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Covid-19: Crise pode fechar mais da metade das artesanais dos EUA

Assim como no Brasil, as cervejarias independentes norte-americanas sofrem com a situação causada pela crise do coronavírus e a consequente redução da atividade econômica. Uma pesquisa da associação que representa as cervejarias independentes dos Estados Unidos, a Brewers Association (BA), divulgada em 6 de abril, revela o quanto o cenário pode ser sombrio para as marcas artesanais – e que ele pode ser o fim da “era de ouro” das craftbeers dos EUA.

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Respondida por 455 membros da BA em 49 estados dos EUA, a pesquisa revela que 46,6% dos responsáveis por cervejarias afirmam que seus negócios somente sobreviverão por um período entre um e três meses, caso a situação continue como está, enquanto 12,7% preveem que teriam apenas mais uma ou duas semanas de vida no atual cenário. Assim, quase 60% das cervejarias independentes norte-americanas podem estar fechadas em julho.

Outros 25% dos participantes da pesquisa afirmam que têm condições de sobreviver entre 3 e 6 meses. Já 8,3% disseram que conseguiriam suportar entre seis meses e um ano. E apenas 5,1% declararam que conseguiriam superar um ano nessas condições.

Os EUA são atualmente o epicentro dos casos de coronavírus no mundo. O país contabiliza mais de 576 mil infectados e 23 mil mortes, concentradas principalmente no nordeste, na região de Nova York.

“Há a probabilidade de um grande número de fechamentos de cervejarias, caso as medidas de distanciamento social não se encerrem – o que parece cada vez menos provável – ou com o rápido apoio do governo aos pequenos cervejeiros e setor de hospitalidade”, afirma o economista-chefe da BA, Bart Watson.

Segundo ele, os EUA têm hoje cerca de 8.150 cervejarias abertas. “Com 12,7% delas fechando, seriam 1.035 empresas fechadas, e com 46,4%, por volta de 3.785″. O economista-chefe da BA pondera, no entanto, que já havia uma estimativa de que entre 4% e 5% das cervejarias iriam encerrar suas atividades em 2020.

“Mesmo que certa porcentagem desses fechamentos sejam reflexos de negócios que já estavam passando por apuros, a maioria acontecerá somente por conta desse evento”, analisa Watson.

Empregos e vendas
A queda aguda nas vendas da categoria também traz como consequência um grande número de acordos de layoff (suspensão do contrato de trabalho) e demissões em massa. Na tentativa de se manterem vivas, as cervejarias, que em conjunto afirmaram empregar um total de 13,4 mil pessoas antes da crise da Covid-19, revelaram que precisaram dispensar funcionários, sendo que 65,7% delas já tomaram alguma medida desse tipo.

A pesquisa explorou, também, as tendências de vendas durante a crise. Na média, as cervejarias experimentam queda de 68%, enquanto, ao se observar apenas a comercialização no local ao consumidor final, a baixa chega a mais de 70%.

Algumas empresas, no entanto, observam aumento por conta da adoção de drive-thru, o que Watson não enxerga como opção viável para qualquer cervejaria, já que 40% do volume vendido por pequenas empresas (3,6 milhões de barris) foram para bares, taprooms, brewpubs e restaurantes. A comercialização de chope em barril, com o fechamento de bares e restaurantes, caiu em média 95%.

Ajuda contra a crise
Quanto às soluções para se manterem abertas, as cervejarias têm, em sua maioria, recorrido a linhas de crédito oferecidas por Washington em caráter especial.

Nelas destacam-se os US$ 350 bilhões destinados a pequenas e médias empresas por meio de empréstimos com juros reduzidos e empréstimos com condições especiais para casos de calamidade.

Confira quais são as alternativas que estão sendo buscadas pelas empresas:

  • 84,7% – Empréstimos “perdoáveis” da SBA (Small Business Administration, agência governamental que fornece suporte a empreendedores e pequenas empresas)
  • 55,7% – Empréstimos emergenciais de até US$ 10 mil
  • 50,4% – Empréstimos para “desastres ou lesões econômicas” (EIDL)
  • 46,5% – Postergação de impostos sobre a folha de pagamento
  • 26,4% – Renegociação de juros
  • 11,9% – Programa de isenção de impostos para empresas produtoras de álcool gel

Já influenciado pela quarentena, preço da cerveja tem alta de 1,24% em março

Após registrar deflação nos dois primeiros messes de 2020, o preço da cerveja em domicílio alterou essa tendência em março e teve alta expressiva no começo da crise do coronavírus, que colocou a população em quarentena.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento foi de 1,24%. Trata-se de um ritmo bem diferente ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acelerou apenas 0,07% no mesmo período. É, aliás, o menor resultado para o terceiro mês do ano desde o início do Plano Real em 1994.

