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Emicida, Drik Barbosa e Matuê rimam sobre sonhos em single e reality da Bud

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Na busca por fortalecer a cena musical e dar palco para novos talentos, a Budweiser uniu Emicida, Drik Barbosa e Matuê em seu novo projeto: o reality show Sobe Junto. A iniciativa da marca já rendeu frutos, sendo o primeiro deles o lançamento de um single que reúne os três rappers e está disponível em plataformas digitais, levando o nome do programa e sendo usado na sua abertura.

Com o refrão “Quem sonha junto, sobe junto”, o novo single dos rappers traz o sonho como tema central, algo bastante visto em diversas rimas de rap, inclusive em sucessos do próprio trio.

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Não é coincidência que músicas urbanas tragam os sonhos como protagonistas, já que o rap, o hip hop e o trap, estilos musicais predominantemente da cultura negra e periférica, durante muito tempo tiveram que resistir para se manterem diante de uma sociedade que os criminaliza, os associando à violência. Agora, com forte presença no cenário musical brasileiro, os estilos ganharam notoriedade e estão entre os gêneros em alta no país.

“Uma vez ouvi o neurocientista Sidarta Ribeiro definindo o sonho como uma tentativa de simular o amanhã com base no ontem; e que isso abre espaço para novas ideias e criatividade”, comenta Emicida, sobre o tema que une o single ao reality da Budweiser. “Fiquei pensando em como isso se encaixaria na minha realidade e na dos meus camaradas. E acho que cada passo rumo ao sonho, é um passo rumo ao desconhecido. Cada passo não dado é perigosíssimo, porque é como se um de nós estivesse desistindo. Estar nessa música com a Drik e com o Matuê é uma maneira de dar esses passos lado a lado com outras pessoas. Não podemos permitir que ninguém fique para trás”, complementa.

“Quando conversamos para falar do caminho que a letra seguiria, definimos que citar as nossas vivências seria algo importante para passarmos a mensagem que queríamos”, complementa Drik Barbosa. “Espero que esse som se torne combustível para que cada um possa alimentar os próprios sonhos e também os sonhos dos seus”, finaliza.

A Budweiser destaca que o reality show faz parte de um compromisso assumido no início deste ano de valorizar os novos talentos e abrir os palcos – nacionais e internacionais – para os “sonhadores” locais. Assim, com o Sobe Junto, se compromete a dar luz para as histórias e trajetórias daquelas pessoas que ainda buscam um espaço dentro do universo musical com uma série de ações para incentivar e fomentar o cenário musical.

Com o single de Emicida, Matuê e Drik Barbosa como abertura, o reality show da Budweiser é apresentado por Thamirys Borsan e Froid, além de contar com BK e Tássia Reis como jurados fixos. O programa ainda tem mentores e mentoras, como Gloria Groove, Marcelo D2, Xamã, Rincon Sapiência, MC Carol, Bia Ferreira, Nave, Filipe Ret e Rico Dalasam. A estreia aconteceu em 26 de janeiro, com a participação de seis grupos. E serão cinco episódios semanais, transmitidos no Bud Play, o canal de conteúdos de Budweiser no YouTube.

A gerente nacional de cultura e relacionamento da Budweiser, Ludmila Kaminskas, ressalta o apoio da marca aos artistas em busca do sonho de atingir seus objetivos dentro do universo da música, principalmente no rap, hip hop e trap.

“Ao firmarmos esse compromisso, nada melhor do que contar com o apoio de pessoas já renomadas e que têm construído uma trajetória de sucesso. Ter essa música criada por Emicida, Drik Barbosa e Matuê dá ainda mais força para tudo que pretendemos construir”, afirma.

Tesouro dos EUA condena concentração do mercado cervejeiro e defende reformas

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou um relatório sobre a concorrência no mercado de bebidas alcoólicas e apontou concentração significativa no setor cervejeiro. O documento, destinado ao Departamento de Justiça e à Comissão Federal de Comércio, foi produzido a partir de uma ordem emitida pelo presidente Joe Biden, preocupado em aumentar a concorrência em diversos segmentos da economia.

O relatório aponta duas grandes tendências no setor cervejeiro e de bebidas alcoólicas dos Estados Unidos. O mais positivo envolve o aumento significativo de fabricantes artesanais ao longo dos anos. O documento aponta 6.400 cervejarias em operação espalhadas por todo o país, com exemplos de inovação, lembrando que eram 89 no final da década de 1970.

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No entanto, o relatório também destaca uma tendência preocupante ao lembrar a concentração do setor. O documento alerta que AB InBev e Molson Coors dominam o setor nos Estados Unidos desde 2008, representando cerca de 65% do mercado cervejeiro em todo o país.

“Os consumidores americanos, proprietários de pequenas empresas, empresários e trabalhadores não deveriam sofrer sob o controle de uma indústria da cerveja altamente concentrada”, afirma o procurador-geral assistente Jonathan Kanter, da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça. “As autoridades reguladoras e de fiscalização devem ter a coragem de aprender e a firmeza necessária para fazer cumprir a lei e proteger a concorrência”, acrescenta.

