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ZEV e Goose celebram início do verão com cerveja que tem abacaxi como ingrediente

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O início oficial do verão no hemisfério Sul, nesta terça-feira, às 12h59, serviu como motivação para o lançamento de mais uma cerveja pela ZEV. Em colaboração com a Goose Island, a marca de Suzano (SP) apresentou a Ananás, um rótulo que leva abacaxi em sua receita, para brindar a estação mais quente do ano.

A nova cerveja é uma Hopped Summer Ale que traz a refrescância do abacaxi (Ananás Comosus), fruta típica do verão e que, inclusive, dá nome ao lançamento. De alta fermentação, o rótulo tem 4,8% de graduação alcoólica e 25 IBUs de amargor. E a sugestão é de que seja consumida a 4ºC.

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“A escolha da fruta Ananás Comosus para esta adição, está associada ao fato de ser a sua colheita realizada na entrada do verão, sendo conhecida como fruta da estação na região sudeste”, afirma a ZEV no material de divulgação do seu lançamento.

A Ananás, segundo a marca de Suzano, tem coloração âmbar, corpo baixo e amargor moderado, com a complexidade proveniente do dry hopping com o lúpulo Talus. “Seu perfil aromático, transfere frutas tropicais, cascas cítricas e sutil condimentado de sálvia que encontra o sabor de abacaxi, apoiado em leve dulçor de malte”, acrescenta a ZEV.

Com o lançamento desse rótulo com abacaxi na sua receita, a marca de Suzano homenageia mais uma estação do ano com uma cerveja colaborativa. Anteriormente, em setembro, a ZEV havia apresentado uma Belgian Indian Pale Ale, a Elixir de Flora, um rótulo criado em colaboração com a Soma para marcar o começo da primavera.

Ação entre amigos se transforma em e-commerce cervejeiro na pandemia

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Ao mesmo tempo em que reforçou graves problemas econômicos, que se refletem no dia-a-dia da sociedade, a pandemia do coronavírus também ficou marcada por mudanças de vida e criação de empreendimentos. Foi assim, inclusive, que surgiu o Artesanow Beer Club, um e-commerce criado a partir do êxito de uma ação entre amigos em São Paulo.

Hoje sócios do Artesanow Beer Club, os primos Felipe Caetano e Alexandre Quaresma lideravam a compra de cervejas artesanais entre um grupo de amigos. Os rótulos encontrados, os bons preços e a prestatividade deu fama a eles. E rendeu, em meio à pandemia, a criação do, então, Beer Club, no fim de 2019.

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“Sempre tomamos muita cerveja, mas tínhamos dificuldade de encontrar alguns rótulos. Pegávamos para a gente, depois passamos a pegar para amigos. Criamos um grupo de WhatsApp e isso começou a crescer”, relembra Felipe.

Como surgiu a partir da ideia de ajudar amigos, o e-commerce tem buscado, desde então, mas agora de modo mais profissional, manter uma ação educativa em suas vendas. No início das atividades, inclusive, os primos preparavam um guia para cada comprador, com informações sobre os rótulos adquiridos e suas cervejarias, os estilos, formas de harmonização e sugestão de copos para consumo.

Esse tipo de ação se tornou inviável com o passar do tempo e o aumento do volume de vendas, mas os responsáveis pelo Artesanow Beer Club não deixam de seguir próximos aos compradores. Assim, mantêm em funcionamento grupos de WhatsApp do e-commerce, alguns com uma espécie de venda para o atacado e os outros que operam com o modo de conversas ativo.

Em seu portfólio, o Artesanow Beer Club conta com algumas das mais renomadas marcas de artesanais, como Dogma, Everbrew, Doktor Bräu, Schornstein e Seasons, embora o foco dos sócios também esteja naqueles rótulos mais raros. E algumas dessas marcas também ajudam nesse foco de educar o consumidor, com o envio de material informativo junto com as cervejas entregues pelo e-commerce.

“No começo, toda compra ia com um PDF, explicando sobre as cervejas, harmonização, tipo de copos. A ideia é ser algo mais educativo. Algumas cervejarias também ajudam com informações que mandamos para o consumidor. É um público que quer ter acesso à informação”, diz Felipe.

Para ele, inclusive, ainda há um grande público a ser conquistado, que deseja aprender sobre cervejas artesanais e não tem acesso suficiente às informações para realizar suas escolhas. “Avalio que 60% a 70% das vendas são de indicação, é um público muito iniciante no ramo. Vejo que muitas pessoas têm vergonha, achando que não sabem escolher o que comprar. Dizem que querem comprar, mas não sabem qual cerveja”, acrescenta.

Há três meses, o Artesanow Beer Club expandiu as suas atividades ao passar a contar com o seu site. Agora, com essa expansão, como reconhece Felipe, o desafio é manter o clima de comunidade, surgido nos grupos de WhatsApp, para essa plataforma. Já como estratégia para conquistar o público, o e-commerce oferece cashback em todas as compras, além de desconto de 10% na primeira. E ainda realiza entregas em todo o Brasil.

“Queremos aumentar a comunidade, mantendo a interação entre as pessoas que compram. Ter o que possuímos no WhatsApp, com dicas sobre as cervejas. O desafio é como fazer isso. Queremos pessoas que queiram compartilhar a experiência, trazer e ensinar mais pessoas, sendo mais educativos”, conclui Felipe.

Menu Degustação: Mr. Hoppy troca chope por brinquedo, clube de IPAs da Suricato…

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A proximidade das festas do fim de ano já movimenta as atividades das empresas do setor cervejeiro. É, por exemplo, o caso do Mr. Hoppy Prado, em Belo Horizonte, que está arrecadando brinquedos para o Natal, os trocando por chope. Já a Stella Artois celebra a volta dos momentos ao lado das pessoas queridas em sua nova campanha.

A Pabst Blue Ribbon faz concurso para que o público desenhe a lata de suas cervejas, sendo esta a primeira vez em que pessoas de fora dos Estados Unidos podem apresentar as suas criações. E a Suricato abriu novas vagas para o público se inscrever no seu clube de assinaturas de cervejas do estilo IPA.

