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Brahma Extra aproveita chegada do frio para lançar a Dark Lager

A Ambev segue tentando buscar seu espaço no mercado de cervejas premium. Enquanto a Skol tem apostado na tendência das puro malte, a Brahma Extra aproveitou a chegada do frio para lançar mais um rótulo especial, a Dark Lager.

A novidade vai fazer parte do portfólio fixo da Brahma Extra, que já conta com a Lager, a Red Lager e a Weiss. Trata-se de uma puro malte escura do estilo Munich Dunkel que destaca toda a riqueza e o sabor do malte Munique, segundo descreve a cervejaria.

Com produção diferenciada das demais Lagers devido à complexidade em acertar o ponto de torrefação do grão, a Dark Lager tem espuma cremosa e levemente bronzeada, além de perfil de sabor tostado, remetendo à casca de pão e complementada por um leve toque de nozes e chocolate. Possui 4,8% de teor alcoólico e 18 IBUs.

“Uma boa cerveja pode ser apreciada em qualquer ocasião, não importa a época do ano. A Brahma Extra Dark Lager chega para convidar o consumidor a apreciar seu sabor inconfundível e mostrar que nem toda cerveja precisa ser consumida em temperatura extremamente gelada”, explica José Freitas, gerente de marketing de Brahma Extra.

Antes mesmo de ser lançada para o público, aliás, a Brahma Extra Dark Lager faturou um prêmio: a medalha de bronze na categoria Lager do International Beer Challenge de 2018, realizado em Londres, na Inglaterra.

O novo rótulo da Brahma Extra começa a ser vendido online na segunda quinzena de junho no Empório da Cerveja e, em julho, estará disponível em long neck nos supermercados de São Paulo, Rio de Janeiro e da região Sul.

Balcão da Mimosa: 4 dicas de brigadeiro com cerveja para o Dia dos Namorados

Balcão da Mimosa: 4 dicas de brigadeiro com cerveja para o Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e você pensa: um gosta da cerveja, o outro ama brigadeiro, tem como essa mistura dar certo? Claro que tem. E pode dar muito certo.

Acompanhando a tendência dos brigadeiros alcoólicos (brigadeiros com ampolas de bebidas), decidi brincar com alguns tipos de cervejas. E não é que daí surgiu o nosso Brigajeiro, o brigadeiro cervejeiro? Testamos várias combinações possíveis e montamos uma caixinha de presente para o seu amor com os top 4 dessa lista.

É sempre bom lembrar, aliás, das regrinhas de harmonização de que falamos anteriormente: podemos harmonizar por similaridade (sabores que se combinam) ou por contraste (sabores que se completam). E vamos às 4 receitas.


Brigajeiro: brigadeiro com ampola de cerveja

1 – Brigadeiro de Chocolate Belga com ampola de Chocolate Beer: eu testei com a Chocolate Beer da Baden Baden;

2 – Brigadeiro Tortinha de Limão com ampola de Sour Beer: uma sugestão é a Cerveja Tupiniquim Tirana Sour;

3 – Brigadeiro de Frutas Vermelhas com ampola de Fruit Lambic Framboise: uma boa opção é a Boon Framboise;

4 – Brigadeiro de Coco (famoso beijinho) com ampola de Sour Beer: uma boa pedida é a Edge Brewing Piña Colada.

Mas existe uma forma melhor de aproveitar o sabor do doce com a bebida alcoólica. No caso dos brigadeiros descritos, você irá pressionar a ampola até que o líquido penetre no interior do brigadeiro. Então, retire a ampola e enjoy! Todo o líquido estará dentro do brigadeiro, remetendo a uma trufa licorosa, ideal para o Dia dos Namorados.

E para quem curte um chocolate amargo no dia os namorados e quiser um brigadeiro 70% de cacau, também é possível apostar nas cervejas com teor alcoólico mais alto. 

Receita para o Brigadeiro de Chocolate Belga:

  • 395g de leite condensado
  • 200g de creme de  leite
  • 100g de chocolate belga picado
  • 50g de cacau em pó

Leve todos os ingredientes em uma panela ao fogo baixo, sempre mexendo. Quando soltar do fundo da panela, retire do fogo e deixe esfriar. Faça bolinhas e passe no chocolate granulado. Em seguida encha as ampolas (encontrada em lojas de confeitarias) e espete nos brigadeiros.


