Início Site Página 37

Inflação da cerveja dispara nos bares em março, revela IBGE

A inflação da cerveja registrou alta significativa em março nos bares, de acordo com dados do IBGE. O item fora do domicílio apresentou alta de 1,06% no terceiro mês de 2024, um reajuste bem acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em apenas 0,16%.

A inflação da cerveja nos bares em março representou mais da metade da alta de todo o primeiro trimestre do ano, que alcançou 1,90%. No período de 12 meses iniciado em abril de 2023, o reajuste médio da cerveja fora do domicílio está em 5,34%.

Leia também – Brasil ocupa 25º lugar em consumo per capita de cerveja, revela relatório

Embora superior ao IPCA, a inflação da cerveja no domicílio, geralmente comercializada no varejo, ficou abaixo da alta do item nos bares em março, sendo de 0,8%. Em 2024, a inflação da cerveja no varejo é de 1,05%, enquanto nos últimos 12 meses fica em 4,22%.

Em março, a inflação da cerveja foi liderada por Salvador no varejo, com uma alta de 2,43%, e Recife nos bares, onde atingiu 1,95%. Por outro lado, Porto Alegre registrou deflação do produto tanto no domicílio (-0,43%) quanto fora dele (-0,08%).

De acordo com o IBGE, a dinâmica dos preços das outras bebidas alcoólicas foi praticamente oposta em março. O item no domicílio, comercializado no varejo, teve deflação de 0,73%, enquanto fora do domicílio registrou aumento de 0,72%.

Apesar disso, a inflação das outras bebidas alcoólicas é maior no varejo do que nos bares, tanto no primeiro trimestre de 2024 (2,59% contra 0,79%) quanto ao longo dos 12 meses anteriores (10,01% contra 5,8%).

A inflação da cerveja em março também contribuiu para o índice de 0,53% do grupo alimentação e bebidas. Em 2024, a alta é de 2,88%, enquanto nos primeiros 12 meses do ano ficou em 3,10%.

Esse grupo teve o maior peso no IPCA, embora sua inflação tenha sido menor do que a registrada em fevereiro, quando havia sido de 0,95%. Destacam-se as altas da cebola (14,34%), do tomate (9,85%), do ovo de galinha (4,59%), das frutas (3,75%) e do leite longa vida (2,63%).

“Problemas relacionados às questões climáticas fizeram os preços dos alimentos, em geral, aumentarem nos últimos meses. Em março, os preços seguem subindo, mas com menos intensidade”, diz o gerente da pesquisa, André Almeida.

Já a inflação geral do Brasil fechou o primeiro trimestre em 1,42%, enquanto no período de 12 meses foi de 3,93%. Essa é a menor taxa acumulada desde junho de 2023, quando estava em 3,16%.

Ambev investe R$ 150 milhões para ampliar produção de rótulos premium em Goiás

A Ambev vai expandir sua capacidade de produção no Centro-Oeste do Brasil com um investimento de R$ 150 milhões em sua unidade em Anápolis (GO), a Cebrasa. O foco desse aporte será na fabricação de sua linha premium de cervejas.

O investimento contempla a instalação de uma nova linha de produção, que será capaz de envasar até 60 mil garrafas por hora, em embalagens de 600ml, 300ml e 1 litro.

Leia também – Spaten se une às artes marciais para se promover como cerveja forte e suave

Os planos da Ambev visam reforçar a disponibilidade de suas cervejas premium, como Spaten, Corona, Stella Artois e Original. A fábrica em Anápolis atende a sete estados do Centro-Oeste e Norte, além do Distrito Federal. Assim, espera-se um aumento na disponibilidade desses rótulos nessas regiões.

Para a ampliação da cervejaria em Anápolis, a Ambev estima a criação de 200 empregos diretos e indiretos na região, com previsão de conclusão da nova linha de produção até o fim de 2024.

O CEO da Ambev, Jean Jereissati, enfatiza a importância estratégica do investimento. “O estado de Goiás e a região Centro-Oeste são muito importantes para a nossa operação. O goiano sabe como poucos que não há nada como uma boa cerveja e esse investimento focado em premium e ampliação da produção, mostra a importância da região e do Brasil para o nosso negócio, gerando mais empregos e renda para a população”, afirma.

