Início Site Página 10

Festivais de cerveja: o contrato que ninguém leu

Os episódios de problemas em festivais de cerveja se repetem com uma certa regularidade, o que já não surpreende. Copo com medição errada. Sistema de pagamento fora do ar  por horas. Estande entregue com metade do tamanho prometido. Em todos os casos, o roteiro é sempre o mesmo: a organização emite uma nota, atribui a culpa a um fornecedor terceirizado e segue em frente. As cervejarias expositoras, não. 

O prejuízo é triplo. Financeiro, porque as vendas caem ou param. Operacional,  porque a equipe está lá, o produto está lá e nada funciona. E de imagem, porque o  consumidor que saiu insatisfeito não sabe, e nem quer saber, se a culpa foi da  empresa de pagamento cashless, da fabricante dos copos ou da empresa de  infraestrutura. Ele sabe que a cervejaria estava lá. 

O problema, contudo, começa antes do festival. Começa no momento em que a  cervejaria assina o contrato. 

O contrato nos festivais de cerveja

Os contratos dos grandes festivais de cerveja no Brasil são, na quase totalidade dos  casos, contratos-tipo: documentos prontos, elaborados unilateralmente pelos  organizadores, sem qualquer espaço formal para negociação. Nesses instrumentos, é comum encontrar cláusulas de multa para as cervejarias que descumprirem qualquer obrigação, seja o prazo de montagem, o padrão visual do estande ou as  regras de degustação. O que raramente se encontra é o equivalente para o outro  lado: alguma previsão de responsabilização do organizador caso o sistema de  pagamento falhe, o espaço contratado não seja entregue ou um terceiro por ele contratado cause prejuízo aos expositores. 

Esse desequilíbrio, em tese, pode ser questionado judicialmente. Cláusulas abusivas  existem para ser anuladas. O problema é que uma ação judicial consome tempo,  dinheiro e energia, recursos que o cervejeiro poderia estar dedicando a produzir  cerveja, não a colecionar andamentos processuais. A prevenção, aqui, vale muito  mais do que a litigância.

É preciso dizer com clareza: parte dessa responsabilidade é das próprias cervejarias.  O mercado cervejeiro artesanal cresceu muito rápido nos últimos anos, mas o nível  de profissionalização contratual não acompanhou esse ritmo. Assinar contrato modelo sem questionar, sem ao menos levar para uma análise jurídica antes, é uma  prática que o setor precisa abandonar. Não é temeridade do organizador oferecer um  contrato favorável a si mesmo, pois é o que qualquer empresa faz. A temeridade está  em aceitar essas condições sem negociar. 

Negociação pelo coletivo

E a negociação, nesse contexto, raramente funciona de forma individual. Uma  cervejaria isolada tem pouco poder de pressão frente a um festival consolidado. A  força está na ação coletiva. As associações de microcervejarias têm, e deveriam exercer com mais consistência, o papel de sentar com os organizadores antes das  inscrições se abrirem, discutir as cláusulas problemáticas e propor um modelo mais  equilibrado para todos. Isso não é hostilidade aos festivais de cerveja; é o que qualquer relação  comercial madura pressupõe. 

Além do reequilíbrio das cláusulas, há uma exigência que deveria ser inegociável: o seguro de responsabilidade civil do evento. Esse instrumento protege os  consumidores, as cervejarias expositoras e a própria organização contra as  eventualidades que inevitavelmente ocorrem em grandes aglomerações. Um festival  sem esse seguro é um risco desnecessário para todos os envolvidos, e as cervejarias  têm legitimidade e interesse em exigir a sua contratação como condição para  participar. 

O mercado cervejeiro tem potencial e vocação para crescer com solidez. Mas solidez  se constrói com profissionalismo, e profissionalismo começa antes da primeira  torneira aberta no festival. Começa na leitura atenta do contrato.


André Lopes é advogado, sócio do escritório Lopes Verdi Advogados e criador do Advogado Cervejeiro.


* Este é um texto de opinião. As ideias e informações nele contidas são de responsabilidade do colunista ou articulista e não refletem necessariamente o ponto de vista do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: Concurso Brasileiro de Cervejas desdobra categoria sem álcool

A organização do Concurso Brasileiro de Cervejas de Blumenau (SC) vai desdobrar a disputa de rótulos sem álcool em três subcategorias na sua 15ª edição, programada para ocorrer de 27 de fevereiro a 1º de março do próximo ano. A medida reflete o avanço do setor no país, que prevê consumir 885 milhões de litros da bebida este ano. As inscrições de amostras sem álcool na competição catarinense saltaram de 8 para 46 no período de cinco anos, segundo a organização.

A reestruturação dividirá os inscritos entre versões clássicas, lupuladas e especiais para garantir avaliações técnicas mais precisas diante da diversificação do portfólio das empresas. O conselho do Concurso Brasileiro de Cervejas também autorizou o uso de enzimas para a eliminação de glúten no grupo de bebidas Gluten-Free, desde que os produtores comprovem a eficácia do processo por laudos técnicos. A alteração atende a uma demanda por receitas voltadas a consumidores com restrições alimentares.

A organização do Concurso Brasileiro de Cervejas disponibilizou ainda a Galeria dos Campeões, uma plataforma digital gratuita que reúne o histórico de premiações de 14 edições do concurso. O banco de dados registra mais de 3,2 mil bebidas e 662 marcas contempladas ao longo da história da disputa. O julgamento do próximo ano projeta reunir cem jurados para avaliar mais de 3 mil amostras em Blumenau. Inscrições e mais informações no site oficial do Concurso Brasileiro de Cervejas.

Brazilian International Beer Awards leva vencedores a evento na Alemanha

As cervejarias premiadas no Brazilian International Beer Awards (BBA) e no BBA Zero, concursos que serão realizados em Alagoinhas (BA), receberão ingressos VIP para a cerimônia do European Beer Star, que será realizada no dia 11 de novembro, em Nuremberg, na Alemanha. A ação ocorrerá durante a feira BrauBeviale, na qual a organização do concurso brasileiro manterá um estande próprio para exposição dos rótulos premiados. Em sua terceira edição, programada para o período de 1.º a 6 de novembro no município baiano, o BBA reunirá jurados de mais de 20 países. O presidente da organizadora Sol Eventos, Develon da Rocha, afirma que a iniciativa busca ampliar a visibilidade internacional e abrir frentes de negócios para as marcas nacionais. Mais informações no site oficial.

Primeira edição da Drink Technology Brasil será em 2027

A primeira edição da feira Drink Technology Brasil será realizada entre os dias 21 e 23 de setembro de 2027, no Distrito Anhembi, na capital paulista. O evento voltado para a indústria de bebidas e alimentos líquidos é promovido pela empresa alemã YONTEX em parceria com a NürnbergMesse Brasil. Com periodicidade bienal, o encontro cobrirá etapas da cadeia produtiva como matérias-primas, envase, embalagem, automação e logística. 

Spaten promove experiências no Capital Moto Week 2026

O festival Capital Moto Week, que começou na quinta-feira (23) no Parque Granja do Torto e segue até 1.º de agosto em Brasília (DF), tem expectativa de público superior a 800 mil pessoas. A cerveja Spaten, marca da Ambev, participa como cerveja oficial do evento e opera um camarote com o Paredão de Chopp em autoatendimento. A estrutura inclui também o Moto Bar Spaten, um espaço dedicado a shows de bandas locais de rock e a disputas de levantamento de caneca. A organização mantém parceria com o Detran para incentivar o estacionamento seguro e o consumo consciente.

