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Jogo compara 50 estilos de cerveja em busca do melhor

A partir de hoje, aquela velha e inócua discussão de qual é o melhor estilo de cerveja tem uma maneira muito boa de ser resolvida: nas cartas. O Super Brejas é um jogo de cartas que põe 50 estilos em confronto e ajuda a decidir de maneira divertida “quem é quem” no mundo da cerveja.

Ele funciona basicamente como o famoso Supertrunfo, muito popular nas últimas décadas do século XX, em que os jogadores confrontam suas cartas disputando quem leva a melhor em determinados atributos. No caso das cervejas, cada uma das cartas representa um estilo diferentes, e a disputa leva em conta os quesitos “ano de invenção” do estilo, cor (Standard Reference Method), amargor (IBU), teor alcoólico (ABV) e gravidade original (OG), que dá a dimensão de sua viscosidade.

O jogo foi desenvolvido pelo casal de publicitários paulistanos Carolina Modaneze e Gabriel Calou, fundadores da startup criadora de jogos Fagulha, e foi lançado no começo do ano. Ele nasceu da condição de curiosos e apreciadores iniciantes de cerveja artesanal dos idealizadores, que há anos se dedicavam a formular jogos corporativos. “Quando decidimos fazer nossos próprios jogos, pensamos em fazer um jogo que não exigisse apoio de outros e que fosse de um tema que gostamos”, conta Carol. O crescimento exponencial do mercado de cervejas artesanais também teve peso na escolha do rumo do jogo.

Por um mês e meio, Carol deixou sua curiosidade falar mais alto e pesquisou a fundo a história e as receitas dos 50 estilos. Ela mergulhou em fontes bibliográficas como o Beer Judge Certification Program (BJCP), a bibliografia do autor britânico Michael Jackson e sites especializados em história da cerveja, como o Zythphile, do também britânico Martyn Cornell. “Tive bastante trabalho com as datas, porque há controvérsias sobre muitas delas”, conta ela. Todos os estilos presentes no jogo constam da lista da BJCP  inclusive Catharina Sour, criado no Brasil e recentemente catalogado.

O jogo foi pensado, a princípio, para ser interessante para o público de cervejeiros caseiros, proporcionando . “O jogador pode pegar a carta e ver se a cerveja que ele está fazendo está dentro do esperado para o estilo”. Depois de lançado, o Super Brejas se mostrou interessante também para um público iniciante na cultura cervejeira artesanal.

“É um jogo super rápido, fácil. Recebemos feedback de iniciantes que, depois que começaram a jogar, passaram a ter mais atenção e a perceber mais características sensoriais das cervejas”.

A abordagem lúdica e leve do universo da cerveja proposta pelo jogo, segundo ela, tem sido bem recebida no meio cervejeiro. “Já fomos convidados a falar em eventos sobre cerveja de uma maneira mais divertida, que não fosse uma degustação ou uma aula, mas sim de curiosidades e dados sobre a cerveja, o que tem a ver com o que a gente acredita.

Hoje o Super Brejas é encontrado em unidades das redes de lojas de insumos Olec e Lamas, bem como pelo site do próprio jogo e em algumas cervejarias das regiões Sul e Sudeste. O preço do baralho é R$44,90, e trata-se de um produto destinado ao público adulto.

Veja no vídeo como funciona o Super Brejas:

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Lançamento da Outubro Rosa, festa em Joinville: 5 eventos para o feriado

 

Lançamento da Outubro Rosa, festa em Joinville: 5 eventos para o feriado

O feriado nesta sexta-feira, em celebração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, permitiu um fim de semana prolongado e que pode ser muito bem aproveitado pelos cervejeiros. São diversas atrações, com destaque para o lançamento de cerveja alusiva ao Outubro Rosa. Confira esse e mais quatro eventos selecionados pelo Guia da Cerveja para você aproveitar os próximos três dias:

