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Skol lança latas coloridas para celebrar mês do orgulho LGBTQ+

O mês do orgulho LGBTQ+ vem resultando em inúmeras iniciativas no mercado cervejeiro. Nesta sexta-feira, dois dias antes da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, uma das mais tradicionais do mundo, a Skol anunciou que fez uma parceria com a Pantone para lançar o Pride Pack, uma série de seis latas que celebra as cores da Bandeira LGBTQ+.

“A Skol acredita que, para ser legal, tem que ser para todo mundo. Queremos abrir a roda, chamar mais gente para viver um mundo com mais respeito e isso se reflete em ações como esta com a Pantone. É um caminho do qual nos orgulhamos muito, mas por mais que estejamos muito felizes com o que estamos realizando, precisamos estar sempre um passo à frente por meio de atitudes pioneiras e mantendo um diálogo sempre atual e aberto”, conta Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing da Skol.

Desenvolvido pela R/GA, o Pride Pack em homenagem ao público LGBTQ+ é uma edição limitada que conta com seis latinhas nas cores do arco-íris, com design inspirado nas tradicionais cartelas da Pantone. Cada um dos tons recebeu o nome Pride: Yellow Pride, Red Pride, Green Pride, Blue Pride, Orange Pride e Purple Pride.

“É um orgulho muito grande ter colaborado com a Skol neste projeto, que usa o poder das cores e do design para espalhar uma mensagem importante de inclusão de maneira leve e divertida”, comenta Laurie Pressman, vice-presidente do Pantone Color Institute.

As latas coloridas serão vendidas no site do Empório da Cerveja e, também, disponibilizadas em uma seleção de festas que acontecem em São Paulo durante o feriado.

As vendas, aliás, terão seu lucro revertido para uma ONG, dando continuidade à ação “Marcas Aliadas”, que no ano passado reuniu 15 empresas que fizeram doações para apoiar projetos de diferentes entidades.

Entrevista: Rejeição de Doria à cerveja nos estádios de SP ainda pode ser revertida

A venda de cerveja nos estádios paulistas está proibida há mais de duas décadas, a não ser em grandes eventos, como ocorreu na Copa do Mundo de 2014. Uma nova tentativa de mudar esse cenário ocorreu na semana passada, com a aprovação pela Assembleia Legislativa de São Paulo de um projeto de lei do deputado Itamar Borges (PMDB). Horas depois, contudo, o governador João Doria freou o entusiasmo ao alegar que, por se tratar de algo inconstitucional, ele vetaria a iniciativa.

Para entender um pouco mais sobre o projeto que libera a bebida alcoólica nos estádios e sua suposta inconstitucionalidade, o Guia entrevistou o deputado estadual Itamar Borges. E ele se demonstrou confiante na possibilidade de reverter a posição do governador, que teria sido “orientado erroneamente pela Procuradoria Geral do Estado (PGE)”.

“Temos muitas informações, sabemos que a federação e os clubes estão colhendo informações e obtendo pareceres para passar ao governador, mostrando que é uma orientação equivocada”, aponta o deputado. “Eu conheço o Doria e, se ele se apegou à questão constitucional, ele tem consciência e terá bom-senso ao observar os pareceres que vamos encaminhar. Ele não tem nenhum parecer contra, nem a PGE.”

Três vezes prefeito de Santa Fé do Sul, cidade que se tornou um polo turístico da região de São José do Rio Preto, Itamar Borges possui bacharelado em direito e licenciatura em educação física. Formação que, segundo ele, o permite entender perfeitamente a importância da aprovação do projeto.

E, de acordo com o parlamentar, a liberação da venda de cerveja nos estádios traria também mais receitas aos clubes, especialmente aqueles menores, do interior paulista, que são mais dependentes da bilheteria para bancar suas contas.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Itamar Borges, deputado estadual e relator do projeto que libera o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de São Paulo.