Eisenbahn consolida palco próprio no festival João Rock

A cervejaria Eisenbahn, do Grupo Heineken, patrocina pelo terceiro ano consecutivo o Festival João Rock, programado para o dia 1.º de agosto no Parque Permanente de Exposições em Ribeirão Preto (SP). A marca opera o Palco Eisen Rock Station, espaço dedicado a novos talentos da cena do rock e que terá a banda Rancore como atração principal. A estrutura do evento contará com 18 paredões de chope, somando 246 torneiras com os estilos Pilsen e IPA. A empresa promove ainda a ação Rota do Rock em bares da região.

Estrella Galicia renova embalagens e amplia uso de cartonados

A cervejaria espanhola Estrella Galicia inicia no Brasil a atualização da identidade visual de suas embalagens e a substituição dos envoltórios plásticos de packs por papel cartonado. A mudança contempla a linha Estrella Galicia Lager em latas de 269 ml, 350 ml e 473 ml, além de garrafas long neck. O formato em papelão para seis latas substitui a embalagem plástica de 12 unidades. 

Além disso, a marca está atualizando o design de suas embalagens no mercado brasileiro para alinhar a identidade visual do portfólio nacional ao padrão adotado na Espanha. As garrafas long neck ganharam rótulo com formato exclusivo, gargaleira 360° e acabamento em papel com textura. As latas adotaram uma tonalidade de vermelho mais escura. As mudanças foram desenvolvidas em parceria com a agência Baars Design e chegam gradualmente aos pontos de venda. Segundo a diretora-geral no Brasil, Juliana de Aguiar, a iniciativa também busca reduzir o uso de plástico e reforçar a sustentabilidade.

Grupo RFK investe R$ 400 milhões em fábrica no Paraná

O Grupo RFK, conhecido pelo refrigerante Refriko e que também produz as cervejas Bamboa e a Moema, inaugura em São José dos Pinhais sua nova unidade fabril, construída em parceria com a alemã Krones em um terreno de 300 mil metros quadrados. O investimento de R$ 400 milhões visa a triplicar a capacidade produtiva da companhia e atingir faturamento de R$ 2 bilhões nos próximos anos. A planta tem capacidade para produzir até 2 milhões de unidades por dia entre linhas de latas e garrafas PET. A fábrica gera 300 empregos diretos e atenderá os mercados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

Bodebrown homenageia Ozzy Osbourne em evento cervejeiro

(Foto: Cauby Ross / Divulgação)

A cervejaria Bodebrown promove no sábado (25) uma edição especial do Growler Day em homenagem ao cantor Ozzy Osbourne em Curitiba (PR). O evento gratuito terá a exibição do show “Back to the Beginning”, último concerto do Black Sabbath, gravado em julho de 2025 na Inglaterra, além da apresentação da banda Lapa Bloody Sabbath às 15 horas. A programação reúne mais de 40 opções de chope e cervejas da marca, opções gastronômicas e visitas guiadas à fábrica ao custo de R$ 65 por pessoa.

Oktoberfest de Igrejinha destaca herança da imigração alemã

(Foto: Cleiton Miguel/ Divulgação)

A 37ª edição da Oktoberfest de Igrejinha (RS) será realizada entre os dias 9 e 18 de outubro no Parque de Eventos Almiro Grings. Promovida pela Associação de Amigos da Oktoberfest de Igrejinha (Amifest), a celebração reúne gastronomia típica, apresentações de danças folclóricas e competições como os Jogos Germânicos. Considerada a maior festa comunitária voluntária do país, a iniciativa mobiliza mais de 3 mil voluntários e destina o resultado financeiro a entidades assistenciais da região do Vale do Paranhana.

Produção de cerveja no Brasil cresce 2,5% em 2025, segundo relatório BarthHaas

Lançado oficialmente na última terça-feira (21), o Relatório BarthHaas 2025/2026 — uma das principais referências do setor no mundo — traz uma boa notícia para o mercado nacional. Segundo a publicação, a produção de cerveja no Brasil cresceu 2,5% no último ano, consolidando o país como um grande motor do setor nas Américas.

Com 15,11 bilhões de litros produzidos em 2025, o Brasil continua na terceira posição no ranking mundial. O mercado nacional fica atrás apenas da China, que lidera o ranking global com 35,36 bilhões de litros, e dos Estados Unidos, que ocupam o segundo lugar com 17,49 bilhões de litros.

A alta do Brasil significa 368,5 milhões de litros a mais na sua produção em relação aos números de 2024, quando marcou 14,74 bilhões de litros. Esse montante adicional supera todo o volume fabricado por nações inteiras, como o Panamá (340 milhões de litros) ou o Paraguai (290 milhões de litros).

Na América do Sul, que produziu 24,7 bilhões de litros no total, o Brasil fabrica sozinho mais de 60% de todo o volume. O número brasileiro garantiu o crescimento sul-americano (1,7%) e ajudou a equilibrar o continente americano como um todo, que passou por um leve reajuste de -0,4%, principalmente pela queda de volume dos Estados Unidos (5,2% ou 960 milhões de litros).

Metodologia e comparação

A produção de cerveja total do Brasil apontada pela BarthHaas se assemelha ao número do Anuário da Cerveja 2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o mesmo período: 15,68 bilhões de litros. No entanto, a diferença é oposta entre os documentos. Enquanto o relatório europeu mostra crescimento, o documento brasileiro aponta uma queda de aproximadamente 8% em relação a 2024.

Os dados do Anuário são obtidos por meio da Declaração Anual de Produção e Estoques, que é preenchida pelas próprias cervejarias e enviada ao Mapa. Já a BarthHaas informa que analisa diversas fontes e balanços de mercado e, quando os números oficiais divergem ou não estão disponíveis, os especialistas da instituição aplicam estimativas próprias. Ambos os documentos dizem fazer avaliações retroativas dos números, quando necessário.

Mudanças no cenário global e ranking mundial

A produção de cerveja mundial passa por uma fase de estabilização. O volume global fechou 2025 em 189,5 bilhões de litros, uma queda de -0,7% em relação ao ano anterior. Esse cenário reflete as mudanças de hábitos dos consumidores, gerando quedas, mas também abrindo novas oportunidades.

Praticamente todos os continentes registraram retração no geral, mas a África, por exemplo, nadou contra a corrente e registrou um crescimento expressivo de 2,6%, com destaque para a África do Sul (2,7%). Se considerado sem os Estados Unidos, o continente americano também registra um aumento de 1,7% em volume de produção de cerveja. Ambos os casos mostram a força de mercados emergentes.

Já outras potências tradicionais se readequaram para a nova realidade do mercado: a Europa perdeu volume expressivo (-1,6%), e a Alemanha, pela primeira vez na história, produziu menos de 80 milhões de hectolitros (queda de 5,6% em relação a 2024). 