Outubro Rosa
A witbier Outubro Rosa será lançada neste sábado, no Bar da Avareza, em São Paulo. O evento contará com discotecagem e show da banda de rock Keep Fire, além da venda da artesanal – uma witbier com framboesa – do rótulo produzido pela Dádiva. A entrada é gratuita para quem chegar ao bar até as 20 horas. Parte do valor da venda da cerveja será revertida para duas instituições que trabalham com a prevenção, diagnóstico precoce e suporte às pacientes com câncer de mama.
Local: Bar da Avareza – Rua Augusta, 591 – São Paulo

Festa em Joinville
A atração para o fã de cerveja em Joinville é a Bierville, que vai desta quinta-feira até domingo. Na sexta e no sábado, serão realizados workshops cervejeiros com os temas “Técnicas de degustação – aprenda a degustar cerveja especial”, “Introdução à cultura cervejeira”, “Marketing cervejeiro” e “Harmonização com cerveja”, além da mesa redonda “Qual a identidade da cerveja brasileira”. Já a festa conta com 19 cervejarias, que comercializarão cerca de 80 rótulos, além de 11 pontos de alimentação. Haverá apresentações de bandas de música alemã da região e de grupos folclóricos.
Local: Expoville – Rua 15 de Novembro, 4315 – Joinville

Festival em Novo Hamburgo
Iniciado em 4 de outubro, o Festival de Cervejas Artesanais prossegue em Novo Hamburgo até o domingo, na Fenac. O evento está em sua quinta edição na cidade gaúcha e ocorre paralelamente à Feira da Loucura por Sapatos. São mais de 80 rótulos de cervejas de 24 artesanais da região. O festival conta com lançamentos de marcas, diversas opções gastronômicas e shows musicais de estilos variados.
Local: Primeiro andar dos pavilhões da Fenac – Avenida Nações Unidas, 3825 – Novo Hamburgo

Hamburgada da Invicta
A Cervejaria Invicta realiza nesta sexta-feira, a partir das 11 horas, a quarta edição da sua Hamburgada no seu novo bar em Ribeirão Preto. Além das diversas opções de hambúrgueres na chapa, haverá chope e cerveja artesanal, incluindo a sazonal Pumpkin, de volta ao mercado após o sucesso de 2017.
Local: Cervejaria Invicta – Avenida do Café, número 1.881 – Ribeirão Preto

Barba – e cerveja de graça
No clima da Oktoberfest, o bar e barbearia Navalha, Beer & Co, com duas unidades em Curitiba, faz uma promoção até sábado aos seus clientes: quem cortar o cabelo e fizer a barba ganha uma cerveja Patagônia. O local conta com uma carta de cervejas de mais de 50 rótulos, com artesanais e marcas como Colorado e Eisenbahn.
Local: Navalha, Beer & Co. – Rua Martin Afonso, 1059 / Praça da Espanha – Rua Saldanha Marinho, 1560

7 demandas da Abracerva para deputados estaduais e federais

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) criou uma interessante iniciativa para as eleições de 2018. Buscando construir um cenário mais adequado ao setor nos próximos anos, que vem crescendo dois dígitos apesar dos entraves políticos, a associação estabeleceu uma série de demandas para serem apresentadas aos deputados estaduais e federais.

Segundo estimativa da associação, as cervejarias artesanais independentes geram 15 vezes mais emprego por litro produzido que as grandes marcas. “Lembramos ainda que mesmo com a situação econômica atual do país, e com uma carga tributária esmagadora de 60% em média, são empresas que estão encontrando formas de se manter e de investir no segmento”, afirma a entidade em documento assinado por seu presidente, Carlo Lapolli, e diretor de relações institucionais, Alberto Nascimento.

Alguns candidatos, inclusive, já se comprometeram com as pautas da Abracerva (veja aqui). A entidade reforça, ainda, que “cada vez mais as portas se mostram abertas, e temos angariado simpatia de nossa causa por diversos deputados, senadores, e outros agentes públicos, independentemente de qualquer bandeira partidária”.

Se você tem contato com qualquer deputado eleito, não deixe de apresentar as pautas.

Confira, a seguir, as 7 demandas da Abracerva para deputado estadual:
1- Apoio à proposta de inclusão das cervejarias artesanais independentes em espaços e eventos patrocinados pelos cofres públicos, evitando que haja monopólio das grandes cervejarias em eventos apoiados pelo Estado, e permitindo o fomento das cervejarias artesanais locais.