O que motivou a criação do projeto de liberação da venda e consumo de cervejas nos estádios paulistas?
Eu sou conselheiro do Rio Preto. O José Eduardo Rodrigues, presidente do clube, me sugeriu como algo importante para que os times pequenos possam ter mais receitas, também permitindo que mais gente vá aos estádios, em um momento de confraternização com a família e os amigos. Além disso, estimularia patrocínios e investimento como o realizado no estádio do Botafogo em Ribeirão Preto (a Walfänger participou do projeto de reforma do Estádio Santa Cruz), em cima de uma lei municipal que liberava a venda de cervejas e que depois de um tempo foi considerada inconstitucional, porque a lei estadual proibia.

Além do interesse dos clubes, quais seriam outros beneficiados pelo projeto de lei?
Há uma demanda dos torcedores e de quem vê a realidade. Hoje, as pessoas se concentram na porta dos estádios, em um comércio que é clandestino de cerveja, e consomem até mais do que iriam fazer, porque depois vão ficar duas horas ou mais sem poder consumir cerveja. E quando acaba o jogo, fazem o mesmo. São nesses momentos que ocorrem os conflitos, algo que não aconteceria se tivesse o comércio controlado e regulado dentro do estádio. É assim no mundo todo e nos 14 estados brasileiros que liberaram a cerveja.

Você se baseou em algum outro projeto para preparar esse?
A redação veio de Rio Preto, do José Eduardo. Depois, veio a atualização para ser inserido em uma lei estadual. A lei anterior que autorizava foi a base, alterando a lei que proibiu, então não pode haver inconstitucionalidade. Ele também foi atualizado porque antes não havia um tratamento sobre quanto tempo antes ou depois a cerveja poderia ser vendida. Olhamos as leis dos estados onde foi aprovado e fizemos um meio-termo em relação a isso. E também foram feitas adequações propostas pelo relator de uma das comissões.

O relatório do projeto diz que liberará bebidas alcoólicas entre 6% e 9% de teor alcoólico, o que não incluiria, por exemplo, grande parte das cervejas Pilsens. Isso tem alguma intenção especial ou trata-se de um erro do texto?
Não. Isso não tem como, a ideia é autorizar até 9%. Deve ter sido um erro de redação. De repente tem uma marca artesanal que tem até 4%, então não tem como. É um erro mesmo.

Vários estados brasileiros já liberaram  a venda de cervejas nos estádios. O fato de São Paulo ainda não ter uma lei em vigor para isso pode trazer problemas para o Estado?
Eu sou um esportista e vejo que São Paulo vai começar a perder competições importantes. A Libertadores começou um rodízio de sedes das finais e tem a cerveja (Amstel) como um dos principais patrocinadores, então São Paulo não poderá receber esse jogo. A Copa do Mundo teve uma liberação e não tivemos nenhum incidente grave, não teve aumento da violência, assim como na Copa das Confederações.

O governo João Doria declarou que vetará o projeto por considerá-lo inconstitucional. Qual é a sua opinião sobre essa avaliação?
É constitucional, o governador está sendo orientado erroneamente pela PGE (Procuradoria Geral do Estado). Temos muitas informações, sabemos que a federação e os clubes estão colhendo informações e obtendo pareceres para passar ao governador, mostrando que é uma orientação equivocada. Isso mais me parece uma opinião do que uma orientação. O jurídico está sendo parcial. Não há nenhuma decisão no Brasil nesse sentido. Em todos os estados que aprovaram a lei está funcionando normalmente. Só tivemos um caso pontual, do Rio Grande do Sul, em que o governo, por um ponto de vista pessoal, vetou o projeto de lei. Se falasse que é contra, não caberia discussão, mas não que é inconstitucional. Isso não faz sentido.

Agora a redação final do projeto precisa passar pela CCJ na próxima semana. Passando, vai para o governador, que aí terá 15 dias úteis para aprovar ou vetar. Eu espero que nesse intervalo a gente ganhe o tempo necessário para mostrar a ele o outro lado, a visão jurídica. Além da renda, o projeto vai gerar emprego nos estádios e ginásios.

