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As 15 cervejas que Messi receberia pelos seus 21 gols em Copas do Mundo

A Copa do Mundo 2026 está sendo marcada por recordes. Além de ser o maior Mundial de todos os tempos — envolvendo três países-sede, 48 seleções e 104 jogos — a edição deste ano está presenteando o público com uma bela disputa pelo título de maior artilheiro de todos. Se antes do início desta edição da competição o alemão Miroslav Klose era o recordista com 16 gols, depois da vitória da Argentina sobre o Egito na terça-feira (7), Lionel Messi se isolou na liderança com 21 bolas no fundo da rede em 31 jogos — oito somente este ano.

E se cada seleção que sofreu nas mãos do argentino lhe desse uma cerveja de seu país de presente, quais seriam esses rótulos? Foi essa pergunta que motivou o Guia da Cerveja a elaborar a lista de 15 cervejas que têm como base os rótulos mais populares de cada país. O número menor que o total de gols se justifica porque Nigéria, Argélia, França e Áustria foram alvejadas mais de uma vez.

Nas seis edições do Mundial de que participou, Messi só não marcou em 2010, na África do Sul. E foram tantas vítimas da pontaria do artilheiro que a relação é quase um tour cultural pelo mundo. Ele foi algoz de times dos cinco continentes.

Mas é bom lembrar: a Copa do Mundo 2026 não terminou. Tanto a Argentina quanto a França continuam no torneio. Messi ainda pode ampliar a vantagem ou o francês Kylian Mbappé, com 19 gols em 19 jogos, pode alcançar ou até ultrapassar o ídolo argentino.

Quem será que termina a competição em primeiro lugar?

Star Lager – Nigéria

A Nigéria foi um dos times mais alvejados por Messi ao longo das Copas. Foram três gols sofridos na fase de grupos, sendo 2 no Brasil em 2014 e um na Rússia em 2018.

A cerveja que Messi receberia de presente da Nigéria provavelmente seria a Star Lager, uma American Lager dourada, leve e suave em aroma e sabor, fabricada pela Nigerian Breweries desde 1949. Conhecida como uma das cervejas mais baratas do mundo, hoje ela pertence ao portfólio internacional da Heineken.

Mas poderia ser também um Guinness Foreign Extra Stout — tipo de cerveja Stout escura, com aromas e sabores de torra mais intensa, mais alcoólica e encorpada —, já que o país é o segundo maior mercado do mundo da marca irlandesa e consome bastante cerveja especificamente desse estilo. Com qual será que o artilheiro ficaria mais feliz?

Tango – Argélia

Ao lado da Nigéria, a Argélia foi outra grande vítima da pontaria do atual maior artilheiro das Copas de todos os tempos. Messi castigou com três gols no primeiro jogo da Argentina no Grupo J deste ano no estádio de Kansas City, nos Estados Unidos, no dia 16 de junho. A cerveja-prêmio aqui seria a Tango, uma American Lager de 4,8% produzida pela SARL Tango, também subsidiária da Heineken.

Strela Kriola – Cabo Verde

Sensação da Copa do Mundo 2026, a seleção de Cabo Verde protagonizou um confronto épico na segunda fase do torneio e deu um sufoco na seleção argentina. Por duas vezes, os cabo-verdianos ficaram atrás no placar e buscaram o empate, mas foram eliminados com um gol da Argentina nos minutos finais. Messi marcou o primeiro.

A cerveja mais consumida no arquipélago é a Strela Kriola (5% ABV), uma American Lager dourada e leve que é feita com água do mar. Isso porque as ilhas têm poucas fontes de água potável — a grande maioria do precioso líquido vem de dessalinização.

A Strela foi lançada em 2006 na cidade da Praia, capital de Cabo Verde. Foi produzida pela Sociedade Cabo-verdiana de Cerveja e Refrigerantes (SCCR), que pertence ao grupo Equatorial Coca-Cola Bottling Company (ECCBC), uma engarrafadora da Coca-Cola que começou a atuar no país em 1997.

Corona – México

Parece que Messi não consegue performar muito bem em termos de gols na Copa do Mundo contra países do continente americano. Nessas condições, ele marcou apenas um gol contra o México na fase de grupos da Copa de 2022, no Catar.

Se ganhasse uma cerveja dos mexicanos, ela com certeza seria a Corona Extra — a marca de cerveja mais valiosa do mundo. Produzida originalmente pelo Grupo Modelo, a marca pertence hoje à multinacional AB InBev e também está disponível no Brasil por meio da Ambev, sua subsidiária. É uma American Lager leve, refrescante e frequentemente consumida com uma fatia de limão no gargalo.

