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Especial gestão: Desafios e soluções para a indústria da cerveja aproveitar a retomada

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Estar capacitado para atender a demanda crescente de um consumidor que alterou suas rotinas desde o início da pandemia é o principal desafio para as empresas da indústria cervejeira que desejam aproveitar o que parece ser um novo momento para o segmento. Afinal, ainda que a sociedade siga abalada pelos efeitos econômicos e sociais da crise sanitária, há uma expectativa de retomada acelerada das atividades. Mas que precisa vir acompanhada de uma boa gestão para que essa chance não seja desperdiçada.

Para ajudar a indústria cervejeira a estar mais bem preparada para lidar com o esperado crescimento, que deve ter o seu auge entre as festas de fim de ano e o próximo verão, o Guia conversou com especialistas e empresas fornecedoras de soluções em gestão cervejeira. E eles apontaram que o caminho a ser seguido é o de apresentar uma organização mais eficiente, enxuta e integrada.

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Após cerca de um ano e meio em que as companhias se preocuparam, primordialmente, com a sobrevivência, o momento de retomada precisa ser acompanhado por boa gestão administrativa e empresarial, algo que pode ser alcançado a partir do uso de sistemas que potencializam a produção cervejeira, integrando aspectos financeiros, contábeis, de controle do estoque e da logística da operação.

“Independentemente da etapa da cadeia em que a organização se encontra, seja ela uma cervejaria, distribuidora ou até mesmo lá na ponta, interagindo com o cliente final, como o bar ou o pub, por exemplo, as empresas que mostraram eficiência e que deram uma resposta rápida às mudanças abruptas ocasionadas pela crise foram as que obtiveram êxito”, avalia Luciano Waltrick, gestor comercial da BeerPass, empresa especializada em autosserviço de chope e bebidas.  

Agora, então, quando as demandas começam a se modificar – e a crescer –, é fundamental que o planejamento de produção esteja alinhado com as perspectivas. Para isso, no entanto, a cervejaria precisa ter atenção com vários parâmetros, como quantidade e prazo da fabricação, além de equipamentos, insumos e pessoal envolvido na operação.

“Se tratando de cerveja, este planejamento se torna ainda mais importante, pois sabemos que alguns produtos exigem períodos maiores para os processos de fermentação e maturação. Além de garantir o estoque de produtos, o planejamento da produção também irá garantir a execução das produções planejadas, visto que o gestor poderá organizar com antecedência a compra de insumos, o uso de equipamentos e a escala de colaboradores, entre outras demandas”, destaca Alam Correa, CEO e cofundador do BeerSales, fornecedor de sistemas para cervejarias.

Para Sanon Fortunato, diretor comercial da WebMais, para ter êxito no segmento não é suficiente apenas ser apaixonado pela cerveja ou investir em produção e equipamentos, algo que vai se perder se a gestão não for cuidadosa. “Mais comum é a dedicação que essas pessoas têm em investir nos equipamentos de produção, bem como em cursos de capacitação para desempenharem um bom trabalho. Contudo, identificamos que a priorização de investimento somente na parte da produção tem deixado as microcervejarias à mercê de uma gestão amadora e, principalmente, que não acompanha ou impulsiona o crescimento.”

Há, ainda, um outro alerta. Embora exista a previsão de retomada do consumo, o momento da economia nacional é muito instável, com a escassez de produtos, a inflação crescente e a taxa básica de juros em alta. E o crescimento do volume de vendas e da produção certamente virá acompanhado por mais demanda por matérias-primas em um momento em que várias cervejarias enfrentam dificuldade de caixa.

Isso torna ainda mais importante ter um eficiente sistema de controle de custos. “Esse é um dos pontos que um bom sistema de controle proporciona: um controle preciso dos custos, com controle de fluxo de caixa e resultados, permitindo explorar compras nos momentos corretos, aproveitando oscilações do dólar a favor e alcançando descontos crescentes para pagamentos à vista”, detalha Ewerton Miglioranza, fundador da BierHeld, nome do seu sistema de gerenciamento para cervejarias.

“Já na parte de produção, além de ter uma previsão dos insumos necessários para atender esse período de retomada, um sistema de controle também pode auxiliar com a disponibilidade de equipamentos, principalmente para as cervejarias que trabalham com o aluguel de chopeiras e barris, uma vez que não adianta ter o produto em estoque se você não pode levá-lo até o cliente em barris, por exemplo, o que é bastante comum em grandes festas e eventos”, acrescenta o fundador da BierHeld.

Soluções integradas
Para o diretor comercial da WebMais, uma gestão automatizada, que acaba com a necessidade de processos antes realizados e controlados manualmente, representa dois ganhos fundamentais: de tempo, o que permitirá seu investimento em outras ações de uma indústria cervejeira, e de segurança.

“É um tempo precioso que poderia ser projetado para estratégias de crescimento ou melhoria da bebida. Sem falar que todo este controle físico fica vulnerável a uma série de perigos, como perda de dados, exclusão indevida de arquivos, avarias nos equipamentos e até mesmo ataques cibernéticos (roubo de dados). Diferentemente disso, um sistema online, cujos dados ficam armazenados em nuvem, é muito mais seguro”, argumenta Sanon Fortunato.

Já para o fundador da BierHeld, uma empresa só vai conseguir crescer se tiver o controle de todos os passos da sua operação, desde a compra dos insumos até a entrega do barril. Ter as informações sobre as etapas e resultados é, em sua visão, fundamental para que decisões acertadas para a expansão sejam adotadas. E é algo que ele assegura que o seu software fornece aos clientes.

Muitas micro e nanocervejarias iniciam suas atividades sem um sistema de controle definido, fazendo com que as informações sobre o seu negócio fiquem espalhadas, o que impossibilita uma expansão ordenada. Perguntas como ‘qual é o cliente ou setor que mais me dá lucro?’, ‘qual área ou cidade eu devo focar?’ devem estar sempre claras na cabeça do empreendedor, e isso pode ser respondido de forma fácil, através de um sistema de gestão focado em cervejarias

Ewerton Miglioranza, fundador da BierHeld

Breno Guaitolini, gerente de operações da Open Manager, também acredita que as soluções para melhorar a gestão devam passar por uma observação integrada da operação, por etapas que incluem a captação do cliente, passando pela gestão de suprimentos, controles de produção e estoque, além da gestão de vendas, da logística e financeira.

