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Parceria entre Azul e Patagonia, Tripel da SUD: Confira as novidades da semana

Um lançamento nos ares. Essa foi a ideia da Patagonia ao fazer uma parceria com a Azul para apresentar sua tradicional Amber Lager – agora em lata – para o mercado brasileiro. A semana trouxe ainda uma interessante Tripel Wood Aged da SUD Birrificio, além de uma nova versão da New England IPA da Everbrew. Confira todas as novidades.

Lata nos ares
A Patagonia trouxe uma grande novidade ao Brasil. Trata-se do lançamento de sua Amber Lager – primeira receita da marca – em latas de 473 ml. E, para celebrar a notícia, a cervejaria argentina fez uma interessante parceria com a Azul: as latas serão primeiramente disponibilizadas em voos que operam na janela entre 17h e 21h, com mais de uma hora de duração entre Guarulhos, Campinas, Curitiba e Porto Alegre, até 15 de outubro. “A Patagonia acredita muito na experiência, e queremos propor que todos saiam da inércia, seja na vida ou na escolha da cerveja. Desejamos que todos vivenciem algo novo e queremos que a Patagonia seja o ponto de partida desse momento”, afirma Nathalia Cajueiro, responsável pelo marketing da Patagonia no Brasil. “Com a lata, conseguimos estar presentes em mais momentos, desde um encontro entre amigos até as ocasiões a sós na natureza. Tudo isso, trazendo versatilidade para o consumo.”

Tripel da SUD
A gaúcha SUD Birrificio Artigianale lançou neste sábado um novo rótulo: a Tripel Wood Aged, com teor alcoólico de 8,4%, cor clara e com aromas que remetem a frutas amarelas. Foi envelhecida em barricas de carvalho norte-americano por três anos, o que lhe conferiu notas aromáticas muito intensas, segundo Fabiana Gava, gerente da cervejaria. “Um estilo belga de cerveja que irá compor nossa linha e que nos orgulhamos muito em poder apresentar ao mercado brasileiro”, acrescenta.

Wäls do Coco Bambu
A cervejaria mineira Wäls e o restaurante Coco Bambu fizeram uma parceria para lançar a Wäls Coco Bambu, uma Premium Lager de coloração amarelo claro e boa formação de espuma. A novidade está à venda com exclusividade nas 31 unidades da rede e teve inspiração nas receitas à base de frutos que são tradição do estabelecimento, resultando em notas frutadas sutis e um amargor moderado com toque floral. “Com um baixo teor alcoólico, a leveza do sabor e do aroma irão harmonizar perfeitamente com o cardápio do Coco Bambu”, avalia Roberto Leão, mestre-cervejeiro da Wäls.

Everbrew 2
A Everbrew Evermont ganhou uma nova versão. A New England IPA com 4% de teor alcoólico e 70 IBUs recebeu uma variação na levedura – agora trazida dos Estados Unidos – que oferece uma percepção sensorial diferente, resultando na Evermont 2. A cervejaria cigana conta com uma linha com vários estilos e produz atualmente na Dádiva.

Você decide: Slow Brew abre para o público escolha de cervejaria do ano

Um dos principais festivais de São Paulo, o Slow Brew Brasil anunciou uma interessante novidade: fará uma votação com o público para escolher a cervejaria do ano e os melhores rótulos do evento.

A votação será feita de duas maneiras. A primeira é analógica e ocorrerá durante o festival, no dia 3 de novembro, no Pro Magno, na Av. Profa. Ida Kolb, em São Paulo. Os organizadores explicam que os critérios serão baseados nos rótulos e no atendimento nos estandes. Uma “cédula” no guia de bolso será depositada em urnas por cada participante.

Já a segunda votação – digital – utilizará o Untappd e avaliará os rótulos com notas de 1 a 5. Elas serão filtradas pelo aplicativo Brewer Stage, que em tempo real mostrará o ranking.

Para que o voto digital seja computado, os participantes devem selecionar o local Slow Brew Brasil na hora do check-in ou usar a hashtag oficial do evento: #SBB2018. Os aplicativos são gratuitos e podem ser adquiridos no Google Play ou na Apple Store.

