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Menor cerveja do mundo, chope com boldo e outros lançamentos de outubro

O mês da Oktoberfest está se despedindo, mas não sem antes deixar um legado de bons momentos e boas cervejas. Muitos dos lançamentos do mês tiveram a festa como alvo — até mesmo o inusitado chope com folhas de boldo, que fez sucesso em Bluemenau (SC). Internacionalmente, a Calsberg lançou a menor cerveja do mundo, até como parte de uma campanha de consumo moderado de álcool. Mas as cervejarias nacionais também olharam para o final do ano e já estão na expectativa do verão — estação campeã de vendas.

Confira os lançamentos de outubro

Chope com folhas de boldo vira sensação na Oktoberfest Blumenau

Uma das surpresas da Oktoberfest Blumenau 2025 é o chope com folhas de boldo Mata Cura, da Cervejaria Balbúrdia, criação do publicitário e mestre em estilos Celso Castellen. A receita, desenvolvida ao longo de seis meses de testes, leva 50 mil folhas de boldo para produzir 2 mil litros e promete aliviar os efeitos da ressaca — ainda que sem comprovação científica. O resultado é uma cerveja leve, refrescante e fácil de beber, com o toque herbal característico da planta. O sucesso foi imediato: o chope já responde por um terço das vendas da cervejaria durante a festa, conquistando tanto os curiosos quanto os que buscam um “gole milagroso” para o dia seguinte.

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Carlsberg lança a menor cerveja do mundo

A Carlsberg acaba de entrar para a história com o lançamento da menor cerveja do mundo: uma garrafa de apenas 12 milímetros de altura, capaz de armazenar 0,005 centilitros — o equivalente a um grão de arroz cru. Criada pela artista sueca Åsa Strand, especialista em miniaturas, a peça reproduz fielmente o formato, o rótulo e a tampa das garrafas originais da marca, contendo uma fração de mililitro de cerveja sem álcool. Além da façanha artística, o projeto tem um propósito: reforçar a mensagem de consumo responsável de álcool. A iniciativa ainda inspirou um concurso promovido pela Universidade de Tecnologia de Estocolmo, que desafia o público a criar uma garrafa ainda menor.

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Spaten lança chope exclusivo para comemorar os 40 anos da Oktoberfest Blumenau

Spaten Festbier será lançada na abertura da Oktoberfest Blumenau para comemorar a 40ª Edição do evento (Crédito: Spaten / Divulgação)
Spaten Festbier será lançada na abertura da Oktoberfest Blumenau para comemorar a 40ª Edição do evento (Crédito: Spaten / Divulgação)

A Spaten celebra os 40 anos da Oktoberfest de Blumenau com uma edição especial: a Spaten Festbier, inspirada nas tradicionais cervejas de Munique servidas na festa original. Disponível apenas como chope e exclusivamente durante o evento, a novidade é uma Lager dourada, com 5,2% de teor alcoólico e 19 IBU de amargor. Segundo a marca, é uma cerveja suave, equilibrada e refrescante, com notas de malte que se encontram com o frescor do lúpulo — perfeita para longos brindes na Vila Germânica. Criada em 1397, a Spaten é uma das seis cervejarias de Munique autorizadas a produzir as verdadeiras Oktoberfestbier e mantém viva essa tradição agora também no Brasil, onde a marca integra o portfólio premium da Ambev desde 2021.

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Krug Bier lança sazonal de outubro

A mineira Krug Bier lançou sua cerveja sazonal em homenagem à Oktoberfest, uma Festbier com 5,5% de teor alcoólico e 25 IBU, que equilibra o amargor de lúpulos nobres alemães com o dulçor de maltes caramelo. A novidade celebra também os 28 anos da cervejaria, fundada em 1997 como a primeira artesanal independente de Minas Gerais.

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Dádiva relança Munich Dunkel clássica

Para celebrar 11 anos de história, a Cervejaria Dádiva traz de volta um rótulo que marcou seu início: a Munich Dunkel, lançada originalmente em 2014. O estilo alemão ganha nova vida mantendo suas principais características — cor castanho-límpida, 5,2% de teor alcoólico e serviço ideal entre 4 e 8 °C. No paladar, o destaque vai para a maciez do malte e a leve tosta, que entrega sabor sem pesar, com final limpo e refrescante. É uma cerveja versátil, boa companhia para queijos de notas amendoadas, carnes vermelhas e chocolate meio amargo. O clássico já está chegando aos principais bares especializados e também pode ser encontrado na loja virtual da Dádiva.

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Brewine Leopoldina lança cervejas na ProWine

Leopoldina lançou Italian Grape Ale Riesling e nova versão da Old Strong Ale em evento em São Paulo (Divulgação)
Leopoldina lançou Italian Grape Ale Riesling e nova versão da Old Strong Ale em evento em São Paulo (Divulgação)

A Brewine Leopoldina ampliou seu portfólio de cervejas especiais com dois lançamentos apresentados na ProWine São Paulo: a Renano, uma Italian Grape Ale com uvas Riesling, e a edição limitada da Old Strong Ale em garrafas de 1,5 litro. A IGA recebeu medalha de ouro no European Beer Star 2025 e a Old Strong Ale celebra os 150 anos da imigração da famiglia Valduga no Brasil, com 150 garrafas numeradas. Os rótulos estarão disponíveis nas lojas próprias e no e-commerce da Famiglia Valduga.

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Lagunitas Daytime chega ao mercado

Chegou este mês ao mercado a Lagunitas Daytime, uma Session IPA leve e refrescante, com 98 kcal e notas cítricas e frutadas. O novo rótulo já está disponível em latas, long necks e chope, inicialmente nas regiões Sul e Sudeste. O produto foi apresentado no Mondial de la Bière, no Rio de Janeiro. Com 30 IBU, ela possui somente 4% de álcool.

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Tank Brewpub e as várias IPAs

O Tank Brewpub, em São Paulo (SP), dedica novembro às India Pale Ales com uma sequência de lançamentos semanais. A cada sábado, uma nova IPA chega às torneiras, escalando em teor alcoólico e intensidade: Easy Rider (Session IPA, 4,5% ABV, 1/11), Hazy Dream (Hazy IPA, 6,6% ABV, 8/11), Heavy Dose (Double IPA, 8,2% ABV, 15/11), Final Blow (Triple IPA, 10,1% ABV, 22/11) e Clear Dream (American IPA, 6,5% ABV, 29/11). Os rótulos ficam disponíveis até o fim dos estoques.

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Coxa Sports Bar lança cervejas da torcida alviverde

O Coxa Sports Bar, ponto de encontro de torcedores do Coritiba, na capital paranaense, lança duas cervejas artesanais em parceria com as cervejarias Frohenfeld e Ignorus. A Frohenfeld Pils (4,0%) passa a integrar o cardápio fixo, enquanto a Mutum Cavalo IPA (7,0%) chega em edição limitada. Os rótulos personalizados celebram o primeiro aniversário do bar e reforçam sua conexão com a torcida.

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Joy Project Brewing lança Zombiefied Pumpkin Ale

A Joy Project Brewing, de Curitiba (PR), promove neste sábado (25) o Injoy Halloween, evento gratuito com shows, espaço kids e decoração temática. A cervejaria lança a Zombiefied Pumpkin Ale (12% ABV), feita em parceria com a Zombie Walk CWB, e o Pumpkin Burger, hambúrguer com chips de abóbora e maionese de alho negro. A festa começa às 14h no taproom da marca, na Av. Linha Verde, 15.847, no bairro Xaxim.