Ana Araújo é chef e proprietária da Mimosa Doces, trabalhou na confeitaria do Esquina Mocotó e faz participações frequentes em programas de TV, como o Edu Guedes e Você

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Cerveja gay propõe diálogo sobre adequação do mercado a diversos públicos

Enquanto mulheres lutam por seu lugar na cena cervejeira reivindicando igualdade e buscando quebrar premissas como a de que existem cervejas “para mulheres“, supostamente mais fracas, doces ou coloridas, grupos gays dos Estados Unidos lançam mão de estratégia que vai na direção oposta: apresentando uma “cerveja gay”.

Chamada simplesmente de Gay Beer, a bebida é uma Golden Lager feita com lúpulos alemães pela Butternuts Beer and Ale, de Nova York, em parceria com a Loyal Brands, especializada em produtos voltados para o público gay.

A cerveja gay foi lançada no final de 2018 mas, agora, no mês do Orgulho Gay, ganha visibilidade por meio de seu filme de campanha. Ele retrata uma cena “corriqueira”, que poderia ser protagonizada por um casal heterossexual, mas encenada por um par homossexual.

Os fundadores da Loyal Brands, Jon Moore e Jason Pazmino, se intitulam “bebedores de cerveja da comunidade gay de Nova York”. Na página da bebida afirmam que a consomem há tempo suficiente para que alguma cervejaria já tivesse produzido algo que se adequasse ao perfil da tão diversa comunidade gay.

Cansados de esperar, eles decidiram fazer sua própria marca, com características que julgam apropriadas a esse público. A Golden Lager é fácil de tomar, tem gradação alcoólica de 5% e teor de glúten reduzido, segundo descrição da marca.

“Para nós, a Gay Beer honra a rica herança da comunidade LGBTQ+ enquanto também reconhece a diversidade e a integridade atuais dessa comunidade”, afirmam os fundadores em vídeo promocional. “O mercado de cerveja está ciente de que nós consumimos bastante cerveja, e não há produtos que contemplem nosso ponto de vista e nossa tradição.”

A proposta da cerveja gay, porém, não é a de ser só mais um produto nas prateleiras. Além do intuito declarado pelos fundadores de gerar conexões e diálogo, a marca planeja uma campanha de doação de um dólar a cada lata vendida na Parada Gay de Nova York, que acontece no final de junho, para fundos que apoiem a causa LGBTQ+.

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Fispal Food Service tem início com programa especial para brewpubs

Maior feira para o setor de alimentação fora do lar da América Latina, a Fispal Food Service teve início nesta terça-feira, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento vai até sexta e conta com 470 expositores e 1.800 marcas.

E uma das atrações da 35ª edição da Fispal Food Service será o Brewpub, um espaço feito em parceria com a Escola Superior de Cerveja e Malte para ajudar estabelecimentos que queiram transformar seu negócio.

“Atentos neste mercado potencial que já é consolidado nos Estados Unidos e Europa, muitos estabelecimentos acabam se transformando em brewpubs e produzem suas próprias cervejas. Este mercado, de acordo com especialistas, deve começar gradativamente a formar um novo nicho em 2019 – o das cervejarias que não buscam as prateleiras, mas o consumo dentro do estabelecimento”, informa a Fispal.

O programa Brewpub da Escola Superior de Cerveja e Malte, assim, ajudará gratuitamente os estabelecimentos a implantarem ou transformarem seus negócios em brewpubs para ampliar o mix de produtos para seus clientes.

A Fispal Food Service
Além de uma atenção especial ao setor cervejeiro, a Fispal Food Service conta com expositores nas áreas de restaurantes, pizzarias, lanchonetes, bares, hotéis e demais estabelecimentos da indústria alimentícia.

Neste ano, segundo estima a organização, cerca de 28% dos expositores presentes no pavilhão vão exibir insumos e ingredientes vindos de diversos países, como Egito, Grécia, Indonésia, Tailândia, China, Sri Lanka e Itália, entre outros.

“O food service no Brasil vem crescendo ano a ano no Brasil e tem potencial para expandir muito mais. Contudo, para acompanhar este ritmo, é preciso que o empresário esteja antenado com as principais exigências do consumidor”, afirma Clélia Iwaki, diretora da feira.

“Em 35 anos de história, a Fispal Food Service se consolidou como referência para este setor devido aos esforços para trazer informação de qualidade ao seu público”, acrescenta Clélia.

