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Prêmio Brewbound Awards 2025 reconhece destaques da indústria de cerveja e bebidas dos EUA

A indústria de cervejeira e bebidas dos Estados Unidos (EUA) conheceu, em dezembro, os principais destaques do ano do prêmio Brewbound Awards 2025. Os vencedores foram revelados durante a conferência de negócios Brewbound Live 2025, realizada em Marina del Rey, na Califórnia. 

O evento, organizado pela plataforma de mídia especializada Brewbound, é um dos termômetros mais importantes do mercado porque reconhece a qualidade do produto, a inovação, a resiliência nos negócios e a capacidade de adaptação em um cenário econômico desafiador.

Confira a lista de premiados em cada categoria:

Cervejaria Artesanal do Ano (Craft Brewery of the Year)

O prêmio de Cervejaria Artesanal do Ano (Craft Brewery of the Year) foi para a New Trail Brewing, localizada na Pensilvânia. 

Esta categoria reconhece cervejarias artesanais independentes que produzem menos de 100 mil barris por ano (11,7 milhões de litros). 

A escolha destaca o desempenho comercial da marca: em um ano difícil para muitos, a New Trail registrou seu terceiro ano consecutivo de crescimento de dois dígitos, entrando para o ranking das 50 maiores cervejarias artesanais dos EUA. 

Segundo a premiação, a cervejaria tem foco em Hazy IPAs e expandiu sua produção para Lagers, West Coast IPAs e cervejas sem álcool.

O prêmio de Cervejaria Artesanal do Ano (Craft Brewery of the Year) foi para a New Trail Brewing, localizada na Pensilvânia.
Foto: Brewbound 2025 Awards

Cervejaria de Grande Porte do Ano (Large Brewery of the Year)

Esta categoria é para cervejarias que produzem mais de 100 mil barris por ano (11,7 milhões de litros). A vencedora foi a Deschutes Brewery, do Oregon.

Segundo a premiação, a cervejaria Deschutes teve um crescimento de 9% no volume de vendas em 2024, após uma queda de 11% no ano anterior. 

A estratégia da cervejaria foi focar na linha Fresh Squeezed e em seu portfólio de bebidas não alcoólicas, além de parcerias de sucesso com a Costco e a Patagonia. 

A Deschutes Brewery, do Oregon, venceu na categoria de grandes cervejarias. Foto: Brewbound 2025 Awards

Personalidade do ano (Person of the Year)

Esta categoria pretende reconhecer pessoas que geraram mudanças positivas e duradouras na indústria de bebidas. A escolhida foi Lauren Woods Limbach, New Belgium Brewing (Fort Collins, Colorado). 

Segundo a premiação, Laura construiu um legado ao longo de 28 anos de atuação na New Belgium. Ela foi a responsável pela criação do programa de cervejas ácidas envelhecidas na madeira, como a La Folie, Le Terroir e Transatlantique Kriek.

Os organizadores do prêmio afirmam que este portfólio de cervejas “foi fundamental para apresentar os estilos tradicionais belgas ao paladar americano”. Segundo a publicação, Woods Limbach se aposentará em janeiro, “deixando um legado que ajudou a moldar a cerveja artesanal moderna”.

Lauren Woods Limbach, New Belgium Brewing., foi escolhida a pessoa do ano. Foto: Brewbound 2025 Awards

Melhor novo produto do ano (Best new product)

Esta categoria reconhece novos produtos com qualidades excepcionais, como sabor, design, causa, formulação ou que tenham algum potencial disruptivo que chame a atenção.

A vencedora foi a Pils Sierra Nevada (Chico, na Califórnia), escolhida por “voltar ao básico”, começando com uma opção exclusiva para chope para conquistar consumidores de bares e restaurantes, e depois entrando no varejo com latas de 250 ml em packs de 8 unidades.

Segundo a premiação, o objetivo para o segundo ano é focar em pontos de venda e experimentação para atrair consumidores. 

Pils Sierra Nevada, escolhida na categoria ‘Melhor produto do ano’ por “voltar ao básico”. Foto: Brewbound 2025 Awards

Melhor causa do ano (Cause of the year)

A premiação desta categoria reconheceu uma campanha para pagar cervejas aos funcionários federais que estavam ficando desempregados com a política de cortes do governo Donald Trump, no início de 2025.

A Right Proper Brewing lançou o programa “Executive Order Me A Beer”, que funcionava como um pagamento adiantado — uma pessoa deixava uma cerveja no valor de US$ 8 paga para algum ex-funcionário federal que aparecesse na cervejaria, com identificação.

Segundo a premiação, não se tratava apenas de cervejas grátis. “A Right Proper organizou happy hours para que os trabalhadores afetados pudessem usar as bebidas enquanto faziam networking, recebiam orientação profissional e ajuda para elaborar currículos”, afirma, em seu site.

A Right Proper Brewing lançou o programa "Executive Order Me A Beer". Foto: Brewbound  Awards 2025
A Right Proper Brewing lançou o programa “Executive Order Me A Beer”. Foto: Brewbound Awards 2025

Cerveja campeã do ano (Beer Champion of the Year)

A Cerveja campeã do ano não foi uma cerveja, mas sim uma iniciativa de união entre várias cervejarias e fabricantes de bebidas. 

A Aliança de Bebidas do Oregon, que une cervejarias artesanais, vinícolas, destilarias, distribuidoras, fornecedores de ingredientes e associações comerciais do Oregon, formaram esse grupo para impedir tentativas de aumentar os impostos sobre a cerveja em valores que variam de 8% a 1.200% ao longo de cinco anos, segundo os organizadores da premiação.

Aliança de Bebidas do Oregon venceu na categoria Cerveja Campeã do Ano. Foto: Brewbound 2025 Awards

Além da cervejaria do ano (Beyond Beer Company of the Year)

Essa categoria busca reconhecer empresas que produzem bebidas como sidra, hard seltzer, kombucha alcoólica, vinho embalado ou coquetéis em lata.

A vencedora foi a Carbliss, que se consolidou no mercado de coquetéis em lata, com crescimento de dois dígitos em 2025.

Segundo a premiação, a marca de coquetéis à base de vodca deve vender mais de 4 milhões de caixas em 2025. “Após consolidar sua presença nos principais mercados do Meio-Oeste americano, a Carbliss iniciou sua expansão para a Flórida, Arizona e outras regiões de clima quente que anseiam pelo coquetel de vodca com zero calorias, zero açúcar e apenas 100 calorias”, diz o site da premiação.

Carbliss venceu na categoria ‘Além da cervejaria’. Foto: Brewbound 2025 Awards

Brewbound Awards 2025 — Estrelas em ascensão (Rising stars)

Aqui, o prêmio reconhece empresas de bebidas alcoólicas com potencial para transformar suas categorias, apresentar novas ideias ou demonstrar crescimento que indique presença duradoura na indústria.