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Confira estas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Presentes de Natal da Landel
A Cervejaria Landel apresenta algumas novidades para presentear no Natal, com destaque para os copos térmicos de inox personalizados em tamanhos e cores diferentes para agradar a gostos variados. A versão azul é menor, para 475 ml de chope, e não tem tampa (R$ 220). Já o modelo maior, de 600 ml, vem com tampa e nas cores preta e rosa (R$ 250). Ambos os copos prometem bebida gelada por até 4 horas. Além deles, a Landel ainda tem a sugestão de se presentear com as cervejas envelhecidas em barrica – a Mecenas (Flanders Red Ale, azeda, frutada, complexa e intensa) e a Betta (Brett IPA, com alta acidez, corpo baixo, final seco e amargo, aroma selvagem e frutado).

Mr. Hoppy arrecada brinquedos para o Natal
O Mr. Hoppy Prado, em Belo Horizonte, lançou a campanha Natal Solidário. O consumidor doa um brinquedo, alimento ou material escolar e ganha um chope Pilsen de 330ml. A promoção do Mr. Hoppy é válida entre terça e quinta-feira.

Consumidores criam arte da lata da Pabst
Para celebrar a 10ª edição do Art Can Contest, a Pabst Blue Ribbon oferece 10 prêmios de US$ 10 mil a artistas de todo o mundo que se propuserem a criar sua própria arte de lata. Esta é a primeira vez que a cerveja americana abre o concurso para residentes fora dos Estados Unidos. A ideia é que os participantes criem o próprio design, guiados pelas cores azul e branco da Pabst Blue Ribbon, de forma única e inovadora. As inscrições no concurso se encerram no dia 31.. O anúncio dos finalistas será em 17 de janeiro.

Suricato abre vagas no clube de cervejas
A Suricato abriu novas assinaturas para o clube de cervejas #EhTudoIPA. O clube, que conta com receitas inéditas de IPAs High-End, estará disponível para assinaturas até o dia 27. As cervejas saem direto do tanque para a casa do consumidor, acompanhadas de uma embalagem especial com isopor e icepack. O SuriClube #EhTudoIPA oferece frete grátis para todo o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de outras 250 cidades do país, incluindo todas as capitais e principais regiões metropolitanas.

Germânia faz levantamento dos seus itens
A Cervejaria Germânia, situada em Vinhedo (SP), contou com os serviços da JC Engenharia de Avaliações para fazer o levantamento de todos os itens de sua fábrica. O objetivo era estipular qual o valor e o custo no mercado dos bens que a indústria possuía. 

Stella Artois celebra encontros
Com o avanço da vacinação, a retomada gradual das atividades fora de casa tem permitido que o público volte, com segurança e seguindo as recomendações, a encontrar alguns amigos e familiares. São esses reencontros com as pessoas queridas que inspiram a nova campanha da Stella Artois, que está no ar nos canais da marca com criação da CP+B Brasil.

Com apoio da Beck’s, Primavera Sound chega a São Paulo
O festival Primavera Sound terá, em 2022, a sua primeira edição em São Paulo, de 31 de outubro a 6 de novembro, com diversas intervenções artísticas espalhadas pela cidade e no Distrito Anhembi, tendo o apoio da Beck’s.

Votação popular para publicação da Krater
A Krater anunciou o início de uma nova fase do edital criado para a publicação de um novo livro cervejeiro. Com 20 propostas apresentadas, com temas como “Estilos raros e extintos de cerveja” e “Democratizando a cerveja”, o público agora vai votar nas suas preferidas. Para conhecer melhor cada ideia é só acessar a plataforma de votação da editora e ler o resumo de cada projeto. A etapa de votação popular vai até 7 de janeiro, com os dez projetos mais selecionados para a próxima fase, de avaliação dos jurados.

Artigo: De volta, Barcelona Beer Festival é celebrado sob clima de festa da firma

*Por Andreia Gonçalves Ribeiro

A espera terminou e o maior festival de cervejas do sul da Europa tomou a capital da Catalunha em sua nona edição. O Barcelona Beer Festival, que normalmente se celebra em março, começou na última sexta-feira (17) e se estenderá até o domingo (19), no centro de eventos La Farga L’Hospitalet. Com esta nova data, a sensação de quem está por aqui é de como se fosse a habitual “festa da firma” para reunir a turma no final do ano. Hora de diversão, mas com toda a responsabilidade que o momento exige.

Desde o último toque de sino em 2019 até seu início, foram 1.006 dias de espera. A edição 2020 foi cancelada a dois dias da abertura das portas, naquele fatídico março pandêmico. Agora, então, é hora de se jogar em quase 600 cervejas de umas 250 marcas de diferentes países, contanto que os protocolos contra a Covid-19 implementados sejam seguidos. Para entrar no recinto, há a exigência do certificado digital europeu de vacinação com imunização completa, além de muitos frascos de álcool gel espalhados pelos 8.500m² do espaço. É para espalhar o tal do álcool em tudo para poder se espalhar, né? Sempre de máscara, claro.

Tanto a parte profissional, como o momento da gala de celebração do Barcelona Beer Challenge aconteceram antes. Então, a festa fica dedicada realmente às cervejas, à gastronomia e ao encontro das pessoas. Pessoas que protagonizaram dias difíceis com a pandemia, mas que agora têm a oportunidade de estarem juntas, mesmo com as restrições. Chega uma hora em que é preciso. E esse final de semana foi a data marcada.

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Também não há como faltar um discurso nas reuniões de encerramento de ano. Mikel Rius, o diretor do Barcelona Beer Festival, dedicou um artigo de agradecimento no portal Factoría de Cerveza. Nele, comenta sobre as consequências e desafios trazidos pela pandemia e assume a consciência de que o Barcelona Beer Festival é o termômetro anual do setor. “É hora de lembrar, agradecer e celebrar. Lembrar de momentos duros e projetos que tiveram de baixar a porta. Agradecer o apoio mútuo dado, as redes que foram tecidas ao longo dos anos e que nos têm dado sustento. E celebrar. Celebrar que permanecemos firmes, com muitos planos e ilusões para o futuro… Não sei se poderemos brindar com todos nesses dias (…), mas vamos tentar. Queremos olhar nos olhos, ver o brilho e dizer Salut! a tantas pessoas boas”.  

