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Antuérpia lança Kremlin Reserva, RIS maturada em madeira

Para quem busca experiências raras, mais uma opção chega ao mercado: é a Kremlin Reserva, da Antuérpia. Trata-se de uma edição limitada de apenas 555 garrafas numeradas da Kremlin, a RIS (Russian Imperial Stout) de seu catálogo regular da cervejaria de Juiz de Fora, envelhecida por um ano em barris de amburana.

A Kremlin Reserva tem 11% de teor alcoólico e 62 IBU, já foi premiada com medalhas no Mondial de la Bière de São Paulo e no Festival Brasileiro da Cerveja de Blumenau.

“Depois de um ano, a incorporação da madeira na cerveja é muito forte, intensa, o que confere a ela muita personalidade”, afirma o idealizador da Kremlin, o mestre-cervejeiro da casa Giancarlo Vitale, durante o evento de lançamento do rótulo no Empório Alto de Pinheiros, em São Paulo. “É uma cerveja de final, vai bem com charuto cubano, torta de chocolate com cobertura de frutas vermelhas”.

Vitale afirma que a Kremlin regular é o rótulo da Antuérpia mais propício para a maturação em madeira, mas não é a única: há planos para a maturação de outros rótulos e não está descartada uma nova edição da Reserva. “Não lançamos nada que não possamos reproduzir no futuro”, garante Vitale.

São apenas 555 garrafas de 750ml, vedadas à rolha que estão à venda em casas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ao preço de R$ 89,90.

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Entrevista: Próxima legislatura pode trazer redução de impostos ao setor

O clima de tensão e instabilidade política que cerca as eleições de 2018 não impede o surgimento da expectativa, mesmo que cautelosa, serena, de que certos desvios de rota possam ser corrigidos para os próximos anos. Esperança que parece ainda mais arraigada às cervejas artesanais, um setor que se expandiu 23% nos últimos nove meses mesmo com todos os percalços conjunturais.

Lapolli: A articulação política é importante porque dá uma verdadeira voz dentro da categoria

Para entender melhor o que a indústria cervejeira pode esperar das eleições de domingo, o Guia da Cerveja realizou uma entrevista com Carlo Giovanni Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), órgão que vem construindo nos últimos anos uma importante representatividade com o setor público.

E, no que depender da análise de Lapolli, o setor precisa nutrir, sim, boas expectativas. Satisfeito com o elo estabelecido com o meio político, o presidente da Abracerva conta que a associação amadureceu, estabeleceu-se em Brasília e agora pleiteia diretamente demandas para a cerveja artesanal, que passou a ser “recebida como um setor”.

O resultado dessa equação que envolve fortalecimento da Abracerva e eleições, segundo ele, pode ser uma conquista a muito almejada pelo setor: a redução de parte dos impostos que tanto dificulta a sobrevivência das artesanais.

“Já conseguimos uma medida no Senado para acabar com a ST no Simples, das cervejarias que estão no Simples, e falta agora a aprovação na Câmara. É um processinho demorado, mas a gente está sendo ouvido. Acho que conseguiremos avançar na próxima legislatura, o que é muito importante.”

Na entrevista exclusiva, em que discorre um pouco mais sobre os desafios da tributação, Lapolli fala também sobre outras ações efetivas da Abracerva e conta sobre a possível criação de uma associação latino-americana de cervejas artesanais.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Carlo Giovanni Lapolli, presidente da Abracerva.

Como você avalia essas eleições e o que o setor pode esperar delas?
A Abracerva fez uma pauta que a gente entende que seja as bandeiras da associação, que está no nosso site e os políticos podem apoiarem. Então, lá tem vários candidatos – alguns que já são deputados e nos ajudaram – que aderiram a essas pautas, acho que são mais de 30 candidatos do país inteiro. Estamos sendo ouvidos, muitos até se comprometeram a gravar vídeos em nossa causa. E isso é bom, porque vai multiplicando a nossa base de apoio, o que vai ser importante lá na frente. Estamos no caminho. É uma associação jovem e já estamos agora conseguindo ter um pouco de fôlego para ampliar nossas ações. É importante chegar em uma idade um pouco mais madura da associação para ampliar nossa participação nesse meio político.

