A Amstel 0.0 chegou ao mercado brasileiro como a primeira cerveja sem álcool e sem glúten da marca, em lata de 350 ml e receita puro malte, com 59,5 kcal (quilocalorias) por unidade — 17 kcal por 100 ml. Com o lançamento, realizado na quarta-feira (30) durante o evento de renovação de contrato com a Conmebol, o Grupo Heineken leva a quinta marca mais consumida do país para um segmento que cresce 17,9% em volume no acumulado de 2026 sobre o mesmo período de 2025 e já está em 14,4% dos lares brasileiros, segundo a NielsenIQ.
A distribuição começa pelas regiões Sul e Sudeste e pelos estados de Goiás, Bahia e Sergipe, em atacadistas, bares e restaurantes. A meta é alcançar a maior parte do Brasil até 2027, segundo a marca.
A companhia posiciona a novidade na faixa mainstream de preço, mas nesse primeiro momento não divulgou o preço da novidade. “A chegada de Amstel 0.0 representa um passo importante na estratégia de expansão da marca no país”, afirma Cecília Bottai, vice-presidente de marketing do Grupo Heineken no Brasil. Segundo ela, a versão zero preserva o que sustenta o rótulo — puro malte e origem internacional — e amplia as ocasiões de consumo.
Amstel 0.0 entra na prateleira que faltava
Uma dessas ocasiões explica o momento do anúncio, feito durante a renovação da parceria com a Conmebol Libertadores, nesta quinta-feira (1) em São Paulo. O acordo completa dez anos e garante à Amstel exclusividade na categoria cerveja e os direitos de chope dentro das arenas da confederação. Um estádio que não vende álcool era a única prateleira que a cervejaria não podia ocupar.
“O futebol é uma ocasião de consumo muito importante para a categoria e, agora, Amstel passa a oferecer uma opção sem álcool que amplia as possibilidades de consumo, inclusive em estádios onde bebidas alcoólicas não são permitidas”, diz Cecília.
Fora do futebol, a previsão é levar a Amstel 0.0 para as mesmas plataformas da versão regular: Carnaval, Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, Festival de Verão e o evento proprietário Kings Day, realizado em São Paulo e no Recife (PE).
O movimento acompanha uma curva internacional. Estudo do IWSR, instituto britânico de pesquisa do mercado de bebidas, aponta que 61 milhões de novos consumidores entraram no segmento sem álcool entre 2022 e 2024 nos dez principais mercados da categoria, Brasil incluído. Em 2024, esses mercados cresceram 13% em volume.
Dentro de casa, a versão 0.0 se junta a Heineken 0.0 e Sol Zero na plataforma +Equilíbrio, que reúne as opções de menor teor alcoólico e menos calorias. Fundada em Amsterdã em 1870, a Amstel chega ao zero álcool depois das duas.
Metade da Amstel do mundo é bebida no Brasil
A renovação com a Conmebol, assinada em São Paulo na quarta-feira,, vai além da Libertadores masculina: o novo acordo passa a cobrir também a Libertadores Femenina, a Sudamericana e a Recopa, com exclusividade na categoria cerveja e o serviço da bebida dentro dos estádios. A assinatura foi simbolicamente feita em uma bola de futebol, numa noite com os ex-jogadores Chicão e Carlos Germano, Lendas da Conmebol, e a embaixadora Rosana dos Santos.
O peso do país nesse acordo está no quanto a marca vende aqui. O Brasil é hoje o maior mercado da Amstel no mundo e responde por cerca de 51% do volume global e por aproximadamente 65% do total vendido nas Américas, segundo o Grupo Heineken, com crescimento também em Equador, Argentina e Paraguai. “Renovar nossa parceria com a Conmebol depois de dez anos significa continuar aproximando os torcedores e criando momentos inesquecíveis em toda a região”, afirma Alexandre Carreteiro, presidente da Heineken nas Américas.


