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Skol lança puro malte “democrática”

Amada por muitos por oferecer em seu principal produto grande leveza e refrescância, mas criticada por outros por trazer cereais não maltados, a Skol lança uma nova variedade que pretende amenizar a pendenga: sua versão Puro Malte.

A versão que deixa de lado o uso de milho na fórmula se pretende uma opção democrática para o verão, um pouco mais encorpada e com sabor mais presente, mas ainda assim valorizando os atributos de leveza característicos dos produtos da marca.

Durante cinco anos,pesquisadores dos Centros de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev no Brasil e na Bélgica buscaram o processo ideal de produção e a receita mais adequada para se chegar a uma lager leve com a “cara” da marca.

A inovação vem para fechar um ano em que a marca fez movimentos claros em direção de um consumidor mais exigente e com um repertório mais amplo quando o assunto é cerveja. Junto do também recente lançamento da Skol Hops, que apresentou os lúpulos aromáticos a preços razoáveis para um público que não os conhecia, a linha de produtos da marca passa a ser mais abrangente.

lata de 269ml da nova Puro Malte

A marca definitivamente não mira o público de artesanais, envolvido com os aromas e estilos mais arrojados. No entanto, de certa forma, as ampliação do portfólio reaproxima da marca consumidores que haviam se distanciado de seu carro-chefe, a Pilsen.

“Estamos sempre atentos ao desejo dos consumidores. A Skol Pilsen já está consagrada no mercado e segue como a líder em seu segmento. A Skol Hops, apesar de nova, também ocupou seu espaço com uma boa aceitação. Então, pensamos em desenvolver algo novo para sair do quadrado e tirar as pessoas do lugar comum”, afirma Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing de Skol.

Seguindo a proposta de oferecer produtos “democráticos” sob a família Skol, a Ambev não anunciou o preço – determinado pelo mercado – mas a tendência é de que, assim como a versão Hops, a cerveja que terá o “carimbo de qualidade” puro malte não tenha grandes variações em comparação ao preço da Pilsen.

O consumidor vai encontrar a nova versão a partir de 2 de janeiro de 2019, em três tamanhos delatas (269 ml, 350 ml e 473 ml) e garrafas (long neck, 600 ml e 1 litro).

11 copos cervejeiros para presentear ou usar no natal

Pra quem pretende degustar cervejas minimamente diferentes da “gelada” do boteco no Natal, não dá para fazer feio com convidados servindo em qualquer copo. A escolha do objeto certo para cada estilo de cerveja muda completamente o sabor, o aroma e a experiência do cervejeiro. Por isso, o Guia traz agora os 11 copos cervejeiros ideais para presentear ou usar no Natal.

“Inventado” em 5000 a.C, o vidro teve altos e baixos na sua utilização e popularidade ao longo dos séculos, mas se consolidou no Império Romano, principalmente como material para adereços em vitrais de igrejas católicas. Sua adoção como meio de consumir cerveja aconteceu gradualmente em diferentes pontos do planeta a partir do século XVIII.

Na Inglaterra, os canecos de estanho eram os recipientes mais comuns para o consumo de cerveja, até que técnicas de filtragem mais modernas resultaram em cervejas mais cristalinas, claras e atraentes para os olhos – o que incentivou o uso de vidro. Com o passar do tempo, as cervejarias passaram a observar, entender e recomendar copos mais adequados para cada tipo de produto.

Confira a seleção feita com auxílio dos especialistas da Nadir Figueiredo, uma das maiores fabricantes de copos do Brasil:

Brut IPA: Conheça a história da cerveja seca que foi sensação em 2018

O ano de 2018 rendeu no mundo das IPA’s. Depois de a controversa New England IPA ganhar seu espaço na lista de estilos do Beer Judge Certification Program (BJCP) em fevereiro, outra inovação, a Brut IPA, revigorou a família trazendo frescor, secura e experiências muito diferentes das suas “irmãs”, tornando-se a sensação de 2018.

A Brut IPA leva esse nome – referência à terminologia usada para espumantes e vinhos – por ser extremamente seca. “Elas são uma reação até que compreensível às NE IPAs. O que antes era super encorpado e turvo agora vem leve e cristalino. Mas aroma e sabor continuam parecidos – baixo amargor e aroma intenso de lúpulos americanos”, afirma David Michelsohn, cervejeiro e sócio da Júpiter, que recentemente lançou a Duna, sua primeira Brut.

