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Testes em 100 rótulos mostram que caso Backer é isolado; Lapolli vê ‘lição’ ao setor

câmara setorial cerveja
Confirmação de que caso foi isolado ocorreu durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Cervejeira

O caso de contaminação de rótulos da cervejaria Backer por monoetilenoglicol e dietilenoglicol é grave, mas isolado. Mais do que uma avaliação, essa é a constatação de testes realizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em mais cem rótulos de cerveja.

Formada por representantes da indústria cervejeira, de associações do setor e do Mapa, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Cervejeira se reuniu nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, para debater a atuação do setor frente à crise de confiança causada pelo caso de contaminações encontradas em cervejas da Baker.

Após o encontro, líderes da Câmara reportaram que o Mapa fez testes em mais de cem rótulos de cervejas de diferentes marcas presentes no mercado mineiro, incluindo nomes mainstream, artesanais e importados. E o ministério não detectou a presença das substâncias tóxicas.

“O Ministério da Agricultura fez uma análise em mais de cem rótulos de cervejas disponíveis no mercado de Minas Gerais, com cervejarias de todos os tamanhos, desde as grandes, passando pelas artesanais e até pelas importadas. E, desses cem rótulos, nenhum teve qualquer contaminação por etilenoglicol. Isso mostra que é um caso bastante isolado, trazendo tranquilidade para o consumidor brasileiro”, explicou Carlo Lapolli, presidente da Câmara e também da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), após o encontro.

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Para ele, portanto, esses testes demonstram que o caso de contaminação dos lotes em Minas Gerais é algo isolado. “Ficou esclarecido que é uma crise restrita à Backer. Não temos problemas de qualidade com a cerveja brasileira, seja ela industrial, com as marcas grandes, ou mesmo a artesanal”, acrescentou.

Lição
Nem por isso, porém, o setor deve afrouxar a atenção em relação aos acontecimentos e o desfecho da contaminação de rótulos da Backer, que pode ter provocado a morte de seis pessoas. Para Lapolli, trata-se de uma oportunidade e alerta para uma reflexão das cervejarias, reforçando os cuidados em todos os processos de produção das bebidas.

“Claro que a gente tem que tirar lições, sempre estar atento, porque temos um produto alimentício e a gente precisa ter a responsabilidade de colocar esse produto no mercado, garantir uma segurança alimentar para o produto que a gente está produzindo. É uma oportunidade para o setor olhar um pouco para dentro, revisar os processos de controle de qualidade, os equipamentos, fazer a avaliação de fornecedores”, disse Lapolli.

De acordo com ele, a Abracerva também será ativa no contexto da crise envolvendo a Backer e pretende trabalhar mais diretamente com as cervejarias. A ideia é que a produção das bebidas seja sempre pautada pela segurança e pela qualidade.

“A Abracerva vai começar a trabalhar para fomentar a criação de um plano de gestão de qualidade para pequenas cervejarias, de uma forma racional, que não impacte em custos”, concluiu Lapolli.

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