No ranking dos maiores países produtores, o topo exibe estabilidade. China, EUA, Brasil, México, Rússia e Alemanha mantêm as seis primeiras posições. A grande novidade ocorre na 10ª colocação. O Reino Unido aumentou seu volume para quase 3,89 bilhões de litros, ultrapassou a África do Sul e ingressou no prestigiado Top 10. Juntos, esses dez líderes dominam 61,4% de toda a produção de cerveja do planeta.

40 maiores cervejarias do mundo e o mercado de lúpulo

As 40 maiores cervejarias do mundo somaram vendas de 158,6 bilhões de litros em 2025. A gigante belga AB InBev mantém a liderança isolada do setor (48,4 bilhões de litros), seguida pela Heineken e pela China Res. Snow Breweries. A principal novidade corporativa é a entrada da russa JSC AB Inbev Efes. A antiga subsidiária da AB InBev estreou na lista diretamente no 11º lugar como empresa independente. Na África, a japonesa Asahi expandiu fortemente sua presença ao adquirir a participação da Diageo na East African Breweries.

Na ponta agrícola, o mercado de lúpulo sofre com um excesso de oferta estrutural. Apesar da redução de 5,5% na área plantada global e da queda de 3,8% no volume de colheita, a produção de lúpulo ainda excedeu a demanda. O mercado fechou 2025 com um excedente de cerca de 1,2 mil toneladas de alfa-ácido, o que equivale a um excesso de capacidade produtiva de 5,1 mil hectares. A queda na produção de cerveja e a redução na quantidade de lúpulo nas receitas são os culpados, segundo o relatório.

Por outro lado, o documento destaca a explosão das cervejas sem álcool. Elas viraram as novas estrelas do mercado e cresceram 85% nos EUA e 150% na Irlanda, ajudando a diversificar o portfólio das cervejarias.

***

Gostou do conteúdo? Não deixe que o algoritmo esconda as notícias de você. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe, reserve um momento para selecionar o Guia da Cerveja como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link do Guia quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias primeiro.

Spaten Pro: Ambev lança cerveja com whey protein e sem álcool

A Ambev deu um novo passo no segmento de bem-estar nesta quinta-feira (23). A companhia lançou a nova Spaten Pro, uma cerveja com whey protein e sem álcool, totalizando menos de cem calorias. Trata-se da primeira cerveja com proteína de todo o portfólio global da AB InBev. A chegada da novidade aos mercados do Rio de Janeiro e de São Paulo em lata de 350 ml foi antecipada de setembro para o dia 22 de agosto. A empresa foca estrategicamente no consumidor fitness que busca conciliar a vida social com bem-estar diário.

Cerveja com whey protein

A equipe técnica que desenvolveu a nova Spaten Pro criou uma cerveja com whey protein e colágeno, ambos na versão hidrolisada na proporção de 75% de um para 25% do outro, respectivamente. No total, cada lata tem 10 gramas de proteína. Além disso, é uma bebeida de baixa caloria e desalcoolizada, ou seja, zero álcool. Nenhuma cerveja tem gordura, mas para deixar isso claro para o público, a Ambev optou por colocar essa mensagem no rótulo. O líquido leva apenas água, malte, lúpulo, levedura, whey protein e colágeno, segundo a Exame. 

Os mestres cervejeiros escolheram o estilo alemão Munich Dunkel para esta inovação. A cerveja exibe uma coloração escura e entrega notas marcantes de malte tostado, caramelo e leve cacau, compensando o sabor das adições. Assim, o produto final preserva o sabor de cerveja e garante a experiência do consumidor.

“Nós não queríamos algo sabor cerveja e, sim, uma cerveja de fato”, explica Lucas Fachine Dato, diretor de inovação e tecnologia da Ambev para a América do Sul. Para acompanhar a demanda por saudabilidade, a cerveja não tem adição de açúcar ou adoçantes artificiais no que Dato descreve como uma “fórmula limpa com apenas seis ingredientes”. 

Desenvolvimento da cerveja com proteína Spaten Pro

O Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev, localizado no Rio de Janeiro, liderou o desenvolvimento completo do projeto. Os pesquisadores e cientistas brasileiros testaram mais de cem protótipos diferentes ao longo de cinco intensos anos de trabalho. O Brasil funciona como o mercado-piloto global para essa nova tecnologia da AB InBev. Agora, a fábrica da Ambev em Ribeirão Preto, no interior paulista, assume a produção em larga escala.

O segmento de cerveja sem álcool cresceu rapidamente no Brasil nos últimos anos. A nova Spaten Pro integra o portfólio de “escolhas equilibradas” da Ambev, que já inclui marcas de sucesso como Stella Artois Pure Gold, Corona Cero, Michelob Ultra e Skol Zero Zero. Com isso, a diretoria da empresa pretende criar novas ocasiões de consumo. Os executivos desejam que as pessoas consumam proteína também nos bares, após a academia ou durante um encontro com os amigos.

Os clientes encontrarão a nova cerveja com proteína nas prateleiras dos supermercados com preços sugeridos entre R$ 10 e R$ 13. A fabricante também distribuirá o produto por meio do seu e-commerce e aplicativo oficial, o Zé Delivery. A Ambev avaliará os resultados de vendas de perto nesses primeiros meses nas duas capitais. A empresa projeta expandir a comercialização da nova Spaten Pro para todo o território nacional e para outros países no futuro, dependendo da aceitação inicial do público.

Antecipação do início das vendas

Nesta sexta-feira (21 de agosto), a Ambev comunicou que vai antecipar o cronograma de lançamento, que previa a chegada da Spaten Pro em setembro. O começo da comercialização agora será neste sábado (22 de agosto) pelo aplicativo Zé Delivery nas cidades de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) por R$ 12,90 a lata de 350 ml. A distribuição atinge plataformas de comércio eletrônico em todo o país na semana seguinte. A produção da bebida ocorre na fábrica da cervejaria em Ribeirão Preto (SP).

***

Gostou do conteúdo? Não deixe que o algoritmo esconda as notícias de você. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe, reserve um momento para selecionar o Guia da Cerveja como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link do Guia quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias primeiro.

Dólar baixo, frete caro: por que a guerra no Irã não barateou a sua cerveja

A recente instabilidade geopolítica decorrente dos conflitos envolvendo a guerra no Irã trouxe um paradoxo para a indústria de cerveja artesanal no Brasil. Embora a volatilidade internacional tenha provocado, em um primeiro momento, a queda pontual do dólar — o que prometia acenar com uma redução no custo de matérias-primas importadas como malte e lúpulo —, o alívio não passou de ilusão teórica. No mundo real das planilhas de custos, o aumento encadeado no preço dos combustíveis e dos derivados do petróleo anulou qualquer margem positiva, mantendo o setor sob forte pressão financeira.

Este mês, o Guia da Cerveja entrevistou mais de dez proprietários, administradores e representantes de entidades do setor, de norte a sul do país, que foram enfáticos: o custo logístico e a alta de embalagens plásticas engoliram eventuais ganhos cambiais.

Para o mercado cervejeiro nacional, o reflexo do conflito do outro lado do mundo escancara um problema estrutural: a dependência do transporte rodoviário e a assimetria na dinâmica de repasse de preços.

Guerra no Irã e a ilusão do dólar baixo

A matemática parecia simples: com a queda da moeda americana de janeiro a junho, os insumos de base, grande parte importados, deveriam ter ficado mais baratos. Contudo, na prática da indústria, os reajustes cambiais positivos demoram a se materializar nas fábricas.

