Início Site Página 288

Precoce e premiada: BR Brew celebra 1 ano com investimento em estrutura e long necks

Premiada, apostando na brasilidade, com os pés no chão, mas também ampliando investimentos e prestes a apresentar novidades ao mercado. É assim que a cervejaria BR Brew, de Sertãozinho (SP), cidade próxima a Ribeirão Preto, celebra neste mês de junho o seu aniversário de um ano de fundação, após um período em que conseguiu mostrar que precocidade e qualidade podem estar unidas.

Com projeto concebido em março de 2017, a BR Brew começou suas atividades pouco mais de um ano depois, em junho de 2018, unindo seis sócios – Guilherme Bidóia dos Santos, Leonardo Bezerra e Patrick Bannwart, administradores, e Ricardo Santos, Thiago Carneiro e Luiz Aiello, investidores.

Já em seus primeiros passos, a BR Brew apostou na qualidade, algo reconhecido através das premiações. Assim, em apenas um ano, ela conquistou a medalha de ouro e a Best Of Show no concurso do IPA Day 2018 com a Sangue no Zóio (Red IPA), também premiada com a de bronze no Concurso Brasileiro de Cerveja deste ano, onde a Última Gota (Kellerbier) recebeu a de ouro.

Esse reconhecimento, além de orgulhar os sócios da BR Brew, também foi o indicativo necessário para demonstrar que havia demanda para aumentar a produção. A partir dessa constatação, a companhia está ampliando a sua estrutura em Sertãozinho. Assim, além de ter a possibilidade de aumentar o volume, ela também poderá ajudar as ciganas que utilizam a sua fábrica.

“Mais do que isso (os prêmios) o que nos enche de orgulho e nos faz enxergar que estamos no caminho certo é ver a excelente aceitação dos consumidores nos pontos de venda”, comenta Patrick Bannwart, um dos sócios e mestre-cervejeiro da BR Brew, ao Guia.

“Reflexo disso é a ampliação que estamos fazendo na fábrica para poder aumentar nossa capacidade produtiva, além de ter mais recursos técnicos para poder obter cada vez mais qualidade em nossos produtos e também nos produtos de nossos parceiros ciganos. Com isso, todos ganham, nós e nossos clientes ciganos, uma vez que possuem uma excelente estrutura de trabalho”, acrescenta Patrick.

Novas parcerias
Um exemplo dessas parcerias se deu quando a BR Brew tinha apenas um mês e, ao lado da Lund e da SP 330, ambas de Ribeirão Preto, lançou a Sex Machine, uma White IPA colaborativa que uniu James Brown e uma paródia com garapa.

Esse tipo de iniciativa poderá se tornar mais comum a partir da ampliação da estrutura da BR Brew, que deverá estar concluída em julho, como detalha o seu sócio e mestre-cervejeiro.

“A ampliação iniciou em março desse ano e dever ser finalizada em julho. Nesse primeiro momento, não aumentaremos nossa capacidade produtiva, que atualmente é de 15.000 litros por mês. Mas nos dará melhores condições de iniciar nossa produção de garrafas, uma vez que teremos uma câmara fria maior para estocá-las de maneira refrigerada (já que não serão pasteurizadas), além de termos mais espaço para armazenamento de garrafas vazias, rótulos, caixas de papelão, etc”, explica.

Patrick destaca, também, que a cervejaria aumentará a capacidade de refrigeração dos tanques, conseguindo ter melhor controle das temperaturas de fermentação e maturação e “já nos deixando preparados para o momento que quisermos colocar mais tanques. Além disso, adquirimos um filtro para cerveja que ajuda a aumentar nosso rendimento de produto por tanque produzido e também auxilia na melhoria dos produtos que vão para as garrafas, reduzindo os sólidos que podem ficar em suspensão”.

Long neck contra a crise
Esse crescimento estrutural vem inspirado na própria experiência da BR Brew, que surgiu dentro de um contexto pouco amigável para investimentos, com um cenário de crise econômica, social e política que dificultava o surgimento de novos empreendimentos. Mas a cervejaria acredita ter conseguido prosperar mesmo nessa situação.