O investimento em Anápolis reflete a aposta da Ambev nos rótulos premium, evidenciada por um aumento de 25% nas vendas desse segmento em 2023, comparado a 2022. Como contraponto, o volume total de cerveja vendido pela empresa no Brasil caiu 1,1% no mesmo período.

Além disso, desde o ano passado, a Ambev tem investido mais de R$ 1 bilhão na expansão de sua capacidade produtiva, com aportes realizados em outras unidades localizadas em estados como Maranhão, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Goiás e Paraná.

São Paulo Oktoberfest será no Parque Villa-Lobos e terá só duas semanas

A São Paulo Oktoberfest estará de casa nova em 2024. A organização da festividade anunciou que a próxima edição vai acontecer no Parque Villa-Lobos, que será o palco do evento, conhecido mundialmente por suas raízes na Alemanha e por unir tradição, cultura e diversão. Serão dois finais de semana de celebração, de 10 a 13 de outubro e de 17 a 20 de outubro.

A chegada da São Paulo Oktoberfest ao Parque Villa Lobos se dá em um ano especial, pois em 2024 se comemora o bicentenário da imigração alemã no Brasil. Os organizadores da festa ainda irão anunciar os detalhes do evento, incluindo a venda de ingressos e todas as atrações, mas a inspiração na festa de Munique é óbvia, tanto que por lá a Oktoberfest também acontece em um parque, o Theresienwiese.

Leia também – Brasil ocupa 25º lugar em consumo per capita de cerveja, revela relatório

Em 2024, a São Paulo Oktoberfest vai acontecer em um espaço de mais de 30 mil m² do Parque Villa-Lobos. Por lá, haverá quatro setores, três palcos com shows nacionais e internacionais, e o Bierpark. A gastronomia não ficará de fora, com pratos típicos alemães e uma variedade de delícias tradicionais da cidade disponíveis para degustação. E é claro, não pode faltar o chope gelado na festa, que tem desde o ano passado a Eisenbahn como a sua principal marca de cerveja.

Os ingressos para a São Paulo Oktoberfest em 2024 terão preços considerados populares, a partir de R$ 20. E um grande show fechará cada dia da festa. As atrações já acertadas são Roupa Nova, Diogo Nogueira, Fundo de Quintal, Cat Delears, Péricles, Jorge Aragão, Marcelo Falcão, Maskavo e Chimarruts.

As duas edições anteriores da São Paulo Oktoberfest haviam acontecido no Ginásio do Ibirapuera e no seu entorno, mas essa não foi a primeira vez que a festividade muda de casa. Antes da sétima edição, a São Paulo Oktoberfest já havia passado por Sambódromo do Anhembi, Jockey Club e Villa Alemã.

A edição de 2024 também terá um calendário menor do que a da São Paulo Oktoberfest de 2023. No ano passado, foram três finais de semana e dez dias de evento. Agora, as atividades estão concentradas em oito dias de duas semanas.

Balcão Xirê Cervejeiro: Mercado cervejeiro e o antirracismo no teatro

Balcão Xirê Cervejeiro: Mercado cervejeiro, teatro e o Pequeno Manual Antirracista

O que o teatro e o mercado cervejeiro têm em comum?

Vem que eu te conto.

No segundo semestre de 2020, mais precisamente em junho, o mercado cervejeiro passou a se envolver com a luta antirracista, embora a sociedade brasileira seja terrivelmente racista, como já nos apontou Nelson Rodrigues, em 1957: “Não caçamos pretos, no meio da rua, a pauladas, como nos Estados Unidos. Mas fazemos o que talvez seja pior. A vida do preto brasileiro é toda tecida de humilhações. Nós o tratamos com uma cordialidade que é o disfarce pusilânime de um desprezo que fermenta em nós dia e noite. Acho o branco brasileiro um dos mais racistas do mundo.”

E foi uma violência racial ocorrida nos Estados Unidos, a morte do afro-americano George Floyd, asfixiado por um policial branco, que causou indignação na população mundial, sobretudo a branca, que até aquele momento vivia sob a égide de um ensaio sobre a cegueira. No Brasil, tivemos as redes sociais inundadas com telas pretas e com a hashtag #somostodosGeorgeFloyd, como se a cada 23 minutos aqui, no Brasil, não tivéssemos um jovem negro asfixiado pela bala da polícia.