2- Apoio à revisão da legislação federal concorrencial com a proibição do abuso do poder econômico por parte das grandes cervejarias, e vedação das práticas de compras de exclusividade nos pontos de venda.

3- Apoio ao projeto já aprovado no Senado Federal de inclusão do ICMS ST na metodologia de apuração do Simples.

4- Apoio à redução do ICMS e ICMS ST nos Estados para as cervejarias artesanais independentes, revendo políticas de pauta fiscal e MVA de acordo com a realidade desse setor.

5- Apoio à revisão da metodologia perversa do ICMS ST que encarece em até 80% o valor da cerveja artesanal independente e dificulta a venda de cervejas artesanais para fora dos estados de produção. Metodologia essa que privilegia as grandes cervejarias em função de estratégias de pauta fiscal e dos incentivos fiscais, criando um abismo entre os preços praticados pelas grandes e pelas pequenas. Acreditamos que a diferença de preço entre um produto fabricado por uma microempresa e o produto fabricado por um grande grupo deva se resumir aos ganhos de escala, e não ao fato da tributação.

6- Apoio à Reforma Tributária Geral.

7- Apoio à revisão das legislações municipais e estaduais de regulamentação da instalação de microcervejarias e brewpubs no que diz respeito à adaptação dessa legislação para a realidade desses modelos de indústria.

E as 7 demandas para deputado federal:
1- Apoio à ampliação dos limites do Simples para as indústrias, conforme a proposta original do Sebrae, e a correção anual destes limites.

2- Apoio ao projeto de redução de tributos federais para cervejarias que produzem até 10 milhões de litros de cerveja anuais (PL 5405/16 na Câmara Federal).

3- Apoio à revisão da legislação federal concorrencial com a proibição do abuso do poder econômico por parte das grandes cervejarias, e vedação das práticas de compras de exclusividade nos pontos de venda.

4- Apoio ao projeto já aprovado no Senado Federal de inclusão do ICMS ST na metodologia de apuração do Simples.

5- Apoio à redução do ICMS e ICMS ST nos Estados para as pequenas cervejarias artesanais.

6- Apoio à revisão da metodologia perversa do ICMS ST que encarece em até 80% o valor da cerveja artesanal independente e dificulta a venda de cervejas artesanais para fora dos estados de produção. Metodologia essa que privilegia as grandes cervejarias em função de estratégias de pauta fiscal e dos incentivos fiscais, criando um abismo entre os preços praticados pelas grandes e pelas pequenas. Acreditamos que a diferença de preço entre um produto fabricado por uma microempresa e o produto fabricado por um grande grupo deva se resumir aos ganhos de escala, e não ao fato da tributação esmagadora sofrida pelos pequenos.

7- Apoio à Reforma Tributária Geral.

Indústria de bebida alcoólica oscila em agosto e sofre forte queda

A indústria de bebidas alcoólicas teve uma queda abrupta em agosto. Depois de subir 8,5% em julho, ela perdeu o ritmo e caiu 5,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda assim, quando analisados sob uma perspectiva mais ampla, os números se mantiveram favoráveis: a indústria alcoólica avançou 1,8% em 2018, na comparação com igual período de 2017, e 2,6% nos últimos 12 meses.

Já a fabricação de bebidas não alcoólicas foi em linha oposta e subiu 4,6% em agosto na comparação com o mesmo período do ano anterior. Assim, chegou a uma alta de 5% em 2018 e 4,1% nos últimos 12 meses.

Tais números, contudo, não foram suficientes para segurar a indústria de bebidas, que apresentou queda de 10,8% na comparação entre agosto e julho de 2018. No ano, por sua vez, o crescimento é de 3,3%, mesmo índice dos últimos 12 meses.

A queda acentuada da fabricação de bebidas, aliás, ajudou a explicar a ligeira diminuição da produção industrial – redução de 0,3% na comparação entre agosto e julho, mas crescimento de 2% quando a base é o mesmo período de 2017.