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Mas essa alta do preço da cerveja no domicílio também foi vista no setor de alimentação e bebidas, que teve inflação de 1,13%. “O grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior variação, 1,13%, e o maior impacto, 0,22 ponto percentual (p.p.), no mês de março, mostrando aceleração em relação ao resultado de fevereiro (0,11%)”, relatou o IBGE.

A alta em março da cerveja em domicílio praticamente estagnou o preço em 2020 do produto. Agora, então, apresenta uma pequena elevação, de 0,07%, no somatório com janeiro e fevereiro.

Já a cerveja fora do domicílio teve inflação de 0,84% no mês. A aceleração, assim, é de 1,26% no primeiro trimestre do ano. Essa diferença na elevação dos preços da cerveja no domicílio e fora dele indica que consumir a bebida em casa, única opção possível em um período de isolamento social, ficou mais caro já em março. Isso pode ser visto como um reflexo do começo da quarentena.

“Os números sugerem que as pessoas estão comprando mais para se alimentar em casa, o que indica que não estão saindo para comer”, comentou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

O item outras bebidas alcoólicas no domicílio, por sua vez, teve aumento de 2,68% em março. Desse modo, reverteu o cenário de deflação em 2020, tanto que passou a registrar alta acumulada de 2,58% nesse período.

Por fim, o preço de outras bebidas alcoólicas fora do domicílio apresentou inflação de 0,28% em março. Com isso, o aumento nos preços está em 0,51% neste ano.

Investigação descarta sabotagem no caso Backer; Cervejaria pede ‘voto de confiança’

O inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais sobre as intoxicações por contaminação por dietilenoglicol de rótulos da cervejaria Backer ainda não chegou ao fim, mas a hipótese de sabotagem está descartada. Assim, a investigação, liderada pelo delegado Flávio Grossi, está centrada na avaliação de outras possibilidades, especialmente a de negligência na fabricação.

“Neste momento, a linha de sabotagem foi descartada; a investigação não evoluiu para esse sentido. A negligência é umas das linhas que estão sendo analisadas”, declarou Grossi em entrevista coletiva.

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De acordo com informações da Polícia Civil, são 42 vítimas da contaminação, sendo nove fatais. Dessas, em cinco foram realizados exames de necropsia, com quatro confirmando a contaminação – a avaliação nos testes de uma quinta pessoa está em andamento, como detalhou o delegado. Ele também apontou que as demais perícias são indiretas e ainda não há uma conclusão sobre os outros casos fatais.

“Das nove vítimas fatais, cinco exames de necropsia direta foram realizados, sendo que quatro deles foram positivos para contaminação e um está em andamento. As quatro perícias restantes serão realizadas de forma indireta. Inicialmente, pedimos a exumação do corpo, mas posteriormente optamos por realizar através de exames e documentos médicos para a elaboração do laudo médico-legal”, disse.

As investigações se iniciaram em janeiro e colheram, até agora, 66 depoimentos. Mesmo com os mais de três meses de apuração, Grossi assegurou que a pandemia de coronavírus não atrasou a busca por respostas. E apontou a complexidade do caso como principal fator para o inquérito ainda não estar encerrado. Ainda assim, garantiu que uma conclusão deve ser apresentada em breve.

“As perícias estão em andamento e em reta final, e não pararam em nenhum momento. Elas estão em estágio avançado e próximas de serem concluídas. É uma investigação complexa, que abrange diversas frentes, perícias de engenharia, perícias médicas, investigações sociais. Todos os agentes estão se dedicando para dar uma resposta rápida para a sociedade”, afirmou.

Mas a pandemia do coronavírus alterou o modo de realização da perícia envolvendo as vítimas não fatais da contaminação. Também foram feitas visitas de investigação na fábrica da Backer para entender como se deu a contaminação das bebidas. Nesse caso, os trabalhos estão sendo realizados com a cooperação técnica do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). Ao mesmo tempo, ocorreu a análise dos tanques onde eram produzidas as cervejas.

“Até o início da pandemia, eles ocorriam normalmente de forma direta, mas foram interrompidos em respeito às vítimas e considerando as recomendações médicas e sanitárias, sendo substituídos por exames indiretos por apresentação de prontuários, que estão em andamento. Eles serão analisados pelos médicos legistas, que irão concluir um laudo pericial”, ressaltou o delegado.

Backer diz agir de boa-fé
Diante do cenário exposto pela Polícia Civil, a Backer optou por se pronunciar através de uma carta aberta. No documento, garante estar colaborando com as investigações e assegura sempre ter prezado pela segurança na fabricação dos seus produtos, enumerando ações adotadas, como o recolhimento de garrafas e rótulos suspeitos de contaminação. “Reconhecemos que aconteceu algo lamentável e asseguramos que vamos honrar nossa responsabilidade”, admite a empresa.

