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Ninkasi: Sundog louva deusa da cerveja em reprodução da 1ª receita da história

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A cerveja não foi inventada, mas descoberta. Ao menos era assim que os sumérios acreditavam, a ponto de cultuar uma deusa responsável pela bebida. Trata-se de Ninkasi, a Deusa Suméria da Cerveja, louvada em um hino que também traz nos versos a sua receita.

Localizada no Sul da Mesopotâmia, onde atualmente estão o Iraque e o Kuwait, a Suméria é a mais antiga civilização conhecida nessa região, datada da Idade do Bronze. E foi com essa “volta no tempo” que a Sundog Brewing se inspirou para criar um dos rótulos da sua Trilogia das Civilizações Antigas.

Algo até natural para uma cervejaria que busca aliar história e filosofia para criar rótulos milenares, tendo cuidado na produção e definição da fórmula de suas cervejas, com a busca por ingredientes especiais, que reproduzam com a máxima aproximação possível os tempos passados. Com a Ode a Ninkasi, não foi diferente.

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“Como uma cervejaria especializada em rótulos históricos, não poderíamos deixar de louvar a primeira deusa da cerveja. E de fazer uma cerveja que honrasse sua memória e do povo sumério. Por isso resolvemos batizá-la de ‘Ode a Ninkasi'”, conta Sérgio Fonchaz, filósofo e também sócio-diretor da Sundog, ao Guia.

Lembrado no rótulo, o Hino à Ninkasi remonta a 1.800 a.C., tendo sido escrito por um poeta sumério e encontrado em uma tábua de cerâmica e que continha uma receita de cerveja, como detalha Fonchaz, apontando a importância desse documento para a história da cerveja.

“O Hino à Ninkasi é historicamente o mais antigo registro escrito a tratar diretamente de cerveja. É um poema talhado numa tábua de cerâmica e conta como a deusa suméria Ninkasi nasceu, fundou a civilização suméria e produziu a primeira cerveja, assando o pão de cevada bappir com ervas, tratando o malte e fermentando o sumo com mel e vinho em uma ânfora”, revela o sócio-diretor da Sundog.

“O final do hino conta como o despejar da cerveja do barril emite um som agradável, como o barulho das águas dos rios Tigre e Eufrates”, acrescenta o filósofo.

A Ninkasi da Sundog
Atraída pelo desejo de homenagear Ninkasi, a cervejaria carioca partiu, então, para o desafio de reproduzir a primeira receita da bebida documentada pela humanidade. E, em busca de uma maior fidedignidade, a fez com leveduras de tâmaras da região da antiga Suméria.

“Nós procuramos seguir ao máximo a receita original contada no hino. Depois de muita pesquisa, produzimos por conta própria o bappir com as ervas aromáticas, o mel e o vinho, que, à parte, foi um processo bem bonito de se fazer. Documentos mostram que o vinho na época era feito de uvas ou tâmaras e achamos que as tâmaras dariam um perfil mais fiel e exclusivo ao que queríamos trazer daquela região do atual Oriente Médio que já foi berço da civilização”, explica Fonchaz.

Além disso, a cervejaria sugere a possibilidade do seu rótulo ser consumido com canudos, pois era assim que os sumérios faziam. “Uma curiosidade é que imagens antigas mostram os sumérios bebendo cerveja com canudo, como um chimarrão. E damos essa opção para quem quiser ir até o fim na experiência histórica, pelo menos nos primeiros goles.”

Assim, a ideia da Sundog foi apresentar na Ode a Ninkasi as características sensoriais que a tornam uma cerveja suméria, a partir de ingredientes e adjuntos que remetessem a essa região e a forma como ela era produzida, o que incluiu a adoção de procedimentos diferentes aos mais usuais na atualidade para a fermentação.

“O desafio foi encontrar os elementos locais que trouxessem o terroir mais fiel possível à antiga Mesopotâmia. Corremos atrás e conseguimos tâmaras provenientes da região do Iraque e, assim, resolvemos não apenas fazer o vinho como também propagar as leveduras das próprias cascas das tâmaras para tornar a cerveja o mais fiel possível ao que ela deveria ser originalmente, sem utilização de cepas industrializadas”, detalha Fonchaz.

“A fermentação foi espontânea, semiaberta e as leveduras selvagens iraquianas trouxeram um resultado que nos deixou muito satisfeitos: a acidez e o leve acético eram exatamente o que achamos que deveria ser uma cerveja 4 mil anos atrás”, complementa o sócio da Sundog.

A trilogia das civilizações
Para uma cervejaria focada em filosofia e história, o prazer se dá nesse processo de descoberta, estudo e, por fim, produção de rótulos que reproduzem conhecimentos milenares. Foi o que se deu não apenas com a Ode a Ninkasi, mas com toda a Trilogia das Civilizações Antigas.

Nela, além dos sumérios, a Sundog homenageia os celtas, com a Pictii, e os egípcios, com a Ode a Hesat. São rótulos fermentados e maturados em barris de madeira, todos com um mesma base de mosto e depois separados para receberem seus elementos originais e seu perfil geográfico. E, ainda, passam por processos de fermentação, refermentação e maturação que duram quatro meses.

Todo esse apuro se dá pelo amor à história. E, de alguma forma, a Sundog também a faz, ao contá-la e a reproduzi-la em seus rótulos. “Civilizações antigas da Idade da Pedra não conheciam o aço, então as bebidas eram fermentadas em cerâmica ou madeira”, pontua Fonchaz, para depois concluir.

“Como sempre levamos a produção às últimas consequências para serem o mais próximo possível do padrão original, fomos fiéis à época e correu tudo maravilhosamente bem, mas o problema é que obviamente o volume final diminui, e por enquanto não temos como solucionar isso. Em breve conseguiremos. Mas pelo menos uma vez por ano teremos as três cervejas das civilizações antigas disponíveis para uma experiência sensorial inesquecível”, finaliza.

