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Dia Internacional da Cerveja: Conheça a origem da data e saiba como celebrá-la

A primeira sexta-feira de agosto é um dia especial para todos os envolvidos no setor cervejeiro, sejam os responsáveis pela produção da bebida, os empreendedores do segmento ou os consumidores. Afinal, a data marca a celebração do Dia Internacional da Cerveja.

A criação da efeméride ocorreu em 2007, em Santa Cruz, na Califórnia, cidade mais conhecida pelo seu envolvimento com a cultura do surfe e do skate. E o seu idealizador foi Jesse Avshalomov. Inicialmente, havia uma data fixa – 5 de agosto. Mas, após a edição de 2012, optou-se pela mudança para a primeira sexta-feira do mês de agosto.

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De acordo com os responsáveis pela criação da data, o seu surgimento teve três motivações: reunir-se com os amigos para saborear a cerveja, celebrar os responsáveis por fabricá-la e servi-la e, por fim, unir o mundo sob a bandeira da bebida, comemorando as cervejas de todas as nações juntas em um único dia.

Para festejar e permitir essa troca de culturas, os idealizadores também sugerem que se presenteie alguém com uma cerveja. E que os consumidores provem e bebam rótulos diferentes dos usuais, além de agradecer aos seus cervejeiros e garçons.

Os organizadores do Dia Internacional da Cerveja estimam que a festa já alcançou 80 países de seis continentes, além de mais de 200 cidades. O Brasil, evidentemente, não fica fora da celebração, ainda mais por ser um ator importante do segmento, tendo mais de 1.200 fábricas registradas até 2019, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

E, mesmo com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, o segmento continua ativo. Afinal, como destaca Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da cervejaria artesanal Dádiva, o lançamento de novos produtos tem ajudado a empresa a se manter ativa e saudável financeiramente.

“Desde março, colocamos no mercado mais de 10 novos rótulos e todos foram muito bem recebidos pelos parceiros e clientes. Alguns desses rótulos foram produzidos somente por nós, da Dádiva, enquanto outros foram produzidos em colaboração com outras marcas”, pontua Luiza.

Celebração com reflexão
A comemoração do Dia Internacional da Cerveja também pode servir para algumas reflexões sobre a busca por um segmento mais igualitário e menos machista – e os obstáculos necessários para alcançá-lo. Divulgado em outubro de 2019, o 1º Censo das Cervejarias Independentes Brasileiras apontou que o ambiente do setor ainda é bastante masculinizado, com 89% dos profissionais sendo homens.

Camila Nassar, hoje técnica de produção da cervejaria Berggren, entrou para o segmento como estagiária. A partir daí, começou a estudar sobre insumos e a ler livros para cervejeiros caseiros. Em pouco tempo, comprou equipamentos para começar a fazer a bebida em casa. E precisou encarar o preconceito no mercado de trabalho.

“Em 2016 eu já era gerente de uma loja de cervejas de Campinas e, apesar de entender bastante sobre o assunto, muitos clientes gostavam de tirar dúvidas com um dos atendentes homens, porém, esses últimos sempre acabavam recorrendo a mim, o que deixava os clientes sem graça quando  presenciavam tal cena”, ressalta Camila.

Celebração com show
Mesmo com a realização de shows em casa de espetáculos parecendo ser algo muito distante em função do surto de coronavírus no Brasil, haverá uma apresentação musical para celebrar o Dia Internacional da Cerveja. A Brahma vai levar, nesta sexta, a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano para se apresentar na sua fábrica em Agudos (SP). A live terá início às 20 horas.

Durante a transmissão, serão abordados os 130 anos de tradição cervejeira de Brahma, os processos envolvidos na fabricação da bebida e curiosidades.

“Nessa data especial para os amantes de uma boa cerveja, resolvemos abrir a porta da nossa casa, da Cervejaria Ambev de Agudos, para celebrarmos juntos o Dia Internacional da Cerveja, com os nossos queridos parceiros e brahmeiros, Zé Neto e Cristiano. Além de entreter o público com mais essa live da dupla, poderemos mostrar algumas curiosidades da nossa produção, dos nossos processos e, é claro, da nossa Brahma”, conta Maria Rachel Carvalho, gerente de marketing da Brahma.

