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Ambev promete manter empregos e reforça delivery na pandemia do coronavírus

Líder do setor cervejeiro no Brasil, a Ambev diz ainda não conseguir mensurar os impactos da pandemia do coronavírus em seus negócios, mas garante ter realizado ações para minimizá-los. Em entrevista exclusiva ao Guia, a companhia assegurou a intenção de preservar o seu quadro de funcionários e revelou iniciativas para incrementar suas receitas através do sistema de delivery.

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A companhia garante que não está em seus planos realizar demissões ou mesmo reduzir os salários de seus trabalhadores, uma medida permitida pela MP 936, desde que adotada em conjunto com a diminuição da jornada. Mas tem colocado alguns funcionários em férias.

“Desde o início da pandemia nosso principal foco é manter nossos funcionários bem. Não teremos demissões e nem redução de salários. No momento, algumas medidas como adiantamento de férias para funcionários que tenham saldo, por exemplo, estão sendo tomadas”, destacou a Ambev.

Com os bares e restaurantes fechados, a impossibilidade de realização de qualquer evento público e a maior parcela da população seguindo as determinações de isolamento social, a empresa também tem buscado escoar parcela da produção e das suas vendas para o sistema de delivery, onde se concentra a compra de bebidas pelos consumidores nas últimas semanas. Mas a Ambev reconhece ser impossível não sofrer com os efeitos da crise do coronavírus.

“Não há como fugir de impactos de uma grande crise, ainda mais em nível mundial. Isso é válido em todos os setores da economia. O mercado tem que se adaptar ao cenário, muitos dos nossos consumidores estão em casa, mas estão consumindo. Nós ampliamos e adaptamos os serviços de delivery, o Zé Delivery, e nossos canais de e-commerce, Empório da Cerveja e Sempre em Casa para que nossos produtos continuem chegando às casas dos brasileiros”, relatou a empresa.

Mensurar o impacto da pandemia e os efeitos da paralisação sobre suas marcas mais tradicionais ou mesmo as artesanais é algo, porém, que a companhia garante ainda não ter condições de realizar. Assim como não consegue projetar o cenário para os próximos meses. “Não temos esse panorama ainda”, justificou a Ambev ao ser questionada pelo Guia sobre os impactos da crise e a projeção para os próximos meses.

Iniciativas
Mas, enquanto sente o recuo óbvio, ainda que não estimado publicamente, a Ambev tem buscado agir – especialmente em parcerias com o setor público – para ajudar a minimizar os efeitos da pandemia do coronavírus e a propagação da doença.

Na última semana, por exemplo, a companhia entregou 25 mil unidades de álcool em gel à Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul e outras 40 mil para o mesmo órgão em São Paulo.

O produto é destinado a hospitais públicos das redes municipais e estaduais. E, para fazê-lo, a Ambev utilizou suas linhas de produção em Piraí (RJ) e Jaguariúna (SP), com o álcool vindo do processo cervejeiro e da produção de Brahma 0.0, a sua cerveja sem álcool.

Além disso, a empresa, que havia anunciado a produção e a doação de 3 milhões de máscaras de proteção facial para o Ministério da Saúde, disponibilizou a técnica de confecção dos protetores faciais para serem produzidos por outras empresas. As informações podem ser acessadas no site da cervejaria.

Menu degustação: Álcool da Itajahy, drive-thru da Noi, loja virtual da Krug, da Blondine

A luta contra a pandemia de coronavírus segue unindo o mercado cervejeiro. A Itajahy, por exemplo, vai doar 950 litros de álcool gel 70º e a Berggren, em uma ação com a Brewtainer, arrecadou 3 toneladas de alimentos. Já marcas artesanais importantes, como Noi, Krug e Blondine, estão reforçando os canais de vendas durante a crise. Confira.

