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Artesanais caem no gosto do Cariri e ganham curso

Para quem não conhece bem, não é fácil deixar de relacionar a ideia do semi-árido cearense à ótima cachaça feita e consumida por lá. A associação, no entanto, não deixa de ser um clichê e cada vez menos representa a realidade: as cervejas artesanais estão ganhando o interior do Ceará. Esse novo interesse fez com que o Senac-CE levasse seu curso de sommelier de cervejas à unidade de Juazeiro do Norte, e motivou empreendedores a abrirem uma franquia da rede Mestre Cervejeiro na cidade.

A partir do dia 1 de setembro, os interessados, curiosos e profissionais de alguma maneira ligados à cerveja poderão aprofundar seu conhecimento no primeiro curso de sommelier de cervejas organizado pela instituição na cidade. As aulas serão aos sábados e domingos, e o curso pretende formar sommeliers robustos.  Sua grade inclui  diversos aspectos do universo cervejeiro: além de aulas focadas em análise sensorial, formação de sommelier, harmonização e cartas de cerveja, há módulos que exploram as técnicas de produção caseiras, mercado, passa pelos concursos e premiações internacionais e escrutina as principais escolas cervejeiras (alemã, belga, inglesa e norte-americana).

Além de abarcar os apreciadores da bebida, o curso tem foco na formação de mão de obra para o comércio local – propósito essencial do Senac – e mira donos de restaurantes, maitres e chefs de cozinha. “Quem trabalha como profissional de gastronomia tem que entender todas as relações que a bebida e comida têm. Se vou servir um petisco que seja mais gorduroso, uma cerveja com mais álcool, com maior acidez, será um melhor acompanhamento. O curso trabalha esses aspectos no módulo de harmonização, por exemplo”, avalia Ivan Prado, consultor de gastronomia do Senac.

Se o curso é consequência do aumento do interesse pelas cervejas especiais na região, outra iniciativa de empreendedores locais vai ao encontro da nova onda: Dário Alencar e outros três sócios (todos eles sommeliers, degustadores de longa data e produtores caseiros) inauguraram em julho uma unidade da franquia de lojas Mestre Cervejeiro em Juazeiro. E é das prateleiras da loja que vão sair as garrafas degustadas no curso do Senac.

“Sempre que queríamos degustar uma cerveja especial, tínhamos que recorrer à compra por internet. Ouvimos essa mesma reclamações dos amigos”, conta Dário, que aponta a dificuldade logística como um dos principais empecilhos para o desenvolvimento do setor no estado. “Começamos então a pesquisar nos modelos de negócios referentes a cervejas artesanais e gostamos bastante da proposta do Mestre Cervejeiro”.

Segundo ele, já é possível enxergar a mão da nova loja na mudança de comportamento do público de Juazeiro. “Notamos a evolução na escolha de rótulos, os nossos clientes se aventuram mais em novos estilos”, analisa.

O CURSO

Local: Senac Juazeiro do Norte, na Rua São Luiz, s/n, em Juazeiro do Norte
Início: 01/09/18
Inscrições:  http://cursos.ce.senac.br
Informações: (88) 3566-8950

 

OS INSTRUTORES

Carlo Lapolli: Presidente da Abracerva; Fundador da Cervejaria Blumenau; Cervejeiro Profissional/Mestre Cervejeiro Professor do Curso de Beer Sommelier da Doemens/ESCM; Beer Sommelier; Pós-graduando em Tecnologia Cervejeira.

Taiga Cazarine: Sommelière de Cervejas pela Doemens Akademie (ESCM – Blumenau/SC) e Science of Beer e Mestre em Estilos pelo Instituto da Cerveja Brasileiro (São Paulo/SP). É Beer Huntress na Beer.com.br

Rodrigo Ferraro: Proprietário, cervejeiro principal e diretor da Irmãos Ferraro Microcervejaria, de Porto Alegre. Presidente da Associação Gaúcha de Microcervejarias (AGM). É professor da Escola da Cerveja, desde 2015. 

Ronaldo Rossi: Ronaldo Rossi é chef de cozinha autodidata, professor e consultor em gastronomia especialista em cervejas, harmonizações com cerveja. É jurado, curador de eventos cervejeiros, criador da Cervejoteca, a mais antiga loja de cervejas de São Paulo. 

João Filho: Publicitário, sommelier de cerveja (Cervejaria 5 Elementos), atua em treinamento e consultoria cervejeira. É colunista de cervejas do Jornal O Povo. É professor da disciplina de cultura cervejeira na pós-graduação de gastronomia da FANOR. 

