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Lagers e envelhecidas em alta: o que dizem os dados do Brasil Beer Cup

Concursos cervejeiros não apenas servem como indicadores de excelência dentro do setor, mas também desempenham um papel importante na identificação de tendências e direções que a indústria está tomando. O Brasil Beer Cup, uma das competições mais relevantes do segmento, tem revelado, em suas edições mais recentes, que embora as IPAs continuem sendo uma escolha popular entre as cervejarias, outras mudanças notáveis estão ocorrendo, indicando tendências. Estas incluem o aumento do interesse em cervejas Lager e pelas envelhecidas em barris de madeira, bem como a consolidação do estilo Catharina Sour.

O Guia teve acesso aos detalhes dos estilos inscritos nas últimas três edições da competição organizada pelo Science of Beer em Florianópolis. Fica evidente a proeminência das IPAs nesse cenário, sendo o estilo com o maior número de inscrições durante esse período. Além disso, as participantes têm crescido a cada edição, aumentando de 64 em 2021 para 100 em 2022 e 127 em 2023.

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O levantamento também destaca outros estilos que estão recebendo atenção das cervejarias e se tornando tendências, como o notável crescimento das Lagers, que saltaram de 31 inscritas no Brasil Beer Cup de 2021 para 74 na edição mais recente.

“O estilo American-Style Lager saltou para 2º lugar em número de inscrições em 2023. Nos anos anteriores, ocupava a 5ª posição no ranking”, observa Aghata Frade, coordenadora do Brasil Beer Cup.

O mesmo movimento de crescimento pode ser observado nas Pilseners, que aumentaram de 17 inscrições em 2021 para 35 em 2022, embora tenha havido uma ligeira queda na edição de 2023, com 34 inscrições.

As cervejas envelhecidas em barris de madeira também estão ganhando destaque no Brasil Beer Cup. Em 2021, havia 23 inscritas desse estilo, um número que cresceu para 43 no ano passado e na última edição.

“Outro estilo que vem subindo no ranking de número de inscrições, é Wood-and Barrel-Aged Beer, que passou da 9ª posição em 2021 para 4ª em 2023”, acrescenta a coordenadora do Brasil Beer Cup.

Por outro lado, alguns estilos vêm perdendo espaço no concurso, como a Witbier. Mesmo com o crescimento das cervejarias participantes entre uma edição e outra, esse estilo da escola belga teve 17 inscritas em 2023, deixando o Top 10 participantes, após contar com 25 amostras em 2021 e 28 em 2022.

Já entre os grupos cervejeiros, há grande predominância das Ales, como relata Aghata. “Sobre a divisão em Ale, Lager e Hybrid, nos 3 últimos anos do Brasil Beer Cup, o grupo das Ales teve mais de 55% das inscrições, seguido do grupo das Lagers com, aproximadamente, 25% das cervejas inscritas. Por último, mas não muito distante, o grupo das Hybrids, perto de 20%”, detalha.

Catharina Sour sempre no pódio
Além das IPAs que predominam no topo do ranking de inscritos nas últimas três edições, outros dois estilos consistentemente ocupam o Top 3: o American-Style Pale Ale e a Catharina Sour, ambos com 51 participantes em 2023. Isso indica como a Catharina Sour tem se consolidado como uma opção de estilo para as cervejarias brasileiras, com 46 participantes em 2021 e 53 no ano passado.

O interesse crescente por estilos brasileiros levou, inclusive, a organização da competição a subdividir a Catharina Sour em duas categorias em 2023: Strong Catharina Sour e Catharina Sour maturada em madeira.

Além disso, o Brasil Beer Cup incluiu categorias de Brazilian Beer, como cervejas com frutas, ervas e especiarias, madeira e levedura, malte e/ou lúpulo brasileiro. Houve um aumento de 11% no número de participantes em comparação com o ano anterior.

Protagonismo feminino
Para avaliar toda essa variedade de estilos e cerveja, o Brasil Beer Cup também tem conseguido, a cada edição, reforçar o protagonismo das mulheres. Pelo segundo ano consecutivo, as mulheres compuseram 50% do corpo de jurados. Além disso, a participação das mulheres presidindo mesas de julgamento saltou de 48% em 2022 para 58% em 2023.

“Ter mulheres ocupando cargos de liderança e demonstrando livremente seus talentos, sem opressão ou subordinação, é de extrema importância para a eqüidade de gênero nos espaços cervejeiros. O BBC está construindo história, ou melhor, está reescrevendo a história da indústria cervejeira ao destacar e valorizar as contribuições das mulheres. Isso não apenas inspira futuras gerações, mas também enriquece a indústria com uma diversidade de perspectivas e talentos”, afirma a CEO do Science of Beer e diretora do Brasil Beer Cup, Amanda Reitenbach.

Menu Degustação: Clube do IPA Day, Fermenta! Cerveja, Temporadas Negras…

A semana cervejeira trouxe novidades que podem ser aproveitadas por um longo tempo. Uma delas é o lançamento do clube de assinaturas do IPA Day, um evento famoso por sua ampla variedade de IPAs, que agora pretende levar esses rótulos para dentro das casas das pessoas.