O Barcelona Beer Festival está como a “festa da firma” por aqui. Assim sendo, espero poder conseguir não perder na memória os dados e fatos vividos (acontece, né?). Para então, como pontuou “o chefe”, poder “lembrar, agradecer e celebrar” com histórias para contar até a próxima edição, que será a décima. Esperamos que seja já em 2022 e com mais alegria e menos vírus. Ficaria encantada em ser a mestre de cerimônias e ciceronear os conterrâneos em eventos como esse. E brindar, se possível, com cerveja brasileira! Fica não só a ideia, mas a ilusão e a torcida. Como dizem aqui para desejar força e paciência, “Ànims”! Ens veiem fins aviat.

O festival
Mas o que é esse “sino”? A dinâmica do festival é diferente daqueles aos quais estamos acostumados no Brasil. São 161 torneiras para servir um arsenal de cervejas, em um único espaço. Um toque de sino avisa ao público que está rolando troca de barril na torneira X. A novidade que é engatada tem seu nome escrito junto às outras cervejas disponíveis no momento, em um painel atualizado ao vivo por dois “mestres de cerimônia”. Dessa maneira, fica fácil acompanhar.

Para os mais freaks, a organização criou um aplicativo próprio, com informações sobre cada cerveja para aqueles que querem seguir o esquema “favoritou, engatou, recebeu notificação”. E corre, galera! Porque é coisa rara, misericórdia. É bobear para ficar sem. Quem é habitué de festa cervejeira já sabe bem como é. Mas não só de “batata frita 1, 2, 3” vive o Barcelona Beer Festival. Há torneiras fixas de algumas das cervejarias expoentes e estandes de marcas como as catalãs La Pirata e Ales Agullons, a Founders Brewers, dos Estados Unidos, e a Budvar, da República Checa. Ganhadores do Barcelona Beer Challenge (nesse caso, Basqueland, Cátedra Beer, Torre Mozza) também têm seu espaço, além de estandes de coletivos e de associações, além de um só pra bater papo com o mestre cervejeiro.

Meet the Brewer
“Mas qual a temperatura para obter o grau platô X…?”, “a densidade do patati patatá…?”. Sabe aquele tipo de papo que todo beer geek adora? Então, pode ir lá falar com os caras, meu filho. Mas desenrolar a língua será necessário para poder saber tudo de Cascade Brewing (EUA), Hopalaa (Letônia), Cervecería Península (logo ali de Madri), Tanker Brewery (Estônia), Thornbridge (Reino Unido), Bionoc (Itália). Eu ficarei por ali, de boa, com minha acidinha na mão. Só para não perder a chance de pescocear, cumprindo meu papel de curiosa.

Foco nas ciganas e acidez é mato!
Segundo a organização, “esta edição dá especial atenção ao fenômeno das novas cervejarias ciganas, apresentando cervejeiras como Oddity Brewing, Engorile Beer e Caravelle, entre outras. Os novos estilos também serão protagonistas, como a Italian Grape Ale, que combina o melhor do vinho e da cerveja. Não tão novo, mas muito na moda, como também estão as cervejas de fermentação mista ácidas”. Vale saber que aqui existe o movimento da “Catalan Grape Ale” como estilo. Bem semelhante às IGAs, mas com o terroir catalão. De beber e gritar “Visca”.

E vamos de ácida porque vai ter Italian Grape Ale engatada o tempo todo. E viva a cultura alimentar do Mar Mediterrâneo que se funde para nos abraçar com seus sabores. Aquele tanto de matizes próprios do solo, da cepa (sangiovese, nebbiolo, croatina, brachetto, timorasso, freisa) e de técnica para fazer as novas IGAs, que dá até pra escolher. Uma seleção de peso da delegação italiana que vem com o time escalado com Birra Bruton, Birra Dell’Eremo, Pirra Perugia, Birrificio Italiano e Birrificio Lambrate. Eu quero sair falando com as mãos, cazzo!

A relação do setor cervejeiro da Catalunha com o da Itália já vem de longa data, com a participação de produtos e profissionais em eventos italianos, como é o caso dos organizadores. A Beer Events, responsável por organizar o forfait, cria aplicativos, faz estudos do mercado e somou ao currículo a realização do InnBrew – primeiro encontro profissional do setor, ocorrido em julho – e do Bizkaia Beer Festival em Bilbao, primeiro festival dedicado ao público cervejeiro da Comunidade Autônoma do País Basco, em outubro.

Mikel Rius, diretor do Barcelona Ber Festival, também singrou os mares e descobriu as cervejas brasileiras ao participar como juiz da última edição do Brasil Beer Cup. E eu espero, de coração, que em um momento futuro a gente também possa voltar a viajar para participar de festivais e eventos. Não tem nada melhor nessa vida que beber in loco e eu sei que quem teve a paciência de ler até aqui, concorda comigo nesse ponto sobre turismo cervejeiro.

Atividades paralelas
Participar é parte mais do que importante na cultura cervejeira e há uma programação de mesas redondas, degustações harmonizadas, verticais e especiais, além de apresentações de estudos. Para estas, era necessário agendar previamente. Há desde apresentação de estudos a aquelas degustações marotas, além, claro, do momento Pink Boots! Afinal, pode ser que elas sejam poucas num meio onde 72% são homens, segundo o recente relatório da Associação Espanhola de Cervejeiros Artesanais apresentado na última sexta. Mas elas são poderosas, viu? Visíveis, divertidas e brilhantes. Citar nomes seria injusto. Falar qualquer muito é pouco. Só de ter a oportunidade de brindar com elas, é uma honra. Estou ansiosa.

Gastronomia, cultura e mais diversão
Se bem que brindar anda meio perigoso… Manter a distância e tirar a máscara só para comer é o que se recomenda. Aliando gastronomia à cerveja artesanal há a apresentação de projetos como a Fundació Oficis de la Carn, de embutidos, e a presença costumeira do restaurante barcelonês El Racó d’en Cesc. Para os comensais que bebem e comem e comem e bebem, seis opções de restaurantes estão no cardápio, todos com propostas de alimentos que têm a cerveja como ingrediente.