Fernando Chaves: Pós-graduado em Tecnologia Cervejeira pela Escola Superior de Cerveja e Malte. Sommelier pela Doemens Akademie; é sommelier e consultor de bares e cervejarias. 

José Martins Neto: Beer Sommelier pelo Instituto da Cerveja, cervejeiro caseiro, atua na área de treinamento e consultoria cervejeira. É Responsável pela seleção dos rótulos distribuídos pela Folks Beer.

Wellington Alves Filho: Sócio e cervejeiro-chefe da 5 Elementos Cervejaria, é cervejeiro desde 2013 e já teve diversos de seus rótulos premiados no Brasil e no exterior. 

Lila Mendes: Formada em Tecnologia de Produção Cervejeira pela Science off Beer e produtora de cerveja caseira, é instrutora do Senac-CE na área de gastronomia. É sommelier de vinhos e beer sommelier pelo Senac-CE,

Manuel Lima: Consultor de bares e restaurantes, sommelier de vinhos, maître de hotel; bartender especialista em coquetéis; é consultor de empreendedorismo para o Pronatec e instrutor do Senac/CE. 

Rejane Arruda: Bacharel em teologia; beer sommelier pelo Senac-CE, foi sócia do bar de cervejas especiais Eitabier. É supervisora da área de Bebidas da Fortali, atua na área de treinamento de vendedores, garçons e maîtres.

 

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Elas passarão: Uma conversa com Titi Müller sobre o Mestre Cervejeiro

Quando o produtor, compositor e DJ israelense Asaf Borgore subiu ao palco do Lollapalooza em 2017, a apresentadora Titi Müller protagonizou um dos momentos mais históricos da televisão brasileira. Ao vivo, depois de chamar as letras do polêmico músico de “machistas, misóginas, babacas”, ela concluiu: “Eu gostaria de falar ‘machistas não passarão’, mas vai passar nesse canal agora. É isso aí, Borgore. Vai que é tua, querido”.

Mais de um ano depois, Titi volta de certa maneira a fazer história, ao menos sob o ponto de vista do mercado cervejeiro. Será a apresentadora da nova temporada do reality show Eisenbahn Mestre Cervejeiro, programa que representa bem a expansão do setor ao chegar agora em duas das principais emissoras nacionais: a Multishow e a Globo.

A atração estreia neste domingo, às 22h45, no Multishow. Serão oito episódios com 30 minutos de duração – a Globo terá uma versão pocket de 5 minutos, nas madrugadas de sábado, após o Zero1– para eleger a melhor receita do país no estilo Berliner Weisse.

Titi Müller, Juliano Mendes, Bia Amorim e Sady Homrich (Crédito da imagem: Marina Atallah)

Dez participantes concorrerão ao posto, após serem selecionados entre centenas de concorrentes que mandaram suas amostras de Berliner Weisse. E, para definir o campeão, três jurados foram escolhidos: Bia Amorim, sommelière de cervejas; Juliano Mendes, fundador da Eisenbahn; e Sady Homrich, baterista do Nenhum de Nós e uma das principais referências cervejeiras do país.

“O telespectador pode esperar um programa muito divertido, que combina de um jeito muito leve informação e entretenimento. É o primeiro ano dele no Multishow, então tem que ter a ver com a grade da emissora”, conta Titi ao Guia da Cerveja.

Um dos principais atrativos do programa, segundo ela, será respeitar as duas pontas que unem as artesanais: a leveza própria do universo cervejeiro e a profundidade de um mercado que se consolidou nos últimos anos.

“Cerveja é para ser um assunto divertido, apesar de muita gente levar muito a sério. E nesse programa a gente leva a sério, sim. Afinal, é em busca do melhor cervejeiro artesanal de 2018, e isso é uma responsabilidade muito grande”, salienta a apresentadora, reforçando que o programa agradará tanto profissionais quanto “amadores”.

“Então, podem esperar um programa muito leve, muito divertido, que combina o melhor dos dois universos: as informações técnicas e a cerveja. Quem gosta muito de cerveja, quem sabe bastante do assunto, pode assistir que vai gostar. E quem não entende nada, é aquele bebedor de boteco, aquele bebedor ocasional, vai gostar também.”

A Titi cervejeira
Embora não fosse exatamente uma especialista em cerveja, Titi conta que tinha certo conhecimento das artesanais antes do programa. Sua primeira “experiência” foi aos 19 anos, quando um amigo de Porto Alegre a presentou com algumas garrafas. “Pensei: ‘nossa, que cerveja diferente, nem parece cerveja’. E entendi que, na verdade, isso é a cerveja true mesmo, aquela cerveja que até alimenta.”