Na opinião da sommelière Bia Amorim, essa variação conta com notas de lúpulo bastante presentes e equilíbrio com o álcool e base de maltes. “Praticamente todas as cervejas deste estilo que tomei me lembraram muito as elegantes e delicadas Bière brut, mais francesas e belgas do que americanas. Li que estão usando a mesma técnica para cervejas RIS também”, conta ela.

A técnica
Como qualquer inovação de sucesso, o desenvolvimento da técnica exigiu curiosidade, tentativas e erros. Inventor da Brut IPA, o cervejeiro Kim Sturdavant, da Social Kitchen and Brewery, de São Francisco, arriscou o uso da amilase – comum na produção de cervejas fortes como Double e Triple IPA – em uma IPA normal para “zerar” o açúcar. Acabou chegando a um resultado extremo: uma cerveja com 0o Plato (ou seja, sem açúcar residual algum).

 “As enzimas são a carta na manga para secar o mosto. Elas fazem o trabalho árduo, de quebrar alguns açúcares e ajudar que a fermentação ocorra de forma mais completa, e a levedura fica com o lanche extra”, simplifica Bia.

No caso da Bodebrown, que já tem no portfólio quatro rótulos, a centrifugação é outro detalhe importante do processo de produção. “Ela passa por dupla centrifugação, ganhando translucidez”, afirma Samuel Cavalcanti, mestre cervejeiro da casa.

Mas o processo é aberto e tem espaço para criações. Segundo Bia, encarar a produção de uma Brut IPA exige “mente aberta”, trabalhar sem preconceitos. “A diversão para os cervejeiros está em desenhar receitas onde cada elemento ganha seu espaço. Em que parte do processo colocar as enzimas? Quais os lúpulos da composição? Usar somente depois da fervura e ganhar em aroma com baixo amargor? Qual a base de grãos?” indaga ela.

No Brasil, a variação ainda engatinha, mas iniciativas interessantes já apareceram por aqui. É o caso da própria Bodebrown, que tem quatro rótulos de Brut no portfólio – a Sorachi Ace, a Galaxy, a El Dorado e a Mosaic.

“Temos várias iniciativas para aproximar o mundo das cervejas do mundo dos vinhos. São dois tipos de produtos artesanais que têm muito a ver. Acreditamos nisso. Uma de nossas principais buscas é por ter maior aproximação com a gastronomia e, para isso, nos inspiramos nos vinhos”, finaliza Samuel Cavalcanti, mestre cervejeiro da casa.

Confira abaixo as sugestões da sommelier Bia Amorim:

Bicampeão mundial, Medina reforça estratégia de “vida na natureza” da Corona

A Corona agiu rápido para reforçar sua tradicional estratégia de mercado. Poucas horas depois de Gabriel Medina sagrar-se bicampeão mundial de surf nesta segunda-feira, ao vencer a última etapa da temporada, o Billabong Pipe Masters, no Havaí, a marca anunciou que patrocinará o atleta.

Trata-se de um reforço importante ao conceito de “vida na natureza” da Corona. Além de ser a cerveja oficial do Campeonato Mundial de Surf, a marca lançou recentemente outras duas campanhas para solidificar essa estratégia.

Durante a etapa de classificação do São Sebastião Pro, realizada no início de novembro e válida pelo WQS, a divisão de acesso do Mundial de Surf, a Corona fez uma parceria com a ONG Soul Life para promover uma ação de limpeza da praia. População local, turistas e até surfistas foram convidados a contribuir na iniciativa em Maresias, onde aconteceu a bateria do campeonato.

Na mesma época, em uma campanha assinada pela Wieden+Kennedy, a Corona fez uma ação para incentivar as pessoas a se desligarem do mundo online e da rotina para “curtir o verão do jeito da marca”.

Tais ações, agora, ganharam a cereja do bolo: o patrocínio ao primeiro brasileiro da história a se tornar bicampeão mundial de surf. “Estamos muito felizes de patrocinar, apoiar e trazer ainda mais visibilidade para um dos principais surfistas do Brasil, que é o Medina”, aponta Fernanda Federico, gerente de marketing da Ambev.