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Bodebrown lança Atomga Cherry 2025

A Bodebrown acaba de lançar a Atomga Cherry — Millésime 2025, uma Imperial Stout criada em colaboração com os cervejeiros norte-americanos Chris Kirk e Joyce Tiller, de Denver (EUA). Feita com cerejas negras (Prunus avium), a cerveja traz uma combinação intensa de chocolate amargo, café tostado, frutas maduras e toques de baunilha, lembrando uma torta de chocolate com cereja. Com corpo robusto, textura aveludada e final aquecido, a novidade traduz em líquido o espírito vibrante da banda de afrobeat Atomga, que inspira o nome e o conceito da receita. É uma cerveja potente, feita para ser apreciada com calma — e com todos os sentidos.

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10 livros sobre cerveja nacionais para o Dia do Livro

Nesta quarta-feira (29) é comemorado o Dia Nacional do Livro. Uma ótima oportunidade para conhecer mais da produção de livros sobre cerveja feitos por autores brasileiros, que vem crescendo muito nos últimos anos.

Mesmo com o fechamento da mais importante editora especializada em livros de cerveja — a Editora Krater encerrou atividades em março de 2024 —, o mercado vem mantendo os lançamentos de obras produzidas em português.

A data comemorativa foi escolhida como homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 29 de outubro de 1810. Ela recebeu seu primeiro acervo quando a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para nosso país com a chegada da corte de Portugal ao Brasil.

O Guia da Cerveja selecionou dez dos melhores livros sobre cerveja nacionais para você escolher o que melhor se encaixa com seu perfil. Confira:

Livros sobre produção de cerveja

Tecnologia Cervejeira

Na publicação mais recente desta lista, o professor Alfredo Luís Barcelos Ferreira assina “Tecnologia Cervejeira”, obra para profissionais e entusiastas da produção de cerveja. Ele é um dos nomes mais respeitados da educação cervejeira no país, sendo professor e sócio-fundador do Instituto da Cerveja Brasil (ICB).

O livro apresenta uma visão técnico-científica e acessível de todo o processo produtivo, da água à filtração, passando por malte, lúpulo, levedura e fermentação. Dividido em nove capítulos, traz ainda um capítulo exclusivo sobre o processo de malteação.

Bem ilustrado e com linguagem clara, o conteúdo reflete os mais de 27 anos de experiência de Ferreira — químico formado pela Unicamp e mestre cervejeiro pela Doemens Akademie de Munique. Uma boa indicação para quem quer produzir profissionalmente ou em casa.

Microbiologia da Cerveja

O livro “Microbiologia da Cerveja: do básico ao avançado, o guia definitivo”, escrito por Carlos Henrique Pessôa de Menezes e Silva, se dedica ao tema mais complexo e decisivo da produção de cerveja: a fermentação. Com base científica sólida e linguagem técnica acessível, a obra busca ampliar o entendimento dos cervejeiros sobre o funcionamento da levedura e o papel essencial dessa etapa no resultado final da bebida.

Como aponta o professor Matheus Aredes, da Bräu Akademie, o livro representa um passo importante na consolidação de uma literatura técnica brasileira voltada ao domínio do processo fermentativo, reforçando a necessidade de conhecimento profundo para o avanço da cena cervejeira nacional.

  • Nome: Microbiologia da Cerveja: Do Básico ao Avançado, o Guia Definitivo: do Básico ao Avançado, o Guia Definitivo
  • Autor: Carlos Henrique Pessôa de Menezes e Silva (Autor)
  • Editora: LF Editorial
  • Páginas: 372
  • Onde comprar: Disponível na Amazon (link de afiliado).

Livros sobre cerveja artesanal

Guia da Sommelieria de Cervejas — Bia Amorim (org.) (Krater)

Mesmo com o fechamento da Editora Krater, muitas das obras já produzidas continuam disponíveis no mercado nacional em edições novas, digitais e usadas. O livro “Guia da Sommelieria de Cervejas”, organizado pela sommelière Bia Amorim, reúne 28 especialistas do mercado cervejeiro da América Latina e Europa na proposta de aprofundar e expandir o conhecimento sobre a área.

A obra se inicia com uma contextualização clara sobre o papel do sommelier — o que significa a função, de onde vem, e como se posiciona no universo da cerveja — e segue explorando de modo acessível os estilos, técnicas, cultura cervejeira e as perguntas mais elementares sobre o que é a bebida, de onde veio e como apreciá-la adequadamente. Voltado tanto para profissionais em formação quanto para entusiastas que buscam elevar seu olhar crítico sobre a cerveja, o livro traz conteúdo técnico em linguagem acessível. Disponível na Amazon (link de afiliado).

Larousse da Cerveja — Ronaldo Morado (Alaúde)

A obra “Larousse da cerveja: A história e as curiosidades de uma das bebidas mais populares do mundo”, de Ronaldo Morado, é uma das bibliografias mais tradicionais desta lita. Em centenas de páginas, ricamente ilustradas, o autor explora desde a origem da cerveja até seus ingredientes, processos de fabricação, degustação e estilos, oferecendo ao leitor um panorama amplo e acessível sobre a bebida. Um ótimo livro introdutório. Disponível na Amazon (link de afiliado).

“O Livro da Cerveja” — Francesca Sanci (Intrínseca)

A obra “O Livro da Cerveja”, da sommelière Francesca Sanci em parceria com os designers Alexandre Lucas e Renata Steffen, reúne 272 páginas em que se mistura história, técnica, estilos, harmonizações e até receitas que utilizam cerveja — tudo com infográficos e projeto gráfico colorido para tornar o aprendizado mais envolvente. Também ótimo para uma introdução ao universo cervejeiro. Disponível na Amazon (link de afiliado).

“Saúde!” — Glauco Caon (Krater)

O livro “Saúde! Uma viagem científica pelos efeitos da cerveja no corpo humano”, de Glauco Caon, analisa como a cerveja interage com o organismo a partir de uma perspectiva científica e equilibrada. Especialista em saúde e nutrição, o autor reúne evidências de diversas pesquisas para discutir os componentes nutritivos da bebida e seus impactos em diferentes sistemas do corpo, como o cardiovascular e o digestivo. A obra também aborda as possíveis propriedades antioxidantes da cerveja e seu papel dentro de uma dieta equilibrada, oferecendo ao leitor uma compreensão aprofundada e fundamentada sobre os efeitos do consumo responsável da bebida. Disponível na Amazon (link de afiliado).

Direito para o Mercado da Cerveja — André Lopes e outros (Krater)

“Direito para o Mercado da Cerveja” aborda de forma prática e detalhada as principais questões jurídicas que envolvem a produção e a comercialização de cerveja no Brasil. Escrito por quatro juristas com ampla experiência — dois deles também sommeliers de cervejas —, o livro analisa o setor sob diferentes especialidades do Direito: Civil, Comercial e Empresarial, Trabalhista e Tributário. A obra esclarece dúvidas recorrentes, como as diferenças entre cervejaria cigana e contract brewing, a necessidade de registro de receitas e o cálculo do ICMS-ST. Além de oferecer uma síntese das perspectivas para o futuro do mercado, o livro traz recursos complementares úteis para advogados, empresários e profissionais da cerveja, contribuindo para o amadurecimento jurídico do setor artesanal brasileiro. Disponível na Amazon (link de afiliado).

Livros sobre história da cerveja

Cerveja, a Mais Popular Bebida Brasileira — Eduardo Marcusso, Sílvia Limberger e Sérgio Barra (LF Editorial)

O livro “Cerveja, a Mais Popular Bebida Brasileira — Formação da Cultura Cervejaria Nacional”, dos doutores Eduardo Marcusso, Sílvia Limberger e Sérgio Barra, aborda como a cerveja se inseriu no cotidiano brasileiro e tornou-se cultura: o consumo, os hábitos e a identidade coletiva construída em torno da bebida. A obra defende que a cerveja não só faz parte da cultura, como gera cultura. Disponível na Amazon (link de afiliado).