Desde então, desenvolveu algumas preferências, como o próprio estilo da nova edição do Mestre Cervejeiro. “Não tenho nenhum rótulo favorito de cerveja artesanal, mas gostei bastante da Berliner Weisse”, diz. “Achei uma cerveja refrescante, leve, lembra quase um frisante. Não saberia falar muito tecnicamente sobre ela, mas gostei muito de degustar.”

Sobre as cervejas da Eisenbahn, patrocinadora do programa, ela conta ter gostado muito da 5 (uma Amber Ale) e da Oktoberfest. Arremata, então, com o humor debochado e precisamente espontâneo que tão bem a caracteriza. “Todas, na verdade. É difícil, tipo escolher o filho favorito.”

Mas foi na própria gravação do Mestre Cervejeiro que a apresentadora se aprofundou nesse universo. Se antes pouco sabia sobre os processos de produção, os dois meses de “curso intensivo” mudaram sua percepção. Agora, ela brinca, já pode até fazer figuração como mestre cervejeira.

“Sei agora tudo de maltes, lúpulos, água, pH, carbonatação. E é bem interessante, porque agora estou bebendo cerveja e estou conseguindo até distinguir. Na hora de degustar estou conseguindo virar quase uma sommelière: tento chutar qual a escola da cerveja, qual os lúpulos usados, se o malte foi torrado ou não. Já dá para arranhar um papo de mestre cervejeira.”

Elas passarão
A chegada de um reality show sobre cerveja a duas consagradas emissoras não apenas representa um marco ao mercado, como traz a oportunidade de debater importantes questões sobre o setor. Em um país onde a imagem da mulher cervejeira ainda é quase sinônimo de coxas de fora e bandejas na mão, o Mestre Cervejeiro pode significar uma guinada importante no imaginário coletivo.

Vítima ela própria do mais cruel, abjeto e criminoso tipo de machismo, Titi Müller vê o programa como oportunidade para redefinir paradigmas. Quebras, aliás, que são recorrentes em sua trajetória, iniciada com o Podsex, na MTV.

“Dá para fazer um paralelo com meus trabalhos anteriores. Desde 2008, quando comecei a falar sobre sexo, causava um certo estranhamento, talvez por eu não ser o estereótipo da pessoa que falava sobre sexo na época. E talvez eu não seja hoje o estereótipo da pessoa que fala sobre cerveja”, avalia a apresentadora, antes de acrescentar.

“Tem muito preconceito sim [no universo cervejeiro]. A mulher é vista como a pessoa que serve a cerveja, e não a pessoa que faz a cerveja. Mas nesta temporada teremos várias surpresas positivas nesse aspecto.”

E não é apenas a sua participação que pode descontruir estereótipos. Titi menciona, por exemplo, a importante presença de Bia Amorim entre os jurados. “Acho que mais importante do que ter uma mulher ancorando o programa é ter uma jurada como a Bia Amorim, que é uma especialista técnica incrível, uma sommelière de cerveja fantástica, que entende tudo do assunto e que quebra bastante o estereótipo do que é uma mulher que gosta de cerveja.”

Evitando o spoiler, mas prenunciando uma boa participação feminina, a apresentadora lembra também das mulheres concorrentes – Anne Galdino, Bia Haik e Mari Bybyk. “E temos três candidatas a mestre cervejeira neste ano, as três fantásticas e que estão lá por mérito próprio total – não teve nenhuma cota a ser preenchida porque os testes são feitos às cegas. Não vou dar muito spoiler, mas fiquei muito muito feliz com a inclusão do nosso gênero, com as mulheres representando muito na cerveja também.”

Se gente babaca como Asaf Borgore não passará no Mestre Cervejeiro, certamente as mulheres passarão. “Estamos aí para quebrar preconceitos também”, avisa Titi.

Que comecemos, então, aqui, desde já. Lugar de mulher é na cozinha, certo? Pode até ser. Mas só se for para abrir – ou produzir – a sua própria cerveja.

 

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Chitãozinho & Xororó e Nelson Gonçalves inspiram lançamentos cervejeiros

Se chorar de amor faz dobradinha com música de “sofrência”, melhor ainda é quando você tem uma cerveja ao lado. Imagina, então, se fosse possível juntar tudo isso em uma “embalagem” só? Pois agora isso será possível não apenas uma, mas duas vezes.

Dois lançamentos cervejeiros apostaram, quase simultaneamente, em ícones da música popular – e de sofrência, claro – brasileira: Chitãozinho & Xororó e Nelson Gonçalves.