As pausas podem ser feitas para curtir os “BBF Vibes”, nome dos seis espaços de atividades dedicadas. (1) O BBF Cellar, onde estão as cervejas de guarda reunidas para agradar quem adquiriu o BBF Experience (tipo um camarote, uma área VIP exclusiva), por alguns tokens a mais; (2) o Corn Hole que é um jogo de arremesso de saco de malte viciante, (3) o estande da Family Beer que ensina sobre homebrewing mostrando o processo ao vivo, (4) o BBF Discovery que é o rolê guiado com degustação e, como a festa, reúne todo mundo sem distinção, (5) e a área infantil com atrações e monitores. Por último, o (6) Photocall, um backdrop especial para posar para o Instagram.

E muita música! Esse ano, as atrações foram ampliadas, já que a festa é para comemorar e os momentos de negociação e premiação já rolaram. Espero trazer um balanço positivo desses dias. Isso se as ácidas não me… Não, não! Fica feio fazer jogo de palavras com isso. Paro por aqui porque já estou com a roupinha de ir. A sorte é que é festa da firma, né? E a regra é “até o chefe bebe”. Então, vamos celebrar que sobrevivemos, com a responsabilidade e o sentimento de estar sendo observados. Não pega bem beber do copo do coleguinha, nem se despir… Da máscara, gente! Da máscara.


*Andreia Gonçalves Ribeiro é mestra em Turismo Cultural Gastronômico e em Patrimônio, pela Universitat de Girona. É sommelière de cervejas pelo ICB e sommelière bartender pela ABS. Mineira atleticana, é pesquisadora da cerveja e seus fenômenos na Catalunha. Se deixar, “só toma azeda” e tem queda assumida pelas belgas.

Colorado lança chope com uva passa para as festas do fim do ano

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Ingrediente marcante nas ceias natalinas, mas alvo de eventuais controvérsias, a uva passa agora também poderá estar presente no chope consumido no período de festas. A Cervejaria Colorado acaba de lançar o Ho Ho Ho, uma Red Ale produzida com água, malte de cevada, lúpulo, uva passa e avelã.

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É a primeira vez que a marca da Ambev cria uma bebida especialmente para a celebração do Natal. E esse chope com uva passa possui 28 IBUs de amargor e 6,2% de graduação alcoólica. De acordo com o descritivo divulgado pela Colorado, a novidade tem aroma e sabor que remete às uvas passas (frutas secas), além de notas de avelã, que lembram o panetone, outra das tradicionais atrações do período natalino.

Ao anunciar o lançamento do chope Ho Ho Ho, a Colorado relata que a criação do chope com uva passa foi motivada pela “polêmica” que divide opiniões: o uso ou não da fruta seca como ingrediente de pratos típicos do Natal.

“Resolvemos investir em um chope especial para celebrar o Natal, que é uma data muito especial e sempre celebrada pelos brasileiros. Sabemos que tem gente que gosta e gente que não gosta da uva passa, mas na dúvida pegamos esse ingrediente tipicamente natalino e colocamos em uma cerveja que sabemos que o público irá se identificar”, explica Daniel Carneiro, gerente de marketing da Colorado.

A marca da Ambev explicou, ainda, que o chope da Colorado com uva passa está disponível em um crowler personalizado na Toca do Urso e nos Bares do Urso.

Mussum, 80 anos: O legado das suas facetas na cerveja e a luz dada à representatividade

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Um dos maiores artistas brasileiros, Antônio Carlos Bernardes Gomes, eternizado como Mussum, completaria 80 anos em 2021, como um nome de destaque do humor e do samba. E seu legado e memória estão eternizados, seja em memes na internet, programas na televisão, camisetas, bottons ou cervejas.

Mussum, afinal, será sempre lembrado por suas atuações no grupo cômico Os Trapalhões e por suas contribuições à música brasileira no grupo Os Originais do Samba. E para homenagear o aniversário do artista, a Brassaria Ampolis, marca do Grupo Petrópolis, realiza, em parceria com a agência Vírgula, o projeto “Artistas do Cacildis”.

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Em 2013, Sandro Gomes, um dos filhos de Mussum, e Diogo Mello fundaram a Brassaria Ampolis, que hoje conta com quatro rótulos fixos: Cacildis, Biritis, Ditriguis e Forévis. Agora, então, prepararam o “Artistas do Cacildis”, projeto audiovisual de entrevistas, apresentado por Mumuzinho. O cantor entrevista ícones da cultura afro-brasileira, com o intuito de abordar assuntos de carreira e a importância dos artistas que foram inspirações para os entrevistados, tendo o objetivo de dar luz à representatividade e ao legado de Mussum.

“Não é novidade que o Brasil é um país muito diverso, entretanto, durante muitos anos, isso foi invisibilizado – com o passar do tempo a diversidade e a inclusão vem sendo mais discutidas. Em ‘Artistas do Cacildis’, Mumuzinho discute negritude, representatividade, amor próprio e, principalmente, a música. Assuntos que são de grande relevância social”, conta Sandro Gomes.

Ele lembra que seu pai encantou o Brasil inteiro, com bordões que marcaram gerações, tendo, como inspiração, a representatividade. “Um homem negro e de origem humilde, que conseguiu fazer história no humor. De acordo com o padrão da sociedade, suas chances eram mínimas, mas ele foi contra essa regra e se tornou o Mussum que conhecemos”, completa.

André Carrico, vice-chefe do Departamento de Artes e professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), destaca como a luta contra a discriminação racial e social é fortemente atrelada ao personagem. “O Mussum está dentro de um outro contexto de comicidade dos anos 1980, mas tem um peso você pensar num artista que foi o primeiro cômico negro que fez muito sucesso na televisão”, comenta o professor, que terá a sua tese de doutorado publicada com o livro “Os Trapalhões: Uma Leitura da Comédia Popular Brasileira”.

O pesquisador explica ainda que, por mais que a comédia dos Trapalhões em alguns momentos usasse de preconceitos que na perspectiva de hoje são inadmissíveis, Mussum, enquanto cômico, sempre se colocava contra a discriminação. “Quando tinha piadas racistas, e infelizmente havia, ele não deixava quieto. Ele reivindicava de alguma forma, da maneira que ele tinha nos anos 1980 e dentro daquela estrutura, a posição social da sua etnia”, diz.