As estrelas em ascensão deste ano são:

  • Best Day Brewing: se consolidou como uma das principais cervejarias independentes de cervejas sem álcool;
  • Bravazzi: marca italiana de refrigerantes alcoólicos;
  • Destihl Brewery: dobrou seu volume desde 2021, registrando um crescimento de 53% em 2024. Fica em Bloomington, Illinois;
  • Good Boy Vodka: vendeu 2 milhões de caixas em 2025, com uma expansão significativa na distribuição;
  • Outlaw Light Beer: deve atingir a marca de 200.000 barris (23,5 milhões de litros) até o final de 2025. O rápido crescimento da marca levou à revitalização da Tivoli Brewing, em Denver;
  • Pure Project: o bar Pure Project, de San Diego, viu seu crescimento da produção explodir nos últimos anos com a expansão para a distribuição;
  • Rationale Brewing: marca de cerveja sem álcool que aprimorou suas operações em 2025;
  • Rupee Beer: Fundada por dois irmãos durante a pandemia para complementar os pedidos para viagem do restaurante da família. É a primeira marca de cerveja indo-americana, apostando em sabores tradicionais e estilos populares.
Estrelas em ascensão escolhidas na premiação Brewbound   Awards 2025. (Foto: Brewbound 2025 Awards)
Estrelas em ascensão escolhidas na premiação Brewbound Awards 2025. (Foto: Brewbound 2025 Awards)

7 cervejas para harmonizar com as simpatias de Réveillon

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Muita gente acredita: aquilo que se faz na virada do ano se repete no novo ciclo. Muitas simpatias de Réveillon se baseiam exatamente nisso para prometer sorte, abundância e fortuna. E a grande maioria desses rituais tem a ver com comer algo específico e simbólico. Então, por que não harmonizar com boas cervejas para garantir um 2026 mais saboroso e cervejeiro?

E se cada simpatia tem um objetivo, existe um estilo de cerveja que potencializa essa intenção através dos sentidos. Sendo assim, o Guia da Cerveja fez uma seleção de sete simpatias harmonizadas com cerveja que vão turbinar seu brinde de meia-noite.

Simpatia de Réveillon da romã com Witbier

A romã é o símbolo clássico da fertilidade e da prosperidade. Para acompanhar o ritual de mastigar as sementes e guardá-las na carteira, nada melhor que uma Witbier. O frescor cítrico da laranja e o toque de sementes de coentro deste estilo belga criam uma ponte perfeita com o sabor levemente adstringente e frutado da romã. É uma combinação leve e cheia de vida para começar o ano com o pé direito.

Experimente com a Blue Moon, versão mais doce e cremosa do estilo, ou Hoegaardem, mais seca e condimentada. Ambas são facilmente encontradas nos mercados por valores entre R$ 7 e R$ 16.

Simpatia das 12 uvas com Bière Brut

Para quem busca sofisticação e sorte em cada mês do ano, a tradição espanhola das 12 uvas pede o “champanhe das cervejas”. Uma Bière Brut (estilo de cerveja finalizado no método champenoise) é a parceira ideal. A alta carbonatação e a secura elegante da cerveja limpam o paladar entre uma uva e outra, fruta que por sua vez reforça o caráter semelhante a espumante da cerveja. Além de ser algo com a pompa que uma grande celebração exige.

Uma das mais famosas cervejas desse estilo é a DeuS — Brut Des Flandres. E também uma das mais caras, com preços variando hoje de R$ 350 a R$ 550. Mas há opções nacionais mais acessíveis e muito interessantes, como a Guarnieri Brut, lançada pela primeira vez em novembro de 2024, com nova edição neste final de ano. Maturada por 12 meses, ela segue o método Sur Lie — no qual a cerveja permanece em contato com a borra, que não é removida. E isso adiciona mais complexidade, cremosidade e notas de panificação. Sai por R$ 110 no site oficial da cervejaria.

Comer castanhas e frutas secas com Bock

Castanhas, nozes, frutas secas, como uvas-passas, simbolizam fartura e continuidade. Comê-las na virada do ano, dizem, traz riqueza e boa sorte. Para potencializar o sabor delas, nada melhor do que uma Bock. Essa Lager encorpada, maltada e mais alcoólica, traz potência suficiente para contrastar a gordura das castanhas e combinar com o dulçor das frutas secas. Fica tão bom que não se sabe onde um termina e outro começa.

O Brasil é um excelente produtor de cervejas Bock. Bierbaum, Shornstein, Therezópolis, Black Princess e muitas outras fazem bem o estilo, com valores que variam entre R$ 10 e R$ 30 nas garrafas de 500 ml.

Simpatia da lentilha com Belgian Dubbel

Se a sua prioridade é fartura e sustento no bolso, a lentilha não pode faltar. Para harmonizar com a base terrosa e o sabor reconfortante desse grão, escolha uma cerveja maltada como a Belgian Dubbel, especialmente em preparos mais gordurosos. Suas notas de caramelo, açúcar mascavo e frutas secas (como ameixa e passas) abraçam o sabor da lentilha, criando uma experiência sensorial rica e densa. É o brinde da estabilidade.

Uma opção clássica é a Westmalle Dubbel, uma das referências mundiais, feita por monges trapistas da Bélgica. Os preços variam de R$ 30 a R$ 60, em média.

Comer Porco com uma Hazy IPA

Diz a crença que devemos comer porco porque ele “fuça para a frente”, garantindo progresso. Gastronomia e simbolismo à parte, a gordura da carne suína pede uma cerveja que tenha força para contrastá-la. Outro fato interessante é que se trata de uma carne que fica muito bem combinada com frutas.

Por isso, uma ideia diferente é harmonizar com uma Juicy ou Hazy IPA, estilo também conhecido como New England IPA. Ela é muito aromático e frutado, com amargor mais moderado, o que garante um bom contraste com a untuosidade. Trata-se também de um estilo de cerveja que depende muito do frescor, portanto vale a pena comprar na sua cervejaria local. Os preços variam de R$ 25 a R$ 50 por 500 ml, aproximadamente.

Comer do peixe com Grape Ale

Comer peixe simboliza fertilidade e abundância, duplicando suas chances de sorte. E também segue o princípio de “nadar para frente”, trazendo progresso. Como o universo dos pescados é muito amplo, dá margem para muitas combinações.

Uma combinação bem interessante é a de peixes mais gordurosos, como Salmão, Truta e Cavala, com as Grape Ales, cervejas feitas com mosto de uvas fermentadas junto da cerveja. Elas são bem carbontadas e mais alcoólicas, contrastando e equilibrando a gordura, trazendo os sabores específicos das castas escolhidas.

A recém-lançada Quatro Poderes lança Cerrado Grape Ale, de Brasília, é uma excelente escolha, explorando uvas Sauvignon Blanc cultivadas no cerrado brasileiro (R$ 79 pela garrafa de 750 ml no site oficial). Outra novidade é a versão de uvas Riesling Renano da Brewine Leopoldina, que chega para se juntar às demais cervejas desse estilo pertencentes ao portfólio da marca do Grupo Famiglia Valduga (R$ 89 no site oficial).

Simpatia de pular as 7 ondas com German Pils

Se a sua simpatia de Réveillon é de renovação e purificação nas águas do mar, você precisa de algo cristalino, direto e refrescante. Uma German Pils traz amargor na medida, notas florais e final seco, ideal para esse momento. Depois do esforço físico e do contato com o sal, o frescor de uma Lager bem feita é um alento necessário. É a celebração da clareza: um ano sem filtros e com muita transparência.

Opções importadas incluem Karlsbäu Urpils e Bitburger (entre R$ 15 e R$ 25). Entre as nacionais, estão Krug German Pils (R$ 10 a R$ 25 por 355 ml) e Tarantino German Pils (R$ 15 a R$ 25 por 473 ml).

Seja qual for o seu ritual, o importante é que o conteúdo do copo seja tão bom quanto as suas intenções. Que em cada gole você encontre o equilíbrio que deseja para o ciclo que se inicia.

*Os preços são apenas estimativas feitas por meio de pesquisas no comércio online.