A dupla sertaneja e sua mais célebre canção foram o mote da edição especial da Salzburg Evidências. Detentora da marca, a NewAge fará um pocket show com Chitãozinho & Xororó para comemorar o lançamento e os seus 30 anos, em evento “organizado especialmente para clientes e fornecedores que ajudaram a escrever a história de sucesso”, segundo a empresa.

O lançamento faz parte do projeto “Evidências”, originado depois da marca participar como colaboradora em um evento beneficente realizado pelo hospital Sobrapar, em Campinas, onde a atração principal era a dupla sertaneja.

“O sucesso da dupla como embaixadora da marca é perfeito para brindar o mercado dos ‘loucos por cervejas’ com as embalagens colecionáveis Salzburg Evidências, nos rótulos especiais assinados pela dupla e disponíveis em lata de 355 ml e em long neck de vidro de 290 ml”, explica Edson Nunes, diretor comercial da NewAge.

As novas embalagens ainda possuem um QR CODE que leva o consumidor a um hotsite dos artistas, onde é possível encontrar a agenda de shows da nova turnê chamada… Evidências. “Juntar música e cerveja de qualidade em um mesmo produto gera um retorno de sucesso”, garante Nunes.

Nelson Gonçalves
Outro importante ícone da música brasileira homenageado por uma cervejaria é o lendário Nelson Gonçalves, o segundo maior vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 81 milhões de cópias.

O autor de A Volta do Boêmio recebe agora sua devida homenagem da Paulistânia, em um projeto feito em parceria com Lilian Gonçalves, filha do cantor e dona do Bar do Nelson. O projeto marca o início das comemorações do centenário do cantor, que completaria 100 anos em 2019.

A cerveja é uma Lager produzida com um blend de dois maltes e dois lúpulos importados. É refrescante, aromática e encorpada, com ricas notas de malte e amargor muito harmônico, segundo a cervejaria.

O novo rótulo de 500 ml será vendido exclusivamente no Bar do Nelson, na rua Canuto do Val, 83, em São Paulo, e sairá por R$ 19,90 no estabelecimento. Agora, se você quiser levá-lo para casa, aumentar o volume do som e curtir uma sofrência, o preço será de R$ 15.

 

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O diferencial das campeãs e as 209 brasileiras premiadas no WBA

As cervejas brasileiras tiveram bom desempenho no World Beer Awards 2018, ao serem campeãs internacionais em oito categorias e ficarem atrás apenas da Alemanha, que teve 14 rótulos premiados, e da Bélgica, com 13 conquistas.

O desempenho em um dos principais concursos mundiais do setor retrata o bom momento da cerveja brasileira. Leva, ainda, um importante reconhecimento para as principais premiadas. “Para a cervejaria, é o símbolo de que estamos trabalhando de forma correta para sempre melhorar, buscar a receita perfeita e equilibrada”, comemora Érico Marchi, sócio e sommelier da Al Fero, que levou o prêmio máximo com sua Witbier.

Já Lucas Godinho, sócio da Capa Preta, celebrou o feito de ter uma cerveja no estilo ESB (Extra Special Bitter) premiada em plena Inglaterra. “O mais incrível em relação a este prêmio é justamente o fato de uma cerveja brasileira, porém de estilo inglês, ser premiada como a melhor do mundo na categoria em um concurso realizado em Londres”, aponta Godinho, antes de acrescentar.

“As cervejas da Capa Preta são produzidas sempre com os melhores insumos disponíveis no mercado. Buscamos sempre a excelência nos processos produtivos, aliando qualidade técnica, ótimos ingredientes, tradição, criatividade e ousadia”, complementa.

Ao todo, as cervejas brasileiras receberam 209 prêmios no World Beer Awards 2018.

Confira, a seguir, todos os vencedores. E conheça os diferenciais dos rótulos campeões.

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A dinamização do mercado de artesanais levou à ampliação inimaginável da oferta de estilos e rótulos. E, para as cervejarias que já seguem essa tendência, surgiu uma ótima oportunidade pela frente: um curso que ensinará a produzir categorias bem específicas de cerveja.

Primeira e única instituição de ensino superior especializada na bebida da América Latina, a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) lançou um curso inovador: o de Produção de Cervejas Não Convencionais.

A grade contemplará as categorias nada comuns de cervejas high gravity, sem glúten, sem álcool, Grape Ales, ácidas, com Brettanomyces, híbridas, blendadas, produzidas com insumos alternativos e envelhecidas em madeira.

