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Ex-hostel, Escambo se reinventa com fábrica-bar e cozinha sustentável

Um hostel descolado que assumiu sua vocação cervejeira e, de quebra, reforçou o lema de incentivar produtores locais. Se histórias são importantes para construir a reputação de um estabelecimento, não faltam excelentes premissas para o Escambo, uma “nova” fábrica-bar localizada no Paraíso, em São Paulo.

Inaugurado em 2012, o Escambo funcionou em seus primeiros anos como um hostel, instalado em um aconchegante sobrado na Rua Coronel Oscar Porto. E sua vocação cervejeira esteve presente desde o início: as geladeiras viviam repletas de rótulos nacionais e o espaço sediava encontros da Associação dos Cervejeiros Artesanais (Acervas). Natural, então, que ocorresse a transição.

Depois de reformarem o hostel, os sócios reinauguraram o espaço e “mudaram” o nome para Escambo Gastronomia & Nanocervejaria, uma fábrica-bar com capacidade de produção de 1.600 litros.

Em parceria com a piracicabana Tutta Birra, a fábrica do Escambo abastece suas 10 torneiras com estilos diversos e chopes colaborativos, criados em parceria com outras marcas do estado de São Paulo. Destaques para rótulos como o Summer Ale, o English Pale Ale e o West Coast IPA, entre outros.

Os chopes vêm em opções de 300 ou 400 ml e, usualmente, complementando o cardápio, são servidas bebidas como chá de lúpulo e Kombucha.

Cozinha local e autêntica
Mas o Escambo não aposta somente em sua boa oferta de chopes e bebidas. Para forrar o estômago do cervejeiro, o bar conta com um cardápio enxuto, “sem frescura, que valoriza a sazonalidade dos ingredientes”, segundo os sócios.

E todo o cardápio parte de uma interessante premissa sustentável: com o objetivo de ressaltar o lema de suporte e incentivo ao consumo local, o Escambo busca comprar alimentos e insumos de produtores regionais, pequenos e independentes.

O resultado dessa soma de fatores é a presença de petiscos com bom custo-benefício, como a Linguiça artesanal (R$ 26), servida com pães, geleia de tomate e picles, e a Batata Chips (R$ 18) com alecrim e alho.

Se a fome for maior, vale ficar de olho nos grelhados. É o caso do Prime Rib Duroc suíno (R$ 33/350gr) e o Short Rib Angus bovino (R$ 45/450gr), acompanhados de guarnições como legumes salteados, salada verde, purê ou batata chips.

Há, também, a presença de bons sanduíches como o Ares (R$ 33), feito com hambúrguer de carne de cordeiro, queijo serra da canastra, bacon e kimchi, e o Veggie (R$25), com abobrinha grelhada com queijo da canastra, berinjela defumada e ketchup fermentado na casa.

“O nosso diferencial é que somos uma nanocervejaria que entra com uma cozinha muito forte. Para quem gosta de carne, há boas opções. Também tem os hambúrgueres, como o de cordeiro, por exemplo, que não tem igual. Então, esse é o nosso diferencial: uma cerveja de bom custo-benefício com uma cozinha autoral e bem autêntica”, garante Rodrigo Amorim, um dos sócios do Escambo.

Escambo Gastronomia & Nanocervejaria
Endereço: Rua Coronel Oscar Porto, 33, Paraíso, São Paulo
Horário de Funcionamento: Terça a sexta das 12h às 15h e das 18h às 23h30; sábado das 12h às 24h; e domingo das 14h às 20h
Telefone: (11) 3051-5344

Estudo sobre cerveja revela que brasileiro prefere qualidade à quantidade

O mercado brasileiro de cerveja vive uma drástica mudança. Se o crescimento exponencial das artesanais deixava a sensação de que o slogan “beba menos, beba melhor” ganhava espaço considerável, um estudo publicado nesta terça-feira pela Mintel não deixa qualquer dúvida sobre o assunto: de fato, o consumidor nacional está priorizando a qualidade em detrimento da quantidade.