Atrações
Uma série de atrações especiais também promete movimentar a Fispal Food Service. É o caso da Fispal Innovation, um espaço criado para apresentar inovações que chegam para ajudar a ampliar a competitividade de empresas do setor. Nele haverá, por exemplo, um robô que auxilia restaurantes no atendimento ao cliente, tecnologia que reduz custos com mão de obra e proporciona uma melhor experiência aos visitantes.

Haverá, ainda, na área da tecnologia de ponta, uma plataforma para gestão de Inteligência Artificial, IoT e Robôs que promove integração e conectividade. A solução oferece a possibilidade de configurar experiências em todos os dispositivos conectados, seja no uso de robôs humanoides ou online através do uso de chatbots e até de call center.

Destaque também para as atrações que abordam a sustentabilidade. Uma delas será a ação de conscientização para dar destino correto aos restos e sobras de alimentos do evento, que serão compostados e transformados em adubo orgânico para serem distribuídos aos visitantes.

Acesse o site da Fispal Food Service para ver todos os expositores e atrações.

Preço da cerveja tem alta em maio, mas mantém deflação em 2019

O preço da cerveja no domicílio registrou alta de 0,71% em maio nas principais capitais brasileiras, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ainda que a inflação nacional tenha desacelerado para 0,13%, o menor resultado para o mês desde 2006.

Apesar desse aumento registrado nos dados divulgados pelo IBGE, o cenário no preço da cerveja ainda é de deflação em 2019, de 0,19%. Porém, ainda há inflação nos últimos 12 meses, de 2,17%.

A alta nos preços da cerveja no domicílio foi na contramão do setor de alimentação e bebidas. “Influenciado pela deflação de 0,56% no preço dos alimentos e bebidas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, desacelerou de 0,57% em abril para 0,13% em maio”, apontou o instituto.

Já os preços da cerveja fora do domicílio sofreram leve alta em maio, de 0,05%, segundo o IPCA. E também há inflação nos outros dois cenários observados: de 0,78% em 2019 e, também, nos últimos 12 meses, de 4,07%.

Os preços de outras bebidas alcoólicas no domicílio tiveram pequena queda, de 0,03% em maio, mas mantiveram a alta em 2019 (0,29%) e nos últimos 12 meses (3,03%). A situação é de alta para os preços das bebidas alcoólicas fora do domicílio em qualquer cenário, seja em maio (0,19%), no ano (1,39%) e nos últimos 12 meses (2,69%).

Brasil chega a mil cervejarias registradas no Mapa

A cerveja brasileira não para de crescer. Depois de encerrar 2018 com 889 marcas registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor manteve o crescimento expressivo neste ano e alcançou em maio a sua milésima cervejaria.

Para obter o importante feito, o setor teve 111 novas fábricas autorizadas em 150 dias, uma média de 22 ao mês, segundo os números do Mapa. Há dez anos, eram apenas 255 cervejarias ativas. Ou seja, o número praticamente quadruplicou.

E boa parte desse expressivo crescimento se deve às marcas independentes que produzem cerveja artesanal, segundo garante Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

“As grandes fábricas multinacionais não anunciaram um número significativo de novas plantas neste período. Por outro lado, ganharam notoriedade, espaço de gôndola e conquistaram o consumidor as empresas que prezam por um produto de qualidade, com matérias-primas superiores e atributos sensoriais que essas marcas não entregam”, avalia Lapolli.

De 1999 até 2009, a quantidade de fábricas foi de 192 para 255, registrando uma ampliação de 32,8%. Já de 2009 para 2019, o salto chegou a mil, um crescimento de 292,1%. Números, segundo Lapolli, que apontam para o paladar mais apurado do consumidor brasileiro.

“Até pouco tempo, quando se fala em cerveja, o brasileiro tinha apenas uma imagem: a bebida estupidamente gelada e de má qualidade. Hoje, a busca por itens diferenciados aumentou e o mercado começou a ver a cerveja artesanal com um potencial até então não explorado”, finaliza.

Com craques do masculino em baixa, Marta é a “Nº1” da Brahma

Ao mesmo tempo em que a seleção brasileira masculina de futebol tem Neymar, seu principal craque, cortado de campanhas publicitárias por conta de acusação de estupro, o time feminino ganha holofotes por sua participação na Copa do Mundo da França. Sua maior estrela, Marta, inclusive, virou protagonista de campanha publicitária de uma das maiores marcas de cerveja do país.