8 dicas de opções e presentes cervejeiros para celebrar o Dia dos Pais

A celebração do Dia dos Pais será diferente neste ano para algumas famílias, em função das medidas de isolamento social, mas a ideia principal não se altera: festejar e homenagear essa relação especial no domingo. Ainda melhor se for com um brinde para marcar a data.

Não importa se o pai gosta de uma cerveja mais tradicional, se arrisca ou conhece tudo no universo das artesanais, é disciplinador, companheiro de aventuras ou trabalhador. Há sempre uma boa forma de tocá-lo. E, pensando nos pais cervejeiros, o Guia preparou uma seleção especial com diversas opções para presentes, dicas e até eventos. Confira.

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Paizão cervejeiro
A cervejaria mineira Krug desenvolveu um combo exclusivo para essa data. É o Kit Paizão Cervejeiro, com uma bolsa personalizada exclusiva, desenhada especialmente para esse projeto. As cervejas do kit incluem o lançamento da Krug, a German Pils, e uma caneca deste rótulo, que é uma edição especial e limitada. Tem ainda a Double IPA Ignorância, a Jambubier, feita com a planta que dá nome à cerveja e causa dormência na boca, a Cacau Stout e a Krug 20, além de 8 bolachas. O kit custa R$ 149 e está disponível em: https://loja.krug.com.br/produtos/kit-paizao-cervejeiro/.

Cerveja com charcutaria
Em parceria com o Oma Café Colonial, a Cervejaria Nacional apresenta uma cesta com opções artesanais contendo a cerveja da casa e acompanhamentos de charcutaria. Entre as possibilidades estão pão de malte de cerveja (400g), patê de gorgonzola, tapenade de azeitona, manteiga de ervas e lúpulo e a tábua de queijos e frios, com parmesão, cheddar da serra das antas, salame, presunto cru e copa. Já o chope fica sob escolha do cliente, com um growler de 1 litro e copo da Cervejaria Nacional, nos estilos de Pilsen, Weiss, IPA, Amber Ale ou Stout. As encomendas devem ser realizadas pelo site, aplicativo, Instagram ou WhatsApp da cervejaria.

Cerveja com acessórios
A Júpiter montou kits de presentes que prometem fazer a alegria dos pais, formados por uma ou duas cervejas mais acessórios – como camiseta, boné, copo e abridor – e bolachas de cortesia. O destaque fica para os kits de Alt Is Cool (Altbier) + Lake Balboa (West Coast IPA), com ou sem a caldereta. Para completar, ainda estão disponíveis as últimas caixas do box de inverno, que traz uma Golias, duas barras de chocolate Bean to bar da Majucau e duas canecas personalizadas. Todos estão à venda no e-commerce cervejariajupiter.com.br.

Cerveja com harmonização
Brewpub recém-inaugurado em São Paulo, a Soma Cervejaria apresenta produtos artesanais da melhor qualidade, que podem ser degustados no local, em casa ou enviados como presente. A seleção é uma combinação entre o pão e a cerveja da casa, um growler de um litro acompanhado por antepasto e embutido, tudo feito por produtores artesanais do bairro de Moema. O estilo escolhido para harmonizar é uma Hop Lager, uma cerveja de baixa fermentação, coloração amarelada, corpo baixo e com dry hopping de lúpulo Galaxy. A seleção custa R$ 94,60 e serve até três pessoas. Pedidos para São Paulo podem ser feitos diretamente pelo delivery somacervejaria.deliveryem.casa ou pelo aplicativo iFood.