O senhor está confiante na possibilidade de reverter a decisão de Doria de vetar o projeto?
Não há inconstitucionalidade – ou haveria nos outros 14 estados. Há questionamentos, mas o Supremo não julgou. Desconheço qualquer decisão contrária. Estou com esperança. Eu conheço o Doria e, se ele se apegou à questão constitucional, ele tem consciência e terá bom senso ao observar os pareceres que vamos encaminhar. Ele não tem nenhum parecer contra, nem a PGE. Ele nem teve tempo para ter acesso, porque o processo foi votado à noite e, na hora do almoço, ele estava falando que era inconstitucional e que iria vetar. O procurador geral deu uma opinião para ele, sem fazer um estudo, porque nem teve tempo para isso.

O que pode ser feito enquanto o projeto não chega ao Doria?
É preciso unir esforços para mostrar a importância e provocar uma sensibilização. Sobre os clubes, estive em Bebedouro após a aprovação do projeto e me disseram que a venda de cervejas representaria de cinco a oito atletas (do Inter de Bebedouro). Isso para você ver a importância disso para o pequeno clube.

Cerveja todo dia: Associação surge para fomentar turismo na região de Blumenau

Referência nacional quando o assunto é cerveja, Blumenau tem em seu calendário eventos importantes como a Oktoberfest, uma das mais tradicionais e grandiosas do mundo, além de ser palco do Festival Brasileiro da Cerveja. Ainda assim, embora já seja reconhecida como a capital brasileira da cerveja, a região pretende dinamizar o turismo no setor.

Para ampliar esse cenário ao restante do ano, transformando a cidade e sua região em palco de turismo cervejeiro durante 365 dias, dez marcas se uniram para fundar a Associação Vale da Cerveja, entidade que chega para trazer mais sustentabilidade à indústria cervejeira da região, segundo revela Daniel Reginatto, presidente da associação e sócio da Container, em entrevista ao Guia.

“A importância do projeto é tornar as cervejarias associadas sustentáveis. O ramo não é fácil e, como temos demandas em comum, vamos procurar consorciar compras e serviços. Blumenau é a capital brasileira da cerveja, mas pouco se faz em torno deste título, além da Oktoberfest e do Festival Brasileiro da Cerveja”, pondera Daniel, antes de acrescentar.

“Almejamos colocar Blumenau e a região como referência nacional e internacional na produção de cervejas premium e, por consequência, fomentar o turismo cervejeiro 365 dias por ano”, complementa o presidente da associação.

Coesão
A associação engloba, nesse momento, dez cervejarias: Alles Blau, Balbúrdia, Berghain, Blauer Berg, Blumenau, Container, Das Bier, Hersing, Schornstein e Wunder Bier, que são da região de Blumenau, Gaspar, Indaial, Timbó e Pomerode, outra cidade com grande potencial turístico, especialmente pela forte presença da cultura alemã. E a Escola Superior de Cerveja e Malte também compõe a associação.

Esse grupo inicial até poderá ser ampliado, desde que os interessados em entrar na associação produzam até 3 milhões de litros por ano – uma média de 250 mil litros ao mês – e tenham sede em um dos municípios da região. Mas Daniel destaca que há, no momento, maior preocupação com a coesão entre os associados e suas pautas do que com a sua ampliação.

“Nosso estatuto prevê o ingresso de associados não patrimoniais que tenham conexão com o mundo cervejeiro, mas não estamos pensando em correr atrás de novos associados nesse momento, até porque o grupo está muito coeso e temos várias ações programadas a serem executadas”, diz.

Demandas da associação
Definido como presidente da associação até 2021, Daniel explica que o grupo nasceu a partir da percepção da necessidade de desenvolver economicamente as microcervejarias locais. “A associação surgiu de conversas com algumas cervejarias da região sobre as dificuldades e necessidades comuns encontradas pelo setor cervejeiro”, explica.

A partir dessa avaliação, o grupo começou a definir pautas, algumas delas envolvendo o poder público, como detalha o presidente da associação. Ele defende ações como a participação das artesanais na Oktoberfest, mas também atos mais simples, como o uso de sinalizações que facilitariam o acesso às cervejarias.

“Nos último dias, por exemplo, alguns membros da diretoria e associados tiveram uma importante reunião com o secretário de turismo, aonde foi exposto alguns dos nossos pleitos que dependem do poder público. Um deles é no sentido de melhorar as condições do edital da Oktoberfest para as microcervejarias. Não vemos muito sentido em concorrer nas mesmas condições da Heineken, que é a patrocinadora oficial da festa”, conta.