A pesquisa inédita revela que 57% dos entrevistados afirmam preferir beber pequenas quantidades de cerveja cara, em vez de grandes quantidades de cerveja de menor custo. Esse comportamento é ainda mais perceptível no grupo socioeconômico AB: mais de dois terços dos consumidores – 68% – priorizam a qualidade, estatística que chega a 52% dos cervejeiros das classes C12.

Homens, por sua vez, segundo a pesquisa, são mais propensos do que as mulheres a preferir cervejas nacionais: 47% contra 41%, ante 26% para homens e 23% para mulheres em relação às marcas internacionais.

Quando se trata de experimentar novos tipos de cerveja, a pesquisa da inglesa Mintel aponta que dois quintos – 42% – dos consumidores mencionaram “um novo sabor/sabor inovador”, como frutas e mel. Entre jovens de 18 e 24 anos, essa estatística chega a 53%.

“A nossa pesquisa indica que os consumidores, principalmente os mais jovens, são atraídos por sabores novos e interessantes ao provar novos tipos de cerveja. As marcas podem, portanto, investir em sabores inovadores e exóticos para atrair esse público por meio da curiosidade”, explica Ana Paula Gilsogamo, especialista em Alimentos e Bebidas da Mintel, uma das maiores empresas de pesquisas do mundo.

Para agradar os consumidores que preferem qualidade à quantidade, Ana Paula recomenda a aposta em embalagens menores. “Já em relação ao fato que as preferências dos consumidores estão mudando de grandes quantidades para quantidades menores de mais qualidade, investir em embalagens menores para produtos premium pode ser uma oportunidade para atrair as classes mais altas”, comenta a especialista, antes de acrescentar.

“Apesar de várias marcas nacionais já terem lançados versões menores de seus produtos, as cervejas artesanais e de trigo ainda não aproveitaram essa oportunidade. E como nossa pesquisa mostra que não há uma grande diferença de preferência entre homens e mulheres em relação às marcas internacionais, elas poderiam ter mais sucesso em atrair o público feminino. As marcas internacionais poderiam, por exemplo, lançar edições limitadas especiais voltadas especificamente para mulheres.”

Mercado
A pesquisa da Mintel também abordou o crescimento do mercado brasileiro de cervejas. E, segundo o estudo, o setor deve ter crescimento de 1% em volume até o final deste ano.

Os brasileiros compraram 10,3 bilhões de cerveja no ano passado e, para 2018, segundo detalha a pesquisa, está prevista uma quantidade de 10,4 bilhões de litros. As perspectivas, porém, não são boas para os próximos anos: influenciado pelas incertezas políticas e econômicas do país, além de preocupações dos consumidores com a saúde, o mercado não deve se expandir.

Em relação ao valor de mercado, a Mintel estima crescimento de 3,3% em relação a 2017, quando atingiu R$ 79,8 bilhões. Assim, neste ano, a cifra deve alcançar R$ 82,4 bilhões.

“O consumo de cerveja está mudando no Brasil. Os consumidores têm favorecido produtos de mais qualidade e que são menos prejudiciais à saúde, o que deve continuar afetando o mercado, especialmente o crescimento em volume”, avalia Ana Paula.

“Já o crescimento em valor pode ser atribuído ao fato de que os consumidores demonstram preferência em beber pequenas quantidades de cerveja cara em vez de grandes quantidades de cerveja barata.”

Artesanais
O estudo da Mintel apontou, por fim, que os consumidores tendem relacionar cervejas artesanais à qualidade dos ingredientes e a sabores inovadores. Quando perguntados sobre quais fatores definem uma cerveja artesanal, quase metade dos consumidores – 45% – respondeu “ingredientes de alta qualidade”, 43% mencionaram “sabores únicos/inovadores” e 34% citaram “ingredientes/métodos de fermentação tradicional”.