Assim, Guaitolini aposta em soluções para a gestão de compra “com ferramentas que auxiliam por completo, começando pela solicitação interna de materiais, cotação integrada com múltiplos fornecedores e finalizando com a entrada da nota fiscal/estoque”. Também destaca o controle fiscal ao atender “situações específicas para vendas em cervejarias trabalhando com substituição tributária, margem de valor agregado e redução na base de cálculo caso necessário”.

Automação dos processos
Para o gestor da BeerPass, os avanços em gestão passam diretamente pela automação dos processos. E é isso que a companhia espera oferecer para as empresas a partir do seu sistema de autosserviço.

“Permite ao estabelecimento, seja ele um bar, pub, brewpub ou taproom, automatizar as suas torneiras, gerando assim eficiência, qualidade e velocidade no atendimento. Outra grande vantagem é que toda a cerveja servida é registrada em nosso sistema, permitindo ao estabelecimento analisar todas as informações da sua operação cervejeira. Através de nosso Beer Intelligence é possível a um brewpub, por exemplo, controlar o estoque dos seus barris, analisar tanto o comportamento de venda quanto o desperdício de suas cervejas, bem como o perfil de consumo de seus clientes”, diz Luciano Waltrick.

A BeerPass também crê que o autosserviço ajuda a atender uma demanda do consumidor em um período em que o contato entre humanos ainda impõe riscos à contaminação pelo coronavírus. “A maioria dos consumidores prefere interagir com máquinas e aplicativos do que com outros humanos. Essa mudança tem feito com que soluções de autoatendimento, como a da Beerpass, sejam muito importantes para facilitar o consumo e viabilizar a venda de cerveja nesse novo e próspero momento que estamos iniciando”, completa Waltrick.

Conheça mais sobre as principais empresas fornecedoras de soluções em gestão cervejeira:

Beerpass

Endereço:  Rua Tiradentes, 15, sala 21, São José (SC)
E-mail: vendas@beerpassclub.com
Telefones (48) 99833-1967

A Beerpass é uma empresa especializada em desenvolvimento de soluções para gestão que prometem transformar a experiência dos seus clientes e deixar seus bares mais lucrativos através do autosserviço de chope. Para o setor cervejeiro, outra solução oferecida é o sistema de gestão do estabelecimento.

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BeerSales

Endereço: Rua Venâncio Aires, 902, sala 301, Santa Cruz do Sul (RS)
E-mail: comercial@beersales.com.br
Telefone: (51) 3715-2785

O BeerSales é um software de gestão completo, desenvolvido para atender as necessidades do mercado cervejeiro brasileiro. Completando 10 anos de atuação em 2021, atualmente está presente em mais de 600 empresas, entre cervejarias com produção própria, ciganas ou distribuidoras, espalhadas por 24 estados. Com o BeerSales as companhias possuem mecanismos e ferramentas que possibilitam a gestão de seus negócios desde a chegada do insumo, até a entrega do produto ao consumidor, controlando a produção e o planejamento. Emite NF-e e NFC-e e ainda administra o fluxo de caixa com contas a pagar e a receber.

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BierHeld

Endereço: Rua Giocondo Felipe, 871, Francisco Beltrão (PR)
E-mail: contato@bierheld.com.br
Telefone: (46) 99940-0501

O BierHeld é um software de gestão empresarial voltado para cervejarias, com o controle do processo produtivo, comercial, fiscal e gerencial. Além das soluções básicas de um ERP, a empresa também conta com outras exclusivas para o setor, como rastreio de equipamentos (barris e chopeiras); controle de envases de tanques em barris, latas e garrafas; calendário de produção; e controle de entregas e devoluções.

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Open Manager

Endereço: Rua Chopin, 83, Edifício WE Soares, sala 301, Serra (ES)
E-mail: comercial@openmanager.com.br
Telefones (27) 98181-7000

O Open Manager foi lançado em 2016 no mercado como uma das mais novas soluções ERP em nuvem. Criada no Espírito Santo, a empresa leva ferramentas de gestão para todo o Brasil. Entre as principais soluções estão o controle de clientes; controle de estoque com módulo de formação de preço de venda; CRM; controle de produção; gestão de compras; gestão de vendas; módulo de entregas; módulo financeiro; módulo fiscal complet; e gráficos gerenciais.

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WebMais

Endereço:  Av. Centenário, 1540, Criciúma (SC) 
E-mail: comercial@webmaissistemas.com.br
Telefone: (48) 3512-7777

A WebMais Sistemas é uma desenvolvedora de software ERP especializada na gestão de indústrias e distribuidoras. Com uma plataforma 100% online capaz de gerenciar toda a parte de administração, finanças, produção e expedição, o software atende indústrias de pequeno, médio e grande porte a partir de um conceito de gestão que simplifica processos, elimina procedimentos manuais e entrega ao gestor as análises gerenciais necessárias para tomadas de decisões estratégicas. Conta com dois produtos principais que atendem diferentes portes de empresa: o ERP WebMais, uma solução 100% online, que proporciona um gerenciamento completo da indústria ou distribuidora; e o WebFit, que é uma versão menor do ERP, também 100% online, que oferece uma gestão mais simplificada, voltada a pequenas cervejarias.

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Ambev leva projeto de acesso à água para zona leste de São Paulo e o Alto Tietê

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A Ambev decidiu ampliar o alcance da sua iniciativa para ajudar no acesso à água para grandes centros urbanos. A multinacional cervejeira anunciou a realização de um projeto que promete atender cerca de 24 mil pessoas de comunidades da região leste de São Paulo e do Alto Tietê.

Nessa ação, a Ambev estima entregar mais de 6 mil filtros de barro para famílias do leste da capital paulista e das cidades de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Salesópolis e Suzano. Esse tipo de material elimina aproximadamente 95% do cloro, parasitas e metais pesados. Além disso, a cerâmica reduz a temperatura da água em até 5º C se o filtro for mantido em local protegido, deixando-a fresca e pronta para o consumo.