A História da Cerveja no Brasil — Rogério Furtado e Henri Kistler (Ateliê Editorial)

A obra “A História da Cerveja no Brasil — O Legado de Stupakoff e Künning”, de Rogério Furtado e Henri Kistler, apresenta os bastidores do desenvolvimento da indústria cervejeira brasileira por meio da atuação de figuras visionárias. O livro de 464 páginas combina história empresarial, difusão tecnológica, costumes e estratégias de mercado, mostrando que a cerveja no Brasil resultou não só de produção e consumo, mas de escolhas e articulações empresariais. Disponível na Amazon (link de afiliado).

Goles de História da Cerveja — Sérgio Barra (LF Editorial)

Com rigor acadêmico e olhar de especialista, o doutor em história e sommelier Sérgio Barra busca reconstruir a história da cerveja. Só que de forma mais precisa e fundamentada, para além dos clichês vistos e repetidos na internet. Essa coletânea de artigos oferece uma contribuição relevante para quem deseja compreender o passado cervejeiro. Disponível na Amazon (link de afiliado).

Movimento Slow Food reconhece a cerveja Cask Ale britânica

A tradicional cerveja Cask Ale acaba de ganhar um importante aliado: o Movimento Slow Food. A organização internacional, conhecida por defender alimentos e bebidas artesanais, reconheceu em setembro oficialmente a importância cultural e gastronômica da cerveja britânica servida direto do barril — um símbolo dos pubs e do Reino Unido.

O reconhecimento veio por meio da Arca do Gosto, projeto do Slow Food que cataloga produtos ameaçados de desaparecer. A inclusão da Cask Ale na lista foi proposta por Jared Ward-Brickett, presidente da tradicional associação de consumidores Campanha pela Verdadeira Ale (Camra, na sigla em inglês) de Mid-Chilterns, que liderou a campanha. A decisão celebra o modo artesanal de fazer e servir essa cerveja, um verdadeiro exemplo de “slow drink”.

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O movimento Slow Food

Criado na Itália em 1986, o Slow Food é o maior movimento gastronômico do mundo, com mais de um milhão de membros em 160 países. Sua missão é preservar tradições culinárias, proteger a biodiversidade e valorizar o trabalho de pequenos produtores. Entrar para a Arca do Gosto significa que um produto passa a ser defendido pelo movimento, com ações de conscientização e educação em torno dele.

Com a novidade, a Cask Ale se junta a outros tesouros britânicos como o queijo Somerset Cheddar e as salsichas Cumberland. Ela também entra para o grupo das grandes cervejas tradicionais reconhecidas pelo movimento, como a Rauchbier alemã e a Umqombothi africana.

Segundo Ward-Brickett, a Cask Ale é “um dos melhores exemplos de slow food britânico”. O processo começa com a cerveja sendo acondicionada com levedura viva no barril. Depois, o líquido segue para os pubs, onde é cuidadosamente maturado e servido manualmente, sem adição de pressão de gás carbônico — como é o caso do chope no Brasil. O resultado é uma bebida viva, complexa e suave.

Na hora certa

A cervejaria Fuller's relançou a campanha “Only in the Pub”, que reforça o papel dos pubs como guardiões da tradição britânica da Cask Ale (Divulgação / Cervejaria Fuller's)
A cervejaria Fuller’s relançou a campanha “Only in the Pub”, que reforça o papel dos pubs como guardiões da tradição britânica da Cask Ale (Divulgação / Cervejaria Fuller’s)

O reconhecimento do Slow Food chega em um momento estratégico. A Camra e o Craft Beer Channel lideram uma campanha para que a Cask Ale receba o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO — status que a Bélgica já conquistou em 2016 e que a República Tcheca também busca. O Camra divulgou a notícia durante a Semana Nacional da Cerveja em Barril (Cask Ale Week).

Enquanto isso, o setor cervejeiro britânico vive intensa discussão política. Às vésperas do novo orçamento, a British Beer and Pub Association (BBPA, na sigla em inglês) alerta que o governo tem poucas semanas para evitar o fechamento de 2 mil pubs e a perda de 5 mil empregos. Apesar do apoio quase unânime dos parlamentares, o setor sofre com altos impostos e regulações pesadas.

Um relatório multipartidário do Parlamento propõe dez medidas para destravar o crescimento, entre elas corte de impostos, incentivos à contratação de jovens e alívio nas taxas para pequenas empresas. Segundo o estudo, com políticas adequadas, os pubs e cervejarias podem crescer 6% ao ano e gerar meio milhão de novos empregos até 2030. Apoiar o setor, dizem os parlamentares, é proteger uma das tradições mais vivas da cultura britânica.

O momento também é crucial para o setor se reinventar e atrair novas gerações. E muitos pubs e cervejarias estão fazendo ações para isso. A cervejaria Fuller’s anunciou no início de outubro a retomada da campanha “Only in the Pub”, que reforça o papel dos pubs como guardiões da tradição britânica da Cask Ale. Além de celebrar o frescor e a sustentabilidade da cerveja de barril, a ação destaca a importância do consumo local.

Lata de cerveja mais bonita do Brasil é de Goiás e foi impressa digitalmente

Na quinta-feira (23) foram anunciados os vencedores da 4ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, organizado pela Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas). A lata de cerveja que conquistou o primeiro lugar foi da Massala Red, uma Red Ale com cardamomo da Go Brew, de Anápolis (GO). Além de um rótulo impactante, que traduz o conceito da bebida, a vencedora teve mais um fator determinante para o sucesso: foi feita por meio de impressão digital.

Trata-se de uma tecnologia relativamente nova que, diferente do dry-offset, pode ser feito em menor quantidade e com artes muito mais variadas, pois a impressão é feita diretamente na lata — sem necessidade de criação de lâminas de produção. E tudo isso em altíssima resolução em num valor acessível para pequenas empresas.

A lata da cerveja Massala Red foi produzida pela Ball Corporation, maior fabricante de latas de alumínio do país, que conta com uma máquina de impressão em Jacareí, no interior de São Paulo. Uma solução resolveu muitas das dores da Go Brew, contou Willian Santana Vilela, sócio-proprietário da cervejaria goiana, em entrevista exclusiva para o Guia da Cerveja logo após a premiação. Ele é ex-funcionário da Ambev e depois de dez anos de serviços prestados, resolveu apostar no sonho da cervejaria própria.

Confira a entrevista completa:

Como foi ganhar o título de lata de cerveja mais bonita do Brasil?

Foi muito emocionante. Somos uma cervejaria muito pequena, do interior de Goiás. E estar aqui em São Paulo, com pessoas tão bacanas, e ter a oportunidade de ganhar esse prêmio, é muito emocionante. Estou muito feliz, muito honrado por todo mundo que trabalha na Go Brew com a gente. E, poxa, ganhar é muito bom. O problema é que dá o gostinho e aí você quer ganhar sempre, né? Então já estou pensando na lata de cerveja do ano que vem.

E essa lata de cerveja tem uma história bem interessante, não é? É uma impressão digital. Como foi testar essa tecnologia e de onde veio a ideia?

Eu sou um ex-Ambev. Trabalhei dez anos na Companhia e montei uma cervejaria pelo sonho de ter uma fábrica própria que tinha desde a época da faculdade. De ter uma pequena empresa. Mas há muitas dificuldades. Então, como é que eu fazia uma lata? Eu importava a lata, que vinha crua, encomendava o sleeve numa gráfica — para quem não conhece, o sleeve é como se fosse a roupa da lata. Depois, cobria a lata e levava tudo para uma outra empresa com forno para o termoencolher o sleeve, que aí se ajustava à lata. Às vezes ficava meio tortinho. E só depois envasava o líquido. E isso é uma operação complexa, onerosa, que demandava tempo e afetava também a aparência da embalagem.

Há dois anos eu participei do Beverage Day, que é um evento da revista Engarrafador Moderno, da Sandra e do Carlos, proprietários da revista. E encontrei a Dani, uma ex-colega minha de Ambev, que hoje trabalha na Ball. E ela falou que a Ball tinha uma linha impressora específica para Craft ali em Jacareí, aonde eu poderia ter uma arte diferente.