Como explica Flávio Moret, sócio-proprietário da Cervejaria DosMoret, de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a dinâmica cambial opera em duas velocidades bem distintas no Brasil: “As oscilações cambiais sempre afetam o setor, principalmente porque grande parte dos insumos utilizados é importada. Quando o dólar sobe, os preços aumentam rapidamente, mas, quando a moeda recua, os valores normalmente demoram muito para retornar ao patamar anterior — quando retornam.”

Essa morosidade na ponta consumidora é sustentada por contratos de longo prazo e estoques antigos. Para Joice Pauli, diretora operacional da Stannis Co., de Jaraguá do Sul (SC), a expectativa positiva trazida pelo câmbio esbarra na realidade contratual do setor. “Muitos contratos de compra são fechados antecipadamente e os ajustes costumam ocorrer com certa defasagem”, pontua.

Além disso, a cautela e a estratégia comercial dos distribuidores pesam na equação. Marcelo Naves, fundador da Quatro Poderes, de Brasília (DF), destaca que “os fornecedores adotaram uma posição cautelosa e não percebemos mudanças significativas nos custos de insumos neste período”. Já Wagner Falci, cofundador e cervejeiro da Daoravida Brewpub, ressalta a complexidade da precificação: “A dinâmica de preços dos insumos sofre diversas influências simultaneamente, como variação do dólar, custo do frete, excesso de demanda global — como no caso do lúpulo — e perda de fôlego das cervejarias. Os preços estão bastante voláteis, mas dependem da relação comercial entre fornecedor e cada cervejaria.”

Mesmo onde a queda foi notada, o alívio foi discreto. Isaac Deutsch, sócio-proprietário, e Jessika Alves, gerente administrativo-financeira da Cervejaria Tarantino (São Paulo – SP), confirmam a diminuição pontual nos preços das matérias-primas, mas fazem uma ressalva importante: “a baixa foi irrisória se comparada ao aumento de outros custos de produção, como utilidades. O impacto geral foi de custos maiores”.

O gargalo do petróleo

Se a queda do dólar demorou a chegar, os desdobramentos da guerra no Irã sobre as cotações do petróleo atingiram em cheio as linhas de produção. A alta dos derivados provocou um duplo impacto nas fábricas: o encarecimento imediato de insumos plásticos e a disparada no frete.

Eduardo Felisbino, CEO da Lohn Bier, de Lauro Müller (SC), detalha que o baque foi sentido logo nos primeiros momentos do conflito geopolítico. “Imediatamente após o início da guerra, começou um processo de aumento dos custos de matérias-primas derivadas do petróleo, como resinas e embalagens plásticas. Isso gerou um aumento que variou entre 20% e 80% nos custos de embalagens, filmes e rótulos. Apesar da queda recente do barril de petróleo após as negociações de paz, ainda não sentimos esse reflexo de redução na nossa ponta.”

Felisbino acrescenta que guarda a expectativa de que o câmbio mais baixo reduza custos de malte e lúpulo no segundo semestre para compensar a alta das embalagens, mas o cenário logístico permanece delicado.

A pressão sobre os materiais de acondicionamento e distribuição é reforçada por Joice Pauli, da Stannis Co., que registrou reajustes de cerca de 30% em itens plásticos descartáveis, além de elevações diretas no frete da distribuição.

Em um país de dimensões continentais sustentado pelo modal rodoviário, a alta do diesel no posto atinge todas as etapas da cadeia. Rafael Leal, cofundador da Caatinga Rocks, de Murici (AL), é categórico: “Particularmente, não vi nada baixar. Quanto ao impacto do aumento do custo do combustível, ele é real e direto. Para tudo, precisamos de frete. E no caso do nosso setor, normalmente, são compras de insumos fracionadas, assim como vendas de produto acabado, também fracionadas.”

Essa visão sobre a alta constante do frete anulando ganhos cambiais é compartilhada por Robson Mauri, fundador da 6º Sentido Cervejaria, de Piracicaba (SP). Ele destaca que, apesar da queda do dólar, “todo o restante da mão de obra e o próprio frete subiram”. Mauri nota que, embora o câmbio tenha favorecido pontualmente itens como malte e lúpulo, “outros repasses da própria indústria para coadjuvantes de produção vieram com preço até maior do que no ano passado”.

Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), também reforça a inevitabilidade desses repasses e as pressões conjunturais sobre o produtor: “Efeitos de guerra têm sempre algum impacto na logística. Aumentou o preço do transporte de tudo, desde a passagem de avião até o preço direto na bomba do posto. A vida tá muito cara, acaba somando uma série de fatores. No Brasil, o juro alto, que não abaixa de jeito nenhum, inibe o investimento.”

Tarantino lembra ainda que a concorrência acirrada faz com que muitos importadores segurem o repasse integral de custos até o limite para não perder mercado, empurrando o problema com a barriga dentro da cadeia comercial. 

Adaptação em meio à tempestade

Apesar do cenário desafiador desencadeado pela guerra no Irã, o setor demonstra uma casca mais grossa do que em momentos anteriores. A percepção geral é de que as crises recentes ensinaram o cervejeiro a gerir melhor os riscos de suprimento.

Ladir Almada Neto, diretor de Marketing e Vendas da Campinas (SP), avalia o momento de mercado sob a ótica da estagnação internacional de insumos e do efeito compensatório das altas: “O dólar caiu momentaneamente e agora já voltou a subir, mas os combustíveis ainda irão subir mais. Meio que um compensou o outro. O mercado vive um momento de favorecimento aos insumos importados por excesso de estoques internacionais de lúpulo e malte, mas também após uma série de crescimentos sem precedentes desde a pandemia.”

A capacidade do mercado de absorver os solavancos geopolíticos sem entrar em pânico é destacada por João Giovanella, CEO e fundador da Salva Craft Beer, de Bom Retiro do Sul (RS). “Nós percebemos alguns reflexos, mas em uma intensidade bem menor do que em outros eventos recentes, como a pandemia ou mesmo o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. De forma geral, a percepção é de que o mercado tem desenvolvido maior capacidade de adaptação a esses eventos geopolíticos. Ainda existem impactos, mas eles tendem a ser menos intensos e mais rapidamente absorvidos do que vimos alguns anos atrás.”

Para sobreviver às flutuações, as cervejarias buscam alternativas operacionais da porta para dentro. Estratégias como a consolidação de entregas e compras de maior volume têm sido a principal defesa contra o frete escorchante.

“Em um país onde o principal modal é o rodoviário, o custo do frete exige atenção constante. Por isso, buscamos otimizar a logística por meio de compras em maior volume e da consolidação de entregas, de forma a diluir os custos de transporte”, sintetiza Flávio Moret, da DosMoret.

Enquanto a guerra no Irã dita o ritmo das commodities mundiais, as cervejarias artesanais brasileiras provam que fazer cerveja vai muito além de dominar a receita: exige um malabarismo constante entre a volatilidade do petróleo, a cotação das moedas e a eficiência operacional dentro de fábrica.