“Avaliamos nosso primeiro ano de maneira muito positiva, levando em consideração todas as turbulências econômicas e políticas que o país enfrenta no momento. E, mesmo assim, temos conseguido prosperar e obter conquistas no mercado cervejeiro, que é cada vez mais concorrido”, avalia Patrick.

A ampliação da fábrica faz parte de um contexto de novidades que a BR Brew prepara para os próximos meses. A cervejaria pretende, por exemplo, lançar os seus rótulos em garrafas long neck. Além disso, trabalha em novas receitas, sejam próprias ou colaborativas, e prepara a abertura de uma “biergarten” na sua fábrica em Sertãozinho.

“Nos próximos meses, iremos iniciar nossa produção de garrafas. Estamos finalizando os últimos detalhes para isso”, revela Patrick. “Iniciaremos com nossos quatro rótulos já lançados em versão chopp, que são Ultima Gota (Kellerbier), Coração de Pedra (Session IPA), Amigo da Onça (Catharina Sour) e Sangue no Zóio (Red IPA). Teremos somente long neck com o intuito de chegar com um preço mais acessível ao consumidor, além de promover o consumo mais descolado da cerveja artesanal.”

Presente de aniversário
Pensando em novas iniciativas, mas também fazendo um balanço dos desafios encarados para se consolidar no mercado de artesanais em um ano tão atribulado, a BR Brew aponta para uma dificuldade que rende reclamações generalizadas do setor: a tributação. Uma carga de impostos menos pesada, portanto, poderia ser um belo presente para a companhia.

“Nossos principais desafios creio que sejam os mesmos dos nossos companheiros de mercado, que são burocracia dos órgãos públicos, tributação abusiva (sim, o governo é nosso 7º sócio, e diria que é o majoritário), custos com logística muito elevados, matérias-primas caras e concorrência desleal perante os grandes players”, lamenta Patrick, antes de concluir.

“Com essa somatória de fatores torna-se mais difícil produzir cervejas artesanais com qualidade e preço mais justos, o que facilitaria o acesso aos produtos pelos consumidores”, complementa.

Brahma Extra aproveita chegada do frio para lançar a Dark Lager

A Ambev segue tentando buscar seu espaço no mercado de cervejas premium. Enquanto a Skol tem apostado na tendência das puro malte, a Brahma Extra aproveitou a chegada do frio para lançar mais um rótulo especial, a Dark Lager.

A novidade vai fazer parte do portfólio fixo da Brahma Extra, que já conta com a Lager, a Red Lager e a Weiss. Trata-se de uma puro malte escura do estilo Munich Dunkel que destaca toda a riqueza e o sabor do malte Munique, segundo descreve a cervejaria.

Com produção diferenciada das demais Lagers devido à complexidade em acertar o ponto de torrefação do grão, a Dark Lager tem espuma cremosa e levemente bronzeada, além de perfil de sabor tostado, remetendo à casca de pão e complementada por um leve toque de nozes e chocolate. Possui 4,8% de teor alcoólico e 18 IBUs.

“Uma boa cerveja pode ser apreciada em qualquer ocasião, não importa a época do ano. A Brahma Extra Dark Lager chega para convidar o consumidor a apreciar seu sabor inconfundível e mostrar que nem toda cerveja precisa ser consumida em temperatura extremamente gelada”, explica José Freitas, gerente de marketing de Brahma Extra.

Antes mesmo de ser lançada para o público, aliás, a Brahma Extra Dark Lager faturou um prêmio: a medalha de bronze na categoria Lager do International Beer Challenge de 2018, realizado em Londres, na Inglaterra.

O novo rótulo da Brahma Extra começa a ser vendido online na segunda quinzena de junho no Empório da Cerveja e, em julho, estará disponível em long neck nos supermercados de São Paulo, Rio de Janeiro e da região Sul.

Balcão da Mimosa: 4 dicas de brigadeiro com cerveja para o Dia dos Namorados

Balcão da Mimosa: 4 dicas de brigadeiro com cerveja para o Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e você pensa: um gosta da cerveja, o outro ama brigadeiro, tem como essa mistura dar certo? Claro que tem. E pode dar muito certo.

Acompanhando a tendência dos brigadeiros alcoólicos (brigadeiros com ampolas de bebidas), decidi brincar com alguns tipos de cervejas. E não é que daí surgiu o nosso Brigajeiro, o brigadeiro cervejeiro? Testamos várias combinações possíveis e montamos uma caixinha de presente para o seu amor com os top 4 dessa lista.