Para destacar a importância de uma sociedade mais inclusiva, o podcast Hora do Gole lançou a terceira edição do Especial Temporadas Negras. Este especial destaca o trabalho de figuras negras e promove discussões para inspirar mudanças na comunidade cervejeira.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Temporadas Negras
O podcast Hora do Gole está de volta com a terceira edição do Especial Temporadas Negras, em comemoração ao mês da Consciência Negra. Este especial tem como missão destacar e celebrar figuras negras influentes no mercado cervejeiro, inspirando transformações. Criado como resposta aos ataques racistas no mercado cervejeiro em 2020, o programa continua sua luta contra o racismo, destacando o trabalho de figuras negras e promovendo discussões para inspirar mudanças na comunidade cervejeira. A nova temporada apresenta convidados de diversos segmentos, como a jornalista Silvia Nascimento, fundadora do portal Mundo Negro. Com cinco episódios lançados às segundas-feiras e um episódio final em celebração ao Dia da Consciência Negra, o podcast busca promover impacto social e inspirar a ascensão de novas potências negras.

Clube de assinaturas do IPA Day
O IPA Day, conhecido por ser uma referência no universo das India Pale Ales, lançou o “IPA Day Everyday”, um clube de assinatura de cervejas em parceria com a plataforma Beercapp. O clube tem como objetivo proporcionar acesso a cervejas de alta qualidade em todo o Brasil, aproveitando a experiência de 12 anos do festival no contato direto com os amantes de uma boa IPA. Os assinantes do IPA Day Everyday receberão 4 IPAs, entregues em suas casas todo mês. Os planos variam entre R$ 149,90 e R$ 189,90, sendo que as diferenças entre eles são os benefícios para o assinante. Quem assinar durante o período de lançamento do clube do IPA Day, que vai até 4 de novembro, ganha frete grátis.

Fermenta!
O Fermenta! Cerveja, promovido pela Junta Local, é um evento voltado para entusiastas de cerveja e fermentados, realizado no Rio de Janeiro. Nos dias 18 e 19 de novembro, os visitantes terão a oportunidade de explorar uma seleção diversificada de mais de 50 rótulos de cerveja, apresentando terroir, ingredientes regionais e sabores autênticos. Além disso, o evento oferece uma conexão direta com mais de 15 cervejeiros de diversas regiões do Brasil, juntamente com uma variedade de alimentos e bebidas fermentadas produzidas pela comunidade. A programação inclui degustações, conversas com produtores e a chance de aprender mais sobre cervejas naturais. Os ingressos estão disponíveis, com opções de um dia ou passaporte para ambos os dias.

Mais gastronomia e negócios
A próxima edição do Festival Brasileiro da Cerveja, que acontecerá de 7 a 9 de março de 2024, terá foco aprimorado na gastronomia e em oportunidades de negócios. O evento apresentará o SC Gourmet, localizado no Setor 3, que oferecerá oportunidades para empreendedores dos setores de alimentos e bebidas, incluindo palestras e networking. Antes da abertura geral dos portões, haverá horários dedicados ao relacionamento empresarial e negociações. O festival contará com cerca de 200 expositores, incluindo 90 cervejarias no Setor 2 e 110 operações de gastronomia no Setor 3, abrangendo uma variedade de bebidas, como cachaças, vinhos, uísques, cafés, licores e gins, todos com ênfase na harmonização.

Caneca da Spaten
A Spaten lançou uma caneca exclusiva para a Oktoberfest Blumenau, que não apenas aprimora a experiência de saborear chope, mas também oferece interatividade no Camarote Spaten. A marca afirma que a caneca tem características que direcionam o chope para a parte mais sensível da língua, realçando o sabor do malte, além de recursos para manter a bebida mais refrescante por mais tempo. No Camarote Spaten, os visitantes podem personalizar suas canecas, que também funcionam como um “passaporte” para uma experiência tecnológica única, permitindo a liberação do chope de forma precisa e personalizada.

Dez estilos da Schornstein
Com a prorrogação da Oktoberfest Blumenau até domingo, os amantes da cultura cervejeira ainda têm a oportunidade de degustar os dez estilos de chope da Schornstein no evento. A cervejaria artesanal de Pomerode (SC) preparou mais de 50 mil litros de chope, incluindo variedades como a tradicional Pilsen, a premiada IPA, a refrescante IPA Tangerina, a sazonal Oktoberfest e muitas outras.

Oktoberfest da Mureta
A Mureta Chopperia celebrará a Oktoberfest em parceria com a Krug Bier neste sábado (28), no Mercado Novo, em Belo Horizonte. O evento contará com a presença da Charanga Pop, uma banda que tocará músicas típicas do festival alemão das 15h às 18h. Além disso, haverá uma ação especial em destaque para a Krug Oktoberfest, uma cerveja sazonal que homenageia a cultura alemã e é produzida pela marca mineira.

Halloween do Bebedouro
O Bebedouro Bar & Fogo, localizado em Belo Horizonte, promove seu primeiro baile de Halloween neste sábado (28). A festa contará com música ao vivo, decoração temática e adereços que transformarão o ambiente. Além disso, o destaque da noite será o chope roxo, servido exclusivamente nessa data. Os participantes são convidados a vestir suas melhores fantasias, com um prêmio de R$ 666 em consumo no Bebedouro para a melhor fantasia da noite.

Curso em Teresópolis
O Science of Beer oferece uma oportunidade para transformar a paixão pela cerveja em uma profissão. Em novembro, a escola vai realizar um curso intensivo na cervejaria do Grupo Petrópolis, situada em Teresópolis (RJ). Além de desfrutar de um dos destinos turísticos mais encantadores do Brasil, o curso oferece uma imersão de aprendizado intensivo. As aulas abordam temas como degustação orientada, harmonização e serviço de bebidas, capacitando os alunos a atuarem como sommelières na comercialização e orientação de cervejas. Para quem não pode viajar, há também um curso online focado em habilidades sensoriais de cerveja, análise e gestão sensorial, com a entrega de kits práticos para estudo.