E como essa participação tem sido efetiva para o setor?
Tivemos, por exemplo, um problema em São Paulo com o growler. Alguns estabelecimentos foram autuados pelo Ministério da Agricultura, porque o Mapa entendia que precisava de um registro para vender growler. Aí sentamos aqui com o pessoal do ministério em Brasília para deixar tudo muito claro, que não é preciso de registro para vender growler. Na semana passada, também, tivemos com o próprio presidente [Michel] Temer, colocando algumas questões do setor e também dos incentivos fiscais do refrigerante, que de certa forma nos afeta. Isso é muito bom, porque somos recebidos como um setor. Essa articulação política é importante para a Abracerva porque dá uma verdadeira voz dentro da categoria da cerveja artesanal.

Depois desse trabalho de fortalecimento institucional, o que vocês miram como próximos passos?
Eu assumi a Abracerva faz praticamente um ano – fez agora em agosto – e alcançamos quase 450 associados no Brasil inteiro. Estamos agora dando enfoque na criação das Abracervas regionais, para estados que tenham mais de dez associados e queiram fazer um órgão local, regional, para ter essa interação com o poder público, para serem recebidos na esfera estadual. Já estamos com a Abracerva-DF, a Abracerva-ES e a Abracerva-AM. Deve agora partir para Natal, Goiás e Ceará. Temos também a primeira copa de cervejas artesanais, independentes, que vai acontecer aqui em Brasília. Já estamos organizando os eventos do ano que vem, como o Congresso de Sommeliers e uma feira de negócios em Vitória, no Espírito Santo.

Existe algum outro tipo de trabalho feito anteriormente, tanto aqui quanto externamente, em que vocês espelham essa relação com o setor público?
A gente se espelha um pouco na Brewers Association [a associação das artesanais norte-americana], não tenha dúvida. Mas as realidades são bastante distintas, em termos legislativos, econômicos, de ambiente de negócios. Mas nos espelhamos muito neles. E a gente tem compartilhado muito também com as associações latino-americanas. Recentemente foi criado um bloco de associações latinas e teremos uma reunião no Panamá, em fevereiro, para finalizar os estatutos e fundá-la juridicamente. E, com certeza, como consideram os próprios vizinhos, o Brasil é o grande país da cerveja artesanal, depois dos Estados Unidos, obviamente. Para eles, a gente é um espelho para os países menores. Mesmo para Argentina, Paraguai, Uruguai, que estão aqui perto, a gente é um espelho pelo crescimento que vem tendo ano a ano.

Interessante a ideia de pensar a cerveja artesanal como um bloco.
Sem dúvida. Pela própria troca de experiência, de realidades, de ver algumas ações conectadas. É muito importante.

É claro que existem uma série de demandas políticas, mas quais as mais urgentes para o setor hoje?
Sem dúvida alguma, nós temos que pensar o processo tributário da cerveja artesanal. O maior problema que a gente vê hoje é que, além de ser um imposto caro, e estamos falando de ICMS e ICMS-ST, que é dos estados, é que ele é diferente em cada estado da federação. Então, além de ser caro, é complexo para acompanhá-lo. Eu desconheço uma cervejaria que consiga vender para todos os estados porque tem uma diferença de tributo – e é difícil para você pagar. Precisa fazer uma guia para aquele estado no momento de receber a mercadoria, o processo de cálculo é difícil, tem uma multa muita grande, cada estado emite uma lei que muda de tempo em tempo… É muito difícil você acompanhar tudo isso.

E, nessa linha, como a Abracerva tem atuado?
A gente pleiteia, e está trabalhando isso no próprio Confaz, que é o conselho dos secretários da fazenda dos estados, que se acabe com a ST para a cerveja artesanal ou pelo menos faça um modelo mais lógico. Já conseguimos uma medida no Senado para acabar com a ST no Simples, das cervejarias que estão no Simples, e falta agora a aprovação na Câmara. É um processinho demorado, mas a gente está sendo ouvido. Acho que conseguiremos avançar na próxima legislatura, o que é muito importante, porque é caro e complexo. E o complexo custa caro, porque você precisa de mais gente na cervejaria só para cuidar de imposto.

Número de cervejarias artesanais sobe 23% em apenas 9 meses

Às vésperas das aguardadas eleições, o setor recebeu uma excelente notícia. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgados nesta quinta-feira, o número de cervejarias artesanais independentes saltou de 679 para 835 entre dezembro de 2017 e setembro de 2018, um expressivo aumento de 23%. São, ainda, 169.681 produtos registrados por estes estabelecimentos.

Realizado pelo geógrafo Eduardo Marcusso e pelo auditor fiscal federal agropecuário Carlos Vitor Müller, o estudo revela também que a Região Sul segue com o maior número de cervejarias, agora com 369. Em seguida aparecem Sudeste (328), Nordeste (61), Centro-Oeste (51) e Norte (26).

