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Graja e Avós dão voz à ancestralidade e conectam personagens do Grajaú

Ciente de sua relevância na construção de uma nova cena cervejeira e pensando em atender e dialogar com o público periférico, a Graja Beer, localizada no Grajaú, na zona sul de São Paulo, reforçou seus laços com os desafios, as dores e a cultural local ao apresentar a primeira cerveja, em dois rótulos, da série Ancestralidade. É uma Premium Pils, que foi pensada, desenhada e produzida em parceria com a Cervejaria Avós para dar representatividade ao bairro. Para isso, realizou conexões com uma marca de roupas, uma rede de educação popular e um artista visual a partir da homenagem a pessoas da comunidade.

Nos rótulos, estão estampados os rostos de Dona Nete e do Senhor Wilson Flanela, ambos do Grajaú. E a cerveja reforça a união entre eles, tanto que as latas não podem ser vendidas separadamente. O casal que inspirou as cervejarias completará 50 anos de casamento em dezembro.

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 “A gente vai vivendo. De repente, fizeram essa surpresa que a gente não esperava. Colocaram nossa imagem na cerveja, foi uma surpresa muito grande e ficamos muito contentes”, destaca Wilson Flanela.

Ele conheceu Dona Nete através do seu cunhado, em uma das idas aos bailes que reuniam a juventude negra para dançar e celebrar a cultura afrodescendente em meados de 1970. O rapaz logo se encantou pela beleza da jovem, não perdeu tempo e logo a pediu em namoro. E o matrimônio veio na sequência.

Desde então, construíram uma relação que sempre esteve permeada pela cultura e ancestralidade negra, com uma forte ligação sobretudo com o samba. O samba, aliás, tem presença constante nas lembranças de Wilson Flanela, um apaixonado por carnaval. Assim como para Dona Nete, que sempre o acompanhava nos ensaios da escola de samba Vai-Vai. A união do casal gerou quatros filhos. Depois, vieram mais oito netos.

Não foi à toa, assim, que a Graja Beer decidiu abrir a série Ancestralidade com duas figuras representativas do Grajaú. “A periferia tem, entre outros problemas, a necessidade de uma busca às suas raízes, pois historicamente elas foram apagadas, seja a raiz indígena, africana, ou europeia, essa última, ainda mais preservada”, pontua Leandro Sequele, fundador da Graja Beer.

Ele destaca que falar de ancestralidade é importante para tentar fazer com que as pessoas religuem os laços afetivos e comunitários com suas origens. “É lembrar que não somos descendentes de escravos, mas de reis e rainhas que foram escravizados e trazidos violentamente para cá”, frisa.

O lançamento das cervejas da série Ancestralidade se deu em latas de 473ml. E essa Premium Pils tem 4,7% de graduação alcoólica. “É uma cerveja pensada em ser fácil de beber. Leve e agradável, pensada tanto para bebedores experientes, quanto para a galera que está chegando, ou que ainda não conhece a pluralidade gustativa do craft”, conta Sequele.

Ele enxerga a criação de uma cerveja colaborativa com a Avós como um passo natural na relação entre as marcas. Afinal, elas vinham fazendo pequenas ações juntas, além da intersecção provocada por conversas sobre o mercado, a sociedade e o futuro. E foi assim que nasceu a ideia do novo rótulo, pensando em como criar algo que tenha impacto no dia a dia das marcas.

“Em algum momento, falando sobre os coletivos que trabalham com educação no Grajaú, contamos para o Junior [Bottura, fundador da cervejaria Avós] sobre a rede Emancipa, que é um grupo que já está super articulado e trabalhando a nível nacional com educação popular, e sobre nossa vontade de fomentar a marca de moda identitária Pele Preta. Deu match. O estalo criativo veio e o Junior propôs uma collab onde o lucro fosse destinado às ações da rede Emancipa”, explica Sequelle.

Foco na comunidade
Na época que surgiu a ideia da série, a Graja Beer estava com uma instalação artística do artista Ladis, também do Grajaú. “Pensamos em ligar a ideia de moda, com arte visual e ancestralidade, homenageando Dona Nete e Wilson Flanela [pais dos donos da marca Pele Preta] com a imagem deles nas latinhas. Estão fazendo 50 anos de casados em 2022, aí surgiu a ideia de cada lata ter um deles. E não podem ser vendidas separadamente. Pois, se estão tanto tempo juntos, não é o consumidor que pode separá-los, não é?”, fala Leandro.

A Pele Preta, aliás, é uma marca de marca de bonés, roupas e acessórios nascida no Grajaú, também tendo forte ligação com a ancestralidade e a valorização da cultura afro. Ela foi fundada por três sócios, Vladimir Oliveira e Edmilson Oliveira, filhos de Dona Nete e Wilson Flanela, além de Josino Cruz Neto.

“A gente acabou percebendo que a marca não era só uma marca, a galera se sentia representada pela Pele Preta, pelo nome e pela história. E começamos a entender que era uma forma das pessoas estarem também se orgulhando” conta Edmilson. “Vamos ocupar um espaço que hoje é destinado apenas às marcas que não nasceram nas periferias e não conversam com nosso povo, mas mesmo assim tem entre seus faturamentos grandes valores oriundos dos bolsos de pretos e pretas, de toda a grande periferia que emerge como uma potência financeira. Queremos provar que é possível fazer dos nossos para os nossos na mesma qualidade que o mercado trabalha atualmente, levando a nossa identidade a todos os lugares”, completa Vladimir.

A série Ancestralidade, assim, une duas cervejarias, uma marca de roupas, uma rede de educação popular, um artista visual e homenageia pessoas da comunidade. “Esse é o DNA da Graja! Não podemos deixar de levar em conta a cultura e sua pluralidade para falar de povo! O brasileiro tem muitas camadas vindas dessa miscelânea cultural, e olhar para o samba, para o povo preto, para as culinárias e seus ingredientes espalhados pelo país afora só agrega possibilidades desse povo se interessar e ter um olhar de que esse produto também é deles. Juntar arte e educação com uma cerveja gostosa, é juntar nossos amigos ao redor da mesa e viver aquele bate papo leve e potente. Juntar a Avós a Graja Beer, é atravessar uma ponte e mostrar que isso é possível”, conclui Sequelle.

Alta do dólar e pandemia pesam para falta de medalhas brasileiras na World Beer Cup

Acostumado a amealhar algumas medalhas em concursos internacionais, o setor cervejeiro do Brasil não conseguiu conquistar honrarias na World Beer Cup, que realizou a sua premiação no último dia 5, mesmo tendo figurado como sexto país com maior número de rótulos inscritos na competição organizada pela Brewers Association, a associação de cervejarias artesanais e independentes dos Estados Unidos.

