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Contra poluição, Carlsberg elimina plástico das embalagens de 6 latas

A cervejaria dinamarquesa Carlsberg, uma das maiores do mundo, deu um passo significativo no combate à poluição dos oceanos, abolindo as argolas de plástico usadas nos packs de 6 latas de seus produtos. Vistas há um bom tempo como ameaça à vida marinha, depois que fotos de tartarugas enroscadas nelas chocaram o mundo, as argolas foram substituídas por pequenas gotas de cola para juntar as latas, em uma tecnologia batizada de Snap Pack.

A adoção da nova tecnologia integra uma série de medidas que a cervejaria vem tomando para tornar sua produção mais sustentável. Ela deve estar disponível no varejo do Reino Unido a partir de 10 de setembro. A Snap Pack vem junto de outras decisões como o uso de garrafas retornáveis de maior vida útil, embalagens recicladas e com pigmentos menos agressivos para o meio ambiente.

“Estamos trabalhando duro para cumprir nossa ambiciosa agenda de sustentabilidade e ajudar a combater a mudança climática”, afirmou o CEO do grupo Carlsberg, Cees ‘t Hart. “Esperamos dar ao nosso consumidor uma melhor experiência em cerveja com menos impacto ambiental”.

Dessa maneira, a companhia prevê uma redução de descartes de plástico na ordem de 1200 toneladas por ano, o equivalente a 60 milhões de sacos plásticos. Trata-se, no entanto, de uma parcela ínfima do plástico produzido e despejado nos oceanos anualmente. Mesmo assim, a medida foi aplaudida por ambientalistas.

Mondial vira palco de importantes parcerias entre artesanais e indústria

Um dos mais aguardados festivais brasileiros do ano, o Mondial de La Bière Rio não está sendo palco somente de interessantes lançamentos tão aguardados pelo público cervejeiro. É cenário, também, de importantes parcerias com associações industriais que podem auxiliar muito no desenvolvimento do setor.

Tanto a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em parceria com o Senai, quanto a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ao lado do Sebrae e do Sindibebidas, protagonizaram “lançamentos” no festival que começou nesta quarta-feira e vai até domingo, nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá.

“Nossa ideia principal é divulgar as cervejas. Muitos ainda não conhecem nem as cervejarias locais e nem os estilos. Então, queremos mostrar isso, essa variedade, que a cerveja não é só Pilsen”, conta José Gonçalves Antunes, especialista de bebidas da Firjan, que lançará no primeiro trimestre de 2019 a sua escola especializada em cerveja.

Para desenvolver sua iniciativa, a entidade apresentou um projeto de produção de duas cervejas colaborativas: uma Gose com a Suburbana, aposta para revitalizar uma antiga tradição alemã – a de produzir uma bebida que não segue a lei da pureza e leva sal marinho e coentro como matérias-primas; e uma Weizenbock com a Esplêndido, estilo pouco explorado no Brasil e tradicional na Alemanha, segundo José Antunes.

A receita com a Esplêndido, porém, trouxe ainda um componente especial: em um projeto sustentável, utilizou resíduo de pão na fabricação, enquanto a sobra da cerveja se tornou produtos como cookies, pães e bolos que estão expostos no estande da Firjan durante o festival.

“Estamos criando uma receita nova usando resíduos de outro setor. Essa ideia agrega valor a todos os envolvidos”, detalha Mariana Boynard, cervejeira e administradora da Esplêndido.

As duas cervejas estão disponíveis no estande da Firjan. E o sucesso foi tamanho, segundo o especialista, que outras cervejarias já solicitaram uma parceria. “A receptividade foi muito boa. Gostaram bastante e já teve gente querendo conhecer, cervejarias pedindo para participar”, relata Antunes.

A Firjan também levou três cursos especializados a seu estande: Tecnologia Cervejeira, Análise Sensorial e Técnicas de Lupulagem. “A Firjan Senai tem vários serviços, que vão da educação profissional à prestação de serviços laboratoriais e consultorias voltadas para a melhoria do processo e do produto. O projeto foi criado para dar suporte às micro e pequenas cervejarias”, acrescenta Antunes.