Com 63 páginas, o documento aponta sugestões de reformas para aumentar a concorrência, tornando o setor mais justo e mais barato para os consumidores. Elas incluem novo escrutínio de fusões e aquisições, avaliando que elas concentraram o mercado e não representaram redução dos preços. Além disso, defende adoção de diferentes alíquotas de impostos e levantamento de encargos regulatórios para novos participantes nos segmentos de vinhos, cervejas e destilados.

O relatório identifica vários problemas competitivos nos mercados de cerveja, vinho e bebidas destiladas, que, se resolvidos, permitiriam que empreendedores, pequenas empresas e novos participantes competissem em igualdade de condições com participantes maiores do mercado

Ben Harris, secretário adjunto de Política Econômica dos Estados Unidos

Repercussão
O contundente relatório atraiu reações diversas da indústria, com o representante das grandes cervejarias se declarando “desapontado” com a “descaracterização” do setor. Foi o que disse Jim McGreevy, presidente e CEO do Beer Institute, associação comercial que representa diversas empresas, incluindo AB InBev e Molson Coors.  

O instituto prefere exaltar a importância do setor cervejeiro para a economia dos Estados Unidos e a diversidade de opções à disposição do consumidor. “Desde 2010, vimos mais de 10 mil novas cervejarias registradas e hoje – na agricultura, manufatura, construção e transporte – a indústria da cerveja sustenta mais de 2 milhões de empregos americanos, contribuindo com mais de US$ 331 bilhões para a economia do país. Os consumidores estão se beneficiando do crescente número de cervejarias e importadores de cerveja, com mais opções do que em qualquer outro momento da história do nosso país”, afirma.

Já Bob Pease, presidente e CEO da Brewers Association, que representa as cervejarias artesanais dos Estados Unidos, se declarou satisfeito ao observar o Departamento do Tesouro apresentando recomendações sobre como melhorar a concorrência na indústria de bebidas alcoólicas.

“Ficamos felizes em ver que o relatório reconhece que algumas leis, mesmo aquelas originalmente concebidas para fins pró-competitivos, inibiram o crescimento e a competitividade dos produtores artesanais. Em segundo lugar, gostamos muito do que vimos em suas conclusões e aplaudimos o foco do relatório nas disposições de práticas comerciais da Lei Federal de Administração de Álcool e a necessidade contínua de combater práticas como taxas de alocação e conduta discriminatória. Por fim, agradecemos o reconhecimento do relatório de que algumas leis se tornaram desatualizadas e que novas regras podem servir melhor à saúde pública e promover a concorrência”, afirma Pease.

“Coisa de Mulher” é realizado para fortalecer conexões e lutas femininas no setor

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Levar a luta por igualdade, direitos e oportunidades das mulheres no setor cervejeiro para além das publicações nas redes sociais. Foi com esse intuito que a CEO da agência de marketing Maip, Fernanda Marinho, criou o projeto Coisa de Mulher. A iniciativa será colocada em prática ao longo de toda esta semana com a realização de um curso em Petrópolis (RJ), desta segunda-feira (14) até a próxima sexta (18).

“Trabalho com cerveja desde os 19 anos e enfrentei dificuldades, vi outras mulheres também enfrentando. Isso me incomodava. E o que via de movimento contra isso era só nos stories, não saía desse ambiente virtual. Não tem praticamente nenhum movimento no estado do Rio de Janeiro. Em Petrópolis, também não, só tivemos uma confraria. Então, conversei com a Sampler para fazer um curso, mostrando que alguma coisa está sendo feita além do discurso”, relata Fernanda.

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Da ideia, então, a CEO da Maip buscou viabilizar o Coisa de Mulher. Sem encontrar sequer uma cervejaria em Petrópolis que conte com uma mulher como proprietária, recebeu a acolhida da Sampler Brew House, que aceitou ceder o seu espaço para a realização do curso. E montou um time de palestrantes com profissionais que trabalham no setor cervejeiro no estado do Rio de Janeiro, por questões logísticas. A boa recepção permitiu transformar o plano inicial de um dia de aulas, em uma semana cheia de compromissos cervejeiros, com diversos assuntos sendo abordados.

Voltado ao público feminino, o Coisa de Mulher terá a participação de sete palestrantes. Tendo como palco a Sampler, abordará temas importantes sobre a cultura cervejeira, como história e escolas, atendimento, elementos e estilos, marketing, produção, empreendedorismo e turismo, além da realização de uma brasagem.

Hoje CEO de uma agência de marketing com vários clientes do setor, Fernanda já esteve do outro lado em sua carreira profissional, atuando como atendente em cervejarias. Lá, vivenciou experiências de descrédito e mesmo assédio por parte de clientes. E, agora em outra função, busca atuar para modificar esse cenário.

“Sentia que quando eu falava de harmonizações com os clientes, não tinha o mesmo crédito e influência dos homens. Também sofri assédio de alguns clientes. Hoje, tendo uma agência, pensei que precisava fazer algo para essa base, porque nada mudou. Outras mulheres continuam passando por isso”, afirma.

Fernanda, assim, espera que o projeto represente um propulsor para tornar o setor menos refratário às mulheres.

É o primeiro passo. Espero que o projeto vá além dos cursos, ajudando a criar conexões entre as mulheres nesse meio e se torne um movimento, que não deve se resumir a Petrópolis

Fernanda Marinho, CEO da agência Maip e idealizadora do Coisa de Mulher

Desta segunda até a sexta, o Coisa de Mulher acontecerá sempre no horário noturno, das 18h às 22h. Para quem deseja participar dos cinco dias de curso, a inscrição custa R$ 90. Mais informações podem ser obtidas através do WhatsApp (24) 99228-1010.