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Álcool gel da Itajahy
Para ajudar no combate ao coronavírus em Itajaí, a cervejaria catarinense vai doar 950 litros de álcool gel 70º. Entre as instituições beneficiadas estão Asilo Dom Bosco e Renal Vida. Além da Itajahy, participam da ação o Observatório Social da região, além de empresários que contribuíram com embalagens. Segundo Alexandre Mello, sócio da cervejaria, 600 litros de álcool 96º foram comprados há poucas semanas para os sistemas de resfriamento. Como a produção foi pausada e a matéria-prima poderia ser compartilhada se manipulada, ele levou a ideia até o Observatório Social. “Nós acreditamos que as empresas podem ter um grande impacto na sua comunidade. Quando incentivamos a compra de produtos locais, estamos nos referindo a momentos como esse, em que só quem está próximo e conhece a realidade da sua região consegue atuar”, afirma o sócio da Itajahy.

Doação da Berggren
No dia 11 de abril, em Nova Odessa (SP), a cervejaria Berggren se uniu à Brewtainer TAP Container para arrecadar alimentos não perecíveis à população carente da região. Na ação feita através de sistema drive-thru, participantes doavam 1 kg de alimento em troca de um litro de chope. No total, foram três toneladas de alimentos arrecadados e 1.860 litros de chope distribuídos. Queremos agradecer a todos os envolvidos e aos nossos parceiros como a Água Platina, que fez a doação de 2 mil pets descartáveis, a Brewtainer e a BUSF, por terem contribuído com o sucesso desse projeto tão especial e satisfatório”, destaca Robson Vergilio, gerente comercial e de marketing da Berggren. A iniciativa também teve o apoio das Chopeiras Beercoolers.

Loja virtual da Krug
Depois de investir em um sistema especial de delivery, a cervejaria mineira acaba de lançar um loja virtual. No site da Krug, é possível adquirir todos os rótulos em estoque, além de suvenires como bonés, taças, baldes, growlers e copos.  Há também kits especiais e sazonais, como para o Dia das Mães, por exemplo, além de promoções exclusivas. As ações de vendas no sistema de entrega em casa estão operando sem taxas em Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima, nas compras acima de R$ 100. Nas demais localidades, o envio é pelo Correio ou via transportadores, com os custos determinados pelas tabelas das empresas.

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Loja virtual da Blondine
Com 10 anos de mercado e um portfólio de 24 rótulos, a Blondine ampliou seus canais de vendas entrando para o mundo digital. A Crazy4beer é a nova plataforma para compra de cervejas, refrigerantes, acessórios e kits cervejeiros da marca. “Todo empresário foi pego de surpresa com essa situação pandêmica, mas toda dificuldade traz a necessidade de superação e com ela a inovação. Estamos sempre atentos às novidades de mercado e ainda temos muitas para esse ano. Tivemos que nos reinventar dadas as circunstâncias e pensar em nossos clientes que restringiram suas rotinas”, conta Aloisio Xerfan, diretor da Blondine.

Drive-Thru da Noi
A cervejaria de Niterói lançou o “Drive-Thru Noi”, que está funcionando em frente à fábrica da marca, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, número 1964, em Itaipu. Os clientes agora podem ir até o local e pedir chopes ou cervejas sem sair do carro. O serviço é feito de forma rápida, higiênica e segura. Os chopes são vendidos em garrafas pet especiais de 1 litro, sem custo adicional, ou direto no growler do cliente. O Drive Thru-Noi funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. “Em março, passamos a fazer delivery de chope em quantidades voltadas para o consumo individual. Porém, alguns clientes ligavam perguntando se não podiam buscar as compras, ao invés de esperar o entregador. Como ainda não estava claro se o ‘Take Away’ está liberado pela prefeitura, nos antecipamos e criamos o Drive Thru Noi. O cliente que tem mais urgência pode vir aqui na fábrica, compra o chope e nem precisa sair do carro. O primeiro fim de semana foi um sucesso”, comemora Bárbara Buzin, diretora da Cervejaria Noi.

Infográfico: Brasil passa de 1.200 cervejarias em 2019

O Brasil viveu um período de expansão e otimismo no mercado cervejeiro em 2019. No início deste ano, o setor comemorava as conquistas de um crescimento consistente, falava sobre as boas perspectivas para 2020 e discutia como as marcas deveriam se diferenciar para se destacar em um negócio tão competitivo. O Anuário da Cerveja, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), indica que o número de cervejarias cresceu 36% em 2019 , chegando a 1.209. A situação, no entanto, deve ser diferente após a crise do coronavírus.