Leia também – Ação da Ambev mostra força em agosto, mas analistas divergem sobre futuro

Com a iniciativa, a Ambev atua para ampliar o papel social da sua água AMA. O projeto foi criado em 2017 pela empresa, tendo o objetivo de ajudar no acesso à água de qualidade. No semiárido brasileiro, por exemplo, a empresa afirma ter levado água a 57 comunidades de 38 municípios, com mais de 223 mil pessoas beneficiadas. De cisternas a sistemas comunitários construídos, a empresa aplicou tecnologia e adaptações para que famílias de nove estados pudessem contar com água potável para consumo e para outras atividades essenciais.

Agora, então, a companhia decidiu levá-lo para grandes cidades. Em São Paulo e no Alto Tietê, o projeto está sendo realizado durante todo o mês de setembro em parceria com a Deep, tendo o objetivo de melhorar o acesso das comunidades à água filtrada.

“Começamos, em 2017, no semiárido do Brasil e nossos esforços não param. Agora, a AMA abraçou um novo desafio: ajudar a reverter realidades invisíveis dos grandes centros”, conta o gerente de impacto social da Ambev, Carlos Pignatari.

De acordo com o executivo, a Ambev agora entendeu ser importante também levar o acesso à água de qualidade para as famílias beberem e cozinharem nas regiões periféricas de grandes centros urbanos. “A decisão de extrapolar o impacto social da Ambev vem da própria essência da água AMA quando a criamos: levar água a quem precisa, não importa onde”, completa Pignatari.

Além de facilitar o acesso à água de qualidade, a Ambev e a Deep também têm atuado especificamente com a preocupação de beneficiar a distribuição de renda dentro dessas comunidades. Para isso, as companhias priorizaram a contratação de mulheres entre 40 e 45 anos para ajudar no projeto.

Combate à insegurança alimentar
Em uma iniciativa paralela, a Ambev realizou neste sábado uma ação de arrecadação de alimentos perecíveis em troca de cerveja no Rio de Janeiro e em outras cidades do estado, como Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Piraí. Foi um drive-thru solidário, com a troca de um quilo de alimento não perecível por uma cerveja produzida especialmente para a ocasião.

A expectativa era de arrecadar 140 toneladas de alimentos. O material será doado para entidades carentes da região selecionadas pelas ONGs Instituto Reação, Abraço Campeão, Instituição Espírita Oasis no Caminho, Todo Juntos e Ninguém Sozinho e Associação Pestalozzi de Cachoeiras de Macacu, entre outras.

“Vizinhas”, Bragantina e Los Compadres se unem para lançar uma Grisette

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Procedentes da mesma região e parceiras em diversas etapas da atividade cervejeira, Bragantina e Los Compadres se uniram para colocar em prática aquilo que mais as une, no seu objetivo-fim: a cerveja. Foi essa confluência de atuações que as levou a produzir, juntas, a Louise Grisette.

As duas marcas são da região bragantina, no interior paulista. E, enquanto a Bragantina até a carrega em seu nome, estando localizada em Bragança Paulista, a Los Compadres fica em Atibaia. Estão separadas por uma distância inferior a 30 quilômetros. E, ao mesmo tempo em que atendem a um público parecido, têm atuado coletivamente para aumentar o alcance, tornando a atividade mais lucrativa.

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Como explica Tarcízio Candelária, sócio-proprietário da Bragantina, as marcas já faziam várias ações juntas, como a compra de insumos. Mas faltava a mais óbvia: produzir uma colaborativa. “Temos uma admiração mútua pelos trabalhos e uma proximidade. Começamos a fazer algumas compras em conjunto e então veio a ideia de fazermos uma cerveja juntos.”

Com a ideia definida de unir forças para uma colaborativa, tirar a Louise Grisette do papel foi um passo natural. Coletivamente, Bragantina e Los Compadres definiram o estilo e a receita. E as etapas para que a cerveja chegue ao consumidor também são bem divididas: a marca de Bragança Paulista fica responsável pela sua produção, enquanto o seu envase é de responsabilidade da artesanal de Atibaia.

Clássica e rara
A cerveja leva o seu estilo – Grisette – no nome e possui 4,1% de graduação alcoólica. Tem, ainda, 8,5 IBUs. O estilo, antigo e hoje pouco reproduzido, é uma Ale belga de teor alcoólico e amargor baixos, sendo produzido com malte de trigo. Não filtrado, tem certa turbidez e uma coloração amarelo vivo a amarelo palha, sendo fácil de beber e refrescante.

“Decidimos fazer uma cerveja clássica, de um estilo clássico, tentando repetir o que era feito na época na Bélgica, na França, no século XIX. A ideia da fermentação foi de simular algo que acontecia na época, com a fermentação espontânea”, destaca Alexandre Gonçalves, sócio-proprietário e diretor-geral da Los Compadres

A sua fermentação é mista e inclui o uso da levedura brettanomyces, como explica Mariana Linhares, sommelière e responsável pelo marketing da Bragantina.

Será apenas essa edição especial, e especial mesmo, porque, além dos ingredientes, tem o fato de termos feito fermentação com brettanomyces, o que dá um charme muito especial na cerveja

Mariana Linhares, sommelière e responsável pelo marketing da Bragantina

O rótulo também recebeu a adição da fruta lichia em sua receita. “A ideia aqui foi de dar uma tropicalizada, pela adição de frutas, algo que está bastante em evidência no Brasil. E sendo algo que apareceria no sabor”, acrescenta o sócio da Los Compadres.

De acordo com as parceiras, o nome Louise Grisette foi criado com o intuito de remeter à força das mulheres do século XIX, tanto que a cerveja leva em seu rótulo uma dançarina de cancan, bastante popular no período, especialmente em cabarés franceses, depois sendo “exportada” para países de todo o mundo.

Através do e-commerce, a Louise Grisette está disponível para entregas em oito estados – Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo –, além do Distrito Federal. Ela também pode ser encontrada em bares especializados e nas taprooms da Bragantina e da Los Compadres em chope ou lata de 473ml.