Confira, na íntegra, o Hino a Ninkasi

Nascida da água corrente
Delicadamente cuidada por Ninhursag
Nascida da água corrente
Delicadamente cuidada por Ninhursag
Tendo fundado sua cidade pelo lago sagrado
Ela rematou-a com grandes muralhas por você, Ninkasi, fundando sua cidade pelo lago sagrado
Ela rematou-a com grandes muralhas por você
Seu pai é Enki, Senhor Nidimmud
Sua mãe é Ninti, a rainha do lago sagrado
Ninkasi, seu pai é Enki, Senhor Nidimmud
Sua mãe é Ninti, a rainha do lago sagrado
Você é a única que maneja a massa, com uma grande pá
Misturando em uma cova o bappir com ervas aromáticas doces
Ninkasi, você é a única que maneja a massa com uma grande pá
Misturando em uma cova o bappir com tâmaras ou mel
Você é a única que assa o bappirno grande forno
Coloca em ordem as pilhas de sementes descascadas
Ninkasi, você é a única que assa o bappir no grande forno
Coloca em ordem as pilhas de sementes descascadas
Você é a única que rega o malte jogado pelo chão
Os cães fidalgos mantém distância, até mesmo os soberanos
Ninkasi, você é a única que rega o malte jogado pelo chão
Os cães fidalgos mantém distância, até mesmo os soberanos
Você é a única que embebe o malte em um cântaro
As ondas surgem, as ondas caem
Ninkasi, você é a única que embebe o malte em um cântaro
As ondas surgem, as ondas caem
Você é a única que estica a pasta assada em largas esteiras de palha
A frialdade dominou
Ninkasi, você é a única que estica a pasta assada em largas esteiras de palha
A frialdade dominou
Você é a única que segura com ambas as mãos o magnífico e doce sumo
Fermentando-o com mel e vinho
(Você, o doce sumo para o eleito)
Ninkasi
(Você, o doce sumo para o eleito)
O barril filtrador, que faz um som agradável
Você ocupa apropriadamente o topo de um grande barril coletor
Ninkasi, o barril filtrador,que faz um som agradável
Você ocupa apropriadamente o topo de um grande barril coletor
Quando você despeja a cerveja filtrada do barril coletor, é como os barulhos dos cursos do Tigres e do Eufrates
Ninkasi, você é a única que despeja a cerveja filtrada do barril coletor, é como os barulhos dos cursos do Tigres e do Eufrates.

Balcão Beersenses: Conheça a melhor cerveja do mundo

Rodrigo Sena Beersenses

Balcão Beersenses: Conheça a melhor cerveja do mundo

Durante esses anos na profissão de sommelier e professor em cursos sobre cerveja, há uma pergunta que eu respondo inúmeras vezes: qual a melhor cerveja do mundo? Essa pergunta me é feita por alunos, clientes, familiares e amigos.

Quando a pessoa me conhece e fica sabendo que eu sou um profissional da cerveja, invariavelmente surge esta questão (logo após de passar pela cabeça dela, erroneamente, que eu tenho o trabalho dos sonhos). Acredito que isso aconteça com todos meus colegas profissionais cervejeiros, eles entendem o que eu digo.

Mas o curioso nisso tudo é perceber que há um anseio geral das pessoas, sejam conhecedores do assunto ou não, em buscar essa resposta, em ter uma referência de qual é a melhor cerveja que há no planeta. Acho compreensível.

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Acompanhem minha lógica: se conhecêssemos um técnico de futebol perguntaríamos qual é o melhor jogador do mundo, se conhecêssemos um cinéfilo iríamos perguntar qual o melhor o filme, se conhecermos um açougueiro perguntaríamos qual é a melhor parte do boi para fazer churrasco. Logo, quem conhece um sommelier de cervejas vai perguntar a ele qual é a melhor cerveja.

Acredito que sommelieres em geral (de vinho, azeites, mostardas, etc), baristas e mestres queijeiros, entre outros profissionais, passem pela mesma situação constantemente nas suas áreas de atuação.

Nesse momento em que você pensa:

– Esse cara vai dizer qual a melhor cerveja do mundo ou não, hein?

Eu respondo:

– Sim, vou.

E então você pensa:

– Então diz logo, diacho!

E eu digo:

– Filosofia pura.

-O quê? Filosofia pura é uma cerveja nova? Puro malte? Não conheço essa! É IPA? Quantos IBUs? De qual cervejaria? Onde vende?, você pensa.

Não, meu amigo leitor! Filosofia pura não é o nome de uma cerveja (mas bem que poderia ser, quero royalties se alguém lançar). Filosofia é a resposta para a pergunta de qual é a melhor cerveja do mundo. E por um simples motivo: a melhor cerveja do mundo é a que mais lhe agrada, na forma que mais lhe satisfaz no momento que mais lhe convém.

Fácil de explicar (nem tanto): você tem uma preferência pessoal formada ao longo da sua vida, com experiências que mais lhe agradam, outras que não lhe agradam, e ainda outras que são indiferentes para você. Beber cerveja é uma experiência, logo, ela pode ser a melhor, a pior, ou indiferente. E só quem sabe qual é cada uma delas é você.

Se estar em um gastropub degustando uma Lambic tradicional belga em uma taça, harmonizada com mexilhões, é uma referência de experiência boa para você, provavelmente aquela cerveja naquele momento é a melhor do mundo. Se você é um hop hunter barbudo, que ama lúpulos e rock, a melhor cerveja do mundo é aquela Double IPA com 8 lúpulos diferentes, tomada no pint do balcão de um pub ouvindo um bom Metallica. Mas se você prefere uma mesa de plástico, copo americano, Lager com milho e um tremoço para petiscar batendo papo com amigos, aquela cerveja será a melhor do mundo naquela hora.