Conheça 7 lançamentos de cervejas de dezembro

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Com as festas, dezembro acaba sendo um mês mais curto em dias úteis. Muitas cervejarias já fizeram seus últimos lançamentos de cervejas para o final do ano em novembro. Mas sempre há algumas novidades de última hora. É interessante notar a variedade de diferentes produtos, mostrando que há opções e sabores para todos os gostos. Desde as complexas 5 Elementos — que lançou sete rótulos de uma só vez — até as suaves Lagers, como a da Ignorus, que recebeu pinhão na receita.

Confira alguns dos lançamentos de cervejas de dezembro:

5 Elementos lança 7 rótulos com foco em complexidade

Para quem busca potência, a 5 Elementos acaba de renovar o estoque. O mestre cervejeiro Marcos Guerra assina sete novos lançamentos complexos, explorando desde o perfil de Pastry Stouts até experimentos selvagens com barricas de carvalho. As novidades já podem ser encontradas nas unidades do Grupo Turatti, em Fortaleza (CE), e estarão em outros pontos de venda especializados em breve.

Nas latas, o destaque é a evolução da icônica base Abyssal. A Abyssal Cappuccino entrega exatamente o que promete: uma Stout densa com café, lactose e especiarias, inspirada no clássico cappuccino italiano. Já a Abyssal Mistério aposta no sensorial puro, escondendo o ingrediente principal para instigar o paladar do bebedor em uma degustação “às cegas”.

A linha Reserve traz cinco rótulos de guarda. Enquanto a Reserve 2025 e a Pancake (com cacau e maple syrup) focam no dulçor e corpo alto, as demais trazem acidez e complexidade: Sour, Brett de Caju e Russian Imperial Stout com Brett. Essas últimas estagiaram por mais de dois anos em barris de carvalho francês, resultando em cervejas complexas que mesclam as cervejas-base com a acidez e o caráter rústico das leveduras selvagens e frutas regionais.

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Ignorus lança Lager do Largo com pinhão

A Ignorus Cervejaria acaba de apresentar a Lager do Largo, uma American Light Lager que leva pinhão em sua receita. Produzida em Colombo (PR), na Região Metropolitana de Curitiba, a bebida marca a estreia da marca em latas de 350 ml pasteurizadas, buscando expandir sua presença nos mercados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O sócio Alberto Basso destaca que o rótulo traz o sabor da terra paranaense em uma versão leve e refrescante. Com teor alcoólico de 4,5%, a cerveja apresenta a famosa capivara em sua arte visual percorrendo pontos turísticos de Curitiba. Para as festas de fim de ano, a empresa disponibiliza um kit especial com copos e adesivos exclusivos.

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Mariana Astolfi lança Cacau IPA em parceria com o app BeerBo

A empresária e influenciadora da cerveja Mariana Astolfi, do perfil do Instagram @confianamari, lançou na quinta-feira (11) no Empório Alto de Pinheiros na capital paulista uma nova versão da sua Cacau IPA, receita que produz há anos para seu bar em Bauru (SP), o Dignissima Beer & Smoke. Desta vez, ela saiu das panelas pequenas para ser produzida em escala maior com ajuda do aplicativo BeerBo, de propriedade de Fernando von Borstel — ex-proprietário da cervejaria Von Borstel, de Londrina (PR).

BeerBo é um software por assinatura de controle de produção focado em cervejarias, mas que também oferece a possibilidade de produção de pequenos lotes (250 a 500 litros) dentro do projeto Cervejaria Experimental. A cerveja, que foi inspirada na Cacau IPA da Bodebrown, de Curitiba (PR), fica engatada no EAP até acabar. Mas boa parte da produção vai para o bar de Bauru.

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Bodebrown lança licor de Cacau IPA

Entre os lançamentos de cervejas do mês, a cervejaria Bodebrown, de Curitiba (PR), apresentou o Licor de Cacau IPA como sua nova aposta sensorial. O produto nasce de um processo de redução e infusão da cerveja criada em colaboração com a Stone Brewing. A receita utiliza nibs de cacau de Ilhéus (BA) para destacar notas de chocolate amargo, baunilha e especiarias. Segundo a marca, a novidade equilibra dulçor e amargor, sendo ideal para harmonizar com queijos e sobremesas. O produto já está disponível no site da Bodebrown.

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Edelbrau lança cerveja Tripel envelhecida em barris

A Cervejaria Edelbrau lançou uma Belgian Tripel maturada por seis meses em barril de carvalho americano. O processo confere complexidade e intensifica os aromas, com notas de frutas maduras e especiarias, além da madeira, que remete a baunilha e coco-queimado. A tiragem é limitada. São cerca de 600 unidades em embalagem colecionável. O sócio Fernando Maldaner afirma que a edição continua o projeto de rótulos envelhecidos, explorando novos sabores na cervejaria gaúcha.

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Tesla lança Confra da Firma 2025 como Vienna Lager

A Cervejaria Tesla celebra o encerramento de 2025 com o lançamento da versão 2025 da Confra da Firma. A edição anterior era uma German Pils com lúpulo Mandarina Bavaria. Agora, trata-se de uma Vienna Lager de 5% de teor alcoólico. O novo rótulo utiliza cinco tipos de malte para equilibrar complexidade e facilidade de beber nas celebrações. A receita conta com o lúpulo alemão Hallertau Tradition que confere notas florais elegantes ao perfil sensorial da bebida, segundo o material de divulgação. De acordo com os criadores, a proposta é traduzir energia e curiosidade em uma experiência efervescente para o consumidor.

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Trilha Cervejaria lança Framboesa e Caju Brut

As celebrações de Réveillon ganham o reforço entre os lançamentos de cervejas do mês. A Trilha Cervejaria lançou a Caju Brut e a Framboesa Brut, duas cervejas selvagens com frutas de carbonatação e final seco e em garrafas de 750 ml. Com 7,5% de teor alcoólico, trazem grande refrescância, ideal para os brindes de final de ano. Ambas trazem acidez suave, amargor leve os aromas e sabores das frutas acompanhados por notas condimentadas. Os rótulos são produzidos com blend de barris e base jovem para garantir complexidade e elegância no paladar. As novidades já estão disponíveis para compra nas casas da marca, no sistema de delivery e também via site.

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21 cervejarias artesanais avaliam como foi o ano de 2025 para o setor

O ano de 2025 se aproxima do fim trazendo uma sensação mista para as cervejarias artesanais brasileiras. De um lado, existe a percepção de que foi um período de oportunidade e crescimento que trouxe ainda mais ansiedade para a chegada de 2026. De outro, fica a impressão de um momento de aprendizado e possíveis correções de rota.

Para entender melhor como foi o ano de 2025 para o setor, a reportagem do Guia conversou com 21 executivos de cervejarias brasileiras. Confira abaixo as análises exclusivas:

O que dizem as cervejarias artesanais

Bertol (Evandro Bertol, proprietário)

O ano foi mediano, meu mercado retraiu devido à concorrência desleal de cervejarias com preços abaixo do custo (e com qualidade duvidosa), que se dizem artesanais, e cervejarias maiores com alto poder financeiro. De maneira geral avalio que a qualidade das cervejas caiu muito devido à competição por preços cada vez menores.

Biela (Carlos Alberto Buffon, sócio)

Foi um ano ruim, com queda nas vendas.

Cachorro Magro (Guilherme Antonini Donato, sócio-proprietário)

Para nós foi um ano de crescimento no mercado, um ótimo ano em vendas e consolidação de marca.