Para além desse fato, em agosto do mesmo ano, tivemos um grupo de cervejeiros no Brasil que, através do aplicativo WhatsApp, sentindo-se à vontade, proferiu falas de cunho racial de forma negativa a uma sommelière negra e à uma cervejaria cujos donos são pessoas negras. A sommelière sou eu. 

A violência racial dirigida a essas pessoas fizeram muitos dentro do mercado cervejeiro se posicionarem contra o racismo. Tivemos naquele momento, por exemplo, a mudança no comando da Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal), que, naquele ano, foi ocupada pela primeira vez por uma mulher, uma mulher negra, Nadhine França, que deixou a presidência no ano seguinte, por questões familiares. A presidência da associação foi assumida pelo cervejeiro e empresário Giba Tarantino, que fazia parte da gestão de Nadhine e encontra-se à frente da entidade no presente momento.

No mercado, a luta contra a violência racial, que parecia uma tendência, infelizmente não se consolidou. Passado o “modismo” e a monetização por alguns espaços das dores das vítimas, muitas empresas pararam de combater o racismo, tratando a questão como identitária ou até mesmo nomeando a situação como vitimismo, provocando uma tentativa de silenciar quem se coloca contra a violência racial.

E aí você me pergunta: Sara, onde entra o teatro e a cerveja neste assunto?

Pois bem. No dia 4 de abril, estreou, na cidade de São Paulo a peça Pequeno Manual Antirracista, inspirada no livro da filósofa Djamila Ribeiro, que foi adaptado para o teatro pelo dramaturgo, diretor, ator, apresentador e escritor Aldri Anunciação, diretor da peça.

A peça tem magistral interpretação da atriz Luana Xavier, que inunda o palco com seu brilhantismo e competência.

Em um cenário panóptico, bem ao modo foucaultiano, que tem no centro do palco um olho que tudo vê e, ao seu redor, janelas/grades e portas pesadas que lembram uma prisão, algo bem disciplinar, a professora Bell, é alçada pela direção da escola para dar uma nova disciplina, o “Manual Antirracista”,  à sua turma de alunos, alunas e alunes, com o objetivo de mostrar a todes a falácia da democracia racial no Brasil.

O olho que tudo vê, vocaliza todas as formas de violências coloniais e raciais, convoca como um espelho todas as pessoas a enxergar o óbvio, mas, também, flerta com “Tótem da Liberdade” obra de 1974, de Abdias Nascimento, que nos faz refletir no seguinte sentido: enquanto a violência racial for a bússola que nos guia, não haverá liberdade para ninguém. 

Ainda sem entender a conexão?

Vamos lá. Agora entra o mercado cervejeiro, porque o “Pequeno Manual Antirracista”, que virou peça teatral, está, desde os fatos racistas ocorridos no mercado cervejeiro em agosto de 2020, na ementa metodológica e bibliográfica do curso de sommelier de cerveja da escola cervejeira Instituto Ceres, que se localiza no estado de Pernambuco. Abaixo, a fala de uma das professoras do curso e sócia-proprietária do Ceres, Chiara Rêgo Barros:

“O Ceres nasceu com o objetivo de democratizar o conhecimento cervejeiro. Trazer oportunidades para as pessoas do Nordeste do país serem protagonistas, em especial as mulheres. De lá até aqui foram diversos projetos sociais com envolvimento ou não da cerveja, cursos gratuitos, programa de bolsas para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica (inclusive, nos cursos online, 10% das vendas são repassados através das bolsas), bolsas de estudo para mulheres negras. As questões de diversidade são vivenciadas no dia a dia do instituto, faz parte de quem nós somos. 89% da nossa equipe é composta por mulheres. 44% são pessoas negras. No nosso curso de formação Sommelier de Cerveja, tínhamos uma preocupação ainda maior por formar novos profissionais para um mercado desigual, racista, LGBTFóbico, machista e xenófobo. E nos perguntávamos: quem é esse profissional que queremos? Desde o princípio a disciplina de ética faz parte do curso, mas ela é   abordada todos os dias, em todas as disciplinas. Temos um termo de conduta que os alunos se comprometem com o que é básico: o respeito! Não toleramos qualquer ato racista, machista ou de qualquer outro cunho que desrespeite o outro. E isso se replica no nosso plano pedagógico para nossa equipe. Diante das atrocidades ocorridas nos casos de racismo e machismo em um grupo de cervejeiros no WhatsApp, fizemos uma revisão do nosso conteúdo das disciplinas de ética e diversidade e inclusão. Trouxemos profissionais especialistas para abordar estas questões em sala de aula e incluímos o Pequeno Manual Antirracista, de Djamilla Ribeiro, no material didático do curso Sommelier de Cervejas. Além disso, trouxemos a professora CAMILA GOMES, uma profissional super qualificada para nossa equipe. Uma mulher negra, antropóloga, psicóloga social e clínica, que trouxe muitas reflexões e tem engrandecido a nossa caminhada. Ainda é pouco para o que precisa ser feito, mas acreditamos que esses pequenos passos são muito importantes para a formação de profissionais que irão construir um mercado cervejeiro mais diverso e igualitário.”