“Um festival precisa ter alma e identidade para não ser apenas mais um. Nós reforçamos a nossa identidade dando mais autonomia e experiência ao público que carinhosamente chamamos de Slowers”, conta Kátia Pereira, curadora do festival. “Eles já nos ajudam a convidar as cervejarias em cada edição e a melhorar itens estruturais do evento, agora demos a eles a missão de premiá-las.”

A premiação ocorre a partir das 18h, no palco principal do evento. Os vencedores receberão taças feitas artesanalmente e medalhas. Mais de 70 cervejarias e 270 rótulos já estão confirmados para esta edição do Slow Brew.

Dia da Cachaça: Cervejarias investem em harmonização com a bebida

Uma dose de cachaça entre uma cerveja e outra. A combinação parece perfeita e pode ser celebrada nesta semana em função de uma data especial. Nesta quinta-feira se comemora o Dia Nacional da Cachaça, em referência ao dia em que foi liberada a produção e comercialização da bebida no Brasil – 13 de setembro de 1661.

E não faltam opções para o cervejeiro festejar a data. Cultuada cervejaria paulistana, por exemplo, a Dogma lançou recentemente uma carta harmonizada de cachaças e cervejas, feita em parceria com a Escola da Cachaça.

Como exemplos, a carta aponta que a Cachaça Middas, que possui flocos de ouro em sua composição, combina com a Dasein, uma German Pilsen, e com a Citra Lover, uma Double IPA.

Já a Middas Reserva harmoniza com a Orfeu, uma RIS, e com a Cafuza, uma Double India Black. Todas essas opções podem ser testadas na sede da cervejaria, na Rua Fortunato, 236, no bairro de Santa Cecília, em São Paulo.

Parcerias
Estimativas apontam que o Brasil produz cerca de 1,2 bilhão de litros de cachaça por ano. A bebida está diretamente vinculada a aspectos culturais, econômicos e sociais do país, desde o início da colonização portuguesa, especialmente a partir do ciclo da cana de açúcar.

A cachaça começou a ser produzida nos engenhos, com subprodutos da produção de açúcar, expandindo a sua produção para as então denominadas “casas de cozer méis” no século XVII. Hoje, o Brasil possui mais de 40 mil produtores de cachaça artesanal.

E, para homenagear essa tradição, a 13 também fez uma série vinculada à bebida. A ideia é produzir sempre um estilo diferente, utilizando alguma madeira nacional usada na cachaça e em colaboração com um parceiro.

O último lançamento foi a Sour Blonde Sassafrás, feita com a Cachaça Pardin. Trata-se de uma cerveja levemente ácida, complexa e aromática, com base de Belgian Blonde e toque dos aromas e sabores da Sassafrás, uma das madeiras brasileiras mais exóticas e intensas.

Recentemente, a 13 também desenvolveu uma colaboração com a DUM para lançar uma Wheat Wine maturada em castanheira. Já a primeira cerveja da série veio após uma parceria com a consagrada holandesa Brouwerij De Molen.

É Rópis: O que levou a Skol a apostar na popularização do lúpulo

Componentes essenciais da cerveja, a cevada e o lúpulo vivem um amor improvável no Brasil. São como Romeu e Julieta do universo etílico: um é reverenciado por especialistas e desconhecido por boa parcela da população, parcela esta que encara o outro como sinônimo de cerveja.

Afinal, se o brasileiro com menos acesso às artesanais costuma definir a cerveja como suco de cevada, ele geralmente franze o cenho quando perguntado sobre o lúpulo. O mesmo lúpulo que se tornou sinônimo – e estampas de camiseta – de um novo mercado de especiais que começa a borbulhar no país.

Trafegar por esses dois universos parece ter sido o insight da Skol ao lançar a Hops, uma cerveja puro malte desenvolvida com um blend exclusivo de lúpulos, feita para “levar ao consumidor uma nova opção completamente diferente do que é visto em cervejas” com esse tipo de alcance, segundo a marca.

Lançada inicialmente no Nordeste entre junho e julho, durante as festas de São João, a Skol Hops chegou neste início de setembro ao mercado nacional. É a aposta para fortalecer a identidade de uma marca associada à inovação e ao público jovem.

“A Skol Pilsen é a marca mais valiosa do Brasil nos últimos seis anos, então não faria sentido mudar uma fórmula de tanto sucesso. Ela continua forte e à disposição em todas as regiões do país. A Skol Hops nasce da necessidade constante da marca em inovar e surpreender o consumidor”, conta Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing da marca.