É sempre bom lembrar, aliás, das regrinhas de harmonização de que falamos anteriormente: podemos harmonizar por similaridade (sabores que se combinam) ou por contraste (sabores que se completam). E vamos às 4 receitas.


Brigajeiro: brigadeiro com ampola de cerveja

1 – Brigadeiro de Chocolate Belga com ampola de Chocolate Beer: eu testei com a Chocolate Beer da Baden Baden;

2 – Brigadeiro Tortinha de Limão com ampola de Sour Beer: uma sugestão é a Cerveja Tupiniquim Tirana Sour;

3 – Brigadeiro de Frutas Vermelhas com ampola de Fruit Lambic Framboise: uma boa opção é a Boon Framboise;

4 – Brigadeiro de Coco (famoso beijinho) com ampola de Sour Beer: uma boa pedida é a Edge Brewing Piña Colada.

Mas existe uma forma melhor de aproveitar o sabor do doce com a bebida alcoólica. No caso dos brigadeiros descritos, você irá pressionar a ampola até que o líquido penetre no interior do brigadeiro. Então, retire a ampola e enjoy! Todo o líquido estará dentro do brigadeiro, remetendo a uma trufa licorosa, ideal para o Dia dos Namorados.

E para quem curte um chocolate amargo no dia os namorados e quiser um brigadeiro 70% de cacau, também é possível apostar nas cervejas com teor alcoólico mais alto. 

Receita para o Brigadeiro de Chocolate Belga:

  • 395g de leite condensado
  • 200g de creme de  leite
  • 100g de chocolate belga picado
  • 50g de cacau em pó

Leve todos os ingredientes em uma panela ao fogo baixo, sempre mexendo. Quando soltar do fundo da panela, retire do fogo e deixe esfriar. Faça bolinhas e passe no chocolate granulado. Em seguida encha as ampolas (encontrada em lojas de confeitarias) e espete nos brigadeiros.


Ana Araújo é chef e proprietária da Mimosa Doces, trabalhou na confeitaria do Esquina Mocotó e faz participações frequentes em programas de TV, como o Edu Guedes e Você

Veja também:

Cerveja gay propõe diálogo sobre adequação do mercado a diversos públicos

Enquanto mulheres lutam por seu lugar na cena cervejeira reivindicando igualdade e buscando quebrar premissas como a de que existem cervejas “para mulheres“, supostamente mais fracas, doces ou coloridas, grupos gays dos Estados Unidos lançam mão de estratégia que vai na direção oposta: apresentando uma “cerveja gay”.

Chamada simplesmente de Gay Beer, a bebida é uma Golden Lager feita com lúpulos alemães pela Butternuts Beer and Ale, de Nova York, em parceria com a Loyal Brands, especializada em produtos voltados para o público gay.

A cerveja gay foi lançada no final de 2018 mas, agora, no mês do Orgulho Gay, ganha visibilidade por meio de seu filme de campanha. Ele retrata uma cena “corriqueira”, que poderia ser protagonizada por um casal heterossexual, mas encenada por um par homossexual.

Os fundadores da Loyal Brands, Jon Moore e Jason Pazmino, se intitulam “bebedores de cerveja da comunidade gay de Nova York”. Na página da bebida afirmam que a consomem há tempo suficiente para que alguma cervejaria já tivesse produzido algo que se adequasse ao perfil da tão diversa comunidade gay.

Cansados de esperar, eles decidiram fazer sua própria marca, com características que julgam apropriadas a esse público. A Golden Lager é fácil de tomar, tem gradação alcoólica de 5% e teor de glúten reduzido, segundo descrição da marca.

“Para nós, a Gay Beer honra a rica herança da comunidade LGBTQ+ enquanto também reconhece a diversidade e a integridade atuais dessa comunidade”, afirmam os fundadores em vídeo promocional. “O mercado de cerveja está ciente de que nós consumimos bastante cerveja, e não há produtos que contemplem nosso ponto de vista e nossa tradição.”