A edição de 2022 foi a primeira da World Beer Cup em meio à pandemia e a primeira desde 2018, pois a versão de 2020 precisou ser adiada em função da crise sanitária. E profissionais ouvidos pelo Guia apontaram que impactos advindos do coronavírus e da alta do dólar no período podem ter afetado o desempenho das cervejarias do Brasil no concurso.

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Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira das Cervejas Artesanais (Abracerva), lembra que enquanto o número de participantes na World Beer Cup cresceu, houve redução expressiva no envio de amostras do país em 2022. Os brasileiros foram representados na World Beer Cup por 142 cervejas, avaliadas por um painel de 226 juízes de 28 nações, que distribuíram 307 medalhas de 309 possíveis em 103 categorias

“É natural que os resultados variem ano a ano e com certeza a redução na quantidade de amostras enviadas impactou muito este ano. Enquanto a quantidade geral de inscritos aumentou quase 28%, o Brasil enviou 40% menos amostras do que na média das últimas edições. Incluindo 2020, quando chegamos a receber as amostras antes do cancelamento do festival”, destaca o presidente da Abracerva.

Os impactos econômicos provocados pela pandemia do coronavírus e da crise econômica podem, assim, ter afetado a participação brasileira na World Beer Cup, como também foi ressaltado por Fabiana Arreguy, uma das representantes do país como juíza da prestigiosa premiação.

“Isso, com certeza, influenciou bastante. Muitas cervejarias não tinham cerveja para inscrever, uma vez que paralisaram sua produção na pandemia. O fator financeiro, acredito, pesou muito também. A inscrição de cada rótulo era cara, em dólar, fora a logística para enviar as cervejas aos Estados Unidos, tão cara quanto. O momento econômico não era dos mais favoráveis para a participação das cervejarias brasileiras”, reconhece a jornalista e sommelière.

O fator econômico também é visto por Giba como importante para o Brasil não ter conquistado medalhas na World Beer Cup. “Essa redução (no número de participantes do país na competição em relação a 2018) pode ter algum reflexo da Covid, mas acredito que o principal é que a inscrição em dólar ficou muito cara para boa parte das cervejarias e inviabilizou que elas enviassem as amostras”, pondera o presidente da Abracerva.

Fabiana pondera, porém, que marcas consagradas de outros países também passaram em branco na premiação. E cita a ausência de algumas cervejas envelhecidas na disputa como uma possível razão para a falta de medalhas brasileiras nesta edição da World Beer Cup.

“Eu tenho o palpite que nas categorias das envelhecidas em madeira, que tínhamos mais chances de conquistar medalhas, fomos prejudicados pela proibição pelo FDA (em uma sanção da agência fiscalizadora norte-americana já derrubada) da entrada de cervejas maturadas em amburana nos EUA. Mas o fato de não termos ganhado nenhum prêmio faz parte de um contexto no qual cervejarias ícones da Bélgica e Alemanha também ficaram sem prêmio algum. Não há muita explicação”, analisa Fabiana.

A pesquisadora e cientista Amanda Reitenbach, fundadora do Science of Beer, que também esteve presente como juíza na World Beer Cup, apontou fatores influenciadores na avaliação do júri para dar as notas como relevantes para definir os medalhistas.

“Eram quase 11 mil cervejas inscritas e um time jurados muito diverso com referências muito diversas. Não necessariamente você precisa apenas ter a melhor cerveja. Você também tem de contar com um pouco de sorte. É uma competição em que se tem muitas cervejas que poderiam ganhar ouro, prata e bronze. E tem jurados que trabalham um pouco com a subjetividade, embora a gente siga um guia de estilos”, diz.

Giba também destacou a enorme dificuldade que é conseguir conquistar uma medalha no evento, ainda mais em 2022, quando houve recorde de concorrentes, com 10.542 inscrições de 2.493 cervejarias, que representaram 57 países.

“Não vejo com preocupação a falta de medalhas na World Beer Cup justamente porque é um concurso onde a disputa é grande e que fica mais competitivo a cada ano. Temos recebido muitos feedbacks positivos sobre a qualidade e a evolução das cervejas artesanais brasileiras, inclusive de parceiros internacionais”, afirma.

Na edição de 2018 da World Beer Cup, o Brasil faturou cinco medalhas: duas de ouro, uma de prata e duas de bronze. Ao total, na história do festival, a nação contabiliza 11 medalhas, com três ouros, quatro pratas e quatro bronzes.

Variedade de cervejas sem álcool
Em franco crescimento no mercado, as cervejas sem álcool tiveram esse sucesso refletido na World Beer Cup. “Tiveram mais de 100 inscrições nesta categoria de cerveja sem álcool e aí a gente julgou de tudo, desde Sour até Stout maturada em madeira, Dubbel, Quadrupel… A variedade de opções de cerveja sem álcool foi incrível. E cervejas muito boas, muito bem feitas. O que a gente ainda vê no Brasil é muita Lager, algumas com um pouquinho de lúpulo, mas algo muito tímido. E a gente não tem tantas opções de cervejas sem álcool sensorialmente gostosas de beber”, analisa Amanda.

Fabiana também destaca a presença da cerveja sem álcool como uma tendência apresentada na World Beer Cup. “De mais interessante que vi em matéria de cervejas participantes foi a categoria das sem álcool, que tive a sorte de poder julgar por um round. Havia muitas cervejas dos mais variados estilos-base sem álcool. Até cervejas não alcoólicas maturadas em barris pude ver lá. As zero álcool são uma tendência mundial e ver que há tantas opções legais delas foi muito bom”, enfatiza.

Menu Degustação: Fase nacional da Copa Cervezas de América, festival em Franca…

Os festivais e eventos cervejeiros estão a todo o vapor em 2022. De volta ao calendário neste ano, a Copa Cervezas de América, agendada para outubro, no Chile, terá, dessa vez, etapas nacionais, com a brasileira tendo sido agendada para o início de agosto, em Porto Alegre.

Já o Núcleo do Empreender da Associação do Comércio e Indústria de Franca promove neste sábado o 2º Festival de Cerveja Artesanal de Franca. E Curitiba será o palco de um festival de cervejas do estilo IPA neste fim de semana.

Em outras frentes, a Heineken, patrocinadora oficial das competições da Uefa, incluindo a Liga dos Campeões, lançou campanha para fãs de futebol refletirem sobre estereótipos existentes na torcida. E a Corona terá a segunda temporada de uma websérie.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Copa Cervezas de América
A Copa Cervezas de América, considerada a maior competição cervejeira da América Latina, voltará a ser realizada em 2022. E com novidades. O concurso terá etapas nacionais na Argentina, Chile e Brasil. A fase brasileira da Copa Cervezas de América será de 5 a 7 de agosto em Porto Alegre, concretizando uma união com o Festival de Cerveja POA. As inscrições serão abertas na próxima terça-feira (17). As cervejas premiadas na etapa local da Copa Cervezas de América poderão enviar novas amostras para a grande final, com o pagamento de uma taxa complementar. Já a grande final da Copa Cervezas de América está marcada para 24 a 30 de outubro, na cidade de Valdivia, na região de Los Rios, no Chile.