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Fazendo uma série de questionamentos em sua nota, a Backer indaga sobre como o dietilenoglicol pôde aparecer nas suas cervejas se não fazia parte da fórmula para produção dos rótulos. E, do mesmo modo, diz aguardar o fim das investigações, com os resultados da perícias, além da apresentação de laudos e provas.

“O inquérito policial ainda não foi concluído. Como um agente que jamais fez parte da produção foi parar lá? Por que ele foi misturado à cerveja? Faltam resultados de perícias, provas técnicas, confirmações sobre laudos e muitas outras respostas.A Backer aguarda o fim da investigação”, afirma na carta.

Outro ponto delicado do caso – a negociação com as vítimas e suas famílias – também foi abordado pela companhia. A empresa garante manter conversas constantes e diz já ter fechado acordos indenizatórios, ainda que sem apresentar qualquer detalhe. Na última quinta-feira, a cervejaria pediu à Justiça a realização de uma audiência de conciliação com o Ministério Público de Minas Gerais e as famílias das vítimas de intoxicação pelo dietilenoglicol.

“Desde o aparecimento do primeiro caso suspeito, atendemos 107 pessoas com dúvidas e solicitações em nossos canais de acolhimento”, diz. “A Backer se reuniu com famílias que solicitaram ajuda, concluiu acordos e efetuou pagamentos”, acrescenta.

A empresa também criticou a ordem judicial que determinou o bloqueio de R$ 50 milhões dos seus bens para garantir o ressarcimento das vítimas. “Os valores dos bloqueios de bens solicitados contra a Backer são incompatíveis com a escala do negócio”, contesta. “Somos uma empresa familiar. Nossas receitas são artesanais. Não somos multinacional nem lideramos o mercado. Nosso maior resultado até hoje foi um lucro anual de R$ 980 mil, em 2018”, afirma.

Da mesma forma, a Backer lembra que sua fábrica continua fechada, o que a levou a demitir 50 funcionários, além de ter paralisado todas as atividades. “O prazo para retirada dos lacres pelas autoridades públicas já expirou. Cinquenta funcionários foram demitidos. Outros 150 aguardam em casa o chamado para voltar a trabalhar”, comenta.

E, por fim, a cervejaria mineira conclui o seu documento com um apelo. “Pedimos um voto de confiança. A Backer tem boa-fé”.

Beba melhor: O que dizem os médicos sobre o consumo de álcool na quarentena

O cenário inédito criado pela pandemia do coronavírus provoca a adoção de novos comportamentos e rotinas, especialmente pela necessidade da realização de uma quarentena para evitar a propagação rápida da doença. E essa situação leva o consumo de bebidas alcoólicas para as residências. Especialistas consultados pelo Guia alertam para os riscos que envolvem o o uso abusivo delas. Mas também avaliam que, moderadamente, a cerveja pode ter efeito relaxante dentro do atual contexto de estresse.

“O consumo de pequenas quantidades tem um efeito relaxador que pode ajudar muito em uma época estressante como esta que estamos vivendo na quarentena. Quando digo ‘em pequena quantidade’ estou me referindo a aproximadamente 300ml de cerveja, o que equivale a um taça de vinho”, relata o médico infectologista Alexandre Fernandes Adami.

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De acordo com conceitos antigos da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo máximo de álcool por semana deveria ser de 21 unidades para homens e 14 unidades para mulheres, com cada unidade equivalendo a 10 gramas de álcool. Portanto, a ingestão moderada de cerveja pode ser mais segura do que a de outras bebidas com graduação alcoólica maior. Faria, assim, ainda mais sentido o lema “Beba menos, beba melhor”, bastante associado ao setor de artesanais.

“O que importa são as gramas de álcool ingerido. Pensando em pandemia, é melhor, se for tomar algo ocasionalmente, optar por uma cerveja ou um chope, pela menor concentração alcoólica. Mas, claro, o mais importante será limitar a quantidade”, destaca a infectologista Thaluama Cardin.

Da mesma forma, em uma quarentena, que impede as pessoas de realizarem atividades rotineiras e que provoquem prazer, pode até haver algum efeito benéfico, especialmente psicológico, no consumo consciente e moderado de cerveja.

“A tendência é que se tenha um certo relaxamento, o que pode levar à diminuição do estresse, com isso mantendo o eixo hormonal em bom funcionamento e o organismo como um todo”, acrescenta Fernandes Adami.

Riscos do consumo abusivo
O cenário se altera radicalmente, porém, se o consumo de bebidas alcoólicas ocorrer de forma abusiva. Afinal, haverá sobrecarga de vários órgãos do corpo, como o fígado, que metaboliza a maior parte da bebida, gastando reservas do organismo nessa atividade.

Dessa forma, o excesso tiraria eficiência dos nossos sistemas e enfraqueceria o imunológico, que perderia eficiência. O resultado seria um corpo mais vulnerável diante de infecções ou de qualquer outra adversidade na quarentena, como enumera Thaluama.