Leve e aromática
Para se manter fiel às origens e não brigar com o gosto de um público tradicionalmente ligado ao mainstream, a Skol decidiu apostar em uma cerveja leve e refrescante, em que os lúpulos se destacam pelo aroma – e não pelo amargor.

Foram escolhidos quatro lúpulos que propiciassem essa característica: Monroe, Citra, Denali e um experimental alemão, ainda sem nome comercial. A Hops, assim, que terá calderetas especiais e mais largas para facilitar a percepção dos aromas, nasceu com 12 IBUs, praticamente o mesmo perfil da comum. E apenas 4% de teor alcoólico.

 “Tentamos buscar o cliente tanto pelo sabor como pelo aroma”, revela Leonardo Antonelli, mestre-cervejeiro da Ambev. “É Skol e jamais levaríamos para algo pesado. Não queria levá-la para um perfil de amargor.”

Seu início, aliás, já teve excelentes resultados: em agosto, a Skol Hops foi eleita como a melhor Hoppy Pilsener do Brasil no World Beer Awards, de Londres, um dos principais prêmios cervejeiros do mundo.

“A medalha dada à Skol Hops comprova todo o conhecimento e expertise da Skol em produzir grandes cervejas e a capacidade dos seus mestres cervejeiros de trazer novidades dentro da marca de cervejas mais consumida do Brasil. É um orgulho concorrer com tantas cervejarias conceituadas e obter esse prêmio de melhor do país”, celebra Laura Aguiar, também mestre-cervejeira da Ambev.

As primeiras percepções no Nordeste também foram positivas. Gerente de marketing da Skol, Adriana Molari conta que o público, de maneira geral, aprovou a novidade. “O resultado foi excelente. Provou que tem capilaridade para todo o país.”

Mas a disputa shakespeariana entre a tradicional cevada e o hypado lúpulo, reconhece Adriana, também deixou suas marcas. “Teve rejeição, paladares que não conheciam, que não aceitaram tanto. Mas já esperávamos. Queríamos dar acesso.”

Skol Esperança
Tanto o perfil baixo de amargor e de teor alcoólico quanto o lançamento no Nordeste, segundo os executivos da marca, reforçam a estratégia da Skol ao apostar na Hops: ser pioneira na popularização do lúpulo a um público que, por fidelidade ao mainstream e, especialmente, por questões sociais, o desconhecem.

“Tentamos trazer uma conversa democrática”, explica Adriana. “Tem um mundo cervejeiro que, principalmente, pela questão do dinheiro, é difícil ter acesso. Miramos esse mercado de lugares que, talvez, a conversa sobre lúpulo levasse dez anos para chegar.”

Nada mais natural, assim, que o lançamento ocorresse no Nordeste, local onde o papo sobre lúpulo ainda é pouco difundido, embora o cenário já comece mudar aos poucos. E em uma festa grandiosa – e popular – como a de São João. “Acreditamos muito na região. Eles mereciam ver isso primeiro”, diz a gerente de marketing.

A política de preços, assim, deve aproximar a novidade mais do rótulo tradicional do que da linha Beats, por exemplo – a previsão é de que o valor seja entre 10 e 15% acima da comum. Espera-se, ainda, como no caso da Brahma Extra e em suas linhas como a Weiss e a Red Lager, que a Hops sirva como marco para desenvolver outros rótulos “complexos”.

Com a sua estratégia de popularização traçada, porém, a Skol precisa enfrentar um obstáculo. Em um país onde a desigualdade beira ao escárnio e a falta de acesso à educação é utilizada como tática de imobilização social, apostar no termo em inglês para lúpulo trouxe riscos naturais que a marca, com humor, tenta contornar.

“O Hops já virou várias coisas, falaram até que é a Skol Esperança devido à pronúncia por vezes equivocada [Skol Hopes]”, brinca Adriana. “Não esqueçam: é Rópis”.

Produção de cevada cai pelo segundo mês consecutivo no Brasil

A produção de cevada em grãos sofreu queda pelo segundo mês consecutivo. Depois de apresentar bons números no primeiro semestre, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra do cereal cervejeiro ficou em 392.633 toneladas em agosto, queda de 7,3% na comparação com julho.