Durante o ano passado, o país registrou a abertura de 320 unidades – quase uma por dia – no território nacional. Elas continuam concentradas nas regiões Sul e Sudeste. São Paulo protagonizou um boom de cervejarias, saltando de 165 para 241, ultrapassando o Rio Grande do Sul e se tornando o estado com o maior número de empresas. Só na capital, o número de cervejarias triplicou, com 18 novas fábricas.

O crescimento, no entanto, não se limita às regiões mais tradicionais. Estados do Nordeste como Bahia e Rio Grande do Norte, mesmo que em menores proporções, apresentaram crescimentos significativos, acima de 69%.

Reviravolta
Desde seu início, no entanto, o ano de 2020 tem imposto ao mercado obstáculos consideráveis, como o abalo de confiança causado pelo episódio de contaminação em produtos da cervejaria mineira Backer e, agora, com a grave crise consequente da pandemia do novo coronavírus e das medidas de isolamento social.

A tendência, agora, é de que a crise interrompa a sequência de 20 anos de aumento do número de cervejarias no Brasil, ao levar diversas delas à falência.

O infográfico abaixo traz um raio X do cenário cervejeiro brasileiro em 2019, que, ao que tudo indica, vai ser lembrado como o ano de ouro da cerveja brasileira.



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Heineken faz “doação” a bares e leva apoio ao sertão nordestino e a favelas de SP

A crise econômica, social e sanitária provocada pela pandemia do coronavírus tem mobilizado diferentes setores e não vem sendo diferente com o cervejeiro. Uma das referências do segmento, a Heineken adotou uma série de iniciativas de apoio a famílias carentes e bares.

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Para contribuir no combate à Covid-19, a Heineken fez uma parceria com a Unilever. Juntas, se uniram às empresas Universal Chemical, BrasALPLA, CCL, Alemolde, PQS, WestRock, CRX Design e Sonoco-Trident para auxiliar moradores de favelas em ações preventivas à virose.

O conjunto de empresas vai produzir um lote especial do limpador Cif Higienizador + Álcool, voltado à higienização e desinfecção de todos os tipos de superfícies. Será, assim, usado para limpar os ambientes, algo importante nesse momento, pois o vírus é capaz de sobreviver por vários dias em algumas superfícies.

O álcool do produto é originado das cervejarias da Heineken e o agente bactericida vem da Cif. As garrafas são produzidas com o apoio de PQS e Braslapla e os rótulos pela empresa CCL. A Universal ficou responsável pelo processo produtivo do limpador, a Westrock com as caixas para transporte, a Alemolde com as tampas e a CRX e a Sonoco-Trident desenvolveram a arte que estampa o produto.

A Central Única de Favelas (Cufa) também ajudará na iniciativa ao fazer o produto chegar aos lares de famílias de 210 comunidades no Estado de São Paulo, a partir da atual quinzena.

“Em respeito às pessoas dentro e fora do Grupo Heineken, sabemos que é fundamental dar um passo maior em nossas atitudes neste cenário tão desafiador e sensível. Acreditamos que juntos podemos ser mais fortes, contribuindo no combate a essa pandemia que impacta a todos”, diz Mauricio Giamellaro, CEO da Heineken no Brasil.

Além disso, em parceria com a ONG Amigos do Bem, a Heineken está levando água mineral a cerca de 130 comunidades vulneráveis do sertão nordestino, nos estados de Pernambuco, Alagoas e Ceará. São 500 mil garrafas de 500ml, a serem doadas pela cervejaria durante todo o mês de abril.

Também serão repassadas mais de 6 mil cestas básicas no valor de R$ 50 cada. “Estamos unindo esforços em diferentes frentes, porque acreditamos que juntos conseguiremos passar por essa crise, saindo ainda mais fortes como sociedade”, afirma Giamellaro.

Apoio a bares
A Heineken ainda criou o movimento “Brinde do Bem” para apoiar bares, setor que apresentou queda drástica no faturamento em função da determinação de isolamento social, adotada para frear a propagação do coronavírus. A iniciativa vai até 31 de maio, com o repasse de valores doados por consumidores e pela cervejaria.