Por estados, por sua vez, o Rio Grande do Sul ocupa o primeiro lugar tanto em número de cervejarias (179) quanto em densidade (cervejarias x habitante). Já São Paulo vem em segundo (144) na quantidade de negócios, seguido por Minas Gerais (112), Santa Catarina (102), Paraná (88), Rio de Janeiro (56), Goiás (25), Pernambuco (18), Espírito Santo (16) e Mato Grosso (12).

“O volume de público interessado e comprando a bebida artesanal também está se ampliando. Entendemos que a expansão na oferta faz com que mais pessoas sejam atendidas e percebam sensorialmente os diferenciais dos produtos artesanais”, avalia Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

Mas, tão importante quanto os aspectos sinestésicos, segundo Lapolli, é que o público também começou a entender a diferença entre as cadeias. A Abracerva, por exemplo, estima que as cervejarias artesanais independentes geram 15 vezes mais emprego por litro produzido do que as grandes marcas.

“Depois do impacto positivo no paladar, o público vai se informar e perceber que a diferença entre as artesanais e comerciais não está só no copo, mas em toda a cadeia produtiva”, completa Lapolli.

Vale ressaltar, contudo, que essas 835 cervejarias estão longe de representar toda a cadeia. Devido às dificuldades de registro no Mapa, muitas ainda operam informalmente. Se somadas às ciganas e caseiras, esse número poderia ultrapassar a casa dos 5 mil.

Confira, a seguir, segundo gráfico do Ministério da Agricultura, a evolução do número de artesanais brasileiras nas últimas décadas:

Redução de tributos sobre artesanais pode alavancar empregos no Brasil

Em um contexto de desemprego elevado no Brasil – 12,1% segundo o levantamento mais recente do IBGE -, a redução da carga tributária sobre as cervejarias artesanais é fator fundamental para que o setor possa gerar mais vagas de trabalho. Essa é a avaliação de Samuel Faria, sócio da Cervejaria Landel e presidente do Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas.

Coordenador de um importante trabalho de desenvolvimento do setor em Campinas, em uma atuação que une esferas pública e privada, o especialista aponta que a carga tributária sobre a indústria cervejeira tem distribuição igualitária, sem escala, o que provoca um impacto muito maior sobre as artesanais, taxando a produção em mais de 50%. E o consumidor é afetado diretamente, com preços mais elevados da cerveja.

Samuel Faria, presidente do Polo Cervejeiro de Campinas (Crédito: Guillermo White)

“A carga tributária tem impacto diferente no pequeno produtor, com 60% do custo do produto”, afirma Samuel ao Guia da Cerveja, acrescentando que as multinacionais muitas vezes recebem incentivos fiscais do estado, algo impensável para as pequenas cervejarias.

Por isso, para que a carga tributária se torne mais equilibrada, ele propõe que os impostos sejam calculados e cobrados a partir do volume produzido. E, na avaliação de Samuel, a adoção desse equilíbrio permitiria a geração de mais empregos, algo que as microcervejarias alavancam mais do que as grandes indústrias, por suas características.

Para se ter uma ideia dessa diferença, uma estimativa recente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) apontou que as cervejarias artesanais independentes geram 15 vezes mais emprego por litro produzido do que as grandes marcas.

“Com flexibilização tributária e de burocracia, será possível alavancar mais empregos do que uma grande cervejaria”, assegura o presidente do Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas.

A análise vem amparada pela solidez setorial dos últimos anos. Mesmo com as dificuldades tributárias, o segmento de cervejas artesanais cresceu mais de dois dígitos nessa década, um cenário que poderia ser facilitado com uma maior compreensão sobre as características da indústria. “O que precisamos do poder público é o entendimento de como a gente funciona”, avisa Samuel.

Nesse sentido, ele cita o exemplo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a necessidade de flexibilização de algumas exigências para as microcervejarias.

“O Ministério da Agricultura aprendeu a ser mais flexível com as cervejas artesanais. Os outros setores do Estado deveriam se flexibilizar para entender as necessidades do setor”, conclui Samuel.

Salvador será palco do 2º Congresso Técnico de Sommeliers em 2019

Depois da bem-sucedida estreia, o 2º Congresso Técnico de Sommeliers já tem data e local definidos: será em Salvador, de 6 a 8 de junho de 2019, segundo confirmou nesta quarta-feira a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

A ideia do evento é promover o conhecimento técnico sobre a cerveja no Brasil. Organizado por Douglas DME, novo coordenador do núcleo de sommeliers da Abracerva, o congresso terá mesas redondas com profissionais da área, palestras, workshops e harmonizações.