“Com essa parceria, reforçamos nosso comprometimento com o surf que transmite todo o conceito de Corona, que convida a galera a viver tudo que a natureza tem a oferecer”, acrescenta.

Head de parcerias globais e atletas da go4it, empresa que cuida da carreira do atleta e gerenciou o contrato com a Corona, Felipe Stanford falou sobre a importância do patrocínio. “A Corona é uma marca global que está no universo e lifestyle do surfe e o Gabriel está muito feliz de ser o embaixador mundial da cerveja.”

A trajetória do bicampeão
Campeão mundial pela primeira vez em 2014, obtendo um feito então inédito ao país, Medina teve um início de temporada irregular, mas se recuperou a partir da sétima etapa, no Taiti. Desde então, venceu três das cinco disputas – e foi semifinalista nas outras duas.

E a última dessas conquistas veio no Havaí. Medina precisava chegar à final para faturar o bicampeonato e teve problemas em alguns rounds, especialmente nas quartas e na semifinal, quando seus concorrentes – respectivamente o norte-americano Conner Coffin e o sul-africano Jordy Smith – iniciaram com boas ondas e colocaram grande pressão na bateria.

Mas Medina, que completará 25 anos no próximo dia 22, manteve a frieza habitual, fez tubos perfeitos – com direito à única nota 10 do campeonato – e assegurou o bicampeonato. Por fim, na decisão, ele derrotou o australiano Julian Wilson, que era seu concorrente pelo título, para ficar também com o troféu da etapa.

“Trabalhei duro neste ano, foi intenso, mas valeu a pena”, comemorou o bicampeão mundial ao término da etapa. “Não tenho palavras, estou muito feliz. Quero agradecer aos amigos e familiares que me deram força. Sempre venho para fazer o meu melhor. Tive fé, tentei o máximo até o final. Vi que os rivais estavam conseguindo boas notas, mas mantive a calma, a concentração, e consegui novamente”.

A Corona, aliás, aproveitou o anúncio do patrocínio para homenagear o atleta. “Aproveitamos e parabenizamos ao Gabriel e toda sua equipe pelo excelente ano, pelo título, e estamos muito contentes com tudo que tem por vir em 2019”, finaliza Fernanda Federico.

Exportação de cerveja reage e sobe quase 12% em novembro

A exportação brasileira de cerveja de malte registrou crescimento em novembro. Tendo países da América do Sul como destinos principais, o produto alcançou US$ 9,02 milhões em vendas para o mercado externo no 11º mês de 2018, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O valor é 11,8% maior na comparação com novembro do ano passado, quando a exportação brasileira de cerveja de malte foi US$ 954,63 mil menor.

Porém, esse crescimento relevante não foi suficiente para modificar o cenário de baixa nos números acumulados de 2018. Os 11 primeiros meses do ano registraram US$ 76,17 milhões e 117.476,6 toneladas de cerveja exportadas, diminuições respectivas de 15,9% e 18,3% na comparação com igual período de 2017.

Tais números fazem com que a cerveja tenha apenas 0,03% de participação nas exportações brasileiras e ocupe a 183ª colocação no ranking dos produtos negociados pelo país de janeiro a novembro deste ano.

Os principais destinos da cerveja brasileira nos 11 primeiros meses de 2018 foram Paraguai (72%), Bolívia (11%), que ultrapassou a Argentina (10%), e Uruguai (5,4%).

APA da Doktor Bräu, milk-shake da Bastards: As novidades da semana

Boas e criativas cervejarias guardaram novidades para o final de ano. Foi o caso da Doktor Bräu, que apostou em uma APA, da Bastards Brewery, com dois lançamentos de sua inovadora série BSTRDS XP, e da BR Brew. Confira, a seguir, em detalhes, essas novidades.