A proposta da cerveja gay, porém, não é a de ser só mais um produto nas prateleiras. Além do intuito declarado pelos fundadores de gerar conexões e diálogo, a marca planeja uma campanha de doação de um dólar a cada lata vendida na Parada Gay de Nova York, que acontece no final de junho, para fundos que apoiem a causa LGBTQ+.

Leia também

Fispal Food Service tem início com programa especial para brewpubs

Maior feira para o setor de alimentação fora do lar da América Latina, a Fispal Food Service teve início nesta terça-feira, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento vai até sexta e conta com 470 expositores e 1.800 marcas.

E uma das atrações da 35ª edição da Fispal Food Service será o Brewpub, um espaço feito em parceria com a Escola Superior de Cerveja e Malte para ajudar estabelecimentos que queiram transformar seu negócio.

“Atentos neste mercado potencial que já é consolidado nos Estados Unidos e Europa, muitos estabelecimentos acabam se transformando em brewpubs e produzem suas próprias cervejas. Este mercado, de acordo com especialistas, deve começar gradativamente a formar um novo nicho em 2019 – o das cervejarias que não buscam as prateleiras, mas o consumo dentro do estabelecimento”, informa a Fispal.

O programa Brewpub da Escola Superior de Cerveja e Malte, assim, ajudará gratuitamente os estabelecimentos a implantarem ou transformarem seus negócios em brewpubs para ampliar o mix de produtos para seus clientes.

A Fispal Food Service
Além de uma atenção especial ao setor cervejeiro, a Fispal Food Service conta com expositores nas áreas de restaurantes, pizzarias, lanchonetes, bares, hotéis e demais estabelecimentos da indústria alimentícia.

Neste ano, segundo estima a organização, cerca de 28% dos expositores presentes no pavilhão vão exibir insumos e ingredientes vindos de diversos países, como Egito, Grécia, Indonésia, Tailândia, China, Sri Lanka e Itália, entre outros.

“O food service no Brasil vem crescendo ano a ano no Brasil e tem potencial para expandir muito mais. Contudo, para acompanhar este ritmo, é preciso que o empresário esteja antenado com as principais exigências do consumidor”, afirma Clélia Iwaki, diretora da feira.

“Em 35 anos de história, a Fispal Food Service se consolidou como referência para este setor devido aos esforços para trazer informação de qualidade ao seu público”, acrescenta Clélia.

Atrações
Uma série de atrações especiais também promete movimentar a Fispal Food Service. É o caso da Fispal Innovation, um espaço criado para apresentar inovações que chegam para ajudar a ampliar a competitividade de empresas do setor. Nele haverá, por exemplo, um robô que auxilia restaurantes no atendimento ao cliente, tecnologia que reduz custos com mão de obra e proporciona uma melhor experiência aos visitantes.

Haverá, ainda, na área da tecnologia de ponta, uma plataforma para gestão de Inteligência Artificial, IoT e Robôs que promove integração e conectividade. A solução oferece a possibilidade de configurar experiências em todos os dispositivos conectados, seja no uso de robôs humanoides ou online através do uso de chatbots e até de call center.

Destaque também para as atrações que abordam a sustentabilidade. Uma delas será a ação de conscientização para dar destino correto aos restos e sobras de alimentos do evento, que serão compostados e transformados em adubo orgânico para serem distribuídos aos visitantes.

Acesse o site da Fispal Food Service para ver todos os expositores e atrações.

Preço da cerveja tem alta em maio, mas mantém deflação em 2019

O preço da cerveja no domicílio registrou alta de 0,71% em maio nas principais capitais brasileiras, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ainda que a inflação nacional tenha desacelerado para 0,13%, o menor resultado para o mês desde 2006.

Apesar desse aumento registrado nos dados divulgados pelo IBGE, o cenário no preço da cerveja ainda é de deflação em 2019, de 0,19%. Porém, ainda há inflação nos últimos 12 meses, de 2,17%.

A alta nos preços da cerveja no domicílio foi na contramão do setor de alimentação e bebidas. “Influenciado pela deflação de 0,56% no preço dos alimentos e bebidas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, desacelerou de 0,57% em abril para 0,13% em maio”, apontou o instituto.

Já os preços da cerveja fora do domicílio sofreram leve alta em maio, de 0,05%, segundo o IPCA. E também há inflação nos outros dois cenários observados: de 0,78% em 2019 e, também, nos últimos 12 meses, de 4,07%.