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O apoiador seleciona um bar de sua preferência e contribui com os valores predefinidos: R$ 25, R$ 50, R$ 75 ou R$ 100. O dinheiro será revertido em consumação e poderá ser resgatado assim que as atividades forem normalizadas. E a Heineken vai dobrar o recurso repassado pelas pessoas.

Os donos de bares interessados devem entrar na plataforma de crowdfunding (www.brindedobem.com), preencher o cadastro e criar gratuitamente uma campanha de arrecadação para seu bar.

“Acreditamos que, juntos, podemos fazer mais e ajudar um número ainda maior de bares. Por isso, convidamos outras empresas que tenham interesse em contribuir com o setor para participar do Brinde do Bem. Este é o momento de todos se solidarizarem e contribuírem de todas as formas possíveis. Juntos somos mais fortes”, destaca Giamellaro.

Balcão da Matisse: Os pubs ingleses e a peste negra

Balcão da Matisse: Os pubs ingleses e a peste negra

A história dos pubs ingleses começa há mais de 2 mil anos com as invasões das tropas romanas. No seu caminho, elas iam construindo estradas, cidades e, ao longo delas, as tabernae (plural de taberna, que virou tavern), lojas que abrigavam diversas atividades econômicas, entre as quais a venda de refeições, vinho e pão.

Rapidamente, essas tavernas se adaptaram para suprir os locais com a sua bebida favorita, a ale, cerveja fermentada a temperatura mais alta e, na época, sem adição de lúpulo (o lúpulo foi sendo introduzido gradualmente entre os séculos XIV e XV). Por isso, passaram também a ser chamadas de alehouses.

Os pubs ingleses, como conhecemos hoje, são, segundo Robert Tombs, professor de história da Cambridge University, um efeito colateral inesperado da peste negra. Após o trauma que atingiu o país em 1348 e matou milhões, seguiu-se um período de salários mais altos em consequência da escassez de mão de obra. Os ganhos aumentaram e os preços caíram, elevando o poder aquisitivo da classe trabalhadora e, consequentemente, o consumo de cerveja.

A cerveja costumava ser fabricada por mulheres em casa, porque a água nem sempre era segura para beber, então cerveja fraca era a bebida padrão. Mas, com a maior procura e as tavernas se tornando lugares dedicados principalmente ao consumo da bebida, algumas dessas mulheres se tornaram cervejeiras em período integral e passaram a suprir esses locais, que eventualmente eram suas próprias casas convertidas em casas públicas, onde as pessoas podiam beber, talvez comer e certamente socializar.

Com o tempo, as tavernas ou alehouses foram se adaptando e sendo regulamentadas, passando a suprir comida e bebida aos viajantes, enquanto os inns ofereciam acomodações. Alehouses, inns e taverns passaram a ser referidos coletivamente como “public houses” (pubs).

A necessidade de socialização que se seguiu ao grande período de reclusão imposto pela peste negra não foi passageira, acabou se tornando um costume. Com o passar dos anos, esses locais públicos continuavam lotados, não só por trabalhadores, mas também por políticos e artistas, como mostram as imagens de Honoré Daumier publicadas em janeiro de 1864.


Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

5 ações online para ajudar bares e cervejarias durante o isolamento

Com as medidas de isolamento social adotadas por causa da pandemia da Covid-19, estabelecimentos e cervejarias enfrentam um grande desafio para conseguir manter as vendas por canais remotos. Para ajudar os empresários nesse desafio, o Guia identificou 5 iniciativas que estão disponíveis online.

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1- Curso da Beer Business
A Beer Business, consultoria empresarial especializada no setor cervejeiro, disponibilizou gratuitamente um curso online para a criação de uma loja virtual de cervejas. O conteúdo foi elaborado para fornecer uma solução que permite a criação de um site de vendas de forma rápida e gratuita, sem necessidade de pagamento de comissão ou custos de manutenção da loja online. Tudo isso integrado com meios de pagamento via cartão ou boleto.