Trouxe para o nosso “Balcão Xirê Cervejeiro” o Pequeno Manual Antirracista para continuarmos um debate e diálogo muito importantes para todas as pessoas. A violência racial é um problema que nos atravessa todos os dias e que precisamos, de forma corajosa e sistêmica, combater.

Para quem está em São Paulo, a peça fica em cartaz até este domingo (14), com sessões às 16h e às 20h. Os ingressos poderão ser retirados na bilheteria de forma gratuita.

Onde? No CCSP (Centro Cultural São Paulo), situado na Rua Vergueiro, número 1.000, no bairro Liberdade.

Até a próxima coluna. 


Referências:
1- https://abracerva.com.br/2021/07/19/abracerva-anuncia-mudanca-na-presidencia-executiva-e-projeta-sequencia-do-trabalho-da-atual-gestao/

2- https://mundonegro.inf.br/sommelier-sara-araujo-sofre-ataque-racista-em-grupo-de-sommeliers-brancos/
3- https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/08/cervejeiros-trocam-mensagens-racistas-sobre-concorrentes-negros.shtml
4- https://www.estadao.com.br/paladar/so-de-birra/a-cerveja-luta-contra-o-racismo/
5- Literatura Negro Brasileira, Luiz Silva Cuti.


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas pela Instituição Toledo de Ensino Bauru (SP) e atua na área de execução penal. É graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em história da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de Cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @literaturanobar.

Menu Degustação: Heineken patrocina a CCXP e o Queremos!

Na última semana, o setor cervejeiro testemunhou uma série de iniciativas de marketing de grandes marcas. A Heineken, por exemplo, anunciou seu patrocínio para a próxima edição da CCXP, o maior festival de cultura pop do mundo, programado para ocorrer em São Paulo, entre os dias 5 e 8 de dezembro.

Além disso, a Heineken marcará presença no festival musical Queremos!, que acontecerá no Rio de Janeiro neste sábado. Em outra frente, o público de Ribeirão Preto (SP) ganhou mais uma opção cervejeira com a inauguração do Bar do Zeca Pagodinho.

Leia também – Com alta de 4,6%, produção de bebidas alcoólicas cresce pelo 8º mês seguido

Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Heineken no Queremos!
A Heineken é a patrocinadora oficial do Queremos!, festival que acontece neste sábado (13), na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, cim shows de artistas como Djonga, Djavan e Devendra Banhart. No evento, a marca vai utilizar materiais reciclados em sua cenografia e oferecerá pontos de hidratação sustentáveis. Como parte das ativações, os participantes receberão vouchers exclusivos para visitar o Parque Bondinho Pão de Açúcar.

Heineken na CCXP
A CCXP, o maior festival de cultura pop do mundo, anunciou a Heineken como patrocinadora oficial da edição deste ano. A marca, representada pela Heineken 0.0, terá exclusividade nos segmentos de cervejas alcoólicas e não alcoólicas durante todo o evento. A colaboração entre as marcas também inclui a promoção de ações de mídia nos canais Omelete e The Enemy, ampliando a presença e o engajamento com o público.

Zeca em Ribeirão
O Bar do Zeca Pagodinho chegou a Ribeirão Preto, na Arena Nicnet, o Estádio Santa Cruz. O espaço promete ser um novo ponto de encontro para os apreciadores do samba e da boa comida na cidade. Projetado pelo arquiteto João Uchoa, o ambiente reflete a essência e o estilo de vida do Zeca Pagodinho, tornando-se um local de imersão na trajetória do cantor. O bar estará aberto de terça-feira a domingo.