Cerveja para todos os gostos
A Landel está cheia de dicas de presentes. A primeira delas, produzida especialmente para a data, é o novo growler de vidro com capacidade para 750ml e que pode ser comprado vazio ou com dois estilos – Mandarina Lager ou Session IPA. O Growler sai por R$ 50 vazio e R$ 60 com Mandarina Lager ou Session IPA. Para os pais que gostam de experimentar novos rótulos, a ideia é presentear com um pack da Surffing Doggy, a West Coast IPA da Landel. A unidade da lata sai por R$ 26, o pack com quatro custa R$ 100 e o litro no PET está à venda por R$ 39. E, para os pais que têm uma queda por cervejas ácidas, a dica é garantir 1 litro do novíssimo lote e único da Sour feita com amora, framboesa e cereja in natura. A opção está disponível apenas no growler PET a R$ 43. Para mais informações, acesse: https://loja.cervejarialandel.com.br.

Cerveja com multiferramentas
Em parceria com a Roleta Russa, a marca de vestuário e equipamentos do segmento tático Invictus montou um kit com multiferramentas, caneca térmica Mugla e uma cerveja IPA de extrema personalidade – tudo em uma embalagem muito especial. O presente está à venda de forma exclusiva pelo e-commerce www.invictus.com.br.

Boteco in a Box
A Bohemia quer ajudar os pais a matarem a saudade dos bares com a ação Boteco in a Box, um guia divertido de como montar um boteco em casa. A ideia central do projeto é ter uma caixa presa na parede com os utensílios básicos para uma boa mesa de bar. E, quando der aquela saudade do boteco, é só abrir o kit. “A ação é mais uma iniciativa da marca para estimular os consumidores a ficarem em casa”, explica Gustavo Saab, gerente de marketing de Bohemia. 

Pai sambista
Em ação da Original, Arlindinho vai homenagear o pai Arlindo Cruz com um vídeo nas redes sociais da marca. A iniciativa também contará com uma live especial no domingo, chamada Em Nome do Pai, às 18h30, no YouTube do próprio Arlindo Cruz.

Beck’s lança pack especial com seis cervejas em escala gradual de IBUs

A Beck’s convidou um time de especialistas para um evento online na noite desta quarta-feira. E, na ocasião, a cervejaria alemã anunciou o lançamento do Beck’s Starter Pack, uma edição especial e limitada para destravar o paladar dos brasileiros aos sabores mais amargos, conforme descreve a marca da Ambev.

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A novidade chega ao mercado nesta sexta-feira, em comemoração ao Dia Internacional da Cerveja. O Beck’s Starter Pack oferece ao consumidor seis garrafas em escala gradual de IBU: Skol (8), Bohemia (9), Budweiser (10), Brahma Extra Lager (13), Stella Artois (16) e Beck’s, que atinge o nível 20.

Para a marca, o lançamento é um convite a explorar novos sabores e destravar definitivamente o interesse dos brasileiros por novos rótulos no mercado cervejeiro. “Nos últimos anos, os brasileiros têm se interessado cada vez mais por tudo o que envolve o universo da cerveja, da escolha dos ingredientes às diferentes receitas”, explica Alexandre Esber, mestre-cervejeiro de Beck’s.

“O IBU nos mostra qual o nível de amargor da cerveja e cada consumidor tem um paladar diferente e suas preferências. O paladar é uma questão de costume. É uma construção a partir da experimentação e dos estímulos que aquela cerveja desperta em cada pessoa e, uma vez desenvolvido, não retrocede”, completa Alexandre.

Conhecida por seu IBU superior aos outros rótulos do segmento premium do mercado, a Beck’s quer quebrar paradigmas no país. Se os brasileiros historicamente são acostumados com cervejas mais suaves e leves, a marca vai desafiar esse ponto de vista. E tudo começa com e evolução do paladar.

Com o novo pack, os consumidores de todo o país são provocados a ingressar em uma jornada sensorial que vai prepará-los para o sabor de Beck’s, mais amargo e sofisticado, segundo complementa a marca.

O Beck’s Starter Pack estará à venda no Empório da Cerveja por R$ 29,94.

Entrevista: Implicantes fala sobre ataques e luta pela representatividade negra

De maneira inesperada e repentina, a Implicantes passou de uma pequena fábrica artesanal a assunto de todo o mercado cervejeiro nacional após ter sido bombardeada por manifestações racistas nas redes sociais. As mensagens reagiam à divulgação da campanha de financiamento coletivo que a marca gaúcha, autodeclarada a primeira cervejaria criada e gerida por negros no Brasil, lançou para solucionar os efeitos da crise e dar cabo aos planos de ampliação da fábrica.