O curso pode ser acessado diretamente no site da empresa e permanecerá gratuito até o final de maio. Entre os temas abordados estão o processo de criação da loja, o cadastro de produtos, a publicação na internet e a operação da loja após o lançamento.

Além do curso, a Beer Business disponibilizou, também gratuitamente, dois e-books voltados ao tema que estão disponíveis no perfil do Instagram @beer_business.

2- Plataforma da Bohemia
A Cervejaria Bohemia, em parceria com a Cielo, criou uma plataforma online chamada “Ajude um Buteco”, que pretende antecipar o faturamento de estabelecimentos que nesse momento estão fechados.

O sistema irá vender vouchers, subsidiados em 20% pela Bohemia, que poderão ser usados nos bares para consumir produtos da marca após o término do isolamento social. Haverá também uma arrecadação de doações online. Com isso, a marca da Ambev espera alcançar R$ 50 milhões em benefícios para 15 mil bares em todo o Brasil.

Os estabelecimentos que desejarem aderir ao projeto podem realizar suas inscrições diretamente na plataforma. Basta acessar o site, clicar em “solicitar a participação do meu bar” e realizar o cadastro.

3- Live da Abracerva
A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) fará uma live nesta sexta-feira, às 17h, sobre as particularidades na venda de produtos e serviços para cervejarias e distribuidores. O evento online terá a participação do importador Iron Mendes, de Rubens Sant’anna, da área de trade marketing, e de Alberto Nascimento, diretor da Abracerva. A transmissão será através do Youtube e do Facebook da associação.

4- Plataforma da Heineken
A startup Goomer, focada em food service, lançou uma plataforma de e-commerce em parceria com o Grupo Heineken do Brasil. O sistema, chamado GoomerGo, permite a criação de uma área exclusiva para cada estabelecimento com um cardápio online. Os pedidos feitos na plataforma serão enviados aos bares e restaurantes pelo WhatsApp. A ferramenta já está disponível para todos os bares e restaurantes que atuam com entregas ou pedidos para retirada. A adesão pelos interessados é efetuada mediante o cadastro gratuito no site oficial da Goomer.

5- Market place da Ambev
A Ambev disponibilizou o Empório da Cerveja, sua plataforma de e-commerce, para ajudar na venda de cervejas produzidas por marcas pequenas e independentes. São diversos rótulos de 14 cervejarias independentes que estão com preços mais atrativos como uma forma de apoio aos pequenos produtores em meio à crise da Covid-19.

Para garantir um valor mais acessível ao consumidor, a plataforma tirou sua margem de lucro na venda de rótulos produzidos por microcervejarias, mantendo apenas o suficiente para cobrir seus custos operacionais. Com isso, as vendas de cervejas artesanais triplicaram na plataforma. Nas próximas semanas novas cervejarias deverão entrar no marketplace, segundo a Ambev.

Ícone em SP, Cervejaria Nacional mantém estrutura para encarar seu maior desafio

Um ícone do setor em São Paulo, a Cervejaria Nacional enfrenta o seu maior desafio às vésperas de completar nove anos. A empresa sofre, assim como todo o mercado, com os efeitos das necessárias medidas de isolamento social por causa da pandemia da Covid-19. Contudo, os sócios projetam continuar com as operações após o período turbulento.

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Será a sequência de uma história que começou muito antes da inauguração do bar, localizado no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Em 2006, o economista Luis Fabiani voltou ao Brasil após ter morado em Nova York, onde adquiriu gosto pela cultura da cerveja artesanal. Na bagagem, ele trouxe equipamentos para iniciar a produção caseira da bebida. E as suas cervejas foram aprovadas pelos amigos.

A partir desse aval, enxergou a possibilidade de o hobby virar um negócio. Juntou-se, então, a dois amigos, Dudu Toledo e Peter Jancso, para criar a Cervejaria Nacional, com produção inicial pequena e vendida para bares e restaurantes.

Anos depois, dois novos sócios, Alexandre e Marcus Ribas, entraram no negócio, o que alavancou o projeto de abertura de um bar onde também produziriam as cervejas. Em maio de 2011, eles inauguraram o que chamam até hoje de “fábrica bar”, com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, segundo informações da revista Exame.