“Os efeitos são diminuição da síntese de albumina, redução da concentração sérica de magnésio, cálcio e fosfato, hipoglicemia, aumento do lactato e da cetona e elevação do consumo de oxigênio. Também tem ação tóxica direta na formação dos granulócitos e, por ação indireta, redução da absorção do ácido fólico e formação inadequada de hemácias”, aponta.

Além disso, a presença do álcool no corpo dificulta o combate pelo sistema imunológico dos efeitos de uma infecção viral, ainda mais porque costuma afetar a alimentação e o ciclo do sono. “Quanto mais abusarmos do nosso corpo, maior a chance de ele não responder da melhor maneira possível a uma infecção (qualquer que seja) e maior a chance de se ter um quadro grave da doença”, alerta Fernandes Adami.

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A infectologista detalha como o álcool atrapalha o combate a uma infecção viral. “A resposta imune pode estar comprometida em diversas etapas nesses indivíduos e a imunodepressão decorre tanto de alterações nos mecanismos de defesa primários, como do comprometimento da imunidade celular e humoral. As desordens descritas ocorrem na atividade mucociliar do epitélio respiratório, no reflexo da tosse, na secreção de IgA pela mucosa e na diminuição do número de linfócitos, principalmente os natural killer, que são as células de defesa do nosso corpo”, explica Thaluama.

E, evidentemente, diante de qualquer suspeita de ter contraído a Covid-19, a ingestão de bebidas alcoólicas deve ser evitada completamente na quarentena. “O álcool atrapalha a atuação de seu sistema imunológico, além de poder induzir desidratação e hipoglicemia. E o indivíduo precisará do seu organismo sadio para enfrentar a infecção”, ressalta Thaluama.

“O corpo tem de priorizar: ou ele combate o vírus, ou combate o álcool que a pessoa está ingerindo. E, na pior das hipóteses, pode levar a uma doença mais grave”, complementa Fernandes Adami.

Ambev fabricará 3 milhões de máscaras laváveis para doar ao Ministério da Saúde

Depois de anunciar que produzirá álcool gel para as 27 unidades federativas do Brasil, a Ambev informou nesta quinta-feira que fará mais uma importante iniciativa no combate à pandemia de coronavírus: fabricar três milhões de máscaras laváveis do tipo face shield, que cobrem o rosto todo.

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O material será doado ao Ministério da Saúde, que repassará aos profissionais de saúde do Brasil. Segundo a Ambev, tal quantidade “seria o suficiente para atender cada profissional de saúde do país, considerando que existem quase 3 milhões cadastrados oficialmente no Datasus”.

“Estamos nos esforçando para encontrar caminhos para ajudar o Brasil a superar este momento o quanto antes. A proteção facial é um dos principais equipamentos de proteção individual para ajudar na prevenção da Covid-19 dos profissionais de saúde que estão na linha de frente, e dedicamos nosso time de design e engenharia para desenvolver o protetor”, afirma Jean Jereissati, CEO da Ambev.

Para fabricar as máscaras laváveis, a companhia utilizará o PET, que é o mesmo material usado nas embalagens de Guaraná Antarctica. Os protetores serão produzidos por uma empresa parceira em Guarulhos e contam com avaliação técnica do Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (Inova-USP) e do Centro de Inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Inovahc).

Além da avaliação da USP, diversos profissionais de saúde testaram o protetor facial, como Rubens Belfort, da Academia Nacional de Medicina, e o professor João Aléssio, do Hospital São Paulo, segundo a Ambev. “Esse modelo de protetor facial tem o diferencial de ser facilmente higienizado e é uma das principais demandas da rede de saúde no país, além de complementar o uso da máscara”, explica Rubens Belfort.

“A pandemia da Covid-19 tem desafiado toda a sociedade de várias formas e, nesse momento, o principal objetivo precisa ser salvar vidas. O governo, o setor privado e a academia não vão deixar ninguém para trás e todos juntos vamos ganhar esta guerra”, acrescenta Linamara Rizzo Battistella, professora titular da Faculdade de Medicina da USP.

Os equipamentos, que também contaram com o apoio de empresas como Africa e Bizsys, terão a sua produção iniciada nesta semana e começarão a ser entregues no decorrer da próxima.

Balcão Beersenses: A harmonização que faz sentido nesta Páscoa

Balcão Beersenses: A harmonização que faz sentido nesta Páscoa

Todos os anos, na semana da Páscoa, as pessoas me procuram para perguntar sobre qual cerveja harmoniza com os peixes da Sexta-Feira Santa e com os chocolates do domingo. Para mim sempre foi prazeroso criar harmonizações para esse feriado, pois há muitos desafios nos pratos com peixes e muito território a ser explorado no chocolate. Todo ano era assim.