2º Festival de Cerveja Artesanal de Franca
O Núcleo de Cervejeiros Artesanais do Programa Empreender da Associação do Comércio e Indústria de Franca promoverá no próximo sábado (14), o 2º Festival de Cerveja Artesanal de Franca. O evento vai acontecer a partir das 16 horas, na Associação dos Servidores Públicos Municipais, e promete mais de 20 torneiras operando com diversos estilos de cerveja, dentre eles Pilsen, IPA, APA, Pale Ale e Stout. Além disso, uma área gastronômica vai contar com hambúrgueres artesanais, pastéis, batatas e espetinhos. As bandas The Wanteds e Uncle Trucker ficarão responsáveis pela programação musical, voltada para o rock n’ roll.

Programação especial do Trembier
O Festival de Cerveja e Cultura de Tiradentes, o Trembier, se iniciou na quinta-feira e vai até domingo (15) com uma programação extensa e cheia de atrativos. Na sexta-feira, por exemplo, haverá harmonizações nos restaurantes oficiais e shows. No sábado, a programação conta com a concentração para Corrida Alcoológica Trembier 10 anos, entre outros atrativos. Já o domingo será dedicado ao Concurso Cerveja da Galera, a abertura dos Stands Rodoviária (Largo Cervejeiro) e Largo das Forras (Coreto Sesc de Cultura), harmonizações e shows.

Gastro Beer Rio na Quinta da Boa Vista
O evento cervejeiro ao ar livre Gastro Beer Rio está de volta à Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio, no sábado e domingo (14 e 15). Com entrada gratuita, a 17ª edição reunirá, das 12h às 21h, mais de 70 opções, entre cervejarias artesanais e gastronomia. O encontro contará, ainda, com apresentações de artistas e músicos. O público infantil poderá aproveitar o espaço kids e as oficinas.

Evento do Capitão Barley
O brewpub Capitão Barley, no bairro Pompéia, em São Paulo, promoverá o evento Fresh & Hop Weekend, com alguns chopes em promoção durante este final de semana, além de música ao vivo e flash day tattoo no sábado. Os destaques nos chopes serão da cervejaria Fumaçônica, de Curitiba. Dela, serão servidos os chopes Flower APA, Hash Black IPA e Kunk IPA, todos com receitas que levam uma boa carga de lúpulos aromáticos na composição. O Flash Day Tattoo é uma opção para os aficionados em tatuagem. Eles podem aproveitar a ocasião para escolher desenhos pré-definidos com temas cervejeiros e fazer uma nova arte na pele com preços especiais.

Madalena em Taubaté
A Madalena chega a Taubaté (SP), neste fim de semana (13, 14 e 15), com o Madalena Festival Food and Beer, que reunirá cerveja premium, churrasco com carnes diferenciadas e música. Para beber, o público terá acesso a diversos rótulos da Madalena, como Lager Premium, Bohemian Pilsen, Double IPA, Weiss, Stout, Lager Light, Sandy Lemon, Session IPA, entre outros. No cardápio, 20 food trucks fazem a alegria dos apreciadores de carne com opções como torresmos, churrasco BBK, comidas regionais, batata frita, caipirinhas e cocktails diversos, costela BBQ, doces, entre outros, além dos tradicionais lanches da Busger, com 4 opções deliciosas, incluindo carne da melhor qualidade do tipo Angus e o frango no balde.

Festival de IPA em Curitiba
O final de semana em Curitiba vai celebrar um dos estilos de cerveja artesanal que mais conquistou fãs no mundo todo: o India Pale Ale. Neste sábado (14) e domingo (15), a Mercadoteca recebe o Double IPA Day. O evento, realizado pelo Glasso Beer & Drinks, trará 10 cervejas ao estilo IPA nas chopeiras, com o preço único de R$ 15 (copo de 300ml). Música e gastronomia completam a programação, que acontece no pátio interno do espaço gastronômico. Entre os rótulos selecionados, destaque para seis cervejarias curitibanas, escolhidas para incentivar o consumo regional. São elas: Ignorus Cervejaria, Way Beer, Bastards Brewery, Swamp Brewing, Buddy Brewery e Cervejaria Masmorra. Uma caneca exclusiva foi desenhada para o evento. Será vendida a R$ 20, incluindo a primeira carga de IPA.

Sete anos do Eataly
Famoso por ser o maior centro gastronômico da América Latina com foco na tradição italiana, o Eataly completa sete anos e, para comemorar em grande estilo, preparou eventos que irão ocorrer ao longo de maio em São Paulo. Neste sábado e domingo acontece o BBQ Weekend. Para acompanhar os pratos, cervejarias artesanais marcam presença no evento, como a Dogma.

Show e lançamento no Esconderijo
Nesta sexta-feira, no bar Esconderijo, da Juan Caloto, a Country Roads (banda de bluegrass folk étnico) se apresentará a partir das 19h30. Na ocasião, também haverá o lançamento da “La Piscadela”, nova cerveja inspirada na efervescência dos espumantes. Além disso, o bar conta com dois tipos de cervejas belgas Lambic e a Dry Sout O’Sullivan, que está disponível apenas no Esconderijo. O bar conta ainda com uma carta especial com 5 drinques de outono.

Campanha da Heineken
A Heineken, patrocinadora oficial das competições da Uefa, incluindo a Liga dos Campeões, lançou uma campanha que exalta a participação feminina no futebol. Com o filme intitulado “Um brinde a todos os fãs. Inclusive homens”, a marca convida os fãs a refletirem sobre estereótipos existentes na torcida. E como parte do movimento, a marca lança um site que traz dados atualizados das competições, incluindo a Liga dos Campeões Feminina, reforçando o protagonismo das mulheres. A direção tomada pela Heineken nesta campanha, em conjunto com o patrocínio às competições femininas da Uefa, visa contribuir na mudança de uma realidade preocupante: pelo menos dois terços das mulheres que trabalham na indústria do futebol alegam já terem sofrido algum tipo de discriminação de gênero, segundo pesquisa realizada pela Sports Marketing Surveys.