Reta final
As inscrições para o Programa de Estágio da Ambev estão chegando ao fim, com prazo final na próxima terça-feira (16). Há vagas disponíveis em diversas regiões do Brasil. Durante o processo seletivo, os estudantes podem escolher a unidade de sua preferência e o mundo Ambev que mais os atrai: business ou supply. O programa de estágio será presencial, com o processo seletivo sendo híbrido. Aberto para estudantes de todos os cursos, o pré-requisito é estar cursando os dois últimos anos da graduação. Os interessados devem acessar o link para realizar a inscrição, onde encontrarão detalhes do processo seletivo e os benefícios oferecidos pelo programa.

Ambev + água
Empenhadas em enfrentar a escassez de acesso à água potável que afeta milhões de brasileiros, diversas iniciativas sociais e empresariais estão transformando essa realidade. A Ambev lidera com a Água AMA, já impactando um milhão de pessoas. Além disso, parcerias como a com a Fundación AVINA garantem acesso permanente à água no semiárido brasileiro, enquanto a Água Camelo, vencedora do programa 100+ Labs, estende sua atuação para comunidades vulneráveis no Rio de Janeiro e na Amazônia. A Florescer Brasil, por sua vez, colabora para instalar pontos de hidratação em São Paulo, beneficiando mais de 15 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. A empresa Deep também se uniu à Ambev, distribuindo filtros de barro e instalando bebedouros em grandes cidades no São Paulo e Pará.

Amstel no BBB
A Amstel encerrou sua participação no Big Brother Brasil 24 com a Prova do Líder I AM Garçom, vencida por Lucas Henrique. Nesta última aparição, a cervejaria desafiou os participantes a se passarem por garçons em um teste de memória, onde precisavam servir a mesa com os combos de petiscos e cervejas exibidos em telões de LED.

Inscrições abertas
O Concurso Brasileiro de Cervejas já está aceitando inscrições de amostras para a próxima edição, de 8 a 10 de março de 2025, com premiação no dia 11. O lançamento do evento aconteceu durante o Congresso Técnico da Agrária, em Guarapuava (PR), onde a Semana da Cerveja Brasileira promoveu não apenas o concurso, mas também ofereceu degustações de cervejas premiadas.

Spaten se une às artes marciais para se promover como cerveja forte e suave

Forte, mas suave: a união dessas características é frequentemente associada a ícones das artes marciais e se tornou o foco da comunicação da Spaten com o público cervejeiro. Para alcançar esse objetivo, a marca da Ambev lançou um filme publicitário que reúne Anderson Silva, Beatriz Ferreira, Rodrigo Minotauro, Kyra Gracie e Flávio Canto, além do ícone Jean-Claude Van Damme.

A campanha, com ares de superprodução, busca transmitir a mensagem de que “nem toda força é bruta”. Para isso, os atletas foram até a Europa para a gravação, realizada pela agência GUT com o uso de diversas referências cinematográficas.

Leia também – Com alta de 4,6%, produção de bebidas alcoólicas cresce pelo 8º mês seguido

A iniciativa é a grande aposta da Ambev para promover a Spaten como uma cerveja forte e suave em 2024, tendo sido lançada em um evento realizado na noite de quarta-feira (10) em São Paulo, que contou com a participação do CEO da companhia, Jean Jereissati. “Sempre estivemos muito próximos da cultura, do entretenimento e do esporte no Brasil”, diz. “Nos aproximamos do mundo da luta, apoiando esse ecossistema, que é um orgulho do brasileiro”, acrescenta.

Com essa campanha, a Spaten reforça as ações para se posicionar dentro do conceito de força e explorá-lo em diferentes frentes. Desde a sua chegada ao Brasil, a marca tem destacado a “força” de sua tradição, relacionada ao seu surgimento em 1397, além de ressaltar sua participação na Oktoberfest de Munique e na criação do estilo Munich Helles.

A Spaten também tem buscado associar a “força” ao seu sabor, mas adotando o cuidado de enfatizar o alto drinkability para destacá-la como uma opção para todos os públicos em meio à intensa disputa por espaço entre os rótulos premium.