Capitano (Luiz Tiveron, sócio-proprietário)

Foi um ano péssimo, as vendas despencaram.

Confraria das Véia (Denis Silva, proprietário)

Foi um ano bom.

Cosvesi (Lucas Costa, sócio)

Para nós, foi um ano de crescimento, devido à transição de cervejaria cigana para brewpub.

Cozalinda (Diego Simão Rzatki, sócio)

Foi o melhor ano de todos os tempos da Cozalinda. Apesar da melhora nos últimos dois anos, este ano foi o de melhor resultado da empresa em seus 11 anos. Um ano que, além de coroar os lançamentos de rótulos de entrada como nossa Saison e venda recorde de Praia do Meio (Fermentação Mista), nos deu fôlego para abrir outras frentes, como o lançamento de uma linha de sidras artesanais.

DosMoret (Flávio Moret, sócio-proprietário)

Um bom ano, com muitos desafios, pois esse foi nosso primeiro ano com a fábrica. Então tivemos de colocar tudo para rodar, em meio a um mercado bem difícil.

Duas Torres (Vinicius Agostinho, sócio)

Notamos um crescimento na média do consumo de cerveja comparado ao ano passado. Mas ainda seguimos com o desafio alto referente ao aumento de imposto, insumo, custo fixo, frete, etc. Acreditamos que o público irá sentir, caso o aumento seja proporcional no produto final. Neste ano também tivemos duas conquistas: ganhamos medalha no Mondial de La Bière e na Copa Rio de Cervejas Artesanais.

Hespanha (João Hespanha, sócio-proprietário)

Foi um ano muito bom. Tivemos aumento de faturamento, produção e lucro.

Hocus Pocus (Vinicius Kfuri, fundador)

O ano de 2025 foi um período de amadurecimento importante para a Hocus Pocus. Mesmo diante de um ambiente desafiador, seguimos focados no que está na essência do nosso negócio: espalhar magia por meio da cerveja, com inovação, qualidade e autenticidade. O resultado foi um crescimento em torno de 30%, sustentado por uma agenda clara de eficiência e evolução interna. Investimos fortemente na melhoria dos KPIs de todas as áreas, no fortalecimento das ferramentas e processos e no aumento da disciplina do time, sem perder a nossa criatividade e a capacidade de inovar que sempre definiram a Hocus Pocus.

Mãttu (Daniel Palhano Mourão Lopes, sócio)

2025 foi um ano desafiador, porém decisivo para a Mãttu. O mercado nacional continuou concentrado — apenas 1% das cervejarias responde por metade do volume produzido — enquanto os custos de insumos e logística subiram acima da média. No Maranhão, a cultura cervejeira ainda é jovem e o consumo de artesanais caiu, o que reforçou a necessidade de trabalhar nichos específicos. Mesmo assim, para nós, foi um ano de afirmação. Como sommelier, observei a consolidação da tendência por cervejas mais leves, com menor teor alcoólico e menos açúcares, alinhada ao movimento nacional que impulsionou o crescimento das cervejas sem álcool. Como cervejeiro cigano, 2025 fortaleceu processos, aperfeiçoou receitas e reforçou a identidade da Mãttu no segmento artesanal de alta qualidade. Foi um ano de resiliência e aprendizado — e também de reafirmar por que acreditamos profundamente na cerveja artesanal e no papel da Mãttu no Maranhão.

Monka (Guilherme Marinho, fundador)

A Monka Cervejaria completará dois anos em 21 de dezembro. Além disso, é um brewpub, o que a diferencia, substancialmente, de cervejarias artesanais que fabricam e apenas distribuem em PEVs. Ou seja, não só pela idade, mas pelo formato, a percepção mercadológica da Monka pode ser um pouco diferente das demais. Avaliamos 2025 como um ano de amadurecimento significativo no mercado cervejeiro brasileiro, tanto em relação ao público, quanto às cervejarias. De acordo com o Anuário da Cerveja 2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o setor registrou um crescimento de 5,5% no número de cervejarias ativas em 2024, chegando a 1.949 estabelecimentos, e essa tendência de consolidação continuou em 2025. Esse crescimento vem, paulatinamente, diminuindo e a tendência é que, em breve, tenhamos mais cervejarias fechando do que abrindo, como vem acontecendo nos EUA. Aquela hype que existia há alguns anos, especialmente antes da pandemia em relação às cervejas artesanais, deixou de existir. O Brasil, terceiro maior consumidor mundial de cerveja com cerca de 70 litros per capita anuais (dados da Abracerva), viu o mercado evoluir para um consumo mais seletivo. O foco agora é a em qualidade, em vez de expansão descontrolada. Hoje, temos um público menos curioso, mas que leva muito em consideração a qualidade da cerveja. Não há mais aquele frisson em relação a muitos lançamentos ou à quantidade de estilos no tap; pelo contrário, os clientes buscam boas cervejas e, se a cerveja é boa, voltam e querem beber exatamente o que já experimentaram. O que concluímos é que, apesar de a cerveja artesanal não vender massivamente como era antes de 2020 – com uma perda de 1,1 milhão de consumidores entre agosto e dezembro de 2024, mas um aumento de 20% nas ocasiões de consumo fora de casa (relatório FoodBiz) –, um público muito fiel às artesanais se formou. A Geração Z, com 55% dos jovens evitando álcool (dados do Mapa), vem se interessando pela cerveja low alcohol, impulsionando o crescimento de 536,9% neste setor em 2024, o que representa 4,9% da produção nacional. Por outro lado, muitos dessa mesma geração vêm experimentando cervejas artesanais alcoólicas, mas focando em qualidade e não quantidade ou no maior ABV. Ou seja, só vão sobreviver as cervejarias artesanais que entregam qualidade; a curiosidade pela mera experimentação, quantidade de rótulos, número de lançamentos ou maior ABV passou, dando lugar a um mercado mais sustentável e fiel.

Nave (Rodrigo Gruppelli, sócio)

2025 foi o ano do menor consumo desde 2019, tirando talvez o ano da pandemia.

Paralelo 30 (Paulo Vitola, sócio)

O ano começou bem e terminou fraco em vendas. Reduziu cerca de 10-20%. Nossa avaliação é que tivemos um inverno mais rigoroso, redução do poder de compra da população, concorrência com bets e redução do consumo de cerveja por parte de jovens e de pessoas tomando remédio para emagrecimento. Foi um ano importante para arrumar a casa e traçar bem a estratégia para os próximos períodos.

Philipeia (Isaac Ferreira Costa, sócio)

Aqui na Philipeia o ano de 2025 foi um ano chave, dobramos nosso espaço físico e quase triplicamos nossa capacidade produtiva. Tivemos vários desafios no ano, sem dúvida, porém todas as metas e planejamentos traçados em 2024 foram cumpridos e alguns, inclusive, superados. Em um ano que se viu uma crescente retração do mercado, com, inclusive, fechamentos de cervejarias artesanais e baixo consumo, atrelado, ainda ao crescente desinteresse do público mais jovem em beber efetivamente, crescer no nosso Estado, que culturalmente não é um Estado cervejeiro, foi uma grande façanha. Além disso, passamos a ser também uma indústria de bebidas mais completa, onde hoje temos o foco de 100% da nossa produção em barris e 50% das vendas voltadas a eventos de todos os segmentos com barril, e implementamos uma tendencia que acreditamos ser permanente, que é a produção de bebidas mistas no barril. Introduzimos nossa expertise de cervejaria para criar produtos com insumos cervejeiros conhecidos, como lúpulos cítricos e extrato de malte, e criamos possibilidades que também agregam ao público cervejeiro. Acreditamos que 2025 foi um forte divisor de águas para a implementação da cultura cervejeira aqui na Paraíba e temos orgulho de estarmos capitaneando a ideia. 