 

O resultado se deve especialmente à expressiva diminuição da área plantada no último mês, que passou de 122.671 hectares para 99.601, uma redução de 18,8%. O dado positivo nesse cenário foi a elevação do rendimento para 3.942 kg/ha, um crescimento de 14,2% em comparação a julho.

 

A redução da área plantada em agosto já reflete no comparativo com 2017, apresentando diminuição de 15,4%. Mas a produção, com elevação de 37,1%, e o rendimento médio, com crescimento expressivo de 62,1%, ainda indicam a recuperação da safra anual de cevada em 2018.

 

Já o trigo apresentou aumento de 9% no rendimento e de 8,2% na produção, mas queda na área de apenas 0,7% em agosto. E esses dados confirmam a recuperação do grão na comparação com 2017.

 

Confira os números da cevada em agosto:

Safra da Cevada     

Agosto

Julho

2017

Produção

392.633 t

423.348 t

286.405 t

Rendimento               

3.942 kg/ha

3.451 kg/ha

2.432 kg/ha

Área

99.601 ha

122.671 ha

117.779 ha

 

 

Confira os números do trigo em agosto:

Safra do Trigo

Agosto

Julho

2017

Produção

5.879.675 t

5.434.240 t

4.241.602 t

Rendimento               

2.925 kg/ha    

2.684 kg/ha

2.217 kg/ha

Área

2.009.981 ha

2.024.734  ha1.913.226 ha

 

Preço da cerveja retoma tendência do ano e cai em agosto

O preço da cerveja em domicílio retomou em agosto sua tendência de queda. Depois de subir 0,98% em julho, a inflação oficial da bebida caiu 0,10% no último mês, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado, aliás, aproximou a inflação da cerveja do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apresentou queda de 0,09% em agosto, o menor resultado para o mês desde 1998, quando registrou -0,51%.

Com os números, o preço da cerveja em domicílio acumulou uma considerável queda de 2,24% em 2018. Nos últimos 12 meses, por sua vez, o índice teve ligeira alta de 0,77%.

Em relação à cerveja fora de domicílio, a inflação não apresenta a mesma tendência de queda: alta de 0,12% em agosto, 1,47% em 2018 e 2,76% nos últimos 12 meses.

“Com a taxa de -0,34%, o grupo Alimentação e Bebidas registra deflação pelo segundo mês consecutivo, ficando a taxa de agosto bem próxima à de fevereiro (-0,33%)”, informa o IBGE em nota, explicando as razões do IPCA atingir o menor índice em agosto desde 1998.

Confira, a seguir, os números da inflação para o mês:

IPCA

Agosto

2018

12 meses

Cerveja no Domicílio

-0,10%

-2,24%

0,77%

Cerveja Fora do Domicílio

0,12%

1,47%

2,76%

Outras Bebidas Alcoólicas no Domicílio

0,88%

2,32%

1,77%

Outras Bebidas Alcoólicas Fora do Domicílio

-0,50%

0,91%

2,59%

Alimentos e Bebidas

-0,34%2,46%

2,15%

Inflação Geral

-0,09%

2,85%

4,19%

Com concurso, Brasília recebe Semana da Cerveja Artesanal em outubro

A cidade de Brasília vai receber entre os 15 e 21 de outubro a primeira edição da Semana da Cerveja Artesanal Independente. Organizado pela Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), o evento terá como uma das principais atrações a Copa Cerveja Brasil.

Primeiro concurso exclusivo para marcas independentes brasileiras, que ocorrerá de 17 a 21 de outubro, data da premiação, a copa terá seu julgamento realizado por mais de 50 juízes de diferentes partes do país e contará com a participação de influentes especialistas.

O concurso é exclusivo para marcas independentes, que não possuem ligações com investidores multinacionais. De acordo com a Abracerva, mais de 300 rótulos já estão inscritos na disputa que espera estimular as marcas a aprimorarem ainda mais seus produtos através das avaliações de juízes.

“O concurso será incrível e trará especialistas no segmento para a cidade. Mas queremos ir além das salas de júri. Nosso intuito é que o público prove, visite os bares e cervejarias e se permita viver uma nova experiência com a bebida. Só assim vamos sensibilizar para um consumo de qualidade”, afirma Carlo Lapolli, presidente da Abracerva.