A inauguração da Cervejaria Nacional é considerada um grande marco na história do setor de artesanais em São Paulo. Naquela época, a maioria do público não conhecia estilos diferentes e não havia cultura cervejeira nem disseminação de microcervejarias e brewpubs por todo o país, como há hoje em dia.

Ao longo da sua história, a Cervejaria Nacional ganhou reconhecimento pela qualidade e inovação de suas cervejas. Além dos seus cinco rótulos fixos (Pilsen, Weiss, Brown Ale, IPA e Stout), a empresa produz receitas sazonais e colaborativas, como uma Wee Heavy com chips de carvalho francês embebidos em Bourbon, feita no ano de 2017, e uma English Pale Ale realizada em parceria com o bar Frangó em 2015.

Ações contra a crise
Agora, a empresa está buscando alternativas para atravessar a crise provocada pela pandemia de coronavírus. “Temos nove anos de história e já passamos por muitas situações, nada parecido com o que estamos vivendo agora, claro, mas estamos nos mantendo fortes e otimistas para enfrentarmos tudo isso”, diz Beatriz Cury, executiva responsável por vendas e marketing da cervejaria.

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O foco da companhia sempre foi a produção de chope. Segundo Beatriz, a queda de faturamento foi brutal em função do fechamento do bar e da paralisação da venda da sua produção. Os negócios só não pararam completamente porque a Cervejaria Nacional conta com um sistema de delivery há mais de um ano.

“Perdemos o faturamento da casa quase em sua totalidade, tanto no varejo quanto em novos negócios, que envolvem eventos e venda externa de chope e cerveja”, relata Beatriz.

Em função do período de isolamento, Beatriz conta que as vendas por delivery triplicaram em duas semanas. Só que o volume total do canal remoto representa apenas 10% do faturamento normal da cervejaria.

“Com isso não conseguimos pagar as contas fixas que são altas”, revela. Mesmo assim, a empresa descarta realizar cortes em sua equipe. “Nesse momento a ideia é manter o quadro de funcionários e minimizar com o delivery o impacto do prejuízo que teremos ao longo de 3 a 4 meses”.

A Cervejaria Nacional, que já prevê ter faturamento em apenas 8 dos 12 meses de 2020, avalia que será necessário tempo para superar a crise. “O prejuízo já é estimado em valor e provavelmente demore mais de um ano para recuperar”, aponta Beatriz.

Apesar disso, a Cervejaria Nacional já aventa a retomada das operações ao fim da quarentena. “Nos mantemos firmes e acreditamos que tudo isso vai passar rapidamente. Os sócios estão dispostos a manter a casa aberta apesar do cenário atual”, conclui.

17 opções de delivery na Rota Cervejeira RJ

Entre as cervejarias da Serra Fluminense, a busca por alternativas para superar as dificuldades impostas pelo cenário de isolamento social está sendo marcada pela criatividade, ultrapassando as ideias mais comuns do delivery e do drive thru. Diversas integrantes da Rota Cervejeira RJ apostam em parcerias com bares, restaurantes, pizzarias e hamburguerias da região, promovendo vendas de “combos” e menus completos.

Leia também: A rota cervejeira que nasceu depois de uma tragédia climática

Conheça a seguir ótimas opções da Rota Cervejeira RJ para receber sua bebida em casa em Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Guapimirim.

Nova Friburgo

Pontal
O pedido do delivery da Pontal em Nova Friburgo pode ser feito pelo iFood, pelo site da marca e no WhatsApp (22) 2523-1387. A cervejaria também entrega para todo o território brasileiro por meio de seu e-commerce.

Alpendorf
A Alpendorf está com delivery em Nova Friburgo, via WhatsApp (22) 99243-0824 ou (22) 99921-7328, e também pelo Instagram @cervejaria.alpendorf.

Barão Bier
O delivery da Barão Bier atende pelos telefones (21) 99662-0760 e (22) 99998-4206, via WhatsApp. A entrega é gratuita para a maioria dos bairros da cidade.

Petrópolis

Doutor Duranz
A Doutor Duranz entrega em Petrópolis via WhatsApp (24) 3065-3934 ou pelo Instagram @doutorduranz. A cervejaria também está fazendo drive-thru com encomendas pelo mesmo número. Nesses contatos, também é possível fazer encomendas e buscar na porta da cervejaria.