“Vale destacar que esse comportamento de queda ocorreu após a atividade industrial recuar 10,9% em maio e crescer 12,7% em junho. No confronto com agosto de 2017 (série sem ajuste sazonal), a indústria cresceu 2,0%, terceiro resultado positivo consecutivo, mas o menos intenso dessa sequência”, avalia o IBGE.

“Contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram de bebidas (-10,8%), de produtos alimentícios (-1,3%) e de indústrias extrativas (-2,0%)”, acrescenta o instituto.

Entrevista: Cerveja artesanal latina resgata a riqueza cultural do continente

A escolha não é simples. O folclore de Violeta Parra, a expressividade de Mercedes Sosa ou a bossa de Tom Jobim? Ou, quem sabe, o cosmopolitismo de Jorge Luis Borges, a contemporaneidade de Roberto Bolaño, o regionalismo de Guimarães Rosa, o engajamento de Eduardo Galeano ou a magia de Juan Rulfo e Gabriel García Márquez? E, ainda, por que não, o Santos de Pelé, o Atlético Nacional de Higuita ou o Boca Juniors de Riquelme?

São tantos elementos constitutivos da monumental cultura latino-americana que estabelecer um elemento unificador – ou mesmo definir preferências aleatórias – figura como total heresia. Uma coisa, porém, é certa: em meio à tamanha riqueza, o termo “ou” necessariamente precisa ser substituído pelo “e”. Pois é nessa dinâmica de união, de somatória, que também vem se construindo a cerveja artesanal na América Latina.

Um mercado, aliás, que está em festa. Mais importante competição cervejeira da América Latina, a Copa Cervezas de América começou nesta semana em Santiago, no Chile, com a promessa de desenvolver ainda mais a cerveja artesanal no continente.

O concurso ocorrerá paralelamente à Semana Cervejeira de Santiago, terá seus campeões revelados no sábado e recebeu a inscrição de 1600 rótulos de mais de 350 cervejarias de 18 países. E, para entender melhor não só a competição, mas também o mercado latino de artesanais, o Guia da Cerveja realizou uma entrevista com Daniel Trivelli, presidente da Copa Cervezas de América.

Daniel se demonstra bastante entusiasmado com o momento do setor. Apontando que o mercado cresce a taxas interessantes, especialmente no Brasil, na Argentina, no Chile e no México, o presidente do concurso destaca a riqueza cultural e o potencial da artesanal latina.

“Existem muitas cervejarias que resgatam ou refletem essa tradição cultural, gastronômica e simbólica dos países da América Latina. No entanto, mais que ressaltar exemplos, acredito que o importante é mencionar a importância desse resgate da riqueza cultural que temos nos países latino-americanos.”

Vale destacar, também, nesta entrevista exclusiva, a avaliação sobre os elementos que unificam esse mercado – a aproximação com as cervejas norte-americanas ao mesmo tempo em que se busca o desenvolvimento de estilos ligados à cultura local – e sobre a importância do concurso para o desenvolvimento do setor.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Daniel Trivelli, presidente da Copa Cervezas de América.

Como você avalia hoje o mercado de cervejas artesanais na América Latina?
É um mercado efervescente, muito ativo, com taxas de crescimento muito interessantes. Poderia dizer que na América Latina quatro países têm uma grande relevância no mercado da cerveja artesanal, cada um com seu próprio mérito (Brasil, Argentina, Chile e México). (…) Em resumo, o mercado da cerveja artesanal na América Latina está partindo a todo o vapor e ainda tem muito espaço para crescer. Já manifesta que tem fortalezas importantes que garantem não tratar-se de algo passageiro, mas de um movimento artesanal que chegou para ficar e mudar as estruturas e fundamentos do mercado da cerveja.

Quais os pontos fortes desse mercado? E onde ele ainda precisa ser melhor desenvolvido?
Eu diria que existem dois países que se destacam: Argentina e Brasil. Do meu ponto de vista, em que posso observar os diferentes mercados e como eles se comportam, eu diria que Brasil e Argentina são diferentes, mas possuem um mercado saudável. Quando me refiro à saudável, quero dizer que possuem sustentação importante para um desenvolvimento sustentável e forte para os próximos anos.