Confira a programação completa do Coisa de Mulher:

14/02 (Segunda-feira)
18h – Apresentação do curso
18h30 – História da Cerveja (Flaviane Barros – Sommelière de cervejas)
20h – Intervalo
20h30 – Escolas Cervejeiras (Flaviane Barros)

15/02 (Terça-feira)
18h – Brassagem (Karol Lorenzo e Érica Machado)
19h – Produção cervejeira (Sybilla Geraldi)

16/02 (Quarta-feira)
18h – Elementos (Illa Proença)
19h15 – Estilos (Illa Proença)
20h30 – Intervalo
21h – Atendimento (Érica Machado e Karol Lorenzo)

17/02 (Quinta-feira)
18h – Marketing cervejeiro (Stephanie Nass)
19h30 – Empreendedorismo Cervejeiro (Ana Pampillón)
20h30 – Intervalo
21h – Turismo Cervejeiro (Ana Pampillón)

18/02 (Sexta-feira)
18h – Happy hour com música ao vivo

Em meio à nova gestão, Zero Grau pretende reforçar foco no autosserviço em 2022

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Fundada em 1995 em Nova Santa Rosa (PR), a Zero Grau vivenciou diversas mudanças no mercado enquanto fornecia soluções e equipamentos de refrigeração para seus parceiros. Em 2022, a empresa pretende consolidar uma mudança de gestão ao mesmo tempo em que reforçará a sua atuação em produtos e novidades que tenham o autosserviço como foco.

Assim, para este ano, os principais planos da Zero Grau incluem lançamentos de produtos específicos para a área de autosserviço, como minicâmaras específicas para chope. “Vamos oferecer desde uma cervejeira residencial até o lançamento de equipamentos maiores para autosserviço. Por exemplo, para uma conveniência de um posto de gasolina que precisa melhorar o formato de exposição de venda de chope no local de consumo, a gente pode oferecer diferenciais em um produto com aspectos estéticos e eficiência”, afirma Leandro Spaniol, gerente de marketing da Zero Grau.

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Com mais de 60 itens disponíveis no portfólio da empresa, como freezers, refrigeradores e máquinas de fabricação de gelo, a Zero Grau concentra o seu fornecimento em produtos para refrigeração comercial de outras companhias. Mas, claro, em quase 30 anos de atuação, a empresa já realizou adaptações nas soluções oferecidas. Foi assim em 2013, quando a empresa passou a contar, também, com a produção de caixas térmicas de plástico, como conta Spaniol.

“Nós já fabricávamos caixas térmicas de aço. Então mudamos o nosso processo industrial para plástico em parte da produção e nos tornamos líderes nacionais nesse tipo de produto”, relata.

Atualmente, as caixas térmicas da companhia são adquiridas por inúmeras empresas e por grandes cervejarias no Brasil, como a Ambev e o Grupo Heineken. “Normalmente, quando a pessoa vai assistir a uma partida de futebol no estádio e toma uma bebida gelada, aquilo passou por algum equipamento Zero Grau”, destaca.

Além das caixas térmicas e das parcerias com as grandes companhias, a Zero Grau também atua no segmento com atendimento aos pequenos cervejeiros, o que inclui produtos específicos, como, por exemplo, as minicâmaras para refrigeração de barris e atendimento ao consumidor. “Para cervejarias que já realizam o envase em garrafas, atendemos com equipamentos para exposição de bebidas e refrigeradores”, explica Spaniol.

Nova gestão
Enquanto vai adaptando o seu portfólio às demandas que vão surgindo em refrigeração, como agora com a aposta no autosserviço, que consiste em um processo de automação fornecido pelo parceiro IrisPay, a Zero Grau também se modifica internamente. Tanto que embora seja uma empresa familiar, a companhia iniciou em 2018 o seu processo de sucessão.

Em 2021, Gabriel Eduardo Arndt assumiu a função de CEO da Zero Grau, tendo a função de liderar os caminhos da empresa. Nesse processo de transformação administrativa, a expectativa é de que a gestão, com foco cada vez mais corporativo, as novidades alavanquem ainda mais o que a empresa faz desde a sua criação: produção de equipamentos eficientes para refrigeração industrial.

Araraquara terá pós-graduação em tecnologia cervejeira a partir de agosto

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A cidade de Araraquara terá, a partir de agosto, um curso de especialização em tecnologia cervejeira. A modalidade de pós-graduação lato sensu será oferecida pelo Instituto de Química (IQ) da unidade local da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). A aula inaugural foi realizada na última quinta-feira (10).

O curso em Tecnologia Cervejeira começará a ser ministrado em agosto em Araraquara, sendo concluído em 2024, após 21 meses de aulas de mais de 20 disciplinas. Serão disponibilizadas 40 vagas pela Unesp para a primeira turma, com inscrições a partir de junho. E elas são destinadas a profissionais formados em diversas áreas, como Engenharia de Alimentos, Engenharia Química, Agronomia, Química, Biologia, entre outras.