E a conversa foi positiva, segundo Daniel: o secretário mostrou-se sensível ao pleito e disse que iria avaliar a situação. “Estamos aguardando. Outro pleito seria no sentido de colocar placas de sinalização de modo a indicar a localização da cervejarias associadas. Muito se discutiu sobre esse assunto, mas até o momento nada se concretizou.”

Para fortalecer a entidade, as cervejarias associadas produziram um rótulo que terá o valor da venda revertido para a sua manutenção. E também planejam a realização de eventos nas suas cidades, como revela o presidente.

“Na última semana foi brassada a primeira cerveja colaborativa da associação. A brassagem foi realizada na Schonstein, em Pomerode. A receita da venda será totalmente revertida à associação para que possa desenvolver suas atividades. Também estamos fazendo o planejamento dos eventos do segundo semestre. Nossa ideia é fazer cinco eventos por ano, um em cada cidade aonde se localizam os associados, de modo a promover a cultura cervejeira e arrecadar fundos à associação”, conclui Daniel.

Monges abrem “e-commerce” para vender cultuada trapista belga

Feito por monges trapistas no monastério de São Sixto em Westvleteren, na Bélgica, o conteúdo dos 5 mil barris anuais de uma das mais cultuadas cervejas do mundo é disputado por fãs do mundo inteiro, que até segunda-feira só podiam comprar pessoalmente e com hora marcada um limite de duas caixas da iguaria. Desde a manhã desta terça, no entanto, uma inovação promete facilitar a aquisição da Westvleteren: a página do monastério passou a vender online a cerveja.

A medida, que pode parecer contraditória à conduta dos recatados e discretos monges tem, na verdade, um intuito nobre, muito diferente do aumento de lucro ou da popularização do produto: manter o controle sobre a venda de suas cervejas, para evitar que outros estabelecimentos coloquem preços considerados abusivos.

Apesar de ostentarem o lema “vivemos para fazer cerveja, não fazemos cerveja par viver”, e de terem uma produção anual limitada a 5 milhões de litros, suficiente apenas para cobrir os custos de manutenção do monastério, sem lucros ou luxos, os monges têm no mercado negro de seus três rótulos um problema de longa data.

Se no monastério uma caixa com 24 garrafas da Westvleteren 12 sai por € 45 (menos de € 2 por unidade), em lojas de Bruxelas esse preço pode chegar a € 15, enquanto nos Estados Unidos atingem £ 40 e, na rica e consumista Dubai, € 250. No ano passado, 7 mil garrafas de seus rótulos foram encontradas à venda por £ 9 na rede holandesa de supermercados Jan Linders.

A venda online, contudo, não vai acontecer no modo tradicional, com entrega na casa do comprador: ela é só uma etapa do processo de venda. Após pagar e reservar sua cerveja pelo site (o limite continua de duas caixas), o interessado ainda assim deve se apresentar pessoalmente no monastério para retirar a mercadoria. Apenas clientes individuais serão elegíveis à compra – e as portas estão fechas para compradores profissionais.

E a preferência será para os consumidores novos ou recentes – garantindo, assim, certa “democracia” no acesso às raras cervejas de Westvleteren. O sistema acaba, também, com uma louca corrida ao telefone.

“A loja online vai ser acessível apenas para compradores individuais, e não para profissionais. Queremos dar ao maior número de pessoas possível a oportunidade de comprar a trapista de Westvleteren pelo preço correto. Qualquer um que extrapolar e desrespeitar as regras de compra terá o acesso à loja negado”, explica Manu van Hecke, o abade de Saint Sixtus. “O sistema vai ao encontro das necessidades do monastério e do público. Pensamos por muito tempo sobre uma boa alternativa amigável para o consumidor”.

Além de funcionar como mecanismo de democratização, o novo sistema online substitui o chato sistema de encomendas por telefone que, em momentos de pico, chegava a receber 85 mil ligações por dia de interessados.