Eisenbahn e Porta dos Fundos
A Eisenbahn, em parceria com o Porta dos Fundos, apresenta a esquete “Vezes 2”, ilustrando de maneira humorística as diferenças entre viver no modo 1x e 2x na vida das pessoas. Essa colaboração visa enfatizar os resultados de uma pesquisa realizada pela Eisenbahn em parceria com o Instituto Datafolha, que revelou que 43% dos brasileiros vivem em um ritmo acelerado, enquanto apenas 9% declaram viver em um ritmo calmo. A esquete traz à tona a importância de desacelerar e apreciar a vida em um ritmo mais tranquilo, o chamado “Modo Eisen”. O vídeo já está disponível no YouTube e provoca reflexões sobre o cotidiano acelerado e as oportunidades perdidas.

Investimento no agro
Em 2022, a Ambev fortaleceu sua conexão com o campo e os trabalhadores rurais, impactando positivamente mais de 5.000 agricultores no Brasil. A empresa injetou mais de R$ 300 milhões no agronegócio gaúcho, direcionando esses recursos para projetos de pesquisa, desenvolvimento e aquisição de cevada cervejeira, entre outros grãos essenciais para a produção de suas cervejas. A empresa também estabeleceu parcerias estratégicas, como a com uma cooperativa de produtores familiares em Sergipe, que beneficiou os produtores de laranja, elevando a renda e a margem de lucro em 15%. A Ambev tem como objetivo capacitar 100% de seus fornecedores-agricultores diretos até 2025, fornecendo acesso a insumos homologados, protocolos de cultivo e visitas técnicas durante o ano da colheita, demonstrando seu compromisso com a sustentabilidade e o fortalecimento das comunidades rurais.

Projeto de lavadores de gases
A Fluid Feeder, uma empresa especializada em equipamentos e serviços para tratamento de água e efluentes, concluiu com sucesso um projeto de entrega de lavadores de gases para o Grupo Heineken em suas fábricas localizadas em Pernambuco e Pará. Os lavadores de gases desempenham um papel crucial na segurança dos colaboradores e na preservação do meio ambiente nas instalações fabris da cervejaria, garantindo o controle de vazamentos de amônia nos compressores usados no processo de refrigeração da cerveja.

Vendas do Grupo Heineken caem no mundo, mas Amstel cresce 40% no Brasil

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O Grupo Heineken divulgou seu resultado financeiro do terceiro trimestre, revelando queda no lucro líquido acumulado nos primeiros nove meses de 2023 e no volume de cerveja vendida de julho a setembro. No entanto, no Brasil, houve crescimento das vendas durante o trimestre, com destaque para os desempenhos da Amstel e da Heineken.

De acordo com o relatório, o Grupo Heineken registrou um aumento de 7% a 10% (um dígito alto) em seu volume de cerveja no Brasil durante o terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2022, superando o desempenho do mercado. E os destaques, segundo o comentário, foram a expansão da Heineken, que ficou em torno de 15% (mid-teens), com o crescimento das vendas da Amstel sendo de 40% (forties) no período no país.

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O desempenho positivo da Amstel compôs um crescimento da receita operacional líquida do Grupo Heineken no Brasil, que variou entre 13% e 15% (low-teens) no período de julho a setembro, impulsionado pelo aumento do volume, preços e a tendência de premiumização.

O resultado do Grupo Heineken no Brasil destoa de algumas tendências globais e regionais da empresa. No mundo, o volume de cerveja caiu 4,2% organicamente no terceiro trimestre, totalizando 63,2 milhões de hectolitros. No acumulado de janeiro a setembro, a queda foi mais significativa, com uma redução de 5,1% para 183,3 milhões de hectolitros.

Durante o trimestre, as vendas de cerveja do Grupo Heineken diminuíram em todas as regiões, exceto nas Américas. A maior queda ocorreu na África, Oriente Médio e Leste da Europa, com uma redução de 10,5%.

Já as Américas registraram um crescimento de 2,2%, com 22,4 milhões de hectolitros. No acumulado de janeiro a setembro, ainda há uma leve queda de 0,2%, totalizando 64,5 milhões de hectolitros, em comparação com o ano anterior.

“A Ásia-Pacífico melhorou sequencialmente, apesar dos desafios contínuos no Vietnã. A região de África, Oriente Médio e Leste da Europa foram afetada pelas quedas de volume na Nigéria e na África do Sul. Na Europa, após o impacto das condições climáticas adversas em julho e agosto, as tendências melhoraram em setembro e ganhamos participação na maioria dos nossos mercados no on-trade, com mais a fazer para recuperar no off-trade”, diz Dolf van den Brink, CEO do Grupo Heineken.

No resultado financeiro, o Grupo Heineken também relatou uma queda de 5,5% no desempenho de suas marcas premium no terceiro trimestre, embora a marca Heineken tenha registrado um aumento de 2,3% no volume global, totalizando 14,6 milhões de hectolitros, com uma expansão de 1,9% no ano, atingindo 40,9 milhões de hectolitros.

As Américas contribuíram significativamente para esse crescimento, com um aumento anualizado de 6,3% no terceiro trimestre, alcançando 5,9 milhões de hectolitros e 16,9 milhões de hectolitros no acumulado do ano.

Em termos financeiros, a receita líquida do Grupo Heineken, antes de itens excepcionais e amortização, atingiu 8,105 bilhões de euros no terceiro trimestre, um aumento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos primeiros nove meses de 2023, a receita aumentou 5,8%, totalizando 22,529 bilhões de euros.