Brewpoint faz ações ambientais e reforça ligação entre cerveja e natureza

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Turismo, natureza e cerveja. São os termos que podem ser aplicados à atuação da Brewpoint. Localizada na região serrana do Rio de Janeiro, em Petrópolis, a marca tem não apenas se pautado pela busca por excelência em rótulos, mas também pela preocupação com a preservação do meio-ambiente que a circunda.

Não é à toa, afinal, que a região é reconhecida pelo turismo que unifica a cerveja e a natureza, por estar cercada de montanhas, rios e cachoeiras. Atrativos que podem ser aproveitados pela população local e por visitantes.

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“Nossa cerveja nasce em uma cidade rodeada pela natureza, que graças a ela nos proporciona qualidade de vida e opções de esporte e lazer para a população local e os visitantes. Queremos estimular uma conduta consciente nestes locais”, comenta José Renato Romão, sócio da cervejaria de Petrópolis.

Foi com essa motivação que a Brewpoint participou da criação do Movimento Serra Limpa, atuando ao lado de outras três empresas da cidade – Soul Petrópolis, Firma Criadores e Lithium – na limpeza de áreas naturais.

E a primeira operação do movimento foi na Cachoeira da Rocinha, no bairro de Secretário, onde havia grande acúmulo de detritos. Uma equipe de voluntários – incluindo funcionários da Brewpoint – realizou o recolhimento do material.

Outro ponto de intervenção da cervejaria e dos seus parceiros foi a rampa de salto do bairro Parque São Vicente. Conhecido pelo lindo pôr do sol e por ser utilizado como ponto de salto de asas deltas e parapente, o local também sofre com o acúmulo de lixo. O material foi recolhido, assim como foram instaladas placas educativas e lixeiras.

Em uma iniciativa feita separadamente, a Brewpoint ainda realizou o plantio de diversas mudas de árvores nativas em uma área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. A ação teve o apoio da Secretaria de Meio Ambiente de Petrópolis, que doou as mudas plantadas, como pau-brasil, ipês amarelos, goiaba roxa, paineiras e pitangas, além de mais de 100 sementes de palmeira jussara.

Inflação da cerveja desacelera e destoa da alta histórica do IPCA e dos alimentos

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Ao contrário do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e dos demais itens de alimentação e bebidas, o preço da cerveja no domicílio desacelerou em agosto e fechou o oitavo mês de 2021 com uma inflação de apenas 0,29%, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE.

A alta pouco expressiva da cerveja fez com que o item tenha terminado agosto com uma aceleração acumulada de 3,49% em 2021. E sua inflação está em 7,62% no somatório dos últimos 12 meses.

Leia também – Fabricação de bebidas retrai e influencia recuo da indústria ao nível pré-pandemia

O preço da cerveja no domicílio pode ter crescido pouco em agosto, mas não a inflação oficial. O IPCA foi de 0,87%, o maior para o oitavo mês do ano desde 2000, embora 0,09% inferior a julho. A inflação também chegou a 5,67% em 2021 e passou a acumular alta de 9,68% nos últimos 12 meses.

Atrás apenas do transporte em termos de impacto, o grupo alimentação e bebidas contribuiu com 0,29% para o IPCA de agosto ao ter expressiva alta, de 1,39% em agosto. Assim, já registra inflação de 4,77% em 2021. E, mais alarmante, de 13,94% nos últimos 12 meses.

Mas o seu ritmo de alta foi bem diferente ao da cerveja em agosto. O item fora do domicílio praticamente permaneceu estável em agosto, com inflação de apenas 0,05%. Agora, então, a variação é de 3,14% em 2021 e de 5,94% no período de setembro de 2020 até agosto de 2021.

No oitavo mês do ano, por sua vez, o item outras bebidas alcoólicas no domicílio até apresentou deflação, de 1,90%. Ainda assim, o acumula alta de 3,04% no ano. E fechou os últimos 12 meses em 8,56%.

Fora do domicílio, porém, o item apresentou desempenho semelhante ao do IPCA, com inflação de 0,89% em agosto. Mas a sua inflação está em apenas 1,17% em 2021. E ficou em 4,72% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

Brasil tem 9 cervejas premiadas no World Beer Awards; Veja as vencedoras

As cervejas brasileiras receberam nove premiações na edição 2021 do World Beer Awards, considerado um dos mais importantes concursos do setor no mundo. Foi, assim, um resultado melhor do que o do ano passado, quando seis rótulos do país haviam recebido o reconhecimento em seus respectivos estilos.

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Os destaques foram a Wäls, que colocou dois rótulos entre os melhores – 42 (Pale Bière De Garde / Saison) e Fruit Lambic (no estilo que leva o mesmo nome) -, assim como a Colorado, que teve outras duas conquistas.

Na premiação divulgada nesta quinta-feira, além do êxito de Wäls e Colorado, a Ambev teve outros importantes destaques entre suas marcas. Foi o caso da Goose Island e da Brahma, ambas com um prêmio cada.

A festa brasileira no World Beer Awards 2021 também teve espaço para cervejarias artesanais: Albanos, Leopoldina e Lohn Bier ficaram com um prêmio cada e completaram a lista de cervejarias nacionais vencedoras do importante evento.

O reconhecimento através da premiação traz benefícios para as cervejas, como figurar na publicação anual da World’s Best Beers, além do direito de usar o selo de medalhista em seu material de divulgação.

A escolha das melhores cervejas se dá através de critérios sensoriais em dez categorias reconhecidas internacionalmente, com suas subdivisões. Anteriormente, havia sido realizada uma primeira rodada de premiações, por país. Confira no link as brasileiras que haviam sido reconhecidas.