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Mas neste ano não será. Eu estava com a missão de escrever uma coluna para o Guia sobre as harmonizações para a Páscoa. Mas, quando sentei para pensar no assunto, algo não me soou bem. Quando comecei a pensar e a desenhar as harmonizações, senti como se estivesse fazendo a coisa errada.  

Esta Páscoa será completamente diferente de todas as outras que já vivemos. Estamos em isolamento, em casa, preocupados com os rumos do que está acontecendo, e com grandes incertezas acerca do futuro. Não teremos a família toda reunida, não poderemos viajar, não iremos comer o tradicional bacalhau naquele tradicional restaurante, não teremos as crianças procurando pelos ovos de chocolate no domingo. Pior do que isso: há muita gente sofrendo, doente, com a perda de entes queridos, com a falta de dinheiro e até mesmo com a fome.

Diante de um cenário desses, como pensar em harmonizações de cervejas para o feriado de Páscoa? Como imaginar que pode haver alguma celebração nesse momento? É difícil pensar nisso, mas há motivos para fazermos dessa Páscoa um momento bom, de retomada, de reconstrução.

A Páscoa cristã se baseia numa tradição judaica que relembra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. Na Bíblia cristã, Jesus ressuscitou no domingo, três dias após sua morte.

Independentemente da religião que você tenha, essas histórias são boas parábolas para uma analogia aos nossos tempos. Estamos vivendo um sofrimento intenso, como o de um povo escravizado ou de um líder crucificado, mas precisamos acreditar que haverá liberdade e renascimento em breve.   

Por isso, ao invés de propor harmonizações de cervejas para o feriado, eu proponho a vocês harmonizações de sentimentos. Esteja você onde estiver, esteja com quem estiver. Vamos aproveitar o feriado para harmonizar nossos sentimentos com as pessoas que amamos. Vamos buscar formas virtuais de estar próximos da família e dos amigos. Podemos buscar formas de celebrar a vida, de reforçar a esperança, sem otimismo alienado, com a consciência de que o momento é difícil, mas sabendo que haverá um domingo de renascimento logo ali na frente.

Então minha sugestão de harmonização para a Páscoa é:

Prepare o prato de comida que você puder preparar, compre a cerveja que você puder comprar (se puder), sente à mesa com quem você puder sentar (seja presencial ou virtualmente) e converse sobre assuntos agradáveis. Conte piadas, relembre os bons momentos, lembranças engraçadas que tiveram juntos. Vibre com boas energias. Passe os dias do feriado vendo filmes alegres, dance com músicas animadas, cante.


Rodrigo Sena é jornalista, sommelier certificado em tecnologia cervejeira com especialização em harmonizações e responsável pelo canal Beersenses

Covid-19: Heineken anuncia doação à Cruz Vermelha e manutenção de empregos

A Heineken anunciou nesta quinta-feira um pacote de medidas que vem adotando para prevenção à Covid-19 e suporte às vítimas da doença em todos os países onde atua. A companhia afirmou também que está colaborando com seus fornecedores e clientes, assim como se comprometeu a não realizar demissões estruturais em 2020 e fez uma doação milionária para a Cruz Vermelha.

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O CEO global e presidente do conselho da Heineken, Jean-François van Boxmeer, disse que a companhia segue três princípios em todo o mundo desde o início da pandemia: preocupação com a saúde das pessoas, ações para garantir a operação dos negócios da empresa e de parceiros e ajuda às comunidades mais vulneráveis. “Nossos pensamentos estão com todos os afetados pela Covid-19 e com as pessoas que trabalham incansavelmente para cuidar deles”, destacou.    

No âmbito da questão sanitária, a companhia afirmou que está “garantindo que aqueles que trabalham na produção e distribuição sigam rígidas diretrizes de higiene e distanciamento social e recebam apoio para realizar suas funções de forma segura”.

Já para as ações voltadas à manutenção dos negócios, a Heineken garantiu que não só irá pagar seus fornecedores, como ao mesmo tempo poderá antecipar pagamentos para parceiros menores que estejam em risco. A empresa afirmou também que está ampliando ações de suporte a bares e restaurantes em todos os países onde opera.

Empregos e doações
Outra medida anunciada está relacionada à manutenção de empregos. “A Heineken compromete-se, até o final de 2020, a não realizar demissões estruturais como consequência da Covid-19”, divulgou a empresa, que possui mais de 85 mil funcionários em 70 países pelo mundo.

Com relação às ações de combate e prevenção à doença, a Heineken assegurou apoiar os profissionais de saúde que estão na linha de frente da luta contra a Covid-19, com doações de água e bebidas não alcoólicas, produção de álcool gel e contribuições financeiras para hospitais.

Respondendo a um apelo internacional da Cruz Vermelha, a companhia anunciou a doação de 15 milhões de euros para a organização. Segundo a empresa, esse dinheiro servirá, acima de tudo, para ajudar nos esforços de socorro às pessoas mais vulneráveis afetadas pela Covid-19, em particular na África, Ásia e América Latina.

