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Porto Alegre lidera alta da inflação da cerveja em outubro

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Porto Alegre voltou a ser o fiel da balança no preço da cerveja em domicílio. Mas, agora, foi pela razão inversa. Após liderar a deflação do produto em setembro, a capital do Rio Grande do Sul puxou a alta em outubro, que foi de 0,92% no país, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia também – Preço da cerveja no domicílio acelera em mês de inflação baixa

Se no país a alta não chegou a 1%, em Porto Alegre ela foi de 4,64%, sendo diretamente responsável pela elevação dos preços da cerveja em domicílio. Outras 13 cidades tiveram inflação entre as 16 capitais pesquisadas, com destaque para São Luís, com 1,68%, e Campo Grande, com 1,25%.

Do lado oposto, por sua vez, apenas duas capitais apresentaram deflação no preço da cerveja em domicílio. As baixas foram registradas em Belém, com queda de 1,58%, e na Grande Vitória, com redução de 0,61%.

Já os preços da cerveja fora do domicílio caíram 0,53% em outubro no cenário nacional. Campo Grande (-3,17%), Aracaju (-2,25%), São Paulo (-1,87%) e Rio Branco (-1,82%) lideram a deflação. Já as maiores altas se deram no Recife, com 1,65%, e em Belo Horizonte, com 1,28%.

Confira, a seguir, a variação do preço da cerveja no domicílio em outubro:
Brasil: 0,92%
Porto Alegre: 4,64%
São Luís: 1,68%
Campo Grande: 1,25%
Curitiba: 0,99%
Rio Branco: 0,85%
Rio de Janeiro: 0,59%
Aracaju: 0,59%
São Paulo: 0,57%
Brasília: 0,48%
Salvador: 0,47%
Goiânia: 0,40%
Recife: 0,24%
Fortaleza: 0,21%
Belo Horizonte: 0,09%
Grande Vitória: -0,61%
Belém: -1,58%

E a variação do preço da cerveja fora do domicílio em outubro:
Brasil: -0,53%
Recife: 1,65%
Belo Horizonte: 1,28%
São Luís: 0,96%
Grande Vitória: 0,70%
Porto Alegre: 0,43%
Fortaleza: 0,42%
Rio de Janeiro: 0,38%
Goiânia: 0,33%
Brasília: 0,16%
Curitiba: -0,29%
Belém: -0,50%
Salvador: -0,90%
Rio Branco: -1,82%
São Paulo: -1,87%
Aracaju: -2,25%
Campo Grande: -3,17%

Black Friday: Uma pesquisa de preços e 6 dicas para evitar a “black fraude”

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Na próxima sexta-feira grandes promoções acontecerão nas lojas em todo o Brasil. É a Black Friday, nome dado nos Estados Unidos à última sexta do mês de novembro, que é marcada por descontos de até 80%. Lá o dia virou especial para o varejo por ser no meio do feriado de Ação de Graças, onde os consumidores aproveitam a folga para ir às lojas inaugurar a temporada de compras de Natal.

O termo Black Friday foi usado a primeira vez em 1869 para designar uma sexta-feira onde a Bolsa de Nova York sofreu um grande crash. Mais de cem anos depois, policiais da Filadélfia resgataram o nome pois a cidade virava um caos com o movimento nas lojas. Habilidosos, os marqueteiros adotaram o termo que virou ícone de promoções nos EUA durante a década de 90. No Brasil, sites da internet passaram a usá-lo a partir de 2010, e desde então a Black Friday se popularizou por todo o varejo nacional.

Então essa é uma excelente oportunidade de você encontrar aquela cerveja caríssima por um preço bem acessível, correto? Sim, é verdade, mas existem algumas armadilhas que muitos consumidores caem na Black Friday. A mais comum delas é achar que está comprando um produto com desconto, quando na verdade não está – alguns lojistas aumentam o preço dias antes para baixar na sexta-feira como se fosse desconto (criativo, o brasileiro chamou essa prática de “Black Fraude”).

Assim, antes de estourar o cartão de crédito enchendo seu estoque cervejeiro, tenha cuidado para não ser vítima dessa prática. E, para ajudá-lo, preparamos algumas dicas e fizemos uma pesquisa de preços pré-Black Friday. Confira.  

Dicas para evitar a “Black Fraude”

1- Avalie bem a loja
É muito importante conhecer de quem você está comprando. No e-commerce, vale consultar os reviews do Google e o site Reclame Aqui. Lojas físicas, varejistas que pertencem a redes ou aqueles que são mais tradicionais no mercado, em geral, tendem a ser mais seguros. Evite comprar direto de links enviados por email ou whatsapp e evite pagamentos com dinheiro ou depósito bancário.

2- Verifique a validade das cervejas
É muito comum na Black Friday os varejistas aliviarem seus estoques que estejam próximos ao vencimento. Não há nada de errado com isso, desde que os clientes sejam alertados para a informação. As lojas, online ou físicas, são obrigadas por Lei a alertar o consumidor sobre produtos que estejam a uma semana do prazo de validade.