Selo mineiro
Se a Firjan apresentou duas cervejas colaborativas, entre outras iniciativas, a Fiemg, o Sebrae e o Sindibebidas fizeram nesta quinta-feira o lançamento de uma marca coletiva de artesanais mineiras.

Trata-se da Cervejas de Minas – Livres por Tradição, um “selo” que vai identificar as artesanais mineiras e agregar valor, diferencial e garantia de origem às bebidas produzidas no estado. Uma ideia, aliás, semelhante à do queijo Canastra: de garantir autenticidade ao produto local.

O principal detalhe, contudo, está na escolha do slogan. Vice do Sindibebidas, proprietário da Falke Bier e um dos grandes nomes brasileiros da cerveja artesanal, Marco Falcone conta que o termo Livres por Tradição demorou para ser escolhido, mas resumiu precisamente a autenticidade mineira.

“Demorou quase um ano e meio para ser criado. A ideia era mostrar o que o mineiro tem de diferenciado, e passamos esse tempo pesquisando. E, nessa pesquisa para entender como éramos vistos, chegamos ao slogan: o mineiro é muito ligado à tradição, mas quer liberdade como poucos”, conta Falcone.

A importante iniciativa integra o projeto Cerveja Artesanal da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que luta para fortalecer e aumentar a competitividade dos pequenos negócios mineiros ligados ao setor. Entre suas ações estão o trabalho de acesso a mercados e projetos voltados para a qualificação técnica.

O projeto possibilitou também a criação de uma central de negócios formada por 20 cervejarias, entre elas, sete que estão no Mondial Rio: Austen, Brüder, Engine, Falke Bier, Fürst Bier, Prussia Bier e Vinil. Essa central visa, principalmente, aumentar o poder de barganha das empresas na compra de insumos.

“Vai gerar conhecimento, intercâmbio de experiências. Tem um potencial enorme pela frente”, finaliza Falcone.

Antuérpia leva medalha de platina no Mbeer Contest Brazil

A Antuérpia foi a grande vencedora do Mbeer Contest Brazil, premiação ocorrida na abertura do Mondial de la Bière Rio, que começou nesta quarta-feira e vai até domingo, nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá.

Depois de levar sete novidades ao Mondial Rio, a cervejaria mineira viu uma delas receber a medalha de platina, a premiação máxima da competição. Foi com a Nikita Cherry Hickey, uma Russian Imperial Stout com cereja.

O concurso teve 376 rótulos inscritos sem estilos pré-definidos. Além da platina, os 11 jurados distribuíram 13 medalhas de ouro, com destaque para as cervejas ácidas e frutadas.

A realização do Mbeer Contest Brazil no primeiro dia do festival, aliás, foi uma das grandes novidades desta edição. “Dessa forma, as pessoas sabem desde o início a lista dos rótulos vencedores e podem se programar para degustá-los”, conta Luana Cloper, diretora do Mondial de la Bière no Brasil.

A cerimônia de premiação teve a ilustre condução de Jeannine Marois, idealizadora e presidente do Mondial de la Bière internacional, e de Luana Cloper.

Confira, a seguir, todos os rótulos premiados:

Medalha de platina
Antuérpia, com o rótulo Nikita Cherry Hickey

Medalhas de ouro
Suburbana, com o rótulo Treta, estilo Berliner Weisse;
Roter Brauhof, com o rótulo Roter Sour Ale, estilo Sour Ale;
OverHop, com o rótulo Aeternum, uma American Imperial Stout, e GraviOH-Lá-Lá, uma Catharina Sour;
Mistura Clássica, com o rótulo Catharina Sour Goiaba, estilo Catharina Sour;
Wonderland Brewery, com o rótulo Gone Mad, uma American IPA;
Dádiva, com o rótulo Brewer’s Cut, do estilo American Sour;
Bodebrown, com os rótulos Regina Sour Framboesa, uma Berliner Weisse, e Cacau IPA Wood Age, uma American IPA;
Thirsty Harks Farm Brewery, com o rótulo Ginga De La Boe, envelhecida em barril de gim;
Matisse, com o rótulo Saboya, uma Catharina Sour;
Farra Bier, com o rótulo comemorativo #2anos, estilo Catharina Sour;
Colorado, com o rótulo Guanabara Wood Aged, uma Russian Imperial Stout.