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Para Diego Dias, fundador da Implicantes, se o posicionamento da empresa que homenageia em seus rótulos personalidades históricas negras como o jogador Leônidas da Silva, a romancista Maria Firmina dos Reis e a atriz Ruth de Souza chega a incomodar alguém, é sinal de que o trabalho está sendo bem feito. Tanto que a repercussão positiva fez com que a cervejaria alcançasse seu objetivo com a campanha de financiamento em praticamente metade do tempo esperado.

Em entrevista na live do Guia, realizada pela correspondente Candy Nunes nesta quarta-feira e que está dividida em dois vídeos no IGTV (aqui e aqui), Diego conversou sobre os rótulos da Implicantes, a origem da cervejaria, seu posicionamento e a polêmica dos ataques recebidos.

Confira, a seguir, os principais momentos da conversa com Diego Dias, fundador e sócio da Implicantes.

Semente
A ideia da cervejaria nasceu quando eu e meu irmão íamos a eventos cervejeiros, nos víamos sozinhos como negros naquele ambiente e notávamos olhares hostis, como se não devêssemos estar naquele lugar. Uma coisa que nos entristecia era ver cervejarias tentando representar o negro de maneira equivocada, com figuras caricatas, personagens de televisão, apelidos que negros recebem em ambiente escolar ou profissional – e sempre ligado a uma cerveja escura. Eram atos falhos e sem nenhum tipo de história por trás.

Proposta
Desde o início já tínhamos essa pegada de fazer cervejas que coubessem no bolso de todo mundo. A ideia começou a tomar corpo, com a identidade, as receitas, conversamos sobre abrir uma cigana, mas tivemos uma proposta para comprar uma fábrica e adquirimos de segunda mão. A partir daí começamos a produção de larga escala. Pensamos em duas séries: uma de cervejas complexas, com foco em beergeeks, e uma de porta de entrada. Vimos que nosso público queria mesmo as cervejas mais em conta, de entrada no universo da artesanal, e seguimos esse rumo.

Pandemia
Inicialmente, vendíamos mais para pontos de venda, mas não estávamos conseguindo tantos lugares e parceiros em PDVs, e vimos que muita gente estava querendo a Implicantes em eventos. Passamos a ter mais demanda de instalação de chopeira em eventos. Fizemos investimentos em chopeiras, em uma Kombi com torneiras para casamentos e formaturas. Aí chegou a pandemia e tudo mudou. Passamos a trabalhar principalmente com a entrega de growler pet, mas não foi suficiente para pagar todas as contas. Uma coisa é atender um cliente que pede 20 litros, outra é atender quem compra 1 litro.

Financiamento coletivo
No começo da pandemia começamos a ver que o governo ia disponibilizar empréstimo para os pequenos, mas é uma coisa muito complicada. Para ter um empréstimo você precisa ter dinheiro. No momento em que a gente estava em desespero, vimos que a saída seria um financiamento coletivo, que muitas cervejarias fizeram. Fizemos uma American Blond Ale, copos, bonés e camisetas exclusivas para quem contribuir, itens para coleção.

Clique aqui para acessar a campanha

Polêmica
A campanha já estava correndo, estávamos fazendo publicações. A namorada de um dos sócios replicou a publicação pedindo apoio e que as pessoas compartilhassem, uma corrente do bem, super normal. E ela começou a receber mensagens de ódio no perfil dela. Quando eu compartilhei em grupos cervejeiros, veio um bombardeio de mensagens de diminuição pelo fato de sermos a primeira cervejaria negra. A única ideia que temos quando falamos que somos a primeira fábrica idealizada por negros, é para o pessoal preto ver que eles não estão sozinhos nesse mercado, que tem alguém que está lá tentando representar de maneira correta nos rótulos, falar da nossa essência, das nossas raízes.