Ruera (Bruno Martinelli, sócio-proprietário)

Um ano duro, que foi preciso muito criatividade para atrair o público, porém melhor que o ano de 2024. É nosso segundo ano de Bar, então tivemos um crescimento considerável.

Salva (João Luís Giovanella, sócio-fudador)

O ano de 2025 foi realmente muito desafiador. Os pontos de venda especializados tiveram muita dificuldade em manter suas empresas no azul e a inadimplência cresceu muito. As grandes redes enxugaram o mix e espremeram ainda mais as margens. Além disso o mercado consumidor reduziu consideravelmente o ticket médio. Não fosse tudo isso ainda temos as bets “sugando” mais de 50 bilhões de reais do varejo e um modismo do zero álcool que para as cervejarias artesanais muitas vezes é um nicho inatingível.

Sampler (Bruno Braga, CEO)

2025 foi um ano muito desafiador para todos no mercado cervejeiro. Para a Sampler foi um ano de muito trabalho, reinvestimento, crescimento e prêmios. Aumentamos nossa capacidade produtiva em 30%, iniciamos com sucesso a busca por novos parceiros de vendas e recebemos 19 premiações ao longo do ano, incluindo duas medalhas no World Beer Awards, além de um ouro nacional que nos credenciou a representar o Brasil mais uma vez, agora no World Beer Cup 2026. Logo, o saldo do ano foi bastante positivo para a cervejaria.

Quatro Poderes (Marcelo Naves, sócio)

2025 foi um ano muito positivo. Tivemos um crescimento em faturamento dentro do planejado e muitos lançamentos como a IPA Sem Álcool e a Cerrado Grape Ale, além de vários rótulos especiais dentro do projeto Quatro Poderes LAB.

ZEV (Mikhail Ganizev, proprietário)

Foi um ano diferente. Nem ruim, nem bom. Mas de crescimento!

Tributação da cerveja em 2026: cenários e preparação

O ano de 2025 foi marcado por avanços significativos na agenda tributária do país, culminando na aprovação da reforma e no início da fase de transição dos impostos sobre consumo. Embora ainda falte regulamentação em diversos pontos, o setor cervejeiro já começa a sentir as primeiras repercussões desse processo de tributação da cerveja e precisa olhar adiante.

A seguir, apresento algumas perspectivas para 2026 e reflexões sobre como as empresas podem se preparar.

Tributação da cerveja

A chegada de novos tributos e a era da adaptação digital

Com a instituição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), as empresas passarão a conviver com uma nova linguagem fiscal. Esses tributos substituirão, aos poucos, vários impostos e contribuições que incidem sobre a produção e o consumo. 

Para operacionalizar a mudança, os documentos fiscais eletrônicos estão sendo atualizados com campos específicos de IBS e CBS e códigos de classificação tributária. Ainda há discussões quanto a prazos de obrigatoriedade, mas em breve cada nota fiscal de saída deverá discriminar a alíquota efetiva de IBS e CBS, os valores creditáveis e a repartição por estado e município. 

Sistemas de emissão e escrituração precisarão ser adaptados para lidar com novos grupos e regras de validação. Mesmo sem data definida, o ideal é começar a verificar se os programas utilizados permitem a inclusão dos novos campos e como será o fluxo de informações entre a fábrica, distribuidores e varejistas.

Um ponto importante para pequenas cervejarias é que a legislação prevê tratamento diferenciado de imposto da cerveja a quem é optante pelo Simples Nacional. Num primeiro momento, alguns campos poderão ser dispensados, mas isso não significa ausência de responsabilidade. Quando a CBS e o IBS passarem a ser exigidos, essas empresas terão de informar corretamente os dados para que seus clientes possam aproveitar créditos. Por isso, é recomendável que os empreendedores do Simples conversem com seus contadores e fornecedores de software para compreender quais ajustes serão necessários e em que momento começá-los.

Permanecer ou sair do Simples? 

A dualidade entre simplificação e competitividade vai se acentuar. Hoje, muitas microcervejarias se beneficiam da facilidade de cálculo e pagamento de tributos proporcionada pelo Simples Nacional. 

Com a reforma, surge a possibilidade de optar por recolher o IBS e a CBS fora do regime, de modo que o destinatário da mercadoria possa apropriar créditos. Essa escolha traz vantagens competitivas, pois as cervejas produzidas por empresas que geram crédito tendem a ser mais atraentes para bares, restaurantes e supermercadistas que precisam acumular saldos de IBS e CBS para abater de suas operações. 

Em contrapartida, recolher os tributos fora do Simples aumenta a carga de obrigações acessórias, encarece a produção e impõe um nível de organização contábil maior. Em 2026, esse dilema deve se intensificar.

Antes de tomar qualquer decisão, a microcervejaria deve elaborar cenários considerando o volume de vendas, a margem de lucro, o perfil de clientes e o grau de maturidade de sua gestão interna. Se o foco principal for vender diretamente ao consumidor, talvez compense permanecer no Simples por mais tempo. Caso a estratégia envolva abastecer atacadistas, redes de supermercados ou exportar, pode ser interessante avaliar a migração para outro regime. 

O Imposto Seletivo e a indefinição das alíquotas

Outro componente fundamental para o panorama tributário de 2026 é o Imposto Seletivo. Previsto como um tributo extrafiscal destinado a desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, ele deverá incidir sobre bebidas alcoólicas, entre outros itens. 

Até o momento, sabe-se que as alíquotas serão progressivas conforme o teor alcoólico e que os pequenos produtores terão tratamento diferenciado. A definição dos percentuais, contudo, ainda está em discussão. 

Para o setor cervejeiro, que já suporta uma das maiores cargas tributárias do mercado de bebidas, a calibragem das alíquotas será crucial. Uma tributação da cerveja muito elevada pode reduzir vendas, incentivar a informalidade e prejudicar especialmente as marcas artesanais. Uma alíquota moderada, escalonada por conteúdo alcoólico, tende a ser mais justa, pois aproxima o Brasil de práticas de outros países que diferenciam cervejas, vinhos e destilados.

A transição e a incerteza regulatória

Apesar de a reforma ter sido promulgada, grande parte da regulamentação ainda depende de leis complementares e de resoluções do comitê gestor do IBS. Questões como a distribuição das receitas entre estados e municípios, os regimes monofásicos para certos setores, a forma de apuração dos créditos, as regras de substituição tributária e os prazos para entrada em vigor de cada dispositivo permanecem em aberto. 

Nesse cenário, o melhor conselho é investir em compliance e informação. Manter-se atualizado sobre as novas normas, participar de cursos e seminários, firmar parcerias com consultores especializados e reforçar controles internos são medidas que ajudam a mitigar riscos e identificar oportunidades. 

Além disso, convém revisar contratos com distribuidores e clientes, prevendo cláusulas de revisão de preço e de repasse de tributos, a fim de evitar discussões futuras. Ajustar políticas de estoque e monitorar margens também é fundamental, pois a transição pode provocar oscilações nos custos e nos preços de venda.