Assim, o Grupo Heineken reconhece que a recuperação das vendas está ocorrendo mais lentamente do que o desejado. “Vemos uma melhoria gradual no nosso desempenho empresarial, embora um pouco mais lenta do que a nossa ambição. Em metade dos nossos mercados, as tendências de volume estão melhorando. Da mesma forma, em pouco mais de metade dos nossos mercados, estamos ganhando ou mantendo participação de mercado”, diz o CEO.

Embora os preços influenciados pela inflação estejam diminuindo, observamos um abrandamento da procura dos consumidores em vários mercados que enfrentam condições macroeconômicas desafiantes

Dolf van den Brink, CEO do Grupo Heineken

Justiça homologa plano de recuperação judicial do Grupo Petrópolis

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O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro homologou o plano de recuperação judicial do Grupo Petrópolis. A decisão foi proferida pela juíza Elisabete Franco Longobardi, da 5ª Vara Empresarial, que considerou que todas as exigências legais foram cumpridas, rejeitando os questionamentos apresentados por alguns credores.

O pedido de recuperação judicial do Grupo Petrópolis havia sido aprovado na assembleia geral dos credores por ampla maioria. Em termos gerais, entre os participantes da assembleia, realizada em setembro, houve aprovação de 96,4% dos credores em número e 83,26% em valor dos votos válidos.

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A decisão da juíza dá luz verde para que o Grupo Petrópolis implemente o plano de recuperação judicial, um instrumento crucial para evitar a falência da empresa, pois protege ativos, empregos e contratos com fornecedores e prestadores de serviços, com a empresa chegando a um acordo para quitar suas dívidas com os credores.

“Com a homologação do plano de recuperação pela Justiça, o Grupo Petrópolis ganha a capacidade de retomar os investimentos em suas fábricas em todo o Brasil, aumentando a produção e garantindo a manutenção de dezenas de milhares de postos de trabalho gerados direta e indiretamente em todo país”, afirma comunicado enviado pela assessoria de imprensa do Grupo Petrópolis logo após a homologação.

Pedidos negados
Apesar da ampla aprovação do acordo, o plano de recuperação judicial enfrentou questionamentos judiciais nas últimas semanas por diversos credores, incluindo o Banco Sofisa, a Polimax e a Imcopa, além de mais de duas dezenas de objeções cujos pedidos foram negados pela juíza.

“A mera insatisfação do credor vencido não basta para afastar a homologação do plano ou para configurá-lo nulo, se ele foi devidamente aprovado”, afirma Elisabete em um dos trechos da sua decisão.

A juíza analisou as objeções, que incluíam críticas à forma de pagamento prevista no plano de recuperação judicial, critérios para juros, correção monetária, deságio, datas de pagamento, carência e outras questões correlatas. “Observa-se, por oportuno, que muitos credores que apresentaram objeções sobre estes pontos lançaram voto favorável ao PRJ”, diz, em sua decisão.

Outras objeções se referiam à suposta falta de demonstração de viabilidade econômica, capacidade de pagamento da empresa devedora e medidas para superar a crise. Todas, porém, foram negadas pela juíza, alegando que a pertinência desses questionamentos “constitui matéria reservada à Assembleia Geral de Credores”.

Como será feito o pagamento
O plano de recuperação judicial estabelece que as dívidas serão quitadas até 2035, sem descontos para os credores trabalhistas e sem período de carência. Dívidas de até 150 salários mínimos serão pagas em 12 parcelas, com a primeira sendo de R$ 6,6 mil. O restante será pago até 2035.

Credores com garantia real terão um deságio de 70%, com pagamento até 2035. Os credores quirografários que optarem por não receber um pagamento de até R$ 10 mil em 30 dias após a homologação do acordo também terão o mesmo desconto e prazo. Empresas de pequeno porte ou microempresas que optarem por não receber R$ 3,5 mil em 30 dias vão ter condições similares.

Os credores colaboradores, que continuarem fornecendo serviços ou produtos para o Grupo Petrópolis, terão prazos de carência de até 36 meses, deságio menor e um período de pagamento das parcelas de até sete anos.

Razões do pedido
O pedido de recuperação judicial do Grupo Petrópolis foi feito nos últimos dias de março na 5ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro, momentos antes do vencimento de uma parcela de R$ 107 milhões de sua dívida com o Banco Santander. A empresa alegava ter uma dívida total de R$ 4,2 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões com fornecedores e R$ 2 bilhões decorrentes de operações financeiras e do mercado de capitais.

Para justificar seu alto endividamento, o Grupo Petrópolis apontou uma queda nas vendas de bebidas, que passaram de 31,2 milhões de hectolitros no final de 2020 para 24,1 milhões de hectolitros no final de 2022. Isso foi causado pela perda de participação de mercado na indústria de cerveja, de 15,3% em 2020 para 10,6% em agosto de 2022.

Além disso, a empresa precisou lidar com capacidade ociosa em suas fábricas, aumento nos custos de insumos e inflação, sem conseguir repassar esses aumentos integralmente para os preços. A companhia também mencionou o efeito significativo da alta da taxa Selic, que teria um impacto anual de R$ 395 milhões no fluxo de caixa.

Recentemente, o Grupo Petrópolis vendeu sua frota de caminhões à Vamos Locação de Caminhões, Máquinas e Equipamentos por R$ 576,2 milhões para gerar caixa.

O Grupo Petrópolis, o terceiro maior grupo cervejeiro do Brasil, tem capacidade total de fabricação de 52,4 milhões de hectolitros de bebidas, embora esteja produzindo apenas 21 milhões de hectolitros. A empresa fabrica diversas marcas de cerveja, vodcas, energéticos, refrigerantes e outros produtos, empregando aproximadamente 24 mil pessoas em suas oito fábricas em operação.