Seis vezes eleita a melhor jogadora do mundo, feito nunca alcançado por qualquer homem, Marta assume o posto de garota propaganda da Brahma, que tem grande história de ligação com o esporte. O contrato da parceria tem duração de um ano.

Durante uma semana, a campanha que coroa o protagonismo de Marta provocou os usuários de redes sociais questionando “quem é o nome Nº1 do futebol?”, em alusão ao slogan da marca. A maioria das respostas foi de nomes de atletas masculinos, e a campanha, então, tratou de “corrigir”, apontando Marta como a maior de todos os tempos.

Inspirada em carta escrita pela jogadora para a Marta do passado, o filme mostra-a relembrando da época que ainda morava em Dois Riachos (AL), quando já sonhava em ser profissional. No texto, a Marta consagrada incentiva a Marta de 14 anos a entrar no ônibus para apostar em sua carreira e a lutar contra os olhares preconceituosos endereçados a ela, menina que gostava de futebol.

A estreia da peça assinada pela agência Africa aconteceu nesta quinta-feira. A campanha ainda prevê uma série de pílulas com depoimentos das pessoas mais próximas a Marta.

https://www.youtube.com/watch?v=NYrwA0DnMLY


“Fico muito feliz com essa parceria. A cada dia, as mulheres têm conquistado novos espaços no esporte, seja dentro de campo ou fora dele. A Brahma sempre esteve ao lado do futebol brasileiro e é muito bom ver que a marca também está investindo no futebol feminino”, afirma a camisa 10 da seleção.

“Brahma celebra os momentos inesquecíveis das pessoas valorizando as histórias que realmente importam. Em um momento importante para o futebol feminino do Brasil, resolvemos celebrar a vida e toda a trajetória da atleta Número 1 da modalidade: a Marta. Ela tem uma história incrível como atleta e como mulher que merece ser contada e reconhecida, e foi isso que quisemos retratar”, acrescenta Helena Isaac, gerente de marketing de Brahma.

Visibilidade
O futebol feminino nunca teve tanta visibilidade como no momento atual. Ambiente tradicionalmente atribuído ao universo masculino, o esporte está, aos poucos, passando a integrar as mulheres: na Copa do Mundo da Russia de futebol masculino, no ano passado, emissoras de TV lançaram mão de mais mulheres em suas transmissões.

Assim, a inclusão da mulher no esporte mais popular do mundo e o desenvolvimento da modalidade no Brasil atraem investimentos de marcas e suscitam hoje muita discussão.

Recentemente a Antarctica, patrocinadora da seleção feminina por meio de seu Guaraná, questionou a ausência das atletas na publicidade. Em uma iniciativa da Globosat, junto da Vox Pesquisas, instituto dedicado a estudos de comportamento, o espaço da mulher no futebol foi discutido com especialistas e público.

https://gente.globosat.com.br/mulheres-no-futebol/

Pela primeira vez, também, a Globo vai transmitir todos os jogos da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Outras duas emissoras, a aberta Band e o pago SporTV, também transmitirão a competição. Apesar de muito significativos, os avanços ainda são tímidos e os jogos do Brasil na Copa serão, todos, narrados por homens.

Cerveja com pipoca: O que levou a Petrópolis a apoiar icônico cinema de SP

O fluxo constante na rua da Consolação, quase no cruzamento com a avenida Paulista, pode ser dos carros e ônibus em um dos pontos marcantes de São Paulo, mas também é do complexo localizado no número 2.423. É lá que está um dos mais longevos cinemas da capital paulista, o Belas Artes, que já teve outros nomes na sua história e iniciou recentemente uma nova era.

Inaugurado em 1943 como Cine Ritz, ele mudou de nome em 1948 para Cine Trianon. E o modo como é conhecido até hoje só viria em 1967: Cine Belas Artes. Mas não sem várias intempéries nesses mais de 50 anos: incêndio em 1982 e dois fechamentos, sendo o primeiro nos anos 1990 e o segundo no começo da década de 2010, que durou pouco mais de três anos.

Em janeiro, os cortes realizados pelo presidente Jair Bolsonaro fizeram o Belas Artes perder o seu patrocinador, a Caixa Econômica Federal, que dava nome ao cinema. A situação provocou reajuste nos preços dos ingressos e, principalmente, colocou em dúvida a existência do cinema.