Confira a lista das cervejas brasileiras destacadas como melhores do mundo no seu estilo pelo World Beer Awards:

Melhor IPA English Style: Colorado Indica
Melhor IPA Session: Midway, da Goose Island
Melhor International Lager: Brahma Chopp
Melhor Pale Bière De Garde / Saison: 42, da Wäls
Melhor Berliner Weisse: Catharina Toca, da Colorado
Melhor Fruit Lambic: Fruit Lambic, da Wäls
Melhor Oud Bruin: Accidentally Sour – Brown, da Albanos
Melhor Speciality Brut: Italian Grape Ale, da Leopoldina
Melhor American Style Wheat Beer: American Wheat Wine, da Lohn Bier

Entrevista: “O turismo de confraternização, cervejeiro, vai crescer muito”

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A pandemia do coronavírus freou a atividade turística, mas a aceleração da vacinação dá esperanças para a sua retomada sob a perspectiva de atender a uma demanda que ficou reprimida por meses. É sob essa perspectiva que o secretário de Turismo de Teresópolis, Maurício Weichert, tem atuado, buscando ordenar a forte demanda por eventos ao mesmo tempo em que adapta as ações da atividade a uma nova realidade em uma cidade bastante associada à cerveja, como destaca em entrevista ao Guia.

Na conversa, Weichert aponta que o turismo cervejeiro deverá ser um dos favorecidos nesse período de retomada por sua característica de promoção de encontros, algo que ficou impossibilitado de acontecer durante meses, em função das medidas adotadas para evitar a propagação do coronavírus. E destaca que Teresópolis está preparada para atender a busca por esse tipo de atividade.

Afinal, a cidade da região serrana do Rio conta com uma série de cervejarias que podem atrair visitantes, além de ter acelerado, mais recentemente, o cultivo da cultura do lúpulo. A flor, além de ingrediente, pode se tornar um atrativo para quem não está interessado apenas em conhecer rótulos, fábricas ou bares, mas também as etapas da produção de uma cerveja, em uma imersão mais completa durante uma viagem de turismo.

Além disso, assim como outras prefeituras da região serrana, Teresópolis firmou acordo com a Rota Cervejeira RJ para fomentar o turismo e as marcas locais, em uma parceria que ajuda a divulgar as cidades ao mesmo tempo em que abre espaço para as suas cervejarias. E permite uma experiência mais completa para quem quer unir essas culturas.

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Confira, abaixo, as reflexões de Maurício Weichert, secretário de Turismo de Teresópolis, na entrevista ao Guia sobre o momento da atividade e como a cerveja pode se inserir nela:

Como Teresópolis e os responsáveis pela atividade turística lidaram com os desafios impostos pela pandemia?
Teresópolis teve um encaminhamento interessante e um pouco diferente das demais cidades durante esse período de pandemia. A cidade cresceu muito na questão imobiliária, por nós termos uma boa infraestrutura na cidade, estarmos apenas a 90 quilômetros do Rio de Janeiro, tendo uma qualidade de vida excelente, sendo uma das cidades mais seguras, cercada por verde. Nós temos três unidades de conservação, uma gastronomia muito boa, temos uma internet muito boa e muitas cervejarias. Nunca chegamos a estar em lockdown, tivemos redução de capacidade, com controle de entrada e de acesso. Com isso, a nossa hotelaria conseguiu se sustentar. Muita gente do Rio de Janeiro veio primeiro passar a temporada e acabou se apaixonando pela qualidade de vida, decidindo morar aqui na nossa cidade. A gente, de um grande problema, aproveitou uma grande oportunidade. E não ficou só na oportunidade, aproveitamos e usufruímos dela, fazendo uma valorização da nossa cidade, do nosso turismo.

Teresópolis já retomou o nível de atividade turística pré-pandemia?
O que a gente entende e já ouviu em comentários de alguns empresários é que a atividade está retomando com muita força, deixando a percepção de que a gente está igual ou melhor do que em 2019. A expectativa é muito positiva, eu tenho recebido algumas demandas de algumas redes hoteleiras querendo entrar na cidade. E isso é um ótimo sinal. Estamos bem otimistas quanto a esse trabalho, mas realmente todo mundo tem que se vacinar, nós temos que manter ainda o controle sanitário para continuar com essa evolução.

Como o turismo associado à cerveja está inserido na rotina de Teresópolis?
A gente fez aqui um trabalho de segmentação turística. O ecoturismo está em primeiro lugar, pois temos três unidades de conservação. Estamos no meio de um vale e esse vale é cercado por unidades de conservação. Então temos que trabalhar isso, é um segmento muitíssimo interessante. Depois temos o turismo rural, porque temos uma agricultura pujante aqui. E aí vem o segmento do turismo cervejeiro gastronômico, uma fortaleza nossa, temos muitas cervejarias aqui. Então, a gente entende que é um legado da cidade, nós fomos batizados agora como capital nacional do lúpulo. E estamos plantando lúpulo aqui, um ingrediente essencial. Tem dado certo e vai agregar ainda mais ao turismo cervejeiro. Além de visitar todo o processo produtivo, também se pode visitar uma plantação de lúpulo, que é uma planta exótica, que vem sendo introduzida na nossa região. Isso é um diferencial. Os visitantes ficam doidos para saber como é feito o processo produtivo. E para as empresas é muito interessante, porque isso gera um marketing para elas, de responsabilidade social e ambiental, mostrando como são feitos os insumos.

Como o cultivo do lúpulo pode incrementar o turismo cervejeiro na região?
A Rota Cervejeira, que é uma associação turística de turismo cervejeiro com marcas que compõem os cinco municípios da região Serra Verde Imperial, vem fazendo esse trabalho de captar essas plantações para poder transformá-las em produto turístico. O lúpulo é uma trepadeira que aqui na nossa região fica com quase 3 metros de altura. E as pessoas adoram entrar no meio da plantação para poder fazer fotografia, fora o aroma. Também tem o evento da colheita. A Rota Cervejeira está planejando isso, junto aos produtores, de fazer um grande evento para essa colheita. Acredito que a gente tenha uma colheita no final do ano e que possa já ter um evento muito bacana, muito estruturado de até dois, três dias de duração. São oportunidades que a gente vai juntando. Para quem quer fazer um dia inteiro de turismo cervejeiro, às vezes, visitar três cervejarias pode ser cansativo – ouvir sempre o mesmo assunto, provar tantas cervejas. No meio disso, você tem um intervalo para poder ver uma plantação.