3- Pesquise os preços regulares
Antes de ir enchendo o carrinho é importante saber se aquela cerveja está mesmo com um bom desconto para não cair naquela maliciosa promoção “metade do dobro” (veja uma lista de preços no fim da matéria).

4- Avalie os riscos das cervejas caras
A cerveja é sensível e um transporte desastroso pode arruinar a bebida. Como essa época é de grande volume de vendas, a tendência é a logística da entrega estar sobrecarregada, o que aumenta o risco de problemas no transporte. Lojas especializadas, normalmente, possuem embalagens mais adequadas ao transporte de cervejas caras. Mas esse é um risco que todo comprador na internet corre, não tem como fugir. Por isso, vale considerar o preço da cerveja versus o risco de ela não chegar boa.

5- Cuidado com a quantidade
Existe uma grande regra para o consumo de cerveja: quanto mais fresca melhor. Por isso, se você não está comprando uma cerveja de guarda, cuidado com a quantidade. Guardar a cerveja em casa por muitos meses pode modificar as características sensoriais e causar surpresas, às vezes desagradáveis, na hora do consumo. Aproveitando essa dica, sempre mantenha a cerveja em pé e em ambientes mais escuros e frios.

6- Guarde os recibos
Se mesmo seguindo essas dicas houver algum problema na sua compra, a primeira coisa a fazer é procurar a loja para solucionar a questão. Se não houver retorno satisfatório, o Procon deve ser acionado. Por isso mantenha todos os registros possíveis durante as compras, como imagens de sites e lojas, previsões de entrega, recibos e notas fiscais.   

Preços antes da Black Friday

Para facilitar a avaliação dos descontos oferecidos na Black Friday, fizemos uma pesquisa de preços em lojas físicas e online, supermercados, empórios, lojas especializadas e market places. Destacamos aqui os preços mais baixos de cada rótulo encontrados antes da Black Friday.

Importadas

Brewdog Punk IPA (American IPA) Garrafa 330mlR$ 21,99
Blue Moon (Witbier) Garrafa 355mlR$ 14,90
Delirium Tremens (Belgian Strong Golden Ale)
Garrafa 350ml
R$ 23,34
Deus (Bière Brut) Garrafa 750mlR$ 349,99
Fuller´s London Pride (Special Bitter) Garrafa 330mlR$ 19,90
Guinness (Dry Stout) Lata 550mlR$ 18,99
Hofbräu Original (Helles) Garrafa 500mlR$ 14,80
Leffe Brune (Belgian Brown Ale) Garrafa 330mlR$  8,90
Paulaner Hefe-Weissbier (Weizenbier) Garrafa 500mlR$ 19,99
Sierra Nevada Torpedo  (American IPA) Garrafa 355mlR$ 14,90

Nacionais

Baden Baden 1999 (Special Bitter) Garrafa 600mlR$ 17,00
Bodebrown Perigosa (Imperial IPA) Garrafa 330mlR$ 19,00
Colorado Ribeirão Lager (Pale Lager) Lata 410mlR$ 4,90
Dama Bier Pilsen (Premium Lager) Garrafa 600mlR$ 17,50
Eisenbahn American IPA (American IPA) Garrafa 355mlR$ 4,99
Hocus Pocus Magic Trap (Belgian Strong Golden Ale)
Garrafa 500ml
R$ 16,18
Krug Oktoberfest (Festbier) Garrafa 600mlR$ 21,90
Lohn Catharina Manga (Sour Ale) Garrafa 330mlR$ 13,79
Tupiniquim Summer IPA (Session IPA) Lata 350mlR$ 7,14
Wäls Petroleum (Imperial Stout) Garrafa 375mlR$ 11,90

Menu degustação: Festa do Capitão Barley, Enseada no Aloha, lançamento da Synergy…

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Festa do Capitão Barley
O brewpub Capitão Barley vai comemorar o aniversário de seis anos no próximo sábado na sua sede no bairro Pompeia, em São Paulo, com uma festa open bar, incluindo comida à vontade e música ao vivo. Serão pelo menos 30 diferentes chopes servidos a partir de 20 torneiras. Entre as opções, haverá o da Dádiva – Dragon Flies Hight Mexican, que é envelhecido em barris de carvalho por 6 meses -, e o de marcas nacionais e importadas, como Pilsner Urquell (República Checa) e Paulaner Salvator (Alemanha), além dos da casa. O cardápio terá comidas servidas em estádios, como sanduíches, porções de pernil suíno marinado em cerveja preta e linguiça calabresa artesanal. Outra opção será o prato de feijão tropeiro. Já o som será da Emblues Beer Band, uma banda de origem de rua com influências de blues, folk e música popular brasileira. Clique aqui para adquirir seu ingresso.