O valor de um planejamento tributário contínuo

O ano de 2026 marcará o início de uma longa jornada de adaptação tributária no Brasil. Para o setor cervejeiro, que convive com margens apertadas e alta sensibilidade a preço, planejar nunca foi tão importante. Mais do que buscar regimes que prometem alíquotas menores, é necessário entender toda a cadeia de formação de preço, mapear benefícios fiscais existentes em cada estado, verificar incentivos à produção regional de insumos e explorar oportunidades de crédito.

Em síntese, 2026 será o início de uma fase em que as cervejarias precisarão combinar prudência e ousadia para lidar com os impostos da cerveja. O grande desafio será aprender a navegar num ambiente tributário em constante transformação, aproveitando as brechas legais para manter a competitividade sem descuidar da conformidade. O foco deve estar em planejar, acompanhar e ajustar, adotando uma postura proativa que transformará incertezas em oportunidades de crescimento.


Clairton Gama é advogado e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. Possui mestrado em Direito pela UFRGS e é especialista em Direito Tributário pelo IBET. Além disso, é cervejeiro caseiro.


* Este é um texto opinativo. As opiniões e informações contidas nele são de responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a opinião do Guia da Cerveja.

Paulaner na Fórmula 1? Audi anuncia parceria com a cervejaria alemã

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Após o sucesso da Heineken 0.0 no circuito do automobilismo, agora é a vez da Paulaner na Fórmula 1. A futura equipe Audi anunciou em seu site oficial que a cervejaria alemã será “fornecedora oficial” — na prática, um tipo de patrocinadora — a partir de 2026. A parceria, revelada como de longo prazo, visa destacar a cerveja Paulaner Weissbier 0,0%, uma cerveja de trigo sem álcool.

Essa é a primeira movimentação significativa da Paulaner no automobilismo global, empresa que pertencente ao grupo alemão Schörghuber e à gigante cervejeira holandesa Heineken. A marca estará presente em todos os ambientes de hospitalidade da equipe, eventos de parceiros e ativações voltadas para os fãs. 

União de valores

A união gera aproximações de valores das empresas, sendo ambas alemãs da Baviera. A escolha por um produto 0.0% alinha a cultura de celebração bávara com os valores de segurança e responsabilidade da Fórmula 1, segundo o comunicado oficial. 

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“A Paulaner e a futura equipe Audi F1 compartilham uma mentalidade vencedora, enraizada em desempenho, paixão e orgulho de nossa herança. Ambas as marcas representam o artesanal, a autenticidade e a busca incessante pela excelência. Juntos, criaremos experiências que aproximarão os fãs da equipe e celebraremos cada sucesso dentro e fora das pistas com uma Paulaner 0.0% na mão, em escala global”, disse Stefano Battiston, Diretor Comercial da futura equipe Audi F1.

Paulaner na Fórmula 1

O investimento em uma cerveja sem álcool também é uma oportunidade de mercado, já que é um nicho que está crescendo muito nos últimos anos, tanto na Alemanha quando no Brasil. A cervejaria busca também ir além da imagem tradicional que tem para se tornar uma marca internacional reconhecível — aproveitando o alcance global da Fórmula 1 em mais de 20 mercados.

Jörg Biebernick, CEO do Grupo Paulaner, disse que a empresa está muito orgulhosa para abrir um novo capítulo internacional. “Essa cooperação reforça nosso compromisso de longo prazo em combinar prazer, qualidade e responsabilidade no esporte profissional. Estamos ansiosos para concretizar nossos planos e apresentar a Paulaner a uma nova geração de fãs do automobilismo”, completa.

A Paulaner vai se juntar à lista crescente de parceiros comerciais da Audi para 2026, que já inclui a BP, Revolut, Adidas e Visit Qatar.

Em 2025, diversidade e inclusão amadurecem no setor cervejeiro brasileiro

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O ano de 2025 chega ao fim consolidando um movimento fundamental para a indústria da cerveja no Brasil: a transformação de intenções em políticas estruturadas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). O que antes eram ações pontuais, agora faz parte da governança formal das empresas, com comitês, grupos de afinidade e metas públicas voltadas à representatividade, avalia o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) também destaca ações de diversidade no setor, especialmente em raça e gênero.

Tanto nas grandes indústrias quanto no segmento artesanal, o balanço é considerado positivo pelas entidades representativas do setor, revelando um estágio mais maduro dessas políticas no setor.

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Avanços em frentes prioritárias

De acordo com o Sindicerv e a Abracerva, o setor trabalhou de forma estratégica em diversos pilares. No recorte por gênero, houve destaque para programas de desenvolvimento e empoderamento feminino, resultando em presença relevante em cargos de liderança e conselhos. Na inclusão por raça, o sindicato destacou o avanço na implementação de programas estruturados para o desenvolvimento de lideranças negras.

Segundo o Relatório de Sustentabilidade do Sindicerv, lançado na semana passada, a Ambev atua na agenda de diversidade, equidade e inclusão com ações como Programa Somos, para o desenvolvimento e empoderamento feminino; Programa Homens Aliados, que incentiva diálogos com a liderança masculina e seu papel na inclusão de mulheres; e Programa Dàgbá, de apoio ao desenvolvimento de lideranças negras. Além disso, a empresa possui hoje 40% de mulheres na liderança e presença de três mulheres no Conselho de Administração.

No Grupo Heineken, a governança é sustentada por um Comitê de Inclusão e Diversidade. “Em 2021, quando a meta de 50% de mulheres na liderança até 2026 foi estabelecida, o número de mulheres na liderança era de 29%, hoje, 45%. O board da Companhia também se tornou mais equitativo, com 44% de Vice-presidentes mulheres”, diz Vetusa Pereira, gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão. As metas também incluem 40% de pessoas negras na liderança até 2030, segundo o Relatório de Sustentabilidade.

“Todas essas iniciativas fortaleceram a inclusão interseccional, promovendo mais oportunidades para pessoas com deficiência, LGBTQIAPN+ e de diferentes gerações, com o incentivo de vagas afirmativas, programas de aceleração de carreiras como o ‘Elas que brilham’ e ‘Shining Stars’, além de 100% da liderança da Companhia treinada em módulos de Segurança Psicológica”, completa Vetusa Pereira.

O Sindicerv também reforça a criação de grupos de afinidade que fortaleceram a pauta das pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ internamente, criando bases para avanços em acessibilidade.

Na Abracerva, por exemplo, a maioria do staff e da diretoria já é composta por mulheres, de acordo com Gilberto Tarantino, presidente da entidade, que também conta com a participação de negros na gestão.

Renda

O pilar de inclusão por renda concentrou-se na inclusão produtiva, conectando a geração de empregos ao fortalecimento das redes de fornecedores locais.

Dentre as ações do Grupo Heineken, o Relatório de Sustentabilidade destaca a parceria com a CUFA (Central Única das Favelas) para fomentar negócios de impacto social nas comunidades brasileiras e as metas de impacto, que incluem beneficiar mais de 10 mil ambulantes catadores e ambulantes via Instituto Heineken.

A Ambev projeta incluir 5 milhões de pessoas até 2032 através de programas como o AMA, o VOA (mentoria para organizações) e a plataforma Bora, que foca na empregabilidade e empreendedorismo local.

Perspectiva para 2026

O setor cervejeiro brasileiro entra em 2026 buscando expandir ainda mais as políticas de diversidade, equidade e inclusão. De acordo com o Sindicerv, a indústria cervejeira já definiu as áreas que precisam de maior aprofundamento para garantir um ambiente ainda mais inclusivo. “O próximo ano aponta claramente para uma agenda de continuidade e expansão”, avalia o sindicato.