“Por mais de 100 anos, a Cruz Vermelha trabalhou incansavelmente para salvar vidas em todo o mundo. Agora, mais do que nunca, queremos oferecer a eles nosso apoio no trabalho que fazem para ajudar os mais vulneráveis a vencer a Covid-19”, concluiu o CEO da Heineken.

Qual o impacto do coronavírus no mercado cervejeiro? 14 marcas analisam

O mercado cervejeiro brasileiro, assim como toda a economia, está recebendo o impacto pela paralisação das atividades causada pela pandemia da Covid-19. O fechamento dos pontos de venda (PDVs), como bares e restaurantes, e o isolamento das pessoas em casa detonaram uma crise sem precedentes nas artesanais do país.

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As empresas não estão impedidas de produzir, comercializar e entregar a bebida, uma vez que a cerveja está incluída nos decretos que liberam atividades básicas durante a quarentena. Porém, as fábricas estão sem o varejo para escoar a produção. Além disso, muitos PDVs não estão pagando pelos rótulos que haviam comprado antes da crise, gerando um forte impacto no caixa.

Mesmo as cervejarias que conseguiram estabelecer processos de delivery eficientes relatam dificuldades por causa da queda na demanda. A renda de boa parte das pessoas diminuiu – e quem não teve redução de rendimentos está cauteloso, em função da recessão provocada pela crise. Muitas delas, então, cortaram o consumo e compra de cervejas artesanais.

Além disso, há a responsabilidade social das marcas com a saúde das pessoas. A própria Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) orientou, em nota, ser “extremamente importante que as empresas tomem extrema precaução para a prevenção de contaminação de seus colaboradores e clientes” nesse momento de crise.

Diante disso, o cenário da cerveja artesanal no Brasil é preocupante. Para conhecer detalhes da situação, entender como as marcas estão agindo e saber das expectativas, o Guia ouviu diretamente empresários e executivos de 14 cervejarias do país durante a crise. Os depoimentos desses profissionais estão a seguir e retratam a realidade do segmento.

Berggren Bier – Nova Odessa-SP
Robson Vergílio – Gerente comercial e de marketing
“Ainda não fechamos o primeiro mês de pandemia, mas acreditamos em uma queda de 75% no volume total de vendas. Estamos trabalhando para desenvolver uma nova experiência para nossos clientes, através de delivery e take aways junto à nossa rede de distribuidores”.

De Halve Maan – Bruges-Bélgica
Marcel Ocampo – Diretor da De Halve Maan Brasil
“O impacto é bastante negativo para nossa empresa. A gente pensa em manter o time completo para assim que a crise acabar, voltar com força total. Estamos internamente trabalhando bastante na questão de gerenciamento de clientes, nos softwares internos para entender como foi o movimento de cada cliente e poder ganhar tempo assim que o mercado for restabelecido”.

DeBron Bier  – Jaboatão dos Guararapes-PE
Thomé Calmon – Sócio-diretor
“As vendas convencionais reduziram para zero. O delivery de cerveja tem se comportado bem. Infelizmente, ações de desligamento têm sido feitas para redução dos custos fixos, pois as iniciativas governamentais ainda não chegaram na ponta e a empresa não consegue esperar. Imaginamos que os negócios retornem em junho, provavelmente com 50% do volume que tinham”.

Dortmund Bier – Serra Negra-SP
Marcel Longo – Diretor e proprietário
“A inadimplência subiu assustadoramente e o consumo caiu a ponto de termos dado férias coletivas aos funcionários, com exceção do cervejeiro. Estamos completamente focados em aumentar nossas vendas nos supermercados. O futuro nunca nos pareceu tão desafiador. Neste momento estamos desenhando conjecturas, analisando nossos números e buscando exemplos interessantes na concorrência e em outros mercados”.

Júpiter – São Paulo-SP  
David Michelsohn – Mestre-cervejeiro
“A Júpiter foi muito impactada pela quarentena. Também fomos impactados com a suspensão de projetos especiais. Receitas que desenvolvemos com exclusividade tiveram sua produção adiada. Bares e empórios suspenderam ou recusaram pedidos feitos. Para enfrentar essa fase, além do foco no delivery, vamos lançar dois rótulos com o Clube do Malte, que serão distribuídos exclusivamente para os assinantes”.

Landel  – Campinas-SP
Samuel Faria – Sócio
“Sabemos o quão necessário é a quarentena para salvar vidas, mas, analisando a empresa, o impacto é devastador. Nosso faturamento só não caiu a zero, porque nos movimentamos internamente para nos adaptar não apenas do ponto de vista operacional (delivery e express), mas também mantendo assessoria de imprensa, publicitário, redes sociais ativas. Mas, mesmo assim, as vendas caíram mais de 70%. Agora analisamos cautelosamente linhas de crédito, para não jogar o problema para frente, o que não vai adiantar em nada”.