APA da Doktor Bräu
Depois de lançar 12 rótulos durante o ano, a Doktor Bräu preparou uma última novidade para 2018: a Síncope, uma APA perfeita para o verão que chega para substituir a MedikaMenthus. “Sempre atentos ao que nossos consumidores dizem, reunimos várias opiniões sobre a MedikaMenthus e, ao invés de atualizá-la, decidimos criar um rótulo, a Síncope: sem menta, mais lupulada e aromática, cítrica e floral, muito refrescante”, explica Nuberto Hopfgartner, o médico responsável pela cervejaria. O novo rótulo, segundo ele, vem coroar o bom momento da criativa cervejaria. “Este ano foi incrível para a Doktor Bräu: três medalhas de ouro – Endorphina e Psicose Espacial no Mondial de la Bière de São Paulo; e Endorphina no South American Beer; 18 rótulos; produção de 35 mil litros em dezembro; entrada no varejo”, enumera Nuberto. “Para 2019, a expectativa é chegar aos 50 mil litros mensais já no primeiro semestre; ampliar a presença no varejo e em mais estados; incluir uma Red Ale na linha Standard; lançar vários rótulos para continuar surpreendendo os apreciadores de boas cervejas artesanais; e evoluir para nos tornar o melhor custo-benefício do mercado cervejeiro nacional”.

Milk-shake da Bastards
O projeto BSTRDS XP, linha de cervejas experimentais da Bastards Brewery produzidas diretamente na fábrica, chega ao fim do ano com duas novidades. A primeira é a Moloko IPA, uma “devastadora” mistura de lactose, aveia, trigo e cumaru, segundo a marca. Destaque, ainda, à adição generosa de purê de frutas – amora, framboesa e morango. A milk-shake IPA tem 60 IBUs, turbidez extrema e 7% de teor alcoólico. Já a a segunda novidade é a Golden Flamingo, uma Tropical Sparkling Wine com final bem seco e borbulhas que lembram os melhores espumantes. Possui baixo amargor, aroma intenso de uvas verdes e teor alcóolico de 6,2%.

Sour da BR Brew
A recém-inaugurada cervejaria de Sertãozinho, no interior de São Paulo, acaba de lançar o seu quarto rótulo de linha: a Amigo da Onça, uma refrescante Catharina Sour com adição de goiaba, cereja e hibisco. É uma “cerveja azedinha, leve, refrescante e com intensa drinkability”, segundo a marca. Possui, ainda, visual rosa intenso e 3,7% de teor alcoólico. Lançada oficialmente em junho deste ano, a marca vem se destacando com alguns rótulos criativos, como a La Mano de D10s e a Sex Machine.

APA da El Dorado
Com seu interessante conceito de contar histórias do mundo por meio de cervejas, a La Caminera apresentou o segundo lote de sua El Dorado, uma American Pale Ale leve, aromática e equilibrada. Tem 5,4% de teor alcoólico, 32 IBUs e retrata a história do mito Maia do Camino de El Dorado – e suas montanhas de ouro nunca encontradas. “Aqui juntamos cargas pesadas do lúpulo de mesmo nome em um líquido claro e translúcido que seria nossa joia em homenagem aos deuses Maias”, explica a cervejaria.

4 cervejas se mantêm entre as marcas mais valiosas do Brasil

A Skol se manteve pelo oitavo ano seguido como a marca de cerveja mais valiosa do Brasil, e terceira dentre todos os setores, valendo R$16,9 bilhões. A Brahma vem logo em seguida e é a quarta, com R$ 11 bilhões. A avaliação é da consultoria Interbrand divulgou nessa semana sua lista anual das 25 marcas mais valiosas do Brasil.

Desde de 2015, Skol e Brahma ocupam lugar nas cinco primeiras posições do ranking e nesse ano, aparecem atrás apenas de dois bancos. Além delas, Antarctica e Bohemia também compõem a tabela.

Não foram registrados crescimentos espantosos nos valores dasmarcas mais valiosas nesse ano, com acrescente desconfiança em relação a instituições e empresas nos últimos anos,na avaliação da consultoria, o ranking de 2018 se definiu como uma disputa por estabilidade e por solidez no processo de aquisição de relevância frente a um consumidor desconfiado, crítico e com os bolsos vazios.

“O setor como um todo representa 27% do valor total do ranking e em 2018, a Skol foi o grande destaque do setor com 6% de crescimento, enquanto Brahma, Antarctica e Bohemia tiveram resultados mais estáveis”, afirma Andre Matias, diretor de Estratégia e Avaliação de Marcas da Interbrand. Ele vêm também as marcas se beneficiando com o aumento volume de vendas devido a eventos como a Copa do Mundo, mas não apenas isso. Para ele, o trabalho de construção das marcas está surtindo efeito.

