, é certo que existem muitos apaixonados, mas as distâncias geográficas podem dificultar a comunicação entre eles.

Mais uma vez, a internet é a resposta! O que não faltam nas redes sociais, como o Facebook, o X e o Instagram; ou nos mensageiros instantâneos, como o WhatsApp e o Telegram; são grupos de pessoas reunidas por um mesmo hobby. Nesses espaços encontramos dicas não disponíveis em outros lugares.

Em uma idade em que o deslocamento físico é menos prático, ter a oportunidade de conversar com pessoas sem sair de casa é algo muito positivo. É importante que filhos e netos ensinam os mais velhos sobre os perigos da internet, mas com dicas e cuidados com informações pessoais, os riscos diminuem.

A chave para a independência digital além dos hobbies
Até aqui nós focamos no hobby cervejeiro, mas a verdade é que as ferramentas digitais entregam a qualquer pessoa uma independência que afeta todos os âmbitos da vida. Para além de como fazer cerveja em casa, os mais velhos descobrem receitas diversas, livros, músicas, filmes e outras diversões.

A pesquisa aponta que 85% dos acessos à internet ocorrem dos smartphones, os quais estão nas mãos da maioria esmagadora da população brasileira, incluindo os idosos. Isso significa que os meios já existem, basta apenas que esses indivíduos aprendam a utilizá-los de maneira segura para o hobby.

A personalização da experiência digital
Outro ponto que merece destaque é a possibilidade de personalizar a experiência digital de acordo com os interesses individuais. Aplicativos e sites voltados ao universo da cerveja artesanal, por exemplo, permitem que os usuários configurem alertas para novos conteúdos, acompanhem blogs especializados ou assistam a tutoriais detalhados sobre técnicas de produção.

Essa personalização não apenas otimiza o aprendizado, mas também reforça a sensação de autonomia, algo especialmente importante para os mais velhos. Com ferramentas adaptadas às suas necessidades, como letras maiores e comandos intuitivos, os idosos podem explorar o mundo digital com maior confiança.

Além disso, plataformas como o YouTube têm se mostrado um espaço essencial para aqueles que desejam aprender no seu próprio ritmo. Cursos gratuitos, demonstrações práticas e vídeos de especialistas tornam o aprendizado acessível, independentemente da experiência prévia com a tecnologia.

A importância do suporte familiar na inclusão digital
Embora a autonomia seja um objetivo importante, o papel da família na inclusão digital dos mais velhos não pode ser subestimado. Ensinar a usar aplicativos de forma segura e produtiva é fundamental, mas também é uma oportunidade de estreitar vínculos entre gerações.

Ao envolver pais ou avós no universo digital, filhos e netos criam um ambiente de aprendizado colaborativo. Essa troca de experiências pode ser enriquecedora para ambos os lados: enquanto os mais jovens compartilham seus conhecimentos tecnológicos, os mais velhos oferecem perspectivas únicas sobre o hobby, adquiridas ao longo de suas vidas.

Além disso, ensinar a evitar riscos online, como golpes e fraudes, é essencial para garantir que a experiência digital seja agradável e segura. O conhecimento sobre como criar senhas fortes, reconhecer e-mails fraudulentos e proteger informações pessoais deve fazer parte do processo de aprendizado.

Isso é facilitado ainda mais quando levamos em conta que todos os dispositivos modernos contam com opções de acessibilidade ideais às gerações mais antigas, como o aumento das fontes, comandos por voz, atalhos, volume customizávelm, etc. O mais importante é que filhos e netos ensinem tudo isso!

Reforma Tributária avança no Senado com 3 medidas favoráveis à cerveja

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O mercado da cerveja aprovou os avanços da Reforma Tributária no Senado. A implementação do Imposto Seletivo, mais conhecido como o Imposto do Pecado, acabou resultando em três medidas que irão beneficiar o setor, sobretudo quando se trata das cervejas artesanais. Por outro lado, a manutenção da Substituição Tributária é um ponto que preocupa o segmento.