Websérie da Corona
Estreou no canal do YouTube de Corona a segunda temporada de “Free Range Humans” (“Humanos ao Ar Livre”, em português).  Assinada pela cerveja, a websérie conta as histórias de pessoas ao redor do mundo que deixaram a rotina tradicional em escritórios e ambientes fechados e se dedicam a projetos ao ar livre, inspirando quem está ao redor a enxergar mais sentido na vida em conexão com o mundo natural. Assim como na edição anterior, lançada em 2020, a segunda temporada traz um protagonista brasileiro: o agente local Zenilton “Tinho” Pereira, que há 18 anos participa do Projeto Tamar protegendo tartarugas marinhas.

Grupo Petrópolis na Apas
O Grupo Petrópolis vai apresentar novidades de seu portfólio durante a 36ª edição da Apas Show 2022, que acontece de segunda a quinta-feira (16 a 19), no Expo Center Norte, em São Paulo. Uma delas é o lançamento de um novo produto da família TNT Energy Drink. As recém-lançadas cerveja Cabaré Puro Malte e Itaipava 100% Malte também marcarão presença durante o evento, além do portfólio completo de bebidas do grupo.

Cruls relança cerveja premiada
Depois de um ano e meio do primeiro e, até então, único lote, a Cruls relança a Catharina Sour Limão & Cúrcuma, cerveja que conquistou medalha de ouro no Concurso Brasileiro de Cervejas de 2021. A cerveja volta com nova identidade visual e estará disponível em lata e em chope. Na primeira edição, a Limão & Cúrcuma foi lançada dentro do projeto I Remember My First Check-In, elaborado em comemoração ao aniversário de 10 anos da rede social cervejeira Untappd. Assim como no primeiro lote, foi utilizada uma mistura de limão e cúrcuma elaborada pela Sucopira, empresa do Distrito Federal especializada em sucos naturais. Ela tem 4,8% de gradação alcoólica e 6 IBUs de amargor.

Vencedor da nova publicação da Krater
A Krater anunciou que o grande vencedor do Edital da Nova Publicação Cervejeira foi Glauco Caon. O projeto “Saúde! A Fisiologia da Cerveja” (nome provisório) foi o escolhido para ser transformado em livro e publicado. Sua proposta é trazer um olhar científico sobre a relação de consumo entre saúde e cerveja a partir das experiências e pesquisas científicas do autor, que é pesquisador e professor universitário. A Krater ainda anunciou uma parceria com o 4Beer, levando Bia Amorim a Porto Alegre para 2 workshops sobre a arte de servir e degustar cerveja na próxima segunda-feira (16), às 19h. Já na terça-feira, às 14 horas, o encontro será voltado para profissionais e empreendedores.

Entrevista: “Queremos ter faturamento de R$ 40 milhões com a Praya neste ano”

Criada a partir da junção de cinco marcas independentes de bebidas, a Better Drinks iniciou a sua operação em fevereiro no Brasil e com metas ousadas. A empresa quer fechar o seu primeiro ano no país com faturamento de R$ 100 milhões, com R$ 40 milhões vindos apenas da sua cerveja, a Praya.

As estratégias para atingir esses números foram revelados, ao Guia Talks, em entrevista concedida por Felipe Szpigel, CGO e co-fundador da Better Drinks. E elas já começaram a ser implementadas, tanto que, em março, a Praya, conhecida no mercado de artesanais pela sua Witbier, ampliou o portfólio com o lançamento de uma cerveja puro malte.

Essa novidade, além de atender ao sonho dos fundadores da marca, também indicou o desejo de atuar em um mercado tão concorrido quanto amplo como o dos rótulos puro malte. E, para lidar com a intensa disputa, a Praya vai apostar, como relata Szpiegel, na ocupação de lacunas deixadas pelas grandes cervejarias nesse segmento.

Outro foco é aproveitar a maior capilaridade oferecida pela Better Drinks, vista como uma “aceleradora” das suas marcas, que antes, quando atuavam sozinhas, teriam mais dificuldade de acessar alguns mercados. Assim, após Baer-Mate (mate com gás e cafeína natural), F!VE (drinques prontos para beber), Mamba (águas), Praya e Vivant (vinhos em lata), faturarem, com operações separadas, R$ 50 milhões em 2021, a meta é dobrar esse valor em 2022.

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Conheça mais os planos da companhia, seus objetivos, motivações e ambições, na entrevista de Felipe Szpigel, CGO e co-fundador da Better Drinks, com passagem pela Ambev, no Guia Talks:

Como surgiu e quais são os objetivos da Better Drinks?
A Better Drinks é um grande sonho meu e do Felipe Della Negra de empreendermos na área de bebidas. Somos amigos há mais de 20 anos e trabalhamos 10 anos juntos na Ambev. Nos últimos 10, estamos entusiasmados com marca, com cerveja, com bebida alcoólica, com experiência e com eventos. A Better Drinks, assim, veio como uma transição quase natural. Depois que saí da AB InBev, nos Estados Unidos, há quase 3 anos, fundei a F!VE Drinks, uma marca de bebidas prontas. Depois, então, ele entrou como investidor, a trazendo para o Brasil. No ano passado, começamos a nos conectar com outros empreendedores com dificuldades parecidas, como escala, insumos e distribuição. E disso veio a ideia da Better Drinks. É um sonho, mas também uma ideia de criar uma terceira via no mercado. Ao invés de só ter pequenos empreendedores e grandes empresas, quisemos achar uma alternativa de uma companhia independente, média, mas que já tivesse força, energia para passar da arrebentação e que pudesse estar focada na inovação, em construção de marca, experiência e conteúdo, trazendo novidades para o país ao mesmo tempo em que elas estão acontecendo no mundo inteiro.

Há algum elo a unir essas cinco marcas de bebidas que compõem a Better Drinks? E qual seria?
Quando a gente olhou lá atrás, apontamos três grandes “caixas”: um produto extraordinário, um potencial líder do segmento em crescimento; as marcas e os sócios, se a gente acreditava nas mesmas coisas; e olhamos muito os valores: sustentabilidade, ingredientes, transparência, posicionamento de marca. Não temos a pretensão de sermos uma marca para o consumidor, um selo, mas houve esse filtro. E trabalho com a ideia de que quanto mais independente a gente conseguir manter as companhias originais, assim como os fundadores engajados, maior é o nosso potencial futuro e mais longe conseguiremos chegar. Então, o meu papel é destruir barreiras, arrumar recursos, quase como um acelerômetro.

Quais são os objetivos de faturamento para a Better Drinks nesse primeiro ano?
A gente faturou R$ 37 milhões no ano passado, combinados, sem a puro malte da Praya e a Mamba, nossa marca de água em lata que sairá em breve. Para esse ano, nossa previsão de faturamento do Brasil é na casa dos R$ 100 milhões. No primeiro trimestre, faturamos 2 vezes e pouco a mais do que no ano anterior. Além disso, temos a F!VE Drinks nos Estados Unidos e faturamos quase R$ 10 milhões em 2021. Então, já faturamos quase R$ 50 milhões com a operação completa no ano passado. E estamos a caminho de R$ 120 milhões no total ao longo do ano.  As coisas estão acontecendo muito rápido.