Então, diferente de uma grande empresa que compra caminhões e caminhões com uma só arte, eu preciso colocar até oito, nove, 12 artes em 3,3 mil latas. Por quê? Porque a gente é pequeno. Aí entrei em contato com a Ball, falei da ideia, da nossa arte — que é complexa, bem elaborada, tem bastante cores.

E como foi a aceitação?

E a aceitação foi incrível. Tirou muita complexidade do nosso processo. Hoje a gente fez várias latas com a Ball. O público gostou e simplificou a operação. A conta para o pequeno empresário no Brasil tem que fechar. E fechou. Então, a gente está muito feliz e vamos continuar fazendo. O meu sonho é fazer mais e mais e mais, e poder crescer e levar para o público mais Go Brew com a essa experiência legal que estou tendo aqui hoje.

A arte realmente é muito legal. E tem uma questão quase fotográfica. A resolução dessa lata também é diferente, né?

É incrível. A máquina com a impressão digital que eles têm possui um nível de detalhe que só quem tá com a lata na mão pode perceber. É difícil a gente narrar aqui. Essa é uma cerveja que tem uma iguaria indiana, que é o cardamomo, que dá aquela sensação de picância. E a lata tem um desenho de uma mão indiana com uma tatuagem. Então, se eu não tivesse a qualidade para transpor a ideia para a lata, eu jamais conseguiria chegar no produto final que eu cheguei. Seria impossível fazer uma lata com esse nível de qualidade se não fosse a oportunidade de estar fazendo isso com impressão digital. Então agradeço o pessoal da Ball.

Também conta o fato de a gente ter um designer que é um amigo nosso, o Henrique West. Ele é de Santos (SP) e um cara muito bacana. Não só pelo talento de desenhar, como também pela capacidade de percepção das ideias do cervejeiro. O cervejeiro é meio maluco, né? Então, a gente tem ideias primeiro para o líquido e só depois sobre como passar essa mensagem do líquido através de um rótulo. E tem que casar com legislação, as regas do Mapa e da Anvisa. E o brainstorm com o Henrique é muito fácil. A gente fala do líquido, fala da ideia, ele manda um ou duas artes, a gente sempre chega no consenso. Já temos 90% dos rótulos feitos com a Ball e o Henrique desenhou todos. 

Como surgiu a ideia de montar a Go Brew?

A Go Brew é uma microcervejaria que hoje tem três sócios: eu, Thiago Moraes e Talita Machado. Todos nós somos ex-Ambev. Trabalhamos na grande indústria, fizemos curso de cerveja fora do país e tivemos grandes funções nesse grande conglomerado. Então, depois por essa experiência, a gente queria fazer uma coisa diferente. E aí só montando a própria cervejaria. Saiu de um sonho de faculdade, de pessoas que trabalham com cerveja — apesar de eu ter 40 anos de idade, eu tenho 20 anos de cervejaria.

A gente começou fazendo em casa, ali com uma chama direta no fogão, como muitos cervejeiros. E depois criamos coragem. Mas começamos bem pequenos, com tanques de PP [Polipropileno] que é um tipo de plástico, e geladeira. Hoje a gente é uma cervejaria que produz 32 mil litros por mês, tem 12 SKUs, diferentes IPAs, Pilsner, Italian Pilsner, Sour, etc. A gente fica em Anápolis, interior de Goiás, que fica ali entre Goiânia e Brasília. Uma cidade pequena, com por volta de 300 mil habitantes.

A cervejaria tem um brewub, então você pode ali tomar da fonte, pode participar do processo de produção, comer uma carne, uma picanha de Goiás e provar as nossas cervejas. Destaco especialmente a Red Ale com Cardamomo, que é a nossa Massala, e temos também uma New England IPA que se chama La Bella Luna. E temos algumas Sours muito legais também, como a Sunflower e Maracaju.

E qual o principal desafio hoje?

Hoje nosso desafio é atender a demanda. A gente começou com três mil litros, mudou para sete, depois para 12, 20 e agora estamos em 32 mil litros. E não conseguimos mais crescer onde estamos. O principal problema é o espaço. Eu já estou crescendo verticalmente, botando um segundo andar para envasadora.

Qual que é a nossa missão? Eu quero fazer cerveja boa, mas eu quero fazer uma cerveja acessível, e ter capacidade de penetração em grandes centros como São Paulo. A gente ainda não tem centro de distribuição aqui na região, mas é possível encontrar nossas cervejas online. E na região Centro-Oeste, em vários pontos de venda em todos os estados.

Repensando o turismo cervejeiro

Coluna Ana Pampillón

Recentemente, durante uma oficina do Sebrae com os associados da Rota Cervejeira, tivemos alguns insights valiosos sobre como aproveitar melhor o potencial do turismo de experiência, e transformar o turismo em mais um produto dentro do universo cervejeiro.

E, pasmem: mesmo depois de anos literalmente na estrada, percebemos o quanto ainda há a se fazer.

O turismo cervejeiro é uma tendência em plena expansão no Brasil e tem se mostrado um importante vetor de crescimento para as cervejarias artesanais. Mas chegou o momento de repensar como estamos “vendendo” esses roteiros. Mais do que visitas técnicas a fábricas ou campos de lúpulo, o desafio agora é criar experiências únicas e memoráveis.

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Imagine um destino que reúna tudo em um só lugar: cervejarias, plantações de lúpulo, restaurantes, lojas de produtos locais e atividades culturais. Pacotes que incluam degustações orientadas, visitas interativas às plantações, almoços e jantares harmonizados, pernoites temáticos e experiências de lazer que despertem os cinco sentidos.

Trabalhar a experiência e a comunicação de forma estratégica é essencial para atrair o público certo.

Mais do que divulgar, é preciso conectar. Criar uma atmosfera acolhedora e autêntica, que faça o visitante se sentir parte da comunidade local.

Quando tudo isso se transforma em um pacote bem estruturado, o resultado é uma experiência inesquecível, daquelas que fazem o turista querer voltar e, melhor ainda, recomendar o destino a outros.

Ana Cláudia Pampillón é turismóloga e sommelière de cervejas, tendo uma longa jornada de atuação no mercado turístico e cervejeiro do estado do Rio de Janeiro. Coordena há 10 anos a Rota Cervejeira RJ e também atua no mercado de lúpulo brasileiro, aproximando os produtores das cervejarias.

Menu Degustação: GL Events lança a Brasil Brau 2026

A GL Events Exhibitions anunciou nesta quinta-feira (23) o lançamento da Brasil Brau 2026, 18ª edição da principal feira profissional da indústria cervejeira na América Latina. O evento será realizado de 9 a 11 de junho de 2026, no São Paulo Expo, na capital paulista, e deve reunir mais de 15 mil profissionais, 160 marcas expositoras e representantes de 14 países.

Este ano, a feira terá crescimento de 40% na área ocupada, recorde de patrocinadores e novas arenas de conteúdo para reforçar a posição de maior ponto de encontro do setor na região.

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GL Events lança a Brasil Brau 2026

Entre as novidades da Brasil Brau 2026 estão os novos espaços CBCTrends e o CBCTalks, dedicados a tendências, inovação e debates práticos. O tradicional Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira (CBCTEC) chega à sua 19ª edição com curadoria inédita da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), que promete ampliar o foco técnico e internacional do encontro. Entre os palestrantes já confirmados estão nomes de destaque mundial, como Bob Pease, da Brewers Association (EUA), Mikkel Bjergsø, da Mikkeller (Dinamarca), e Apiwe Nxusani-Mawela, da Tolokazi (África do Sul). Mais informações sobre a Brasil Brau 2026 estão disponíveis no site oficial www.brasilbrau.com.br.