“Queremos trazer novas experiências para o público, que some em conhecimento e também aproxime cada vez mais os profissionais do setor”, comenta Douglas.

Já Carlo Lapolli, presidente da Abracerva, avalia que o evento será fundamental para fortalecer o setor cervejeiro nacional. “Além de oportunizar a profissionalização, o congresso é muito importante para o fortalecimento da cadeia e também para mostrarmos o trabalho que temos feito para conquistar mais visibilidade e apoio no segmento.”

O primeiro congresso aconteceu em junho deste ano, em Pirenópolis (GO), e reuniu mais de 150 participantes.

Lei dos Cervejeiros: Entenda como Niterói se tornou um polo das artesanais

Quando se unem, setor público e privado têm colhido excelentes resultados na indústria cervejeira. Se Belo Horizonte pode se tornar a Bélgica Brasileira depois de uma ação da prefeitura local, Niterói não deixou por menos: criou recentemente a Lei 3.288/2017, mais conhecida como a Lei dos Cervejeiros.

Apresentada no ano passado e oficialmente regulamentada em março deste ano, a lei foi criada com o apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Entre outras iniciativas, a Lei dos Cervejeiros institui as diretrizes para a concessão do Selo Niterói Cervejeiro, libera a instalação de microcervejarias em todo o território do município e prevê que os eventos promovidos pela Prefeitura de Niterói possam incluir espaços próprios destinados à comercialização e promoção das cervejas locais.

A cidade, assim, que já conta com excelentes cervejarias como a Noi, a Matisse, a Máfia e a Oceânica, entre tantas outras, caminha com solidez para se tornar definitivamente um celeiro carioca das artesanais.

“Na cidade de Niterói havia apenas uma cervejaria. Hoje contamos com quase vinte cervejarias artesanais em nosso Município, inclusive funcionando de maneira colaborativa em um mesmo espaço”, relata Gabriel Mello Cunha, subsecretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade da cidade, ao Guia da Cerveja.

“Com o aumento do número de brewpubs e cervejarias artesanais houve um aquecimento crescente do setor”, acrescenta.

Teoria e prática
Para conceber um projeto que beneficiasse o setor, Gabriel conta que houve um trabalho específico para detectar outras ações similares realizadas anteriormente. Seis cervejeiros, inclusive, participaram desse processo e auxiliaram na ponte entre o setor público e o privado.

“Selecionamos as melhores leis de cervejaria artesanal do Brasil e do mundo, para verificar como podemos aplicar uma norma que contribua com o desenvolvimento sustentável desse setor promissor em nosso Município”, explica.

Gabriel Mello Cunha: a microcervejaria é sustentável economicamente

Da teoria, por sua vez, o projeto passou à prática. O subsecretário aponta que ocorreu a “criação de um grupo executivo com membros da administração pública e de cervejeiros no intuito de ouvi-los e saber como contribuir no fortalecimento da economia circular”, além de ações para o fomento da cultura cervejeira, e até “celeridade e isenção” na obtenção da licença ambiental.

O resultado do projeto definitivamente caminha para agradar a todos os niteroienses. A iniciativa, segundo Gabriel, não apenas beneficiará o setor, como tende a minimizar a profunda crise “econômica” e de “desemprego” enfrentada pelo Estado do Rio de Janeiro. E, também, impede que as cervejarias deixem a cidade na procura de outros centros.

“Diante da crise econômica que o Estado do Rio de Janeiro enfrenta, os cervejeiros artesanais que estavam subindo a serra, retornaram para o Município de Niterói, aumentando o número de estabelecimentos e contribuindo para o crescimento da economia niteroiense, com oferta de serviços e produtos e empregando mão de obra local”, aponta Gabriel, antes de finalizar.

“A microcervejaria é uma atividade que, além de baixo impacto ambiental, é sustentável economicamente, socialmente e ambientalmente.”

Invicta inaugura novo bar com foco em “integração” e “sinestesia”

Uma das mais tradicionais cervejarias do mercado brasileiro, a Invicta inaugurou um novo bar na última quinta-feira, na Avenida do Café, 1881, em Ribeirão Preto. O espaço é anexo à fábrica e ao disk chope da cervejaria.

A ideia do novo bar é integrar os dois espaços que já existiam desde a mudança de endereço da fábrica em 2016, “e agora o projeto se tornou realidade e é mais uma opção para os amantes de cerveja artesanal”, segundo a cervejaria.