Racismo na Oktoberfest Blumenau gera ação policial em 16 cidades; entenda

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Uma investigação que teve início após uma onda de comentários racistas e xenófobos em um vídeo publicado por um participante da Oktoberfest Blumenau de 2022, se transformou em uma operação policial deflagrada em 16 cidades de 10 unidades federativas do Brasil, conhecida como Operação Trend, visando combater o racismo. A ação identificou referências ao neonazismo entre os suspeitos, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina.

O inquérito policial que deu origem à Operação Trend foi aberto para apurar a prática de crime de racismo, ocorrido durante a edição de 2022 da Oktoberfest Blumenau contra duas pessoas negras. Elas foram vítimas dos comentários em um vídeo publicado em uma rede social.

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Na ocasião, um cidadão negro de 44 anos publicou um vídeo no TikTok celebrando a festividade na cidade catarinense, junto com sua enteada, também negra, de 12 anos. A publicação foi alvo de uma série de comentários racistas, incluindo expressões como “Achei que só ia branco”, “Erraram a cor”, “A festa é no Nordeste também?” e “Também está tendo na Bahia?”.

A Polícia Civil de Santa Catarina, em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência, deflagrou a operação, cumprindo 16 mandados de busca e apreensão, três deles contra adolescentes, contando com o apoio das polícias civis de nove estados e do Distrito Federal.

As buscas ocorreram nos municípios de Santa Cruz de Monte Castelo (PR), Rio Pardo (RS), Belo Horizonte, Pedro Leopoldo (MG), Caucaia (CE), Rio de Janeiro, São José dos Pinhais (PR), Miguel Pereira (RJ), São Paulo, Porto Alegre, Altamira (PA), Itapecerica da Serra (SP), Brasília, Primavera do Leste (MT), Joinville (SC) e Florianópolis.

O delegado responsável pelas investigações, Arthur Lopes, avaliou que o fato de a operação ocorrer em diferentes estados e cidades brasileiras, envolvendo pessoas de perfis diversos, indica o desafio do combate ao racismo no país.

Isso demonstra que o problema atinge todo o território nacional e não há um perfil determinado; foram identificados desde adolescentes do sexo feminino a homens de mais idade. A disseminação de ódio no ciberespaço tem ultrapassado os limites da liberdade de expressão e esses crimes praticados no ambiente virtual não contam mais com o anonimato pretendido pelos seus autores

Arthur Lopes, delegado responsável pelas investigações

Após as buscas, os equipamentos computacionais portáteis dos investigados, incluindo 19 telefones celulares, passaram por análise preliminar. A investigação encontrou vestígios digitais dos crimes apurados no inquérito e revelou que diversos suspeitos possuem perfil extremista com nítidas referências ao neonazismo, segundo os investigadores.

Na época do caso de racismo contra os participantes, as vítimas, que são moradoras de Blumenau, foram recebidas pelo prefeito Mario Hildebrandt. Já a organização da Oktoberfest Blumenau divulgou uma nota oficial condenando os atos.

“A organização da festa destaca que a Oktoberfest está aberta aos turistas e visitantes, buscando receber todos da melhor maneira possível. Com isso, atitudes racistas ou de qualquer outra natureza discriminatória não são bem-vindas e devem ser punidas dentro da lei”, dizia, em um trecho da nota.

6ª maior cervejaria do mundo, Tsingtao investiga pessoa urinando em malte

O vídeo que mostra um suposto funcionário urinando em um dos tanques de malte da Tsingtao Brewery tem se espalhado pelas redes sociais desde o final da última semana e desencadeou uma investigação interna por parte da cervejaria, a segundo maior fabricante da bebida na China e uma das principais no cenário global.

O incidente ocorreu nas instalações da fábrica nº3 da Tsingtao, localizada na cidade de Qingdao, na província de Shandong. O vídeo foi inicialmente compartilhado na rede social chinesa Weibo e posteriormente se espalhou pelo mundo, gerando indignação e repulsa pelo comportamento da pessoa urinando, assim como chamou a atenção da própria cervejaria.

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O departamento de supervisão de mercado e administração de Pingdu lançou uma investigação sobre o caso. Além disso, todas as matérias-primas envolvidas no vídeo foram apreendidas pelas autoridades, conforme relatado pela Tsingtao em um comunicado oficial.

“Nossa empresa atribui grande importância ao vídeo relacionado que surgiu da Cervejaria Tsingtao nº 3 em 19 de outubro. Relatamos o incidente à polícia o mais rápido possível e os órgãos de segurança pública estão envolvidos na investigação”, afirma a empresa.

A Tsingtao também destaca o reforço da adoção de boas práticas em suas cervejarias. “Atualmente, o lote de malte em questão está completamente apreendido. A empresa continua a fortalecer seus procedimentos de gestão e a garantir a qualidade dos produtos”, acrescenta.

Além de gerar repercussão internacional, o vídeo da pessoa urinando teve um forte impacto inicial sobre as ações da cervejaria chinesa. Após fechar a semana passada com um valor de 81,07 yuans na Bolsa de Valores de Xangai, as ações abriram a segunda-feira com um preço de 75,60 yuans, uma queda de 6,75%. No entanto, ao longo do dia, a ação se recuperou, terminando a segunda-feira em 80,78 yuans, o que representou uma perda de apenas 0,37%.