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Sem problemas nem julgamentos com nenhuma das experiências, pois a cerveja é democrática e exige isso. Além do mais você pode navegar entre as experiências para descobrir novas e aumentar sua lista de melhores do mundo, ou não.

Sim, existem cervejas bem feitas e cervejas mal feitas, cervejas de boa qualidade e cervejas de má qualidade. Essa é uma discussão técnica, que beer geeks adoram ter, mas que não envolve o seu gosto pessoal, as suas experiências e o que você entende como sendo o melhor para você.

Resumindo, meus amigos: cerveja é experiência, e quem sabe qual é a melhor do mundo para você é você mesmo! Aproveite com moderação e ótimas experiências virão para você. Cheers!


Rodrigo Sena é jornalista, sommelier certificado em tecnologia cervejeira com especialização em harmonizações e responsável pelo canal Beersenses

Mais de 50 bares estarão na Semana Paulistana da Cerveja Artesanal

A cerveja vai invadir as ruas de São Paulo na Semana Paulistana da Cerveja Artesanal, evento que pretende transformar a bebida na grande protagonista da cidade entre os dias 15 e 24 de novembro. Para isso, uma série de eventos – como aulas, degustações, inaugurações e promoções – vão acontecer em 50 localidades participantes, entre cervejarias, brewpubs e bares.

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A programação inclui a Beer Street Fair, uma feira aberta ao público que contará com stands de cervejarias, restaurantes e lojas de equipamentos e insumos para a produção cervejeira no centro da cidade.

Para quem quiser encher o growler, alguns dos bares e cervejarias participantes, como Tarantino, Cervejatorium, Hettwer Bier, Empório Rancho Urbano e Beer4u, terão preços promocionais. Faz parte do calendário do evento, também, a inauguração da casa secreta do tradicional Frangó e o lançamentos de rótulos em diversas casas.

Por trás dessa semana cervejeira estão os planos de popularizar a cerveja artesanal e, ao mesmo tempo, alçar São Paulo à condição de grande centro cervejeiro nacional. O evento é organizado pela empresa especializada em eventos Dragon Live, com o apoio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo.

“Queremos transformar a cidade de São Paulo na nova capital da cerveja artesanal. Com a adesão em massa dos empresários do setor e locais como bares e restaurantes, esta iniciativa de um nicho de mercado se unir é nova e promete”, afirma Renato Paiva, diretor da Dragon Live e entusiasta da cerveja artesanal.

“Além de ótimos estabelecimentos, diversos pubs de marcas nacionais e estrangeiras se instalaram por aqui. A ideia central é reunir todo esse universo em uma programação extensa por toda a cidade”, acrescenta Renato.

Confira a programação da Semana Paulistana da Cerveja Artesanal:

Growlers Stations Especiais: diversos locais darão desconto especial para os paulistanos encherem seus growlers, caso da Cervejaria Tarantino (20% durante a Semana) e da Hettwer (10%).

Sommelier Stations: locais em que serão realizados cursos, bate papos e palestras com profissionais. Destaques para o Instituto da Cerveja Brasil que, em ação com a Semana Paulistana da Cerveja Artesanal, levará aulas temáticas gratuitas para diversos bares periféricos, como o Graja Beer (Grajaú) e Quintal do Ó (Freguesia do Ó).

Music Stations: a diversificada programação inclui bandas e DJs. Entre eles: show WorkChopp da banda de rock Velhas Virgens (dia 15/11, às 20h, no O Embarxador); o irreverente show da banda Submarino Amarelo, cover do Beatles (dia 23/11, às 20h, no Hettwer Beer); e Theo Werneck comandando as pickups (dia 16/11 no Bar da Lurdes).

Beer Street Fair: uma feira aberta ao público em 15 e 16 de novembro na cobertura do Shopping Light (região central). Estarão reunidos, em diversos stands, brewshops, cervejarias, atrações musicais e restaurantes.

Aulas Sensoriais: os participantes aprendem sobre e experimentam a cerveja. Haverá aulas como ‘Madeiras do Brasil: Uma experiência sensorial’ (com degustação de cinco exemplares e uma dose de cachaça maturada em barril de amburana), em 21/11, na Cia. da Brassagem Brasil, e ‘Degustação guiada da cervogia’, com Eduardo Barbosa, em 23/11, no Porão da Cerveja.

Harmonizações, também espalhadas pela cidade, entre elas: Harmonização de Charcutaria Artesanal com Mario da Esmero e Arte (16/11, na Cervejaria Alvorada).

Abertura da Casa Secreta do Frangó Bar (casa ao lado do bar com itens de cervejas guardados há mais de 30 anos; todos os dias a partir do dia 16/11).

Happy hours com descontos na rede de lojas Beer4U.

Tour guiado pela fábrica da Tarantino nas sextas, sábados e domingos da Semana (15 a 17/11 e 22 a 24/11, às 16h e 19h).

Confira, abaixo, as localidades que fazem parte da Semana Paulistana da Cerveja Artesanal.

Para mais informações, acesse o site do evento.

Entrevista: Setor cervejeiro usa embalagem para agilizar aproximação com a sociedade

Um decreto do Ministério da Agricultura que passa a vigorar na segunda quinzena de novembro, criado após uma Ação Civil Popular do Ministério Público Federal, obrigará que todos os rótulos de cerveja comercializados no Brasil devam descrever de forma clara os ingredientes utilizados na bebida. Tal medida, que parte do pressuposto de que a rotulagem tem um papel social de informar exatamente o que será consumido, não poderia estar mais de acordo com o modo como a embalagem tem sido utilizada pela indústria cervejeira nacional.

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Para Luciana Pellegrino, diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), a embalagem cumpre exatamente uma função “social” no setor cervejeiro, capaz de aproximar o consumidor do produto por meio de ações nas mais diversas searas.