Na visão do professor, Mussum também usava de sua posição para reivindicar os direitos dos negros e a presença maior em espaços artísticos. “Naquele momento histórico, anos 1970 e 1980, o personagem tem várias cenas e vários momentos em que reclama do próprio preconceito racial. Inclusive, tem um documentário em 1980 onde ele [Mussum] aparece e fala: ‘eu acho que tem que ter cada vez mais criolo [ainda que seja um termo preconceituoso] na televisão, sim. Eu sou o primeiro e acho que tem que ter mais’. Não é uma reivindicação engajada em comparação com os dias atuais, mas dentro daquele contexto, era a sua forma de reivindicação”, afirma.

Palhaço e sambista
O carisma do Mussum era um diferencial que provocava um carinho especial do público. “Um personagem muito carismático e que tinha uma relação diferenciada. Costumo dizer que tem o público dos Trapalhões e tem um público específico do Mussum. Inclusive em relação às crianças”, avalia Carrico.

É por essa relação com as crianças, na avaliação do professor, que Mussum desenvolveu um personagem, ainda que não explicitamente, com outras preocupações sociais, como o uso indiscriminado do álcool, mesmo havendo uma associação entre a bebida e a alegria.

“Acho interessante porque o Mussum é o palhaço que bebe e está sempre enaltecendo o que ele chama de ‘mé’, que é a cerveja ou a cachaça, e está sempre brincando com aquilo que é coisa do brasileiro mesmo, o apreço, como uma ligação também da bebida alcoólica com um momento de descontração e de alegria, afinal a gente está falando de um grupo cômico”, argumenta.

A hipótese é que justamente por estarem atentos a essas preocupações é que Os Trapalhões nunca tiveram problemas em serem acompanhados pelo público infantil. Além disso, o grupo dava espaço para manifestações culturais do povo e suas características.

“É legal a maneira como ele lida com a bebida e como aquilo está ligado à alegria, porque, no fim, o que eles estão falando é das classes populares. Se você pegar, os Trapalhões era um humor popular. Eles são o povo brasileiro, um veio da roça, o outro é um migrante nordestino, o outro é favelado e o outro é o cara que mora na periferia. Então, eles são esse povo das regiões periféricas do Brasil que migra para a grande cidade, onde a alegria é o seu churrasco, bebida e samba”, destaca o pesquisador.

Mas a importância de Mussum não se atém ao programa humorístico, vindo de antes, com a sua presença no Originais do Samba, um dos primeiros grupos de samba formado inteiramente por negros a fazer sucesso no Brasil. Carrico explica que Mussum foi para Os Trapalhões porque já desempenhava um papel de mestre de cerimônias nos shows da banda. “Além de cantar samba, já contava piadas e dançava muito bem em suas apresentações. E foi isso que chamou a atenção de produtores de TV e em um segundo momento aos Trapalhões”, completa.

Foi em sua passagem pela Aeronáutica, que Mussum aprendeu música por partitura. E além de grande percussionista, também era um grande compositor. “Ele vai para os Trapalhões quando o Os Originais do Samba já era um grande sucesso. Tem muitos filmes em que ele aparece tocando instrumentos e dançando. Então era um palhaço dançarino e músico”, afirma o professor.

O grupo Os Originais do Samba também ficou marcado por lançar um estilo próprio de fazer e cantar samba. E o artista era um esteio da banda. “Eles tinham uma musicalidade particular, uma ginga particular, também manifestados nesse carisma do Mussum”, relembra o pesquisador. “Tanto é que quando ele sai do grupo, o Os Originais do Samba permanece, mas já não com o mesmo sucesso”, lembra.

São, assim, as diversas facetas que explicam a permanência de Mussum como referência na cultura brasileira mesmo quase 30 anos após o seu falecimento, tendo se transformado em um ícone pop. “Ele morreu em 1994 e décadas depois este homem continua vendendo bottons, camiseta, cerveja. Então, muito tempo depois do seu falecimento, não só os Trapalhões continuam passando na televisão com sucesso, mas o Mussum, isoladamente, continua sendo uma espécie de Carmen Miranda, com o ícone de Charles Chaplin, de Mickey Mouse…”, finaliza Carrico.

Brewers Association aponta aumento de 6% no número de artesanais nos EUA em 2021

O ano de 2021 foi de recuperação para o segmento de cervejas artesanais e independentes nos Estados Unidos, embora com desafios impostos pela falta de insumos. A avaliação é da Brewers Association (BA, na sigla em inglês), que apresentou um breve material de balanço e perspectivas. E, de acordo com a associação, hoje são 9 mil cervejarias em operação no país, o que representa um aumento de 6% em relação a 2020.

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A BA destaca que essas cervejarias artesanais e independentes contribuíram, no ano passado, com US$ 62,1 bilhões para a economia dos Estados Unidos. Além disso, as marcas são responsáveis por 400 mil empregos, sendo 140 mil diretos nas cervejarias e brewpubs do país.

A avaliação da BA sobre 2021 também aponta uma maior diversidade na comunidade cervejeira artesanal, especialmente entre os jovens, pois estima que há mais mulheres com menos de 25 anos como consumidoras da bebida do que homens. E destacou que as marcas precisam se adaptar a esse contexto.  

“Saindo de um ano desafiador, as cervejarias pequenas e independentes perseveraram e encontraram novas maneiras de inovar em um ambiente em mudança, nas preferências e expectativas do consumidor em evolução”, disse Bob Pease, presidente e CEO da Brewers Association.

A associação também destacou alguns desafios envolvendo a cadeia de insumos para as cervejarias neste ano. De acordo com a BA, a produção de cevada em 2021 caiu 31% em relação a 2020. A produção no Canadá também sofreu queda drástica, de 38%, em comparação ao ano anterior. Esta foi a menor safra dos EUA desde 1934 e a menor da América do Norte desde 1949.

“A capacidade dos cervejeiros artesanais de assumir riscos, inovar sabores e construir comunidades melhores fez dos Estados Unidos a capital mundial da cerveja artesanal, e mal posso esperar para ver o que o próximo ano trará para os cervejeiros e amantes da cerveja”, acrescentou o presidente da Brewers Association.