Enseada no Aloha Spirit
A Cerveja Enseada passou a patrocinar o Aloha Spirit, considerado o maior festival de esportes aquáticos do mundo. A parceria estreou nas finais do evento, que se iniciaram na sexta-feira e foram até este domingo, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A competição reuniu mais de 1.500 atletas – de 18 estados e também do exterior – divididos em sete modalidades. “Escolhemos o Aloha Spirit, o maior festival de esportes aquáticos do mundo, como parceiro pois nos identificamos muito com o mar e os esportes, principalmente os aquáticos. Nossa fábrica fica em Saquarema e velejo desde criança. Nossas cervejas são perfeitas para aqueles momentos de relax e prazer, após um dia longo ou uma prova concorrida”, comenta Marcelle Lopes, diretora executiva da Cerveja Enseada.

Fruttisour da Bodebrown
A Bodebrown aproveitou a realização de mais uma edição do seu Growler Day, na sexta-feira e no sábado, para lançar a Fruttisour. Terceira cerveja da marca curitibana no estilo Berliner Weisse, a bebida tem um leve toque ácido, mas mantendo-se leve e refrescante. Recebe toques de goiaba, maracujá e tangerina, revelando aroma e sabor tropicais. Possui 4,3% de teor alcoólico.

Equilíbrio da Heineken
O Grupo Heineken no Brasil lançou o Day After Project, plataforma digital na qual vai buscar lidar com o consumo exagerado de álcool. Para além da conscientização, a iniciativa promete sugerir a promoção de mudanças reais de comportamentos nocivos. A ideia, portanto, é que a plataforma seja o centro da estratégia de consumo responsável da empresa, especialmente entre jovens, algo que já havia sido inserido através de um projeto piloto, o WeLab by Heineken. “Entendemos que, para equilibrar a relação com o álcool, precisaríamos apoiar os jovens também no desafio de equilibrar a relação com a vida, principalmente em um período de tantas incertezas, descobertas e conflitos internos”, comenta Nelcina Tropardi, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da cervejaria. Para o lançamento do Day After Project, a cervejaria se juntou ao Laboratório Fantasma, uma das principais produtoras de música no Brasil, para uma parceria de conteúdo, que gerou a música “Quero te ver bem amanhã”, uma autoria dos cantores Fióti e Rael, com participação especial de Marissol Mwaba.

Leia também – Projeto reconstrói vida de jovens que abusavam de álcool

Lançamento da Synergy
A cervejaria de Sorocaba acaba de lançar a Oakstanding Basis, um novo rótulo da Magnitude Series, linha de cervejas complexas e com edições limitadas. A Oakstanding Basis é uma Russian Imperial Stout com 15% de graduação alcoólica, envelhecida em barris de uísque Bourbon por sete meses. Apresenta suaves notas de cacau, coco e baunilha. São apenas 600 garrafas numeradas e poucos barris de chope disponíveis.

Visita na Ouropretana
A Cervejaria Ouropretana abriu sua fábrica para visitas guiadas neste fim de 2019. Elas ocorrem sempre aos sábados, com início às 10h30. Durante uma hora, os visitantes vão entender o processo de fabricação dos estilos de cervejas artesanais da marca e, também, das sazonais. Os participantes podem degustar 100ml de dois estilos e ganham um chope Pilsen ou Pale Ale de 400ml, além de uma taça estilo Dublin de 400ml. A Cervejaria Ouropretana fica em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto (MG).

Malte e longevidade impulsionam cervejaria tricentenária e mais antiga da Escócia

Mais tradicionalmente associado ao uísque, o malte escocês também está ligado às suas cervejas. E, especialmente, aos rótulos da Belhaven, a mais antiga cervejaria da Escócia em atividade no país, que recentemente completou 300 anos de fundação e leva a sua tradição para diferentes cantos do mundo, incluindo o Brasil.

A Belhaven foi fundada em 1719 na região de East Lothian, em Dunbar, cidade que fica a menos de 50 quilômetros a leste de Edimburgo e também da fronteira da Inglaterra. Desde então, a marca sempre se tornou conhecida pelo uso do malte escocês em suas receitas.

Essa tradicional cervejaria conta hoje com 20 rótulos fixos, além da eventual produção de marcas especiais e sazonais, tendo presença e espaço em um mercado dinâmico, em que várias cervejarias foram fundadas nas décadas recentes. E possui o rótulo mais vendido da Escócia, a Belhaven Best.

Leia também – Morador de Londres gasta o dobro com cerveja do que demais britânicos

“A Belhaven é percebida como uma cervejaria com produtos de qualidade e tradição, em um pais onde nove em cada dez cervejarias foram abertas nos últimos 20 anos”, afirma Ali Visserman, diretor da Boxer do Brasil, importadora responsável por trazer os rótulos da Belhaven ao país.

Ele destaca que a longevidade da Belhaven e a sua associação com a Escócia e seus rótulos a tornam exemplo e referência internacional dentro do setor cervejeiro.