Amstel Vibes inova transformando nova edição limitada em motor de impacto social

O Grupo Heineken apresentou ao mercado uma nova iniciativa corporativa com o lançamento oficial da edição limitada da Amstel Vibes na terça-feira (21). A bebida do segmento Ready-to-Drink (pronta para beber) ganhou embalagens especiais dedicadas à comunidade LGBTQIAPN+. A novidade chega aos pontos de venda das regiões Sul e Sudeste neste mês e estende o compromisso da marca com a diversidade para além de junho, tradicionalmente o Mês do Orgulho.

A ação destinará cerca de 10 mil latas do produto para estabelecimentos parceiros na capital paulista, como o Torneira Boteco e o Espeto Bambu. Estes bares comercializarão as bebidas e reverterão 100% da receita líquida para três organizações sociais: Centro de Acolhida Casa 1, Transconvida e Casarão Brasil.

A estratégia por trás do lançamento de Amstel Vibes

Em entrevista exclusiva ao Guia da Cerveja durante o evento de lançamento, Isabela Nascimento, gerente de marketing beyond beer do Grupo HEINEKEN, explicou a visão de negócios da companhia. A executiva destacou que o lançamento fora de junho quebra um padrão do mercado corporativo. “As marcas normalmente limitam as edições especiais ao mês de junho. Nós lançamos depois propositalmente para falar que o orgulho ocorre o ano inteiro”, afirmou Isabela.

Ela também detalhou a engenharia do projeto. A empresa decidiu distribuir as latas aos bares para tornar a doação mais ágil. “Buscamos deixar o processo menos complexo e mais genuíno. Permitir que os nossos principais parceiros de negócios escolham as instituições traz fluidez para o ecossistema”, detalhou a gerente.

Do ponto de vista de produto, a Amstel Vibes mantém os mesmos sabores de limão e morango com melancia. A diferença principal da edição limitada lançada concentra-se na nova roupagem da lata de 269 ml, que traz um conceito visual inspirado em elementos de celebração do orgulho, como bandeiras, leques e ilustrações.

Para aprofundar o debate sobre o tema, o evento de lançamento da Amstel Vibes contou também com uma mesa de conversa voltada ao mercado corporativo. O painel, que recebeu o título “Além do Colorido: O papel das marcas, das empresas e da sociedade no apoio à comunidade LGBTQIAPN+”, reuniu convidados para debater a responsabilidade do setor privado na construção de ações afirmativas reais e que superem o simples discurso

O impacto na ponta: a visão do empreendedor

A capilaridade da ação depende do engajamento de empreendedores locais. Dani Lira, proprietária do Torneira Boteco e parceira estratégica da marca, também conversou com o Guia. O bar dela integrou recentemente o “Negócios de Orgulho 2025”, um programa de mentoria da Amstel focado em fortalecer a gestão de estabelecimentos liderados por pessoas da comunidade.

A escolha do Torneira Boteco para distribuir a Amstel Vibes reflete o alinhamento de valores entre a grande indústria e os pequenos negócios sustentáveis. Mulher negra e com dez anos de experiência no mercado financeiro, Dani Lira fundou o estabelecimento na Vila Madalena com o pilar da empregabilidade afirmativa, formando uma equipe composta por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, especialmente pessoas trans.

Para Dani, a iniciativa valida o modelo de negócios inclusivo que ela construiu nos últimos cinco anos. “Quando a Amstel me trouxe esse convite, fiquei muito lisonjeada. O Torneira Boteco não atua apenas na empregabilidade afirmativa, mas trabalha para fortalecer movimentos”, destacou a empresária. As latas vendidas no Torneira Boteco terão a receita destinada à ONG Transconvida.

Iniciativas como da Amstel Vibes mostram o amadurecimento nas estratégias de ESG (Ambiental, Social e Governança) de algumas empresas. Em vez de apenas patrocinar eventos pontuais — a Amstel é patrocinadora da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ —, a marca cria um fluxo de receita contínuo que beneficia toda a cadeia: movimenta o bar do pequeno empreendedor e garante recursos para o terceiro setor. O projeto também fortalece a posição da Amstel Vibes em um mercado de bebidas mistas cada vez mais competitivo, conectando o consumo a um propósito prático e tangível.

Fim do mito: Geração Z consome tanto álcool quanto as demais, mostra pesquisa

Durante anos, a indústria de bebidas operou sob uma premissa quase inquestionável: a Geração Z estava virando as costas para as bebidas alcoólicas, preferindo a sobriedade e o bem-estar. No entanto, uma nova pesquisa acaba de derrubar esse mito. Segundo a mais nova edição do levantamento global Bevtrac, conduzida pela consultoria especializada IWSR, os jovens atingiram o mesmo patamar de consumo de álcool do resto da sociedade.

A pesquisa mostra que, em 15 mercados-chave globais, 74% dos consumidores da Geração Z com idade legal para beber consomem álcool atualmente. O número é praticamente idêntico à taxa geral de participação média dos adultos em geral, que é de 76%. O contraste com o que se achava até pouco tempo atrás é grande: há apenas três anos, esse índice entre os mais jovens era de 66%, segundo reportagem do site The Drinks Business.

A Geração Z é composta pelos nascidos entre 1997 e 2012, que têm hoje de 13 a 28 anos. “A narrativa de que a Geração Z é a geração da moderação está definitivamente desmentida”, cravou Marten Lodewijks, presidente e diretor-geral da IWSR. “A evidência demonstra que eles gostam de beber aproximadamente nos mesmos níveis que o resto da sociedade”.

Os Boomers estão esvaziando os copos

Se o mercado procurava a “geração da moderação”, estava olhando para o lado errado da pirâmide etária. A pesquisa mostra que são os Baby Boomers que estão reduzindo drasticamente o consumo.

Os Boomers — nacidos entre 1946 e 1964, atualmente com idade de 61 a 79 anos — registraram a menor taxa de participação de qualquer geração (71%), com uma queda de dois pontos percentuais nos últimos três anos. Eles também são os que menos saem para beber e os que consomem o menor número de doses por sessão (uma média de apenas 2,6 doses). Caso a tendência se mantenha, Lodewijks alerta que o título de “geração da moderação” terá que ser transferido para eles.

Enquanto isso, os Millennials (nascidos entre 1981 e 1996, atualmente com 29 a 44 anos) continuam sendo o grande motor da indústria, liderando o consumo com uma taxa de participação de 81%, seguidos de perto pela Geração X (77%) — de 1965 a 1980, com 45 a 60 anos).

Geração Z não bebe menos, bebe diferente

A pesquisa da IWSR joga luz sobre outro ponto crucial para as marcas: a Geração Z não está rejeitando o álcool. Mas está reescrevendo as regras de como ele é consumido.

Eles preferem a complexidade das misturas. Um impressionante índice de 84% optou por coquetéis nos últimos seis meses, consolidando a geração como a maior entusiasta da coquetelaria.

A dinâmica social também mudou, com os jovens preferindo beber em grupos maiores. Aproximadamente um quinto deles (18%) relatou que sua última ocasião de consumo envolveu cinco ou mais pessoas.

Curiosamente, apesar de beberem como as outras gerações, eles são os mais propensos a ouvir recomendações médicas. Quase a metade (49%) afirma prestar atenção às diretrizes oficiais de saúde.

Moderação é uma mudança estrutural, não etária

Uma das conclusões da pesquisa da IWSR é que a moderação deixou de ser uma “modinha de jovem”. Ela se tornou uma macrotendência global que afeta todas as idades.