Foi uma coisa que tomou um rumo desproporcional, um ataque orquestrado, com perfis fakes, mensagens copiadas e coladas. Foi muito ruim, mas vimos que tinha muita gente boa que se identificava com a proposta. Tivemos muita mensagem de apoio, inclusive do Garrett Oliver (fundador da Brooklyn Brewery). Ele fala que está no último degrau da escada e está descendo para levar os pretos juntos. Apaguei da minha memória muitas das respostas negativas, mas me marcaram bastante as mensagens que diziam que estávamos fazendo apropriação cultural da cerveja alemã. É uma mentalidade preocupante. Mas, se essas pessoas estão se incomodando, significa que estamos fazendo nosso trabalho certo.

Resultados
A campanha começou no dia 2 de julho. Imaginávamos que bateríamos a meta em 50 dias, mas, depois dos ataques, acabamos batendo em 30 dias. Esse episódio só deixa claro que quem vai contra a representatividade está por falir.

Black is Beautiful
Óbvio que a morte do Floyd foi uma tragédia, mas temos que olhar as tragédias que temos aqui. É muito legal o que fizeram lá, mas, se é para fazer alguma coisa no Brasil, que seja de uma maneira que seja eficaz, e não somente pelo hype. Recebemos convites e pensamos em entrar no Black is Beautiful. Tem tantas pessoas que são assassinadas aqui e acabam entrando só para as estatísticas e, quando fazem barulho lá, todo mundo se movimenta. Saem tantas notícias aqui e nada é feito. Se cervejarias vão participar do Black is Beautiful, elas têm que pensar se vão fazer a diferença em seguida.

Afrocerva
Somos um coletivo de profissionais e entusiastas do ramo que se juntou porque todos têm alguma experiência negativa e queremos fazer diferença. É necessário ter esse espaço de conversa porque, se as cervejarias ainda estão fazendo coisas erradas, é preciso bater de frente. Pelo nosso coletivo podemos conversar e fazer com que mudem.


Novo e-commerce de latas da Ball cria 6 kits personalizados para cada estilo de pai

As medidas de isolamento social, necessárias em função da crise do coronavírus, alteraram hábitos e levaram o consumo para dentro das residências. Foi nesse contexto que a Ball lançou no Brasil, há cerca de um mês, o comércio digital Vá de Lata Store. E, agora, a plataforma busca aproveitar a celebração do Dia dos Pais para ampliar a sua aproximação com o consumidor.

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Para isso, o site está oferecendo seis opções de packs de latinhas para cada estilo de pai. São eles: o Moderninho, “que não deixa passar uma novidade”; o Mestre Cervejeiro, “que saca tudo de cerveja”; o Sommelier, “que adora um vinhozinho na lata”; o Tranquilão, “que bebe só para molhar a garganta”; o Casca Grosa, “que gosta da geladeira sempre cheia”; e o Aventureiro, “que vive experimentando coisas novas”.

Os kits de Dia dos Pais da Ball são acompanhados de cartões com mensagens especiais para familiares, amigos, casais e até crushes, gerando uma grande corrente de surpresas à distância na ação “Um brinde é o melhor presente”, conforme explica a multinacional.

A iniciativa da Ball para o Dia dos Pais também conta com uma parceria envolvendo o poeta @umcartão, que tem mais de 3 milhões de seguidores no Instagram e participa com um cartão exclusivo, oferecendo a possibilidade de se dar um presente mais personalizado.

Ao modificar o local de consumo, a crise do coronavírus também alterou a relação com as embalagens e a demanda por elas. E essa é uma das apostas da Ball com o vadelatastore.com.br, pois a lata é leve, gela mais rápido e permite o consumo em doses individuais.

A Ball é a líder mundial em embalagens sustentáveis de alumínio. A empresa disponibiliza ao setor opções ​​para clientes de bebidas e produtos domésticos, mas também atua com segmento aeroespacial e com outras tecnologias e serviços, principalmente para o governo dos Estados Unidos.