Em cada um dos tópicos, segundo explica a ESCM, serão abordados os processos, a preparação do mosto e a análise de qualidade. A expectativa é de que os ensinamentos ajudem as cervejarias a terem um diferencial no mercado.

“Muitas vezes, um rótulo com características especiais pode ter um papel fundamental no marketing, na percepção do consumidor e na entrada de uma marca em pontos de vendas. Esse curso foi pensado para cervejeiros que querem seguir tendências internacionais com profissionalismo e conhecimento”, garante Carlo Bressiani, diretor da escola.

As aulas de cervejas não convencionais serão realizadas de 14 a 18 de janeiro, durante o período de cursos concentrados da instituição, e terão 40 horas de duração.

Curso de Produção de Cervejas Não Convencionais
Quando: de 14 a 18 de janeiro
Local: Escola Superior de Cerveja e Malte, na rua Elsbeth Feddersen, 72, em Blumenau
Mais informações: https://www.cervejaemalte.com.br/curso/producao-de-cervejas-nao-convencionais

 

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Entrevista: Preço alto limita potencial da artesanal brasileira

O mercado brasileiro de cerveja artesanal possui um enorme potencial para crescer. Se parte do público tem um conhecimento elevado do setor, ainda há uma imensa parcela da população cervejeira ligada ao “mainstream” que poderia ser seduzida por novos rótulos e estilos.

Mas nem tudo é tão simples. Pressionado por problemas geralmente externos ao setor, como impostos elevados e dificuldades logísticas, o preço da cerveja artesanal ainda destoa do mercado e impede que o consumo seja verdadeiramente democratizado.

Essa é, em suma, a avaliação de Amanda Felipe Reitenbach, fundadora e CEO do Science of Beer Institute, escola focada na educação cervejeira e responsável pela organização do Concurso Brasileiro de Cervejas, o mais importante do país e um dos mais significativos do mundo.

“A cerveja artesanal ainda chega com um preço muito alto, e não é todo público, toda a classe que pode comprar. Nem em todo local.”

A avaliação de Amanda vem de uma aprofundada experiência tanto acadêmica quanto de mercado. Há dois anos, em Berlim, ela concluiu seu doutorado na Versuchs- und Lehranstalt für Brauerei, onde pesquisou o desenvolvimento de um nariz eletrônico para identificar compostos voláteis na cerveja.

Se, por um lado, a experiência externa possibilitou um conhecimento amplo de mercado, a formação como cientista – seu projeto de mestrado foi o primeiro a desenvolver nacionalmente uma cerveja probiótica – auxiliou, por outro, na compreensão dos detalhes desse complexo setor, cuja dinâmica própria impede qualquer simplificação.

“Quase todo o mercado é de cerveja mainstream, então temos muito ainda a conquistar, a educar o paladar para outras cervejas. É difícil generalizar esse mercado porque é composto por um público muito misto.”

Confira, a seguir, a entrevista completa com Amanda Felipe Reitenbach, fundadora e CEO do Science of Beer Institute:

Amanda Reitenbach: cientista e especialista em mercado

Qual foi a sua trajetória até chegar ao Science of Beer?
A minha conexão começou na faculdade. Estudei Engenharia de Alimentos, Engenharia Química, e durante a faculdade me surgiu o interesse em produção de cerveja. Fui fazer estágio em uma cervejaria e decidi que era com isso que queria trabalhar. A partir daí, direcionei toda a minha formação e carreira para trabalhar com cerveja. Mas eu sempre quis ser cientista também, pois sempre tive uma ligação muito grande com essa parte científica. Aí resolvi fazer a união da ciência e da cerveja. Foi assim que começou o meu trabalho.

E como surgiu o Science of Beer?
Depois disso fiz o meu mestrado, onde desenvolvi o trabalho da cerveja probiótica. E, durante o mestrado, meu projeto de TCC, que era voltado à fermentação, ganhou um prêmio para que pudesse ser executado. Então abri uma empresa, que foi o Science, para desenvolver esse projeto. Ele era voltado para uma empresa de São Paulo, a CPFL, porque eles também desenvolvem pesquisas, e aí ficamos boa parte do tempo com a empresa focada em pesquisa. Como a minha formação é voltada para o mundo acadêmico, veio a vontade de fazer um curso de formação. Isso era ainda em 2009, e vi que não tínhamos quase nenhum curso profissionalizante. Então, escrevi um projeto para um curso de pós profissionalizante em produção de cerveja e ofereci para uma faculdade de Blumenau, a Uniasselvi. Começamos com esse curso em 2010. Depois vieram os cursos de sommelier, de estilos, de aprofundamento. Estamos com cursos desde 2009 e com a parte de pesquisa desde 2008. Depois segui com minha carreira acadêmica, fui fazer doutorado na Alemanha, voltado para a área cervejeira. Então, minha trajetória – e do Science – é totalmente voltada para essa parte acadêmica.