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Um dos aspectos centrais da Reforma Tributária, o Imposto Seletivo prevê uma taxação extra para produtos que podem ser nocivos à saúde, como cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos processados. Ao avançar no Senado, contudo, estabeleceu-se que as alíquotas serão progressivas em virtude do teor alcoólico, o que trará um impacto menor no custo da cerveja.

O avanço da Reforma Tributária contemplou ainda duas medidas importantes para o setor: alíquotas escalonadas no período de transição para que não haja aumento de carga tributária e, principalmente, tratamento diferenciado para produtores de bebidas alcoólicas com alíquotas progressivas, no âmbito do Imposto Seletivo, em função do volume de produção e categoria de produto.

“Os congressistas foram sensíveis com a necessidade de um sistema tributário mais justo e simplificado que ao mesmo tempo não inviabilize a continuidade e o investimento dos pequenos negócios”, aponta Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

Se o mercado cervejeiro pôde comemorar esses três pontos, ainda há um receio sobre a Substituição Tributária. Isso porque a reforma prevê o fim de diversos tributos, dentre eles o ICMS, que serão substituídos por dois impostos sobre valor agregado, IBS (estadual) e CBS (federal), além do Imposto Seletivo, conforme explica a Abracerva. A expectativa era de que, com a extinção do ICMS, terminaria também o regime de Substituição Tributária, que torna complexa apuração dos impostos e exige grande esforço de caixa para as pequenas cervejarias.

Entretanto, durante a votação do projeto no Senado, foi apresentada uma emenda ao texto original com o objetivo de instituir o regime de Substituição Tributária sobre os novos impostos. De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a emenda atende demanda do Fórum de Governadores que não querem perder arrecadação do ICMS-ST.

Aprovada pelo Senado, a Reforma Tributária retornada agora para a Câmara, para ser novamente validada antes de seguir para sanção do Poder Executivo. A nova legislação entra em testes em 2026 e a transição começará em 2027, com término previsto para 2033.

“Estamos desde 2023 acompanhando as discussões sobre a reforma e diante disso temos direcionado para este tema as atividades do Grupo de Trabalho sobre Tributação da Câmara Setorial da Cerveja do Ministério da Agricultura”, explica Tarantino, que desde março deste ano também preside a Câmara Setorial.

“Este ano estive mais de 30 vezes em Brasília e como a matéria agora volta para a Câmara, vamos continuar trabalhando no sentido de manter as conquistas no texto atual e sensibilizar os deputados para que retirem a emenda sobre a Substituição Tributária que foi incluída no Senado”, complementa o presidente da Abracerva.

Balcão Xirê Cervejeiro: Uma conversa com Raphael Rodrigues, do All Beers


Balcão Xirê Cervejeiro: Uma conversa com Raphael Rodrigues, do All Beers

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja, estou de volta ao balcão Xirê Cervejeiro e, desta vez, convidei uma pessoa muito especial do mercado cervejeiro para nos contar um pouco de sua história com a cultura cervejeira.

Com vocês, Raphael Rodrigues, mais conhecido como Rapha All Beers, o cara que faz a festa mais icônica do meio cervejeiro, promovendo diversidade e inclusão não somente no copo, mas, sobretudo, entre as pessoas que participa do evento.

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É por isso que ele está aqui, para dialogar conosco. Fiz algumas perguntas a ele, as quais divido agora com vocês.

Abra uma cerveja e escute o Rafa.

Beba com moderação!