“A Wee Heavy da Belhaven é considerada padrão da indústria para o estilo. Foi desenvolvido na cervejaria Belhaven há 300 anos e tipifica as cervejas escocesas, com muito malte de qualidade e pouco lúpulo, tendo em vista que lúpulo é um produto caro que não se pode cultivar na Escócia em função do clima do país”, explica Ali.

Mercado externo
Além da longa trajetória, a Belhaven tem na exportação uma das suas forças e diferenciais, tanto que 30% da sua produção é vendida para fora da Escócia. E essa característica foi reconhecida no fim de 2018, quando acabou sendo eleita a Exportadora do Ano pelo Scottish Beer Awards. Assim, além do Reino Unido, também pode ser encontrada na América do Norte, na Europa – em países como França, Suécia e Rússia – e também na Ásia, na China e em Hong Kong.

Esse peso da exportação no negócio da Belhaven traz a oportunidade – e também o desafio – de se levar tradições da Escócia e sua cerveja para outras nações. E, nesse caso, até a histórica ligação do país com o uísque está diretamente envolvida.

“A Belhaven se identifica como marca escocesa e suas cervejas se espalham pelo mundo pela qualidade. Além disso, algumas das cervejas são inconfundivelmente escocesas ou influenciadas pela cultura escocesa”, comenta Ali.

“É o caso da Wee Heavy, por exemplo, e da Speyside Oak Aged Blonde Ale, uma Golden Ale que tem um toque de baunilha no paladar por ter passado por barricas de carvalho que foram usadas para envelhecer uísque”, acrescenta o sócio da importadora.

Novo momento
Com 300 anos de trajetória, a Belhaven pode se orgulhar de ter visto de perto, como participante, de diferentes processos da consolidação e crescimento do setor cervejeiro. A marca mesmo foi ativa nesse processo ao ser adquirida por um grupo maior, a  inglesa Greene King, avaliada como a maior cervejaria do Reino Unido, em negócio de 187 milhões de libras (aproximadamente R$ 1 bilhão, na cotação atual), realizado em 2015. Já em outubro, a Greene King foi adquirida pelo grupo CK Asset, de Hong Kong.

Além disso, a marca viu a eclosão do setor de artesanais. E, para se diferenciar desses “novatos” do setor, também vem apostando em aroma e sabor mais palatáveis a um público maior, além de ter ampliado a sua gama de rótulos e tipos de cerveja nos últimos anos.  

“Como toda cervejaria de tradição, a Belhaven faz cervejas equilibradas com ‘drinkability’ enquanto grande parte das cervejarias que nasceram no boom artesanal produzem cervejas interessantes e sempre audaciosas, mas que nem sempre se prestam ao consumo corriqueiro, seja pelas intensidades dos sabores, seja pelo preço”, diz Ali.

A marca, aliás, é exportada para o mercado nacional há apenas cinco anos, tempo mísero se comparado ao de sua trajetória. Ainda assim, acredita que tem causado algum impacto positivo, mesmo encarando um cenário de crise.

“A Belhaven chegou no Brasil junto com a recessão econômica que começou em 2014. Mesmo assim, Wee Heavy e Belhaven Black, um Scottish Stout, estão fazendo sucesso e estão disponíveis em várias redes de varejo. A Twisted Thistle, uma American IPA, faz sucesso nas torneiras dos melhores pubs do país”, conta Ali.

Lançamento
Aproveitando o aniversário de 300 anos, a cervejaria disponibilizou um novo rótulo no Brasil. É a Belhaven 1719 Pale Ale, cerveja que teve o seu pré-lançamento no Mondial de la Bière Rio.

O seu nome remete ao ano de criação da cervejaria, sendo uma Pale Ale britânica que leva três lúpulos: Centennial, Mandarina Bavaria e Galaxy. Possui 4,5% de graduação alcoólica e, segundo a fabricante, traz aromas e sabores de grapefruit, maracujá, melão, papaya e suave floral. O malte se apresenta levemente tostado e como caramelo, com corpo leve e final seco.

Grandes cervejarias garantem que novos lotes estão adequados à norma de rotulagem

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A nova norma de rotulagem parece que atingirá boa parte de seu objetivo: tornar o mercado brasileiro de cerveja mais claro e transparente. Algumas das maiores marcas do Brasil, que produzem cervejas que não são puro malte, garantem que seus novos lotes já estão saindo das fábricas desde o início da semana adequados à nova regra.

A instrução normativa 68 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que foi publicada no dia 16 de novembro de 2018, obriga as cervejarias a estamparem nos rótulos ingredientes como milho, arroz e outros adjuntos que sejam usados na produção da bebida. Havia o prazo de um ano para adequação. Até então, as marcas não detalhavam esses produtos nos rótulos.