Como o Science foi se ramificando internacionalmente?
Essa ramificação para outros países teve início por eu participar de muitos eventos, congressos, fora do país, além de ter feito meu doutorado fora. Tivemos essas conexões na Europa e criamos projetos lá, na Alemanha, onde morei para fazer meu doutorado. Também já tínhamos um relacionamento de amizade e profissional com o pessoal do Chile e nos unimos com o Instituto Cervezas de América, de onde veio essa vontade de trabalhar com América Latina, onde temos apostado muito também.

Qual a importância de uma escola como o Science para o desenvolvimento do mercado brasileiro de cerveja?
O papel do Science e de todas as escolas é fundamental. Trabalhamos para o desenvolvimento da educação e da consciência do mercado. Com o mercado se educando, criando consciência de consumo, isso vai se tornando essencial para o desenvolvimento de todo o setor. Quanto mais trabalharmos a educação – e aí a educação em diferentes frentes, de consumo, de vendas, de produção, de mercado, de processo, de logística –, mais vai agregar para o mercado nacional, o que faz gerar o crescimento. A educação e a união são as palavras chave para o desenvolvimento do nosso cenário.

Como você encara o mercado consumidor de cerveja no Brasil? Já estamos maduros ou ainda caminhamos para descobrir nosso potencial?
O consumidor está em processo de mudança. Temos os mais fieis, que começaram a conhecer com o início do mercado de artesanais, então esse público já tem um conhecimento bem mais elevado, tem um paladar mais exigente, é ávido por novidades e produtos diferenciados. Mas ainda temos muito a crescer. Esse nosso cenário de artesanais, que varia de 1% a 2% do total, é muito pequeno ainda. Quase todo o mercado é de cerveja mainstream, então temos muito a conquistar, a educar o paladar para outras cervejas. É difícil generalizar esse mercado porque é composto por um público muito misto. Tem um público chegando, conhecendo, descobrindo cerveja, e tem um público que conhece, que já ensina até. É um mix. Depende de onde está a ponta.

Pensando nesse mercado de apenas 2%, que trabalho precisa ser feito para desenvolvê-lo e aproximar o consumidor das artesanais?
São muitos trabalhos, muitas coisas que a gente pode fazer. Mas a principal delas é a acessibilidade. E, quando falamos em acessibilidade, estamos falando de preço do produto final. Então, por que 98% desse mercado é conquistado por um tipo de cerveja? Primeiramente, pelo preço e pela acessibilidade. A cerveja artesanal ainda chega com um preço muito alto, e não é todo público, toda a classe que pode comprar. Nem em todo local.

Qual o impacto nesse custo?
Começamos aí a falar de reforma tributária, de valorização do pequeno produtor, de uma conscientização como um todo que, principalmente, afeta o custo da cerveja. Diminuindo o custo, você consegue aumentar a acessibilidade. É tornar isso mais próximo de todos os públicos, fazer com que a questão financeira não seja dominante na hora da escolha. “Vou comprar essa porque é mais barata”. Se uma puro malte, uma artesanal, fosse só um pouco mais cara, facilitaria. Mas essa é uma realidade ainda distante, quando comparamos os preços das cervejas. Então, aí, nossa briga é principalmente por reduzir o preço lá na gôndola.

Isso passa muito, então, por questões públicas, por vezes externas ao setor?
Com certeza. A questão é como as empresas vão lidar com isso para se sustentar no mercado. Tem uma taxa muito grande de impostos, de cargas administrativas, de problemas com logística, transporte. E tudo isso diminui a acessibilidade da cerveja artesanal.

 

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Produção de cevada cai em julho, mas mantém expressiva alta em 2018

A produção de cevada em grãos sofreu uma pequena redução em julho. Depois de apresentar bons números durante meses seguidos, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra do cereal cervejeiro ficou em 423.348 toneladas, queda de 0,9% na comparação com junho.

O resultado se deve especialmente à diminuição da área plantada, que passou de 123.683 hectares para 122.671, uma redução de 0,8%. Assim, o rendimento de 3.451 kg/ha permaneceu quase o mesmo de junho – queda de apenas 0,1%.

Embora o mês de julho tenha apresentado uma pequena baixa, a safra anual de cevada continua em plena recuperação depois da forte queda em 2017. Subiu 4,2% em área, 47,8% em produção e 41,9% em rendimento.