Los Compadres – Atibaia-SP
Camille Barioni – Sócia-diretora de marketing
“Estamos com a fábrica parada. Tivemos entre março e abril 15 eventos cancelados e estamos com faturamento zero. Vale dizer que estamos com 90% dos clientes inadimplentes, sem perspectiva de recebimento. Para minimizar, temos uma tap onde estamos trabalhando com delivery e no sistema take away. Aproveitamos também a fábrica parada para dar início a obras de ampliação, tendo em vista que foi necessário que a cozinha e a adega fossem desativadas. Os próximos meses ainda são uma incógnita”.

Madalena  – Santo André-SP
Vinícius Carreira – Gerente comercial
“O impacto infelizmente foi devastador, em torno de 50% de queda. Nosso plano atual está no B2C (venda direta ao consumidor), ações de sellout nos PDVs que podem operar, como supermercados, empórios, casas de churrasco, lojas de conveniência, etc”.

Matisse  – Niterói-RJ
Mário Jorge Lima – Sócio-fundador
“Tivemos redução quase total da venda para bares, grande redução nas vendas diretas, cancelamentos e adiamento de eventos, solicitações de parcelamento e postergação de pagamentos de boletos. Houve redução do faturamento em aproximadamente 60%. Priorizamos a venda direta através de delivery e interrompemos a produção. O foco maior está em testes de aprimoramento de receitas e desenvolvimento de novas. Caso a crise se prolongue por mais alguns meses, vamos intensificar os esforços na venda direta e aguardar”.

Nacional  – São Paulo-SP
Beatriz Cury – Comercial e marketing
“Com o fechamento do bar, perdemos o faturamento da casa quase em sua totalidade, tanto no varejo quanto em novos negócios, que envolve eventos e venda externa de chope e cerveja. Com o aumento da demanda do delivery, o faturamento nessa área mais que dobrou, porém este valor chega perto de 10% do faturamento total da casa. Por isso, não conseguimos pagar as contas fixas que são altas. Nesse momento a ideia é manter o quadro de funcionários e minimizar, com o delivery, o impacto do prejuízo que teremos ao longo de 3 a 4 meses. Os sócios estão dispostos a manter a casa aberta apesar do cenário atual”.

Tarantino – São Paulo-SP
Gilberto Tarantino – Sócio-diretor
“Tivemos uma redução de 97% (no faturamento), freou como um ‘ABS’ nas quatro rodas, o negócio está muito complicado. A maioria dos nossos clientes fechou, os poucos que estão abertos são para delivery. Infelizmente, tivemos de fazer uma redução na equipe, com dó, com choro até. Isso foi o mais difícil até agora. O que nós estamos fazendo é acelerar nosso e-commerce, contratamos uma pessoa para fazer a venda por WhatsApp, Telegram, e estamos se virando dessa maneira. É uma coisa inacreditável o que está acontecendo no mundo”.

Three Hills – São Paulo-SP
Ivan Tozzi – Sócio-proprietário
“Tivemos nossas vendas estagnadas, já que nossos clientes pararam de comprar. Podemos dizer que em termos de vendas chegamos a zero nas primeiras semanas. Apenas o nosso e-commerce se manteve, mas também com uma diminuição nas vendas. Nosso foco se voltou para o consumidor final, fazendo ações para vendas no site, parcerias com bares para venda delivery em consignado e criando um delivery próprio nosso em São Paulo”.

X Craft Beer – São Paulo-SP
Rogéria Xerxenevsky – Sócia-proprietária
“O impacto foi de queda de 100% das vendas e aumento da inadimplência que chega a 90%. O que a gente tem tentado é justamente fazer a venda direta para os consumidores finais, porém ainda não existe uma base de dados tão certeira que possa trazer um número que venha a justificar a falta da compra pelos PDVs para manter o negócio ativo. É tentar girar o estoque, parceria com PDV ou venda direta, nós não vamos arriscar em novas produções, vamos aguardar para depois retomar”.

Wonderland Brewery  – Rio de Janeiro-RJ
Chad Lewis – Sócio
“Uma estimativa de perda seria de 80% a 90% da nossa receita regular, além de todos os eventos que foram cancelados. Obviamente a receita caiu, mas tivemos a oportunidade de conversar diretamente com nossos consumidores, aprender sobre o que eles gostam e foi muito emocionante receber suas mensagens de apoio. Conversamos com bares, restaurantes e lojas parceiras, para encontrar soluções individuais para ajudá-los a passar por esse período desafiador”.

Carlsberg corta gastos e investimentos e abandona otimismo com 2020

Devido às crescentes incertezas trazidas pela pandemia do coronavírus ao mercado global e em linha com outros grandes conglomerados cervejeiros, a dinamarquesa Carlsberg decidiu abortar o calendário de lançamentos e adotar iniciativas de redução de custos para minimizar as perdas com a queda no volume de vendas.