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Goose Island oferece chope grátis para celebrar seus 31 anos

O aniversário de 31 anos da Goose Island está sendo bastante festejado também pelo consumidor. Depois de criar um rótulo comemorativo a partir de enquetes no seu Instagram, a cervejaria distribuirá uma rodada grátis de chope em sua Brewhouse, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

A bebida escolhida para festejar os 31 anos foi justamente a Thirsty One, uma Double Dry Hop Double IPA, com 7,4% de teor alcoólico e 70 IBUs, características escolhidas por meio de votação popular – na enquete feita pelo Instagram, ficou definido que o novo rótulo seria uma bebida clara (78% dos votos), com malte de cevada (66%), maior teor alcoólico (67%) e muito lúpulo (75%).

A celebração ocorre na quarta e na quinta-feira, das 18h às 20h, e na sexta, das 18h às 19h. Para ganhar o chope grátis, o consumidor deve acessar o site http://goose31.com.br. Em seguida, será gerado um voucher que dá direito a retirá-lo no Brewhouse, na rua Baltazar Carrasco, 187.

“Se foram os consumidores que ajudaram na receita do chope comemorativo, não poderíamos deixá-los fora dessa festa. E o presente vai diretamente para eles. Queremos que todos provem esse novo rótulo e vejam de perto como é o processo de fabricação de uma cerveja. Cada vez mais queremos nos aproximar do bairro de Pinheiros e de nossos consumidores”, afirma Thiago Leitão, gerente de marketing de Goose Island.

O chope inédito da Goose Island foi produzido diretamente no Brewhouse pelo mestre cervejeiro Guilherme Hoffmann e pela cervejeira Marina Pascholati.

Produção de bebidas alcoólicas mantém crescimento em ano difícil à indústria

A produção de bebidas alcoólicas manteve a alta pelo quarto mês consecutivo em 2019, confirmando o cenário de recuperação após encolher em 2018. A fabricação industrial do setor teve crescimento em abril, chegando a 7,4% de expansão no primeiro quadrimestre de 2019, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado dos últimos 12 meses, por sua vez, o crescimento da fabricação de bebidas alcoólicas é de 1,8%. E, em comparação a abril do ano passado, a alta foi de 1,6%.

O cenário positivo se repete na indústria de bebidas em geral, com crescimento de 5% no acumulado do ano e de 5,2% em relação a abril de 2018, mas de apenas 1% nos últimos 12 meses. Além disso, houve alta de 3,4% na comparação entre abril e março de 2019.

A produção de bebidas não-alcoólicas também apresentou crescimento em abril: alta de 9,7% na comparação com o mesmo período de 2018, sendo que o crescimento é de apenas 0,1% no acumulado dos últimos 12 meses. Porém, há elevação de 2,3% no primeiro quadrimestre de 2019.

O movimento positivo da fabricação de bebidas não se repete na indústria nacional, que até registrou crescimento modesto – de 0,3% – no quarto mês de 2019, em comparação a março. Porém, houve redução de 3,9% em relação a abril de 2018, de 2,7% em 2019 e de 1,1% nos últimos 12 meses.

“Há um efeito de queda em sequência do setor por conta de Brumadinho, e isso vem trazendo impactos negativos na indústria como um todo”, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Lançamentos da Sinergy, drinques nova-iorquinos da Wäls: As novidades da semana

O consumidor de cervejas encontrou uma série de novidades nesta semana, como os quatro rótulos lançados pela Synergy, sendo dois deles colaborativos. Já a Wäls trouxe os renomados drinques de um bar nova-iorquino para São Paulo, enquanto a Satélite lançou uma série de cervejas com inspiração nos videogames. Confira, a seguir, as novidades da semana.

4 rótulos da Synergy
A Synergy apresentou quatro novidades ao mercado. São elas: Burst It Up (Hazy IPA), Manchina (Hazy Pale Ale), uma colaborativa com a Dogma e a 5 Elementos, Duality Dreams (West Coast Double IPA) e Frambonade (Berliner Weisse), feita com a Narcose. A Burst It Up contém os lúpulos Galaxy e Amarillo, tendo notas tropicais de limão, abacaxi e tangerina com amargor assertivo e 7% de graduação alcoólica. A Manchinha, com os lúpulos Citra e BRU-1, possui 5% de graduação alcoólica, enquanto a Duality Dreams tem 8%. Já a Frambonade parece suco de goiaba e tem sabor de limão, segundo a marca, mas na verdade é de framboesa, tendo 4,5% de graduação alcoólica.