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A especialização será coordenada pelo professor Leinig Antonio Perazolli do Instituto de Química, com vice-coordenação do professor Rodrigo Marques e apoio técnico e pedagógico da cervejaria Boreal, de Sertãozinho (SP), juntamente de seu proprietário, o mestre-cervejeiro e ex-aluno do IQ João Fernando Sacilotto.

Os participantes do curso terão acesso a conteúdos teóricos e práticos, incluindo passo a passo para a produção de uma cerveja, elaboração de receitas, análises da qualidade do produto, estudo das matérias-primas que dão origem à bebida, harmonização e boas práticas de fabricação.

Além disso, a expectativa é de que a especialização capacite os profissionais a lidarem com o processo de registro e regulamentação da cerveja produzida, além de ensiná-los noções de marketing e técnicas para a comercialização do produto. As aulas do curso em tecnologia cervejeira vão ser realizadas nas instalações do curso de Engenharia Química do Instituto de Química, dentro do campus da Unesp em Araraquara.

“A iniciativa do novo curso do Instituto de Química, em Tecnologia Cervejeira, é mais um passo do IQ para uma concepção de universidade moderna, que se preocupa com o desenvolvimento econômico da cidade e com o bem-estar da comunidade. São várias as parcerias da Unesp com a Prefeitura de Araraquara. Tenho certeza de que serão formados profissionais de altíssima qualidade e competência. Minha gratidão à Unesp e ao Instituto de Química por estarem em sintonia com os desafios da cidade”, afirma Edinho Silva, prefeito de Araraquara, que esteve presente à aula inaugural do curso.

O evento que marcou a oficialização da abertura da especialização em tecnologia cervejeira da Unesp de Araraquara contou com duas palestras. Foram elas: “Heineken: mais do que uma garrafa verde”, proferida por Decio Novaes, profissional de relações governamentais da companhia, e do diretor industrial Cassio Montenegro; e  “Cultura Cervejeira”, com Rodrigo Sawamura, gerente de cultura de cerveja da Estrella Galicia do Brasil.

A presença de profissionais das cervejarias não foi à toa, afinal, Araraquara já conta com uma fábrica do Grupo Heineken e terá em breve uma unidade da Estrella Galicia. A criação do curso traz a expectativa de que a região se torne um centro de excelência em ensino, pesquisa e extensão em tecnologia cervejeira, podendo se transformar um importante polo para o setor.

Araraquara vive momento muito especial com a chegada da Estrella Galicia e o anúncio de novos investimentos pelo Grupo Heineken. Vamos nos tornar o maior polo de produção de cerveja do Brasil. Isso significa geração de emprego e renda e fortalecimento da nossa economia.

Edinho Silva, prefeito de Araraquara

Com diretora de Nomadland, Budweiser volta ao Super Bowl; Veja propagandas

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A tão esperada disputa do Super Bowl, a decisão da NFL, não é só aguardada pelo confronto entre duas equipes da principal liga de futebol americano do mundo. Tratado como valiosa peça de entretenimento, o jogo também atrai a atenção pelo show do intervalo e pelo que se exibe nos intervalos, as propagandas. E em 2022, a Budweiser voltará a protagonizar uma delas no Super Bowl.

Como sempre acontece, quem quer exibir a sua marca no evento esportivo mais assistido do ano nos Estados Unidos precisou desembolsar, em média, US$ 7 milhões por 30 segundos na NBC, canal que transmite o duelo para o país. Foi, então, US$ 1,5 milhão a mais do que havia sido cobrado no ano anterior.

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Assim, embora Los Angeles Rams e Cincinnati Bengals se enfrentem no SoFi Stadium, na cidade de Inglewood, na Califórnia, parte das atenções do público não estará voltada apenas para a arena, mas também para o que se passa nas tevês nos intervalos, ainda mais que em 2021, em função dos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus, algumas companhias optaram por não exibir propagandas durante o jogo.

Uma delas foi a Budweiser, que ficou fora do Super Bowl de 2021, na primeira vez em 37 anos, optando por se concentrar em aumentar a conscientização sobre a vacina contra a Covid-19 em parceria com o Ad Council. Agora, novamente presente ao icônico confronto, faz a sua volta com uma campanha em que exalta esse retorno e a resiliência.

Em sua propaganda para o Super Bowl, a Budweiser resgata um personagem conhecido das suas campanhas publicitárias desde os anos 1950, um cavalo da raça Clydesdale. E em uma propaganda dirigida por Chloé Zhao, diretora vencedora do Oscar de 2021 por “Nomadland”. Nele, a marca busca exaltar a capacidade de superação dos desafios da vida. Assim, Clydesdale, ferido, conta com a ajuda de um veterinário, um cavalariço e um cão para ter uma recuperação triunfante.

https://www.youtube.com/watch?v=nPBxJ2yar-A&ab_channel=Budweiser

A Budweiser, porém, não será a única marca Anheuser-Busch a realizar propagandas durante o Super Bowl. A companhia adquiriu 4 minutos para exibir campanhas das marcas Bud Light Next, Bud Light Seltzer Hard Soda, Budweiser, Cutwater Spirits, Michelob Ultra e Michelob Ultra Organic Seltzer.