Qual foi a ideia ao agregar a Praya ao portfólio da Better Drinks?
Como já estava fora do Brasil, eu conhecia a marca de viagens para o Rio, de amigos que a achavam bacana. Mas só tive a oportunidade de bebê-la no carnaval de 2020. Sempre gostei de Witbier, um estilo de cerveja muito bacana para o verão. Quando a gente trouxe a F!VE para o Brasil, o Tunico (Almeida), que é o CEO da Praya, se juntou a nós. E quando houve a ideia de fazer a Better Drinks, logo veio a ideia de conversar com o time da Praya, por uma combinação de qualidade do produto e de marca. Não só pela origem, mas pela introdução de cervejas de outros estilos fora dos mais comuns, como Pilsen e Lager, os trazendo para um consumidor mais amplo, não só o apaixonado por cerveja artesanal. Para nós, o grande papel da Praya é fazer essa ponte entre um estilo de vida com um produto de características um pouco diferentes.

Logo no começo dessa nova fase da Praya, a marca lançou uma cerveja puro malte. O que motivou essa criação?
Parte do nosso trabalho dentro do grupo é suportar os sonhos, os projetos individuais de cada uma das companhias que trouxemos. O Tunico e o time dele sempre falaram da puro malte. Um outro ponto importante é que a gente tem ambição de ser líder no crescimento e desenvolvimento do mercado premium brasileiro. E a puro malte é um sinônimo de premium, hoje, no Brasil. É um segmento com crescimento importante, o que era importante para nós, e era um sonho da Praya. E precisávamos de um estilo mais democrático, que nos colocasse em ocasiões mais populares, de maiores volumes.  Estamos colocando um investimento de R$ 2 milhões para desenvolvimento da marca no ano, com marketing, eventos e ações de degustação. Temos ambições grandes, de chegar a um faturamento de R$ 40 milhões com a Praya nesse ano. E provavelmente metade disso com a puro malte.

O mercado de cervejas puro malte é muito concorrido no Brasil. Como tornar a Praya relevante nessa disputa com grandes marcas?
É um mercado grande, com players relevantes. Mas a gente vê o copo de dois modos: pelo outro lado, tem muita oportunidade, com eventos, clientes e geografia pouco atendidos, onde podemos atuar. A ideia é olhar as lacunas dos grandes players e ocupar esses espaços. A Praya já tem uma base de fãs, que têm uma conexão emocional. E eles passam a ter novas ocasiões de consumo em que enxergam a marca. Todos nós, separadamente, ainda não tínhamos o tamanho para ter a atenção ideal do distribuidor, do cliente. E o fato de estarmos juntos, como grupo, nos permite ampliar a nossa relação, ter um time mais experiente no mercado e eventualmente até fazer investimentos conjunto. A Praya estava muito bem-posicionada como marca e o produto traz uma nova ocasião, novos consumidores. E a Better Drinks acelera esse momento.  Quando você olha nossa lista de clientes, dos 100 maiores, só 4 tinham todas as nossas marcas. Mas os 100 clientes têm alguma das nossas marcas. Agora, usando as relações de cada um, conseguimos ter escala e conexões que tínhamos individualmente no mercado.

Dutra e Fliaraxá apresentam cerveja literária e evidenciam a temática do racismo

A 10ª edição do Festival Literário de Araxá, que começa nesta quarta-feira (11) e vai até domingo (15) na cidade do interior de Minas Gerais, traz aos visitantes, como um dos seus atrativos, a apresentação de “cervejas literárias”. Como fruto de parceria entre o evento e a Dutra Beer, de Santo André (SP), foi produzida uma bebida que possui quatro diferentes rótulos, com os rostos dos escritores escolhidos pela organização para ficar em evidência no Fliaraxá.

São eles: Maria Firmina dos Reis, autora de “Úrsula”, considerado o primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil; Itamar Vieira Junior, autor homenageado; Jeferson Tenório, escritor convidado; e Tom Farias, curador do festival.

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A homenagem da Dutra Beer, em parceria com o festival, se dá em uma edição do evento que tem como tema “Abolição, Independência e Literatura” e indica a intenção dos seus organizadores de reforçar a urgência do debate sobre o racismo, como destaca Afonso Borges, escritor, jornalista, gestor cultural e criador do festival.

“O Fliaraxá está homenageando essas pessoas porque acha que o racismo é a grande questão brasileira a ser discutida. Não só porque eu considero que a gente nunca fez de verdade a abolição da escravatura, e é por isso também que o Fliaraxá vai acontecer em 13 de maio (data em que a Lei Áurea foi assinada em 1888), como acho que neste momento é o assunto que Tom Farias colocou em questão quando fez a biografia da Carolina Maria de Jesus. Itamar Vieira Júnior trouxe novamente à baila o gosto pela ficção brasileira com o ‘Torto Arado’, assim como Jeferson Tenório com o ‘Avesso da Pele’. E não poderia acontecer uma homenagem melhor do que à Maria Firmina dos Reis, a primeira romancista brasileira, que faz 200 anos de nascimento, assim como a Independência do Brasil, o segundo tema colocado”, diz.

Além dos debates sobre as obras e legados desses autores, o Fliaraxá poderá contar com cervejas alusivas a eles graças a uma ideia de Tom Farias, curador do festival, que fez o convite para a Dutra Beer produzi-las. “Aceitamos com muito prazer, já que a literatura e a busca constante pelo conhecimento fazem parte da nossa essência enquanto cervejaria”, explica André Dutra, sócio-proprietário da cervejaria que leva o seu sobrenome.

A bebida criada para homenagear os autores é uma Ginger Beer. E a escolha do gengibre, um ingrediente de sabor picante, foi proposital. “A ideia foi fugir do senso comum. Mesmo sabendo que a especiaria não é unanimidade (assim como todo gosto não é), resolvemos deixar uma marca e trazer uma nova sensação ao paladar dos participantes que lá estarão e, ao mesmo tempo, mostrar que cerveja não é tudo igual, como querem que a gente pense”, reforça André.

Afonso destaca a conexão histórica que sempre existiu entre a cerveja e a literatura. “No fundo, a cerveja sempre esteve conectada à literatura, senão por conteúdo, onde diversos romances e textos foram produzidos com o assunto, mas pela proximidade que a cerveja tem com a literatura através da história”, ressalta.