Green Mining atinge marca de 1 milhão de quilos de vidro coletados para reciclagem

A parceria entre bares, cervejarias e uma startup em busca de sustentabilidade no setor cervejeiro alcançou um resultado expressivo em julho. A Green Mining comunicou ter atingido a marca de 1 milhão de quilos de vidros coletados e enviados para reciclagem desde o início das suas atividades.

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“Tem sido uma jornada de muito aprendizado, com patentes depositadas e mais sistemas desenvolvidos. São mil toneladas coletadas e rastreadas de verdade, com monitoramento e, principalmente, respeito à mão de obra do início ao fim da cadeia”, afirma Rodrigo Oliveira, sócio fundador da Green Mining.

A empresa foi uma das 21 startups contempladas pela Ambev no programa Aceleradora 100+, iniciado em 2018 e no qual a multinacional cervejeira busca apoiar soluções inovadoras para auxiliar na concretização de suas metas de sustentabilidade até 2025.

A startup opera com logística reversa inteligente, coletando garrafas e outras embalagens de vidro em bares, restaurantes, hotéis e condomínios. A operação se iniciou em São Paulo, mas já alcançou Brasília e Rio de Janeiro. Para isso, captura o produto em grandes geradores e tem pontos de entrega para o consumidor.

Os coletores, utilizando triciclos, percorrem os estabelecimentos cadastrados em cada bairro e retornam com o material para o HUB. De lá, o vidro é enviado diretamente à fábrica da Ambev para reciclagem. A iniciativa é realizada por ex-catadores de rua, que são contratados, treinados e registrados em carteira de trabalho, com direitos garantidos e acesso a equipamentos de proteção.

Há pontos de entrega de vidro em regiões boêmias de São Paulo, como nos bairros do Brooklin, Bela Vista, Pinheiros, Perdizes, Vila Olímpia e Butantã. Já no Rio, as caçambas ficam localizadas no Flamengo, Laranjeiras e Leblon.

Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade da Ambev, elogia a atuação da startup parceira da companhia e o caminho pela sustentabilidade no setor cervejeiro.

“Ver todo esse crescimento da Green Mining só nos certifica de que estamos na direção certa para a construção de um legado positivo para o nosso ecossistema. Esse marco de 1 milhão de quilos mostra que com parcerias e inovação conseguimos ir muito mais longe!”, destaca o executivo da Ambev.

Cautela e concorrência: Analistas avaliam cenário para Heineken e Ambev

A divulgação dos balanços de Ambev e Heineken indica um cenário de disputa acirrada no mercado brasileiro, avaliam analistas de alguns dos principais bancos de desenvolvimento. Eles têm apontado uma recuperação gradual do segmento, ainda que sigam adotando uma postura cautelosa sobre a situação das gigantes cervejeiras nos próximos meses.

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O resultado financeiro da Heineken destacou, no Brasil, que a redução no volume de cerveja vendido foi inferior ao do restante do mercado nacional. Para o desempenho melhor do que a média, pesaram os bons resultados das marcas Heineken e Amstel no mercado. E outros rótulos também estão em recuperação.

“No Brasil, o volume de cerveja caiu um dígito baixo, superando o mercado local. Os portfólios premium e mainstream cresceram dois dígitos, liderados pelo crescimento da marca Heineken de cerca de 50% e o forte momento da Amstel. O portfólio econômico caiu cerca de 17%, mas já demonstrava tendências de melhora no segundo trimestre”, aponta relatório da XP Investimentos assinado por Betina Roxo, analista de alimentos e bebidas e estrategista de ações.

O balanço também informou que a receita líquida global da Heineken caiu 16,4% no primeiro semestre, influenciada pelas quedas de 13,4% no volume total consolidado e de 3,6% na receita líquida por hectolitro.

E a multinacional cervejeira holandesa reportou, ainda, que o impacto da crise do coronavírus foi maior no segundo trimestre, com redução de 19,4% no volume de cerveja, mas que os números negativos se concentraram em abril, sendo seguidos por uma recuperação a partir de junho.

Reação e concorrência
Essa reação é tanto vista nos números da multinacional holandesa no Brasil como nos resultados financeiros da sua maior concorrente dentro do país, que foram menos negativos do que o esperado. É o que aponta a análise da XP Investimentos ao destacar a disputa acirrada pelo mercado entre Ambev e Heineken após a divulgação dos seus balanços.