A Michelob Ultra reuniu várias estrelas do esporte para a sua campanha “Welcome to Superior Bowl”. Nela, a tenista Serena Williams, a jogadora de basquete Nneka Ogwumike e a estrela do futebol Alex Morgan se juntam ao ator Steve Buscemi, à lenda da NFL Peyton Manning e ao jogador de basquete Jimmy Butler para jogar boliche em um ambiente que lembra o filme “O Grande Lebowski”, enquanto o golfista Brooks Koepka joga sinuca.

A Bud Light aproveita o Super Bowl para dar visibilidade à sua cerveja sem carboidrato, a Bud Light Next, recém-lançada no mercado dos Estados Unidos, em uma propaganda que tem a música “Gotta Move”, hit de Barbra Streisand, como trilha.

https://www.youtube.com/watch?v=2rGOf_caxhQ&ab_channel=BudLight

Também haverá campanhas regionalizadas da Anheuser-Busch, como a da Stella Artois, com Eli Manning trabalhando em um bar para que uma das funcionárias vá ao Super Bowl.

Já a Busch Light, também em propaganda regionalizada, brinda o público com a voz das montanhas e uma participação especial do saxofonista Kenny G.

https://www.youtube.com/watch?v=FqnSby7BKao&ab_channel=BuschBeer

E a Samuel Adams, a principal marca da  Boston Beer Company, é outra marca de cerveja presente ao Super Bowl. E com uma citação que costumeiramente aparece em suas propagandas, ao “primo de Boston”.

Palmeiras x Chelsea: Estilos ingleses de cerveja ainda são pouco explorados no Brasil

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Ao duelarem como respectivos representantes de Brasil e Inglaterra na final do Mundial de Clubes neste sábado, Palmeiras e Chelsea voltarão a colocar em evidência duas tradicionais escolas do futebol de países que amam a cerveja. De um lado estará o time de um país que ostenta a condição de maior vencedor de Copas do Mundo, com cinco taças. Do outro, uma equipe que buscará o troféu do principal torneio de clubes da Fifa como representante da nação onde este esporte foi inventado.

Com base apenas na história futebolística, o cenário previsto para este sábado é de um confronto equilibrado na luta pelo título mundial. Entretanto, se o duelo fosse levar em conta apenas a tradição de criação de estilos de cerveja das nações dos dois finalistas, o Chelsea venceria fácil o Palmeiras em um hipotético embate, na avaliação do sommelier Rodrigo Sena.

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“No futebol as duas escolas são muito tradicionais, das mais importantes do mundo, e se é que não são as duas mais importantes. Já na cerveja isso não se repete. A escola inglesa cervejeira é uma das principais do mundo, é de uma região onde se consome cerveja há muitos séculos. É uma região do mundo que possui uma cultura cervejeira muito enraizada entre os seus habitantes, onde há costumes da população local que envolvem cerveja”, lembra o profissional.

“A escola inglesa de cerveja tem estilos muito característicos. Não temos uma escola brasileira de cerveja. O Brasil se inspira muito em grandes escolas cervejeiras e produz os seus estilos localmente, dando uma visão brasileira em cada estilo, mas não podemos dizer que exista uma escola cervejeira brasileira”, complementa o especialista.

O sommelier avalia que a indústria cervejeira no Brasil deveria explorar mais os estilos típicos da Inglaterra, hoje produzidos em quantidades pequenas no país.

Uma coisa que eu vejo aqui no Brasil é que as cervejarias produzem muito pouco os estilos de cerveja inglesas. A gente vê muita cervejeira brasileira fazendo Stout e Porter, que são estilos da escola inglesa, e até uma Red Ale, ao estilo irlandês, mas é mais difícil você encontrar uma cervejaria brasileira fazendo Bitter, uma Special Bitter bem legal ou uma Barley Wine

Rodrigo Sena, sommelier

Um movimento para mudar esse cenário se deu em setembro do ano passsado, quando foi realizado, no segmento de artesanais, o Bitter Day, iniciativa que uniu 60 marcas em torno do movimento Toda Cerveja para o lançamento simultâneo de rótulos do estilo inglês.

Cerveja, uma grande paixão de brasileiros e ingleses
O especialista lembra, porém, que a cerveja é uma grande paixão de brasileiros e ingleses. E ele aposta que, no que diz respeito à quantidade de bebidas alcoólicas que serão consumidas pelos torcedores de Palmeiras e Chelsea neste sábado, não há como qualquer outra opção do universo etílico desses países concorrerem com a cerveja.

“O fato é que, se a gente olhar a cerveja em si como produto, veremos que Brasil e Inglaterra são dois países onde a bebida é muito consumida. E de maneira diferente. No Brasil, a gente tem a dominância do consumo de 95% de um estilo de cerveja, que é o das Standard Lagers. E já na Inglaterra há uma variedade maior de estilos e o inglês gosta muito mais destes estilos antigos de cervejas, que são tradicionais localmente. Mas eu diria que é uma bebida importante na sociedade dos dois países e que certamente será a mais consumida neste sábado pelos torcedores dos dois times”, prevê o sommelier.

Palmeiras x Chelsea: E se os finalistas do Mundial fossem estilos de cerveja?