Série da Satélite
A Satélite iniciará a sua terceira linha de cervejas a partir da Hop Attack Serie, que prevê o lançamento de rótulos a partir de uma única variedade de lúpulo a cada 30 dias. A primeira a abrir o projeto é uma New England IPA, elaborada com o lúpulo Amarillo, variedade de origem norte-americana conhecida por seu perfil que lembra frutas tropicais e cítricas amarelas, como laranja, grapefruit e maracujá. Com visual amarelo turvo, tem 6,5% de graduação alcoólica e 50 IBUs. Os rótulos vão contar com elementos de um dos clássicos do vídeo game que fez sucesso na década de 1980, o Space Invaders. A novidade estará disponível nacionalmente a partir do próximo sábado, dia 22 de junho, data em que haverá um fliperama no Empório Alto dos Pinheiros para o público se divertir.

Drinques da Wäls
A Wäls trouxe para o Brasil o Dante, eleito em 2018 o melhor bar de Nova York pela Time Out e nono colocado na lista da World’s 50 Best Bars. O ambiente descontraído e despretensioso do bar está sendo reproduzido na decoração do Astor. O cardápio conta com 11 drinques, divididos em variações de Spritz, Martinis e Negronis, além do famoso Negroni Session. Além disso, seus mixologistas incorporaram a cerveja em três receitas: o Chopp Sbagliato, com a Wäls Dubbel misturada com Negroni (Campari, vermute tinto, gim e laranja); o Mambo Italiano, que combina Wäls Bohemian Pilsner com cachaça, limoncello, amaretto, purê de maracujá e suco de goiaba; e o Wild Card, com Aperol, mescal, Grand Marnier, yuzu, abacaxi, espuma de gengibre e Wäls Belgian Witte. Os drinques podem ser experimentados no Astor até a próxima terça-feira.

Franquias da Alles Blau
A Alles Blau, de Blumenau (SC), fechou um acordo com o Grupo Bonaparte para o lançamento de franquias em diferentes formatos. Serão eles: o Alles Blau Brewpub, onde o local terá uma estrutura de produção de cerveja sob acompanhamento técnico da marca; o modelo convencional de bar ou ponto comercial, disponível para locais na rua e em shoppings; o Alles Blau Biertruck, com um veículo adaptado que consegue levar o chope da marca para eventos; além dos modelos em unidades de kombi e em carrinhos de praia. O lançamento oficial do projeto será na ABF Franchising Expo, de 26 a 29 de junho, em São Paulo.

Chope popular da Goose
Em celebração aos seus 31 anos, a Goose Island decidiu lançar um chope comemorativo a partir de enquetes no seu Instagram. E ficou definido que será uma bebida clara (78% dos votos), com malte de cevada (66%), maior teor alcoólico (67%) e muito lúpulo (75%). O nome, ThirstyOne, também saiu de uma votação. Será uma Double Dry Hop Double IPA, com 7,4% de teor alcoólico e 70 IBUs.

Sustentabilidade da Corona
A Corona, em parceria com a Parley for the Oceans, realiza campanha durante o mês de junho para comemorar o Dia Mundial dos Oceanos, celebrado no último dia 8. No Rio de Janeiro, foram instaladas máquinas que trocam garrafas plásticas por cervejas. Os consumidores devem inserir três garrafas plásticas (de 300ml a 2l) na máquina e, automaticamente, receberão um voucher para trocar pela cerveja. Todo o plástico recolhido será enviado a uma empresa de reciclagem no Rio. Além disso, na compra de dois packs de cerveja da marca (12 unidades), os consumidores receberão uma ecobag, produzida a partir de plástico reciclado.