“Do ponto de vista estratégico, a Ambev tem se mostrado eficaz em construir marcas de alto engajamento, com público-alvo, territórios e posicionamentos bem definidos que buscam fugir dos códigos clássicos da categoria”, avalia Matias, mesmo com Antarctica e Bohemia perdendo valor (1% e 3%, respectivamente)

De fato, alguns lançamentos das marcas da Ambev têm buscado essa distância dos clichês das marcas de cerveja populares. Recentemente, a Skol lançou sua versão lupulada, a Skol Hops, se posicionando como uma opção democrática, ou uma porta de entrada para um universo de cervejas e aromas diferenciados – sabidamente mais caro do que as lagers convencionais. E, pelo menos nas rodas de conversa, a nova Skol é um sucesso: depois de seu lançamento, o termo “lúpulo” aguçou a curiosidade dos brasileiros e chegou à terceira colocação dentre os termos mais buscados no Google no país.

Foi expressiva também a mudança de tom datado do tratamento da mulher nos filmes da marca na TV, que passaram a taxar “quadrados” comportamentos machistas.

Antarctica também se demonstrou madura durante 2018. Investiu pesado na associação da marca com manifestações culturais – principalmente o samba. Em uma das ações, “ressuscitou” Gonzaguinha, compositor carioca falecido em 1991, ao recompor digitalmente sua voz para a gravação de“Céu-País”, música inédita que fora vetada pela ditadura militar . 

Aniversário do Let’s Beer, venda de mudas de lúpulo: 9 eventos para o fim de semana

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O fim de semana chega cheio de eventos e com atrações que prometem satisfazer a diferentes gostos. Tem a união entre cerveja e basquete, através da Tarantino, aniversário do Let’s Beer, passeio de trem pela Serra do Mar e até venda de mudas de lúpulo. Confira, a seguir, nove eventos imperdíveis para os próximos dias:

Sudeste

São Paulo
– Aniversário do Let’s Beer:  O tradicional bar celebra o seu aniversário de seis anos neste sábado, com uma festa na Vaia, a sua cervejaria-irmã que foi recentemente inaugurada. Serão cinco horas de open bar, das 13h às 18h, com opções de 24 chopes selecionados, sendo alguns deles da Vaia, como a novidade Alvorada, o Joaquim Lager #5, o Transa e o Ypacaraí. Tudo isso em um bar intimista e com opções de pratos originais com ingredientes brasileiros. Os ingressos custam R$ 150 e podem ser comprados no Let’s Beer, no site da Symplia, com R$ 15 de taxa, ou na porta do bar, localizado na Joaquim Távora, 955, na Vila Mariana.

– Basquete e cerveja: A Tarantino une esporte e bebida neste domingo, com a realização do primeiro Tarantino 2X2. É um campeonato de basquete de rua, com a participação de oito duplas. A competição também marca o lançamento da camiseta oficial de basquete da Tarantino. As duas duplas mais bem colocadas ganharão um kit da cervejaria e todos os participantes vão receber medalhas. A relação de participantes já está definida, mas serão realizadas inscrições para as próximas edições da competição. Vai ter cerveja artesanal, food truck, música da Sal Esaú, ação artística e customização de tênis ou stickers. Será entre 13 e 17 horas de domingo, na Rua Miguel Nelson Bechara, 316, no bairro do Limão, em São Paulo.

– Cerveja com vinil: A Stella Artois encerra seu calendário de 2018 com dois eventos. No sábado, no Cartel 011, acontece o Comida no Deck, com o restaurante Forno sendo o responsável pelas opções gastronômicas. O DJ Ogro comanda a música, e também haverá uma feira de adesivos. Será das 15h às 22h, na Rua Artur de Azevedo, 517, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

No domingo, em uma parceria entre a Stella Artois e o Orfeu Restaurante,  será realizado o Mercado de Iguarias em uma das entradas do edifício Copan, com expositores como Cozinha Voilà + Belle Tarte, Cuisine Creative, Della Terra, La Conserveria e Ooey Cookie. A Show me your case venderá vinis e será a responsável pela trilha sonora do evento, que vai das 12h às 18h e será na avenida Ipiranga, 318 Bloco A.

– Mudas de lúpulo: O Capitão Barley recebe a Exodus, empresa que estará vendendo mudas de lúpulo sem agrotóxicos e produzidas na sua própria fazenda. Simultaneamente, será realizado um almoço especial com costela de chão no cardápio. Acontece no domingo, das 14h às 22h, na rua Cotoxó, 516.