De maneira geral, quais os principais países atuantes nesse mercado? E quais, resumidamente, as principais características de cada um deles?
Como disse na pergunta anterior, Brasil e Argentina, no meu ponto de vista, são os que mais se destacam no cenário atual. O mercado brasileiro tem um tamanho importante na configuração da cerveja artesanal no mundo. Embora a penetração da cerveja artesanal ainda seja de 1%, quando olho para os fundamentos desse mercado, entendo que tem uma base de consumo muito sólida. Há um movimento muito forte por educação cervejeira e formação de sommeliers. Na Argentina existe um movimento grande de cervejeiros caseiros que atuam como um motor de aumento, de crescimento e de desenvolvimento da demanda muito forte. O cervejeiro caseiro, que também está presente no Brasil, tem um papel importante na disseminação da cultura cervejeira artesanal.

É possível dizer que há uma certa unidade, algum tipo de característica em comum, entre as cervejas latinas? E quais seriam eventualmente essas características?
Posso dizer que hoje em dia há dois elementos que caracterizam a cerveja artesanal na América Latina. Um deles tem a ver com a influência dos Estados Unidos, onde primam as cervejas lupuladas e fortes. Essa característica inovativa impulsionou e marcou a revolução cervejeira artesanal dos EUA. O outro elemento tem aparecido mais recentemente – e o Brasil tem se mostrado como um líder nesse respeito – que é a aparição de estilos locais. Eles refletem propriedades e características de ingredientes nacionais. No caso brasileiro, a Catharina Sour, um estilo oriundo da Berliner Weisse, com maior graduação alcoólica e com adição de frutas tropicais. Também, a utilização de lúpulos autóctones e frutas locais, como está acontecendo no sul da Argentina e no sul do Chile. Enfim, a busca de cada indústria local por utilizar ingredientes nativos para encontrar um caminho próprio. Diria que essa busca por um caminho próprio, por encontrar um estilo que mostre o que é a indústria artesanal em cada país, é uma característica que cruza cada um dos nossos mercados.

Pensando na história da América Latina, que traz uma rica bagagem cultural envolvendo literatura, música, cinema, futebol, entre tantos outros componentes, o que a cerveja artesanal espelha/resgata dessa tradição?
Existem muitas cervejarias que resgatam ou refletem essa tradição cultural, gastronômica e simbólica dos países da América Latina. No entanto, mais que ressaltar exemplos, acredito que o importante é mencionar a importância desse resgate da riqueza cultural que temos nos países latino-americanos. É uma oportunidade e ao mesmo tempo um desafio importante para indústria.

Qual a importância da Copa Cervezas de América para o desenvolvimento da cerveja artesanal latina?
A Copa Cervezas de América está totalmente conectada com o desenvolvimento da cerveja artesanal na América Latina. Nós temos uma grande preocupação em entregar um feedback de qualidade para todos os cervejeiros que participam conosco. Por isso, há três anos desenvolvemos um software que permite o registro das avaliações de forma digital, garantindo um feedback ágil, legível e transparente. O nosso time de juízes qualificados não só avalia as características de cada amostra como também envia para o cervejeiro sugestões de melhoria.

Copa terá mais de 60 juízes

Além disso, nosso concurso, que está entre os 10 mais importantes do mundo, oferece visibilidade para as melhores cervejarias do continente e contribui para aproximar os consumidores desse universo, por meio da divulgação dos estilos e da certificação das cervejas premiadas. Também apoiamos o desenvolvimento da indústria do ponto de vista da educação cervejeira e do consumo consciente e responsável. Gosto muito de uma frase que ouvi no Brasil que fala “beba menos, beba melhor” e representa exatamente isso.

4 cervejarias vencedoras do Prêmio da Embalagem Brasileira

A Associação Brasileira de Embalagem (Abre) realizou no final de setembro sua premiação para escolher as melhores embalagens do mercado nacional. E a indústria cervejeira se destacou ao conquistar quatro medalhas, duas de ouro e duas de bronze.