As pessoas não estão parando de beber, mas estão reduzindo a intensidade. A média global de consumo caiu de 4,4 para 3,9 doses por ocasião.

Trata-se de uma mudança de estilo de vida enraizada, e não apenas uma retração temporária causada por pressão econômica. Para as marcas que apostavam todas as suas fichas em linhas no-alcohol (sem álcool) focadas exclusivamente em atrair os jovens de 20 e poucos anos, é hora de recalcular a rota: a Geração Z já está no bar, com um coquetel na mão.

Cervejaria Nacional lança sazonal inspirada na 1ª cerveja IPA a chegar ao Brasil no século 19

Se você acha que a cerveja IPA é algo relativamente recente no Brasil, reveja seus conhecimentos. Barris da India Pale Ale já aportavam no país com navios britânicos desde meados do século 19, ainda no período do Brasil Império. A primeira menção a esse estilo de cerveja na imprensa brasileira é um anúncio de leilão publicado em 1852 pelo Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. E, a partir da noite desta sexta-feira (24), será possível provar uma versão baseada nessa IPA histórica na Cervejaria Nacional, em São Paulo.

Batizada de PioneirIPA, a cerveja é uma English IPA com maltes, lúpulos e levedura inglesa, além de características específicas descobertas na pesquisa, como teor alcoólico mais elevado (8,2%) e secura mais agressiva. A coloração é dourada, com espuma branca, aromas e sabores florais e que remetem a especiarias, como gengibre. Na boca, o amargor é médio, a potência alcoólica é bem perceptível, com notas terrosas e final seco.

Como é uma produção de lote único, ficará disponível no bar, localizado em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, somente até o fim do estoque.

O caminho até a PioneirIPA

A cerveja marca o ponto alto da terceira edição do projeto anual de cervejas históricas do brewpub paulista. A iniciativa nasceu de uma conversa informal durante um evento entre Marcos Braga, cervejeiro da Cervejaria Nacional, e Eduardo Marcusso, doutor em Geografia, cervejeiro caseiro e sommelier, além de servidor público do Ministério da Agricultura. “O Marcos se interessou muito pela história da primeira cerveja do Brasil, feita pelos holandeses (…). E viu que o trabalho tinha um conteúdo interessante para transformar pesquisa acadêmica em produto”, explica Eduardo sobre o objetivo de aliar teoria e produção cervejeira.

A colaboração já rendeu duas produções: Maurícia, uma Kuit feita em 2024 e baseada em pesquisa sobre a primeira cervejaria da América Latina instalada pelos holandeses em Recife em 1640; e Porter da Corte, rótulo inspirado nas cervejas escuras importadas da Inglaterra no começo do século 19.

Na segunda edição, o projeto contou com um reforço de peso. Marcus Fernandes Marcusso, irmão de Eduardo, participou da pesquisa e ajudou a derrubar o mito de que Dom João VI seria um grande apreciador de cerveja. Além disso, trouxe informações que revelaram a chegada maciça desse estilo de cerveja escura ao país no início do século 19. “Acho que minha contribuição foi um pouco nesse sentido: de procurar trazer o contexto histórico, esse cenário mais amplo”, conta Marcus.

Para o terceiro ano, a iniciativa ganhou um novo membro: o jornalista e sommelier de cervejas Luís Celso Jr., diretor de conteúdo e editor do Guia da Cerveja. Foi ele que localizou o anúncio da primeira cerveja IPA durante um levantamento que fez para um livro-reportagem que está escrevendo sobre a história da cerveja no Brasil. “Essa é a primeira menção ao nome India Pale Ale. Mas, como no início esse tipo de cerveja não tinha um nome definido, é possível que a cerveja IPA tenha estado por aqui até mesmo antes dessa data”, explica. 

“Além disso, no século 19, o Rio de Janeiro era um porto seguro para os navios ingleses. Muitos deles faziam paradas para reabastecimento e depois seguiam viagem. Contornavam o sul do continente africano até a Índia, para onde esse tipo de cerveja foi originalmente feito”, diz Celso. O livro — que conta com patrocínio do Edital Fermenta! – Incentivo a Projetos de Cultura Cervejeira, da Academia da Cerveja — está em processo de finalização e deve ser publicado em breve.

A recriação de uma cerveja IPA histórica

Se nas primeiras edições os cervejeiros puderam brincar com elementos de “brasilidade”, a nova cerveja IPA exigiu uma abordagem diferente. Os ingleses batalhavam para que a cerveja não sofresse interferências externas, conta Eduardo Marcusso, nem mesmo da madeira dos barris durante a viagem. Havia uma busca por uma bebida mais pura e clássica. Contudo, os longos meses no mar acabavam deixando o líquido mais seco e alcoólico do que conhecemos hoje.

Traduzir esses dados para os tanques modernos gerou grandes debates entre os envolvidos. Marcos Braga conta que o maior desafio foi justamente encontrar esse equilíbrio. “Queríamos uma cerveja alcoólica, seca, com uma pitada de acidez e, por ser IPA, amarga”, detalha. 

Para alcançar o perfil, a equipe utilizou açúcar na receita e maior acidificação. Já o amargor e aromas característicos vieram de uma alta e atípica carga de lúpulo inglês East Kent Goldings (EKG) no processo e no dry-hopping. A levedura escolhida foi a English Ale, da Pinnacle, para também refletir essa identidade original.

Apesar de todos os parâmetros terem saído da pesquisa, Braga faz questão de ressaltar a magia por trás do processo criativo. “Apesar das bases históricas como sustentação, essa cerveja consiste na nossa interpretação das informações, com um tanto de licença poética”, reflete o cervejeiro. “Sem termos como viajar no tempo e degustar essa cerveja IPA, esse processo é quase como replicar uma famosa pintura antiga tendo apenas a descrição de como era”.

Serviço:

  • O quê: Lançamento da cerveja PioneirIPA
  • Quando: 24/07 (sexta-feira), a partir das 19h30
  • Onde: Cervejaria Nacional – Av. Pedroso de Morais, 604 – Pinheiros, São Paulo

Aditivos na cerveja: vilões ou aliados da qualidade?

Poucas palavras despertam tanta desconfiança no consumidor quanto “conservante”. Basta aparecer o código INS de algum dos aditivos na cerveja, na lista de ingredientes do rótulo, para muita gente concluir que aquele produto é de menor qualidade. Mas será que essa percepção faz sentido?

Na prática, existem cervejas que realmente dispensam conservantes, enquanto outras se beneficiam dessas ferramentas para manter estabilidade microbiológica, físico-química e sensorial ao longo da vida útil. O ponto central não é a presença ou ausência do aditivo, mas sua necessidade tecnológica.

Quando a tecnologia protege a cerveja

A estabilidade microbiológica da cerveja não depende de um único fator, mas da combinação de várias “barreiras” que dificultam ou impedem o crescimento microbiano.

Essas barreiras incluem o pH baixo, etanol, iso-α-ácidos do lúpulo, CO₂, baixo potencial de oxirredução, a escassez de nutrientes, pasteurização ou filtração estéril. Ou seja, existe uma combinação de fatores que tornam a cerveja um ambiente pouco favorável ao crescimento da maioria dos contaminantes. 