Quem é a Tsingtao
O caso também chamou a atenção devido à magnitude da Tsingtao, uma das maiores cervejarias do país que mais produz a bebida no mundo. A Tsingtao é a segunda maior fabricante de cerveja da China, ficando atrás apenas da Snow. É a sexta maior cervejaria do mundo, com um volume total de 79,6 milhões de hectolitros em 2022, o que representa 4,2% do mercado global.

Em um recente relatório da Brand Finance, a Tsingtao foi classificada como a 12ª cervejaria do mundo, subindo sete posições em relação ao ranking de 2022 e mantendo sua posição como a segunda marca mais valiosa da China, logo atrás da Snow.

Segundo os especialistas da consultoria, a marca Tsingtao tem um valor de US$ 2,1 bilhões, um aumento de 39% em relação a 2022, impulsionado pelo sucesso de seu modelo de negócio.

“O impressionante crescimento do valor da marca da Tsingtao está diretamente ligado ao seu modelo de negócios revitalizado. Em 2022, a Tsingtao lançou mais de 250 tabernas e introduziu a nova estratégia centrada no cliente da marca, que é envolvente e imersiva”, diz a Brand Finance.

Fundada em 1903 como Germania-Brauerei Tsingtao Co. por alemães e britânicos, a Tsingtao chegou a ser controlada pelos japoneses durante a Primeira Guerra Mundial, retornando às mãos de empresários chineses após a rendição das tropas nipônicas na Segunda Guerra Mundial.

Posteriormente, ela foi estatizada após a Revolução Comunista Chinesa em 1949 e privatizada no início dos anos 1990. Duas gigantes globais, Anheuser-Busch e Asahi Breweries, chegaram a ter participação na empresa, com 27% e 20%, respectivamente.

Estima-se que a Tsingtao detenha uma participação de 15% no mercado chinês, sendo responsável por cerca de 50% das exportações de cerveja do país. Sua cerveja Lager, com 4,7% de teor alcoólico, é o seu rótulo principal.

Confira uma das versões do vídeo disponível no YouTube:

https://youtu.be/wwByPVpXrE8?si=VD-Kb3bhEZbzQPLh

Planejamento para fim de ano reduz custos e alavanca vendas das cervejarias

À medida que as festas de fim de ano se aproximam rapidamente, as cervejarias precisam dedicar atenção especial para estarem bem preparadas diante dos desafios e oportunidades oferecidas por esse período. Um planejamento cuidadoso que englobe embalagens e rótulos é crucial, não apenas para atender as demandas dos consumidores durante a temporada festiva, mas também como uma estratégia eficaz para impulsionar as vendas, fortalecer a marca e garantir o sucesso comercial.

O mercado cervejeiro atualmente oferece uma variedade de formatos e tipos de embalagens, como garrafas, latas e growlers, cada uma trazendo suas possibilidades e desafios específicos. E acertar nas quantidades a serem adquiridas é fundamental para reduzir custos. “Os maiores desafios serão volume de compra, que irão impactar no preço unitário e no frete,  e o prazo de entrega”, explica Bruno Lage, diretor da Grafix, uma empresa especializada em rótulos e adesivos.

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Essa mesma lógica se aplica à aquisição de rótulos específicos para datas marcantes do calendário comercial, requerendo que as cervejarias prevejam a demanda com antecedência. “Quando o assunto é rótulo, ao planejar o período de final de ano considerando as ações de Black Friday e de Natal, uma quantidade maior de rótulos irá reduzir os preços unitários”, afirma.

De acordo com Lage, um planejamento bem executado tem um impacto positivo na promoção, diferenciação e sucesso das marcas durante a temporada de festas de fim de ano, além de evitar riscos de interrupções no processo de venda das cervejarias. “Havendo um planejamento correto, a cervejaria não terá ruptura no fornecimento dos seus produtos. E, como é comum faltar produtos nesta época, quem tiver pronto vende mais”, diz.

Além disso, o planejamento ganha ainda mais importância no período mais agitado do ano, para que o estabelecimento de preços e prazos de entrega não causem surpresas ou dissabores aos empreendedores cervejeiros. “É importante negociar antes e definir os prazos de entrega com clareza”, destaca.

Tendências para o fim do ano
No que diz respeito à criatividade e decisões sobre embalagens, existem oportunidades pouco exploradas no mercado, como a criação de rótulos personalizados para empresas e eventos festivos. Além disso, as cervejarias podem priorizar estilos que harmonizem com os pratos típicos do Natal brasileiro, criando um forte apelo emocional.

Outra dica valiosa é a oferta de kits de cervejas, com ou sem taças, uma excelente opção de presente, ideal para celebrações como o “amigo oculto”. “Se o anfitrião de uma festa gosta de cerveja, por que dar um vinho para ele?”, reflete Lage.

Em termos de embalagens, é importante oferecer opções variadas aos consumidores. Em alguns casos, barris podem ser uma alternativa interessante, enquanto os growlers também podem ser populares em momentos de celebração.

Quanto aos rótulos de cerveja, não há regras rígidas. Nesse período, o uso das “cores do Natal” e efeitos metalizados são comuns, mas não existem tendências específicas para o final do ano, o que deixa amplo espaço para a criatividade das cervejarias.

Balcão da Fê Bressiani: Desafios na tradução de descrições de cervejas

Balcão da Fê Bressiani: Desafios na tradução de descrições de cervejas – Além da licença poética

Ao iniciar uma jornada de estudos, torna-se evidente que, quanto mais se aprofunda em um campo, mais se percebe o vasto conhecimento ainda por adquirir. No universo de alimentos e bebidas, esse fenômeno é particularmente marcante. Constantemente, novas técnicas, avanços tecnológicos, ingredientes inovadores e tendências emergem, fazendo do aprendizado contínuo um pilar essencial para o desenvolvimento profissional.