O termo “drinkability”, usado para descrever a facilidade com que uma bebida pode ser consumida, agora se traduz na relação com a suavidade da força das artes marciais. “Precisamos dar visibilidade ao esporte, algo que Ambev e Spaten estão investindo, para mostrar que o esporte de luta tem uma filosofia de leveza da arte marcial, desmistificando conceitos”, diz Anderson Silva ao Guia.

O lançamento da campanha é o primeiro passo da Spaten para estreitar sua relação com as artes marciais, conectando-se com o público das diversas modalidades por meio de suas ações de marketing. “Estamos começando a contar uma história. A arte marcial começa a ser uma plataforma apoiada pela Spaten. Acredito que este será um case de patrocínio entre uma marca e as artes marciais”, afirma Flávio Canto.

Logística e distribuição são desafios para 77% das cervejarias do Nordeste

Logística e distribuição são desafios para 77% das cervejarias do Nordeste

A ineficiência logística e os obstáculos na distribuição emergem como um desafio significativo para 43% das cervejarias brasileiras, mas o problema é ainda mais desafiador para os empreendedores do Nordeste e as nanocervejarias, de acordo com os resultados da pesquisa Principais Desafios do Mercado Cervejeiro no Brasil, conduzida pelo Guia da Cerveja e acessível pelo link.

Essas questões são uma das preocupações primordiais para o setor cervejeiro, sendo o terceiro principal desafio, de acordo com o levantamento. Entre as cervejarias do Nordeste, a ineficiência logística e os obstáculos na distribuição são considerados o segundo principal entrave, com 77% das respostas. O índice é menor nas demais regiões, sendo de 42% no Sudeste, 27% no Sul e 50% no Centro-Oeste.

“A questão logística afeta profundamente a região. Creio que um caminho facilitador pode acontecer através de ações de cooperativas, por exemplo. A necessidade de grandes eventos pode ajudar a impulsionar vendas e fomentar a cultura cervejeira na região”, comenta a proprietária do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira, Chiara Barros.

Além disso, ao considerar o porte das cervejarias, os dados revelam que as nanocervejarias enfrentam os maiores desafios, com 51% apontando a ineficiência logística como uma preocupação significativa, seguidas pelas microcervejarias, com 38%. Em contraste, apenas 8% das pequenas cervejarias manifestam preocupações semelhantes.

Diante desses desafios, as cervejarias têm buscado uma variedade de soluções para otimizar seus processos de distribuição. De acordo com a pesquisa, a abordagem mais comum é a terceirização do transporte, adotada por 47% dos respondentes. Em segundo lugar, a otimização de pontos de distribuição é a estratégia preferida por 31% das cervejarias. Enquanto isso, apenas 10% optam por investir em frota própria de transporte, e uma parcela ainda menor, 4%, prioriza tecnologias de rastreamento e gerenciamento de estoque.

Merece destaque a preferência das pequenas cervejarias pela otimização de pontos de distribuição, com 42% delas adotando essa abordagem. Enquanto isso, as cervejarias do Sul do país demonstram uma inclinação maior (18%) para investir em tecnologias de rastreamento e gerenciamento de estoque como parte de sua estratégia para superar os desafios logísticos.

A pesquisa confirma as complexidades enfrentadas pelas cervejarias brasileiras no que diz respeito à logística e distribuição. Diante desses desafios, fica evidente a necessidade de soluções para garantir a eficiência operacional.

Sobre a pesquisa
A pesquisa “Principais Desafios do Mercado Cervejeiro no Brasil” é um estudo quantitativo conduzido por meio de questionário online, com respostas coletadas em setembro de 2023. O estudo contou com a participação de 129 proprietários ou administradores de cervejarias em todas as cinco regiões do país.

Muito além da reforma: 5 propostas para melhorar a tributação cervejeira

Enquanto as discussões sobre as leis complementares que colocarão em prática a reforma tributária, aprovada no ano passado, ecoam nos corredores do Congresso Nacional, o setor cervejeiro se divide entre os debates sobre essa legislação e outras demandas que lhe garantiriam uma operação com menor pressão da tributação e das burocracias.