“Os lockdowns (medidas de isolamento propostas por governos em todo o mundo) em alguns de nossos mercados-chave e a incerteza de como a pandemia vai se desenvolver nos deixam incapazes de estimar o impacto da Covid-19 em nosso negócio. Por isso, decidimos suspender as diretrizes de 2020″, afirmou Cees’t Hart, CEO da Carlsberg. “A situação não tem precedentes, é difícil fazer qualquer previsão confiável para o impacto disso tudo no curto prazo.”

Durante a divulgação dos resultados de 2019, em fevereiro deste ano, a Carlsberg revelou otimismo com um provável crescimento das vendas e do seu lucro operacional. No entanto, já naquele momento, o grupo ponderava os riscos para 2020, antevendo “um cenário mais volátil, que inclui o surto de coronavírus na China, cujos impactos ainda não são conhecidos”.

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O comunicado da empresa lembra que o crescimento na China até janeiro vinha em consonância com seus planos, mas experimentou queda brusca em fevereiro e leve recuperação em março. Já as vendas e produção em outros países asiáticos estão, agora, em queda por conta das medidas restritivas de combate ao coronavírus.

Na Europa Ocidental, outro mercado forte da cervejaria dinamarquesa, o movimento também é de queda. Já no Leste Europeu, a empresa vê um cenário menos crítico do que no oeste do continente.

Para mitigar os efeitos da crise, a Carlsberg afirma estar reduzindo custos com treinamento de pessoal, consultorias, investimento em tecnologia e viagens. Além disso, cortou investimentos no programa de implementação de garrafas de vidro retornáveis, impondo restrições e “procurando reduzir despesas de marketing, já que isso pode resultar em economia no curto prazo sem impactar a saúde de longo prazo das marcas”.


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garrafa de papel

Carlsberg está perto da garrafa de papel

Após cinco anos de pesquisa, a cervejaria dinamarquesa apresentou protótipos do que pode vir a ser a primeira garrafa de papel cervejeira a chegar ao mercado.

Cerveja na Páscoa: 5 rótulos para acompanhar chocolate

Em segundo plano nesse momento para considerável parcela da população por causa da pandemia do coronavírus, o feriado de Páscoa está se aproximando. Com ele, vem a oportunidade para experimentar boas cervejas em harmonia com a grande atração da época: o chocolate.

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Para muitos, já não é surpresa que Porters e Stouts vão muito bem com doces – enquanto, para outros, trata-se de um novo horizonte a ser explorado. E é delas o destaque na seleção de boas sugestões que o Guia fez, tanto de lançamentos como de rótulos consolidados, para você explorar no feriado. Confira.

Maruhy, da Cervejaria Matisse
Premiada nos dois últimos concursos da Copa Cervezas de América, no estilo American Stout, a Maruhy leva nibs de cacau, tem 51 IBUs e 6,7% de graduação alcoólica. Apresenta amargor médio e final seco, persistindo na boca o sabor do chocolate amargo e malte torrado. No aroma ainda se percebe frutas secas, canela e caramelo, uma complexidade de sabores que a torna ideal para a Páscoa.
À venda na loja virtual da cervejaria ou pelo e-mail contato@cervejariamatisse.com.br.

Timeless Porter, da Wonderland
A indicação da Wonderland Brewery para a Páscoa é sua Porter com caramelo e lactose, medalha de platina no Mbeer Contest 2019. A lactose dá uma textura macia e cremosa, e o caramelo se destaca em aroma e sabor. Tem amargor leve e é bastante encorpada. Estas características, somadas ao caramelo, fazem dela a cerveja ideal para acompanhar chocolates e sobremesas.
Encontre no Clube do MalteWorld of BeersCerveja Salvador e Beer Mind.

Sa’si, da Cervejaria Nacional
A Irish Stout da cervejaria paulistana tem notas de café passado e chocolate amargo vindos do malte tostado. Cai muito bem com carne assada e risoto de gorgonzola. Mas a melhor harmonização se dá com chocolate, tanto o meio amargo quanto com o ao leite.
Entregas em São Paulo por Rappi, iFood, Uber Eats.

Straffe Hendrik Quadrupel, De Halve Maan
A quadrupel da cervejaria belga é de extrema complexidade, produzida com oito maltes, em um nível de torrefação bastante alto. Além do chocolate, com ovos trufados, ou até mesmo meio amargo, harmoniza muito bem com petit gateau. Dá para comprar no Cerveja Box.

Nostradamus, da Cervejaria Dortmund
A Oatmeal Stout da marca de Serra Negra também aposta nos maltes com notas de café e chocolate amargo. Harmoniza muito bem com sobremesas à base de chocolate e com o próprio chocolate. Ideal para acompanhar um belo ovo de Páscoa. Disponível na loja online da marca.