40 lançamentos cervejeiros do Mondial de La Bière Rio

O Mondial de La Bière Rio começou nesta quarta-feira confirmando a sua fama de um dos maiores eventos cervejeiros do planeta. Com mais de 160 cervejarias e 1500 rótulos, o festival que vai até domingo e ocorre nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá, no Rio de Janeiro, se firmou como ponto central das novidades nacionais ao trazer uma série sem fim de excelentes lançamentos. Tem para todos os gostos. E, para facilitar seu trabalho, reunimos 40 deles. Aprecie!

Antuérpia
A cervejaria mineira está levando nada menos do que sete novidades. A principal delas é a Quintal, uma Catharina Sour em três versões: Jabuticaba, Mexerica e Morango com Hibisco. Outra novidade é a Perdição, uma New England IPA com adição de lactose e goiaba, inspirada em um dos grandes clássicos de Shakespeare, Romeu e Julieta. Destaque, ainda, para a Nikita, apresentada no Mondial de São Paulo e feita em parceria entre o Chef Ronaldo Rossi e Giancarlo Vitalle, mestre-cervejeiro da Antuérpia. A Russia Imperial Stout com adição de lactose chega também em três versões: Nikita Vanilla Orgasm, com baunilha, Nikita Hazelnut Stuck, com avelã, e Nikita Cherry Hickey, com cereja.

Brassaria Ampolis
Criada em homenagem ao humorista Mussum, a cervejaria apresentou dois rótulos: a Chilli Peppis, uma Pepper Lager refrescante e aromática, com 4,5% de álcool e adição de pimentas rosa e dedo-de-moça; e a Esfumaçadis, uma New England IPA que leva aveia e trigo, blend único dos lúpulos Magnum, Amarillo, Mandarina e Calypso, com notas tropicais.

BrewLab
Conhecida por sua inventividade, a cervejaria de Niterói apostará em algumas novidades, dentre as quais vale destacar: a Aristocrat, uma English Barley Wine “extremamente elegante” feita em colaboração com Thiago Ribeiro; a Gambiarra, uma Imperial Stout “com toda graça trazida dos subúrbios cariocas” em parceria com a Suburbana; e a Cascadian Wood Storm, rótulo que tem como base a cerveja Cascadian Hop Storm, uma Black Rye IPA de linha, mas agora envelhecida em barris de carvalho com uma microbiota diversa. Foi feita em parceria com a Lagos.

Búzios
Em sua quarta participação no festival, a cervejaria lançará o oitavo rótulo. Trata-se da Búzios Forno, uma Irish Red Ale com tom avermelhado e, como todos os outros lançamentos da marca, inspirada em uma praia do balneário, a Praia do Forno – no caso, pela cor avermelhada do local.

Dogma
Para sua estreia no evento, a consagrada cervejaria paulista fez um interessante “intercâmbio” baiano. Trouxe cacau da fazenda Yrerê de Ilhéus – que comercializa seus produtos no Salon du Chocolat, em Paris – para produzir a Theobroma Brasilis, uma Russian Imperial Stout que promete marcar sua participação no Mondial Rio.

Doktor Bräu
Com sua explosiva combinação envolvendo o universo médico e o cervejeiro, a marca apresenta no festival a Adrenaline, uma Double New England IPA com cafeína e pó de guaraná. É uma cerveja encorpada, que remete à manga e frutas tropicais amarelas e com álcool discreto, apesar do teor de 8,1%. A cafeína e o pó de guaraná, aliás, segundo a Doktor Bräu, não têm influência no sabor, mas sim na energia que “essa cerveja vai te dar”. Outra novidade é a Weiss, o segundo rótulo da linha standard (o primeiro foi   a Pilsen), criada para democratizar o acesso à cerveja artesanal de qualidade.