Além dessas barreiras, a cerveja contém compostos com ação antioxidante, como antocianogênios, melanoidinas e subprodutos da fermentação, dentre eles o sulfito. 

Mesmo com todas as barreiras e proteções naturais da cerveja, existem limitantes tecnológicos e de processo, a logística, a proposta do produto que demandam a utilização de aditivos e coadjuvantes de produção. Uma cervejaria que distribui num raio de 20 km vive uma realidade completamente diferente daquela que exporta ou distribui cerveja do Sul para o Norte do país.

Esse é um exemplo de cenário que muda tudo.

Se a cervejaria tem excelentes práticas de higiene, controle microbiológico, controle de processos, não possui limitação de equipamentos, cadeia refrigerada, shelf life curto, talvez realmente não precise de auxiliares de produção. Isso não significa que outra cervejaria, em uma realidade diferente, esteja errada ao utilizar essas ferramentas. Significa apenas que tecnologia de alimentos é, acima de tudo, gestão de riscos.

O movimento Clean Label

Existe ainda outro aspecto importante nessa discussão: a influência do movimento clean label. A busca por listas de ingredientes menores e por produtos considerados “mais naturais” trouxe benefícios importantes para a indústria, como maior transparência na comunicação com o consumidor. Entretanto, em alguns casos, criou-se a percepção de que qualquer aditivo é desnecessário ou prejudicial. A ciência, porém, mostra um cenário bem mais complexo. A escolha por utilizar ou não um aditivo não deveria ser guiada apenas pela expectativa de mercado, mas pela avaliação técnica do produto e do processo. (NABESHIMA et al., 2024).

Para compreender essa diferença entre percepção e necessidade tecnológica, primeiro é preciso entender o que a legislação considera um aditivo e um coadjuvante de tecnologia. De acordo com a RDC 778 de 2023, aditivos são substâncias adicionadas com finalidade tecnológica específica, como conservar, estabilizar ou evitar alterações indesejáveis. Um exemplo são os antioxidantes, estabilizantes de espuma. Já os coadjuvantes são utilizados durante o processamento para desempenhar uma função específica, mas não necessariamente permanecem no produto final em quantidades com efeito tecnológico, por exemplo, as enzimas. (BRASIL, 2023)

Os aditivos devem ser declarados no rótulo. Já para os coadjuvantes, não há necessidade. Para que um aditivo seja aprovado, são necessárias avaliações toxicológicas, limites de segurança para uso, estudos de segurança, avaliação tecnológica, necessidade tecnológica comprovada.

Uma lista mais curta de ingredientes não garante maior qualidade, estabilidade ou segurança. Em muitos casos, a escolha por utilizar ou não um aditivo representa uma decisão tecnológica baseada nas características do processo, da distribuição e da vida útil pretendida para o produto.

Para que servem os aditivos na cerveja?

Mais importante do que perguntar se há aditivos na cerveja ou não é compreender o porquê de estarem presentes. Na indústria de alimentos, tecnologia não existe para mascarar defeitos. Ela existe para preservar qualidade, segurança e estabilidade quando utilizada de forma correta e dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Nenhuma ferramenta tecnológica substitui um processo bem controlado. Mas um processo bem controlado também não deve abrir mão de ferramentas que contribuam para entregar uma cerveja mais segura, estável e de melhor qualidade quando elas forem tecnicamente justificadas.

Referências:

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº 778, de 1º de março de 2023. Dispõe sobre os aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em alimentos. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2 mar. 2023.

NABESHIMA, E. H.; TAVARES, P. E. R.; LEMOS, A. L. S. C.; MOURA, S. C. S. R. Emerging ingredients for clean label products and food safety. Brazilian Journal of Food Technology, v. 27, e2023160, 2024.


Chiara Barros é proprietária do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira. Engenheira Química, especialista em Biotecnologia e Bioprocessos, em Gestão da Qualidade e Produtividade e em Segurança de Alimentos, além de cervejeira e sommelière de cervejas.


* Este é um texto de opinião. As ideias e informações nele contidas são de responsabilidade do colunista ou articulista e não refletem necessariamente o ponto de vista do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: Instituto Heineken abre vagas para o projeto Casa do Futuro

O Instituto Heineken, em parceria com o Senac São Paulo, abriu inscrições para a primeira turma de capacitação da Casa do Futuro – Restaurante Escola. O projeto gratuito vai beneficiar 120 jovens em situação de vulnerabilidade social ainda este ano. Os interessados, com idade entre 18 e 29 anos e ensino médio completo, podem se inscrever pela internet até o próximo domingo (19). A iniciativa presencial de qualificação profissional terá duração de dois meses e foi uma das novidades anunciadas na Heineken House. A metodologia de ensino foi elaborada para preparar os participantes para múltiplas atividades para o setor de hospitalidade.

Curso Instituto Heineken e Senac

As aulas teóricas e práticas serão ministradas por professores do Senac São Paulo na capital paulista. O conteúdo didático do curso do Instituto Heineken e Senac foi dividido em módulos que abrangem as áreas de garçom, sommelier de cerveja e bartender. Os alunos também terão mentorias e atividades práticas com o chef Dalton Rangel. O programa oferece ajuda de custo para apoiar a permanência dos estudantes durante o período de formação. O processo de seleção dos candidatos contará com testes de português e matemática, além de questionários informativos e bancas de entrevista online.

O programa de inclusão produtiva do Instituto Heineken reserva vagas afirmativas para mulheres, negros, pessoas com deficiência e público LGBTQIAPN+. Após a formatura, os estudantes receberão certificados de qualificação profissional emitidos pela instituição de ensino. O Instituto Heineken vai mobilizar parceiros e os principais clientes da cervejaria para oferecer vagas de emprego exclusivas aos graduados. A proposta integrada busca conectar os jovens diretamente com o mercado de trabalho regional para ampliar as chances de inserção profissional no setor de bares e restaurantes.

Leia também neste Menu Degustação:

Oktoberfest Blumenau terá tenda bávara e taverna rústica na edição de 2026

A 41ª Oktoberfest Blumenau apresentará novidades estruturais e gastronômicas no Parque Vila Germânica durante o evento que ocorrerá de 7 a 25 de outubro. O Spaten Platz, tradicional palco de abertura e encerramento da festa, passará por uma transformação completa para recriar a atmosfera das tavernas rústicas alemãs. O espaço reformulado terá piso elevado, mesas comunitárias maiores, palco reposicionado e um mezanino inédito. O local continuará abrigando atrações folclóricas como o Encontro dos Velhos Camaradas e a Orquestra Blumenau Filarmônica.

Integrado à estrutura do Spaten Platz, o festival ganhará o Festzelt, um novo setor com controle de acesso inspirado nas tendas tradicionais de Munique. O ambiente terá capacidade para 1,2 mil pessoas simultâneas e cobrará uma taxa adicional de R$ 8 para entrada. A culinária do espaço ficará a cargo do restaurante alemão Hofbräuhaus, que servirá pratos típicos como Currywurst, Eisbein e strudel de maçã. Todo o chope disponível no setor será produzido no próprio município catarinense. Os ingressos para a festa promovida na Capital Brasileira da Cerveja já estão à venda na internet.