A entrevista com Luciana foi realizada em outubro, pouco depois da realização do Prêmio da Embalagem Brasileira, que consagrou embalagens como a edição especial da Skol para comemorar o mês do orgulho LGBT+.

“Mais recentemente, o que chamou a atenção foi o uso de tecnologias diferenciadas para trabalhar uma agilidade de posicionamento da marca envolvendo a sociedade e as datas comemorativas”, analisa Luciana. “É um setor que entende a embalagem como uma ferramenta de aproximação do consumidor, de criação de um vínculo com os consumidores.”

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E a premissa parece identificada com a própria atuação da Abre. Referência no setor e com mais de 50 anos de atividades, a associação construiu sua trajetória calcada em três vetores: ser um catalisador e interlocutor no ecossistema de embalagem; construir uma visão de futuro para apoiar a aceleração do setor; e compartilhar conhecimento para valorizar o cenário brasileiro.

Confira, a seguir, a excelente análise sobre a relação entre cerveja e embalagem feita por Luciana Pellegrino, diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre).

Como você avalia a qualidade da embalagem das cervejas brasileiras?
Muito bem. Temos todos os anos o Prêmio Abre, que é o prêmio da embalagem brasileira, que visa reconhecer e incentivar as inovações de embalagens nos principais segmentos de bens de consumo. E todos os anos o setor de cerveja se destaca. Tanto as artesanais como as marcas mais tradicionais apresentam continuamente muitas inovações, tanto em design, em termos de abordagem para o consumidor, como em questões tecnológicas, estruturais em relação à embalagem. Já vimos inovação em termos de eficiência, envolvendo o uso dos materiais, com novos formatos, impressões diferenciadas em relação ao relevo, com aplicação até de verniz no rótulo de papel. Mais recentemente, o que chamou a atenção foi o uso de tecnologias diferenciadas para trabalhar uma agilidade de posicionamento de marca envolvendo a sociedade e as datas comemorativas. O que a gente sentiu foi uma diferenciação em termos de abordagem em campanhas promocionais, o que mostra um grande dinamismo dessa categoria.

Observando os prêmios que algumas cervejarias ganharam, podemos dizer, então, que a capacidade de dialogar com questões sociais e culturais é um dos grandes destaques dessas embalagens?
Essa capacidade de dialogar é um dos destaques, assim como esse protagonismo para construir esse diálogo. É um setor que entende a embalagem como uma ferramenta de aproximação do consumidor, de criação de um vínculo com os consumidores. O setor cervejeiro vem usando a embalagem como ferramenta para construção da percepção da marca.

Pensando na embalagem de cerveja, seja qual for o material, existe um equilíbrio ideal entre questões funcionais e estéticas? E o que é preciso ser feito para atingir esse equilíbrio?
Precisa trabalhar os dois aspectos. Cada um tem uma influência em momentos diferentes de consumo. A questão da apresentação é muito importante no momento da venda do produto, para captar a atenção do consumidor, passar a percepção de valor agregado, de diferencial do produto. O design tem muita importância no momento de venda e no consumo. O consumo da cerveja tem muitas vezes o cunho social. Você está em uma reunião de amigos, em um momento de comemoração, de festa e de confraternização. O design ajuda muito a construir essa mensagem.

A questão da funcionalidade também é fundamental no momento do uso, na eficiência na ocasião do consumo, na forma como ele foi proporcionado, na facilidade de abertura e fechamento, na manutenção das propriedades do produto, sua temperatura. A funcionalidade tem um peso grande na satisfação do consumo, o que é fundamental também. Eles se completam e precisam caminhar em conjunto.

O setor vê hoje o aumento da valorização das latas, ainda que parte do mercado consumidor mantenha a preferência pelas garrafas. Quais as vantagens e desvantagens de cada um desses materiais? E quando uma cervejaria deve apostar em um ou em outro?
O que acontece é ver qual seria a mais adequada para cada ocasião e público-alvo. São entregas diferentes. A garrafa, principalmente a de 600ml e a retornável, tem a questão do custo-benefício, da quantidade maior por um preço menor, porque você tem a possibilidade de retornar aquela garrafa ao ponto de venda, o que torna mais eficiente e caracteriza bem esse consumo coletivo, de compartilhamento, celebração.

A lata traz o aspecto da portabilidade, de entrar em ambientes diferentes de consumo pela praticidade. A long neck também traz o aspecto da portabilidade, mas a lata se insere melhor em alguns momentos de consumo. Então, a gente percebeu o movimento de algumas artesanais para atuar no alumínio, para ser uma opção nos momentos em que a portabilidade é fundamental, onde se busca uma eficiência com custo-benefício para essas ocasiões de consumo.

Agora, isso só passou a ser possível porque a própria indústria de embalagens se acomodou para atender cervejarias que têm volumes bem menores do que as grandes marcas. Não foi só um desejo delas, mas também uma viabilidade de produção que agora passou a ser possível. Muitas artesanais utilizavam uma garrafa standard em que a rotulavam para fazer a sua identidade de marca. A lata pressupõe uma impressão direta, você já tem que encomendar um lote personalizado, que é um desafio para o mercado. E ele se estruturou para também permitir esse lote das latas de alumínio.

Como fazer uma embalagem bonita e diferenciada no setor de artesanais? O que é tendência nesse mercado para conseguir produzir essa embalagem ideal?
A tendência é muita personalidade. A artesanal é assim porque ela foi feita por alguém, por uma pequena empresa que carrega consigo aspectos culturais, de identidade ou mesmo de propósitos que são muito fortes. Então ela tem que refletir o que significa a empresa que está colocando aquele produto no mercado, se ela é calcada na regionalidade, em alguma proposta específica, que mensagem aquela marca está trazendo. Isso tem que ser trabalhado de fato para uma forma muito criativa nos rótulos, porque você tem uma gama grande de cervejas artesanais. Então você precisa posicionar a sua marca, criar um diferencial e captar a atenção do consumidor no seu produto. É muito interessante, porque a gente vê nessa linha muita criatividade, tanto que muitas cervejas artesanais ganharam o Prêmio Abre, porque elas vêm de uma forma muito criativa, sem medo, quebrando barreiras e padrões. Elas vêm em cima da sua personalidade, em cima da mensagem que querem construir.

