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Coluna Cerveja com Ciência

Cerveja e Gestão: Quão ruins são as cervejas?

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
24 de abril de 2022
Atualizado em: 26 de abril de 2022
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    Cerveja e Gestão: Quão ruins são as cervejas?

    Essa pergunta pode ser respondida sobre diferentes perspectivas. Por isso, cabe iniciar a resposta colocando à mesa que o nosso interesse é tratar sobre qual o impacto que um copo de chope ou uma garrafa de cerveja pode trazer ao meio ambiente. Especificamente, em relação à emissão de gases do efeito estufa, de carbono e seus equivalentes (CO2e) ou, ainda, qual é a pegada de carbono por trás de nossos hábitos ao tomarmos uma gelada.

    Os dados fornecidos nesta coluna foram publicados pelo cientista Mike Berners-Lee na versão revisada em 2020 do livro intitulado “How Bad Are Bananas?” (em tradução livre “Quão Ruim São As Bananas?”). Uma importante consideração feita pelo autor para apresentar sua resposta clara, com base científica, é que o termo “pegada de carbono” pode ser usado de forma equivocada. Ou melhor, que “pegada de carbono” é uma metáfora usada de forma abreviada, que significa qual seria a melhor estimativa ao nosso alcance para medir os impactos das mudanças climáticas em relação a algo.

    Isso vale para uma atividade (exemplo, realizar uma Copa do Mundo de futebol), um item (exemplo, nosso chopinho), um estilo de vida (exemplo, cuidarmos de um bicho de estimação), uma empresa (uma cervejaria local), uma cadeia de suprimentos global etc.

    Apesar de o termo mencionar a palavra carbono, deve ser levado em consideração todos os gases que promovem o aquecimento global. Dessa forma, são relevantes as estimativas sobre emissões de gases dominantes em relação ao efeito estufa, como o CO2 emitido toda vez em que usamos combustíveis fósseis em casa, veículos, fábricas e para gerar energia. Além de outros gases importantes, como metano (CH4) emitido principalmente pela agricultura e aterros sanitários, cuja potência pode ser 28 vezes maior quando comparado ao CO2 em um período de 100 anos.

    Ainda mais potente do que o gás metano, mas emitido em menores quantidades, é o óxido nitroso (N2O) proveniente de processos industriais e produção agrícola, com efeito 265 vezes maiores do que o dióxido de carbono nessa mesma fração de 100 anos. Ou, ainda, gases usados na refrigeração, os quais são milhares de vezes mais potentes.

    Os cálculos sobre a potência e quantidades emitidas são complicados de serem realizados, devido à natureza de gases reagirem de forma diferente ao longo do tempo. Por isso, a dificuldade de se estabelecer uma convenção entre empresas de um mesmo setor sobre como conduzi-los. Para evitarmos confusão, uma das formas mais apropriadas é considerarmos a “pegada de carbono” em termos de emissões de dióxido de carbono e equivalentes (CO2e).

    Outro equívoco comum a ser evitado é considerar apenas emissões diretas. Por exemplo, as conhecidas calculadoras de websites podem informar a “pegada de carbono” com estimativas baseadas na produção direta de matérias-primas ou envase, e ignorar outros itens relevantes, como geração de energia para produção, transportes de matéria-prima e produtos, compras de produtos para fabricação e para gestão do negócio, desperdício, entre outros.

    Esses equívocos são parte da complexidade inerente aos temas ligados à sustentabilidade, tanto para operações de empresas ou da cadeia de suprimentos em que estão inseridas. Isso nos coloca diante de um dilema, pois é quase impossível medirmos a pegada de carbono, apesar de ser essencial compreendermos como a produção de matérias-primas por meio da agricultura (no caso das cervejas), do transporte, armazenamento e dos processos inseridos nestas etapas produtivas influenciam as mudanças climáticas.

    Como lidar com esta complexidade em medir algo quase impossível? A primeira resposta pode ser negarmos a necessidade de medirmos. Uma segunda maneira é medirmos algo mais fácil, mas que pode nos levar a ilusões, confundindo nossa atenção, como os exemplos mencionados sobre os equívocos ao medirmos apenas os impactos diretos, ou apenas as emissões de dióxido de carbono (CO2). A abordagem que Berner-Lee propõe pode ser considerada mais realista ao medir o que é prático de forma mais completa, e ser honesto em relação às incertezas que ainda persistem sobre o assunto.

    Com estas considerações podemos dizer que a estimativa mais plausível sobre qual valor correspondente à pegada de carbono das cervejas pode variar entre (Berners-Lee, 2020, p. 69):

    650g CO2e de um chope de um brewpub;
    780g CO2e de uma cerveja engarrafada de um brewpub;
    910g CO2e de um chope de outra localidade em um pub;
    1kg CO2e de uma cerveja engarrafada e transportada por longas distância até chegar ao mercado.

    Estudo realizado na Everards Brewery, um brewpub de médio porte localizado em Leicester (Reino Unido), apresentou o seguinte resultado considerando as fontes de emissões de gases efeito estufa:

    Fonte: Berners-Lee (2020, p. 69)

    Para a cervejaria que participou deste estudo, gás e eletricidade corresponderam a mais de um quarto da pegada, logística foi equivalente a um quinto, considerando que as cargas para transporte das cervejas são pesadas, e ingredientes por aproximadamente um oitavo. Quase 40% está na conta de tudo que a cervejaria precisou por meio de compras. O processo de fermentação apresentou aproximadamente 15g por chope, mas que pode ser desconsiderado, pois o CO2 é absorvido pelos ingredientes durante o processo.

    Assim, se você puder optar, prefira tomar o seu chope ou cerveja em um brewpub local, para evitar as emissões inerentes aos transportes e armazenamento. E, é claro, quando preferir ficar em casa, latas são mais sustentáveis do que garrafas. Especialmente pela capacidade infinita de reciclagem e por serem mais leves para o transporte. Para efeitos de qualidade, as latinhas também são imbatíveis por preservarem o conteúdo da luz e impurezas externas.

    Sob o ponto de vista do meio ambiente e de sua saúde, independentemente de onde for tomar sua próxima cerveja e qual, um simples chope de qualidade é quase sempre melhor do que um pack de garrafas encontrado mais barato em um supermercado. Aproveite sua escolha.


    Marcelo Sá é professor de gestão em operações, pesquisador na área de riscos e resiliência em cadeias de alimentos e bebidas, esposo e pai apaixonado por sua família. Em sua folga, pode ser facilmente encontrado com uma IPA ao seu lado.

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