Uma pesquisa feita pelo Guia no início desta semana constatou que, nos pontos de venda visitados, 56% dos rótulos ainda não estavam adequados. As cervejarias, contudo, alegam que os novos lotes descrevem precisamente os ingredientes e que, portanto, é questão de tempo até chegarem ao varejo.

Leia também – Só 35% das cervejarias já têm rótulos no varejo adequados à nova regra do Mapa

Procurada pelo Guia, a assessoria do Grupo Petrópolis assegurou que a cervejaria está cumprindo as normas e que o prazo de adequação dos rótulos foi cumprido. “Desde 16 de novembro, todas as cervejas produzidas no Grupo Petrópolis seguem, estritamente, o que foi definido”, diz em nota.

Por meio de contato telefônico de sua assessoria, a Ambev afirmou que o prazo estabelecido servia para direcionar a produção dos novos lotes – e não propriamente sua chegada ao varejo. E, segundo a empresa, todas as novas cervejas produzidas a partir do prazo estão seguindo a nova norma.

Já o Grupo Heineken, cujas marcas que não são puro malte estavam todas adequadas na pesquisa, aponta que “a empresa reforça que a mudança na rotulagem não interfere na receita e qualidade dos produtos, que permanecem os mesmos. E esclarece que essas marcas atendem a uma demanda do consumidor por cervejas mais leves e refrescantes, característica conferida pelo uso de outros cereais além da cevada, como o milho, na composição”.

As assessorias das demais marcas citadas na pesquisa não enviaram respostas até a publicação desta matéria.

Mercado transparente
Embora o prazo de um ano fosse máximo e, como indica a pesquisa do Guia, parte das empresas tenham deixado a mudança para o último momento, a ponto de apenas 35% das marcas estarem adequadas no início desta semana no varejo, as cervejarias estão agindo plenamente dentro da legalidade.

“Analisando a letra fria da instrução, podemos entender também que o prazo foi dado para adequação dentro das fábricas e que só os lotes feitos a partir dessa semana é que são obrigados a detalhar os ingredientes”, explica o advogado André Lopes, do Advogado Cervejeiro.

Leia também – Entenda a nova regra de rotulagem que entra em vigor em novembro 

“É claro que as cervejarias estão jogando com o regulamento embaixo do braço. Essa brecha de entendimento de prazo da instrução permitiu que, mesmo passados 365 dias, ainda tenhamos que conviver com rótulos em desacordo com a norma”, acrescenta André.

O foco central do debate, porém, parece ser outro: o fortalecimento do mercado brasileiro provocado pela norma. Para Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), o que realmente importa é que as grandes cervejarias estão garantindo o cumprimento da norma.

“É positivo saber que, a partir de agora, todas as cervejas que saem das fábricas estão com os rótulos adequados”, celebra Lapolli.

A pesquisa
No início desta semana, com o final do prazo de adequação estipulado pelo Mapa, o Guia visitou 12 pontos de venda de cervejas na cidade de São Paulo, entre hipermercados, supermercados, minimercados e lojas de conveniência.

A ideia era entender se a mudança já chegara ao varejo e como cada marca se comportou em relação à velocidade de implementação das mudanças. E o resultado mostrou que seis marcas estavam adequadas à norma do Mapa em todos os lugares visitados, três estavam adequadas apenas em alguns locais e oito não estavam adequadas ainda.

Clique aqui para ter acesso à pesquisa completa.

St. Patrick’s Beer Experience terá palestra e degustação guiada em SP

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A cidade de São Paulo receberá no próximo dia 28 de novembro o St Patrick’s Beer Experience, evento em formato de palestra seguida por uma degustação orientada por Candy Nunes, embaixadora da marca e mestre em estilos.

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Serão tratados na palestra assuntos como tecnologia de produção cervejeira através da história da humanidade, retratando desde os processos rudimentares de produção até as avançadas tecnologias atuais.

A palestra abordará, ainda, a importância da cerveja na formação das civilizações, trazendo curiosidades e momentos icônicos da história e uma rápida análise sobre famílias e escolas cervejeiras. “Logo após o fim da palestra, os participantes serão convidados a degustar algumas cervejas da linha St. Patrick’s Beer, identificando os estilos e tendo mais intimidade com a bebida”, relata a cervejaria.

A experiência faz parte do São Paulo Tech Week 2019, que acontece no Eureka Coworking (Av. Paulista, 2439) e tem como objetivo estreitar a relação do público com a cultura cervejeira. Os participantes terão acesso aos produtos St Patrick’s Beer com preços promocionais e exclusivos. Os ingressos saem por R$ 30 e estão à venda no site do evento, mas o número de vagas é limitado.

A cervejaria
A St. Patrick’s Beer faz parte da Brew Center Cervejas Especiais, que levou o prêmio de melhor microcervejaria de 2019 da Copa Cerveja Brasil, um concurso organizado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), o que significa o reconhecimento como a melhor do setor no país.