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Independentemente de quem faturar o título na final do Mundial de Clubes, marcada para este sábado, é certo que os torcedores de Palmeiras e Chelsea ao redor do planeta consumirão muita cerveja antes, durante e depois do jogo. Mesmo os derrotados que forem amantes desta bebida tão tradicional poderão recorrer ao produto enquanto lamentam a chance perdida. Já os vencedores terão um motivo mais do que especial para a ingestão deste “néctar” do universo etílico.

E se a decisão deste sábado, marcada para começar às 13h30 (horário de Brasília), em Abu Dabi, fosse entre estilos de cerveja? Quem venceria este confronto? Para começar a esquentar o importante duelo nos Emirados Árabes Unidos e promover um paralelo descontraído entre as cervejas mais apreciadas nos dois países e a forma de jogar das equipes finalistas do Mundial, o Guia ouviu o sommelier Rodrigo Sena.

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“Os dois times possuem estilos parecidos, não são de jogar o tempo todo no ataque. Nem Chelsea e nem Palmeiras fazem isso, mas são times bem agudos, que reforçam a defesa e o meio-campo para sair ao ataque em uma transição muito rápida. Tanto Chelsea quanto Palmeiras jogam muito bem neste estilo e possuem variações táticas dependendo do adversário e do jogo”, diz o especialista, em uma análise das equipes que serviu para justificar a comparação dos estilos de cerveja eleitos por ele como os mais identificados com as tradições de brasileiros e ingleses ao consumirem esta bebida.

“Como os estilos são muito parecidos entre os dois times, eu vou traçar um paralelo com estilos culturais de cerveja, do inglês padrão e do brasileiro padrão. Com toda certeza, no próximo sábado, nos pubs de Londres e de toda a Inglaterra, os torcedores do Chelsea assistirão ao jogo bebendo a tradicional cerveja inglesa, que é a Bitter. É uma cerveja leve, levemente tostada, com uma característica predominante de malte, onde a gente tem um suave amargor final e um finalzinho seco”, ressalta Rodrigo Sena. “É uma cerveja muito leve, que pode ser bebida em grande quantidade. E é a Top 1 na preferência dos ingleses. Então, para mim, o Chelsea tem a cara de uma English Bitter”, acrescenta o sommelier.

Já a cerveja para representar o Palmeiras e sua torcida de forma legítima é de um estilo conhecidíssimo do público brasileiro, a Standard Lager. “Aqui no Brasil, os torcedores do Palmeiras, com toda a certeza, vão estar em bares tomando a tradicional Standard Lager, que é uma variação da American Lager, sendo o estilo mais consumido no Brasil. E detalhe: em copo americano. E não tem nada de errado nisso, é uma questão cultural”, diz Rodrigo Sena.

Dudu “Munich Helles” x Lukaku “Quadruppel”
Consumindo uma Standard Lager ou uma Bitter, os torcedores de Palmeiras e Chelsea deverão estar atentos aos movimentos de Dudu e Romelu Lukaku, duas das maiores armas ofensivas dos clubes e autores de gols nas semifinais do Mundial. “De um lado você tem o Dudu, que é um jogador leve, rápido, que possui muita agilidade e muita habilidade na condução da bola. E do outro lado você tem o Lukaku, que é um pouco o oposto do que é o Dudu”, comenta o especialista.

Assim, ainda que ambos tenham grande poder de decisão, as características dos craques de Palmeiras e Chelsea indicam estilos bem diferentes. “Eu vejo o Dudu como uma cerveja leve, que você bebe rapidamente, em grande quantidade e que te satisfaz bastante. É como uma boa Munich Helles, que é uma cerveja clara, leve, tradicional na Baviera, muito consumida na Alemanha, claro, mas que no Brasil também passamos a consumir bastante. É uma cerveja, de corpo baixo, dourada, extremamente saborosa”, reforça o sommelier.

Rodrigo Sena também levou em conta o peso da nacionalidade de Lukaku para eleger um tradicional tipo de cerveja da Bélgica cujos atributos poderiam remeter ao perfil do atacante de 28 anos, que é motivo de grande preocupação aos defensores palmeirenses principalmente por causa do seu porte físico avantajado, proporcionado por 1,91m de altura e 103kg de peso, além do seu faro de gol.

“O Chelsea tem o Lukaku, com força física, presença de área e o detalhe de que ele é belga. É como uma cerveja da escola belga, que tem presença, força, potência, mas que apresenta também uma diversidade de sabores e entrega algo muito satisfatório para quem bebe, como é o caso da Quadruppel. É um estilo tradicional da escola belga, uma cerveja com corpo mais alto, bastante maltada, teor alcoólico mais alto e com uma intensidade muito forte de sabores”, enfatiza o sommelier.

Entrevista: “As grandes cervejarias estão se tornando plataformas de tecnologia”

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A pandemia do coronavírus desafiou toda a sociedade, mas a indústria cervejeira vai sair dela não apenas modificada, mas também com mais vertentes de atuação. Essa avaliação foi apresentada por Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), em entrevista ao Guia, com o executivo apontando que as grandes cervejarias buscaram alternativas ao longo dos últimos anos, o que as levou a praticamente se transformarem em “plataformas de tecnologia”.

O Sindicerv representa hoje, no Brasil, as duas principais cervejarias do mundo, a Ambev e o Grupo Heineken. E avalia que o poder de adaptação das duas gigantes, que as faz Nicolaewsky qualificá-las como futuras plataformas de tecnologia, indo muito além da atuação apenas com as suas bebidas, foi fundamental para o crescimento de 5,3% em volume em 2020 e de estimados 7,7% em 2021 da indústria cervejeira no país.