Realizado anualmente desde 2001, o Prêmio Abre da Embalagem Brasileira avalia o envase considerando aspectos como inovação e clareza das informações, sustentabilidade, apelo de venda, ergonomia, funcionalidade, sistema de abertura e fechamento, entre outros.

São, em média, 400 embalagens inscritas por edição e os vencedores podem participar do WorldStar, prêmio mundial do setor concedido pela WPO (Organização Mundial de Embalagem).

Confira, a seguir, as 4 cervejarias premiadas no Prêmio Abre da Embalagem Brasileira.

Ouro

Gobe Craft Beers
Foi a grande vencedora na categoria Design Gráfico de Bebidas Alcoólicas. Assinados pela Mad Creative, os rótulos tiveram o intuito de, com o crescimento da cervejaria curitibana, “elevar a qualidade do design e impressão dos rótulos para que esse novo momento pudesse ser expressado por meio das embalagens “, segundo destacam as marcas. A inspiração da identidade visual de cada embalagem foi o Gobe, o gnomo mestre-cervejeiro. “A escolha do formato dos rótulos foi baseada na possibilidade de aplicação em garrafas, garrafões e barris, dessa forma, em um mesmo lote é possível imprimir diferentes volumes. Como a produção das cervejas ainda é limitada, esta possibilidade garante que diferentes volumes sejam comercializados.”

Heineken
A Novelprint foi a grande responsável pelo rótulo Heineken com liner ultrafino (PET 12 micra), ouro na categoria Tecnologia em Embalagens de Alimentos e Bebidas. O grande desafio era o próprio uso do liner siliconizado de PET 12 micra em rótulos de cerveja para diminuir custos e o impacto ambiental causado pelo descarte do liner. E o resultado foi a redução estimada em 20% na geração de CO2 ao longo da cadeia de produção da cerveja e logística das etiquetas. “Isso contribuiu para que a Heineken atendesse aos seus objetivos de redução da geração de CO2”, destacam as marcas.


Bronze

Itaipava
Com produção assinada pela FutureBrand, a Itaipava Go Draft recebeu a medalha de bronze na categoria Design Gráfico de Bebidas Alcoólicas. Criada para causar impacto na categoria premium, a cerveja apostou em uma desconstrução dos códigos tradicionais para criar uma linguagem única, sem perder as características visuais da cerveja, segundo as marcas. “Os tons usados no rótulo contrastam com a cor do líquido e, assim, a diferencia das demais marcas de cerveja. O shape foi criado exclusivamente para a Itaipava Go Draft. O rótulo aplicado na diagonal, com texturas graduais e lettering manual, resulta em um visual autêntico para a categoria.”

Cidade Imperial
Com um inovador modelo tampas abre fácil, que contam com uma espécie de anel lateral por onde são puxadas, as embalagens da Cidade Imperial Petrópolis foram assinadas pela Verallia e levaram o bronze na categoria Tecnologia em Embalagens de Alimentos e Bebidas. “Ser reconhecida pelo principal prêmio da indústria de embalagens é muito gratificante e ressalta que a Verallia está sempre atenta às necessidades do cliente, priorizando a inovação e o que há de mais recente em design”, destaca Catarina Peres, supervisora de marketing da Verallia.

Duas cervejas brasileiras estão entre as 10 mais inovadoras

A empresa global de pesquisa de mercado Mintel elencou duas cervejas brasileiras entre as dez mais “inovadoras” no mundo. O estudo, realizado pelo pesquisador Jonny Forsyth, apontou a Baden Baden Kaffee Bier,  da Baden Baden, e a Jambu Bier, da Krug Bier, para esse seleto grupo.

Entre as bebidas selecionadas por Forsyth, diretor associado da Mintel Food & Drink, apenas a Itália também contou com duas cervejas entre as escolhidas – Canadá, Estados Unidos, Holanda, África do Sul, Noruega e China tiveram uma eleita, cada.  E há uma explicação para essa prevalência brasileira.