Pensando tanto no mercado nacional quanto no externo, quais bons exemplos você daria de embalagens de cerveja? E o que faz destes modelos um exemplo?
Os que sempre lembro melhor são os vencedores do Prêmio Abre. A Império traz uma long neck com um sistema de abertura e fechamento diferenciado, construindo a partir desse sistema todo o seu posicionamento e a sua proposta de valor. O que achei muito interessante nesses anos é que a Skol, mesmo sendo uma marca mainstream, de mercado, vem trabalhando muito no seu design, em novos posicionamentos, na conexão com o público. De alguma forma, está conectada com temas que estão na pauta da sociedade. É muito interessante ver que uma marca tão tradicional, e que poderia ter certos medos de se apresentar de modo diferente, consegue se diversificar para criar diferentes conexões. A garrafa da Budweiser que venceu o último prêmio tem um trabalho no rótulo de impressão bastante diferenciado, como atributo de valor agregado que chama bastante atenção.

O milho está nu: Entenda a nova regra de rotulagem que entra em vigor em novembro

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O mercado brasileiro de cerveja está vivenciando intensas mudanças. Um ano depois do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicar uma instrução normativa que regulamenta a rotulagem de cerveja no Brasil, dando o prazo de 365 dias para as empresas se adaptarem, as novas exigências passam agora a ser oficiais.

Assim, a partir do dia 18 de novembro de 2019, todos os rótulos de cervejas comercializados no Brasil, sejam produzidas aqui ou importadas, devem descrever de forma clara todos os ingredientes utilizados na bebida.

O texto da Instrução Normativa 68 do Mapa afirma categoricamente: fica estabelecida a obrigatoriedade de constar, de modo claro, preciso e ostensivo, na rotulagem de cervejas, as informações que indiquem os ingredientes que compõem o produto, substituindo as expressões genéricas ‘cereais não malteados ou maltados’ pela especificação dos nomes dos cereais e matérias-primas efetivamente utilizados como adjunto cervejeiro.

Mas o decreto também determina que, quando forem usados derivados (como xaropes, quirera ou amido), o ingrediente citado deverá ser o de origem. Ou seja: se, por exemplo, a cerveja contiver xarope de milho de alta maltose, seu rótulo deverá conter apenas o ingrediente “milho”.

Essa, aliás, não é a primeira mudança a regulamentar o mercado brasileiro de cerveja dos últimos meses. Em julho, por exemplo, em uma decisão que trouxe muita polêmica, o Mapa assinou um decreto liberando o uso de produtos de origem animal – como mel e leite – na composição da cerveja.

E, na semana passada, o mercado cervejeiro nacional ganhou importante impulso com a instalação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja, órgão que reúne inúmeras entidades do setor.

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Saúde pública
A obrigatoriedade de detalhar os ingredientes é resultado de uma Ação Civil Popular do Ministério Público Federal de Goiás, que teve como réus grandes cervejarias do país e a União. A procuradora da República Mariane Guimarães, autora da ação, defende que o acesso à informação é uma questão de saúde pública para os consumidores de cerveja.

“A mera aposição da informação ‘cereais não-malteados’ ou ‘adjuntos cervejeiros’ nos rótulos das cervejas é insuficiente para que os fabricantes se desincumbam do ônus de prestar informações claras e precisas sobre os produtos que colocam no mercado de consumo”, conclui a procuradora.

Para Rodrigo Sena, sommelier de cervejas, adjunto pode ser considerado qualquer ingrediente usado na produção que não seja água, malte, lúpulo e levedura. “Frutas e condimentos, por exemplo, também são adjuntos, mas a polêmica está nos adjuntos que substituem o malte nas receitas”, detalha o especialista.

Segundo ele, as cervejarias que usam milho ou xaropes ocultam isso em seus rótulos por medo de rejeição dos consumidores, que preferem cervejas com mais sabores. “Muitas vezes uma cerveja que contém milho ou arroz não é ruim. O problema é que as cervejas de maior escala substituem cerca de 45% do malte por esses adjuntos, e isso deixa a cerveja neutra, sem diversidade de sabores”, explica Rodrigo. 

Repercussão
Com essa nova regra, as cervejas que não são puro malte estão obrigadas a dizer quais são suas fontes de açúcar, além do malte de cereais. “Essa mudança vai afetar muito mais as cervejarias mainstream (grandes), que ainda relutam em descrever os adjuntos usados, tanto que até esta data a maioria segue não se adequando”, explica André Lopes, advogado especializado no setor cervejeiro.

“É uma grande conquista para as cervejarias artesanais e, principalmente, para os consumidores que, por muitos anos, tiveram o direito à informação, que é uma garantia do Código de Defesa do Consumidor, sonegado pelas grandes cervejarias no Brasil”, completa André.

A decisão também foi bem vista pelo mercado de cerveja artesanal. Para Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), a rotulagem mais detalhada trará transparência aos consumidores.

“Havia sempre uma tentativa de esconder o milho. Agora a informação deverá ser mais clara e isso sempre é bom para o consumidor e para a indústria também”, defende Lapolli.

Já o empresário cervejeiro Vitor Fachini, gerente comercial da cervejaria Wayne190, de Sorocaba, garante que a nova regra de rotulagem vai ajudar os consumidores a escolherem melhor a sua cerveja.