Eisenbahn transforma 89 FM em Eisen Rock Station

A cerveja premium Eisenbahn, do Grupo Heineken, alterou o nome da rádio 89 FM para Eisen Rock Station na última segunda-feira (13) para celebrar o Dia do Rock. A iniciativa faz parte da plataforma de experiências musicais criada pela marca no ano passado. A fabricante projeta novas ativações para o segundo semestre em grandes festivais no país. A agenda de shows começará no dia 1º de agosto no João Rock, em Ribeirão Preto. Em seguida, a empresa participará de eventos em São Paulo, Recife e Curitiba.

Inside the Star oferece brindes exclusivos em campanha de inverno

Além do curso do Instituto Heineken, o Grupo Heineken iniciou na última quarta-feira (15) uma ação sazonal de inverno em suas unidades de Jacareí (SP) e Ponta Grossa (PR). Os visitantes que consumirem a partir de R$ 150 durante o tour interativo Inside the Star receberão brindes exclusivos da estação. A iniciativa promocional segue até o dia 29 de agosto ou enquanto durarem os estoques. O espaço, focado na história e nos processos produtivos das marcas do grupo, mantém o funcionamento regular e os roteiros de harmonização ao longo de todo o ano. Os ingressos para as atividades custam entre R$ 30 e R$ 80 e estão disponíveis na internet.

Black Princess reforça presença no mercado com patrocínio ao Circuito Rock

A Black Princess, marca premium de cerveja do Grupo Petrópolis, é a patrocinadora oficial do Circuito Rock, projeto musical com shows agendados no Sudeste até o fim do ano. A programação de apresentações começa neste sábado (18) em Campinas (SP) com show de Humberto Gessinger. A agenda de espetáculos passará por outros municípios paulistas como Marília, Santos, São Carlos, Araçatuba e Sorocaba, além de Pouso Alegre (MG). A fabricante projeta utilizar os eventos para ampliar a visibilidade de seu portfólio de nove rótulos, com destaque para as ações de experimentação da nova versão sem álcool e sem glúten da marca.

Caipira Beer Cup define premiação para vencedores em Piracicaba

A comissão organizadora do Caipira Beer Cup oficializou a lista de prêmios para a primeira edição do concurso de cerveja caseira, em Piracicaba (SP). O campeonato distribuirá insumos de alto padrão para os dez primeiros colocados gerais, além de troféus, medalhas e certificados. O grande campeão receberá uma machadinha exclusiva produzida em Rio Claro (SP). As recompensas foram viabilizadas por parcerias com marcas consolidadas do setor cervejeiro nacional. O anúncio dos vencedores ocorrerá no dia 11 de setembro, data que encerra as avaliações dos juízes. As inscrições seguem abertas até 31 de agosto pela plataforma BAP.

Festival Uaimií comemora aniversário neste sábado em Itabirito

O Festival Uaimií realiza o seu terceiro ato neste sábado (18), a partir das 13 horas, no distrito de Acuruí, em Itabirito (MG). O evento gratuito comemora o aniversário da cervejaria com música ao vivo, visita guiada à fábrica, gastronomia mineira e atividades infantis. A iniciativa busca movimentar os empreendimentos da Rota Turística Jaguara durante a baixa temporada. A programação musical terá apresentações da Banda Veredas, às 16 horas, e da Big Band Little Butter, às 18 horas. O projeto conta com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, monitoria especializada e apostilas em braille.

Cia. dos Fermentados abre primeira loja física na Vila Madalena

A Cia. dos Fermentados abriu sua primeira loja física, que também funciona como bar, na Vila Madalena, em São Paulo (SP). A novidade faz parte das comemorações de dez anos da marca, que mantém fábrica em Barueri (SP). O espaço, batizado de Fermenta Bar, oferece prateleiras com kombuchas, conservas, vinhos e embutidos para compra. O cardápio do local traz comidas de boteco e drinques elaborados com ingredientes fermentados, com opções alcoólicas e não alcoólicas. A empresa também está finalizando o processo de exportação para restaurantes e mercados de Nova York, nos Estados Unidos.

Three Monkeys Beer realiza festival com mais de 40 torneiras no Rio

A cervejaria carioca Three Monkeys Beer promoverá no dia 22 de agosto a nova edição do Brewing Friends Festival. O evento presencial ocorrerá no Brewteco Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), das 12 às 18 horas. O festival funcionará em formato open bar e self-service, com mais de 40 torneiras de chope artesanal de estilos variados para degustação livre. O público participante receberá uma taça exclusiva com o ingresso. A programação inclui também opções de alimentação com custo à parte e apresentações de música ao vivo. Os ingressos para a atividade estão disponíveis na plataforma Sympla.

Cervejaria Dogma comemora 11 anos com festa Save the Fígado

A Cervejaria Dogma realizará no dia 1º de agosto a festa de aniversário de 11 anos da marca, no Espaço GAP, em São Paulo (SP). O evento ocorrerá das 13 às 18 horas e funcionará no sistema open bar, com 33 torneiras de chope disponíveis ao público. A programação inclui apresentações musicais dos DJs Mako e Donna, além de flash tattoo e praça de alimentação com food trucks. Os ingressos estão disponíveis no site da Dogma e já estão no segundo lote pelo valor de R$ 470 na modalidade comum. A entrada VIP, que custa R$ 600, garante acesso ao local uma hora antes da abertura oficial e um kit exclusivo com seis latas de cerveja.

Edelbrau relança cerveja Doppelbock em edição especial de inverno

A Cervejaria Edelbrau apresentou uma nova edição da Doppelbock, rótulo originário do projeto experimental Bier Lab. A bebida de baixa fermentação possui coloração vermelha-escura, teor alcoólico de 7,2% e passa por maturação com chips de carvalho. A tiragem limitada foi escolhida para a temporada de frio devido ao perfil encorpado e maltado do estilo alemão. O produto está disponível na loja da fábrica, em Nova Petrópolis (RS), e na página eletrônica da marca pelo valor de R$ 19,90. A fabricante sugere a harmonização do produto com pratos como feijoada e risotos.

Krug Bier amplia projeto de visitação à fábrica em Nova Lima

A Krug Bier anunciou a expansão do seu projeto de visitação fabril para o primeiro semestre. Como resposta ao sucesso de público, a cervejaria decidiu dobrar a oferta de datas para os bastidores da unidade no Jardim Canadá, em Nova Lima (MG). A Experiência Krug passa a contar com duas edições mensais, realizadas no início e no final de cada mês. O roteiro educativo inclui a história da marca e o fluxo produtivo, sob a condução da sommelière Fabiana Bontempo. As visitas ocorrerão sempre aos sábados, às 10 horas, com degustação de chopes. A próxima data será neste sábado (18) e os ingressos estão disponíveis no site da cervejaria.

Paraná lidera consumo de cerveja zero álcool com crescimento recorde

O Paraná assumiu a liderança nacional na expansão do mercado de cervejas zero álcool. O consumo da bebida no Estado registrou alta de 43,4% em volume entre maio de 2025 e abril deste ano, segundo dados de uma pesquisa da Scanntech — plataforma de análise de vendas no varejo e de inteligência de mercado. O faturamento do setor no mesmo período avançou 31,9% em comparação com o ciclo anterior. Os indicadores paranaenses representam um crescimento quase três vezes superior à média brasileira. O avanço do segmento atrai a atenção de investidores e distribuidores focados no público que busca alternativas saudáveis de consumo.