– Cerveja do Carioca: A Cervejaria Heroica e o humorista Marvio Lúcio, conhecido como Carioca, lançam a segunda cerveja dessa parceria, a Bad Company II, uma American IPA com Chutney de Manga Palmer, apresentada em lata de 473 ml, de cor âmbar, teor alcoólico de 5,5% e IBU 50. O evento oficial de lançamento será nesta sexta-feira, às 19 horas, no Bar Blues Beer, na rua Zacaria de Góis, 1094, no Campo Belo.  

– Cachorro quente e IPA: Um dos eventos do Festival de Verão da Praça, o Dog & IPA Day contará com cachorro quente artesanal, produzido com carnes da Beef Passion, e seis opções de chopes IPA – da Minimal, Suricato, Japas, Dádiva, Treze e Mafiosa. Ainda haverá  shows da banda Buena Onda Reggae Club e exposição dos trabalhos do artista Tiago Ishiyama, o 8ou80. Será neste sábado, a partir das 12 horas, na rua Ribeiro do Vale, 696, no Brooklin Paulista.

Sertãozinho
– BR Brew Sunset: A BR Brew celebra a chegada do verão e o lançamento da sua quarta cerveja, a Amigo da Onça, com um evento ao ar livre na sua fábrica, com chope artesanal, opções gastronômicas e música ao vivo. Disponível no evento, a Amigo da Onça é uma Catharina Sour com adição de goiaba, cereja e hibisco, tendo visual rosa intenso e 3,7% de graduação alcoólica.  O evento será na rua Felisberto Tamião, 965, em Sertãozinho.

Pedro Leopoldo
– Aniversário da Casa Ørc: O espaço multifuncional comemora o seu primeiro ano com a realização da segunda edição do Raiz Festival – Cultura, Cerveja e Atitude. Haverá exposição de artesãos locais, jam session com 30 músicos se revezando no palco, atividades lúdicas infantis, feira orgânica e 20 opções de cervejas artesanais. A celebração será neste sábado, das 10h às 22h, na rua Otoni Alves, 273.

Sul

Curitiba
– Beertrain: A Bodebrown realiza no sábado a última edição de 2018 do Beertrain, passeio ferroviário pela Serra do Mar com degustação de cervejas a bordo. Dessa vez, além de uma cerveja da Bodebrown, também haverá britânicas importadas, casos da Wychwood Brewery (Inglaterra) e Brewdog (Escócia). O passeio seguirá até Morretes, onde há almoço típico. Cinco cervejas poderão ser degustadas durante o evento. A concentração será às 7h na Rodoferroviária, com embarque às 8h15. E o retorno a Curitiba está previsto para as 17h. O valor do ingresso é R$ 418 por pessoa, podendo ser comprado pelo site http://loja.bodebrown.com.br/beertrain20181215. No pacote, estão inclusos passagem, degustação e almoço. A Rodoferroviária fica na avenida Presidente Affonso Camargo, 330, no bairro Jardim Botânico.

Quer incluir seu evento em nossa agenda? Escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Em meio à tensão política, lúpulo “destoa” e vira um dos termos mais buscados no país

Contra a barbárie política, a cerveja. Em um ano marcado por um clima eleitoral tenso, que pavimentou incertezas e um insensato clima de agressividade ao futuro do país, a bebida favorita do brasileiro – e mais especialmente seu “tempero”, o lúpulo – veio como antídoto para a angústia.

É o que revela, ao menos, a lista brasileira divulgada pelo Google sobre os assuntos mais procurados em sua página neste ano. Na categoria de “o que é…”, três dos quatro termos têm ligação com o clima de insanidade política: fascismo, em primeiro, intervenção militar, logo atrás, e Ursal, em quarto. Entre eles, em terceiro, demonstrando que nem tudo está perdido, veio justamente o lúpulo.

Além de colocar a cerveja como protagonista dos principais assuntos nacionais, a presença do lúpulo destaca outro importante fato: o acerto da Skol ao lançar a Hops e apostar em uma estratégia inovadora e arriscada com sua campanha “Vamos falar sobre lúpulo?”, como destacamos no Guia em setembro.