Ekaüt
Tradicional cervejaria pernambucana, a Ekaüt promete uma série de novidades no evento, com destaque para a Sour Cajá, uma Berliner Weisse. Com polpa de cajá e alta carbonatação, é uma bebida leve e cítrica, perfeita para combinar com o final de semana, segundo a cervejaria.

Goose Island
A cervejaria norte-americana aproveitou o festival para lançar em solo nacional a Midway IPA, uma Session IPA que promete ser leve e refrescante. Essa mesma receita já foi feita na Austrália, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Agora, estreará no Brasil em pleno Mondial.

Matisse
Estreante no festival, a cervejaria de Niterói leva sete rótulos, com destaque para o lançamento da Camille. Trata-se de uma Witbier com pera e cardamomo para quem gosta de refrescância e baixo amargor, segundo a marca.

Mistura Clássica
Uma das precursoras do movimento das artesanais, a cervejaria de Volta Redonda comemora 15 anos em 2018 em grande estilo, com uma das grandes novidades do festival: uma versão de sua tradicional Layla com adição de framboesa, colocada em barril e maturada por quase três meses em nada mais nada menos do que no fundo do mar. Não bastasse, a marca ainda apresenta a Deusa dos Reis, uma Belgian Dark Strong Ale.

Oceânica
A cervejaria niteroiense aguardou o festival para apresentar oficialmente a Wild Ruby, uma Flanders Red Ale maturada em barris de carvalho por 6 meses, com um mix de frutas vermelhas, Brettanomyces e Lactobacillus. “Ácida, complexa e irresistível”, segundo a cervejaria, que aposta também na chegada da Bright Sparks. É uma Brut IPA – estilo que promete ser a vedete do Mondial – refrescante, carbonatada e lupulada na medida. Foi a primeira cerveja em que a Oceânica utilizou milho na composição da base de cereais, com o objetivo de atingir uma sensação bem baixa de corpo.

Odin
Duas grandes novidades surgem como atração da cervejaria no festival: a principal delas é a Palo Santo Viking Imperial Stout, uma Viking Imperial Stout curtida na famosa madeira peruana Palo Santo, que é utilizada em rituais de purificação. Destaque ainda para um aplicativo cervejeiro inédito, com realidade aumentada via QR Code nos rótulos.

OverHop
Depois de se destacar no Mondial de Montreal com algumas colaborativas, a OverHop aguardou o festival para apresentar oficialmente as novidades no país. Terá, assim, o total de oito lançamentos:  Tranquille (colaborativa com a Motim), uma Catharina Sour com cupuaçu e morango (4% ABV); La Passion Sure (colab com a Oshlag), uma Catharina Sour com maracujá e chips de carvalho embebidos na Hazy destilada (4%); Dark Forest (colab com RockBird e Common Good), uma Black Sour Ale com blueberry, morango, framboesa e cereja (7%); Savage (colab com a Shelton), uma New England Brett Ipa (6,5%); GraviOH-Lá-Lá (colab com a Avant-Garde), uma Catharina Sour com graviola e chips de amburana (4%); Kalter Atem (colab com a Verace), uma Gose com limão (4%); Dark Wild, uma Black IPA envelhecida em barril de carvalho e fermentada com Brettanomyces (8%); e Aeternum, uma American Imperial Stout (10%).

Paulistânia
Conhecida por suas referências a São Paulo, a cervejaria trouxe uma novidade ao Rio: a Viaduto do Chá, uma Hop Lager com erva mate e teor alcóolico de 5%. O dry hopping ressalta a presença dos lúpulos, segundo a marca, e a adição de erva mate dá um toque especial, remetendo às tradições gaúchas.