“Com essas informações em mãos, o consumidor vai poder entender com mais clareza o que está bebendo. Acredito que isso aumenta a probabilidade de ele procurar mais qualidade em cervejas puro malte”, finaliza o gerente da Wayne190.

Amianto na cerveja foi responsável por aumento de casos de câncer, diz estudo

Cientistas da Universidade de Liverpool descobriram que o crescimento significativo de câncer de esôfago nos últimos 50 anos no Reino Unido e em outros países pode ter ligação com a ingestão de amianto junto de cerveja.

O uso da fibra era bastante comum na década de 1970 como parte de um método de filtragem de restos de cerveja e outras bebidas alcoólicas. Esse processo era adotado por donos de pubs, visando reaproveitar restos e vendê-los a clientes “desatentos” no dia seguinte.

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Até a década de 1970, os efeitos cancerígenos do amianto eram pouco conhecidos. Com o crescimento das preocupações acerca dos efeitos colaterais da substância, ela foi perdendo espaço em diversas indústrias em que era largamente usada – no Brasil, foi explorada desde a década de 1940 e só foi proibida definitivamente em 2017. No entanto, poucos estudos buscaram compreender as consequências da ingestão do produto no aparelho digestivo.

O trabalho de Jonathan M. Rhodes, professor de medicina, e de Rebecca C. Fitzgerald, pesquisadora da Universidade de Liverpool, foi publicado em maio pelo British Journal of Cancer, mas só ganhou repercussão nessa semana, após reportagem do tabloide The Sun sobre o assunto.

Canal pelo qual o alimento ingerido é levado da garganta até o estômago para o processo de digestão, o esôfago tem funcionamento parassimpático, ou seja, faz movimentos involuntários de contração para “empurrar” o alimento para baixo. 

A incidência de câncer no esôfago aumentou seis vezes no Reino Unido nos últimos 50 anos e hoje mata cerca de 8 mil pessoas por ano. A letalidade, no entanto, é maior entre os homens: 90% das vítimas são do sexo masculino.

O amianto no Reino Unido
No estudo, os autores afirmaram que “parece plausível que fibras de amianto ingeridas – incluindo, mas não se limitando às presentes em cerveja consumida antes de 1980 – podem ser fator significante para o adenocarcinoma de esôfago que afeta prioritariamente indivíduos do sexo masculino em certos países”.

No entanto, o longo intervalo de tempo (décadas) entre a exposição inicial ao amianto e a manifestação do câncer os levou a inferir que a substância age como promotor da doença – e não como seu principal gerador.

O Reino Unido é o país com a maior incidência de mesotelioma, o câncer que se desenvolve a partir da exposição ao amianto. Quase todos os casos se relacionam à exposição anterior à década de 1980. O uso do amianto do tipo crocidolite, também chamado de amianto azul, foi interrompido lá em 1970, enquanto a amosite (o amianto castanho) foi proibida no final da mesma década.

Das 2542 mortes por esse tipo de câncer em 2015, apenas três foram de indivíduos nascidos após 1975, o que corrobora a hipótese do estudo. Se o padrão se repetir, o Reino Unido estará livre das mortes por mesotelioma em 2055, quando todos os possíveis afetados terão mais de 90 anos.

14 cursos de férias da Escola Superior de Cerveja e Malte

As férias prometem ser agitadas para o cervejeiro. A Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) informou que abrirá 14 cursos intensivos para janeiro de 2020. As capacitações têm duração de até duas semanas.

As inscrições para as aulas ficarão abertas até 27 de novembro (clique aqui para mais detalhes). A Escola Superior de Cerveja e Malte fica em Blumenau, mas três desses cursos têm a opção de serem realizados à distância.

Além de ser a única instituição de ensino superior voltada à cerveja da América Latina, a ESCM é representante no Brasil da alemã Doemens Akademie, uma das principais escolas cervejeiras do mundo. Por isso, os alunos que concluírem o curso de Sommelier de Cervejas receberão a certificação internacional, que possibilita atuar fora do país.

“Temos alunos iniciantes no mercado e aqueles que já estão na sua terceira capacitação, por exemplo. Poder conviver com pessoas e realidades tão diferentes é de suma importância para quem quer atuar no setor. Entendemos que essa vivência agrega não só aos participantes, mas também traz uma nova perspectiva para o corpo docente como um todo”, pontua Carlo Bressiani, diretor da escola.

A sede da ESCM conta com salas de aula, brewpub, laboratórios de produção de cerveja industrial e caseira, de química e microbiologia, de micromaltaria, de destilação e de produção de bebidas não alcoólicas, além de uma biblioteca referência sobre cerveja.

Confira, a seguir, os 14 cursos de férias da ESCM:
– Como Vender Cerveja (à distância)
– Como Montar Sua Cervejaria (à distância)
– Gestão de Microcervejaria (à distância)
– Aprofundamento em Lúpulo
– Cervejeiro Artesanal – Home Brewer
– Sommelier de Cervejas
– Harmonização de Cervejas
– Master em Estilos de Cervejas
– Mestre Destilador
– Mestre Malteiro
– Microbiologia da Cerveja
– Produção de Bebidas Não Alcoólicas
– Produção de Cervejas Não Convencionais
– Tecnologia Cervejeira Avançada

Produção de bebidas alcoólicas tem recuperação expressiva em setembro

Após três meses de queda, a produção de bebidas alcoólicas voltou a crescer no Brasil em setembro. A elevação da fabricação foi relevante, de 10,9%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contribuiu, portanto, para elevar o ritmo da produção industrial, que subiu 0,3% no nono mês do ano.

Assim, a produção de bebidas alcoólicas ampliou o crescimento em 2019, agora em 5,3% até setembro. Já o aumento no período de 12 meses é de 3,3%.