“As pessoas querem estar na Invicta para degustar os chopes, mas também querem conhecer e visitar fábrica, ver os tanques. Agora temos novamente tudo integrado no mesmo local”, explica Rodrigo Silveira, mestre cervejeiro e diretor da Invicta.

Outra razão pela mudança foi apostar em um ambiente mais sinestésico e menos formal. “A experiência dos clientes é o mais importante”, explica Alessandro Augusto, gerente de marketing da cervejaria, antes de acrescentar.

“O objetivo do novo bar é estimular percepções sensoriais, provocar uma experiencia sinestésica que una paladar, visão, audição. Tudo está com a cara da Invicta”, complementa.

O novo espaço conta ainda com novo cardápio, espaço kids e música ao vivo às sextas e sábados.

BrewDog se revolta com parceira e cancela eventos para “apoiadores de Trump”

O que era para ser uma sequência de grandes festas e confraternizações entre duas cervejarias acabou virando um papelão. A escocesa BrewDog, em parceria com a norte-americana Scofflaw, faria diversos eventos em seus bares para celebrar a chegada da cervejaria de Atlanta em solo britânico. Tudo ia bem até que a Scofflaw prometeu dar cerveja gratuita a apoiadores de Donald Trump. E a parceria foi por água abaixo.

Em comunicado divulgado à imprensa, a Scofflaw anunciava que deixaria os britânicos “cheios de cerveja ao estilo redneck” (em tradução literal, pescoço vermelho, como são chamados os americanos das pequenas cidades do interior dos EUA), mas que era preciso ser “apoiador do presidente Trump”.

Ao tomar conhecimento da divulgação unilateral, o que aconteceu por meio da enxurrada de críticas recebidas por internautas, os diretores da BrewDog cancelaram imediatamente o evento. Pelo Twitter, a cervejaria disse que não compactua com essa posição, e que se importa “com cerveja e pessoas, não com ódio”. Por sua vez, a norte-americana se explicou dizendo que a divulgação fora feita sem seu consentimento por uma agência de relações públicas contratada para fazer a campanha.

Tweet da BrewDog negando seu envolvimento na divulgação

Seja culpa da agência desastrada ou um posicionamento real da marca, bastava um pouco de conhecimento sobre o histórico da parceira para entender que a BrewDog jamais compactuaria com essa ideia. A marca é reconhecida no universo cervejeiro por sua atitude e pela tomada de posições em questões políticas.

Em se tratando de Donald Trump, a BrewDog já protestou contra sua decisão de retirar o país do acordo de Paris para a redução do aquecimento global, produzindo uma cerveja-protesto chamada “Make Earth Great Again”, (em português “fazer a terra grande novamente”). Trata-se de uma ironia ao slogan de campanha do republicano: Make America Great Again (“fazer a América grande novamente”). No ano passado, a cervejaria anunciou planos de abrir um bar na fronteira entre EUA e México com o nome “Make Beer Not Walls” (faça cerveja, e não muros),  o que ainda não saiu do papel.

Mas, intencionalmente ou não, essa não é a primeira vez que a maior fabricante de cervejas artesanais do Reino Unido se mete em campanhas desastrosas para sua marca. Há dois anos a cervejaria deixou muitos de nariz torcido ao servir cerveja de um esquilo morto, e foi severamente criticada pelos amantes da bebida por ter lançado uma cerveja cor de rosa “para garotas” no dia das mulheres.

4 diferenças entre as multinacionais e as artesanais na produção industrial

Um mesmo setor, mas com muitas especificidades. É assim a indústria cervejeira, que viu nos últimos anos o consolidado mercado das grandes empresas multinacionais ganhar a companhia – e muitas vezes a concorrência – das bebidas artesanais. Elas têm muito em comum, mas também grandes diferenças, afinal, a produção em larga escala e a busca por uma cerveja de maior qualidade obrigam a adoção de procedimentos diferentes.

Confira 4 dessas diferenças apontadas por Cynthia Jurkiewicz Kunigk, professora do curso de Engenharia de Alimentos do Instituto Mauá de Tecnologia:

1- Foco da produção
As cervejarias artesanais costumam produzir cerveja em pequenas escalas, com foco em produtos diferenciados e inovadores. Já as grandes empresas se concentram na produtividade e nas possibilidades de redução de custo. Mas, como lembra Cynthia, também podem “ter linhas de produtos diferenciados e de custo mais elevado.”