Em seus primeiros meses no mercado, a St. Patrick’s Beer ainda conquistou medalhas relevantes, como as de ouro com a sua American IPA na Copa Cerveja Brasil e no World Beer Awards, em Londres. Já a sua Acid Trip também foi reconhecida com o ouro na edição do Rio do Mondial de La Bière. E a Dry Stout levou o bronze na Copa Cervezas de Américas, no Chile.

Só 35% das marcas já têm rótulos no varejo adequados à nova regra do Mapa

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A maior parte das marcas que produzem cervejas que não são puro malte ainda possuem no varejo rótulos que não estão adequados à nova norma de rotulagem do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A determinação exige que todos os ingredientes e adjuntos estejam descritos nos rótulos da bebida.

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A constatação foi feita pelo Guia em levantamento realizado nesta semana, entre os dias 18 e 19 de novembro, em diferentes pontos de venda na cidade de São Paulo. Vale destacar que a pesquisa tem caráter local, espontâneo e serve como base apenas para os locais visitados.

A nova instrução sobre rotulagem do Mapa foi publicada no Diário Oficial no dia 16 de novembro de 2018, dando prazo de 365 dias às cervejarias para adequação dos rótulos. Tais mudanças, contudo, ainda não chegaram ao varejo.

Ingredientes como milho, arroz e xaropes desses cereais, entre outros, nunca foram bem aceitos pelos consumidores, mas a informação sobre o uso nunca esteve explícita nos rótulos. Assim, a nova regra obriga que as cervejarias descrevam de forma clara quais são os adjuntos que utilizam.

Para checar se a nova regra de rotulagem já estava surtindo efeito no varejo, o Guia visitou diferentes pontos de venda de cervejas, entre hipermercados, supermercados, minimercados e lojas de conveniência. A análise verificou rótulos de 17 marcas que não eram puro malte.

E o resultado da pesquisa mostra que apenas seis marcas já estão adequadas a norma do Mapa em todos os lugares visitados, três estavam adequadas apenas em alguns locais e oito não estavam adequadas ainda (veja em detalhes no fim do texto).

Fiscalização
Procurado pelo Guia, o Ministério da Agricultura informou apenas que o prazo concedido para ajustes havia expirado, sem detalhar como será a fiscalização e quais as formas de punição por descumprimento.

“A IN MAPA nº 68, de 2018 entrou em vigor na data de sua publicação, portanto em 16 de novembro de 2018. O prazo concedido para ajustes dos rótulos foi de 365 (dias) para adequação, portanto serviu para o esgotamento daquelas rotulagens já impressas e a formulação e implementação do ditame normativo”, diz a nota do Mapa.

Pelas regras brasileiras, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a responsável por fiscalizar o cumprimento de normas para rótulos de alimentos, sendo uma autarquia vinculada ao Mapa.

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Segundo o advogado André Lopes, do Advogado Cervejeiro, as empresas que não cumprem a norma estão cometendo uma infração passível de punição. “As cervejarias podem sofrer autuação do Mapa, que vai desde uma advertência até multa de R$ 117 mil”, explica o especialista.

O advogado também salienta que os consumidores podem denunciar as cervejarias que descumprirem a norma. “A denúncia pode ser feita no site do Mapa ou mesmo no Procon, já que a falta da descrição dos ingredientes fere o direito à informação previsto no código de defesa do consumidor”, acrescenta André.

Confira, a seguir, quais cervejarias se adequaram às normas após levantamento realizado nesta semana, entre os dias 18 e 19 de novembro, em diferentes pontos de venda na cidade de São Paulo.

10 destaques do IPA Day Brasil em 2019

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Um dos principais eventos do mundo dedicado ao estilo de cerveja que virou febre mundial, o IPA Day Brasil reuniu duas mil pessoas no último final de semana, em Ribeirão Preto. Foram 40 rótulos feitos por 27 cervejarias diferentes, como Bodebrown, Dogma, Dortmund Bier, Goose Island, Invicta, Juan Caloto, St.Patrick´s Beer, Tarantino, Avós e Molinarius, entre outras.

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O sommelier de cervejas Rodrigo Sena, jornalista colaborador do Guia e também do canal Beersenses, que esteve no IPA Day Brasil 2019 a convite da organização, preparou uma avaliação de diferentes aspectos do festival, desde os rótulos servidos até a organização e a experiência dos visitantes.

Para você que foi ao festival, é uma oportunidade de comparar sua opinião com a dele. E, para você que não foi, é uma ótima chance de se informar sobre o evento a partir da análise de um especialista. Confira, a seguir, 10 avaliações sobre o IPA Day Brasil feitas pelo sommelier Rodrigo Sena.

1- Os Rótulos
A variedade e a qualidade das cervejas servidas no IPA Day Brasil, segundo o especialista, foram um dos pontos mais marcantes do festival. “A curadoria do IPA Day Brasil se supera a cada ano. Não havia cerveja ruim, todos os 40 rótulos tinham qualidade. Outro ponto forte do evento foi a diversidade de sabores e variedade de estilos”, conta Rodrigo Sena.

