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Coluna Profano Graal

Balcão do Profano Graal: A revolta da Lager de Chicago

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
21 de abril de 2022
Atualizado em: 26 de abril de 2022
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    Balcão do Profano Graal: A revolta da Lager de Chicago

    Alguns meses atrás, eu contei como uma pequena revolta ocorrida na cidade de Pilsner, em 1838, deu origem ao estilo de cerveja mais popular do mundo. Neste mês e no próximo, vou falar sobre duas outras revoltas ocorridas no século XIX e que também tiveram a cerveja como um dos seus elementos. A primeira é uma revolta que ocorreu em Chicago, em 1855.

    A cidade de Chicago passou por um rápido crescimento nas décadas de 1840 e 1850, em grande parte por causa da imigração de alemães e irlandeses católicos. Esses imigrantes se estabeleceram no lado norte da cidade e trabalhavam seis dias na semana, deixando o domingo como seu principal dia para socializar.

    Boa parte dessa socialização acontecia nas pequenas tavernas que pontilhavam o lado norte de Chicago. Como afirma o historiador Brian Alberts: “A cerveja era mais do que uma bebida – era um apoio cultural integral para os imigrantes que se instalavam em um novo lar.”

    Em várias partes dos Estados Unidos, de maioria protestante, o crescimento da influência católica produziu uma reação na forma de um movimento populista e xenófobo que ficou conhecido como Know Nothing, que levantava uma bandeira anticatólica e anti-imigração.

    Seu nome coloquial se deve ao fato de que os membros do movimento eram obrigados a dizer “não sei de nada” sempre que fossem questionados por pessoas de fora sobre suas especificidades. Originalmente uma sociedade secreta, o movimento assumiu a forma de partido político por meio do Partido Americano, que foi um dos precursores dos movimentos de temperança nos Estados Unidos.

    Foi com uma plataforma anti-imigração, anticatólica e pró-temperança que Levi Boone (1808-1882) se elegeu prefeito de Chicago em 1855 pelo Partido Americano. Em seu discurso de posse, Boone declarou: “Não posso ficar cego para a existência em nosso meio de uma poderosa organização político-religiosa, onde todos os seus membros e seus principais oficiais estão vinculados sob um juramento de fidelidade ao temporal, bem como a supremacia espiritual de um déspota estrangeiro”.

    Boone fazia menção à uma teoria da conspiração, na qual acreditavam os membros do movimento Know Nothing, segundo a qual os católicos (chamados “romanistas”) procuravam subverter a liberdade civil e religiosa nos Estados Unidos sob o comando do Papa (o “déspota estrangeiro”). Nas eleições daquele ano, os Know Nothings ocuparam seis dos dez assentos do Conselho Municipal de Chicago.

    Associado à sua xenofobia, Boone, um pastor batista e defensor da temperança, acreditava que os mandamentos eram profanados por ter estabelecimentos de bebidas abertos no fim de semana. E, dessa forma, decretou que os bares permanecessem fechados aos domingos. Ao mesmo tempo, o Conselho Municipal decidiu aumentar o custo da licença para a venda de bebidas alcoólicas de US$ 50 para US$ 300, renovável trimestralmente.

    Aos olhos dos imigrantes alemães e irlandeses, essas medidas eram vistas como um meio de controle usado pelas elites para controlar a classe trabalhadora imigrante e de impor o que era considerado um comportamento socialmente aceitável. Para aqueles que a fabricavam ou vendiam, a cerveja representava seu sustento econômico. Cervejeiros alemães locais, como John Huck e Conrad Seipp, forneciam Lagers alemãs para os bares, cuja remessa diária podia secar às três da tarde.

    Por isso, apesar da proibição, os donos de bares continuaram a vender cerveja aos domingos. Alberts afirma que, para fugir da fiscalização, Valentin Blatz, dono de um bar alemão, fechava as cortinas e empilhava copos de cerveja vazios contra as janelas, abafando o som para que policiais não pudessem ouvir o burburinho dentro do estabelecimento, enquanto seus clientes entravam por uma porta secreta no consultório médico adjacente.

    Isso resultou na prisão de mais de 200 alemães por violação tanto da licença quanto das ordenanças dominicais. Os donos de “saloons” decidiram, então, se unir para se defender e resistir, formando um conselho de representação e contribuindo para um fundo comum. E marcaram uma manifestação para 21 de abril, quando o tribunal de Justiça de Chicago deveria emitir uma sentença sobre as prisões.

    No dia da audiência, centenas de manifestantes encheram a sala do tribunal e os corredores externos e acabaram entrando em confronto com a polícia. Na tarde do mesmo dia, ondas de imigrantes vindos da parte norte invadiram o centro da cidade, tocando pífanos e tambores.

    Quando os manifestantes se aproximaram do rio Chicago, na altura da Clark Street, o prefeito ordenou que as pontes giratórias fossem abertas para impedir que eles cruzassem o rio, deixando muitos manifestantes presos nessas pontes. A polícia disparou contra os manifestantes, que revidaram, havendo mortes dos dois lados. Canhões carregados foram posicionados na praça do tribunal para conter os manifestantes.

    Apesar disso, em certa medida a Revolta da Lager de Chicago foi vitoriosa, levando a um acordo no qual o conselho da cidade baixou a taxa de licenciamento de bebidas de US$ 300 para US$ 100. Depois que Boone deixou o cargo, no ano seguinte, a proibição de funcionamento dos bares aos domingos foi revogada. Apesar de ter decidido não libertar aqueles donos de bares que haviam sido detidos por não pagarem a taxa, a maioria dos presos durante o tumulto foi libertada, não indo a julgamento.

    Por outro lado, o movimento ilustrou o risco que os imigrantes alemães estavam dispostos a assumir para proteger os proprietários de bares alemães que eles consideravam líderes de sua comunidade, levando à criação de um maior senso de comunidade dentro desse grupo. Como conclui Brian Alberts: “Para os imigrantes alemães de Chicago em 1855, seu desejo por um espaço cultural próspero em sua nova casa espumava dentro de seus copos de cerveja. Eles consideraram que valia a pena lutar.”


    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
    ALBERTS, Brian. The Lager Beer Riot: Chicago’s first North Side War. Brewed Culture: Beer in Context. Acessível em: The Lager Beer Riot: Chicago’s ‘First North Side War’ – Brewed Culture

    HOGAN, John F. & BRADY, Judy E. The Great Chicago Beer Riot: how lager struck a blow for liberty. Illinois: The History Press, 2015.

    Lager Beer Riot. Wikipedia. Acessível em: Lager Beer Riot – Wikipedia

    SMITH, Gregg. The Chicago Beer riots. Beerhistory.com. Acessível em: The Chicago Beer Riots (beerhistory.com)


    Sérgio Barra é carioca, historiador, sommelier e administra o perfil Profano Graal no Instagram e no Facebook, onde debate a cerveja e a História.

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