André também enaltece a parceria entre o Fliaraxá e a Dutra Beer como uma forma de realçar o laço entre a cerveja e a cultura. “Acreditamos que a cerveja artesanal pode ser também, através de seu rótulo, um instrumento de conhecimento. Por que não ler um livro degustando uma boa cerveja artesanal?”, questiona.

A ação com a Dutra Beer se insere em uma edição especial do Fliaraxá, a décima. Algo que faz Afonso lembrar a herança que o evento já está deixando para uma nova geração de leitores, que têm o festival como combustível importante para se beneficiar do acesso à cultura.

“O Fliaraxá tem como legado o amor à leitura. São dez anos de trabalho. Então você imagina uma criança que tinha 12 anos quando nós começamos o Fliaraxá e hoje tem 22. O legado mais importante do evento é deixar essa juventude leitora, que sai por aí arrasando em matéria de autocrítica, crítica, leitura e, principalmente, consciência social e de mundo, que a leitura traz”, afirma.

Os autores homenageados

Nascida em São Luís, em 1822, Maria Firmina dos Reis é reverenciada após ter sido a autora de “Úrsula”, considerado o primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil. Ela fez história pelo seu engajamento social contra a escravidão e, também como professora, fundou na cidade maranhense de Guimarães uma escola mista (para homens e mulheres), o que era um ato revolucionário para a sua época.

Outro homenageado nos rótulos, Itamar Vieira Junior se firmou como um dos grandes nomes da literatura brasileira com o seu romance “Torto Arado”, publicado em 2019 e que faturou os prêmios Jabuti, Leya e Oceanos. E além de escritor, o autor baiano de 42 anos é geógrafo e doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia.

Jeferson Tenório, por sua vez, venceu o Prêmio Jabuti de 2021 na categoria Romance Literário pela obra “O Avesso da Pele”. Carioca radicado em Porto Alegre, o autor de 45 anos é formado em Letras, sendo mestre em Literaturas Luso-Africanas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Tom Farias, além de curador do festival, é jornalista, escritor, crítico literário e professor, tendo se destacado como autor de vários livros sobre personalidades negras brasileiras, como a escritora Carolina Maria de Jesus, o abolicionista José do Patrocínio e o poeta Cruz e Sousa, considerado um dos fundadores do simbolismo no país.

Envasada em latas de 473ml, a Ginger Beer criada para homenagear os autores destacados desta Fliaraxá tem como outros ingredientes da sua fórmula, além do gengibre, água, malte de cevada, flocos de milho, lúpulo e levedura. Os desenhos dos escritores retratados nos rótulos foram feitos pelo ilustrador Vitor Borges, com design gráfico de Breno Ribeiro e direção de arte de Marlette Menezes, responsável pela concepção da identidade visual desta edição do festival no município mineiro, que está disponibilizando a venda da bebida na Livraria do Barreiro, instalação montada pelo evento.

Tributação cervejeira desafia operação no setor e será tema de curso da Beer Business

Para quem já possui ou está pensando em abrir um negócio, o setor cervejeiro pode ser bastante prazeroso, mas também extremamente desafiador. Assim, para garantir uma operação saudável, o conhecimento sobre a operação e a tributação cervejeira são fundamentais.

Pensando nos desafios de se lidar com os impostos, a Beer Business, empresa especializada em cursos e consultorias para negócios cervejeiros, vai realizar o seu segundo curso sobre tributação cervejeira, marcado para o período de 28 a 30 de junho, com 3 horas diárias de aulas.

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“De nada adianta correr atrás de melhores negociações de insumos, da eficiência nos processos e da redução de taxas de serviços se o que se consegue economizar com esse esforço depois for perdido em multas e juros de impostos recolhidos de forma equivocada”, ressalta Filipe Bortolini, sócio da Beer Business.

Bortolini destaca que ter o conhecimento sobre as regras de tributação auxiliam o processo de tomada de decisão do empresário em relação ao planejamento financeiro da empresa. “Saber o valor ou porcentagem que será destinada aos tributos dentro do valor de comercialização das bebidas permite projetar de forma correta os ganhos e avaliar a viabilidade de um produto ou do negócio como um todo”, diz.

Ele ainda reconhece que a tributação cervejeira é bastante complexa em função das regras específicas para os produtos. Por isso, recomenda que a atividade seja executada por profissionais da contabilidade ou advogados tributaristas, através da assessoria mensal da parte fiscal de uma empresa ou, até mesmo, por assessorias ou consultorias tributárias para situações específicas.

“São regras que podem mudar de estado para estado e que não são comuns em outros segmentos. Por conta dessa especificidade, mesmo um pequeno estabelecimento precisa do auxílio de um especialista para que sua operação esteja de acordo com as normas tributárias”, afirma.

Bortolini aponta que os maiores erros cometidos estão relacionados ao cálculo da substituição tributária. Ele alerta que esses equívocos levam ao pagamento errado de impostos, o que tanto pode provocar um futuro passivo, caso todo o valor não seja recolhido, quanto um desperdício de dinheiro, quando o dispêndio é maior do que o necessário.

O curso
Uma primeira turma sobre o curso de tributação cervejeira já foi realizada, após a empresa concretizar três pilotos com a Associação Gaúcha de Microcervejarias. E a estrutura do curso foi montada pela Beer Business com base nas demandas das cervejarias, brewpubs e cervejeiros ciganos associados, bem como dos alunos e clientes da empresa em todo o país.

As aulas vão ser realizadas online. Na primeira delas, serão abordados os regimes de tributação, com explicações sobre como funcionam sistemas tributários como Simples, Lucro Presumido e Lucro Real, além do MEI. Também será feita uma comparação entre eles. O curso também promete apresentar explicações detalhadas sobre substituição tributária.

Na segunda aula, serão abordados os modelos de operação, tais como a terceirização de produção, a remessa para industrialização, os royalties, além de como deve se dar a emissão das notas fiscais e de aspectos tributários a serem considerados na aquisição de insumos e equipamentos. Já na terceira aula, os temas vão ser os custos de operações interestaduais, sejam elas de compras ou vendas para outros estados, suas particularidades e benefícios fiscais possíveis.

O objetivo do curso é conscientizar os participantes da complexidade operacional desse mercado, apresentando os conteúdos, conforme Bortolini, com didática acessível e que utiliza diversos exemplos específicos do mercado cervejeiro. “Desenvolvemos um material didático exclusivo e trouxemos exemplos e cases reais de situações que vivenciamos nos atendimentos”, conclui.

World Beer Cup não premia brasileiros em sua maior edição e passará a ser anual

Após um hiato de quatro anos, a World Beer Cup voltou a ser realizada em 2022. Organizada pela Brewers Association, a associação de cervejarias artesanais e independentes dos Estados Unidos, a competição teve o maior número de inscritos da sua história. E o Brasil, dessa vez, não conquistou nenhuma medalha.