RockBird
Em seu terceiro festival, a cervejaria aposta em quatro novidades e se mantém fiel a sua tradição “defumada”. Uma delas é a Reverberator, uma Rauch Doppelbock com 9,3% de álcool. Já a convidada Fire It Up Monk, da Hop Lab, é uma Rauchbier que promete forte ligação com o bacon. A acidez, outra marca da RockBird, está presente na estreia brasileira da Dark Forest Ale, uma Dark Sour apresentada inicialmente no Mondial de Montreal. Outra novidade é a The Outsider, uma Session India Pale Lager com quatro variedades de lúpulos cítricos.

Rota Cervejeira RJ
Formada por 23 cervejarias, entre outros estabelecimentos, a associação reuniu seus sócios para produzir uma IPA com adição de tangerina da região serrana do estado. Criou, assim, a Tangeripa, produzida na cervejaria Pontal com lúpulos Mandarina Bavária e Magnum, além de tangerina orgânica.

Sundog
Apostando em seus estilos escandinavos e milenares, a cervejaria traz duas grandes novidades: a Sahti, uma Viking Strong Ale com 11% de álcool, fermentada com pão e que remete aos primeiros vikings; e a Pictii, uma Braggot, gênero medieval que une cerveja e hidromel – e apresenta poderosos 20% de teor alcoólico.

Concurso cervejeiro busca incentivar cultura do setor em Brasília

A capital brasileira ganhou uma importante iniciativa para divulgar sua produção de cerveja. Trata-se do Prêmio Beba Brasília 2018, um projeto criado com o intuito de incentivar a cultura cervejeira local.

O prêmio terá seu lançamento oficial no dia 7 de setembro durante o Festival da Cerveja Independente, que será realizado no galpão da cervejaria Corina, em Brasília. A votação que elegerá a melhor cerveja local, além do bar especializado, entre outras categorias, será online e ficará aberta ao público de 7 de setembro a 5 de outubro.

A divulgação dos vencedores, por sua vez, será no dia 13 de outubro, em evento que será realizado durante a Semana da Cerveja Independente, que acontecerá em Brasília de 12 a 21 do mesmo mês.

Projeto do site Cinema e Cerveja, criado pelo sommelier Euller Barros, o Beba Brasília é uma importante iniciativa para divulgar o mercado cervejeiro da capital brasileira – a cidade conta hoje com mais de 30 marcas entre fábricas e ciganas, além de inúmeros bares e estabelecimentos focados nas artesanais.

“Neste contexto, o Prêmio Beba Brasília visa atender dois objetivos: divulgar esta pujante cena cervejeira para o público da cidade e reconhecer as marcas que mais se destacaram no ano. Na edição 2018 o público irá votar em 7 categorias, que vão desde a sua cervejaria favorita ao bar de cerveja artesanal com melhor atendimento”, explica a organização do festival.

A viabilização do prêmio, que tem o apoio da Associação das Cervejarias do Distrito Federal (Abracerva-DF), será possível devido a uma campanha de arrecadação: cervejarias, bares e o próprio público foram convidados a contribuir financeiramente, e a expectativa é de que se atinja o valor de R$ 10 mil.

Quer contribuir, clique aqui. E, se quiser conhecer mais sobre o projeto, acesse aqui.

Entrevista: Rio receberá a maior edição do Mondial de La Bière do planeta

Maior evento cervejeiro do planeta, com edições no Canadá, na França e em São Paulo, o Mondial de La Bière inaugura sua edição de 2018 no Rio de Janeiro nesta quarta-feira. E o visitante do Mondial RJ pode esperar um grande festival.

Para saber detalhes sobre o evento, o Guia da Cerveja conversou com Luana Cloper, diretora da Fagga, a empresa organizadora do Mondial Rio. E, segundo a executiva, a edição carioca é realmente especial: trata-se da maior do mundo tanto em quantidade de público como em número de expositores.

O festival, que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de setembro, nos armazéns 2, 3 e 4 do Píer Mauá, receberá mais de 1500 rótulos e 160 cervejarias, quase a metade delas estreantes. Espera-se, por sua vez, que cerca de 50 mil pessoas circulem pelo Mondial até domingo.

“Nosso objetivo esse ano é principalmente melhorar a experiência dos expositores e do público visitante, fazendo ajustes na operação, no fluxo e na ambientação do evento”, conta a executiva.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Luana Cloper, diretora da Fagga.