2- A Revelação
A  St. Patrick´s Beer estreou no festival levando sua American IPA. E fez sucesso. “A cervejaria ofereceu uma excelente American IPA, bem tradicional, com brilho de Citra e Mosaic, em uma cama de maltes muito bem elaborada. Foi uma verdadeira estreia de gala”, avalia o sommelier.

3- A Popular
A cervejaria Avós, especializada em Lagers, apresentou sua Dizygotic IPL, uma Double New England India Pale Lager que foi muito elogiada pelos visitantes do festival. “Essa India Pale Lager foi muito bem recebida pelo público, tanto que foi uma das que acabou primeiro. E ela estava realmente boa, uma explosão de sabores com a leveza da Lager, em mais um excelente trabalho da Avós”, destaca.

4- A Inusitada
Para o sommelier, a Gose Black IPA com morangos e algas marinhas, uma colaborativa entre as cervejarias Weird Barrel e Japas, foi o destaque de sabores inusitados no festival. “Uma cerveja improvável, surpreendente, com uma explosão de sabores que vão desde a acidez marcante, passando pelas frutas vermelhas e o salgado de uma Gose reforçado pelas algas. Não é uma cerveja de fácil compreensão, mas é realmente muito inusitada e com muita qualidade. Vejo um alto potencial de harmonização para essa cerveja com diferentes tipos de pratos, realmente espetacular.”

A Sazai Oni, uma IPA com morangos e algas marinhas: ácida, frutada e salgada

5- O Lançamento
A Dortmund Bier lançou no festival a Black Elephant, uma Black IPA que foi muito bem recebida pelos hopheads. “Uma IPA escura, com lúpulos marcantes, mas que não deixou passar em branco os sabores dos maltes tostados e torrados. Essa união foi muito bem explorada na Black Elephant, que caiu no gosto do público. Só ouvi elogios a respeito dela”, conta Rodrigo.

6- A Experiência como Visitante
A organização e o atendimento durante o festival foram outros destaques positivos, segundo avalia o sommelier. “Impressionante um evento cervejeiro desse tamanho não ter filas em nenhum ponto, nem para pegar cervejas, nem para ir ao banheiro, nem para comer. Também havia muitos pontos gratuitos de água para beber e lavar o copo”, ressalta Rodrigo, elogiando a produção do evento. “Fica evidente que a organização se preocupou muito com o conforto dos visitantes.”

7- Um Ponto de Melhoria
Para o sommelier, porém, há um ponto de melhoria para o evento. “As informações do guia de rótulos que foi distribuído são excelentes, mas na minha opinião o formato de livreto dificulta um pouco o manuseio e a leitura durante um evento onde você fica a maior parte do tempo em pé e com uma das mãos ocupada. O guia poderia também ter uma versão digital para ser acessada por app”, salienta Rodrigo. “Isso não comprometeu a boa experiência dos visitantes neste ano, mas poderia melhorar”.

Visitantes fantasiados curtiram e
foram uma atração à parte

8- Festa Completa
Na avaliação do sommelier, o IPA Day Brasil ofereceu uma opção completa de entretenimento. “As cervejas são as estrelas da festa, mas o que está ao redor é muito importante. Os jogos disponíveis foram legais, as bandas foram muito boas, com variedade de repertório e qualidade no som. Na praça de food-trucks houve opções variadas, com preço justo, em uma quantidade compatível com o tamanho do evento. E os próprios visitantes fantasiados foram uma atração à parte. Foi realmente um festival completo”, detalha.

9- A Decepção
O rótulo Sabará, uma Sour IPA com jabuticaba da renomada cervejaria Colorado, não foi tão bem avaliado pelo sommelier. “Não havia defeitos, mas a cerveja estava neutra, sem variedade de sabores e com baixa acidez para uma Sour. A jabuticaba ficou um pouco perdida, não mostrou a que veio. Para mim foi uma decepção em função da boa expectativa que sempre tenho sobre os rótulos da Colorado.”

10 – A Número Um
E, para finalizar, o sommelier avalia qual foi a melhor cerveja do festival: a Ano Um, uma colaborativa entre a Tarantino e a norte-americana Stone Brewing. É uma American IPA com coco e jambu que possui menos de 1 IBU. “Pode parecer incoerente, mas o amargor extremamente baixo faz toda a diferença nessa American IPA, dando espaço total para as notas frutadas (amareladas e cítricas) dos lúpulos, enriquecidas pelo dulçor amadeirado do coco e pelo herbal inusitado do jambu. A cerveja tem uma sutileza espetacular. Para mim foi a melhor do lineup deste ano do IPA Day Brasil”, conclui.