A Semana da Cerveja Artesanal Independente, por sua vez, contará com uma série de outras ações, como lançamento de rótulos, workshops e harmonizações, além de visitas guiadas a fábricas. Algumas atividades ocorrerão antes mesmo do começo oficial da programação e serão realizadas no fim de semana dos dias 12, 13 e 14 de outubro.

A programação completa da Semana da Cerveja Artesanal Independente, com  informações sobre datas, horários e valores das atividades, podem ser conferidas na página no Facebook da Abracerva: www.facebook.com/abracerva.

Aquecimento global põe em risco tradicional estilo de cerveja

Parece inacreditável, mas está acontecendo: o aquecimento global que vem se acentuando nas últimas décadas (apesar de alguns negarem) pode colocar em risco uma das mais tradicionais variedades de cerveja: a Lambic belga. Em conjunto, cientistas da Universidade do Novo México, do site Lambic.info e da cervejaria Cantillon conduziram um estudo das temperaturas em Bruxelas, capital belga, e na região de Pajottenland (sudoeste da Bélgica). E os resultados colocam em xeque a possibilidade do estilo continuar sendo feito por dentro de 80 anos.

Isso acontece pois a Lambic é fermentada ao ar livre – por meio da exposição a leveduras selvagens e bactérias do ar – e precisa de temperaturas entre -8ºC e 8ºC no período da noite para um melhor resfriamento. Historicamente, o melhor período para a produção é de outubro a abril. Depois de resfriada, é armazenada em barris de madeira e exposta a seus microorganismos. A temperatura ideal para esta etapa é de até 25ºC. Acima disso, há o risco de bactérias indesejadas se manifestarem.

Mas o estudo mostrou que, com o aquecimento global, a janela em que as temperaturas ideais são encontradas diminuiu de 165 dias, tomando como base o ano de 1900, para 140 dias atualmente. Há o temor de que, no futuro, esse período se encurte ainda mais, levando a problemas como o de 2015, quando milhares de litros tiveram que ser descartados por terem fermentado na temperatura errada.

“Os resultados mostram que a Cantillon está vivendo uma mudança de condições de produção de cerveja, e que as mudanças para se adaptar à nova condição requerem alterações no modo de produção que estão fora do alcance de seus métodos tradicionais”, afirma Mark Stone, pesquisador da Universidade do Novo México.

A Cantillon produz 400 mil garrafas por ano e já aceita que sua capacidade de produção pode estar comprometida no longo prazo. Jean Van Roy, proprietário da cervejaria, disse ao blog Brussels Beer City que resfriar o mosto artificialmente alteraria o sabor da cerveja.

“Se tivéssemos que fazer isso toda temporada, seria um problema e precisaríamos de mudanças”, afirma. Para isso, ele cita medidas como o uso da mão de obra nos finais de semana para aproveitar ao máximo a janela. “Ou podemos mudar nossa cervejaria para a Dinamarca ou Suécia, talvez”, diz, se referindo a países onde o aquecimento global está mais longe de comprometer as condições ideais para a Lambic.

Com informações do The Guardian e Brussels Beer City

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Entrevista: Bia Amorim fala sobre reality da Eisenbahn e cultura cervejeira

Imagine um reality show em que todos os participantes fossem muito parecidos. Haveria pouca possibilidade de discussão, discordância e, consequentemente, menos emoção. Felizmente não é isso o que está acontecendo na segunda temporada do Eisenbahn Mestre Cervejeiro, pois ele reflete a pluralidade da cena cervejeira brasileira. Essa é a opinião de Bia Amorim, sommelière e jurada do programa.

“O clima tem competição sim, mas não a ponto de alguém passar uma rasteira no outro”, relata Bia, que também é criadora da revista Farofa Magazine.

Em uma conversa exclusiva com o Guia da Cerveja, ela falou ainda sobre como os participantes encaram a produção de cerveja e o futuro de quem sai do programa criado pela Endemol Shine Brasil, desenvolvido pela SunoCreators e que vai ao ar no Multishow e na TV Globo.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Bia Amorim, jurada do Mestre Cervejeiro.