“Os desafios relacionados às políticas de diversidade e inclusão no setor passam pela ampliação da presença de talentos diversos em diferentes áreas das empresas e pelo fortalecimento de iniciativas que garantam desenvolvimento e permanência desses profissionais ao longo da jornada”, a gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão do Grupo Heineken.

O foco sairá da base para o topo. O Sindicerv aponta metas futuras para ampliar a participação de mulheres e pessoas negras em posições de decisão, exigindo a revisão de processos de atração e promoção profissional. Para as Pessoas com Deficiência (PCDs), o desafio em 2026 é evoluir da mobilização interna para políticas estruturadas de recrutamento e adaptação física dos postos de trabalho nas indústrias. A agenda para a população LGBTQIAPN+ passará pela consolidação da governança interna e investimentos contínuos em comunicação para evitar que a pauta seja apenas sazonal.

“Para pessoas com deficiência, permanece o cuidado de garantir acessibilidade, desenvolvimento contínuo e oportunidades reais de crescimento. No que se refere à comunidade LGBTQIA+, há espaço para ampliar ações de apoio institucional e formação de lideranças que promovam um ambiente cada vez mais seguro e acolhedor”, diz Vetusa Pereira.

Artesanais

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Para o segmento de artesanais, o avanço da pauta de diversidade em 2026 está intrinsecamente ligado à saúde financeira das empresas. Por isso, a pauta mais crítica para a sobrevivência e crescimento das artesanais é o Imposto Seletivo. A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) afirma que já enviou propostas ao Ministério da Fazenda defendendo um escalonamento tributário: quem produz menos, paga menos. 

Esse ajuste é visto como essencial para que as pequenas empresas tenham fôlego para investir não só em qualidade e marketing, mas também em programas de treinamento e gestão mais inclusivos.

“Cerveja é celebração e alegria. Queremos que as pequenas cervejarias tenham cada vez mais prática na qualidade e na gestão, de olho no negócio para garantir o futuro do setor”, afirma Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva. Com a chegada da Brasil Brau e da Copa do Mundo em 2026, o setor espera que o calor e os grandes eventos impulsionem o consumo e permitam a continuidade dessas políticas de impacto social.

Siebel Institute transfere aulas para o Canadá para driblar política de vistos dos EUA

O Siebel Institute of Technology, considerada a escola de cerveja mais antiga dos Estados Unidos, vai transferir suas salas de aula para o Canadá, a fim de driblar as restrições da política de vistos do governo americano. Após 157 anos enraizada em Chicago, a instituição anunciou que vai dar as aulas presenciais em Montreal a partir de janeiro de 2026. 

Segundo John Hannafan, diretor geral e de educação do Siebel Institute, as recentes mudanças regulatórias nos EUA trouxeram dificuldades aos estudantes internacionais de frequentar as aulas presenciais.

O Siebel Institute, que tem ex-alunos em mais de 60 países, percebeu que a mudança para o Canadá, com um ambiente regulatório mais acessível para vistos de estudantes, é essencial para manter a qualidade e a acessibilidade da sua educação, sem comprometer a experiência dos alunos. A instituição continuará a oferecer seus programas online e o currículo presencial já estabelecido, mas agora a partir da base canadense.

Montreal, o novo lar com história cervejeira

A nova sede do Siebel Institute em Montreal ficará perto do local original da histórica cervejaria Molson, fundada em 1786, um dos pontos mais antigos de produção de cerveja no continente, segundo o site Inside Beer.

A mudança para a cidade canadense também é estratégica. Montreal já possui um forte cenário de microcervejarias e programas de ciências de alimentos. A chegada do Siebel pode solidificar ainda mais a reputação da cidade como um centro de inovação em bebidas. O que pode atrair estudantes de diversas partes do mundo que antes poderiam antes ignorar o Canadá, informa o site especializado em vistos Visa HQ.

Chicago, uma história de 157 anos

A história do Siebel Institute remete a 1868, quando químico alemão John Ewald Siebel fundou um Laboratório Químico. Quatro anos depois, em 1872, a iniciativa recebeu o nome de Siebel Institute of Technology. Desde então, o instituto tem sido um pilar na formação de gerações de cervejeiros ao redor do mundo.

O Siebel Institute tem sido propriedade da Lallemand Inc., com sede em Montreal, desde o ano 2000. A Lallemand, que também possui a Doemens Academy na Alemanha, parceira do Siebel no programa World Brewing Academy (WBA), apoiou a decisão da realocação.

A nova instalação em Montreal também abrigará a Lallemand’s Baking Academy and Application Technology Training Facility, integrando as educações de cerveja e panificação sob o mesmo teto.

A mudança marca o fim de uma era para a indústria cervejeira norte-americana. Mas abre um novo e promissor capítulo para a educação cervejeira internacional em solo canadense.

Conheça 6 opções de cervejas para harmonizar com as comidas de Natal da ceia

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Quais as suas comidas de Natal da ceia favoritas? Todo mundo tem pelo menos uma resposta na ponta da língua. Isso porque elas são de muito importantes para a construção do clima natalino, para reunir a família e gerar o encontro de final de ano. Seres humanos são sociais e confraternizam em volta da mesa, com comidas e bebidas.

Mas qual a sua bebida favorita para ceia de Natal? Muitas pessoas não pensam nisso e acabam escolhendo vinhos ou espumantes quase automaticamente. Pois quando se trata de fazer harmonizações — combinações entre comidas e bebidas com sabores que interagem entre si —, as cervejas podem fazer um trabalho ainda melhor, gerando uma experiência realmente inesquecível também gastronomicamente.

Cerveja com comidas de Natal para a ceia

O primeiro motivo para isso é que a ceia é uma refeição muito variada e, para harmonizar, a bebida precisa também variar muito. A cerveja é versátil nesse ponto. Mestres cervejeiros utilizam uma grande variedade de maltes, lúpulos e leveduras que produzem sabores diferentes e dão origem a mais de 200 estilos. Basta, então, escolher a cerveja adequada para o prato.

Depois, o Brasil é um país quente no Natal. É verão. E nosso corpo pede algo mais refrescante, menos alcoólico que os 12% das bebidas à base de uva. Além disso, para muitos se trata de uma refeição longa. Pegar leve no álcool é mais do que recomendado.

Por fim, as harmonizações de cerveja são diferentes, inusitadas e surpreendentes, potencializando e muitas vezes transformando os sabores das comidas da ceia de Natal. Ou seja, quando se acerta na escolha do rótulo, a refeição fica ainda mais gostosa.

Então, confira 6 cervejas para harmonizar com a ceia que vão te surpreender:

Leffe Blond e bacalhau com batatas

Todo o cozinheiro ou chef sabe que a melhor estratégia nos preparos de bacalhau é valorizar o sabor do peixe. Isso já está nas receitas, do simples bacalhau com batatas até a bacalhoada. Portanto, uma boa harmonização deve turbinar o sabor dele também. Utilize uma Belgian Blond Ale, como a Leffe Blond, da Ambev, com os preparos menos gordurosos, como os mencionados acima. Além de contrastar a gordura e equilibrar o prato, as notas condimentadas reforçam os temperos e as notas frutadas, que lembram pêssego e damasco, contrastam salgado do prato.