Great Northern Super Crisp – Austrália

Também em 2022, no Catar, a Argentina eliminou a Austrália nas oitavas de final por 2 a 1, com um gol de Messi. Apesar de uma alta carga tributária e muita regulamentação, há boas cervejas no país da Oceania. A mais consumida em 2025 foi a Great Northern Super Crisp, uma American Lager de teor alcoólico reduzido (apenas 3,5%) e super leve, que pertence à Carlton & United Breweries, subsidiária da cervejaria japonesa Asahi. Lançada em 2010, foi adaptada ao clima local e, por isso, concorre diretamente com a Corona.

Heineken – Países Baixos

Se por um lado Messi não marcou muito contra times americanos e da Oceania, por outro ele foi um verdadeiro carrasco dos europeus. Também na Copa de 2022, ele foi decisivo na derrota dos Países Baixos — a famosa seleção holandesa — nas quartas de final. O jogo foi tão caótico e disputado que ficou conhecido como a “Batalha de Lusail”, nome do estádio da partida. Foram 18 cartões amarelos, o recorde das Copas do Mundo.

No tempo regulamentar, Messi deu um passe para o primeiro gol e marcou o segundo de pênalti. Mas os holandeses empataram com dois gols na metade final do segundo tempo — o segundo numa cobrança de falta ensaiada aos 54 minutos. Como o empate persistiu na prorrogação, os times foram decidir nos pênaltis e a Argentina levou a melhor.

A Holanda é a terra da Heineken, onde também é a cerveja mais vendida. Messi, então, guarda na sua cesta uma verdinha para levar para casa.

Kronenbourg 1664 – França

A seleção de Mbappé também é “freguesa” de Messi. Ela foi alvejada duas vezes no mesmo jogo. Foi em 18 de dezembro, na final da Copa do Mundo de 2022 no Catar. Uma data inesquecível para os argentinos, pois foi quando a seleção conquistou seu terceiro campeonato mundial após a disputa de pênaltis.

Como troféu, Messi ganharia com certeza uma Kronenbourg 1664, uma Premium Lager da Brasseries Kronenbourg amplamente reconhecida como uma das melhores da França. A cervejaria foi fundada em Estrasburgo em 1664 e fica localizada na principal região cervejeira do país, a Alsácia. Em 2008, o conglomerado multinacional dinamarquês Carlsberg Group adquiriu a fábrica.

Gösser Märzen – Áustria

Os austríacos também levaram dois gols este ano, na segunda partida dos argentinos na fase de grupos no dia 22 de junho no estádio de Dallas, também na terra do Tio Sam.

Mas, em termos de cerveja, o artilheiro argentino aqui poderia escolher a sua entre uma ampla gama de estilos variados — a Áustria compartilha muitas das mesmas raízes cervejeiras da Baviera, no sul da Alemanha. Apesar de ter um estilo nacional com o nome de sua capital, a Vienna Lager, grande parte das cervejas mais consumidas lá pertence ao estilo Märzen (ironicamente, há muito poucas Viennas hoje).

As cervejas desse estilo na Áustria costumam ser mais claras, chegando à cor dourada de uma cerveja mainstream. Mas não se engane, elas preservam o corpo médio, a proeminência dos maltes e a graduação alcoólica mais elevada do estilo. A Gösser Märzen é a mais popular, pertencente ao grupo Brau Union — do qual a Heineken é a acionista majoritária.

Nikšićko Pivo – Sérvia e Montenegro

O time da Sérvia e Montenegro enfrentou a Argentina na fase de grupos na Copa da Alemanha em 2006. Esse gol é especial para Messi justamente porque foi o seu primeiro em Mundiais. O jogador entrou em campo vindo do banco aos 74 minutos e, aos 88, marcou o sexto gol da goleada de 6 a 0.

Sérvia e Montenegro foi um país que só existiu entre 2003 e 2006 e substituiu a República Federal da Iugoslávia. Ele deu origem a dois Estados independentes após um referendo no qual os cidadãos votaram pela independência de Montenegro.

Nessa época, o presente seria uma Nikšićko Pivo, American Lager com raízes de Czech Pale Lager da Trebjesa Brewery, maior cervejaria de Montenegro até os dias atuais. Ela fica na cidade de Nikšić e é controlada pelo grupo Molson Coors.

Nektar – Bósnia e Herzegovina

Marcar gol em times de países com dois nomes parece também ser uma das especialidades do argentino. Ele fez um gol na vitória da Argentina sobre a Bósnia e Herzegovina por 2 a 1 na fase de grupos da Copa de 2014. O jogo foi disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro.

A cerveja mais popular do país é a Nektar, uma American Lager de 5% da Banjalučka Pivara, uma das cervejarias mais antigas do país, fundada originalmente por monges em 1873. A marca é também a principal patrocinadora da seleção de futebol deles.