Como a organização do festival encara o mercado brasileiro de cerveja artesanal?
É um mercado em franco crescimento e o Mondial, desde sua primeira edição, funciona como uma plataforma de divulgação das cervejarias. Um evento onde o visitante tem inúmeras possibilidades de degustação, além de conhecer de perto os produtores e os sommeliers.

O que o festival pode fazer para ajudar na consolidação desse mercado?
É uma porta de entrada àqueles que já tem a cerveja artesanal como paixão e uma ótima oportunidade para aqueles que não conhecem esse incrível universo.

Quais as principais semelhanças entre as edições estrangeiras e as brasileiras do festival?
A possibilidade de conhecer novidades e tendências cervejeiras.

E o que a edição carioca traz de peculiaridade em relação às estrangeiras?
Sim, o tamanho. A edição do Rio é a maior em termos de público e expositores.

Quais as principais novidades programadas para esta edição?
Nosso objetivo esse ano é principalmente melhorar a experiência dos expositores e do público visitante, fazendo ajustes na operação, no fluxo e na ambientação do evento. As novidades ficam por conta das próprias cervejarias, que estão programando diversos lançamentos especiais para o evento, alguns produtos que só poderão degustados lá. Além disso, o visitante também vai ter contato com novas cervejarias participantes no evento. Quase metade das cervejarias estão participando pela primeira vez, grande parte vindo de outros Estados.

Fabricação de bebidas alcoólicas sobe 8,5% em julho

A fabricação de bebidas alcoólicas teve um excelente desempenho em julho. Apresentou um crescimento de 8,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O bom resultado manteve a recuperação verificada nos meses anteriores pelo setor: cresceu 2,9% no ano, na comparação com igual período de 2017, e 3,4% nos últimos 12 meses.

Resultado ainda melhor foi apresentado pela fabricação de bebidas não alcoólicas, que alcançou um aumento de 16,9% em julho, 5,3% em 2018 e 3,7% nos últimos 12 meses.

Impulsionado pelo crescimento da fabricação geral de bebidas, que subiu 12,5%, o índice geral da indústria teve alta de 4% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Quando a base de referência é junho deste ano, por sua vez, houve ligeira queda de 0,2%.

“A variação de -0,2% na indústria, de junho para julho de 2018, reflete as taxas negativas em 10 dos 26 ramos pesquisados, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5%) e produtos alimentícios (-1,7%)”, explicou o IBGE em nota.

“Já entre os 16 ramos que ampliaram a produção em julho de 2018, os destaques foram outros produtos químicos (4,3%), com o segundo mês seguido de crescimento na produção e acumulado de 12,6%; outros equipamentos de transporte (16,7%), eliminando parte do recuo de 24,4% nos meses de maio e junho; máquinas e equipamentos (2,9%), acumulando 8,6% nos dois últimos meses; e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,0%), em alta pelo quinto mês consecutivo, com ganho de 13,6% no período”, acrescentou o instituto.

Confira, a seguir, as estatísticas da produção industrial em julho:

Produção Industrial

Julho

2018

12 meses

Bebidas Alcoólicas

8,5%

2,9%

3,4%

Bebidas Não Alcoólicas

16,9%

5,3%

3,7%

Fabricação de Bebidas

12,5%

4%

3,5%

Geral

4%

2,5%

3,2%

Faça sua escolha: Vídeos da Brewers Association exaltam independentes

A Brewers Association (BA) lançou nesta semana mais uma fase de sua campanha de valorização das cervejarias independentes. Nela, chamada That’s Independence You’re Tasting (traduzida livremente como “é independência isso que você está provando”), dois vídeos falam com mensagens vibrantes e positivas sobre a qualidade da cerveja artesanal produzida por pequenas companhias.

Os vídeos estão sendo divulgados em diferentes plataformas da Brewers Association, entidade que representa a maioria das cervejarias artesanais independentes nos Estados Unidos.

