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Bares devem ter alta de até 15% no faturamento em dias da onda de calor

A onda de calor que tem marcado a rotina de grande parte dos brasileiros desde o início da semana promete trazer, pelo menos, uma boa notícia para os proprietários de bares e restaurantes. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a previsão é que o faturamento desses estabelecimentos aumente em até 15% nos dias mais quentes.

A estimativa da Abrasel indica que o consumo de bebidas nos estabelecimentos durante a onda de calor deve experimentar um crescimento ainda mais expressivo, contribuindo para o aumento do faturamento.

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“Durante o calor, é natural que as pessoas busquem consumir bebidas mais refrescantes, como cervejas, drinques e sucos gelados. Com isso, a expectativa é de que a procura gere um crescimento de até 40% no faturamento com bebidas, contribuindo no resultado dos bares e restaurantes”, diz Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Na última terça-feira, devido às elevadas temperaturas, o Instituto Nacional de Meteorologia classificou 15 estados e o Distrito Federal como em estado de perigo, com riscos para a saúde e a vida humana, devido à massa de ar quente que tem provocado temperaturas recordes. No Rio de Janeiro, na última quinta-feira, a temperatura chegou a 40,6º C, superando os 40,4º C do domingo anterior.

Os especialistas definem a onda de calor como períodos de mais de cinco dias em que as temperaturas ficam acima da média. Neste momento, essas condições climáticas estão se somando ao aquecimento global e ao El Niño, que tem elevado a temperatura das águas dos oceanos.

Diante desse cenário de calor intenso, parte da população tem buscado refúgio e refresco nos bares. “O fato das pessoas procurarem frescor nos bares e restaurantes é muito positivo para o setor, que segue tentando se recuperar em meio a um cenário de dificuldades, com quase dois terços dos estabelecimentos operando sem lucro”, comenta Solmucci.

Além disso, há a expectativa de que a produção de bebidas alcoólicas seja favorecida, mantendo a recuperação do setor, influenciada pelo calor. Apesar da retração de 1,2% acumulada no período de janeiro a setembro, conforme dados do IBGE, são três meses seguidos de alta na produção de bebidas alcoólicas.

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