Em seu documento, a BA também apontou conquistas obtidas junto às autoridades dos Estados Unidos. A associação citou, por exemplo, o plano de subsídio para empresas de hospitalidade de US$ 28,6 bilhões do governo federal. Após negociações, cerca de 1.600 cervejarias receberam mais de US$ 450 milhões em doações.

A Brewers Association também apresentou cinco previsões para 2021:

1 – A produção artesanal excederá os níveis de 2019 mais uma vez.
2 – As vendas no local irão melhorar, mas o chope ainda não estará de volta aos níveis de 2019.
3 – Nas cervejarias, as vendas atingirão recordes históricos.
4 – O número das cervejarias em operação continuará subindo, mas a um ritmo menor do que nos anos anteriores.
5 – A inflação virá para as artesanais: a alta dos custos levará a um aumento nos preços médios da cerveja em relação aos últimos anos.

Entrevista: Os próximos passos da Dogma com fábrica própria, franquias e bitcoin

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Fábrica, franquias, bitcoin… O que não faltou nos últimos meses para a Dogma foram novidades. Vista como uma das referências do segmento de artesanais, a marca paulistana deixou de ser cigana em meio à pandemia, passou a contar com franquias na cidade de São Paulo e agora aceita receber pagamentos pelos seus rótulos através da criptomoeda bitcoin.

São novidades que vão moldando os caminhos da Dogma e foram tema de entrevista do Guia com Leonardo Satt, cofundador e sócio-proprietário da marca. Ele destaca que embora tenha sido uma mera coincidência, abrir a fábrica em meio a um período de crise acabou sendo importante para a companhia conseguir lidar com um dos grandes problemas atuais, a inflação, pois permitiu reduzir custos com a produção em meio a um crescimento dos preços de insumos em meses mais recentes.

A fábrica, na Vila Buarque, foi seguida pelo início da operação das franquias da companhia, nos bairros Jardins, Pinheiros e Itaim, ajudando a dar vazão à produção e indicando o começo de uma cuidadosa expansão da companhia, pois, como relata Satt, há planos de levar a Dogma para outras regiões de São Paulo e cidades.

A ideia é oferecer ao público uma experiência completa da marca, reconhecida por suas receitas lupuladas, complexas e ousadas. Um DNA que a Dogma nunca pretende abandonar, mas que, agora, controlando a produção em casa, poderá ser compartilhado com a fabricação de estilos mais simples, como o Pilsen, ou mesmo cervejas da escola inglesa.

A grande novidade é que o consumidor que for beber essas cervejas em qualquer das franquias da Dogma poderá pagar sua conta com bitcoins, criptomoeda independente de governos e instituições bancárias. O seu valor varia pela oferta e demanda no mercado, como o de um ativo. Mas o número limitado evitaria grandes desvalorizações, na visão dos seus defensores.

E a criptomoeda, inclusive, inspirou o último lançamento da Dogma. A marca apresentou recentemente a Satoshi, uma Hazy IPA de 6,5% de teor alcoólico feita com os lúpulos Bravo, Citra e Strata, O nome escolhido foi uma homenagem a Satoshi Nakamoto, o suposto criador da bitcoin.

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Confira na entrevista de Leonardo Satt ao Guia as razões que levaram a Dogma a apostar na criptomoeda e os próximos passos da cervejaria paulistana:

Na sua avaliação, em que momento está o mercado? O público já voltou a consumir como antes da pandemia?
No momento que abriu o mercado, em agosto, o pessoal saiu, estava com sede, começou a ir para os bares. E teve uma melhora geral no faturamento e nas vendas. Mas o que tem acontecido de uns tempos para cá é que as pessoas não estão consumindo tanto quanto elas consumiam pré-pandemia. O que acho que está acontecendo é a inflação mesmo, que pegou todo mundo. Houve uma impressão astronômica de dinheiro na pandemia, e isso foi direto para os preços. Eu senti isso nos preços dos insumos que compro para a fábrica, alguns cresceram 100%. As pessoas estão com um custo de vida maior, estão podendo gastar menos.

Como a Dogma tem lidado com a inflação, especialmente dos insumos?
Até maio, a gente era uma empresa cigana. Toda a nossa produção era terceirizada. Em maio, a gente começou a fazer a produção própria. Isso já deu um ganho, pela redução do custo. Então, na média, a gente ficou no 0 a 0, porque teve, por outro lado, o aumento nos insumos. E, assim, o nosso preço não mudou. Agora, com a produção própria, a gente tem um custo muito mais apurado na mão. A gente sabe o que dá mais resultado com menos preço, o que a gente consegue trabalhar melhor. Falo para os distribuidores que cada lote pode ter uma variação de preço. A gente também consegue fazer um mix de produtos.

A Dogma abriu suas franquias em meio à pandemia. Já é possível avaliar os primeiros resultados desses novos estabelecimentos?
As lojas abriram em dezembro, em janeiro e em agosto. Eu consigo comparar a minha loja da Santa Cecília (onde está a fábrica hoje) pré-pandemia com o pós-pandemia. E o nosso faturamento praticamente não caiu. Isso significa que nós ganhamos mais clientes nas outras unidades. A gente percebeu que tem muita gente nas franquias que nunca visitou a loja da Santa Cecília. Então, a gente conseguiu desenvolver um público novo, que até conhecia a Dogma, mas nunca tinha ido à loja. E agora ele acaba indo por localização geográfica ou por se identificar melhor com o bairro.

É possível imaginar a Dogma abrindo novas franquias e em outras cidades?
A gente acredita que caiba mais algumas lojas na cidade de São Paulo. A gente tem algumas regiões para explorar: zona norte, zona leste e até a zona oeste depois do rio Pinheiros. Tem algumas grandes cidades do estado de São Paulo que podemos explorar, como Ribeirão Preto, Araraquara, Campinas, Piracicaba, que são pontos estratégicos. E aí, depois, ir para as capitais, nesse crescimento, como Vitória, Belo Horizonte, Curitiba. Mas não há pressa nesse processo.