Os textos começam evocando o valor da independência e da possibilidade de fazer escolhas – valores tão caros à cultura norte-americana – e afirmam que escolher é “bater o pé contra o status quo”. Em seguida, dizem que a criação do selo de independência é uma marca deixada pela BA e seus representados no universo da cerveja, e finaliza convocando o espectador a “procurar o selo”, com a hashtag #seektheseal (procure o selo).

É por meio dessa campanha que a BA pretende disseminar entre os consumidores a preferência por produtores independentes, cujas embalagens têm desde o ano passado um selo com o desenho de uma garrafa de cabeça para baixo que “atesta” sua não ligação com multinacionais. Nos últimos anos, gigantes da cerveja vêm comprando cervejarias regionais nos EUA, o que levou a BA a se movimentar para “alertar” o consumidor sobre a origem da cerveja consumida.

“Estamos orgulhosos de poder fazer por nossos membros algo que seria muito difícil de cada um fazer individualmente”, afirma Bob Pease, presidente da associação, sobre o potencial de conscientização da campanha. “Ao escolher cervejas com o selo, o consumidor de cerveja sabe que está apoiando uma cervejaria que tem laços com sua comunidade”, completa.

Até agora, mais de 3700 cervejarias americanas adotaram o selo. Elas representam 80% das vendas de cervejas artesanais no país.

Confira os vídeos da campanha That’s Independence You’re Tasting

3 problemas políticos do setor cervejeiro

A aproximação das eleições coloca em relevo o bom momento do setor. E por uma razão, no mínimo, contraditória: se a indústria cervejeira teve desempenho tão favorável nos últimos anos, crescendo sempre na casa dos dois dígitos, imagina se a política nacional estivesse menos caótica e as condições econômicas fossem realmente favoráveis?

Período eleitoral, contudo, não é momento para se lamentar. Mas, sim, de encarar os problemas, enxergar soluções e trabalhar para que os próximos anos sejam, enfim, mais propícios para o investimento no setor.

O Guia da Cerveja buscou, nas últimas semanas, com alguns dos principais especialistas do mercado, compreender quais seriam as grandes demandas do setor. Cientes de que estamos abordando uma pequena parte do problema, compilamos esse material para, quem sabe, facilitar a organização “política” por um mercado cervejeiro ainda melhor.

Confira, a seguir, 3 dos problemas políticos do setor cervejeiro.

MATRIZ TRIBUTÁRIA
Problema: O sistema é mal distribuído e, sem qualquer equilíbrio de escala, acaba penalizando as microcervejarias
Solução: Tornar a matriz mais equilibrada e alterar a carga de impostos, calculando a diferenciação pelo volume produzido
Consequências: O setor cresceria de maneira mais sustentável, impactando até na maior geração de empregos
Palavra de especialista: Não tenho dúvida que o setor carece de uma política mais justa na matriz tributária. Não há ponto de equilíbrio na escala da microcervejaria (Sady Homrich)

 

CONCORRÊNCIA
Problema:
Nem sempre a concorrência é feita de maneira equilibrada, o que sufoca as microcervejarias
Solução: Vigilância à concorrência desleal, proibição da exclusividade em ponto de venda, melhor distribuição de subsídios
Consequências: As microcervejarias teriam mais espaço, chegariam com mais frequência aos pontos de venda e o consumidor ganharia com a maior oferta
Palavra de especialista: [Precisamos da] Retirada de subsídios aos grandes grupos. Outro ponto importante é ter alguém vigilante à concorrência desleal (Carlo Enrico Bressiani)

 

BUROCRACIA
Problema:
O excesso de burocracia para que o Ministério da Agricultura reconheça oficialmente uma cervejaria
Solução: Mudança na legislação que facilite o reconhecimento das ciganas e das caseiras sem, entretanto, alterar a questão da qualidade ou da segurança alimentar
Consequências: Expansão do setor, facilidade para traçar uma radiografia real do mercado e maior controle do próprio Ministério da Agricultura
Palavra de especialista: Precisamos de uma mudança na legislação do MAPA para permitir a diversidade de cervejas que temos (José Bento Valias Vargas)