Um êxito que faz o diretor do Sindicerv acreditar que nem o aumento de casos de coronavírus no início de 2022 freará a expansão da atividade das cervejarias brasileiras.

Nós não tivemos carnaval, São João e outras festas em 2021, e o resultado foi acima da expectativa, houve crescimento. Então, a nossa projeção, em ordem de grandeza, é de crescimento tão forte quanto de 2020 para 2021, quando falamos em 7,7% no volume

Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicerv

Ainda assim, o setor não deixa de ter suas demandas, sendo a principal delas a simplificação da cobrança tributária. Confira as razões para esse pedido por uma reforma, as avaliações de mercado, as perspectivas para as grandes cervejarias e a visão sobre as artesanais na entrevista do Guia com Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicerv:

Qual foi o saldo para a indústria cervejeira no ano de 2021?
A gente vem numa crescente desde 2015. O ano de 2020 veio com a pandemia, o que surpreendeu a todos, não só as cervejarias. Por ter sido uma coisa absolutamente nova, não se sabia como lidar com isso. A gente evoluiu nos cuidados, mas isso repercutiu em 2020, com impacto nos três primeiros meses. Mas o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, com mais de 1.300 cervejarias e o povo é muito criativo. Então, conseguimos nos adaptar a esse fenômeno. Houve um crescimento em 2020 de 5,3% no volume. Para 2021, estamos projetando um crescimento de 7,7%. Entregamos em 2020 13,3 bilhões de litros de cerveja. E a projeção para 2021, que tivemos com o Euromonitor, é de 14.3 bilhões de litros. Esse aumento se deu por causa da adaptação. Descobrimos que o consumo migrou para o domicílio. E as cervejarias precisavam encontrar um caminho para chegar ao seu cliente. Para isso, a tecnologia favoreceu muito. Quem implementou medidas vinculadas a isso, com os deliveries e os aplicativos, acabou se dando bem, o que justifica esse crescimento.

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A chegada da variante Ômicron e o aumento do caso de coronavírus logo no verão podem atrapalhar a continuidade desse crescimento em 2022?
De fato, temos a Ômicron, com uma aceleração de casos, embora não com o mesmo pico de mortes. A vacinação evoluiu muito, o brasileiro aderiu. Então, o desfecho não será tão cruel quanto foi em 2020 e 2021. Muitas cidades têm cancelado o carnaval e concordamos, porque entre a vida e a empresa, nós optamos pela vida. Mas a nossa percepção é que será uma nuvem passageira, que vai se dissipar mais rapidamente do que em 2021. Nós não tivemos carnaval, São João e outras festas em 2021, e o resultado foi acima da expectativa, houve crescimento. Então, a nossa projeção, em ordem de grandeza, é de crescimento tão forte quanto de 2020 para 2021, quando falamos em 7,7% no volume. Acreditamos e confiamos que chegaremos muito próximos disso.

Embora a indústria cervejeira tenha crescido ao longo da pandemia, houve inúmeros desafios. Como foi possível se equilibrar e quais são as perspectivas?
Já temos investimentos anunciados. A Heineken teve um problema em Pedro Leopoldo (MG), de localização e captação de água, mas ela está com R$ 1,8 bilhão para investimento em uma nova fábrica para dar conta da sua demanda. A Ambev vai investir em uma fábrica de vidros e investiu em fábrica de latas. Houve problemas pontuais de abastecimento de insumos na indústria, mas não só na cervejeira. Toda a indústria brasileira experimentou isso. A Estrella Galicia vai colocar uma fábrica em Araraquara (SP), trazendo R$ 2 bilhões. Isso são grandes números, que revelam a confiança em um mercado espetacular, mesmo com os problemas do Brasil.

Como vem sendo o diálogo do Sindicerv com as microcervejarias? Há pautas e demandas em comum?
Em 2020, nós conversamos com a Abracerva sobre o desenvolvimento de uma plataforma de qualidade, algo motivado pelo triste episódio (da Backer) em Belo Horizonte. Nós entendemos que aquilo foi algo fora da curva. O objetivo era ter um gabarito de segurança alimentar em que as cervejarias pudessem se autoavaliar e identificar pontos que poderiam ser melhorados. Também temos conversado para a participação das microcervejarias em cursos da Academia da Cerveja, sem custo nenhum, com foco em segurança alimentar. Tenho um sonho que, lá na frente, tenhamos na cerveja um selo, de uma auditoria externa, terceirizada e de boa-fé, que ateste a qualidade do produto, como existe no café. Essa é uma das conversas. Além disso, nós do Sindicerv nos sensibilizamos muito com a pandemia e seus efeitos. Gostaríamos de ajudar, com postergação de dívidas, oferta de apoio psicológico para pessoas que empenharam bens para manter suas cervejarias e estão em uma situação de perigo financeiro. Nós temos conversado para desenvolver algo.