A comunidade cervejeira vem crescendo de maneira a estreitar laços entre seus membros, e o que o programa Eisenbahn Mestre Cervejeiro propõe é uma competição. Qual é o clima do programa em relação à competição?
A comunidade cervejeira é formada por nichos. Dentro desses mini universos diferentes pessoas circulam e se conhecem. O programa tem esse intuito também, mostrar pessoas diversas e a forma como a cerveja os une. O clima tem competição sim, mas não a ponto de alguém passar uma rasteira no outro – e não é nem esse o intuito do reality. Todo mundo sai dali muito amigo. Chama para fazer cerveja junto, carregar e moer o malte, beber e jogar conversa fora. A turma da primeira temporada se encontra até hoje.

Em que âmbito da cultura cervejeira ele deve ter mais repercussão: fomentando a tradição da degustação, incentivando o homebrewing ou outra faceta desse universo?
Acredito muito que quanto mais plurais nós formos, mais vamos alcançar diferentes paladares. A cerveja artesanal não tinha chegado desta forma, tão legal e leve na TV aberta. Pouco se mostrava dentro dos programas ligados às áreas de culinária e bebidas sobre cerveja feita em casa. No Eisenbahn Mestre Cervejeiro, unimos todos esses temperos em uma receita de sucesso. Ensinamos de uma forma descontraída os vários estilos, que fazer cerveja em casa precisa de conhecimento – mas não é um bicho de sete cabeças – e que a Pilsen é mais uma em um universo de possibilidades.

Você vê o risco de o programa se comunicar apenas com um nicho, ser atraente só para cervejeiros relativamente avançados?
Um dos pilares de Eisenbahn é democratizar o acesso à cerveja de qualidade e disseminar o conhecimento cervejeiro. Esse é um dos principais objetivos do programa, que une duas paixões do brasileiro: cerveja e reality show. Muita gente de fora do meio cervejeiro veio me contar que assistiu e curtiu muito, que já está torcendo para uma pessoa, que achou divertida a participação do Thiago Carmona, apresentador e comediante.

De maneira geral, qual é o nível técnico dos participantes e de sua produção?
Temos de tudo. Ali eu encontrei pessoas apaixonadas pela ciência em fazer cerveja. Ainda tem quem goste de executar os processos sem se preocupar com a rebimboca da parafuseta. E aqueles que tem o maior prazer quando a cerveja está pronta e só. Alguns não sabem a diferença entre lúpulo americano do inglês. Mas a receita, quando na panela, circula maravilhosamente bem, as leveduras trabalham a seu favor. São muitos perfis que refletem a grande diversidade de público que o segmento de cervejas caseiras dialoga.

Que caminhos você vê para os participantes no futuro? Que lugar pessoas com esse nível de conhecimento, qualidade de produção e visibilidade podem ter mercado atual?
O concurso atrai pessoas que gostam do prazer destes processo de fabricação de cervejas, da união com as pessoas, o deleite de ter em casa uma boa cerveja do jeitinho que quiser. Quem cobiçar trabalhar na área tem que ralar como todo mundo. É preciso carregar saco de malte pesado, fazer contas, vivenciar a cultura cervejeira, divulgar as boas práticas, o consumo consciente, provar de tudo, conhecer o mercado… Estamos em um trabalho de formiguinha e todo novo parceiro é bem-vindo.

Mondial Rio: Na #mondialdelabiererio sempre cabe mais um

Desde quarta-feira, o Píer Mauá é palco de um dos maiores festivais cervejeiros do mundo, o Mondial de la Bière Rio. São mais de 160 cervejarias e milhares de visitantes a cada dia experimentando mais de 1500 rótulos, devorando toneladas de comida boa e, como não poderia deixar de acontecer nos dias de hoje, registrando tudo nas redes sociais.

Instagram, Twitter e Facebook receberam uma verdadeira enxurrada de posts com a #mondialdelabiererio, com registros de todos os tipos. Só no Instagram, a rede mais querida pelos cervejeiros, foram mais de 10,3 mil posts com a hashtag até o final do sábado, penúltimo dia de evento.

Tem post de tudo que é tipo: críticas feitas por sommeliers, brincadeiras com os personagens e material das marcas, comidas apreciadas, amigos, transmissões ao vivo e, claro, muita foto de copo cheio com o belo visual do Píer Mauá ao fundo.

Confira o que é possível encontrar com a #mondialdelabiererio e, quem sabe, você se inspira para prestigiar o último dia do evento.