O trigo foi outro cereal a apresentar uma pequena queda em julho. Apesar do aumento de 0.9% na área, teve baixa de 4,1% na produção e 5% no rendimento. Ainda assim, como no caso da cevada, os números são bem favoráveis na comparação com 2017.

Confira, a seguir, os números da cevada em julho:

Safra da CevadaJulhoJunho2017
Produção423.348 t427.397 t286.405 t
Rendimento3.451 kg/ha3.456 kg/ha2.432 kg/ha
Área122.671 ha123.683 ha117.779 ha

 

E os números do trigo:

Safra do TrigoJulhoJunho2017
Produção5.434.240 t5.668.546 t4.241.602 t
Rendimento2.684 kg/ha2.825 kg/ha2.217 kg/ha
Área2.024.734 ha2.006.719 ha1.913.226 ha

 

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Dona da Corona investe US$ 4 bi no mercado de maconha legal

Visando o que pode ser no futuro um mercado promissor, a Constellation Brands, detentora da marca Corona nos Estados Unidos, anunciou o investimento de US$ 4 bilhões na Canopy Growth, empresa fabricante de produtos à base de maconha.

Em outubro do ano passado, a Constellation já havia comprado 9,9% das ações da Canopy por US$ 191 milhões e, com o novo aporte, passa a ser dona de 38% dela. E não é a única companhia ligada à cerveja de olho no mercado da maconha legal.

Até o momento, é possível dizer que foi uma ótima manobra de curto prazo – após a compra, as ações da Canopy subiram 30%. No longo prazo, a Constellation aposta na abertura do mercado para a maconha legal em diversos estados norte-americanos e no Canadá, onde os produtos à base da planta serão legalizados a partir de 19 de outubro.

Também por meio de nota, o CEO da Canopy, Bruce Linton, afirmou que o investimento traz à empresa uma grande vantagem competitiva. “Isso marca o fim do aquecimento no nosso setor, onde todos estão se preparando”, disse.

Já o CEO da Constellation, Rob Sands, ressaltou o potencial desse mercado. “No último ano, procuramos entender melhor o mercado de canabis, a tremenda oportunidade de crescimento que ele representa e a capacidade da Canopy de liderar esse mercado.”

De fato, um mercado que mal saiu do papel já se movimenta com avidez. E os gigantes da cerveja estão saindo na frente como protagonistas. Analistas avaliam que a avidez de fabricantes de bebidas alcoólicas em direção ao novo mercado seja sintoma da preocupação com o baixo crescimento do setor.

A Lagunitas, cervejaria norte-americana controlada pela Heineken, ja anunciou que vai produzir uma bebida chamada Hi-Fi Hops, uma linha de bebida não-alcoólica contendo THC e CBD (componentes da maconha), produzida em parceria com a CannaCraft.

Outra manobra ousada fez a Molson Coors, segunda maior fabricante de cerveja dos EUA, que no início de agosto passou a comandar 57% da HEXO, braço da produtora e distribuidora canadense de maconha medicinal The Hydropothecary. Ela deve explorar a maconha recreativa assim que a legalização se consolidar no Canadá, produzindo bebidas à base de infusão da erva. Em paralelo, a Province Brands já se movimenta para criar uma cerveja que usa a maconha no lugar do malte.

 

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O Ministério da Agricultura e a necessidade de agilizar o registro de cervejarias

O mercado brasileiro terminou o ano de 2017 com 679 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), um crescimento de 37,7% na comparação com 2016. O número, contudo, está longe de representar o tamanho desse setor. Embora seja impossível calcular exatamente o número de cervejarias ciganas, é possível estimar que elas se aproximem de cinco mil.

Essa dificuldade expõe precisamente um dos grandes entraves políticos do setor: o excesso de burocracia para ser reconhecido como uma cervejaria “oficial”, um fator que limita a expansão e dificulta traçar uma radiografia mais precisa do mercado cervejeiro.

“Precisamos de uma mudança na legislação do MAPA para permitir a diversidade de cervejas que temos”, assegura José Bento Valias Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de Belo Horizonte, da Cervejaria Dunk Bier e um dos fundadores da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais (Acerva Mineira).

José Bento é um dos principais nomes envolvidos na aprovação do PL 475/2018, um projeto de lei de Belo Horizonte estabelecendo que qualquer cervejaria com área menor de 720 m² tenha as mesmas exigências de localização e fiscalização sanitária de um bar. A “flexibilização” poderá resultar na abertura de centenas de brewpubs na capital mineira.