Infelizmente, para os cervejeiros brasileiros, uma barreira se apresenta: grande parte dos materiais de estudo sobre cerveja ainda não está disponível em português, tornando a busca pelo conhecimento mais desafiadora. Em muitos casos, a única alternativa é recorrer ao conhecido Google Tradutor, e é aqui que “mora o perigo.”

A tradução literal desempenha um papel fundamental na comunicação global, permitindo que informações e conceitos atravessem fronteiras linguísticas e culturais, tornando-os acessíveis a diversos grupos. No entanto, quando se trata de pesquisas relacionadas à cerveja, essa abordagem pode resultar em desafios significativos.

A cerveja, enraizada nas culturas de muitos países, utiliza termos específicos em diferentes idiomas, o que pode levar a mal-entendidos e distorções. A dificuldade é evidente, especialmente ao lidar com termos que quantificam e qualificam a avaliação sensorial das cervejas, criando situações potencialmente embaraçosas.

Essas traduções frequentemente não conseguem capturar com precisão as características sensoriais das cervejas. Alguns exemplos ilustram isso. Ao pesquisar em sites americanos, é possível encontrar diversas descrições de uma cerveja “crisp”, influenciada por fatores como carbonatação, sensação na boca, teor de açúcar residual e equilíbrio. No entanto, quando traduzido literalmente, “crisp” se refere a “crocante,” o que parece inadequado para descrever uma bebida líquida. Não seria mais preciso usar termos como seca, com elevada carbonatação, equilibrada e com baixo residual de açúcar no lugar de “crocante” ao descrever uma cerveja?

Outra expressão elegante em inglês e que, quando traduzida, fica no mínimo confusa é “A stable crown of rocky foam,” que, em tradução literal, se torna “Uma coroa estável de espuma rochosa”?

É importante notar que um líquido não se enquadra na categoria de “mastigável” no contexto tradicional, já que a mastigação é um processo destinado a fragmentar alimentos sólidos, facilitando a deglutição e a digestão. Portanto, quando o termo “chewy,” que descreve uma sensação na boca, é traduzido para “mastigável” no Brasil, pode gerar perplexidade. Que tal substituir por denso ou viscoso?

Nossa língua possui termos peculiares que, muitas vezes, não encontram correspondência exata em outros idiomas. Então, por que insistimos em traduções literais quando podemos criar descrições que façam mais sentido para o interlocutor? Afinal, a cerveja é uma bebida que busca ser popular e democrática, e termos que geram confusão não auxiliam nesse propósito.

Mais um exemplo é a tradução de “hop oil” para “salto do petróleo,” uma interpretação que carece de sentido. O Google Tradutor, em determinados contextos, pode surpreender com traduções curiosas.

Temos também o termo “balance”, frequentemente traduzido como “balanço”, quando apropriado seria “equilíbrio”. Como um grande mestre costuma afirmar: “Balanço é aquilo que tem no playground; a cerveja possui EQUILÍBRIO”.

Para superar essas complexidades, é essencial considerar o contexto cultural e histórico subjacente aos termos cervejeiros. Sempre que possível, utilizar os termos originais ou adotar abordagens que preservem a essência e autenticidade das informações transmitidas tornará os estudos sobre cervejas mais precisos e enriquecedores, proporcionando uma apreciação mais profunda dessa bebida ancestral e da ampla variedade de estilos que ela oferece.

É importante destacar que o uso do termo “estilo” para descrever os tipos de cerveja tem menos de cinco décadas, evidenciando que o estudo da cerveja ainda é uma disciplina relativamente jovem que continuará a evoluir nos próximos anos, tanto no Brasil quanto globalmente. Vamos colaborar para tornar a comunicação e o aprendizado mais acessíveis, priorizando a coerência e a essência em nossas descrições.

Cheers! Saúde!


Fê Bressiani é arquiteta, meio armênia meio italiana, sommelière e mestre em estilos de cerveja, coordenadora e professora na ESCM. Tem em seu currículo diversas formações dentro da área cervejeira. Seu foco de estudos são as áreas de avaliação sensorial e harmonização. Ministra palestras e workshops pela América Latina. Ela também responde como Dra. Paçoca, clown de hospital há mais de 10 anos. Apaixonada por aromas, sabores e saberes.

Copa Cerveja: Rio Negro é Best of Show e melhor microcervejaria do Norte

A Rio Negro foi a principal vencedora da etapa do Norte da Copa Cerveja Brasil, evento promovido pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) que passa pelas cinco regiões do país. Na cerimônia de premiação, realizada nesta sexta-feira, em Belém, a marca de Manaus teve a cerveja Best of Show da competição, assim como foi eleita a melhor microcervejaria. A Louvada, de Porto Velho, e a paraense Cabôca também se destacaram na disputa

A cerimônia de premiação ocorreu na cervejaria Cabôca, onde 20 medalhas foram distribuídas, incluindo sete de ouro na disputa que reuniu 20 cervejarias, um número relevante já que o Norte do Brasil possui 36 fábricas registradas no Ministério da Agricultura, de acordo com a versão mais recente do Anuário da Cerveja.

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A Rio Negro ganhou destaque com sua Belgian Blond Ale, que foi considerada a melhor entre todas as cervejas da região Norte, conquistando a medalha de ouro na categoria “Best of Show”. A Cabôca ficou com a prata nesta categoria, graças à sua Juicy IPA, Guajará Ciclon, enquanto a Louvada, de Porto Velho, levou o bronze com sua German Pilsner. Esses resultados garantiram ao trio a participação na próxima edição da Copa Cervezas de Américas.