Cervejaria Brewpoint
O delivery de chopes, cervejas e growlers da Brewpoint recebe pedidos pelo WhatsApp (24) 99246-0110 ou pelo site.

Cervejaria Colonus
Delivery em Petrópolis pelo telefone celular (24) 99904-0664, pelo iFood, Instagram (@cervejariacolonus) e também Facebook. Fora de Petrópolis, a cervejaria entrega via Correios, através do site Cerveja Artesanal Store.

Cervejaria Bohemia
O restaurante e o bar da Cervejaria Bohemia de Petrópolis estão atendendo a pedidos de chope, cerveja, pratos e petiscos por encomenda, que podem ser feitos pelo iFood.

Madame Machado
A cervejaria Madame Machado entrega em Petrópolis pedidos realizados via WhatsApp – (21) 98552-2078 -, Instagram e Facebook (@cervejariamadamemachado) e pelo aplicativo gommerGo. Também vende para todo o Brasil pelos sites Bigen Bier e Cerveja Artesanal Store.

Cervejaria Da Corte
A Cervejaria Da Corte entrega growlers de chope solicitados pelos telefones (21) 98075-8786 e (24) 2222-3909.

Brassaria Matriz
A Brassaria Matriz está realizando delivery em Petrópolis pelo seu site.

Tortuga Craft Beer
A cervejaria Tortuga Craft Beer está com delivery em Petrópolis e redondezas pelo WhatsApp (24) 99252-7691 e pelas redes sociais (Facebook e Instagram @tortugacraftbeer).

Cervejaria Odin
Os vikings estão fazendo delivery em Petrópolis, Rio de Janeiro e Niterói via WhatsApp (21 99859-4429) e Instagram (@cervejariaodin). Demais regiões e para todo o Brasil pelo site: https://cervejaartesanal.store/marcas/odin.

Teresópolis

Soul Terê
A Soul Terê tem delivery em Teresópolis via WhatsApp (21) 99823-9932 ou (21) 98890-4030, e no Rio de Janeiro pelos contatos (21) 98296-8176 ou (21) 98890-4030. Atende também pelo Instagram e Facebook (@cervejariasoultere). As venda para todo o Brasil são pelo site.

Favre Baum
A Favre Baum está fazendo delivery em Teresópolis através da Growler Stop, do iFood e do Whatsapp (21) 97502 -5530, além do novo app de delivery local Delivery Much. As promoções são exibidas no Instagram @growlerstop e @favrebaum.

Colarinho da Serra
A Colarinho da Serra recebe pedidos de encomendas em Teresópolis pelo WhatsApp (21) 97458-9570 e pelo Instagram @colarinhodaserra.

Mad Brew
A Mad Brew faz delivery em Teresópolis via WhatsApp (21) 999199477 e redes sociais: Instagram e Facebook @cervejariamadbrew, além do gommerGo. Vendas para todo o Brasil pelo site.

Guapimirim

Rota Imperial
O delivery da Rota Imperial atende Guapimirim via WhatsApp (21) 99100-8165 e (21) 98145-2346 e pelo Instagram @cervejariarotaimperial.

Pesquisa do Guia busca identificar tamanho da crise da Covid-19 entre cervejarias

Há diversas semanas tentando se reinventar para enfrentar a crise causada pela pandemia de coronavírus, o mercado cervejeiro passa por um momento complicado. Depois de anos de crescimento no número de marcas e em seu porte, as novas condições põem em risco um cenário que todos julgavam promissor. Mas, afinal, qual é o tamanho do problema que as cervejarias brasileiras enfrentam? Quanto tempo elas sobrevivem nessas condições? Quantos empregos podem ser perdidos no setor? Para tentar responder a essas perguntas, o Guia da Cerveja lança uma pesquisa destinada aos gestores e proprietários de cervejarias de todos os portes e perfis no Brasil todo.