Sobre o fato de cervejarias artesanais serem adquiridas por grandes grupos, o estudo revelou que 40% dos consumidores concordam com a afirmação: “Quando uma marca artesanal/pequena cervejaria é comprada por uma grande empresa, a qualidade da cerveja diminui”, enquanto 38% concordam com “pequenas cervejarias independentes produzem cerveja de melhor qualidade do que as grandes empresas ”.

“As marcas precisam criar estratégias para mostrar que a aquisição de uma cerveja artesanal por uma grande empresa não vai prejudicar sua qualidade. Aliás, a comunicação da manutenção da qualidade, especialmente dos ingredientes usados, é essencial, pois a percepção do consumidor brasileiro em relação às cervejas artesanais está mais ligada à qualidade dos ingredientes utilizados do que ao tamanho das marcas ou aos métodos de fermentação”, conclui Ana Paula.

Brexit ameaça cadeia de produção da Guinness e preço pode subir

Desde 1778, a Guinness é produzida na cervejaria St. James Gate, de Dublin. De lá saem caminhões-tanque brilhantes, que os irlandeses carinhosamente chamam de “balas de prata”, cheios da bebida com destino a Belfast, na Irlanda do Norte, onde é engarrafada e embalada antes de voltar a Dublin e ser exportada para o mundo todo. Com a aprovação do Brexit, a fronteira cruzada 23 mil vezes por ano pelas balas de prata deixará de ser invisível no dia 29 de março e passará a separar o Reino Unido, do qual a Irlanda do Norte faz parte, da União Europeia.

“O mercado irlandês de bebidas envolve toda a ilha”, explica Patricia Callan, diretora da Federação de Bebidas Alcoólicas da Irlanda. “Tudo acontece dos dois lados da fronteira.”

Nas negociações sobre o Brexit, o Reino Unido e a União Europeia se comprometeram a não instalar nenhuma estrutura física que afete o cruzamento da fronteira – honrando acordos centenários entre as duas Irlandas. Mas ela se tornará o limite da união aduaneira europeia, e inevitavelmente causará transtornos que ainda não têm solução prevista.

“Qualquer atraso na cadeia logística, mesmo que seja de apenas uma hora, causará um custo extra de € 100 por caminhão”, diz Callan.

É bem verdade que a Guinness, propriedade da gigante Diageo, que em 2017 teve 12 bilhões de libras (US$ 15 bilhões) de volume de negócios, parece sólida o suficiente para absorver o impacto. Mas o que preocupa é a solidez da cadeia de suprimentos que envolve centenas de pequenas empresas na Irlanda.

“Ter uma fronteira que pessoas e bens possam atravessar sem dificuldade é incrivelmente importante para nós”, reconheceu John Kennedy, presidente da Diageo Europe. Se os controles forem estabelecidos, “vamos encontrar uma solução, somos um grande grupo”, disse ele, mas isso pode representar “um fardo pesado” para os fornecedores.

A consequência mais temida, no entanto, é de que o peso recaia no bolso do consumidor. No The Gap O’the North, rústico pub na fronteiriça Jonesborough, poucos metros ao norte da divisa, rios de Guinness são consumidos todas as semanas. Para John Fearon, proprietário da casa, as  consequências de um pequeno aumento no preço pode ser nefasta. “Como se não fosse difícil o bastante atrair clientes”, lamenta.

com informações da AFP

Produção de cevada se recupera em outubro, mas pode cair até 20% em 2019

Os três meses de resultados negativos da produção de cevada em grãos chegaram ao fim, mas a recuperação registrada em outubro não permite uma estimativa otimista para o próximo ano. Foi o que apontou o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que previu uma redução de 20% na safra do cereal cervejeiro para 2019.

De acordo com o levantamento, que publicou recentemente sua primeira projeção da safra nacional para o próximo ano, a produção de cevada em grãos será de 311.403 toneladas, uma queda considerável na comparação com 2018.

Em outubro, por outro lado, a produção de cevada chegou a 389.079 toneladas e cresceu 1,1% em relação a setembro, quando foi de 384.985 t. Contribuiu para o resultado o aumento da área plantada, com elevação de 2,5%, saltando de 98.407 hectares para 100.884. Mas o rendimento sofreu nova queda – foi de 3.912 kg/ha em setembro para 3.857 kg/ha -, agora de 1,4%.