“Entendemos que a competição segue acirrada no Brasil. A Ambev reportou seu resultado do 2T20 na semana passada, com margens pressionadas conforme o esperado, mas registrou uma surpresa positiva no volume de Cerveja Brasil, que caiu apenas 1,6% YoY, versus expectativas do mercado de -15%”, avalia Betina.

A reação inesperada com o resultado da Ambev também se repetiu na análise do UBS, destacando que os “volumes surpreendem”, mas também apontando que a pandemia mantém um cenário de incerteza. E afirma que o cenário premium deverá ser o mais pressionado nesse período de crise.

“O aumento de casos, a potencial retomada das medidas de isolamento social e a incerteza macro devem restringir a estabilização do lucro”, destaca um trecho do relatório do UBS.

O banco de investimento manteve o preço-alvo de R$ 11 para a ação da Ambev, repetindo a recomendação de venda do papel, que fechou o pregão da última terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo cotado a R$ 13,40.

Live do Guia debate nesta quarta racismo no setor cervejeiro

Um lamentável caso de preconceito escandalizou o mercado cervejeiro nas últimas semanas. E, para debater o racismo no setor e entender a dimensão do problema, a live do Guia recebe Diego Dias, sócio da cervejaria Implicantes, vítima das ofensas criminosas. O papo será nesta quarta-feira, às 19 horas, no Instagram do Guia.

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Na live do Guia sobre racismo, Diego abordará a experiência de estar à frente da primeira cervejaria negra do Brasil e a importância de se posicionar em uma sociedade que insiste em perpetuar preconceitos.

Em julho, a Implicantes esteve no centro do debate sobre o racismo no setor cervejeiro após uma publicação que, teoricamente, era apenas mais uma entre milhares, criada em uma rede social para ajudar mais um estabelecimento que corria riscos de fechar as portas durante a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. 

O que diferia a publicação feita para fortalecer a vaquinha virtual em prol da Implicantes, contudo, era o fato de ser a “primeira cervejaria criada por negros no Brasil”. “Negro” e  “cervejaria” na mesma frase resultou em centenas de comentários preconceituosos, que geraram uma reação nacional de apoio à cervejaria.

“Após recebemos ataques racistas nas redes sociais, nós notamos como é importante ter representatividade no meio cervejeiro ou em qualquer outro ambiente. Também notamos que há pessoas que estão se sentindo incomodadas por uma cervejaria ser comandada por pretos, o que quer dizer que estamos fazendo um bom trabalho”, destaca Diego.

Criada no Rio Grande do Sul, a cervejaria Implicantes sempre se posicionou frente às questões raciais e adotou o hábito de homenagear representantes negros importantes em seus rótulos. 

Todas as semanas, em seu perfil no Instagram, o Guia leva ao ar lives com o objetivo de discutir temas relevantes e divulgar a cultura que cerca a cerveja, através de análises profundas sobre o que acontece nesse universo, sempre com convidados de diferentes áreas.

Produção de bebidas alcoólicas acelera em junho, mas mantém retração no ano

A produção de bebidas alcoólicas cresceu em junho, mas o segmento ainda luta para se recuperar da queda brusca dos últimos meses provocada pela crise do coronavírus, conforme apontou a Pesquisa Industrial Mensal divulgada, nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O mês de junho apresentou alta de 16,2% na produção de bebidas alcoólicas em comparação ao mesmo período do ano anterior. Mas, mesmo com o bom desempenho, o setor encolheu 10,9% no primeiro semestre do ano em comparação ao mesmo período de 2019. A fabricação acumulada nos últimos 12 meses também está em queda, com saldo negativo em 4,5%.

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Na fabricação de bebidas não-alcoólicas o resultado foi pior em junho: o item apresentou baixa de 1,5% na comparação ao sexto mês de 2019. No primeiro semestre de 2020, a queda foi de 13,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. E o acumulado dos últimos 12 meses (de julho de 2019 a junho de 2020) também registrou retração, de 4,6%. 