Os preços de outras bebidas alcoólicas no domicílio tiveram pequena queda, de 0,03% em maio, mas mantiveram a alta em 2019 (0,29%) e nos últimos 12 meses (3,03%). A situação é de alta para os preços das bebidas alcoólicas fora do domicílio em qualquer cenário, seja em maio (0,19%), no ano (1,39%) e nos últimos 12 meses (2,69%).

Brasil chega a mil cervejarias registradas no Mapa

A cerveja brasileira não para de crescer. Depois de encerrar 2018 com 889 marcas registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor manteve o crescimento expressivo neste ano e alcançou em maio a sua milésima cervejaria.

Para obter o importante feito, o setor teve 111 novas fábricas autorizadas em 150 dias, uma média de 22 ao mês, segundo os números do Mapa. Há dez anos, eram apenas 255 cervejarias ativas. Ou seja, o número praticamente quadruplicou.

E boa parte desse expressivo crescimento se deve às marcas independentes que produzem cerveja artesanal, segundo garante Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

“As grandes fábricas multinacionais não anunciaram um número significativo de novas plantas neste período. Por outro lado, ganharam notoriedade, espaço de gôndola e conquistaram o consumidor as empresas que prezam por um produto de qualidade, com matérias-primas superiores e atributos sensoriais que essas marcas não entregam”, avalia Lapolli.

De 1999 até 2009, a quantidade de fábricas foi de 192 para 255, registrando uma ampliação de 32,8%. Já de 2009 para 2019, o salto chegou a mil, um crescimento de 292,1%. Números, segundo Lapolli, que apontam para o paladar mais apurado do consumidor brasileiro.

“Até pouco tempo, quando se fala em cerveja, o brasileiro tinha apenas uma imagem: a bebida estupidamente gelada e de má qualidade. Hoje, a busca por itens diferenciados aumentou e o mercado começou a ver a cerveja artesanal com um potencial até então não explorado”, finaliza.

Com craques do masculino em baixa, Marta é a “Nº1” da Brahma

Ao mesmo tempo em que a seleção brasileira masculina de futebol tem Neymar, seu principal craque, cortado de campanhas publicitárias por conta de acusação de estupro, o time feminino ganha holofotes por sua participação na Copa do Mundo da França. Sua maior estrela, Marta, inclusive, virou protagonista de campanha publicitária de uma das maiores marcas de cerveja do país.

Seis vezes eleita a melhor jogadora do mundo, feito nunca alcançado por qualquer homem, Marta assume o posto de garota propaganda da Brahma, que tem grande história de ligação com o esporte. O contrato da parceria tem duração de um ano.

Durante uma semana, a campanha que coroa o protagonismo de Marta provocou os usuários de redes sociais questionando “quem é o nome Nº1 do futebol?”, em alusão ao slogan da marca. A maioria das respostas foi de nomes de atletas masculinos, e a campanha, então, tratou de “corrigir”, apontando Marta como a maior de todos os tempos.

Inspirada em carta escrita pela jogadora para a Marta do passado, o filme mostra-a relembrando da época que ainda morava em Dois Riachos (AL), quando já sonhava em ser profissional. No texto, a Marta consagrada incentiva a Marta de 14 anos a entrar no ônibus para apostar em sua carreira e a lutar contra os olhares preconceituosos endereçados a ela, menina que gostava de futebol.

A estreia da peça assinada pela agência Africa aconteceu nesta quinta-feira. A campanha ainda prevê uma série de pílulas com depoimentos das pessoas mais próximas a Marta.

https://www.youtube.com/watch?v=NYrwA0DnMLY


“Fico muito feliz com essa parceria. A cada dia, as mulheres têm conquistado novos espaços no esporte, seja dentro de campo ou fora dele. A Brahma sempre esteve ao lado do futebol brasileiro e é muito bom ver que a marca também está investindo no futebol feminino”, afirma a camisa 10 da seleção.

“Brahma celebra os momentos inesquecíveis das pessoas valorizando as histórias que realmente importam. Em um momento importante para o futebol feminino do Brasil, resolvemos celebrar a vida e toda a trajetória da atleta Número 1 da modalidade: a Marta. Ela tem uma história incrível como atleta e como mulher que merece ser contada e reconhecida, e foi isso que quisemos retratar”, acrescenta Helena Isaac, gerente de marketing de Brahma.