Durante o evento de lançamento, realizado na noite de quinta-feira (23) na Croma Beer, em São Paulo, também foram revelados os resultados da 5ª Copa Cerveja Brasil e do 4º Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil. A Frutopia, da Yellow Bird Brewery (Pinhais-PR) em parceria com a Hespanha Brewery (Paranaguá-PR), foi eleita a melhor cerveja do concurso. Já o design da Massala Red, cerveja da Go Brew Cervejaria Artesanal (Anápolis-GO), venceu na categoria Cervejarias do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, da Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas).

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All Beers Sessions no Rio

Entre as cervejarias já confirmadas no All Beers Sessions no Rio de Janeiro estão Dogma, Hocus Pocus, Paulaner, Straffe Hendrik, Quatro Graus, Overhop, Joy Project, Fermentaholic e Noi (Crédito: Divulgação)
Entre as cervejarias já confirmadas no All Beers Sessions no Rio de Janeiro estão Dogma, Hocus Pocus, Paulaner, Straffe Hendrik, Quatro Graus, Overhop, Joy Project, Fermentaholic e Noi (Crédito: Divulgação)

Após mais de dez anos de sucesso em São Paulo, o festival All Beers Sessions chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro (RJ) no dia 1º de novembro, no Brewteco Tijuca. O evento, referência na cena da cerveja artesanal, reunirá 50 cervejarias nacionais e internacionais em formato open bar, com chope, garrafas e latas à vontade. Entre os nomes confirmados estão Dogma, Hocus Pocus, Paulaner, Straffe Hendrik, Quatro Graus, Overhop, Joy Project, Fermentaholic e Noi. Os ingressos, à venda no Sympla em lote único e limitado, custam R$ 270 e incluem copo de vidro personalizado.

O Brewteco Tijuca foi escolhido como palco por representar a alma carioca de celebrar com boa comida, simplicidade e chope gelado. A casa será responsável também pela gastronomia do evento, com um cardápio de clássicos de boteco e receitas autorais disponíveis para compra. A festa acontece das 13h às 18h, e mais informações podem ser acompanhadas nos perfis @allbeersbr e @brewteco do Instagram.

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Mudança na direção-geral da Estrella Galicia Brasil

A Estrella Galicia anunciou a promoção de Juliana Aguiar ao cargo de diretora-geral da operação brasileira, tornando-se a primeira mulher a ocupar essa posição na companhia. Com passagens por empresas como Coca-Cola, Shell/Raízen, L’Oréal e PepsiCo, a executiva atuava como diretora de mercado e agora assume a missão de fortalecer a presença da marca no país, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. O Brasil é o segundo maior mercado da Estrella Galicia no mundo e o terceiro maior consumidor de cerveja globalmente.

A cervejaria espanhola segue ampliando seu portfólio e presença no varejo nacional. Recentemente, lançou no país a 1906 Black Coupage e a Estrella Galicia 0,0 Tostada, versão sem álcool inédita no mercado.

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IPA Day Brasil 2025 terá 40 rótulos e diversidade musical

IPA Day Brasil acontece em Ribeirão Preto no dia 22 de novembro (Crédito: Indie-Click/ Divulgação)
IPA Day Brasil acontece em Ribeirão Preto no dia 22 de novembro (Crédito: Indie-Click/ Divulgação)

A 12ª edição do IPA Day Brasil acontece em 22 de novembro no Espaço Bella Città, em Ribeirão Preto (SP), reunindo 40 rótulos de India Pale Ales e 14 atrações musicais em três palcos. O festival, que deve receber mais de 1,5 mil pessoas, aposta no conceito de “harmonizassom”, combinando intensidades de IPAs com estilos que vão do chorinho ao heavy metal. A programação inclui degustações livres, praça de alimentação ampliada e o “Speed Date Cervejeiro”, com criadores apresentando seus rótulos ao público. Com 70% dos visitantes vindos de fora da cidade, o evento oferece pacotes turísticos e mantém o selo “Eu Apoio Negócios Criados e Liderados por Mulheres”. Desde 2012, o IPA Day é o maior festival dedicado exclusivamente às IPAs no país e faz parte do calendário oficial da cidade paulista. Os ingressos estão à venda no site Eventiza.

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Tank Brewpub dedica novembro às IPAs

Tank Brewpub lançara uma IPA por sábado em novembro (Crédito: Fabio Comolatti/ Tank Brewpub)
Tank Brewpub lançara uma IPA por sábado em novembro (Crédito: Fabio Comolatti/ Tank Brewpub)

O Tank Brewpub, em São Paulo (SP), dedica novembro às India Pale Ales com uma sequência de lançamentos semanais. A cada sábado, uma nova IPA chega às torneiras, escalando em teor alcoólico e intensidade: Easy Rider (Session IPA, 4,5% ABV, 1/11), Hazy Dream (Hazy IPA, 6,6% ABV, 8/11), Heavy Dose (Double IPA, 8,2% ABV, 15/11), Final Blow (Triple IPA, 10,1% ABV, 22/11) e Clear Dream (American IPA, 6,5% ABV, 29/11). Os rótulos ficam disponíveis até o fim dos estoques.

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Cervejaria de Santos recebe selo Carbono Neutro

A Santos Cervejeiros será a primeira cervejaria artesanal do estado de São Paulo a receber o selo Carbono Neutro, em cerimônia na terça-feira (28), na fábrica-bar da marca, em Santos, no litoral paulista. A certificação, concedida pela AKVO ESG, reconhece a compensação de 32 toneladas de CO₂ geradas nas operações. A cervejaria adota práticas sustentáveis como reaproveitamento de resíduos e uso de energia de fonte solar por assinatura, reforçando seu compromisso ambiental e artesanal.

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Münchenfest volta com grandes atrações em Ponta Grossa

A Münchenfest 2025 acontece em três finais de semana de novembro (14 a 29), em Ponta Grossa (PR), com shows de Gusttavo Lima, Daniel, Jota Quest, Matuê e Chitãozinho & Xororó. Realizada pela Prime e pela prefeitura, a festa reúne gastronomia alemã, chope artesanal e desfiles culturais. Os ingressos estão à venda na Blueticket, e o evento promete reforçar a tradição da Festa Nacional do Chope Escuro.

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Budweiser procura superfãs do Maroon 5

A Budweiser lançou a plataforma Bud Live com um show exclusivo do Maroon 5 em 5 de dezembro, em São Paulo. Para garantir ingressos, os fãs devem participar das seletivas presenciais em Salvador (1/11), Curitiba (9/11) e São Paulo (16/11), após inscrição no site budlive.com.br. Os participantes enfrentarão desafios ligados à banda, e os vencedores receberão pares de ingressos gratuitos. Outras oportunidades para participar serão anunciadas no perfil do Instagram da marca.

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Vivenda do Camarão e Amstel brindam a Libertadores

Entre 18 e 30 de outubro, a Vivenda do Camarão e a Amstel promovem uma ação especial para os torcedores que quiserem celebrar a Copa Libertadores da América. Nas lojas participantes, quem comprar três chopps Amstel Draft Beer ganha o quarto de cortesia. A campanha busca unir futebol e gastronomia, reforçando o espírito de celebração que marca a rede de frutos-do-mar fundada em 1984 e hoje presente em todo o país.

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Ambev lança tour virtual por cervejaria

A Ambev lança o tour virtual gratuito “Do Grão ao Gole”, disponível entre 21 de outubro e 20 de novembro, com inscrições no Sympla. A visita online mostra os bastidores da cervejaria de Ponta Grossa (PR), primeira unidade carbono neutro da companhia, e traz explicações sobre ingredientes e produção. A experiência é guiada por especialistas da Academia da Cerveja e dá direito a certificado de participação.