Agenda I: arraial da Tarantino
O mês de junho tem a agenda marcada pelas diversas festas juninas. E a Cervejaria Tarantino embarcou na onda, com o Arraiá da Charanga do França, que será no dia 23. O evento aliará a cerveja artesanal com apresentação da Fanfarra Manada e a quadrilha liderada pelo Espetacular Bloco da Charanga do França. Neste domingo, aliás, ocorrerá o aniversário do La Crapulla, com apresentação de bandas. No dia 29, o destaque vai ser o Urubó Junino. E, no último dia do mês, haverá o Samba do Sol Junino.

Agenda II: aniversário da Oceânica
O aniversário de quatro anos da cervejaria carioca Oceânica será comemorado no dia 29 de junho, na Casa da Polônia, em Laranjeiras. Serão mais de 20 cervejas, como a Deep e a Lemon, que voltam em novos lotes, além da Year Three e da Wild Ruby. Um dos lançamentos será a Year Four, o rótulo comemorativo de quatro anos da cervejaria – uma Russian Imperial Stout com 10% de teor alcoólico e adição de mel.

Aprovada pelo legislativo, cerveja em estádios de SP será vetada por Dória

Nesta semana, o sonho do torcedor paulistano de tomar uma cervejinha enquanto assiste a um bom jogo de futebol se reascendeu, mas voltou rapidamente a adormecer. Após ter sido aprovado na noite de quinta-feira pela Assembleia Legislativa, o projeto de lei que propõe a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de São Paulo tem poucas chances de seguir adiante.

Isso porque o governador João Dória (PSDB) antecipou que vetará o projeto. Em agenda pública nesta sexta-feira, Dória alegou que o projeto seria inconstitucional. “Sendo inconstitucional, o governador não pode sancionar. Irei vetar”, disse ele.

O projeto de lei 1363/2015, de autoria do deputado Itamar Borges (MDB), foi aprovado em votação simbólica na Assembleia paulista. O texto previa a venda de bebidas com “teor alcoólico entre 6% e 9%” em copos plásticos de até 500ml, a partir de uma hora e meia antes do início das partidas, e até uma hora depois do apito final.

A proibição tem base em legislação aprovada em 1996: a lei 9.470/1996, que impede a venda de bebidas alcoólicas em um raio de até 200 metros dos estádios. Em paralelo, o Estatuto do Torcedor, que tem abrangência nacional, veta nos estádios o porte de “objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”, o que inclui bebidas alcoólicas.

Houve, no entanto, um período de exceção na proibição em São Paulo durante a disputa da Copa do Mundo de 2014, quando a Lei Geral da Copa liberou a venda de cerveja nos estádios que receberam partidas do torneio. Mas, desde então, alguns municípios e estados têm aprovado leis locais, que regulamentam a venda e o consumo de cerveja nos estádios – sem incorrer em inconstitucionalidade.

É o caso, por exemplo, da Bahia, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de Goiás. No mês passado, foi a vez da Assembleia Legislativa do Ceará liberar a cerveja durante jogos. A lei, no estado, determina ainda que ao menos 20% da cerveja comercializada seja produzida por marcas artesanais.

Entrevista: Mussum estaria orgulhoso, apaixonado pela marca

Antonio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, é uma das figuras mais conhecidas e queridas da cultura popular brasileira na segunda metade do século XX. Multiartista, trabalhou como ator, humorista, músico, cantor e compositor, tendo ficado conhecido como um dos componentes do grupo Os Originais do Samba. Mas, principalmente, como membro do quarteto de humor Os Trapalhões, sucesso retumbante na televisão e no cinema.

Foi na tevê, aliás, que Mussum se consagrou pela irreverência, pelo humor e pelo sorriso fácil, eternizando expressões como “ampola”, quando pedia uma nova cerveja. E foi a partir dessa inspiração que Sandro Gomes, filho de Mussum, fundou a Brassaria Ampolis, que leva em seus rótulos o bom humor e as divertidas tiradas de seu pai.

Uma das marcas destacadas da cervejaria são as terminações que foram eternizadas pelo artista, como “évis” e “is”. Assim, a Vienna Lager se tornou a Biritis, a Witbier a Ditriguis, a Session IPA a Forévis e a Premium Lager a Cacildis, rótulo que passou a ser produzido pelo Grupo Petrópolis e ganhou escala nacional em 2019.