O aumento da área plantada em outubro, porém, ainda não reflete no comparativo com 2017, com queda de 14,3%. Já a produção, com aumento de 35,8%, e o rendimento médio, com elevação expressiva de 58,6%, ainda indicam a recuperação da safra anual de cevada em 2018.

Os números para o trigo também não foram positivos, com previsão de redução de 12,5% na produção em 2019. Além disso, em outubro, a produção retraiu 0,7%, com queda de 0,9% no rendimento. Já a área plantada apresentou elevação de 0,2% no décimo mês de 2018. Apesar disso, o cenário continua sendo de recuperação na comparação com os números do ano passado.

Confira, a seguir, os números da cevada em outubro:

Safra da cevada

Outubro

Setembro

2017

Produção

389.079 t

384.985 t

286.405 t

Rendimento

3.857 kg/ha

3.912 kg/ha

2.432 kg/ha

Área

100.884 ha

98.407 ha

117.779 ha

E os números do trigo:

Safra do trigo

Outubro

Setembro

2017

Produção

5.810.405 t

5.849.671 t

4.241.602 t

Rendimento

2.839 kg/ha

2.864 kg/ha

2.217 kg/ha

Área

2.046.679 ha

2.042.691 ha

1.913.226 ha

Double IPA da Debron, Witbier sustentável: As novidades cervejeiras da semana

A semana cervejeira trouxe parcerias de qualidade para o consumidor. A premiada Debron, por exemplo, se uniu com o consagrado norte-americano Gordon Strong para produzir uma Double IPA, enquanto a Blondine e o restaurante BIO lançaram conjuntamente dois rótulos sustentáveis. Já a Wäls e a Azul se juntaram para oferecer a Läger em alguns voos internacionais. Confira, a seguir, as novidades da semana.

Double IPA referenciada
Premiada no World Beer Awards 2018, um dos mais importantes concursos cervejeiros do mundo, a Debron Bier acaba de lançar uma novidade mais do que especial: uma Double IPA feita em parceria com a ACerva-PE e o norte-americano Gordon Strong, referência mundial no setor e juiz do Beer Judge Certification Program (BJCP). “A receita foi desenvolvida em conjunto e incorpora verdadeiramente o estilo Double IPA norte-americano: uma versão mais potente da IPA, ou seja, amargor ainda mais acentuado, doses extras de lúpulo e teor alcoólico elevado”, conta Thomé Calmon, sócio da Debron Bier. A cerveja terá 8% de álcool e cor um pouco mais clara do que o usual.

Witbier sustentável
Restaurante localizado no Jardins, em São Paulo, o BIO ganhará novidades especiais: duas cervejas exclusivas produzidas pela Blondine. O chef do restaurante, Raul Godoy, esteve à frente de toda a produção e desenvolvimento dos sabores. A primeira delas é a Bagaço, uma Witbier preparada com cascas de laranja, limão e tangerina, aproveitando partes que seriam descartadas no restaurante. Já a Cambucipa é uma IPA produzida com cambuci, fruto nativo da Mata Atlântica e tradicional no estado de São Paulo. “A produção das cervejas é uma forma de levar os conceitos do BIO para além da nossa cozinha. Uma cerveja produzida com partes dos ingredientes que poderiam ir para o lixo e outra com um fruto quase extinto e cultivado por pequenos produtores faz parte da nossa história e forma de trabalhar”, explica Godoy. A Bagaço será vendida por R$16, enquanto a Campucipa sai por R$ 19.