2- Busca por padronização
A tentativa de encontrar um padrão é um desafio bem mais complicado para as cervejarias artesanais, problema que não ocorre com as multinacionais, pois é algo encarado como um compromisso básico da produção em larga escala. “Uma cerveja específica sempre terá as mesmas características físicas, químicas e sensoriais, como cor, teor alcoólico e de gás carbônico, sabor e aroma”, diz Cynthia, em referência às multinacionais cervejeiras.

Cynthia Jurkiewicz Kunigk

3- Equipamentos utilizados
Outro desafio encontrado pelas microcervejarias envolve os equipamentos utilizados na produção da cerveja, como os fermentadores. Por falta de recursos em larga escala, opta-se por materiais mais simples. “O custo de fermentadores e tanques de maturação com controle rígido de temperatura é elevado e, muitas vezes, inviável para o produtor de cerveja artesanal”, comenta a especialista do Instituto Mauá de Tecnologia sobre um fator que influi diretamente no quarto item da lista.

4- Etapas da produção
A filtração, a carbonatação e a pasteurização são etapas do processo bem diferenciadas entre microcervejarias e as grandes indústrias. “A grande parte das cervejas artesanais não é filtrada após a maturação, a carbonatação ocorre pela produção de CO2 (gás carbônico) pela levedura na própria garrafa e o produto final não é pasteurizado”, pontua Cynthia. Já as multinacionais possuem um conjunto de filtros para tornar o produto límpido, sem qualquer turbidez. Além disso, a carbonatação é feita no próprio tanque de maturação através da injeção de gás carbônico. “Antes ou após o envase, a cerveja passa por um tratamento térmico (pasteurização) que visa a destruição de microrganismos que possam alterar as características do produto durante o armazenamento”, explica a professora.

Triple IPA colaborativa, Barrel Aged da Mafiosa: As novidades da semana

Celebrar um aniversário com cerveja. Foi o que fez nesta semana a Ashby ao lançar uma cerveja em lata e com preço acessível em celebração aos 25 anos da fundação da cervejaria de Amparo (SP) pelo norte-americano Scott Ashby. A semana reservou ainda outras grandes novidades, como uma Triple IPA colaborativa feita pela Dádiva e pela sueca Nils Oscar, além do lançamento de uma linha Barrel Aged da Mafiosa. Confira, a seguir, os lançamentos.

Dádiva e Nils Oscar
CEO da cervejaria sueca Nils Oscar, Mattias Davidsson esteve em agosto no Brasil a convite da importadora Suds Insanity. E o resultado foi uma cerveja colaborativa feita com a Dádiva, em Várzea Paulista. Trata-se da Triplet, uma Triple IPA produzida com o lúpulo El Dorado e com 9,5% de graduação alcoólica. A cerveja terá distribuição da Dádiva para todo país, exceto no Paraná, onde ficará a cargo da Suds Insanity.

Barrel Aged
A Irrefutabile #1 é a primeira de uma linha Barrel Aged que a Mafiosa lança a partir de uma reserva especial da Crooner, uma American Strong Ale de aroma frutado. Envelhecida em barris de carvalho norte-americano por seis meses, a bebida tem 9% de álcool e 70 IBUs, com destaque para baunilha, caramelo, coco, madeira e uma leve acidez com toque animal de funky. Tem harmonização sugerida para carnes assadas, de caça e cordeiro, assados ou grelhados, queijos maturados e sobremesas com caramelo. É comercializada em chope e em garrafas rolhadas de 375ml, com preço sugerido de R$ 42.

Cerveja primaveril
Considerada ideal para o clima da primavera, a Berggren Hop Lager é o mais novo lançamento da Berggren. A cerveja possui coloração dourada, com espuma clara e persistente e teor alcoólico de 5,6%. Tem, ainda, sensação refrescante e os aromas florais e cítricos das IPAs. Também possui corpo médio baixo e alta drinkability. Combina com petiscos e comida de boteco, frutos do mar, peixes leves e grelhados e queijos e tem preço sugerido de R$ 14.

Comemorativa da Ashby
A cervejaria Ashby comemorou os seus 25 anos com o lançamento da Pilsen Puro Malte em lata. A cerveja de 355ml tem teor alcoólico de 4,6%, sendo mais encorpada e com coloração dourada translúcida. Sua produção foi feita com 100% malte de cevada importado e quatro tipos de lúpulos norte-americanos e alemães. A água utilizada é da Estância Hidromineral de Amparo. O preço sugerido é de R$ 2,39.