Como funciona a parceria entre a Rota Cervejeira e a prefeitura de Teresópolis?
Aqui em Teresópolis, a gente fez um termo de cooperação entre a Rota Cervejeira e a prefeitura, definindo como primeiro item o treinamento sobre turismo cervejeiro. Então, a Rota vai trabalhar uma qualificação dos profissionais da Secretaria de Turismo, uma junção para que a gente tenha mais pessoas falando a mesma coisa sobre o turismo cervejeiro, vendendo cada vez mais o turismo cervejeiro e conhecendo como isso acontece. O número 2 foi a participação em eventos, seja com a Rota como proponente, seja com a prefeitura como proponente, um levando o outro. O outro ponto que a gente colocou nesse termo de cooperação foi disponibilizar espaço onde a Secretaria de Turismo está presente para que a Rota também possa ter uma promoção, uma ativação do seu trabalho, do seu turismo cervejeiro. Nós temos aqui em Teresópolis uma feira de artesanato com 550 expositores aos finais de semana e feriados. E a gente disponibiliza um espaço para eles fazerem a ativação. Nós temos os nossos centros de atendimento ao turista onde disponibilizamos espaço para eles.

O que a pandemia mudou no turismo e se tornará duradouro nessa atividade?
Ponto 1: a questão da higiene. Já era para muitos uma preocupação e, mais do que nunca, vai ser um legado que vai ficar. Esse é um legado positivo. Número 2: eu entendo que os períodos de hospedagem possam se tornar maiores, porque muitas empresas adotaram o home office, muitas empresas que tinham dois, três prédios estão devolvendo os prédios e ficando com um, fazendo com que os funcionários trabalhem em formato de rodízio ou 100% home office. São modificações na forma de trabalhar que vão impactar obviamente na questão do turismo. Com isso, as pessoas teoricamente vão viajar para aqueles locais que tenham internet de alta qualidade. As cidades também precisam ter uma rede de saúde hospitalar de boa qualidade.

Aqueles que ficaram enclausurados estão doidos para estarem em contato com a natureza, algo que já vinha em uma crescente. E eu entendo que isso vai aumentar muito. E o turismo cervejeiro, que é o turismo de confraternização, de estar com os amigos, de fazer esse tipo de atividade, também vai bombar. Ah, o meu aniversário vai ser um dia de turismo cervejeiro em Teresópolis. Coloco meus amigos todos em um ônibus e o meu presente de aniversário é vocês passarem um dia comigo. Isso já era algo que a gente fomentava que acontecesse. Eu acho que as pessoas estão muito carentes de um abraço. E a cerveja é uma ótima desculpa para isso. E aí as pessoas podem tomar um chope de qualidade e uma cerveja diferente, de um aroma diferente.

E como Teresópolis está preparada para atender a essas tendências?
Nós temos boa internet, hospitais em expansão, fizemos todo um trabalho aqui de protocolos sanitários. Temos um sanitarista na nossa equipe de turismo para poder apoiar todos os empreendedores. Na parte do turismo cervejeiro, com o vínculo de confraternização, de poder aglomerar, de poder beber junto, aqui se pode conhecer o processo produtivo. Não é só sentar em um bar e beber. Você tem conteúdo, conhecimento, e entretenimento, que são as experiências turísticas, os atrativos das fábricas, dos pubs ou às vezes até de uma cervejaria cigana, que faz uma ativação dentro um estabelecimento, de um hotel, com harmonização com queijos, por exemplo.

Como você imagina o turismo nos próximos meses em Teresópolis e como vocês estão se estruturando para isso?
A gente tem uma fila de eventos. A primeira coisa é gerir esse calendário de eventos, porque tem muita gente querendo fazer ao mesmo tempo, não só porque gosta, mas também porque é uma questão de se sustentar financeiramente. Estamos aqui para poder apoiar os produtores de eventos, sejam eles cervejeiros ou não. Nós temos um trabalho de criação de políticas públicas que possam ser atrativas, fazer com que mais empresários venham investir na nossa cidade, venham empreender aqui, porque temos muita oportunidade. E desejamos crescer de modo sustentável e estruturado. E estamos trabalhando em três novas legislações: uma de transportes turísticos, outra de eventos e mais uma da nossa feira de artesanato.

Movimento une 60 cervejarias para o lançamento de Bitters nesta quarta

Dia seguinte ao da Independência do Brasil, o 8 de setembro terá um significado diferente em 2021 e, quem sabe, poderá se tornar perene para o setor de artesanais. A data, afinal, marca a primeira edição do Bitter Day, iniciativa que uniu 60 marcas em torno do movimento Toda Cerveja para o lançamento simultâneo de rótulos do estilo inglês. A ação é marcada por ineditismos e novidades, seja pela grandiosidade do número de cervejarias envolvidas ou mesmo pela escolha de um estilo menos óbvio para ser apresentado ao público.

O mercado de artesanais é conhecido por algumas iniciativas em grupo, como a criação de cervejas colaborativas, mas não com a expressividade do Bitter Day. O evento, inclusive, surgiu da congregação de diferentes cervejeiros, que trocavam suas experiências e impressões sobre bebidas e mesmo rótulos raros, quando decidiram pela realização de algo maior. E que se expandiu rapidamente.

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Um grupo de WhatsApp de cervejeiros foi o agregador para trazer marcas de diferentes cidades e estados brasileiros para a iniciativa. E, para tirá-la do papel, foi criado o movimento Toda Cerveja, fundamental para viabilizar e gerenciar o Bitter Day.

O grupo, assim, organizou o que, antes, parecia um mero desejo: o lançamento coletivo de cervejas de um único estilo – e suas variantes – em uma única data, o 8 de setembro. E, para traçar estratégias e plano, os principais responsáveis pelo Toda Cerveja buscaram unificar a atuação.

Cada cervejaria e brewpub participante realizou um pagamento de R$ 100. E, com o valor arrecadado, foi possível contar com o trabalho de assessoria de imprensa, desenvolvimento de rótulos padronizados e gerenciamento de redes sociais, para que a iniciativa aumentasse o seu alcance e tivesse uma mesma identidade visual para todas as participantes, com um rótulo único, estampando o Big Ben.