Como surgiu a ideia de passar a aceitar pagamentos em bitcoin nas franquias da Dogma?
Eu gosto de estudar, não só a parte técnica em si, mas toda filosofia por trás, toda parte da economia, a parte de investimento, a história do dinheiro. Bitcoin é um produto escasso e apesar de ter a sua inflação diária ela já é programada. É até deflacionária, porque tem gente perdendo chave privada. Você tem uma moeda que mantém o poder de compra, as coisas vão ficar mais baratas. Agora, imagina isso acontecendo com tudo. A fome acaba no mundo inteiro.  Por isso, eu falo que é um negócio muito mais ideológico. As pessoas vão ficar mais ricas, não em valores absolutos, mas em poder de compra.

Onde a Dogma espera chegar com essa decisão de receber pagamento em bitcoins?
Isso mais cedo ou mais tarde vai chegar no Brasil. Por que a gente não pode ser o primeiro a divulgar? A gente acredita na tecnologia. E se todo mundo quiser pagar assim, a gente tem estratégias. Hoje, eu vou ter que transformar isso em real para poder pagar meus fornecedores. Mas isso vai virar, o caminho é esse. É uma questão de divulgação para a marca, mas não é só isso. A gente está recebendo, saiu na frente e acaba divulgando. A bitcoin não é só para a Dogma ou eu usar, é para todo mundo.

Quais são os próximos passos da Dogma?
Estamos nos ajustando com a fábrica, temos que estabilizar as franquias, vamos divulgá-las melhor. Queremos estar mais próximos do consumidor final. O nosso desejo é oferecer ao cliente final a melhor experiência. E a melhor experiência é levar o pessoal para as nossas lojas, porque lá tem a apresentação, tem o foco. E a gente gostaria de ter mais lojas para poder atender o pessoal. A gente já tem uma organização no Brasil hoje, a gente está praticamente em todos os estados. Se for possível, for viável, a gente vai atender as demandas. A gente também está trabalhando em uma linha de produtos, de cervejas um pouco mais baratas, que foi um mercado que a gente nunca teve, pela produção antes ser cigana, com as Pilsens, por exemplo. Também começamos a fazer cervejas inglesas.

Como você imagina o ano de 2022 para o mercado cervejeiro?
Eu acho que para ver o mercado real é só olhar para a bolsa de valores. E eu acredito que a bolsa está barata. Eu acho que ela vai começar a subir. E a partir do momento que ela começa a subir, o mercado real melhora. É ano de eleição, vai ter muitos gastos. Então, acho que 2022 vai ser bom. Acho que o mercado volta forte em março.

Ambev vai distribuir quase R$ 9,5 bilhões aos acionistas no fim de 2021

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A Ambev será mais uma entre as várias companhias listadas na Bolsa de Valores de São Paulo a distribuir dividendos e juros sobre capital (JCP) aos próprios acionistas no fim de 2021. A decisão foi tomada pelo conselho de administração da empresa em reunião realizada na última quinta-feira e tem como base o balanço extraordinário de 30 de novembro.

De acordo com comunicado divulgado pela companhia cervejeira, cada pessoa que tiver o papel ABEV3 na próxima sexta-feira (17) receberá R$ 0,1334 por ação em dividendos. Além disso, serão pagos R$ 0,4702 por ação em JCP. Nesse caso, porém, será distribuído o valor líquido de R$ 0,3996 por ação, já descontado, portanto, o imposto de renda. Mas há exceções.

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“A distribuição de JCP será tributada na forma da legislação em vigor, o que resultará em uma distribuição líquida de R$ 0,3996 por ação da Companhia, exceto para os acionistas pessoas jurídicas que sejam imunes ou isentos por força do artigo 5º da Lei nº 11.053/04, com as alterações introduzidas pela Lei nº 11.196/05”, explicou a companhia.

Considerando que o capital social da Ambev indica a existência de 15.717.615.419 de ações ordinárias, a companhia cervejeira vai distribuir um valor bruto de R$ 9,487 bilhões aos seus acionistas, sem a contabilização dos impostos que incidem sobre os JCP.

Os valores serão depositados pela Ambev em 30 de dezembro com base na posição acionária da próxima sexta-feira (17) na B3, a bolsa de valores brasileira. Já no caso da Bolsa de Valores de Nova York, a Nyse, o pagamento está previsto para 21 de dezembro.

A ação ordinária da Ambev fechou o pregão da última segunda-feira na bolsa brasileira cotada a R$ 16,01, o que representa uma valorização de R$ 0,36 em relação aos R$ 15,65 com que iniciou o ano. Já nos Estados Unidos, o papel apresenta desvalorização em 2021. Afinal, na bolsa de Nova York, valia, ao fim da segunda, US$ 2,80. E tinha terminado 2020 com preço de US$ 3,06.

Grupo Heineken desiste de construir fábrica próxima a sítio arqueológico em MG

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O Grupo Heineken desistiu de construir uma fábrica de cervejas em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, nas proximidades da área onde está localizado um importante sítio arqueológico, o Lapa Vermelha. Lá foi encontrado Luzia, considerado o fóssil humano mais antigo das Américas.

“A decisão foi tomada após poucos meses de diálogo sobre os diferentes entendimentos de órgãos envolvidos e da sociedade em geral, relacionados à proximidade do atual terreno com uma importante área de preservação ambiental e arqueológica da região”, afirmou o Grupo Heineken em trecho da nota em que anunciou a desistência da construção.

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Em seu comunicado, a companhia lembrou que uma decisão judicial permitia a realização da obra, mas ponderou que o imbróglio envolvendo o caso a motivou a desistir da construção da fábrica. O Grupo Heineken obteve, afinal, licenças ambientais junto ao governo de Minas Gerais para a instalação da sua unidade, mas o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) chegou a conseguir um embargo, iniciando um impasse.

Posteriormente, a obra se tornou alvo de inquérito civil do Ministério Público de Minas Gerais. A promotoria recomendou a anulação das licenças que liberavam a construção, após análise da documentação, apontando que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad/MG) não cumpriu a legislação ao dar o seu aval para a obra. E apontava preocupação com o impacto da instalação da fábrica sobre o sistema hidrológico da região.