A cerveja aromática, com a presença dos lúpulos Monroe, Citra, Denali e um experimental alemão, ainda sem nome comercial, até teve certa restrição em algumas regiões. Mas, de fato, cumpriu seu papel ao colocar o termo no centro do debate e demonstrar que cerveja popular também pode trazer algo a mais.

“Quando lançamos a Skol Hops, nosso desejo foi apresentar um produto inovador e diferente de tudo o que as pessoas encontram no mercado. Conseguimos desenvolver uma cerveja leve, refrescante, com todas as características da Skol Pilsen, e bastante aromática por conta desse blend especial de lúpulos”, afirma Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing da Skol.

“Ainda despertamos a curiosidade dos consumidores em cima desse ingrediente muito importante, mas pouco conhecido. Afinal, todos queriam saber o que era o lúpulo”, complementa a executiva.

Entrevista: Cerveja brasileira replica bem, mas precisa melhorar a criatividade

O mercado brasileiro de cerveja tem se consolidado como um excelente aprimorador de estilos e receitas externos, especialmente vindos dos Estados Unidos. Falta, porém, desenvolver melhor a criatividade para ser ele próprio um grande propulsor de ideias.

Essa é a análise de Luis Marcelo Nascimento, sommelier, mestre em estilos, especialista em destilados, juiz do Beer Judge Certification Program (BJCP), mais importante instituição mundial de juízes do setor, e ex-sócio da cervejaria-escola Sinnatrah, onde trabalhou por cinco anos.

“Somos muito mais replicadores da criatividade alheia, pegamos muito mais referências que já existem e damos uma mexida, uma adaptada ao que temos localmente, uma acrescida. Mudamos algo. Mas criar do zero mesmo isso a gente não fez ainda”, avalia o especialista.

Criatividade, aliás, é o mote de Luis Marcelo, que hoje presta consultoria na criação de receitas com foco em desenvolvimento de produtos, tanto de cervejas quanto de destilados e fermentados em geral.

Seu foco intensivo na criação resultou no surgimento de destacados bares da cena paulistana onde atua como sócio: o Volátil, o H., que está em testes e será oficialmente aberto em janeiro, e o The Lab, o famoso bar secreto onde testa suas criações.

Em entrevista ao Guia da Cerveja, Luis Marcelo fala sobre os aspectos que poderiam ser melhor explorados pelo mercado, detalha a importância de aprender com outros segmentos – como o de perfumes! – e discorre sobre o que seria o grande inimigo da criatividade: a ganância.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Luis Marcelo Nascimento, consultor, juiz do BJCP e sócio do Volátil, do H. e do The Lab.

Sempre tivemos aquela história de que brasileiro é criativo, inventivo, original. Isso no mundo da cerveja é verdade ou clichê? Somos criativos para fazer cerveja?
A minha resposta é que somos médio criativos. Somos muito mais replicadores da criatividade alheia, pegamos muito mais referências que já existem e damos uma mexida, uma adaptada ao que temos localmente, uma acrescida. Mudamos algo. Mas criar do zero mesmo isso a gente não fez ainda. Brasileiro é bom de fazer gambiarra quando faz cerveja em casa. Isso certamente somos fortes.

Quais seriam as referências que utilizamos para fazer as adaptações?
A escola norte-americana. Você pode ter certeza de que dois, três meses após surgir algo lá, estará aparecendo no mercado brasileiro. A maioria das cervejarias apostam nisso hoje, eles basicamente copiam o que aparece lá, o que vira moda lá.

A Catharina Sour é um exemplo de criatividade aprimorada?
Isso é muito controverso, tem dois viés de opinião. Um que segue um pouco pelos padrões do próprio estilo, de teor alcoólico, de utilização da fruta, etc. Mas isso não é bem uma novidade, não é algo que foi feito do zero. Na Flórida tinha um estilo chamado Florida Weisse que era basicamente a mesma coisa. A Berliner Weisse com fruta, apesar de não chegar muito localmente ao Brasil, ou de não ter fábricas grandes que produzem, é feita naturalmente pelos próprios bares em Berlim, usando xaropes, frutas na cerveja. Então, é algo muito parecido com a Catharina Sour. Talvez, com o tempo, isso se divida mais, como sempre acontece com coisas novas. Cria uma maior identidade e isso vai se dividindo. Mas, hoje, é algo nosso. Só não sei se fazer uma Sour com frutas é algo tão criativo e inovador assim, sendo que já foi feita no mundo inteiro. Pode ser que tenha mudado algumas características. Criamos algo nosso, mas baseado em algo que já existe. Não tem nem a questão de usar frutas nativas, nossas. Você pode usar qualquer uma que encontre no mercado, então, no fim das contas, qual a diferença?