Com esse recorte, houve a união de cervejarias de diferentes regiões do Brasil, assim como marcas que possuem atuação, tamanho e acesso a mercados diferentes, como lembra Janderson Martini, da Old Captain, uma das lideranças do Toda Cerveja.

“A gente vê muita união entre duas, três cervejarias, para produzir uma colaborativa, por exemplo, ou para troca de informações. Mas é difícil a gente ver um projeto que englobe todo mundo. E isso ajudaria a saber como funcionam os diferentes mercados. A gente não deve se ver como concorrente”, argumenta Janderson.

Entre as 60 participantes, existem marcas do Rio Grande do Sul, estado que agrega a maior parte das cervejarias: 28. Mas também há empresas de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. E, enquanto 50 delas estão lançando Bitters nesta quarta-feira, outras dez já contavam com rótulos do estilo em seu portfólio e usarão a data para divulgá-los novamente.

Com a escolha pelas Bitters, Janderson espera atrair o olhar do cervejeiro para um estilo inglês que não está entre os mais usuais dentro do segmento, ao menos no Brasil, e aproximar o consumidor delas, que têm, como representante mais conhecida, a London Pride, da Fuller’s.

“Esperamos instigar as cervejarias a explorarem esse estilo. Tem muitas cervejarias que têm Bitter e a gente nem conhece”, acrescenta o profissional da Old Captain, avaliando que as Bitters podem se adaptar bem às características brasileiras.

“Acreditamos que a consolidação e o crescimento do mercado nacional de cerveja passam por provocarmos o consumidor para que ele conheça estilos além das Pilsen e das IPAs, que lideram as vendas. A adesão de 60 cervejarias e brewpubs a esta primeira ação, dedicada a cervejas da escola inglesa, mostra que esse é um sentimento compartilhado”, acrescenta Janderson.

Mas ele garante que essa edição inicial do Bitter Day é apenas o começo. A ideia é que não apenas essa iniciativa se torne anualizada como, também, seja o primeiro passo para outros lançamentos coletivos, de variados estilos de cerveja.

Não vai parar no Bitter Day. No ano que vem, vamos fazer uma força para o Bitter Day, mas também queremos fazer algo a cada dois meses de lançamentos simultâneos. Pode ser de cervejas tendo insumos brasileiros, por exemplo

Janderson Martini, da Old Captain

“Temos certeza de que é o primeiro de muitos movimentos coletivos que vamos realizar”, complementa Vinicius Soares Cordeiro, sócio das marcas Ruradélica e Veterana.

As Bitters
As Bitters estão divididas em três estilos: Ordinary Bitter, Best Bitter e Strong Special Bitter, sendo cervejas de alta fermentação, cor levemente acobreada e com a presença de lúpulos ingleses. E suas principais características, de acordo com o Beer Judge Certification Program (BJCP), são o alto drinkability e a refrescância.

A mais leve, a Ordinary Bitter, pode ter entre 3,2% e 3,8% de teor alcoólico e de 25 a 35 IBUs. As Best Bitters, conhecidas também como Special Bitters, podem ter entre 3,8% e 4,6% de graduação alcoólica e amargor de 25 a 40 IBUs. Já as Strong Bitters, conhecidas também como Extra Special Bitters ou ESB, apresentam teor alcoólico que varia entre 4,6% e 6,2% e índice de IBUs entre 30 e 50.

“São fáceis de produzir, gostosas de tomar, combinam com nosso clima, não são pesadas, mas também não são fáceis de encontrar. São mais maltadas, algumas com lúpulo resinoso e terroso. Bem executado é um ótimo estilo, mas a gente não vê tanta opção no Brasil”, reconhece Janderson.

As participantes
Confira a lista com as 60 participantes do Bitter Day. As cervejas podem ser encontradas nos e-commerces das marcas ou nos seus tradicionais pontos de venda:

Mestra (ES / Serra)
Dona Lupulina (GO / Goiânia)
Cervejaria Küd (MG / Nova Lima)
Bonito Beer Cervejaria (MS / Bonito)
Cervejaria Heresia Eireli (MT / Cuiabá)
Cervejaria LaCerva (MT / Cuiabá)
Cervejaria Louvada (MT / Cuiabá)
Cervejaria Rondonópolis (MT / Rondonópolis)
Ade Bier (PR / Castro)
Divino Malte (PR / Umuarama)
Fábula Cervejas Especiais (PR / Toledo)
Brewpoint / CCS (RJ / Petrópolis)
Babel (RS / Porto Alegre)
Brew Up (RS / Campo
Cervejaria Alcebier (RS / Novo Hamburgo)
Cervejaria B73 (RS / Pelotas)
Cervejaria Divisa (RS / Santana do Livramento)
Cervejaria Ruizoca (RS / Dom Pedrito)
Cervejaria Salva (RS / Bom Retiro do Sul)
Donner (RS / Caxias do Sul)
Fat Bull Beer (RS / Novo Hamburgo)
Front Bier (RS / Caxias do Sul)
Galeza (RS / Eldorado do Sul)
Green Head (RS / Novo Hamburgo)
La Birra Cervejaria (RS / Caxias do Sul)
Marek Cervejaria (RS / Charqueadas)
Nahualli (RS / Farroupilha)
Nave (RS / Pelotas)
Old Captain (RS / Canoas)
Olímpia Cervejaria (RS / Antônio Prado)
Roca Cervejaria (RS / Pelotas)
Rübebeer Cervejas Artesanais Ltda (RS / Novo Hamburgo)
Ruradelica (RS / Porto Alegre)
Stier (RS / Igrejinha)
Titans Cervejas Especiais (RS / Tapejara)
Traum (RS / Nova Petrópolis)
Velho Ebrio (RS / Pelotas)
Veterana (RS / Porto Alegre)
Zagaia Cervejaria (RS / Itaara)
Zapata Cervejaria Rural (RS / Viamão)
Armada Cervejeira (SC / São José)
Balburdia Cervejaria (SC / Blumenau)
Biertal (SC / Braço do Norte)
Enigma (SC / Maravilha)
Kaingang (SC / Xaxim)
Marchand Beer Co. (SC / Balneário Camboriú)
Öluns Cervejaria (SC / Cunha Porã)
Bela Beer (SP / Santana de Parnaiba)
BR Brew Cervejaria (SP / Sertãozinho)
Casamalte (SP / Novo Horizonte)
Cerveja 77 (SP / São Paulo)
Cervejaria Bragantina (SP / Bragança Paulista)
Cervejaria Garoa (SP / Salto)
Cervejaria Karma (SP / Osasco)
Cervejaria Sorocabana (SP / Sorocaba)
Cervejaria Velvet (SP / São José do Rio Preto)
Itaici Cervejaria (SP / Indaiatuba)
Maltesa (SP / Ribeirão Preto)
Roquer (SP / São Roque)
Soma Cervejaria (SP / São Paulo)