Leia também – Crise pode fechar mais da metade das artesanais dos EUA

Com seus resultados, esperamos contribuir fazendo o que mais se espera de um veículo jornalístico: transmitir informação confiável, relevante e, principalmente, que possa ajudar o setor, o poder público e todo o mercado a compreender as dimensões do problema a ser enfrentado e buscar saídas para ele.

Contamos com a participação da sua cervejaria, e esperamos ajudar. Basta clicar e responder – não leva mais de 10 minutos. Participe da pesquisa do Guia.

A crise que assola a maior parte dos setores produtivos brasileiros tem sido especialmente perversa com o segmento cervejeiro. Pesquisa realizada pelo Guia da Cerveja analisa os impactos da pandemia do coronavírus e mostra que quase metade das cervejarias brasileiras pode ter sua falência “agendada” para os próximos três meses.

Com o intuito de colaborar para o debate a respeito dos problemas e da busca por soluções para sair da crise, o Guia procurou ouvir donos e representantes de cervejarias de todo o país e de todos os tamanhos. E o resultado escancara, além de uma onda iminente de falências, diversas outras dificuldades enfrentadas pelas empresas.

Muito obrigado,
Equipe do Guia da Cerveja

Espaço Aberto: O conhecimento cervejeiro a serviço da sociedade

*Por Luiz Guerreiro

A pandemia provocada pela Covid-19 desencadeou novos hábitos em parte da população, pois inúmeros métodos de higienização passaram a ser incorporados ao cotidiano. Tais procedimentos já eram comuns no conhecimento cervejeiro, haja vista a estreita relação entre a sanitização e a qualidade da bebida.

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Ao iniciar na cultura supracitada, a primeira lição incide na obrigação de uma padronização de limpeza durante a fabricação – este passo apresenta-se como a primeira medida enquanto fabricante. Destarte, a escolha dos itens usados na assepsia varia de acordo com as condições financeiras e do estilo de equipamento de cada produtor.

A execução da lavagem e a posterior sanitização dos equipamentos têm por finalidade conceber a cerveja sem contaminação pois, caso isto venha a ocorrer, acarretará em estrago de todo o material, significando dano financeiro, dentre outros, com o descarte do líquido que passa a ser inviável para o consumo.

A busca pelo conhecimento sobre o tema é constante e tenta subsidiar a execução das melhores práticas, a fim de garantir a ausência de contaminantes que podem ser físicos, químicos e/ou biológicos. Deste modo, ao eliminar essas possibilidades, é possível chegar às condições ideais para o preparo da bebida.

O cuidado durante a manipulação dos insumos e manuseio dos equipamentos devem obedecer a um rito de segurança, de modo a evitar problemas durante os processos. Nesse sentido, o uso de EPI’s durante a fabricação da bebida é de extrema necessidade, pois garante a segurança física dos produtores, bem como evita introdução de impurezas.

O medo da população em contrair a Covid-19 provocou o esgotamento de alguns itens, como ocorreu na adoção de protocolos rigorosos de higienização, a exemplo do álcool 70º, que inicialmente passou a ocupar no imaginário popular a solução de imunização contra o vírus.

Nas redes sociais há o compartilhamento de opções que prometem acabar com todos os vírus e bactérias. Contudo, a maioria não possui evidência cientifica comprovada, podendo, desta forma, colocar em risco quem as utiliza.

Existem inúmeros sanitizantes que causam extermínio dos agentes contaminantes. Nesse sentido, as técnicas empregadas no mundo cervejeiro podem corroborar no cotidiano da sociedade, uma vez que a maioria das pessoas, devido ao cenário atual, está redescobrindo a necessidade da adoção de protocolos de higiene, com maior rigorosidade. É preciso atender as recomendações de uso de toda solução desinfetante.

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O conhecimento adquirido durante a formação do cervejeiro ajuda neste momento complicado. Em virtude de possuir uma concepção ampla sobre protocolos de higienização, ele pode contribuir na busca por alternativas, em especial quando o comum aponta para os mesmos caminhos. Nesse cenário conturbado, além de produzir a cerveja, ele pode ser o propagador de alternativas e métodos para executar a assepsia.


*Luiz Guerreiro é apreciador de longa data, produtor de cerveja caseira e um leitor inquieto do Guia

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