O cenário de crescimento na fabricação em setembro se repete na indústria de bebidas em geral. Houve elevação de 10,4% no nono mês do ano, com os dados também sendo positivos em 3,6% no somatório de 2019 e em 1,8% nos últimos 12 meses.

O crescimento se repetiu com a produção de bebidas não-alcoólicas: a elevação foi de 9,9% na comparação com o mesmo período de 2018. Há, também, aceleração de 1,8% nos nove primeiros meses de 2019, com estagnação – 0,0% – no acumulado dos últimos 12 meses.

Também correu melhora, ainda que tímida, nos  números para a indústria nacional, com crescimento de 0,3% no nono mês de 2019, na comparação com agosto. A produção também se elevou 1,1% em relação a setembro de 2019. Porém, há encolhimento de 1,4% em 2019 e nos últimos 12 meses.

“Temos o crescimento na produção da indústria por dois meses consecutivos, algo que não vemos desde março e abril de 2018. A observação é que esse crescimento está concentrado em poucas atividades: 11 das 26 atividades mensuradas pela pesquisa. O ideal é que esse crescimento atinja um número maior de setores”, explica André Macedo, gerente da pesquisa.

“Temos um ambiente de incerteza no mercado, com parte das famílias adiando as decisões de consumo, os trabalhadores fora do mercado de trabalho e a diminuição na demanda”, acrescenta Macedo.

Menu degustação: Ação da Brahma com São Marcos, pé de Mé da Cacildis…

São Marcos, o Goleiro Brahma
Em ação especial, a Rappi e a Brahma ofertaram uma opção inusitada na função Goleiro Brahma do aplicativo para telefones celulares. No último sábado, o ex-goleiro Marcos, pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002 e herói da conquista da Libertadores de 1999 pelo Palmeiras, atuou em dois jogos em São Paulo. Foi uma forma de divulgar a funcionalidade do aplicativo, em que os interessados podem solicitar um goleiro, escolhendo a hora e o local da partida. “Queremos fazer parte da vida das pessoas, com presença nas principais celebrações. Quem não gostaria de jogar ao lado do Marcos? Ele foi um dos jogadores mais carismáticos do futebol brasileiro, com participação em grandes conquistas da seleção brasileira e do Palmeiras. Se aquele jogo entre os amigos é sempre divertido, imagine como será depois desse reforço no gol”, afirma José Octavio Freitas, gerente de marketing de Brahma.

Rótulo do All Beers
O All Beers lançou a sua própria cerveja, batizada de Phenomena. É uma West Coast IPA com 6,5% de teor alcoólico. Além disso, o portal criou uma nova página chamada All Beers Conspiracy, que será responsável por todos os rótulos feitos em parceria com a Invicta, de Ribeirão Preto. O rótulo minimalista da Phenomena foi feito pela artista Shee, tendo uma pintura com colagens inspirada no estilo West Coast IPA e suas características resinosas. O nome Phenomena deriva de uma música da banda norte-americana Yeah Yeah Yeahs.

Pé de Mé da Cacildis
A Brassaria Ampolis lançou mais um filme da Cacildis para reverenciar uma das expressões características do humorista Mussum: o Mé. Trata-se da campanha “Pé de Mé”, que mostra como eles são cultivados (veja aqui). No roteiro, um botânico apresenta a “salvação da lavouris”, uma árvore frondosa que dá frutos diferenciados, puro malte para agradar a todos. A criação é de Diogo Mello, um dos sócios da Brassaria Ampolis, em parceria com a Y&R.

Leia também – Entrevista: Mussum estaria orgulhoso, apaixonado pela marca

Colorado com Baru
A Cervejaria Colorado apostou em mais um ingrediente inusitado para o oitavo rótulo da linha “Brasil com S”: a castanha de Baru. A edição 08, a Ambaru, é uma Amber Lager com sabor maltado. O adocicado do malte se equilibra com a brasilidade da castanha de Baru em uma cerveja com 4,8% de teor alcoólico e 11 IBUs, segundo descreve a marca. A bebida já recebeu diversos prêmios neste ano: melhor do país no World Beer Awards, além da medalha de prata no World Beer Challenge e no Frankfurt Trophy 2019.

Rota da Brahma
A Brahma resgata a tradição da cultura de botequim e promove a Rota do Chopp N°1 no Rio, em homenagem aos bares emblemáticos da cidade e seus consumidores. O roteiro conta com paradas em 16 estabelecimentos da capital. Ao chegar em qualquer um dos bares, basta pedir o combo Brahma, que vem com dois chopes e um petisco a um preço promocional. Quem percorrer 10 dos 16 bares ao longo de duas semanas ganha 30% de desconto no Chopp Brahma Express e ainda concorre a uma chopeira exclusiva da marca.

Tweedles em garrafas
A Wonderland Brewery criou a Tweedless, uma sour frutada que leva morango, goiaba, cacau e cupuaçu. Ela surgiu do parti-gyle que também originou a Poacher e vem em edição limitada, de apenas 60 caixas. Ela estará pronta para ser comercializada na segunda-feira e espera conquistar os fãs de vinhos branco, rosé e de espumante.

Fusão da Schornstein com a Leuven
A Schornstein, de Pomerode (SC), e a Leuven, de Piracicaba (SP), oficializaram sua fusão e criaram a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA). A partir de agora, serão acelerados os processos de unificação das operações e colocadas em prática as estratégias conjuntas. Para o consumidor, elas seguem com produtos e identidades distintas. A CBCA já representa um portfólio de 30 produtos e nasce com uma capacidade produtiva que pode chegar a 280 mil litros ao mês, com sedes no Sul e no Sudeste do país.