Maior cervejaria da Suíça, subsidiária da Carlsberg adota frota de caminhões elétricos

Subsidiária do Grupo Carlsberg na Suíça, a Feldschlösschen decidiu adotar uma frota de caminhões elétricos, em uma ação para minimizar o impacto ambiental da sua operação. Para isso, passou a contar com 20 veículos fornecidos pela Renault Trucks, que vão ser utilizados para a distribuição da cervejaria pelo país.

A mudança busca atender as metas do programa de sustentabilidade do Grupo Carlsberg, como zerar as emissões de carbono em toda a cadeia de valor da companhia. E a promessa é de que a frota completa da sua subsidiária, considerada a maior cervejaria da Suíça, se tornará totalmente elétrica.

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“Estes 20 veículos elétricos da Renault Trucks representam um verdadeiro marco para a empresa Feldschlösschen rumo à logística livre de emissões de CO2. Como cervejaria e distribuidora de bebidas líder na Suíça, produzimos nossas cervejas e bebidas de uma forma ecologicamente correta e queremos entregá-las aos nossos clientes da mesma maneira”, comenta o CEO da Feldschlösschen, Thomas Amstutz.

Os 20 novos caminhões elétricos da cervejaria têm uma carga útil de 13,8 toneladas e um alcance de 200 quilômetros, estando programados para realizar as entregas em 12 unidades de logística da companhia.

Pelos cálculos iniciais, a Feldschösschen deixará de emitir 240 toneladas de CO2 por ano em comparação aos caminhões a diesel que realizavam a mesma operação. E já existem cinco sistemas fotovoltaicos para fornecer energia solar aos caminhões.

“A equipe da Feldschlösschen está trabalhando para reduzir as emissões em todas as etapas, usando ferrovias para transportar 60% das mercadorias da produção aos centros de distribuição e aos principais clientes. Desta forma, podemos fornecer os produtos mais sustentáveis ​​aos nossos clientes da maneira mais sustentável”, destaca a Carlsberg em um comunicado à imprensa.

A companhia calcula que 12% da pegada de carbono de uma cerveja envolve a logística. E a Feldschlösschen destaca que a adoção de uma frota de caminhões elétricos faz parte dos esforços adotados pela cervejaria para reduzir o seu impacto ambiental.

“Os caminhões elétricos foram bem recebidos pelos clientes e funcionários. Nos últimos cinco anos, reduzimos as emissões de carbono em toda a empresa em 23%”, relata o CEO da cervejaria.

A Feldschlösschen é uma das principais empresas de bebidas da Suíça e fica localizada em Rheinfelden, cidade do cantão de Argóvia. Foi fundada em 1876, operando a maior cervejaria local, a Feldschlösschen Brewery. Fez uma aquisição importante em 1991, da Cardinal, depois se tornando, em 2000, uma divisão da Carlsberg.

Fabricação de bebidas retrai e influencia recuo da indústria ao nível pré-pandemia

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A produção de bebidas alcoólicas voltou a recuar em julho, na segunda queda mensal consecutiva. De acordo com o IBGE, a fabricação despencou 16,8% em comparação a julho de 2020, apontou a Pesquisa Industrial Mensal do instituto.

Mesmo com esse freio da produção de bebidas alcoólicas em julho, ainda há expansão em 2021 no setor, agora de 8,6%. E o crescimento fica em 9,4% no período acumulado dos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

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Esse recuo da fabricação de bebidas alcoólicas no Brasil no sétimo mês de 2021 está inserido em um contexto de encolhimento da produção industrial, tendo, inclusive, relação direta com esse movimento: caiu 1,3% em julho na comparação com junho, levando em consideração o ajuste sazonal, voltando a ficar abaixo do nível pré-pandemia. E já vinha em queda no período de maio para junho, de 0,2%.

De acordo com o IBGE, a produção industrial brasileira está 2,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Um cenário pior em relação ao início de 2021, quando chegou a estar 3,5% acima do nível pré-pandemia.

Apesar do resultado ruim, a produção industrial brasileira expandiu 1,2% em relação a julho de 2020. Além disso, tem alta de 8,6% em 2021 e de 9,4% no período de 12 meses.

“No início do ano, houve fechamento e restrições sanitárias maiores em determinadas localidades, que afetaram o processo de produção. Com o avanço da vacinação e a flexibilização das restrições, a produção industrial agora sente os efeitos do encarecimento do custo e do desarranjo de toda cadeia produtiva”, observa André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

A fabricação de bebidas no Brasil também apresentou recuo em julho, com a queda sendo de 1,3% em comparação a junho. A redução da produção foi de 15,2% em relação ao sétimo mês de 2020. Ainda assim, há expansão de 8% em 2021 e de 8,8% no acumulado dos últimos 12 meses.

Como destaca o instituto, o recuo de 10,2% da fabricação de bebidas em relação a junho, com ajuste sazonal, teve relação direta com a queda da produção industrial. “O resultado da indústria está no escopo dos resultados de renda, emprego e inflação mostrado pelas demais pesquisas”, acrescenta o gerente da pesquisa do IBGE.

É um contexto semelhante ao das bebidas não alcoólicas, com a sua fabricação tendo reduzido 13,4% ante julho de 2020. Ainda assim, há crescimento de 8,6% no acumulado de 2021 e de 9,4% nos últimos 12 meses.