E, como no caso do PL mineiro, o especialista aponta que o Ministério da Agricultura deveria “flexibilizar” parte de suas exigências para o cadastro, permitindo que ciganas e caseiras também pudessem ser normalmente registradas.

“É preciso, por exemplo, permitir produtos de origem animal e o registro de cervejarias ciganas e até mesmo caseiras, para que a receita seja cadastrada em nome dessas e não da planta produtora”, avalia José Bento.

A dinamização do cadastro, complementa ele, não traria qualquer risco à qualidade. Com mais cervejarias registradas, seria até menos complicado fazer um controle de segurança. “Obviamente, para isso, não é necessário a flexibilização em relação à qualidade ou à segurança alimentar. Muito pelo contrário. Esses conceitos devem ser reforçados cada vez mais.”

Confira, nas próximas semanas, a sequência do nosso especial sobre eleições e mercado cervejeiro. E, se quiser indicar alguma demanda, escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com.

Brooklyn no Brasil, cerveja do Pão de Açúcar: Confira as novidades da semana

O crescimento do segmento brasileiro de cerveja artesanal tem definitivamente chamado a atenção do mercado interno e externo. Tanto que duas empresas de outros ramos decidiram apostar no setor: em parceria com a Wäls, o Pão de Açúcar lançou uma cerveja para celebrar seus 59 anos, enquanto a marca de refrigerantes Fruki apresentou a BellaVista, sua linha de cervejas. Dos Estados Unidos, por sua vez, a cultuada Brooklyn Brewery anunciou uma parceria com a Maniacs para produzir dois de seus rótulos no Brasil. Confira, a seguir, em detalhes, essas novidades.

Cerveja do Pão de Açúcar
O Pão de Açúcar fez uma parceria com a Wäls para lançar uma cerveja comemorativa de seus 59 anos. Trata-se de uma Session IPA com 4,5% de teor alcoólico, 35 IBU, feita com os lúpulos Amarillo e Galaxy e chamada de… 59. “Quisemos fazer uma cerveja com a cara do Pão de Açúcar. Então, nada melhor do que encontrar um estilo que trouxesse leveza, mas que fosse marcante”, pontua Roberto Leão, mestre-cervejeiro de Wäls. “Trata-se de uma cerveja de coloração dourada, com aroma de frutas, como maracujá e pêssego, em função dos lúpulos aromáticos utilizados em seu dry hopping. Seu amargor é médio e equilibrado com o corpo leve, finalizando com um final seco e refrescante”, acrescenta Kathia Zanatta, sommelière de cervejas e especialista do Pão de Açúcar. Com edição limitada, a 59 está à venda exclusivamente no supermercado ao preço de R$ 14,90.

Cerveja da Fruki
Outra empresa a se aventurar no ramo cervejeiro foi a Fruki. Com rótulos assinados pelo mestre-cervejeiro Alfredo Ferreira, formado pela Doemens Academy, da Alemanha, a marca gaúcha de refrigerantes apresentou a BellaVista, sua linha de cervejas composta por cinco tipos: IPA, Blond Ale, Witbier, Weiss e Premium Lager. As cervejas foram produzidas na fábrica da Imigração, com exceção da Premium Lager, feita pela INAB, no Paraná. “Contamos com uma equipe coesa e muito competente para continuarmos crescendo. Estamos construindo marcas e produtos que devem ser, acima de tudo, de primeiríssima qualidade”, garante Nelson Eggers, diretor-presidente da Fruki. O lançamento oficial será durante a Expoagas, de 21 a 23 de agosto, em Porto Alegre.

Brooklyn no Brasil
Um dos símbolos do movimento artesanal nos Estados Unidos e uma das marcas mais reverenciadas no mundo, a Brooklyn Brewery estabeleceu uma joint venture com a Maniacs Brewing para produzir e distribuir suas cervejas no Brasil. A sede ficará em Curitiba e, a princípio, serão fabricadas a Brooklyn Lager e a Brooklyn East India Pale Ale – ao longo do tempo, segundo a cervejaria, outros rótulos também serão produzidos nacionalmente. As cervejas “locais” devem chegar ao mercado no quarto trimestre de 2018. “O Brasil é um dos mais importantes mercados de cerveja no mundo e, assim como todos mercados desenvolvidos, a cerveja artesanal está desempenhando um papel importante e crescente. Nós temos vendido cervejas Brooklyn no Brasil desde 2010, e acreditamos que agora é o momento certo para investir localmente”, explica Eric Ottaway, CEO da cervejaria.

 

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