Ožujsko – Croácia

Com a bola rolando, Messi também tem outro recorde das Copas do Mundo: o de maior perdedor de pênaltis da competição. Em oito cobranças no tempo regulamentar, converteu apenas quatro. Porém, foram todos decisivos. E foi justamente assim que ajudou a Argentina a eliminar a Croácia por 3 a 0 na semifinal da Copa do Mundo de 2022.

Por essa vitória, ele ganharia uma Ožujsko, cerveja produzida pela Zagrebačka Pivovara, na capital Zagreb. Trata-se de uma American Lager extremamente famosa no país. Hoje ela faz parte do portfólio internacional do grupo Molson Coors.

Petra – Jordânia

A Argentina venceu a Jordânia por 3 a 1 no último dia 27 nesta Copa do Mundo. O palco foi o estádio de Dallas, nos Estados Unidos, e Messi marcou um gol. 

A Jordânia também é um dos países do Oriente Médio de maioria muçulmana, religião que tem muitas correntes que proíbem o consumo de álcool. No entanto, as regras costumam variar entre os territórios.

Os jordanianos costumam ser um povo árabe mais tolerante ao consumo de álcool. A cerveja e outras bebidas alcoólicas são facilmente encontradas em cardápios de hotéis, restaurantes e bares, especialmente em áreas turísticas. No entanto, beber nas ruas ou em locais públicos não designados é ilegal.

A marca nacional mais famosa é Petra, uma Lager de impressionantes 8% (na versão Premium, são 10% de álcool). Ela é produzida desde 1964 pela General Investment Company (GIC), hoje subsidiária da Heineken. Mas a marca mais vendida é Amstel. Messi poderia escolher.

Sakara – Egito

O jogo da Argentina contra o Egito foi outra disputa histórica que aconteceu pelas oitavas de final no estádio de Atlanta nesta Copa do Mundo. Os argentinos começaram perdendo com um gol do Egito aos 15 minutos. Messi chegou a perder um pênalti ainda no primeiro tempo. No segundo período, os egípcios fizeram mais um gol e  ampliaram a diferença. Quando tudo parecia perdido, os argentinos viraram o jogo com três gols em 13 minutos. Messi marcou o segundo.

Mais uma cerveja merecida para o herói argentino. No Egito, que também é bastante tolerante à cerveja, ele poderia escolher entre a local Sakara, que pertence à Al Ahram Beverages Company, subsidiária da Heineken, ou Stella Artois, produzida pela gigante AB Inbev.

Holsten Classic – Arábia Saudita

A Argentina perdeu de virada para a Arábia Saudita por 2 a 1 na estreia da Copa do Mundo de 2022, numa das maiores zebras da história das Copas. Sorte dos argentinos que aconteceu na fase de grupos e eles permaneceram na competição para serem campeões mais tarde. Messi abriu o placar de pênalti ainda no primeiro tempo, mas os sauditas viraram com dois gols no começo do segundo tempo.

A Arábia Saudita proíbe o consumo de álcool no seu território, sendo um dos países mais rígidos nessa questão. Porém, são permitidas cervejas sem álcool. Messi ganharia provavelmente uma Holsten Classic, pertencente ao Grupo Carlsberg. Outras alternativas muito populares por lá são cervejas sem álcool com frutas, como as Holsten morango, maçã, uvas-pretas ou romã.

Istak – Irã

A Argentina venceu o Irã por 1 a 0 com um gol de Messi num chute de fora da área literalmente aos 45 minutos do segundo tempo. Foi na segunda rodada do Grupo F da Copa do Brasil e o jogo foi realizado no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.

O Irã proíbe as bebidas alcoólicas desde a Revolução Islâmica de 1979, se enquadrando entre os países mais rígidos da região. Mas, assim como na Arábia Saudita, os habitantes podem consumir cervejas sem álcool. As marcas mais populares são Istak e Delster. As versões com frutas também fazem sucesso por lá.

Luís Celso Jr.
Luís Celso Jr.
É jornalista, escritor e sommelier de cervejas. Formado pela PUC-PR, se especializou em jornalismo digital e em gestão de Pequenas e Médias Empresas (FIA Business School). No ramo da cerveja, foi premiado no 1º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas em 2014, defendo o Brasil no mundial em 2015. É professor do Instituto da Cerveja, juiz de concursos nacionais e internacionais (National BJCP), consultor e fundador do BarDoCelso.com — blog mais antigo de cerveja da internet brasileira que completa 20 anos em 2026. Premiado no Edital Fermenta!, é autor do livro “Uma viagem pela história da cerveja no Brasil” (no prelo).
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