 

Fontes: Carlo Enrico Bressiani, sommelier de cervejas, PhD em Finanças pela Universitat Ramon Llull, de Barcelona, e diretor-geral da Escola Superior de Cerveja e Malte; José Bento Valias Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de Belo Horizonte, da Cervejaria Dunk Bier e um dos fundadores da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais (Acerva Mineira); e Sady Homrich, baterista do Nenhum de Nós e um dos principais especialistas do setor

Mr. Unicorn, Wäls em lata: As novidades cervejeiras da semana

Depois de inaugurar sua fábrica em junho, a StartUp Brewing lançou a Unicorn, sua primeira linha de cervejas. Esta foi uma entre as boas novidades da semana, que marcou também a estreia em lata da Wäls e a chegada de um novo rótulo da Kairós, complementando a série sobre lendas de Florianópolis. Confira, a seguir, todas as novidades.

Mr. Unicorn
Com sua fábrica inaugurada em junho deste ano para acelerar e investir em marcas ciganas, a StartUp Brewing “oficializou” sua chegada ao mercado com a Unicorn. Sua linha de cervejas próprias estreará em mais de 60 bares com três rótulos: a Unicorn Premium Lager, com 5% de teor alcoólico e corpo e amargor baixos; a Unicorn Witbier, com adição de casca de laranja e semente de coentro, além de 4,5% de teor alcoólico; e a Unicorn IPA, com 40 IBU e 6% de álcool. Todas são envasadas em latas de 473ml e apostam em rótulos estampados pela caricatura do excêntrico Mr. Unicorn, que “com seu gênio esnobe traz informações, indica tendências, sugere rótulos, sempre de maneira divertida. Sua autoestima poderosa somada ao seu jeito pedante vem à tona de forma cômica, prometendo superar até os beer snobs mais exigentes”, segundo a cervejaria.

Wäls em lata
Depois de lançar sua cerveja mais recente, a Läger, a Wäls apostou em mais uma novidade: apresentou o rótulo em latas de 473ml. A bebida tem cor dourada, corpo leve e refrescância, além de combinar quatro variedades de lúpulos, que resultam no equilíbrio perfeito entre aromas cítricos e florais, segundo a cervejaria. Já o design da embalagem é produzido em material fosco e tem como inspiração as paredes de uma galeria de arte. “Em 2018, a Wäls completa 19 anos. Desde a criação, sempre fomos marcados pela inovação e inquietude. Chegou o momento de fazermos algo novo também nas nossas embalagens. A lata amplia as ocasiões de consumo para o consumidor, além de ser uma tendência mundial no universo artesanal”, explica Arnaldo Garcia, gerente de marketing da marca.

Cerveja lendária
A Kairós deu sequência à sua série “lendas de Floripa”. Lançou agora a Lombisome, uma Saison com aroma e sabor frutado, além de um ligeiro caráter maltoso. Ela possui leve amargor, sabor de lúpulo condimentado, acidez baixa e alta carbonatação, com corpo baixo e final bem seco. A Ipaguaçu e a Boitatá são alguns dos outros rótulos a integrar a divertida série da cervejaria catarinense.

Expansão da Alles Blau
Lançada no Festival Brasileiro da Cerveja, em março, a catarinense Alles Blau deu mais um passo em sua caminhada: começará a ser vendida em outros estados. “Trabalhamos muito para que a linha tivesse rótulos mais conhecidos, como Pilsen e IPA, mas também apresentasse novidades para o consumidor, como é o caso da Catharina Sour com amora e a Witbier com limão siciliano e coentro”, conta Davi Zimmermann, diretor comercial e sommelier da cervejaria. Strong Golden Ale, APA, IPA, Blond Ale e Imperial Stout são os outros estilos comercializados pela Alles Blau. “Nosso objetivo é produzir cervejas equilibradas e com um bom drinkabillity. O formato em long necks foi escolhido para dar praticidade e oportunizar o acesso para vários públicos”, diz o cervejeiro Rubens Bósio.