A competição é organizada pela Abracerva e conta com etapas regionais voltadas para marcas das respectivas localidades. A Copa Cerveja Brasil avalia as cervejas por estilos, seguindo os padrões dos guias internacionais, e o somatório das medalhas determina as melhores cervejarias, levando em consideração a capacidade produtiva e o perfil de atuação.

E além da Best of Show, a Rio Negro conquistou o título de melhor microcervejaria, destinado às marcas que produzem até 600 mil litros anualmente. Para isso, conquistou quatro medalhas na disputa por estilos, sendo duas de ouro e duas de prata. O prêmio de melhor cervejaria na premiação promovida pela Abracerva ficou com a Louvada, pelos dois ouros e um bronze assegurados pela sua unidade de Porto Velho.

A Araguaia, de Marabá (PA), foi reconhecida como a melhor cigana da região Norte. A marca conquistou uma prata e um bronze. Anfitriã da premiação, a Cabôca também se destacou na disputa, tendo levado duas medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze.

“A região Norte é, segundo o anuário do MAPA, a que tem a menor quantidade de indústrias, mas, em compensação, foi a que mais cresceu de 2021 para 2022. Além disso é também uma das mais criativas, com frutas como ingredientes que conferem sabores e características únicas,” avalia o presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino.

Anteriormente, a Copa Cerveja Brasil já havia realizado etapas no Sudeste, em Vitória, no Nordeste, em Salvador e no Centro-Oeste, em Brasília. Com quatro eventos, já acumula a avaliação de 731 rótulos, resultando na distribuição de 219 medalhas, de acordo com seus organizadores.

A competição agora seguirá para a região Sul, em Curitiba, onde a premiação está prevista para 24 de novembro, depois culminando na grande final nacional em São Paulo. A cerimônia na capital paulista reunirá todas as cervejarias premiadas nas disputas regionais.

Os vencedores de medalhas de ouro na final receberão inscrições gratuitas para o World Beer Cup de 2024, um dos concursos mais prestigiados do mundo, realizado nos Estados Unidos pela Brewers Association, a associação de cervejas artesanais e independentes do país.

Conheça as 10 finalistas entre as 237 inscritas do Lata Mais Bonita do Brasil

A terceira edição do concurso Lata Mais Bonita do Brasil já definiu suas finalistas. O júri técnico da premiação, promovida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), selecionou 10 rótulos entre os 237 inscritos para a próxima etapa da competição.

Nessa etapa inicial, a cervejaria paranaense Ignorus se destacou ao ter duas de suas latas indicadas para a final: a “Não me Kahlo” e a “Madame Satã”. Além disso, esse resultado garante que haverá um campeão inédito em 2023.

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As 10 finalistas do Lata Mais Bonita do Brasil são as seguintes: “Dádiva Matiz” (Dádiva), “Encontrarás Refúgio em Laguna d’Ouro” (Juan Caloto), “Fürst Pilsen Lite” (Fürst), “Hockney’s Dreamscape” (Hocus Pocus), “Itapetininga American Lager” (RT 166), “Madame Satã” (Ignorus), “Mama Milk” (Bodebrown), “Não Me Kahlo” (Ignorus), “Poderator” (Quatro Poderes) e “West Coast IPA Complô” (Complô).

A escolha marca o início da segunda fase da premiação, que inclui uma votação popular no site do Lata Mais Bonita do Brasil até o dia 2 de novembro. Em seguida, haverá a votação final dos jurados com base na avaliação das amostras físicas. E a premiação está prevista para 8 de dezembro.

A revelação dos vencedores, que incluirá o primeiro, segundo e terceiro colocados, está programada para 8 de dezembro. Os prêmios aos vencedores incluem o direito de utilizar o selo Lata Mais Bonita do Brasil e uma visita guiada a uma fábrica de latas de alumínio.

De acordo com os organizadores, em 2023, 85 cervejarias inscreveram 237 rótulos na competição. São Paulo liderou o contingente de participantes com 80 rótulos, seguido por Minas Gerais, com 29, e Santa Catarina, com 28. Paraná e Rio de Janeiro empataram com 25 rótulos, enquanto o Distrito Federal contribuiu com 21.

“Tivemos uma grande adesão nesta terceira edição do concurso, o que nos enche de alegria, orgulho e expectativa para premiar a lata mais bonita do nosso país. Neste ano, participam em uma só categoria microcervejarias, médias e grandes cervejarias, colocando os participantes em um mesmo patamar de competição em termos criativos, o que gera mais diversidade e igualdade na premiação”, afirma Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas.

Vencedores anteriores
Neste ano, o Lata Mais Bonita do Brasil traz uma novidade significativa: cervejarias de todos os portes, desde as microcervejarias até as maiores do país, competem na mesma categoria.

Em 2022, ainda com as cervejarias divididas por volume de produção, as vencedoras foram a Masterpiece (na categoria de microcervejarias, com “Às Mulheres”), a Wienbier (na categoria de médias cervejarias, com a “59 Session IPA”) e a Colorado (na categoria de grandes cervejarias, com a “Indica”).

Já no primeiro ano do Lata Mais Bonita do Brasil, em 2021, as latinhas vencedoras foram da Rambeer (na categoria de micro e pequenas cervejarias), da Salva Craft Beer (na categoria de médias cervejarias) e da Colorado (na categoria de grandes cervejarias).