Visibilidade
O futebol feminino nunca teve tanta visibilidade como no momento atual. Ambiente tradicionalmente atribuído ao universo masculino, o esporte está, aos poucos, passando a integrar as mulheres: na Copa do Mundo da Russia de futebol masculino, no ano passado, emissoras de TV lançaram mão de mais mulheres em suas transmissões.

Assim, a inclusão da mulher no esporte mais popular do mundo e o desenvolvimento da modalidade no Brasil atraem investimentos de marcas e suscitam hoje muita discussão.

Recentemente a Antarctica, patrocinadora da seleção feminina por meio de seu Guaraná, questionou a ausência das atletas na publicidade. Em uma iniciativa da Globosat, junto da Vox Pesquisas, instituto dedicado a estudos de comportamento, o espaço da mulher no futebol foi discutido com especialistas e público.

https://gente.globosat.com.br/mulheres-no-futebol/

Pela primeira vez, também, a Globo vai transmitir todos os jogos da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Outras duas emissoras, a aberta Band e o pago SporTV, também transmitirão a competição. Apesar de muito significativos, os avanços ainda são tímidos e os jogos do Brasil na Copa serão, todos, narrados por homens.

Cerveja com pipoca: O que levou a Petrópolis a apoiar icônico cinema de SP

O fluxo constante na rua da Consolação, quase no cruzamento com a avenida Paulista, pode ser dos carros e ônibus em um dos pontos marcantes de São Paulo, mas também é do complexo localizado no número 2.423. É lá que está um dos mais longevos cinemas da capital paulista, o Belas Artes, que já teve outros nomes na sua história e iniciou recentemente uma nova era.

Inaugurado em 1943 como Cine Ritz, ele mudou de nome em 1948 para Cine Trianon. E o modo como é conhecido até hoje só viria em 1967: Cine Belas Artes. Mas não sem várias intempéries nesses mais de 50 anos: incêndio em 1982 e dois fechamentos, sendo o primeiro nos anos 1990 e o segundo no começo da década de 2010, que durou pouco mais de três anos.

Em janeiro, os cortes realizados pelo presidente Jair Bolsonaro fizeram o Belas Artes perder o seu patrocinador, a Caixa Econômica Federal, que dava nome ao cinema. A situação provocou reajuste nos preços dos ingressos e, principalmente, colocou em dúvida a existência do cinema.

A boa notícia para os cinéfilos veio no início de maio: o Belas Artes fechou novo acordo de patrocínio e seguirá em atividade. Mas a grande novidade está no setor que decidiu apoiá-lo: após contratos com dois bancos nas últimas décadas – o outro foi o HSBC -, ele passa a exibir em seu nome a marca da cerveja Petra, do grupo Petrópolis.

Os moldes do contrato
O acordo fechado entre Petrópolis e Belas Artes será válido por cinco anos, um período até maior do que o desejado inicialmente pelo cinema, como revela Eliana Cassandre, gerente de propaganda da Petra Origem.

“Ficamos sabendo através da imprensa que o Belas Artes poderia fechar suas portas. Conversamos internamente, fomos em busca de um contato dentro do Belas Artes e fizemos uma proposta”, diz Eliana, em entrevista ao Guia.

“Inicialmente, eles pediram um contrato de três anos e achamos que cinco anos poderia ser mais efetivo para começar a desenvolver uma parceria mais consistente. Estamos muito felizes com essa parceria”, acrescenta a executiva.

Além da mudança no nome, o público também pode encontrar produtos do grupo Petrópolis no cinema, como suas cervejas e o energético TNT.

Apoio premium
É, aliás, do seu portfólio que surgiu a motivação para o fechamento do acordo. Afinal, a cervejaria tem se concentrado na divulgação de sua nova marca premium, a Petra Origem, lançada em novembro de 2018 no Nordeste e que mais recentemente chegou ao restante do país.