Leia também: Leuven e Schornstein sinalizam fusão de olho em “estrutura capilarizada”

Agenda I: Enseada Sessions
Fabricada em Saquarema, na Região dos Lagos fluminense, a cerveja Enseada lançou o projeto Enseada Sessions em parceria com o DJ Marcelinho da Lua. Ocorrerá sempre nas primeiras sextas-feiras do mês, até fevereiro, no Rio Scenarium, no Rio de Janeiro. O guitarrista Heitor Nascimento e o baixista Márcio Menescal completam a banda. “A marca, que traz na sua personalidade a vibe das enseadas quase secretas, escondidas no litoral brasileiro, é traduzida por cervejas sofisticadas e de excelente drinkabilidade, criadas para quem curte as nuances da cerveja artesanal, sob o calor que predomina em nosso país. Foi sob esse conceito que nasceu a Enseada. E, para curtir nossas cervejas, nada melhor que a moderna música brasileira”, comenta Marco Antonio Frederico, consultor de branding/marketing da Cervejaria Lagos, responsável pela Enseada.

Agenda II: Festival em Ribeirão Pires
A cidade de Ribeirão Pires (SP) recebe entre sexta-feira e domingo da próxima semana o Festival de Chopp Artesanal e o Festival de Churros no Complexo Ayrton Senna. Os chopes serão comercializados em copos descartáveis de 300ml (R$ 10) e 500ml (R$ 15), com mais de 20 tipos. O evento ainda terá hambúrgueres, lanches de pernil, calabresa e contra filé, espetinhos variados, batata frita, comida mexicana, crepes franceses, iscas de frango e até churros salgados.

Ostra, shoyu, mostarda: Marca aposta no inusitado para mudar cultura cervejeira

Um copo cheio de cerveja como um prato de comida. É partindo da premissa de uni-los que a Three Monkeys decidiu ampliar a imersão na gastronomia ao lançar novos rótulos da sua linha de cervejas gourmet. São receitas do estilo Gose, que utilizam itens como curry, lula, gaspacho e pipoca doce.

A aposta gastronômica, aliás, já era anterior, pois a cervejaria carioca contava em seu portfólio com a Caramel Salé. Mas foi ampliada com o lançamento de cinco rótulos: Gazpacho (Gose com tomate e picles de pepino), Al Mare (Gose com ostras, tinta de lula e limão), Honey Dijon (Gose com mostarda e mel), Oriental (Gose com shoyu, wasabi e gengibre) e  Thai Curry (Gose com curry, especiarias e leite de coco).

Leia também – Primavera cervejeira: Dicas de harmonização para a estação mais querida do ano

E, por mais que pareçam improváveis, as combinações são “naturais”. De acordo com Leo Gil, um dos sócios e fundadores da Three Monkeys, aliar gastronomia e cerveja sempre foi visto como algo corriqueiro e até familiar.

“A gente sempre teve uma ligação com gastronomia em casa. Não por nossos pais ou familiares serem chefs profissionais, mas pela ligação com comida. O Bê (um dos sócios fundadores e nosso head brewer) cresceu com a mãe dele fazendo diferentes pratos em diferentes momentos. Então surgiu essa ideia de fazer uma cerveja que tivesse ligação com comida. Além dos aromas e sabores da própria cerveja, essa linha é muito interessante pra harmonização com diferentes pratos”, conta Leo ao Guia.

Novo consumidor
Essa escolha “gastronômica” se deve à percepção de uma mudança no paladar dos brasileiros em relação à cerveja. Uma mudança que se deve também pela busca por harmonização de rótulos com pratos, algo mais costumeiro e consolidado na cultura de outras bebidas, como o vinho. É o consumidor que já consolidou essa alteração no hábito de consumo que a Three Monkeys espera alcançar a partir da chegada dessas novas cervejas ao mercado.

“Durante muito tempo o vinho teve papel chave nesse pairing de bebida com comida, mas a cerveja vem ganhando mais espaço. Mais pessoas fazendo curso de sommelieria e entendendo que a cerveja é uma bebida muito dinâmica e diversa para harmonizar pratos, somando em termos sensoriais com o objetivo de criar uma experiência única. A cerveja possibilita uma enorme variação de sabores e aromas, o que é perfeito pra criar um momento única para uma pessoa”, aponta Leo Gil.

Para a Three Monkeys, aliar inovação e criatividade em seus rótulos é algo que deveria ser visto como um diferencial que deve ser empregado não apenas por ela, mas por todas as linhas das cervejarias artesanais. “Uma forma de trabalhar inovação e mostrar para as pessoas o que a cerveja pode ser, os diferentes formatos sensoriais que ela pode seguir”, diz o sócio da cervejaria.

É, aliás, buscando “quebrar barreiras” que a Three Monkeys se vê atuando no setor cervejeiro há seis anos, um conceito que a marca acredita que deve ser um norte para atrair mais público para as artesanais, ainda presa em alguns nichos da sociedade.

A própria Three Monkeys faz um balanço positivo do seu momento, apontando uma média estimada de venda de 15 mil litros por mês. Além disso, passou recentemente a contar com uma equipe de vendas própria em São Paulo, o que deve ampliar a distribuição a partir das melhoras nos preços, ainda um dos gargalos do setor.

“Nosso objetivo sempre foi fazer diferente, por isso temos como missão quebrar barreiras. Entendemos que o mercado brasileiro se acostumou rápido com cervejas bem complexas, e daí o nosso portfólio high end que tem o objetivo de inovar mesmo, mostrar os caminhos que a cerveja pode seguir. Sempre com criatividade e qualidade como default”, comenta Leo, para depois concluir.

“Mas acho que um objetivo em comum de muitas crafts é dar mais informação, explicar cada vez mais o que realmente é uma cerveja de qualidade. Conseguir mudar a cultura de beber cerveja aqui no país. Precisamos fortalecer essa experiência, as cervejarias artesanais brasileiras. Nosso mercado é muito difícil e quanto mais pessoas conseguirmos transportar das cervejas de massa para as cervejas artesanais, mais desenvolvido a nossa cultura cervejeira vai ser.”