Realizada no Centro de Convenções de Minneapolis, nos Estados Unidos, a premiação da World Beer Cup foi o ápice de uma série de eventos, casos da Craft Brewers Conference e da BrewExpo America. A competição cervejeira não acontecia desde 2018, pois a edição de 2020 foi cancelada em função da pandemia do coronavírus.

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Nessa retomada em 2022, a World Beer Cup recebeu 10.542 inscrições de 2.493 cervejarias, que representaram 57 países. O Brasil foi a sexta nação com mais cervejas participantes – 142 –, mas nenhuma delas foi premiada. Na edição anterior, em 2018, os representantes nacionais haviam conquistado 5 medalhas.

As inscrições foram avaliadas por um painel de 226 juízes de 28 países. E o Brasil também esteve representado no júri, por 5 profissionais. No total, foram 18 sessões de avaliação durante 9 dias. E esses jurados distribuíram 307 de 309 medalhas possíveis em 103 categorias – no estilo belga Witbier, não foram concedidos ouro ou prata.

“A World Beer Cup mostra a incrível amplitude e talento da comunidade cervejeira global”, afirma Chris Swersey, diretor de competição da World Beer Cup. “Ganhar um prêmio neste evento extremamente competitivo simboliza uma das maiores conquistas da arte de fazer cerveja. Parabéns aos vencedores deste ano por suas excelentes conquistas.”

Os Estados Unidos foram o país com mais medalhas conquistadas – 252 –, com 3,13% dos seus inscritos sendo premiados. O melhor aproveitamento foi da Irlanda, com 16,67%, ao faturar uma medalha com seus seis participantes. Já entre os países que amealharam mais de um prêmio, a Alemanha teve o melhor desempenho, de 4,26% (11 medalhas para 258 inscrições). E a Colômbia conquistou um inédito ouro, na categoria Specialty Saison, com a Saison Con Miel, da Pola del Pub, de Bogotá.

A categoria com mais cervejas inscritas foi a do estilo IPA, com 384 participantes, sendo que a medalha de ouro foi para a Hop-Fu!, da North Park Beer Co., de San Diego, na Califórnia. Outro destaque foi a cervejaria Wild Fields Brewhouse, de Atascadero, também na Califórnia, com quatro ouros conquistados. A lista completa de medalhistas pode ser conferida no link.

A partir de agora, a World Beer Cup terá nova periodicidade. Antes bianual, o evento passa a ocorrer em todos anos, com a próxima premiação já agendada para 10 de maio de 2023, durante a Craft Brewers Conference, marcada para Nashville, no Tennessee. As inscrições começarão a ser realizadas em outubro.

Outros prêmios
A Brewers Association também aproveitou a Craft Brewers Conference para realizar a sua premiação para a indústria. O prêmio Defesa da Indústria foi para Sam Hendler, cofundador da Jack’s Abby e presidente da Massachusetts Brewers Guild, cargo que ocupa desde 2020.

O prêmio Reconhecimento da Brewers Association foi entregue para Steve Hindy, fundador da Brooklyn Brewery. Já Karl Ockert, do Karl Ockert Brewing Services, recebeu o prêmio de Inovação em Cervejaria Artesanal.

Recém-criado, o Prêmio Mentor do Ano da Brewers Association teve destino duplo: Annette May e Ramon Tamayo. Annette compõe o corpo docente fundador do programa Schoolcraft College Brewing and Distillation Technology, sendo a primeira mulher a se tornar uma Cicerone certificada. Já Tamayo é gerente de fabricação de cerveja da Magnolia Brewing Co.

Ambev vislumbra ter 25% das vendas com segmento da Duplo Malte no longo prazo

Não será imediato, mas a Ambev acredita que, no longo prazo, as cervejas do segmento core plus, que tem Brahma Duplo Malte e Spaten como destaques no seu portfólio, poderão responder por 25% das vendas da companhia no Brasil. Essa perspectiva foi apresentada por Jean Jereissati, CEO da Ambev, durante a realização de comentários sobre o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2022.

Além disso, ele acredita que a Brahma Duplo Malte pode se consolidar como líder do seu segmento. “O espaço potencial para o core plus é de 25% do setor, no longo prazo, com o premium alcançando 20%. E estamos criando algo, com Duplo Malte e Spaten, para alcançar esse 25%. E aí com a Duplo Malte tendo a possibilidade de liderar esse mercado. Acreditamos que esse possa ser um segmento importante”, afirma.

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O objetivo, hoje, pode estar distante, mas a companhia destaca que cervejas do segmento core plus representam mais de 10% das suas vendas. E ações importantes foram adotadas com as marcas ao longo do primeiro trimestre, de acordo com a Ambev, com a Spaten continuando a expandir sua distribuição e volume, e a Brahma Duplo Malte lançando novas embalagens retornáveis e one-way, que devem ajudar a atender mais ocasiões de consumo.

Em termos gerais, a Ambev também teve crescimento na produção no primeiro trimestre do ano. O volume de cerveja chegou aos 45,082 milhões de hectolitros, uma alta de 3,6%, em relação ao mesmo período de 2021. No Brasil, a expansão foi de 2,1% de janeiro a março, para 22,011 milhões de hectolitros.

“Estamos satisfeitos com os volumes. A produção está acima do nível de 2019, ao contrário dos principais competidores. E o destaque são os produtos high-end, com o crescimento de 2 dígitos em um valor alto. O core plus, com Brahma Duplo Malte, Bohemia e Spaten, já representa mais de 10% dos nossos volumes”, avalia o CEO da Ambev.

Macroeconomia e preços
Em uma visão de curto prazo, a Ambev reconhece que há ainda alguma incerteza quanto à aceleração do aumento do consumo de cerveja no Brasil ao longo de 2022, um problema provocado por fatores macroeconômicos, como a perda do poder de compra e a continuidade da inflação. Mas o seu CEO ressalta que os resultados obtidos em fevereiro e março, após a desaceleração dos casos de coronavírus, foram positivos.

“Há dúvidas envolvendo a renda disponível para as pessoas no ano e quanto ao impacto inflacionário. Por outro lado, tivemos dois carnavais. A grande questão é o volume. E vemos uma evolução contínua do volume após um janeiro complicado, em função da Ômicron”, afirma.

Embora pondere que o nível de consumo de cerveja fora de casa ainda não tenha alcançado o nível pré-pandemia, de 2019, a Ambev já se planeja sem as estratégias adotadas nos piores momentos da crise sanitária. Assim, o fim quase total de medidas protetivas contra o coronavírus também podem repercutir em uma nova política de preços por parte da empresa.