E há a visão de que o público frequentador do cinema tem as mesmas características do que consome esse tipo de cerveja – o cinéfilo cervejeiro. “Estamos sempre atentos a oportunidades que nos aproximem do consumidor. O Grupo patrocina diversos eventos culturais e a Petra Origem tem esse DNA voltado para arte e cultura muito forte, mesmo sendo uma marca muito nova”, explica Eliana.

Assim, se ligando a um dos ícones de São Paulo, a Petra busca se unir a importantes marcos culturais, como também fez ao apoiar o Shell Open Air, um festival de cinema a céu aberto, que acontece no Rio de Janeiro e em São Paulo. “A Petra Origem tem como compromisso proporcionar experiências que possam acrescentar na vida das pessoas, e as atividades culturais, incluindo cinema, integram estas atividades. A empresa também é a cerveja oficial do Shell Open Air, entre outros”, aponta Eliana.

A Petrópolis, portanto, busca alavancar sua marca premium a partir da parceria com o Belas Artes, fazendo concorrência contra rótulos que já estão consolidados e lideram o segmento, como Heineken, Original e Serramalte. Além disso, pode estar abrindo uma nova era no marketing cervejeiro, tradicionalmente mais associado ao carnaval, a festivais musicais e ao esporte.

Fluxo constante
Ao mesmo tempo, a cervejaria estimula e viabiliza a manutenção de um cinema que é um marco, seja por ser de rua, que foi como a sétima arte primeiro chegou ao público, seja por sua programação variada, com filmes de diferentes países, alguns de teor mais alternativo, apresentados e escolhidos por uma curadoria criteriosa.

E, ainda, um cinema reconhecido por ações que marcaram a sua história, como o Noitão e o Dia do trabalhador (toda segunda-feira, qualquer pessoa que apresentar carteira de trabalho ou holerite paga meia entrada), e por filmes que ficaram anos em cartaz, caso de “Medos Privados em Lugares Públicos”, do francês Alain Resnais, e, mais recentemente, de “Relatos Selvagens”, do argentino Damián Szifron.

De alguma forma, o Belas Artes representa a conhecida frase de Orson Welles: “O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho”. E, agora, iniciando uma nova era em suas seis salas e no marketing cervejeiro.

La Caminera lança Juicy IPA inspirada em aborígenes da Tasmânia

Enquanto o mercado brasileiro de artesanais luta para se desvencilhar das referências mais tradicionais, como os Estados Unidos, a La Caminera segue desbravando o mundo com suas inusitadas e criativas alusões. Em seu novo lançamento, por exemplo, a inspiração veio da Oceania. Mais precisamente, da Tasmânia.

Assim surgiu a Palawa, uma Juicy IPA que busca homenagear os aborígenes da Tasmânia (os Palawas, na língua local), segundo detalha Márcio Moreira, sócio da La Caminera, ao Guia.

A novidade tem 6% de teor alcoólico, presença do lúpulo australiano Galaxy e aromas de manga, maracujá e tangerina. Seu lançamento ocorre nesta sexta-feira, no Empório Alto de Pinheiros, com uma apresentação de Didgeridoo, instrumento tradicional da região da Oceania; e no sábado, no Santa Inês Tap House, na zona norte de São Paulo.

“A inspiração da Palawa são os aborígenes da Oceania, da Tasmânia”, conta Márcio. “É uma inspiração visual dessa cultura e com a tentativa de contar um pouco mais sobre a cultura deles, sobre a civilização daquela região. E, ao mesmo tempo, tem a inspiração do lúpulo Galaxy, que também é de lá.”

Márcio revela, ainda, que a Palawa segue a linha das Juicys, mesclando bem o aroma entre manga, maracujá e tangerina, mas com uma assinatura especial da marca. “Tem o corpo sedoso e, ao mesmo tempo, o que a gente considera um diferencial, é que no final ela se torna um pouco mais seca e tem um amargor um pouco mais presente, uma personalidade um pouco maior, mas dentro do estilo.”

O lançamento, aliás, marca um novo momento da marca, que passará a fazer a própria distribuição na capital paulista. “Dentro de São Paulo, da Grande São Paulo, vamos fazer toda a cadeia de entrega. A gente armazena com um controle rígido de temperatura e faz todas as entregas. Já no litoral e no interior de São Paulo temos contrato com uma transportadora. E, para o resto do Brasil, cada um acaba contratando a sua transportadora”, finaliza Márcio.