Na batalha diária por espaço no mercado e para manter as contas em dia, as micro e pequenas cervejarias têm necessidades imediatas e representam um nicho importante da cultura cervejeira nacional. Em busca de um ambiente mais favorável ao crescimento e desenvolvimento do setor cervejeiro, Marcos Moraes, especialista em Direito Tributário, preparou, à reportagem do Guia, propostas para uma tributação mais saudável do segmento.

Leia também – 8 tendências para bares se aproximarem dos consumidores

Confira 5 medidas tributárias que podem tornar a atuação das cervejarias menos desafiadoras:  

1 – Atualização da Tabela do Simples Nacional
Propõe-se uma revisão da tabela do Simples Nacional, que se encontra, segundo Moraes, defasada em até 80% a 90%. O especialista avalia que essa atualização é vital para aliviar a carga tributária sobre as micro e pequenas cervejarias e garantir sua sobrevivência. “A prioridade zero é essa, para sobrevivência e tentativa de resistir à reforma tributária que só estará plenamente implantada em 2033, daqui a nove anos”, diz.

2 – Ampliação das Faixas de Desconto da Lei nº 13.097/2015
A legislação atual oferece apenas duas faixas de desconto, o que não atende adequadamente às necessidades das microcervejarias em crescimento. Propõe-se a expansão para cinco faixas, possibilitando uma transição mais suave entre o Simples Nacional e o Lucro Real e Presumido.

3 – Suspensão ou diferimento do ICMS Substituição Tributária
Sugere-se a suspensão ou diferimento do ICMS Substituição Tributária para microcervejarias optantes do Simples Nacional que comercializam até 3 milhões de litros por ano. Essa medida visa não apenas desonerar as micro e pequenas cervejarias, mas também simplificar o processo de cálculo de preços e reduzir as obrigações acessórias. “É algo semelhante ao que o estado do Rio de Janeiro fez através da lei nº 9.222 de 23 de março de 2021”, explica.

4 – Redução da alíquota do ICMS para 17,5% para microcervejarias optantes do lucro real e presumido
Propõe-se a redução da alíquota do ICMS para 17,5% para microcervejarias optantes do lucro real e presumido que comercializam até 3 milhões de litros por ano. Essa medida busca incentivar o crescimento do setor e estimular investimentos nas empresas.

“Esse incentivo fiscal já está autorizado pelo Confaz, que publicou o Convênio ICMS nº 71 de 12 de maio de 2022 autorizando os estados a concederem a redução do ICMS para 17,5%, contudo, precisamos convencer os governadores dos estados de SP, MS, BA, SE, AL, PE, PB, CE, PI, MA, TO, DF, RO, AC, AM, PA, AP e RR a incentivarem o setor microcervejeiro, gerador de emprego e renda nas localidades onde atual”, diz o tributarista.

5 – Criação de um CNAE específico para microcervejarias
Atualmente, todas as empresas do setor são enquadradas sob o mesmo código CNAE, sem distinção entre microcervejarias e grandes cervejarias. Propõe-se a criação de um código específico para as microcervejarias, facilitando o acesso a políticas públicas direcionadas e reconhecendo suas características únicas.

“Se queremos e precisamos ter políticas públicas específicas para o setor microcervejeiro, precisamos ser conhecidos e identificados, logo, a criação do CNAE específico às microcervejarias tem essa única finalidade”, afirma.

Brasil ocupa 25º lugar em consumo per capita de cerveja, revela relatório

Terceiro maior país em consumo de cerveja no mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos, o Brasil ocupa um modesto 25º lugar no volume per capita. O país apresenta consumo de 69,3 litros por habitante, de acordo com a mais recente edição do Relatório Global de Consumo de Cerveja, publicado anualmente pela Kirin Holdings.

Os dados do relatório são compilados junto a 170 países, sendo obtidos a partir de diversas associações cervejeiras em todo o mundo, bem como das estatísticas mais recentes disponíveis na indústria.

De acordo com a edição mais recente do relatório, com dados referentes a 2022, houve aumento anual de 3,1% no volume de cerveja consumido por habitante no Brasil em comparação com 2021. Entretanto, o país foi ultrapassado por Bósnia-Herzegovina, México e Camboja no consumo per capita, embora tenha deixado para trás o Reino Unido.