A boa notícia para os cinéfilos veio no início de maio: o Belas Artes fechou novo acordo de patrocínio e seguirá em atividade. Mas a grande novidade está no setor que decidiu apoiá-lo: após contratos com dois bancos nas últimas décadas – o outro foi o HSBC -, ele passa a exibir em seu nome a marca da cerveja Petra, do grupo Petrópolis.

Os moldes do contrato
O acordo fechado entre Petrópolis e Belas Artes será válido por cinco anos, um período até maior do que o desejado inicialmente pelo cinema, como revela Eliana Cassandre, gerente de propaganda da Petra Origem.

“Ficamos sabendo através da imprensa que o Belas Artes poderia fechar suas portas. Conversamos internamente, fomos em busca de um contato dentro do Belas Artes e fizemos uma proposta”, diz Eliana, em entrevista ao Guia.

“Inicialmente, eles pediram um contrato de três anos e achamos que cinco anos poderia ser mais efetivo para começar a desenvolver uma parceria mais consistente. Estamos muito felizes com essa parceria”, acrescenta a executiva.

Além da mudança no nome, o público também pode encontrar produtos do grupo Petrópolis no cinema, como suas cervejas e o energético TNT.

Apoio premium
É, aliás, do seu portfólio que surgiu a motivação para o fechamento do acordo. Afinal, a cervejaria tem se concentrado na divulgação de sua nova marca premium, a Petra Origem, lançada em novembro de 2018 no Nordeste e que mais recentemente chegou ao restante do país.

E há a visão de que o público frequentador do cinema tem as mesmas características do que consome esse tipo de cerveja – o cinéfilo cervejeiro. “Estamos sempre atentos a oportunidades que nos aproximem do consumidor. O Grupo patrocina diversos eventos culturais e a Petra Origem tem esse DNA voltado para arte e cultura muito forte, mesmo sendo uma marca muito nova”, explica Eliana.

Assim, se ligando a um dos ícones de São Paulo, a Petra busca se unir a importantes marcos culturais, como também fez ao apoiar o Shell Open Air, um festival de cinema a céu aberto, que acontece no Rio de Janeiro e em São Paulo. “A Petra Origem tem como compromisso proporcionar experiências que possam acrescentar na vida das pessoas, e as atividades culturais, incluindo cinema, integram estas atividades. A empresa também é a cerveja oficial do Shell Open Air, entre outros”, aponta Eliana.

A Petrópolis, portanto, busca alavancar sua marca premium a partir da parceria com o Belas Artes, fazendo concorrência contra rótulos que já estão consolidados e lideram o segmento, como Heineken, Original e Serramalte. Além disso, pode estar abrindo uma nova era no marketing cervejeiro, tradicionalmente mais associado ao carnaval, a festivais musicais e ao esporte.

Fluxo constante
Ao mesmo tempo, a cervejaria estimula e viabiliza a manutenção de um cinema que é um marco, seja por ser de rua, que foi como a sétima arte primeiro chegou ao público, seja por sua programação variada, com filmes de diferentes países, alguns de teor mais alternativo, apresentados e escolhidos por uma curadoria criteriosa.

E, ainda, um cinema reconhecido por ações que marcaram a sua história, como o Noitão e o Dia do trabalhador (toda segunda-feira, qualquer pessoa que apresentar carteira de trabalho ou holerite paga meia entrada), e por filmes que ficaram anos em cartaz, caso de “Medos Privados em Lugares Públicos”, do francês Alain Resnais, e, mais recentemente, de “Relatos Selvagens”, do argentino Damián Szifron.

De alguma forma, o Belas Artes representa a conhecida frase de Orson Welles: “O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho”. E, agora, iniciando uma nova era em suas seis salas e no marketing cervejeiro.

La Caminera lança Juicy IPA inspirada em aborígenes da Tasmânia

Enquanto o mercado brasileiro de artesanais luta para se desvencilhar das referências mais tradicionais, como os Estados Unidos, a La Caminera segue desbravando o mundo com suas inusitadas e criativas alusões. Em seu novo lançamento, por exemplo, a inspiração veio da Oceania. Mais precisamente, da Tasmânia.

Assim surgiu a Palawa, uma Juicy IPA que busca homenagear os aborígenes da Tasmânia (os Palawas, na língua local), segundo detalha Márcio Moreira, sócio da La Caminera, ao Guia.