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Coxa Sports Bar lança cervejas da torcida alviverde

Cerveja Mutum Cavalo, da Ignorus, em edição especial com rótulo avlviverde (Crédito: Divulgação)
Cerveja Mutum Cavalo, da Ignorus, em edição especial com rótulo avlviverde (Crédito: Divulgação)

O Coxa Sports Bar, ponto de encontro de torcedores do Coritiba, na capital paranense, lança duas cervejas artesanais em parceria com as cervejarias Frohenfeld e Ignorus. A Frohenfeld Pils (4,0%) passa a integrar o cardápio fixo, enquanto a Mutum Cavalo IPA (7,0%) chega em edição limitada. Os rótulos personalizados celebram o primeiro aniversário do bar e reforçam sua conexão com a torcida.

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Heineken estreia festival com foco em sustentabilidade

Neste sábado (25), a Heineken realiza o No Lineup Festival, seu primeiro evento proprietário no Brasil, com ingressos gratuídos e já esgotados. O festival integra a plataforma Green Your City e adota práticas sustentáveis, como geradores a biodiesel, compensação de carbono e uso de copos retornáveis. O line-up é surpresa, revelado ao longo do dia, e o evento acontece na Fábrica de Impressões, em São Paulo (SP), com alimentação assinada por Guarita, Holy Burger e Pizza Crek.

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Oktober Gravatá celebra 35 anos da reunificação alemã

A cidade de Gravatá (PE) realiza no dia 25 de outubro a terceira edição da Oktober Gravatá, integrando o projeto Tardes no Polo, que chega à 20ª edição. O evento gratuito comemora os 35 anos da reunificação alemã com desfiles germânicos, atrações musicais e presença de cervejarias como Capunga, Villa do Malte, Duvália e Alamoa. A festa tem apoio do Consulado da Alemanha no Recife e da prefeitura local.

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Toca do Urso celebra Oktoberfest com Spaten Festbier

A Toca do Urso, em Ribeirão Preto (SP), realiza sua Oktoberfest entre sexta (24) e domingo (26), com gastronomia alemã, espaço infantil e shows. O evento terá a Spaten Festbier como cerveja oficial — a mesma servida na Oktoberfest de Blumenau — além de pratos típicos como joelho de porco e schnitzel. A festa contará ainda com canecas personalizadas e sobremesa Floresta Negra.

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Último final de semana da Oktoberfest de Igrejinha

A 36ª Oktoberfest de Igrejinha (RS), reconhecida como a maior festa comunitária do Brasil, segue até domingo (26) no Parque de Eventos Almiro Grings, reunindo mais de 3 mil voluntários e uma programação que combina tradição, música e solidariedade. Com 70 atrações e 120 apresentações em sete palcos, o evento celebra a cultura germânica em ambientes decorados com foco em sustentabilidade e acolhimento. Entre os destaques estão os shows nacionais de Israel & Rodolffo, Nenhum de Nós, Menos é Mais e Zé Neto & Cristiano, além de desfiles, jogos germânicos e eventos voltados a crianças, idosos e pessoas com deficiência, como o Kindertag, Seniorentag e Besonderertag. A festa, que já repassou mais de R$ 33 milhões a entidades locais desde sua criação, também promove ações culturais como o Stammtisch, dedicado à prática do idioma alemão, e o Oktober Tchê, que valoriza as tradições gaúchas.

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Piracicaba celebra Oktober Day em sete cervejarias

A Rota Cervejeira de Piracicaba realiza neste sábado (25) a Oktober Day, passeio que visita sete cervejarias locais em um tour de van com degustações e paradas programadas. Entre as participantes estão Dama Bier, Cevada Pura, Ampere, Sexto Sentido e Komtainer Beer. O evento, com saída da Cervejaria HZB às 10h, é apoiado pela prefeitura e promove o turismo cervejeiro regional. Ingressos e informações no perfil oficial da Rota no Instagram.

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Oktoberfest nos Jardins com entrada gratuita

O Jardim Pamplona Shopping, localizado no bairro Jardins, na zona oeste de São Paulo (SP), recebe nos dias sábado (25) e domingo (26) sua primeira Oktoberfest, com entrada gratuita e programação musical variada no rooftop. O evento, promovido pela Yelo Produções, trará bandas covers de Queen, The Smiths, Amy Winehouse e Guns N’ Roses, além de gastronomia assinada por restaurantes como Souq, Nagairô e Las Leñas. Cervejarias como Madalena, ZEV e Bulldog Chopp participam da festa, que é pet friendly e aberta a toda a família.

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Halloween da Joy Project tem cerveja e burger de abóbora

A Joy Project Brewing, de Curitiba (PR), promove neste sábado (25) o Injoy Halloween, evento gratuito com shows, espaço kids e decoração temática. A cervejaria lança a Zombiefied Pumpkin Ale (12% ABV), feita em parceria com a Zombie Walk CWB, e o Pumpkin Burger, hambúrguer com chips de abóbora e maionese de alho negro. A festa começa às 14h no taproom da marca, na Av. Linha Verde, 15.847, no bairro Xaxim.

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Lata é arte! 4º Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil divulga vencedores

A Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) anunciou na quinta-feira (23) os grandes vencedores da 4ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil. O anúncio coroou a criatividade no design, a inovação e a capacidade das marcas de se conectarem com o consumidor através da embalagem.

A cerimônia de premiação marcou uma edição especial. Pela primeira vez na história do concurso, ele expandiu seu escopo. A Abralatas criou a categoria “Outros Produtos” que se somou à tradicional “Cervejarias”. Esta inclusão demonstra o crescimento da lata de alumínio como um veículo de branding e em todos os segmentos, desde cervejas artesanais até destilados e energéticos.

O evento aconteceu na Cervejaria Croma, em São Paulo (SP), num encontro do setor cervejeiro. Na mesma oportunidade, a GL Events Exhibitions fez o lançamento oficial da Brasil Brau 2026 e a Abracerva anunciou os vencedores da etapa nacional da Copa Cerveja Brasil 2025.

O pódio cervejeiro da Lata Mais Bonita do Brasil

• 1º lugar: Massala Red — Go Brew Cervejaria Artesanal

• 2º lugar: Super Kunk IPA — Fumaçônica Brewery

• 3º lugar: Mango Sour Dream — Fumaçônica Brewery

Na disputa que é o coração do concurso para os amantes de cerveja, a categoria Cervejarias destacou três rótulos pela sua estética e comunicação visual. O primeiro lugar foi conquistado pela Massala Red, da Go Brew Cervejaria Artesanal, de Anápolis (GO). A lata chamou a atenção do júri pela ousadia e pela forma como traduziu o conceito de especiarias e complexidade na sua arte gráfica, garantindo a medalha de ouro.

A Fumaçônica Brewery, de Curitiba (PR), fez bonito e dominou o restante do pódio. Ela garantiu o segundo e terceiro lugares, mostrando a força do seu trabalho de design. A prata ficou com a Super Kunk IPA e o bronze com a Mango Sour Dream. Ambas as latas usaram cores vibrantes e ilustrações marcantes, provando que o design impactante é crucial para as cervejas especiais.

Outros Produtos

Vencedora da categoria Outras Bebidas, a edição especial 51 Ouro São João trouxe xilogravura do famoso artista J. Borges para celebrar a cachaça e a cultura nordestina (Crédito: Divulgação)
Vencedora da categoria Outras Bebidas, a edição especial 51 Ouro São João trouxe xilogravura do famoso artista J. Borges para celebrar a cachaça e a cultura nordestina (Crédito: Divulgação)

• 1º lugar: 51 Ouro São João com J. Borges — Companhia Müller de Bebidas

• 2º lugar: Energético Legacy Tangerina — Legacy Energy Drink

• 3º lugar: Seagers Gin Tonic Morango e Hibisco — Stock do Brasil

A nova categoria provou o potencial da lata de alumínio para além do universo cervejeiro. O primeiro lugar foi para um rótulo que soube unir tradição e arte nacional: a edição especial 51 Ouro São João com J. Borges, da Companhia Müller de Bebidas. A embalagem utilizou a xilogravura do famoso artista J. Borges para celebrar a cachaça e a cultura nordestina.