Leia também – Menu Degustação: Festival das Cervejarias Paulistanas reunirá 26 marcas

Pelo 30º ano consecutivo, a República Checa liderou o consumo per capita de cerveja, com 188,5 litros por habitante. A Áustria ficou em segundo lugar, sendo a única outra nação com um consumo acima de 100 litros por pessoa, totalizando 101,2 litros. A Polônia alcançou o terceiro lugar, com 99,6 litros, seguida da Irlanda, que saltou do 15º para o quarto lugar, com 99,3 litros, e da Lituânia em quinto.

A Espanha subiu para o sexto lugar, com 95,1 litros, enquanto a Alemanha ficou em sétimo. O restante do Top 10 foi completado por países que caíram no ranking: Estônia (anteriormente em 6º), Romênia (era 3º) e Namíbia (estava em 9º). A Croácia saiu do Top 10, caindo para o 11º lugar.

O relatório indicou que o consumo global de cerveja foi de aproximadamente 192,1 milhões de quilolitros em 2022, um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior e 1% superior a 2019, o último ano pré-Covid-19. O Brasil ficou em terceiro lugar no ranking de consumo total de cerveja, com 14,932 milhões de quilolitros, volume que representa 7,8% de todo o mundo. Também houve aumento de 3,6% em relação a 2021.

Pelo 20º ano consecutivo, a China liderou o consumo global de cerveja, com  aumento de 1% em relação a 2021, para 42,035 milhões de quilolitros, seguida pelos Estados Unidos, com 20,378 milhões de quilolitros. O México subiu para o quarto lugar, com 9,99 milhões de quilolitros, ultrapassando a Rússia, agora na quinta posição, com 8,497 milhões de quilolitros.

A Alemanha ficou em sexto lugar, seguida pelo Vietnã, que subiu da nono para a sétima posição. Reino Unido, Espanha e Japão completam, em ordem, o Top 10. O Japão, país de origem da Kirin, caiu para o décimo lugar em termos de consumo, embora tenha registrado aumento de 2,5% nas vendas, para 4,294 milhões de quilolitros. Em 2020, ocupava a sétima posição no ranking, caindo para oitavo em 2021 e agora para o décimo lugar.

Com alta de 4,6%, produção de bebidas alcoólicas cresce pelo 8º mês seguido

A produção de bebidas alcoólicas no Brasil continua em tendência de alta. Pelo oitavo mês consecutivo, a atividade registrou crescimento em comparação com o mesmo período do ano anterior, com um aumento de 4,6% em fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE.

Com esse desempenho, a produção de bebidas alcoólicas no Brasil encerrou o primeiro bimestre de 2024 com aceleração de 6,8% em relação ao mesmo período de 2023. Nos 12 meses iniciados em março de 2023, a expansão foi de 0,4%.

Leia também – 8 tendências para bares se aproximarem dos consumidores

O crescimento da produção de bebidas alcoólicas em fevereiro contribuiu para o aumento na fabricação de bebidas no mês, que alcançou 8,3%. Em 2024, a expansão é de 6%, com um índice de 4,5% nos últimos 12 meses. No entanto, o ritmo da atividade apresentou leve queda de 0,1% em relação a janeiro, quando ajustado sazonalmente.

Além disso, o maior impacto na produção de bebidas em fevereiro veio das bebidas não alcoólicas, com crescimento de 10,4%. No primeiro bimestre de 2024, a fabricação registrou expansão de 10,8%, e de 2,6% no período de 12 meses.

Atividade industrial brasileira
No contexto da atividade industrial brasileira, o aumento na produção de bebidas alcoólicas em fevereiro contribuiu para um crescimento de 5% em relação ao mesmo mês de 2023, o que marca o sétimo resultado positivo consecutivo. No entanto, houve queda de 0,3% em relação a janeiro, com ajuste sazonal, o que significa o segundo recuo consecutivo. Em 2024, a produção industrial acelerou 4,3%, com expansão de 1% no período de 12 meses.

Na transição de janeiro para fevereiro, as principais influências negativas foram observadas nos setores de produtos químicos (-3,5%), indústrias extrativas (-0,9%), e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%). Por outro lado, entre as atividades que apresentaram avanço na produção, destacam-se veículos automotores, reboques e carrocerias (6,5%), e celulose, papel e produtos de papel (5,8%).

De acordo com o IBGE, até o final do segundo mês de 2024, a indústria nacional estava 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e 17,7% abaixo do nível recorde da série, alcançado em maio de 2011.