6 pontos a serem trabalhados no mercado cervejeiro nacional
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6 pontos a serem trabalhados no mercado cervejeiro nacional

6 pontos
Em debate no Festival Brasileiro da Cerveja, especialistas falaram sobre a importância de se pensar em questões como profissionalização e precificação

Além de reunir algumas das principais marcas brasileiras e realizar o mais importante concurso do país, o Festival Brasileiro da Cerveja se notabilizou pela realização de palestras e debates que discutem com profundidade os rumos do mercado cervejeiro.

E uma das atrações mais aguardadas desta edição foi o debate Tendências do Mercado Cervejeiro, que reuniu nomes importantes como Carlos Müller (coordenador geral de vinhos e bebidas do Ministério da Agricultura), Carlo Lapolli (presidente da Abracerva), Carlo Bressiani (diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte), Gabriela Müller (Levtek), Rubens Deeke (Bierland), Daniel Wolf (Franquia Mestre Cervejeiro), Rubens Mattos (Prodoze) e Eli Junior (Hemmer).

Nele, além de ser anunciado a reformulação de uma plataforma online que permite agora o registro automático de novos rótulos, foram discutidos outros pontos pertinentes ao mercado. Ulisses Malacrida, do canal Malte Papo e parceiro do Guia, acompanhou o debate e trouxe os 6 pontos mais interessantes.


O que esperar do mercado cervejeiro neste ano e as ações a serem tomadas por empresas, associações e órgãos públicos para dinamizar o setor

  • Descentralização: Há otimismo e oportunidade para 2019, mas consenso de que o mercado cervejeiro ainda é embrionário, mais desenvolvido nas regiões Sul e Sudeste. No Norte e Nordeste há muita chance de expansão. Quanto à produção, o Ministério da Agricultura acredita que existe o início da maturidade. Hoje percebe-se uma alteração na prestação de serviços por setores da indústria que antes atendiam outros mercados, e agora se voltam à produção de equipamentos para cervejarias.
  • Expansão: Também foi discutida a necessidade de profissionalização do mercado em áreas como gestão, comercial, distribuição e sustentabilidade. Para isso, as empresas precisam deixar de disputar a mesma fatia de 1% e expandir o público. Ao mesmo tempo que existe uma expectativa de aumento de consumo, será necessário trabalhar por preços melhores – mesmo que a cerveja mais barata nem sempre seja a mais vendida – e focar em investimentos em comunicação para criar um novo consumidor.
  • Flexibilização: A Abracerva se posicionou pela flexibilização no ingresso na associação por parte de outros profissionais da cadeia cervejeira, buscando assim a melhoria do debate em todas as áreas rumo à democratização da cerveja.
  • Precificação: O foco das cervejarias deve ser a comunicação para novos clientes, que hoje buscam 4 ou 5 garrafas na gôndola do PDV, mas acabam levando um pack de cervejas mainstream. Assim, o ideal seria oferecer um produto de qualidade com preço entre R$ 5 e R$ 20, que corresponda à realidade financeira do consumidor.
  • Profissionalização: Outro ponto é o dos investimentos em gestão e força comercial. É consenso que as cervejarias precisam deixar de pensar apenas na paixão pelo produto e dar passos para se profissionalizarem, crescerem em escala. Às vezes isso demanda uma verdadeira reinvenção do negócio.
  • Fornecimento: Para os fornecedores de insumos, se faz necessária a preocupação com a qualidade, a busca por melhores preços e o auxílio às fábricas através de consultorias e de parcerias. No entanto, o fomento do mercado de cervejeiros caseiros também é uma tendência. Trata-se de um público que aprende a consumir um produto melhor e consegue disseminá-lo junto ao seu círculo de convivência.

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