Estudo relaciona gastos em propaganda de cerveja com preferência entre adolescentes

Algo que pode até parecer óbvio para observadores atentos do universo cervejeiro foi, finalmente, comprovado cientificamente: um estudo da Universidade de Iowa (EUA) encontra uma relação direta entre valores investidos em propaganda por marcas de cerveja com sua popularidade e consumo entre adolescentes. Em outras palavras, a publicidade de cerveja não mira nos menores, mas os acerta em cheio.

Encabeçado pelo professor Douglas Gentile, da Iowa State University, e publicado pelo Addictive Behaviors Reports, o estudo é um dos primeiros a analisar a ligação entre investimento publicitário, consumo de álcool entre menores e reconhecimento de marca.

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A pesquisa mostra que o investimento em propaganda determina a porcentagem de adolescentes que afirmam ter ouvido falar, ter provado e preferido cada marca de cerveja. Além disso, aspectos ligados ao investimento publicitário demonstraram ter mais influência sobre a intenção de beber do que atributos como o comportamento dos pais e de amigos.

Para se ter uma ideia, 99% dos 1588 alunos do décimo segundo ano (equivalente ao segundo ano do Ensino Médio no Brasil, cursado aos 16 anos) entrevistados para o estudo já ouviram falar em Budweiser e em Bud Light, as marcas que mais investem em propaganda nos Estados Unidos. Enquanto isso, 44% afirmam já ter consumido essas marcas.

Mais da metade (55%), por sua vez, consumiram bebida alcoólica pelo menos uma vez nos últimos 12 meses, 31% beberam ao menos uma vez no último mês e 43% afirmaram já ter passado por algum episódio de consumo pesado de álcool. A média de idade dos participantes quando beberam pela primeira vez é de 13,4 anos.

Quando perguntados sobre os dois comerciais favoritos de TV, os relacionados a álcool foram os mais lembrados (32%), seguidos dos comerciais de bebidas não-alcoólicas (31%), moda (19%), veículos (14%) e esportes (9%).

Estratégias cognitivas
O professor responsável pela pesquisa afirma que as marcas anunciantes fazem uso de estratégias cognitivas com forte apelo entre os jovens, como humor, animações, vozes engraçadas e efeitos especiais.

“Não podemos afirmar a partir desse estudo que os anunciantes estão mirando especificamente na juventude, mas estão acertando-a”, explica Gentile. “Se analisarmos os comerciais de cerveja, veremos que estão usando os truques que sabemos que são eficientes para prender a atenção de crianças”.

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De fato, o estudo sugere que, por serem grandes consumidores de mídia, os adolescentes estão consequentemente mais expostos à publicidade. Por sua vez, a indústria da propaganda se apropria cada vez mais de narrativas para se comunicar de maneira mais persuasiva com consumidores.

“Espectadores ou leitores não estão pensando de maneira crítica quando recebem a mensagem”, detalha Kristi Costabile, professora de psicologia da universidade que assina o estudo com Gentile. “Pelo contrário: as audiências estão ficando imersas em histórias atraentes e se identificando com seus personagens, em um processo que os leva a, incondicionalmente, serem persuadidos pela mensagem da história.”

Exportação de cerveja cai em outubro e amplia tendência negativa em 2019

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Após quatro meses de alta, a exportação de cerveja brasileira voltou a reforçar a tendência negativa e registrou queda em outubro ao negociar US$ 7,04 milhões com o mercado internacional, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Isso representou uma redução de 14,9% na comparação com o mesmo período de 2018. Com isso, ampliou os dados negativos do setor neste ano, reforçando o cenário de queda nos embarques registrados nos cinco primeiros meses de 2019.

No período de janeiro a outubro deste ano, a diminuição no valor da exportação de cerveja é de 9,4% na comparação com 2018, com US$ 60,82 milhões do produto nacional tendo sido negociados nesse período.

A redução também foi registrada no volume exportado em outubro. O país negociou 11,92 mil toneladas de cerveja com o mercado externo, uma queda de 9,4% no comparativo com o décimo mês de 2018. E também há baixa no acumulado do ano, em 10,6%, com 92.588,73 t.

Com essa tendência negativa, a cerveja é responsável por apenas 0,03% das exportações brasileiras de janeiro a outubro de 2019, ocupando a 188ª posição entre os produtos negociados pelo país ao exterior, uma colocação abaixo da que estava em setembro.

Os principais destinos da cerveja brasileira continuaram sendo países da América do Sul, especialmente o Paraguai, com 82%. Bolívia (9,8%), Uruguai (3,9%) e Argentina (0,67%) são outros países com compra relevante do produto.

Dos quatro principais importadores da cerveja brasileira, apenas o Paraguai aumentou a sua compra, com variação positiva de 5,5%. Já Bolívia, Uruguai e Argentina reduziram suas aquisições em 18,9%, 33,7% e 94,7%, respectivamente.

Os maiores estados exportadores de cerveja foram São Paulo, com participação de 72,7%, Paraná, com 21,3%, Rio Grande do Sul, com 3,50%, e Mato Grosso, com 0,93%.