“Seguimos todos os ritos para obter a licença ambiental e temos autorização judicial para construir a cervejaria, o que demonstra a legalidade de todo o processo e na forma como conduzimos nossa operação. No entanto, entendemos que nossa permanência no local ainda divide opiniões e que, para seguir adiante, teríamos que dedicar mais tempo para realização de novos estudos. Por tudo isso, tomamos a decisão de buscar outra área que atenderá a demanda dos próximos anos”, afirmou Mauro Homem, diretor de assuntos corporativos do Grupo Heineken.

A desistência de ter uma fábrica em Pedro Leopoldo demandará ajustes na estratégia da cervejaria. Como a unidade estava prevista para começar a operar em 2023, a companhia decidiu ampliar a capacidade produtiva de outras unidades, tendo citado nominalmente a de Ponta Grossa (PR), para compensar o volume de bebidas que seria produzido em Minas Gerais.

Em nota oficial, o Grupo Heineken explicou que não desistiu do projeto de ter uma fábrica em solo mineiro, relatando que o local onde será construída a unidade fabril será anunciado em breve.  “Temos um plano agressivo de crescimento e já estamos em busca de um novo terreno no estado de Minas Gerais. Nossos clientes e consumidores têm o nosso compromisso”, declarou o executivo da companhia.

Durante o período de impasse sobre a construção da fábrica do Grupo Heineken, houve manifestação de apoio à obra da companhia de autoridades de Pedro Leopoldo, assim como um ato com a participação de políticos e moradores da região. E, quando anunciada, ainda em dezembro de 2020, a chegada da companhia a Minas Gerais foi exaltada pelo governador Romeu Zema.

Assim, ao confirmar a desistência de instalar uma fábrica na localidade, o Grupo Heineken agradeceu a esse apoio. E prometeu realizar uma doação para ajudar na preservação da área, que estaria ameaçada caso a obra tivesse continuidade.

“Somos profundamente gratos à comunidade de Pedro Leopoldo, que nos recebeu de braços abertos, e a todos os parceiros que se juntaram ao Grupo Heineken nesse grande projeto. Seguiremos juntos em Minas Gerais, vamos avaliar novas oportunidades dentro da área que ocupamos e, para essa comunidade que tanto nos acolheu, faremos uma doação em parceria com o Ministério Público para preservação do sítio arqueológico”, disse a empresa em sua nota oficial.

A construção da fábrica em Pedro Leopoldo teria o intuito de apoiar o crescimento do Grupo Heineken no Brasil, especialmente dos rótulos premium. E, com a sua construção, a companhia passaria a contar com 16 unidades produtivas no país, sendo 13 cervejarias.

Esta seria a primeira unidade da cervejaria em Minas Gerais, onde a companhia já possuía centros de distribuição e logística em Contagem e em Poços de Caldas, onde o seu nível de estocagem foi triplicado recentemente. A planta industrial teria capacidade para produzir 760 milhões de litros por ano

Em dezembro de 2020, o governo de Minas Gerais revelou que o investimento na unidade produtiva seria de R$ 1,8 bilhão naquela que poderia ser considerada, de fato, a primeira fábrica do Grupo Heineken a ser construída pela própria empresa, pois as demais foram incorporadas com a aquisição da Brasil Kirin em 2017.

Relembre o caso
Após obter o aval da Semad/MG através de um processo de licenciamento ambiental, o Grupo Heineken dava os passos iniciais na construção da sua fábrica em Pedro Leopoldo.  Em 10 de setembro, porém, o ICMBio, após visita à área da obra, que ainda estava na fase de terraplanagem, a embargou, alegando ameaças ao sítio arqueológico existente na localidade. O órgão, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, apontou risco de soterramento do complexo de cavernas e grutas do sítio arqueológico Lapa Vermelha.

O instituto também dizia ver com preocupação o plano do Grupo Heineken de bombear 150 metros cúbicos de água por hora de dois poços na região, o que causaria impacto relevante nos lençóis freáticos e nas cavernas do Cipó, Fedo e Nei. Na visão do ICMBio, o risco geológico impedia a realização da obra da fábrica da Heineken sem realização de estudos mais aprofundados, incluindo os dos efeitos da sua atividade nos lençóis freáticos.

No fim de setembro, a construção da fábrica do Grupo Heineken em Pedro Leopoldo se tornou alvo de inquérito civil do Ministério Público. A partir dessas investigações sobre a concessão das licenças e dos eventuais impactos da obra e da operação da unidade industrial no patrimônio cultural, os promotores recomendaram a anulação da licença concedida pela Semad/MG.

O caso, porém, ainda teve uma outra reviravolta. Na primeira semana de outubro, o Grupo Heineken conseguiu uma decisão, de caráter liminar, liberando a realização das obras para instalação da fábrica em Pedro Leopoldo. A companhia, porém, optou por não retomá-las, decisão que reforçou quando o MP defendeu a anulação da licença para sua instalação em Pedro Leopoldo.

Naquela oportunidade, a promotoria defendeu que novas autorizações não fossem concedidas sem que fosse atestada a viabilidade ambiental do empreendimento. Além disso, alertava que outras medidas podiam ser tomadas, como a proposição de uma ação judicial. Agora, então, o Grupo Heineken encerra o caso ao anunciar a decisão de não ter uma fábrica nessa localidade.

A região
A região onde ficaria situada a fábrica do Grupo Heineken em Minas Gerais conta com a APA Carste de Lagoa Santa. Lá, onde foi encontrada Luzia, também existem diversos sítios arqueológicos e cavidades naturais com potencial para novas descobertas sobre a história do homem.

A unidade produtiva do Grupo Heineken seria instalada a apenas 800 metros do Monumento Natural Estadual Lapa Vermelha, dentro dos limites da zona de amortecimento de uma unidade de conservação. E é no Lapa Vermelha IV onde foi encontrado o crânio de Luzia.

O sítio foi escavado na década de 1970 por um trabalho coordenado pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire. Nessa iniciativa, então se encontrou o esqueleto de Luzia, datado de 11 mil anos atrás.

Mas ainda podem existir resquícios arqueológicos por lá e que poderiam contribuir para o avanço nos estudos sobre a chegada do homem ao continente americano.  Além disso, a área onde a fábrica seria instalada é prioritária para conservação, como previsto no Plano Diretor da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.