E qual seria esse potencial de criatividade para ser explorado em nosso mercado?
Parece que não, parece repetitivo, mas acho que é o uso de frutas mesmo, de ingredientes locais. Não só frutas. Tem um monte de componentes locais que a gente desconhece. Poderia partir daí.

Como se chega a uma receita original e quanto tempo leva para chegar a bons resultados?
Depende muito. Basicamente, para uma receita ser reconhecida, tem primeiro um cara que coloca no mercado, uma cervejaria que começa. E, aí, isso conquista o consumidor, as outras cervejarias enxergam como um produto bom para o público e começam a replicar. Isso acontece com todos os estilos. Alguém é o primeiro a colocar no mercado, às vezes com o nome marqueteiro, às vezes não, às vezes com o mesmo nome que já tinha antes, mas começando a falar que aquilo é diferente. Muita coisa surge, na verdade, da necessidade das cervejarias se destacarem das outras, de criar uma coisa nova. Nunca parte da ideia de que é um estilo novo, mas de que aquilo é um diferencial para o consumidor. E isso vai se definindo como um estilo novo.

Esse processo tem algum padrão de tempo?
É muito improvável. A New England IPA, por exemplo, é um estilo que existe há mais de década e só agora foi reconhecido como novo. E tem o Brut IPA, por outro lado, que fazem há muito pouco tempo.

Quanto a produção em larga escala dificulta o processo criativo?
O que limita a criatividade não é a escala, mas a ganância. Com certeza absoluta. É a necessidade do cara fazer um produto barato, com custo baixo e lucro alto para dar dinheiro ao investidor. Não vejo como a escala pode ser um problema. Lógico que quando você usa fruta, um produto in natura, isso dificulta. Mas existem, por exemplo, grandes empresas que fazem o processo de extrair a essência natural da fruta, o que é apenas terceirizar um processo de entregar o que a fruta já ia te entregar. Você não está fazendo um produto pior, mas apenas passando para alguém a capacidade de extrair algo da fruta. Não piora a qualidade. Mas, claro, nessas horas, o cara te oferece um produto sintético, algo que não é natural, de qualidade baixa, e aí está o problema. O cara vê a oportunidade de ganhar mais pagando menos.

Fora que criatividade está dentro da gente. O que limita é a ganância, ou mesmo a falta de buscar coisas novas, falta de curiosidade, de frequentar outros mundos. O cervejeiro que só bebe cerveja, por exemplo. O cara é um cervejeiro, só bebe cerveja, frequenta os mesmos restaurantes, lê os mesmos livros… É impossível esse cara ser criativo. Ele não tem insights externos de novidade, é sempre o mesmo mundo. Mas o que limita mesmo, quando se pensa em escala, é a ganância.

Pensando em buscar esses novos mundos, a educação cervejeira fomenta essa possibilidade ou tolhe a criatividade?
Ela é fundamental para você fazer cerveja, mas não pode ser a sua única fonte de inspiração. Vou te dar um exemplo básico: cerveja tem aroma; mas quantos cervejeiros fizeram, procuraram ou estudaram como se faz perfume, para aprender a extrair o aroma? Provavelmente nenhum. Só que não tem ninguém mais especialista em extrair aroma do que quem faz perfume. É esse tipo de busca, de procurar coisas novas, que precisa ir atrás. Tem especialista em um monte de coisa que pode agregar. Ficar só dentro do mercado cervejeiro não vai dar criatividade a ninguém.

Nessa linha, é importante transitar por outros segmentos de bebida, como gim, vinho, cachaça?
Na minha opinião isso é a coisa mais importante que pode ter para o cervejeiro, mais importante até do que ele beber cerveja. Ele vai descobrir coisas novas, conhecer coisas diferentes, novas técnicas, pensar em outros insumos. É fundamental conhecer outras bebidas. E estudar, não só beber. Hoje cervejeiro tem muito orgulho de ser sommeliere de cerveja, mas ele não sabe se é um destilado bom ou ruim. Precisa de outras referências, precisa estudar tudo.