Quais são as principais demandas do Sindicerv nesse momento para as grandes cervejarias?
Uma ampla reforma tributária, não fatiada, que simplifique a tributação. Nossos associados têm mais gente trabalhando na parte fiscal do que na inovação. É importante não só para a indústria cervejeira, mas para todo o país. Precisamos de um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) único, que estava previsto na PEC 45. Ela perdeu tração, depois abrindo espaço para a PEC 110. Ela está parada na CCJ no Senado, talvez seja pautada nesse começo de 2022, mas esse é um ano atípico, por ser eleitoral, quando os grandes temas costumam não ser tratados. Consideramos que a PEC 110 está madura para ser votada. Não se trata nem de mexer na carga tributária, mas de simplificá-la. A carga tributária da cerveja no Brasil está em 56%, é uma das maiores do mundo, um percentual que está próximo ao limite que na economia se abre caminho para a baixa qualidade e a informalidade, como acontece com outros produtos.

A carga tributária também é uma reclamação constante das microcervejarias. Como o Sindicerv enxerga essa demanda?
Nas conversas que nós fizemos, no Senado e na Receita Federal, apresentamos em conjunto as demandas das pequenas cervejarias, que envolvem a aplicação de um redutor de acordo com o volume produzido, como é praticado em alguns países. Têm países que se caracterizam por produção de determinados produtos, como a França com o vinho. Nesses países, o imposto é reduzido a praticamente zero para estimular o mercado e o seu produto. Aqui, nós teríamos a cerveja, e a cachaça que é brasileira e merece atenção e cuidado.

Em sua visão, em termos de bebida, há alguma tendência surgindo no setor cervejeiro?
O PIQ da Cerveja abre uma avenida para a criatividade. Nós vamos ter novos produtos, estaremos mais próximos do que se pratica no mundo. O pessoal é muito criativo, as nossas associadas têm times de inovação, 20% do faturamento de uma delas é de produtos desenvolvidos nos últimos anos. O que eu vejo com o PIQ é a maior variedade de produtos, algo que já temos um crescimento importante. Se você olhar em perspectiva, isso já acontece com a cerveja sem álcool. De 2015 a 2020, a produção de cerveja sem álcool cresceu 91%, passando de 103 milhões de litros para quase 198 milhões de litros anuais. Além disso, deu um salto de 40% de 2019 para 2020. Tem a demanda do low carb, da cerveja sem glúten e com menor teor alcoólico. A cultura dos mais jovens é de valorizar o mundo sustentável e saudável. E você vai atender esse público com essas cervejas.

E como o Sindicerv vê o futuro das grandes cervejarias? Como será a atuação delas?
Em função da pandemia e da mudança de hábito de consumo, as empresas se reposicionaram e estão muito próximas de serem plataformas de tecnologia, com delivery e e-commerce. Além de trabalhar com o seu produto, a cerveja, você tem, por exemplo, um aplicativo (Zé Delivery, da Ambev), como acontece com um dos associados, que existe para você encomendar produtos, alguns até da concorrente. Também tem um aplicativo de B2B (Parceiro BEES, da Ambev). A Amazon nasceu dessa maneira, com venda de livros pelo correio. Hoje está colocando gente no espaço.

BeerSales auxilia gestão e já tem mais de 110 mil barris cadastrados em software

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De solução criada para auxiliar uma cervejaria no Rio Grande do Sul, o BeerSales, um software para gestão de empresas do mercado criado e-Get, tem sido um daqueles exemplos de como a tecnologia pode contribuir para a organização de empresas que atuam no segmento de artesanais, tanto que vem ampliando seu campo de atuação e parceiros.

Com foco na organização, a solução surgiu em 2011. Desde então, mais de 800 empresas, entre cervejarias e distribuidoras, já puderam contar com a ajuda do software em seus processos de gestão, profissionalizando a atuação com o auxílio da tecnologia, que pode ser utilizada em todas as etapas do processo produtivo. De acordo com Alam Correa, CEO e cofundador do BeerSales, atualmente são mais de 600 companhias do segmento sendo atendidas pela companhia. Entre elas, Antuérpia, Masterpiece, BrewLab e Distribuidoras Lig Chopp Germânia.

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 “Ajudamos a facilitar o dia a dia das empresas com o software de gestão, que atende da entrada dos insumo até a venda do produto na ponta. E ainda com o atendimento especializado em nosso suporte técnico, um de nossos diferenciais”, destaca o CEO do BeerSales.

Um recente levantamento de dados com base em clientes da empresa apontou um total de 113.985 barris cadastrados no software. Entre os parceiros, 304 realizaram uma grande movimentação de locação de barris. E 95% das locações foram devolvidas às cervejarias.

“Este é um simples exemplo de como o BeerSales pode auxiliar as cervejarias e distribuidoras a não perderem seus barris e terem um maior controle, além de evitarem prejuízos” comenta.

Otimista, o CEO do BeerSales exibe expectativas positivas para 2022, confiando na ampliação da parceria com bares e brewpubs. “Com certeza, atenderemos uma fatia do mercado que está retomando seu crescimento, que são os bares e brewpubs, com nosso novo PDV, e cervejarias e distribuidoras com nossa Força de Vendas, que saiu do forno recentemente”, relata.

Correa ainda acredita que o ano será de abertura de cervejarias e expansão de outras, apostando no crescimento do segmento. “Acreditamos muito neste mercado, afinal é ele quem movimenta todo nosso propósito de empresa”, conclui o CEO do BeerSales.