O Guia conversou com Sandro sobre a trajetória da Ampolis e a influência do seu pai no empreendimento. Confira a entrevista completa.

Como e quando surgiu a cervejaria, quem a integra e de onde veio a ideia de homenagear o seu pai?
A cervejaria surgiu em uma viagem entre amigos e família no carnaval de 2011. Estava buscando algo que pudesse homenagear meu pai, com a ideia de algo que chegasse para ficar mesmo. Na época a ideia surgiu em uma parceria entre eu e meus amigos Diogo Mello e Leonardo Costa. Posteriormente, ficaram na sociedade apenas eu e o Diogo Mello, que é publicitário por formação e fundamental para a construção da imagem irreverente da marca.

O Mussum gostava de cerveja? E como os rótulos da Ampolis, de alguma maneira, dialogam com o que ele gostava?
Gostava muito de cerveja! Era a bebida preferida dele. Os rótulos são alegres, divertidos e, acima de tudo, têm qualidade. Meu pai era exigente, mas acho que aprovaria o padrão das cervejas da Ampolis. A marca como um todo é a cara dele.

A cervejaria sempre se destacou pela abordagem criativa, pela linguagem que resgata o melhor do humor do teu pai. Como foi “reproduzir” essa linguagem e o processo de criação dessa identidade?É como ter ele ao meu lado novamente. Não tem preço ver as pessoas lendo os rótulos, contrarrótulos, se divertindo e, além de tudo, apreciando de verdade as cervejas. Para criar a linguagem da Brassaria Ampolis, nós buscamos ser criativos de forma descomplicada para nos comunicarmos com diferentes públicos.

Lançada inicialmente como uma cigana, a Ampolis se expandiu nos últimos anos e chegou aos principais pontos de venda do país. Como foi esse processo? Por que essa decisão de deixar o ambiente “artesanal” para competir com as grandes marcas?
Pensamos grande e isso é importante para o negócio. A Cacildis é nosso carro-chefe e foi criada para isso: volume e larga escala com receita que tende a agradar a diferentes paladares. As outras têm sabores mais específicos, mas a resposta do público mesmo assim tem sido positiva. Para os próximos meses, teremos novidades. Aguardem.

Se estivesse vivo, o que seu pai diria sobre a homenagem em forma de cerveja e a trajetória da Ampolis?
Ele estaria apaixonado pela marca e por tudo que foi feito. Foram anos estudando o mercado e como faríamos cada item do nosso portfólio. Ele estaria orgulhoso, tenho certeza. Está!

Proibida há 23 anos, venda de cerveja nos estádios é aprovada pela Assembleia de SP

O Estado de São Paulo deu um importante passo para que a venda de bebidas alcoólicas nos estádios volte a ocorrer com a aprovação, na noite desta quinta-feira, de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa que libera a comercialização de cervejas durante eventos esportivos. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser sancionado pelo governador João Doria (PSDB).

O projeto de lei 1363/2015 da assembleia é de autoria do deputado Itamar Borges (MDB). A venda de cerveja nos estádios paulistanos está proibida desde 1996. Naquela oportunidade, a lei 9.470/1996 foi aprovada impedindo a venda de bebidas alcoólicas em um raio de até 200 metros dos estádios.

Uma exceção em São Paulo se deu durante a disputa da Copa do Mundo de 2014, quando a venda de cerveja foi liberada nos estádios que receberam partidas do torneio no Brasil, através da Lei Geral da Copa.

Desde então, alguns municípios e estados têm aprovado leis que permitem a venda de cerveja nos estádios. É o caso, por exemplo, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de Goiás e, agora, de São Paulo.

No projeto aprovado, está permitida a venda de bebidas com “teor alcoólico entre 6% e 9%”. A comercialização pode ocorrer a partir de uma hora e meia antes do início das partidas, devendo se encerrar até uma hora depois do apito final. Além disso, precisa ocorrer em embalagens plásticas de até 500 ml.