Você criou o blog All Beers em 2009. Qual foi a sua motivação para falar sobre cultura cervejeira?
Muito antes do blog All Beers nascer, em meados da década de 90, eu já fazia coleção de latas importadas de cerveja, e já percebia a diferença daquelas cervejas comparadas com as nossas comerciais. Obviamente a coleção acabou por falta de espaço, mas eu guardei algumas e tenho elas até hoje aqui no meu escritório, para lembrar de como toda essa paixão começou. O tempo passou e comecei a perceber um aumento de cervejas importadas no nosso mercado e também o surgimento de cervejarias artesanais brasileiras. Lembro muito bem de encontrar Eisenbahn, Bamberg e Falke Bier em um empório na cidade de São Paulo. Comecei então a pesquisar e comprar livros sobre o assunto e estudar por conta própria, isso mais ou menos por volta de 2005. Foi então que, em fevereiro de 2009, surgiu o primeiro post do All Beers, muito mais como um blog de estudo, para escrever e armazenar toda informação que eu já estava consumindo. E naturalmente o All Beers foi se tornando também um blog de notícias cervejeiras, já que sou formado em jornalismo, e a paixão/motivação por cerveja continua até hoje, intacta.


A festa All Beers Sessions acontece desde quando e o que te levou a promover este evento?
A primeira edição do  All Beers Sessions aconteceu em 2015 e a ideia surgiu da vontade de mostrar o que de melhor existia em nosso cenário, simples assim, sendo cervejarias brasileiras ou importadas. O DNA da festa continua o mesmo, não mudamos nada nesse sentido. Hoje nós encontramos algumas festas similares, mas, se voltarmos ao tempo, em 2015, não existia nenhuma festa nesse formato, juntando tudo: alta qualidade, o público se servindo, dois setores, um com chope e outro com garrafas/latas e sem banda ao vivo. Uma coisa muito importante, no All Beers Sessions: a cerveja é a protagonista da festa e sempre será!

Observei que, na festa, há uma diversidade de estilos de cervejas, diversidade de cervejarias e de contemplação de regionalidades, no campo das relações sociais. Como seu projeto dialoga com questões da diversidade?
A cerveja é diversidade e quem não pensa dessa maneira, precisa rever suas certezas! Quando eu falo que o DNA da nossa festa – All Beers Sessions – é buscar sempre o melhor, o novo, é basicamente isso, ficar atento sempre às nossas raízes e ao novo, colocando no line up realmente todos os sotaques e etnias. Já faz um tempo que conseguimos em nossa festa trazer essa diversidade para nossas torneiras,  garrafas e latas. No All Beers Sessions você vai encontra sempre cervejarias de todas as regiões do Brasil, cervejarias pretas, LGBTQIA+ e importadas.

Qual o seu desejo para o mercado cervejeiro nacional?
Acredito que estamos passando por um momento diferente da cerveja em nosso país, algo que grandes centros já passaram e agora chegou a nossa vez. A ebulição e a empolgação passaram, agora já temos uma história cervejeira e estamos na fase de consolidação do nosso mercado. Por isso, vejo muitas dúvidas dos empresários, sem saber exatamente o que fazer e qual atitude tomar. A resposta está lá fora, sim, não estou falando de copiar nada, pois entendo que cada mercado tem suas próprias características, porém, o mercado europeu e o norte-americano já passaram pela fase de empolgação e maturação. Agora eles estão vivendo e administrando seu negócio e sua paixão, eles já sabem exatamente o que funciona e o que não. Complicações comerciais sempre vão existir, mas se você é uma marca que entende seu produto e conhece seu público alvo, as chances de dar certo são infinitas.


Raphael Rodrigues é jornalista, consultor, jurado de concursos cervejeiros, sommelier de cervejas e mestre em estilos. É o responsável pelo All Beers, mídia cervejeira com 15 anos e que já foi eleita por sete vezes a melhor mídia de cervejas do Brasil.

Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas, pela Instituição Toledo de Ensino Bauru/SP. Atua na área de Família e Sucessões, licenciada em Ciências Sociais e bacharelanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá/PR. É pós-graduanda em história da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de Cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @nergacervejassommelier e @literaturanobar.