Entretanto, segundo o IBGE, a produção de bebidas foi um dos destaques da indústria nacional em junho, com alta de 19,3% no mês, na comparação com maio. E a expansão foi de 7,8% sobre junho de 2019. Já no primeiro semestre do ano, o setor encolheu 11,9%. Isso se reflete na queda do percentual acumulado nos últimos 12 meses, em 4,6%.

Produção da indústria tem alta
Já a produção da indústria nacional teve alta de 8,9% em junho, na comparação com maio. O avanço na produção contemplou todas as grandes categorias econômicas e 24 dos 26 ramos pesquisados.

Segundo o IBGE, a alta de 8,9% foi a maior desde junho de 2018 (12,9%), quando o setor retomou a produção logo após a greve dos caminhoneiros. Mesmo com o desempenho positivo em junho deste ano, a indústria ainda está 27,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destacou que, apesar de registrar a segunda alta seguida, o resultado na produção da indústria nacional não foi o suficiente para reverter a queda de 26,6% acumulada pelo setor nos meses de março e abril, após o início do isolamento social.

“Embora tenha crescido numa magnitude importante, acumulando expansão de 17,9% nos meses de maio e junho, a produção industrial ainda está longe de eliminar a perda concentrada nos meses de março e de abril. O saldo negativo desses quatro meses é bastante relevante (-13,5%)”, aponta André Macedo.

Vendas de cervejarias independentes nos EUA caem 10% no primeiro semestre

Os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre o segmento de cerveja artesanal nos Estados Unidos começaram a ser mensurados pela Brewers Association (BA). De acordo com seu relatório semestral, houve queda de 10% no volume de vendas das marcas independentes na primeira metade de 2020. Mas o resultado foi divulgado com diversas ponderações, apontando a dificuldade de se ter dados precisos, pois as performances das cervejarias no período foram bastante desiguais.

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Segundo o economista-chefe da BA, Bart Watson, as informações repassadas pelas empresas participantes da pesquisa da entidade mostraram variações mais elevadas na performance das cervejarias do que nos anos anteriores, o que se soma à dificuldade de obter números do varejo e a respeito de pagamentos de impostos, o que costumava ajudar na tarefa.

“Em anos normais, triangulamos dados com vários métodos para calcular o crescimento no meio do ano, e eles geralmente acabam trazendo dados bastante parecidos”, conta Watson. “Nesse ano, esses indicadores apontam para todos os lados.”

Watson ressalta que nos primeiros dois meses e meio do ano, o período que antecedeu a pandemia, o volume de vendas das artesanais seguia sua trajetória comum de crescimento entre 3% e 4%, o que deixa claro que o estrago provocado pela crise do coronavírus foi grande.

Para chegar aos 10% de queda ao final do semestre, o estudo considerou diversos recortes. O resultado médio ponderado pelo porte das cervejarias independentes, por exemplo, revelou queda de 13% em relação ao primeiro semestre de 2019. No levantamento por categoria (regional, micro, brewpub e taproom), a redução foi de 12%. Mas mapeando dados de cervejarias que não responderam à pesquisa, o declínio parece ser de 6%.

“É preciso ter em mente que as cervejarias estão tendo experiências muito diferentes dependendo da localização e do modelo de negócios”, justifica o economista-chefe da BA.

Segundo o estudo, 25% das cervejarias relatam que a queda em seu faturamento foi de mais de 27%, enquanto um terço chegou a reportar crescimento nas vendas do primeiro semestre de 2020.

Novas cervejarias
O estudo especulou, também, a respeito do segundo semestre de 2020. Na média, os entrevistados estão otimistas e apostam em um crescimento das independentes de 4% em relação ao mesmo período de 2019.

A esperança é maior entre as pequenas cervejarias, que preveem crescimento de 12% no volume de vendas. Na leitura de Watson, o otimismo pode ser explicado pelo sucesso nas adaptações que as marcas fizeram em seus modelos de negócio para se adaptar ao novo cenário.

(Com Brewbound.com)