Krug Jambu é uma das dez cervejas mais inovadoras do mundo
Krug Jambu

Na visão de Forsyth, o consumidor brasileiro está sedento por iniciativas inovadoras quando se trata de cerveja. Esse sentimento se dá pelo histórico de concentração do mercado cervejeiro nas grandes multinacionais. E acabou por permitir que essa “demanda”, até então reprimida, fosse atendida pelas cervejas artesanais, um nicho em ampla expansão.

“Uma das razões para o Brasil ser tão inovador é que há anos sua indústria cervejeira tem sido homogênea e dominada por grandes cervejarias. Isso significava que o consumidor não tinha escolha, inovações interessantes de cerveja e opções de cervejas premium”, afirma Forsyth.

BAden Baden Kaffee é uma das dez cervejas mais inovadoras do mundo
Baden Baden Kaffee

Assim, na avaliação do pesquisador, as cervejas artesanais souberam aproveitar essa oportunidade no mercado brasileiro, apresentando as inovações desejadas pelo consumidor. “Nessas condições de mercado, os consumidores ficam frustrados e entediados com a falta de escolha, então é mais provável que adotem um segmento como o artesanal, que celebra a inovação, qualidade e variedade”, acrescenta.

Foi nesse cenário que Baden Baden Kaffee Bier e Jambu Bier conseguiram o reconhecimento internacional como inovadoras, através da pesquisa da Mintel. A primeira une duas variedades de café, o Acaiá e o Bourbon, harmonizados com o leve amargor do lúpulo e do malte, sendo bege escura e com uma espuma cremosa. Já a segunda, inspirada no clima tropical da Amazônia, é uma puro malte com a presença do jambu e também aromas de maracujá e manga.

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Preço da cerveja sobe acima da inflação em setembro

O preço da cerveja em domicílio subiu acima do índice geral em setembro e teve alta de 0,66%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa elevação foi maior do que a do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrada em 0,48%.

Apesar desse número, o preço da cerveja em domicílio ainda apresenta uma queda acumulada de 1,59% em 2018. E também há deflação, de 1,09%, quando são considerados os últimos 12 meses.

Em relação à cerveja fora de domicílio, a tendência é de alta em qualquer cenário observado. A inflação foi de 0,29% em setembro, deixando o índice acumulado de 2018 em 1,76%. E a elevação é de 3,11% no somatório dos últimos 12 meses.

Outros itens pesquisados pelo IBGE também apresentaram alta em setembro. Foram os casos de outras bebidas alcoólicas no domicílio (0,95%), outras bebidas alcoólicas fora do domicílio (1,05%), além da inflação do setor de alimentação e bebidas (0,10%).

“O grupo Alimentação e bebidas, após duas quedas consecutivas, -0,12% em julho e -0,34% em agosto, apresentou variação positiva em setembro, 0,10%. A alimentação no domicílio (0,00%) apresentou, na média, estabilidade nos níveis de preços, e deixou para trás a queda de 0,72% de agosto”, explica o IBGE.

Enquete: Tributação é o ponto mais crítico do setor

As eleições chegaram e, com elas, a esperança de novas políticas públicas que beneficiem os setores produtivos. Com o setor cervejeiro não é diferente: diversas medidas são consideradas necessárias para que ele se desenvolva de maneira fluida. Para entender melhor e “jogar na mesa” essas demandas, o Guia fez uma enquete entre representantes de cervejarias Brasil afora.

O principal objetivo da enquete era compreender o tamanho da necessidade de ação política em aspectos que envolvem a atividade de produção e comercialização de cervejas artesanais. Como tem sido recorrente no discurso de pessoas envolvidas no setor, a necessidade de ação sobre as regras tributárias foi a mais citada, considerada “muito alta” pela maioria dos respondentes de 5 estados (SP, SC, PI, PR e DF).

Foram citados diversos gargalos tributários, com ênfase na questão do ICMS. Mesmo as cervejarias enquadradas no Simples Nacional (regime tributário que em tese já contempla o ICMS em sua tabela) são obrigadas a recolher por meio da substituição tributária quando vendem para pessoas jurídicas. O quebra-cabeça fica ainda mais complicado já que o ICMS é um tributo estadual, e cada estado tem alíquota diferente.