No período restritivo, a companhia optou por evitar ao máximo o repasse da inflação para aqueles produtos consumidos no local, caso especialmente das garrafas de 600ml. Agora, como destacado nos comentários após a divulgação do balanço, não deverá haver tanta diferenciação entre produtos.

“Revisitamos toda a estrutura de preços e não queríamos colocar pressão no consumo local. Se o estressasse com preço, seria exagerado. Agora, temos uma estratégia mais geral, avaliando segmento e canal, com inflação e renda”, explica Lucas Machado Lira, CFO da companhia.

Balcão da Matisse: Speakeasy – História e tendências

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Balcão da Matisse: Speakeasy – História e tendências

Ninguém sabe quem inventou o termo “Speakeasy”, denominação genérica para bares clandestinos. Ele surgiu nos anos 1920 durante a vigência da lei seca nos Estados Unidos, provavelmente derivado de outros amplamente utilizados na época, tais como: “whisper! Speak easy! The police are watching!” Ou pode ter se inspirado na Inglaterra do século XIX, quando costumava-se rotular de “Speak Softly Shop” as lojas de fachada que vendiam produtos contrabandeados.

Mas os bares clandestinos ou escondidos sempre existiram, independentemente do fato de estar ocorrendo algo ilícito ou não. Muitas pessoas procuram esses estabelecimentos “speakeasy inspired” pela aventura ou prazer de estar em um lugar não convencional ou simplesmente para fugir do óbvio. Algo como visitar o Parque das Ruínas em vez do Pão de Açúcar ou comer uma salada de saião em vez de alface.

A atmosfera “underground” dos bares clandestinos também não deixou de ser atrativa e inspiradora. Um exemplo curioso é o Bathtub Gin & Co (Seattle, Washington, EUA). A começar pelo nome, que faz referência ao período da lei seca, em que muitos fabricantes clandestinos usavam a banheira de casa para produzir gin e vender aos bares igualmente clandestinos. Podemos imaginar a qualidade da bebida resultante. Sim, era horrível, por isso se misturava com frutas, especiarias, extratos e açúcar, dando origem aos drinques, como os conhecemos hoje.

O bar com salas baixas em vários níveis foi construído silenciosamente em 2009, em uma antiga sala de caldeira nos fundos de um edifício de tijolo. Embora a chegada seja por um beco escuro e pouco convidativo entre a primeira e a segunda avenida em Belltown, o bar dispõe de uma incrível variedade de bebidas de todas as partes do mundo, mesas e sofás confortáveis no nível inferior e até uma biblioteca.

Não precisamos ir tão longe para encontrar essas preciosidades. Elas estão por aí, embora nem sempre as enxerguemos. Em uma rua despretensiosa do centro de Niterói (RJ), por exemplo, passamos por um centro de saúde, uma borracharia, uma oficina e um grande portão marrom com galpões no interior, onde várias atividades ocorrem durante o dia. Mas em determinado momento as atividades cessam, as portas das cervejarias se abrem, as luzes se acendem e o local se transforma em uma vila cervejeira, com chopes fabricados pelas pequenas cervejarias artesanais ali instaladas, comida de boteco, drinques, música e muito espaço.

Com o avanço da vacinação e a consequente redução das restrições, as pessoas voltam a frequentar os bares, mas ainda com certa cautela, preferindo ambientes abertos e ao ar livre, o que deve se tornar uma tendência. Então, fica a pergunta: como serão os speakeasy do futuro? Mais no estilo do Bathtub Gin & Co ou da Vila Cervejeira? A minha aposta é que esses bares permanecerão meio que escondidos, mantendo o clima e o charme speakeasy inspired, mas com espaços abertos e ao ar livre.


Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

Cervejarias da Rota RJ se movimentam no Dia das Mães com kits e cardápios especiais

As marcas que fazem parte da Rota Cervejeira RJ prepararam uma programação especial para o fim de semana do Dia das Mães. Para que os seus clientes comemorem a data, cervejarias de Petrópolis anunciaram promoções com kits e cardápios especiais em razão da festividade deste domingo.

A Odin e a Bohemia, que possuem restaurantes no centro da cidade fluminense, disponibilizarão menus com diversos atrativos para homenagear as mães. No Casarão da Odin, haverá um cardápio batizado como Coração de Mãe. A primeira opção é o Plate de Churrasco, que serve até três pessoas por R$ 169 e conta com picanha, galeto, coração de galinha e costela bovina, além de farofa na manteiga, vinagrete, vegetais defumados, salada especial e arroz de costela como acompanhamentos.

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Uma segunda opção, chamada Peixe Pargo, garante almoço para até dois clientes e sai por R$ 129, sendo que na compra da refeição as mães ganharão um eco copo Odin recheado, com trufas Stout, e um outro presente escolhido pelo restaurante. Para completar, o estabelecimento terá promoção de chope no fim de semana.

A Bohemia, por sua vez, disponibilizará aos clientes um cardápio especial que será servido no sábado e no domingo, com valor de R$ 78 por pessoa e que dá direito a uma opção de entrada, ao prato principal e a uma sobremesa que poderá ser escolhida pelo consumidor.

A entrada do almoço trará caldinho de feijão ou croquete de carne e oferece três opções de prato principal: escalopinho de filé mignon, bobó de camarão ou meia costela ao molho barbecue. Já para a sobremesa, as pessoas poderão escolher entre uma torta de cheesecake ou de chocolate.

Este restaurante fica dentro do complexo da Bohemia, que em razão do Dia das Mães está dando acesso ao tour da cervejaria a todos os seus visitantes com o pagamento de meia-entrada. Para poder usufruir deste benefício, bastará ao frequentador mostrar um print da promoção ou da publicação da mesma, que ficará disponível na recepção do local.

Já a Colonus preparou um kit especial para as mães, que conta uma APA de 600ml da marca e dois sabonetes artesanais, sendo um feito de malte com ação antioxidante e outro de lúpulo com propriedades relaxantes e calmantes. Este kit é oferecido com duas opções de preços: R$ 62 na caixa de madeira ou R$ 45 na embalagem craft. O produto estará disponível na própria cervejaria, que fica no bairro Castelânea em Petrópolis, também podendo ser adquirido por meio do seguinte número de WhatsApp: (24) 99904-0664.

E a Brewpoint, localizada no bairro de Corrêas, é outra das cervejarias da Rota RJ que promove uma ação promocional inspirada pelo Dia das Mães. No seu bar Express, a marca presenteará as mães com um vaso de flores para quem fizer compras que superarem o valor de R$ 50. Já o brewgarden, que fica no centro da cidade, promete várias opções de pratos para celebrar a data e tocará em seu sistema de som uma seleção especial de clássicos da MPB a partir das 12 horas de domingo.