Em segundo lugar, a Legacy Energy Drink foi premiada pelo design moderno e energético da sua lata Legacy Tangerina. O terceiro lugar destacou a elegância das Ready-to-Drink (RTDs), premiando a lata Seagers Gin Tonic Morango e Hibisco, da Stock do Brasil.

O Valor do Design e da Sustentabilidade

A escolha dos vencedores resultou de um processo cuidadoso. A primeira etapa foi feita por um júri técnico, que analisou critérios como criatividade, estética, adequação ao produto e clareza na comunicação. Depois, os melhores rótulos foram para a etapa de votação popular, realizada no site oficial do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil

Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, celebrou o crescimento e a relevância do concurso. Ele destacou a conexão entre design e responsabilidade ambiental. “O Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil mostra o quanto o design e a inovação são parte essencial da construção de marcas e da conexão com o consumidor. É uma celebração da criatividade e também do potencial sustentável da lata de alumínio — um verdadeiro símbolo de circularidade e eficiência ambiental”.

O prêmio reforça a posição da lata como uma embalagem moderna e versátil. Ela se estabelece como a plataforma criativa e sustentável para marcas de todos os portes. Os vencedores não apenas levaram troféus, mas também receberam um selo oficial de reconhecimento e participarão de ações de visibilidade promovidas pela Abralatas e entidades parceiras, elevando ainda mais o reconhecimento de suas criações.

Copa Cerveja Brasil 2025: Abracerva anuncia resultado da etapa nacional

A noite desta quinta-feira (23) foi de celebração para o meio cervejeiro nacional. Em evento na Cervejaria Croma, em São Paulo (SP), a Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal) anunciou as cervejas vencedoras da etapa nacional da Copa Cerveja Brasil 2025. A cerimônia não apenas coroou as melhores produções como também marcou um encontro da cadeia produtiva: na mesma oportunidade, a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) revelou as vencedoras da 4ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil e a GL Events Exhibitions fez o lançamento oficial da Brasil Brau 2026, o maior evento profissional do setor na América Latina.

Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva, destacou a importância dos parceiros. “Encerramos com festa a 3ª edição do Conexão Cerveja Brasil. Temos muito a agradecer a Abralatas, que além de parceira neste evento que é apoiadora do road show, e a confiança da GL Events para assumirmos a curadoria do congresso da Brasil Brau em 2026”.

A Copa Cerveja Brasil faz parte do road show Conexão Cerveja Brasil, promovido há três anos pela Abracerva. O evento itinerante percorre as cinco regiões do país com ações de capacitação e integração do setor. Além do concurso, a iniciativa inclui festival cervejeiro e congresso técnico em todas as etapas regionais. O projeto tem patrocínio de Globalfood, Hop France, Sebrae e Lallemand, com apoio da Academia da Cervejae da Abralatas.

Copa Cerveja Brasil 2025

Desde maio a Copa Cerveja Brasil passou por cinco etapas regionais: Salvador (etapa Nordeste), Brasília (etapa Centro-Oeste), São Paulo (etapa Sudeste), Belém (Etapa Norte) e Porto Alegre (etapa Sul). Foram ao todo cerca de cem jurados especialistas que avaliaram 823 rótulos de 22 estados e do Distrito Federal.

A premiação da etapa final foi disputada pelos 277 rótulos que já haviam conquistado medalhas em suas etapas. Eles foram reavaliados um novo júri de especialistas na etapa nacional. O resultado foi a premiação das melhores entre as melhores, com pódio completo (ouro, prata e bronze) em 18 categorias. A lista completa ficará disponível no perfil do Instagram da Abracerva.

As medalhistas de ouro nesta fase já ganharam inscrições para representar o Brasil no World Beer Cup, nos Estados Unidos, concurso de maior prestígio do mundo. 

Pilsen com café da Cervejaria Louvada faturou medalha de prata no Best of Show da Copa Cerveja Brasil 2025 (Crédito: Divulgação/ Louvada)
Pilsen com café da Cervejaria Louvada faturou medalha de prata no Best of Show da Copa Cerveja Brasil 2025 (Crédito: Divulgação/ Louvada)

Pódio marcado pela brasilidade

Essas cervejas com a mais alta premiação também competiram entre si pelo prêmio de “Best of Show”, ou seja, a melhor cerveja do concurso. A medalha de ouro ficou com a cerveja Frutopia, da Yellow Bird Brewery (Pinhais–PR) em colaboração com a Hespanha Brewery (Paranaguá–PR). 

Trata-se de uma Brazilian Wood and Barrel Aged Sour Beer que tem uma combinação inusitada: a base é uma Catharina Sour — estilo brasileiro de cerveja ácida — que incorpora amoras, morangos, tangerina e limão, com um toque final dado pela maturação com chips de Amburana, uma madeira aromática tipicamente nacional. 

A medalha de prata foi para a Pilsen com Café da Cervejaria Louvada, de Cuiabá (MT). O rótulo é uma International-Style Pilsner que recebeu café Catuaí Vermelho (método honey process). Já o bronze ficou com a cervejaria Stannis, de Jaraguá do Sul (SC), pela sua potente Kaptain Lisa, uma Adambier (estilo alemão forte e escuro) de 9% ABV.

Houve ainda um prêmio especial para a cervejaria Uriboca, de Belém (PA). Com sua Já Mè Vú, uma “French Session India Pale Ale”, eles venceram a categoria especial patrocinada pela Hop France e garantiram uma viagem a Strasburgo para conhecer a produção de lúpulo in loco.

“O resultado da Copa Cerveja Brasil 2025 reforça o valor dos ingredientes brasileiros na cerveja. Em todas as regiões ao menos um dos principais premiados utilizou fruta, madeira ou outro elemento de nossa cultura gastronômica. E o mesmo acontece agora na Etapa final, com a amburana e com o café”, comemora Gilberto Tarantino.

Álcool ilícito pode responder por até 27% do consumo global de bebidas, diz Tracit

A recente onda de intoxicações por metanol no Brasil, fruto da adulteração de bebidas destiladas, está abrindo os olhos da sociedade para um problema que não é recente e nem exclusividade nacional: o mercado ilegal de bebidas. Segundo a Transnational Alliance to Combat Illicit Trade (TRACIT), o álcool ilícito pode responder por até 27,7% do consumo global de bebidas em 2025. Ou seja, adulterações e falsificações podem afetar uma em cada quatro garrafas de bebidas do planeta.

O número foi revelado em entrevista exclusiva do diretor-geral da TRACIT, Jeff Hardy, ao Guia da Cerveja. O executivo esteve no Brasil nos últimos dias para contribuir na discussão sobre a circulação de bebidas alcoólicas adulteradas no país. Ele participou de uma audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais do Senado na última quarta-feira (15).

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E, apesar de o problema não ser exclusividade brasileira, o caso nacional é preocupante. Segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado na noite de segunda-feira (20), nove pessoas morreram intoxicadas por metanol no Brasil. O órgão diz que seis casos estão confirmados em São Paulo, dois em Pernambuco, no município de Lajedo, e um no Paraná, em Foz do Iguaçu. Mais sete óbitos seguem em investigação. Ao todo, 47 casos foram confirmados, 57 seguem em investigação e 578 notificações foram descartadas. 

Na semana passada, as investigações da polícia de São Paulo levaram a postos de combustíveis em São Bernardo do Campo e Santo André, no ABC paulista, que estariam vendendo etanol batizado com metanol. Esse tipo de produto teria sido utilizado por criminosos para adulterar as bebidas destiladas, causando parte das mortes. 

A TRACIT é uma organização sem fins lucrativos do setor privado que visa diminuir os danos econômicos e sociais do comércio ilícito de bebidas. As empresas associadas são responsáveis por 1,5 mil marcas de bebidas que operam em 190 países e empregam cerca de 800 mil pessoas. 