“É desanimador ver a dificuldade que é enviar (produtos) a outro estado justamente por cada estado ter a sua carga, o preço final que chega ao consumidor é no mínimo triste”, respondeu a representante de uma cervejaria catarinense.

Outras demandas relativas à tributação elencadas foram a isonomia tributária com as grandes cervejarias, e até mesmo uma regra de tributação escalonada por volume produzido. Medidas como essa poderiam resultar em preços mais competitivos para o consumidor final de micro e nanocervejarias.

A segunda demanda mais citada foi por medidas que amenizem a burocracia. Também recorrente no setor cervejeiro, as demandas por simplificação no processo de implementação de cervejarias junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), foram citadas pela maioria como “muito altas”.

Em seguida, também consideradas altamente necessárias, foram elencadas as medidas de incentivo à exportação e que fomentem a produção nacional de insumos. Já as medidas que atuem sobre as práticas e regras nos pontos de venda, concorrência, qualificação de mão de obra, incentivo ao consumo de artesanais e importações dividiram opiniões – mas raramente foram consideradas de baixa necessidade.

Espontaneamente, os respondentes da enquete trouxeram demandas, como maior flexibilidade do MAPA em relação ao uso de ingredientes alternativos nas receitas, mais clareza nas definições de “cerveja artesanal” e “brewpub”, bem como na definição de áreas em que cada uma dessas categorias pode ser implementada.

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Lei seca restringe consumo de alcoólicos em 12 estados

Nas eleições desse domingo, 12 estados brasileiros terão a Lei Seca, que proíbe tanto a venda quanto o consumo de bebidas alcoólicas. A decisão sobre a aplicação da restrição ou não depende da interpretação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cada estado. Há, ainda, estados em que a aplicação da lei ficou a cargo do juiz de cada zona eleitoral – o que torna a questão mais confusa ainda.

No amazonas, por exemplo, o consumo está proibido e a venda liberada – enquanto em Minas Gerais, o que não pode é comprar bebidas alcoólicas. O descumprimento da lei pode resultar em detenção de 3 meses a 1 ano

Em diversos estados (como Pará e Paraná), a liberação foi obtida na Justiça por meio de liminar concedida a representantes dos setores de bares e restaurantes, alegando que o período sem poder vender significa um grave prejuízo financeiro.

Mesmo com a liberação da Lei Seca na maioria dos estados, é preciso ficar atento a às regras que determinam as condutas adequadas no dia das eleições. Em suma, as autoridades estão atentas a qualquer “bagunça” nos locais de votação, e não é permitido votar embriagado.

Abaixo, a lista dos estados que terão a proibição, com suas regras e horários específicos

  • Acre: proibição de venda e consumo em via pública, das 18h do dia 6 às 23h59 do dia 7 de outubro
  • Amazonas: proibido o consumo em locais públicos das oh às 17h do domingo
  • Amapá: proibido o comércio, distribuição, venda e consumo das 0h às 18h de domingo
  • Ceará: em Fortaleza, proibido o comércio, distribuição, venda e consumo das 0h às 19h de domingo. Haverá ainda proibições em outras 34 cidades
  • Maranhão: proibido o comércio, distribuição, venda e consumo das 18h de sábado às 23h59 de domingo
  • Mato Grosso: proibido o consumo das 3h às 17h de domingo em lugares públicos, mas liberado em estabelecimentos que funcionem apenas como restaurantes entre 11h30 e 14h40
  • Minas Gerais: proibido o comércio, distribuição e venda das 6h às 18h de domingo, o consumo não foi proibido
  • Piauí: proibido o comércio, distribuição, venda e consumo em locais públicos das 0h às 17h de domingo
  • Rio Grande do Norte: proibido o comércio, distribuição e venda das 6h às 18h de domingo
  • Pará: proibido o comércio, distribuição e venda das 0h às 18h de domingo, além da proibição de festas em clubes, casas de shows, boates e bares
  • Roraima: proibido o comércio, distribuição e venda das 6h às 18h de domingo