La Trappe Tripel e bacalhau com natas

A versão com natas é mais gordurosa — para não falar da untuosidade do próprio peixe. E aí vale aumentar o teor alcoólico da cerveja para garantir um bom equilíbrio. Uma Belgian Tripel, como a La Trappe Tripel, consegue contrastar a untuosidade e agir da mesma forma que a Blond Ale, valorizando o prato. Além disso, essa cerveja, feita por num monastério trapista da holanda, tem uma garrafa linda de 750 ml para decorar a mesa e dividir com todos os presentes.

Baden Baden Amber Lager e Chester (ou frango)

A grande maioria, no entanto, tem alguma ave no centro da mesa da ceia de Natal. Um Chester ou frango num preparo mais simples, somente assado, traz um sabor específico desse método de cocção — aquele tostado e caramelizado do forno. Você pode utilizar cervejas com maltes mais presentes e semelhantes para valorizar essas notas. A recém-lançada Baden Baden Amber Lager — hoje pertencente ao portfólio do Grupo Heineken — pode ser uma ótima opção, já que possui sabores que casam com essa descrição. 

Black Princess Tião Bock e Peru

No entanto, o peru é a comida de Natal mais tradicional para a ceia. Ele tem carne mais magra, de sabor mais acentuado, e é normalmente preparado com mais gordura para não ficar seco demais. Nesse caso, também vale aumentar um pouco o teor alcoólico com uma cerveja do estilo Bock, como a Black Princess Tião Bock, do Grupo Petrópolis. Com mais álcool (6,5%), equilibra a gordura e reforça o sabor do assado com seus maltes.

Brugse Zot Dubbel com pernil assado

Carnes suínas são mais gordurosas e suculentas. Para um pernil assado, a cerveja belga importada Brugse Zot Dubbel, uma cerveja do estilo Belgian Dubbel, vai muito bem. Ela tem álcool suficiente para contrastar a untuosidade e os sabores do assado são enfatizados pelas notas tostadas e caramelizadas. 

Tilha Framboesa Brut Tender bolinha agridoce

Além dos preparos assados, há os agridoces, como o famoso tender bolinha com molho de laranja (com ou sem mel). São caminhos bem distintos e exigem cervejas diferentes. Aqui, cervejas ácidas com frutas podem ser muito interessantes, gerando uma combinação mais ousada. 

A Trilha Cervejaria, de São Paulo (SP), lançou recentemente uma linha de Sours (cervejas ácidas) complexas com frutas para o final de ano. Recomendo a Framboesa Brut, que traz acidez para contrastar a gordura, notas condimentadas para reforçar os condimentos, como o cravo, e a fruta para reforçar o frutado do molho.

O melhor remédio para ressaca é a prevenção; confira dicas para evitar excessos

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As festas de fim de ano estão chegando e as celebrações entre amigos costumam vir acompanhadas de brindes e celebrações. No entanto, se não houver moderação, o dia seguinte pode cobrar um preço alto: dor de cabeça, náuseas, sede excessiva e aquela sensação de arrependimento. Embora existam inúmeras receitas caseiras e remédios na farmácia, especialistas são unânimes: o melhor remédio para ressaca é, sem dúvida, a prevenção.

A ressaca é um sinal de que o corpo está sofrendo com a desidratação e a intoxicação pelo excesso de álcool. No nosso organismo, nosso fígado o decompõe o etanol em acetaldeído, que chega a ser mais tóxico que o próprio álcool, antes de eliminá-lo. Quando ultrapassamos o limite, o fígado não consegue processar a substância com rapidez suficiente, gerando o mal-estar característico.

Por que o melhor remédio para ressaca é a prevenção?

Diferente do que muitos acreditam, não existe uma “cura mágica” instantânea. Não existe remédio no sentido literal da palavra. Medicamentos costumam somente mascarar os sintomas ou, em alguns casos, podem até sobrecarregar ainda mais o fígado e o irritar o estômago. Por isso, entender que o melhor remédio para ressaca começa antes mesmo do primeiro gole é fundamental para garantir um dia seguinte sem sofrimento.

Para aproveitar as festas sem problemas, confira algumas estratégias que podem ajudar.

Hidratação e a regra 1 para 1

O álcool é diurético. E grande parte dos sintomas da ressaca estão relacionados diretamente com essa desidratação pós-consumo. Para se cuidar melhor, a regra de é intercalar cada copo de bebida alcoólica com um copo de água. Isso mantém o corpo hidratado e evita dores de cabeça.

Segundo estudos do Journal of Clinical Medicine, manter-se hidratado reduz os sintomas da ressaca em até 35%, enfatizam os especialistas do programa Saber Beber, do Grupo Petrópolis.

Cervejas sem álcool podem ajudar

As cervejas sem álcool hoje são também grandes aliadas na missão da hidratação. Algo que está se tornando cada vez mais comum é o consumo tipo zebra. Ou seja, alternar entre uma cerveja com e outra sem álcool. As “zero” funcionam como água ou até mesmo como isotônico, já que conservam minerais e vitaminas sem o teor alcoólico.

Nunca beba com o estômago vazio

Essa é outra regra valiosa. Comer antes ou durante o consumo de cerveja gera uma concorrência interna no nosso estômago para a absorção do álcool. E assim nosso organismo é menos sobrecarregado. Alimentos proteicos e ricos em fibras também evitam picos glicêmicos — picos de açúcar no sangue por conta do excesso de carboidratos. Evite comidas muito gordurosas, para não sobrecarregar ainda mais o fígado.

“O corpo precisa de equilíbrio. Quando hidratação e alimentação acompanham a bebida alcoólica, o impacto diminui muito”, enfatiza o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da operadora de planos de saúde Nova Saúde.

Cuide com a qualidade das bebidas

Evite bebidas de procedência duvidosa. Isso porque a qualidade da produção conta muito nesse setor. Uma produção mal cuidada pode trazer compostos de maior toxidade para nosso organismo, como o próprio acetaldeído em seu formato puro, por exemplo. Além disso, nem todo o álcool é igual. Os chamados alcoóis superiores em excesso também podem piorar a ressaca.

Beba devagar

Todos querem se divertir. E para curtir por mais tempo, moderação é essencial. Para aproveitar todos os momentos e chegar ao fim da noite bem, procure beber devagar. Isso dá tempo para seu organismo trabalhar. Segundo o Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo (NIAAA, na sigla em inglês), órgão do governo federal dos Estados Unidos, o fígado precisa de pelo menos uma hora para processar uma dose típica de bebida.

Moderação: o melhor remédio para ressaca

A dica de ouro é beber com moderação. Não só devagar, mas não ultrapassar os limites do consumo consciente. A maioria dos estudos indica como moderação até duas doses típicas por dia para homens e uma para mulheres. E evitar o chamado consumo excessivo, quando se ultrapassam cinco doses para homens e quatro para mulheres.

Restrições

Nunca é demais lembrar: nunca beba antes de dirigir. Planeje seu trajeto e meios de transporte antecipadamente. Além disso, lembre-se que bebidas alcoólicas são apenas para maiores de 18 anos. Em caso de gravidez ou de algum problema de saúde, consulte primeiro seu médico.

Como amenizar

Depois que o excesso foi feito, não é possível remediar. Mas dá para amenizar os sintomas. Confira como no vídeo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) abaixo:

Portanto, se você busca o melhor remédio para ressaca, lembre-se: ele não está na prateleira da farmácia, mas sim na sua postura diante do consumo.

Beber moderadamente e manter a hidratação em dia são as únicas garantias de um dia seguinte tranquilo.