Na conversa abaixo, Jeff Hardy fala um pouco mais sobre o mercado ilegal de bebidas no mundo e conta o que funciona e o que não funciona no combate ao álcool ilícito no mundo.

Quão grande é o problema do mercado ilegal de bebidas no mundo hoje?

O problema é significativo e heterogêneo entre regiões. As estimativas da TRACIT indicam que o álcool ilícito pode responder por até 27,7% do consumo global em 2025. Esse índice varia conforme três fatores principais: pressão tributária sobre o mercado legal, brechas regulatórias/fiscalização frágil e acesso indevido a insumos químicos como etanol industrial e metanol. Picos de mortalidade aparecem quando o metanol entra na cadeia ilícita. A resposta efetiva combina controle químico direcionado, atuação policial sobre redes criminosas e comunicação pública para orientar o consumidor.

A cerveja é afetada pelo mercado ilegal da mesma forma que outras bebidas, ou há alguma particularidade?

A dinâmica é diferente. Adulteração com metanol está associada sobretudo a destilados, não à cerveja. No caso da cerveja, quando há ilegalidade, ela costuma ocorrer por práticas como refilagem de garrafas, uso indevido de rótulos/embalagens ou sonegação, não por contaminação com metanol. Além disso, o teor alcoólico mais baixo e a menor margem por unidade tornam a cerveja menos atraente para esquemas de adulteração química. Ainda assim, o consumidor deve priorizar canais formais, onde controles de qualidade, rotulagem e rastreabilidade garantem segurança.

Diversos governos ao redor do mundo estão lidando com o problema do álcool ilícito. Quais são os casos de maior sucesso no combate ao mercado ilegal de bebidas e por que funcionam?

Vemos bons resultados quando há coordenação interagências e foco nos pontos de maior risco. Exemplos incluem: (i) Reino Unido, com inspeções baseadas em risco e integração entre autoridades fiscais, aduaneiras e de saúde; (ii) Colômbia, com aprimoramento do monitoramento de insumos químicos e fiscalização direcionada. O elemento comum é atacar a cadeia de suprimento de etanol/metanol e as redes criminosas, em vez de impor camadas generalistas de controle sobre quem já está em conformidade.

Endurecer a legislação é uma boa abordagem para esse tipo de crime?

Leis claras e proporcionais ajudam, mas não bastam sozinhas. O essencial é a aplicabilidade: tipificações que alcancem desvio de insumos químicos e falsificação, penas que desestimulem a reincidência, celeridade processual e apreensão de ativos dos criminosos. Sem execução efetiva, somente “apertar a lei” pode aumentar custo de conformidade para o setor legal sem reduzir o risco para o consumidor.

Essas soluções se aplicam ao mercado brasileiro? Ou como o Brasil poderia melhorar o combate ao mercado ilegal?

Sim, são aplicáveis e podem ser adaptadas. Algumas recomendações são: (1) força-tarefa nacional entre Receita, Anvisa, polícias e ministérios para focar desvio químico; (2) rastreamento do etanol industrial da produção ao uso final, com auditorias e cruzamento de dados; (3) padrões harmonizados de desnaturação, com fiscalização em produtores e distribuidores; (4) penalidades robustas redes que operam metanol/etanol desviados, incluindo confisco de bens; (5) campanhas de conscientização para reforçar que o mercado legal é seguro e que o informal oferece risco real; (6) calibragem tributária que reduza incentivos ao consumo de produtos ilícitos.

COP30: cervejas de Belém focam em sustentabilidade para dialogar com o público

As cervejarias de Belém (PA) estão se preparando para receber, em novembro, os estrangeiros que irão desembarcar para a COP30, conferência anual que debate mudanças climáticas. É a primeira vez que uma edição será realizada em uma capital da Amazônia. A presença de visitantes está sendo tratada como estratégica pelas cervejarias, que querem se expor ao mundo, consolidar a marca e expandir negócios. E, para dialogar com o público, investem em processos e ações de sustentabilidade.

“A COP30 em Belém representa, sem dúvida, um marco histórico e uma oportunidade única de projeção para as marcas amazônicas”, afirma Ronaldo Maiorana Jr, presidente do Lide Pará e diretor-executivo da Indústria de Bebidas Paraense (Inbepa).

“Um dos nossos principais objetivos é consolidar a marca como uma empresa que prioriza a qualidade dos seus produtos e o compromisso com a comunidade local. Reconhecemos a importância vital dos recursos naturais, todas as nossas ações são pautadas pelo respeito às leis e regulamentos ambientais vigentes”, diz Jorge Alexander Kowalski, CEO da cervejaria Cerpa. Ele destaca que a cervejaria tem compromisso “de cuidar das fontes naturais” e que faz reciclagem em todas as operações.

Peso da tradição alemã e paraense

A fabricante Cerpa deve se posicionar como uma empresa genuinamente paraense – mas com ascendência alemã. Fundada em 1966 pelo alemão Konrad Karl Seibel, a Cerpa produz atualmente diversas marcas, como Cerpa Export, Cerpa Prime e Kroland, e diz estar alinhada às práticas de sustentabilidade há décadas. 

Na COP30, a cerveja Cerpa deve reforçar o compromisso com a comunidade local. “É o momento de mostrarmos que a atividade econômica e o compromisso social e ambiental podem andar de mãos dadas. Esperamos dar o exemplo e encorajar outros a envolverem-se ativamente em ações sustentáveis”, diz Kowalski.

Cerveja Caribeña-paraense na COP30

A Pilsen Caribeña, da Inbepa, foi lançada em 2023 e deve se posicionar na COP30 como uma cerveja de alto padrão na Amazônia feita com práticas sustentáveis. Segundo Maionara Jr, a Inbepa adota processos de eficiência energética e reutilização de insumos, além de promover iniciativas de conscientização ambiental.

Neste ano, a empresa lançou uma lata da cerveja Caribeña com um selo da COP30 em uma embalagem que destaca a característica do alumínio, que é 100% reciclável.

Cerveja na COP30: embalagem da Caribeña ilustrada por selo da COP30. (Imagem: Reprodução/Instagram)
Cerveja na COP30: embalagem da Caribeña ilustrada por selo da COP30. (Imagem: Reprodução/Instagram)

“No caso da Caribeña, a presença de um público internacional e diverso reforça a possibilidade de posicionar nossa cerveja como um produto que nasce da Amazônia, mas dialoga com o mundo. Trata-se de um momento estratégico para fortalecer a identidade da marca — uma cerveja genuinamente paraense, feita com qualidade premium e com respeito ao meio ambiente — diante de um público sensível a temas de sustentabilidade e cultura local”, diz.

Produção 

Segundo Maionara jr, a Inbepa vem se preparando com antecedência para garantir o abastecimento de Belém e dos estados vizinhos durante a COP30. 

Para isso, a estrutura industrial e logística foi reforçada para ampliar o envase e a distribuição da Caribeña. O foco é em pontos estratégicos como bares, restaurantes, hotéis e eventos paralelos ao encontro climático.

“Nosso objetivo é que a Caribeña esteja presente em todos os ambientes de celebração e convivência da COP, mantendo a qualidade e o frescor que caracterizam a marca”, diz.

Internacionalização

Além de uma oportunidade de reforçar a marca Caribeña, a Inbepa olha para a COP30 como um ambiente de negócios para o plano de internacionalização. “Estamos estruturando um projeto de internacionalização, com foco inicial em mercados da América Latina e, em seguida, em destinos onde há crescente interesse por produtos de origem amazônica”, diz Maionara Jr.

Dados da Inbepa apontam que, em 2023, a indústria produziu cerca de 16 mil hectolitros, uma produção significativa para a região Norte. A distribuição chega ao Amapá, Maranhão e Roraima.