A novidade tem 6% de teor alcoólico, presença do lúpulo australiano Galaxy e aromas de manga, maracujá e tangerina. Seu lançamento ocorre nesta sexta-feira, no Empório Alto de Pinheiros, com uma apresentação de Didgeridoo, instrumento tradicional da região da Oceania; e no sábado, no Santa Inês Tap House, na zona norte de São Paulo.

“A inspiração da Palawa são os aborígenes da Oceania, da Tasmânia”, conta Márcio. “É uma inspiração visual dessa cultura e com a tentativa de contar um pouco mais sobre a cultura deles, sobre a civilização daquela região. E, ao mesmo tempo, tem a inspiração do lúpulo Galaxy, que também é de lá.”

Márcio revela, ainda, que a Palawa segue a linha das Juicys, mesclando bem o aroma entre manga, maracujá e tangerina, mas com uma assinatura especial da marca. “Tem o corpo sedoso e, ao mesmo tempo, o que a gente considera um diferencial, é que no final ela se torna um pouco mais seca e tem um amargor um pouco mais presente, uma personalidade um pouco maior, mas dentro do estilo.”

O lançamento, aliás, marca um novo momento da marca, que passará a fazer a própria distribuição na capital paulista. “Dentro de São Paulo, da Grande São Paulo, vamos fazer toda a cadeia de entrega. A gente armazena com um controle rígido de temperatura e faz todas as entregas. Já no litoral e no interior de São Paulo temos contrato com uma transportadora. E, para o resto do Brasil, cada um acaba contratando a sua transportadora”, finaliza Márcio.

Após Skol perder posto de marca mais valiosa, Ambev anuncia que investirá R$ 2 bi

A Ambev vai reforçar sua aposta no mercado premium e puro malte. Durante encontro realizado nesta semana entre Bernardo Paiva, presidente da Cervejaria Ambev, e Paulo Guedes, ministro da Economia, a companhia informou que pretende investir mais de R$ 2 bilhões no mercado brasileiro em 2019.

“A Cervejaria Ambev anunciou que seus investimentos no Brasil devem ultrapassar a casa dos R$ 2 bilhões durante o ano de 2019. O investimento será na produção de cervejas premium e puro malte, e em inovações. O anúncio foi feito durante encontro realizado entre Bernardo Paiva, presidente da Cervejaria Ambev, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, para conversar sobre os investimentos que a companhia vem fazendo no país”, informou a cervejaria em comunicado.

O anúncio parece reiterar o recente movimento da Ambev – sobretudo com a Skol e os lançamentos da Hops e da Puro Malte – de buscar a linha de frente do mercado premium. Mas a tentativa de alcançar esse novo segmento, ligado às artesanais e bastante preocupado com a qualidade da cerveja, tem duas percepções distintas.

Se, por um lado, o balanço do primeiro trimestre da Ambev apontou significativo aumento de lucro e de vendas, por outro o mercado financeiro tem olhado com certa desconfiança a essa tentativa de ingressar no segmento premium.

Tanto que, depois de seis anos, desbancada pelo Bradesco, a Skol deixou de ocupar a primeira colocação das marcas mais valiosas do país, segundo a nova edição do ranking BrandZ Brasil, divulgado nesta semana pela WPP, pela Kantar e pela revista Isto É Dinheiro.

Com US$ 7,253 bilhões de valor de marca, a Skol foi ultrapassada também pelo Itaú e caiu para a terceira colocação do ranking. Ainda assim, a Ambev colocou outras duas marcas entre as seis primeiras: Brahma, em quarto com US$ 3,781 bilhões, e Antarctica, em sexto com US$ 2,672 bilhões.

Vale destacar, porém, que enquanto Bradesco e Itaú tiveram variação positiva de 35% no valor de marca, a Skol apresentou queda de 12%, a Brahma de 16% e a Antarctica de 10%.

Entre as demais marcas de cerveja presentes no ranking das 60 melhores, também aparecem a Bohemia em 14º (US$ 1,3 bilhão e queda de 19%) e a Schincariol em 28º (US$ 604 milhões e queda de 3%), única não pertencente à Ambev.

“As marcas que são percebidas como inovadoras crescem sete vezes mais do que as que não são. Nesse caso, o importante não é ter muitos dados, mas saber usar os que já temos para gerar crescimento nas marcas”, avalia Eric Salama, CEO Global da Kantar.