Lata nos ares
Depois de lançar a sua Läger em lata, a Wäls traz mais uma novidade envolvendo o rótulo: irá disponibilizá-lo em viagens aéreas internacionais. A Wäls Läger em lata será servida gratuitamente para clientes Azul Business em voos com saída de Belo Horizonte, Campinas ou Recife com destino a Orlando, Fort Lauderdale (Miami) ou Lisboa. A ação ocorre no mês de novembro, em cinco partidas por dia. Para harmonizar com a cerveja, haverá um cardápio especial: um prato feito de carne de lata (carne de porco cozida e conservada na gordura), acompanhada de tutu de feijão e couve. “Queremos cada vez mais criar novas experiências para os consumidores. Seja na volta para casa ou no começo de uma viagem, as pessoas agora vão poder saborear a Wäls Läger, tornando ainda mais prazeroso o voo”, afirma Arnaldo Garcia, gerente de marketing da marca.

78 remodelada
Na terceira edição do Daoravida Music ‘N’ Food, realizado neste sábado, em Campinas, a Daoravida apresentou uma novidade ao público: a {78} Coffee Edition, uma edição especial de sua American IPA. A nova versão foi feita em parceria com a Zalaz, cervejaria premiada no Slow Brew. “Fizemos duas infusões de café orgânico na nossa cerveja premiada. Esperamos que todos apreciem muito”, comenta Michele Gimenez, sócia da cervejaria.

Jogo histórico entre Brasil e All Blacks Maori terá “happy hour” da Heineken

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Patrocinadora da seleção brasileira de rúgbi, a Heineken estará presente neste sábado em uma partida histórica da equipe. Afinal, além de apoiar o time nacional, a marca estará presente no “terceiro tempo” do amistoso com os All Blacks Maori, que será disputado a partir das 19 horas, no estádio do Morumbi, em São Paulo, com a expectativa de atrair mais de 25 mil torcedores.

Nação mais tradicional do rúgbi, a Nova Zelândia tem o time conhecido pela denominação All Blacks como sua seleção principal, sendo a atual bicampeã mundial. Espécie de time B, os All Blacks Maori também possuem sua relevância no esporte. E seus jogadores precisam ser da etnia Maori, povo nativo do país.

É, inclusive, de origem Maori um dos momentos mais emblemáticos do rúgbi e também mais aguardados para o amistoso deste sábado: o haka, uma dança típica realizada antes dos jogos pelos neozelandeses e que adquiriu caráter intimidador. Após a sua execução, transcorrerá o jogo, que será seguido por uma ação que confirma o rúgbi como esporte único e contará com a participação direta da Heineken.

Conhecido pela tradição de lealdade entre os adversários, o rúgbi possui o “terceiro tempo” como uma das suas marcas. Ele ocorre com a equipe anfitriã oferecendo um “happy hour” à seleção visitante, em um momento de confraternização e celebração da partida, independentemente do resultado final.

Além de estar presente no “terceiro tempo”, a Heineken aproveitou a semana de realização da partida com os All Blacks Maori para anunciar a extensão do contrato de patrocínio à seleção brasileira de rúgbi, com o acordo passando a ser válido até 2020.

“O nosso patrocínio à Confederação Brasileira de Rugby faz parte da estratégia global da marca de apoio à modalidade. Estamos usando toda a nossa experiência adquirida em outros mercados para ajudar a nossa seleção a crescer na modalidade”, afirma Vanessa Brandão, diretora da marca Heineken.

Assim, a cervejaria holandesa segue ao lado da seleção brasileira, que vem em ascensão e ocupa a 26ª colocação no ranking mundial do rúgbi. Neste ano, a equipe conquistou o seu primeiro título oficial, do Campeonato Sul-Americano, impulsionando o seu sonho de disputar pela primeira vez o Mundial – fora da edição de 2019, o Brasil vai buscar a classificação para o torneio de 2023.

Entrevista: A franquia e os planos de expansão da Antuérpia em SP

De inspiração belga, fundada em Minas Gerais e consolidada no Rio de Janeiro, a cervejaria Antuérpia engata seu plano de expansão rumo ao maior mercado brasileiro: o de São Paulo. Para se consolidar em um ambiente tão dinâmico, a empresa passou por um processo de revisão completo, que inclui desde o visual (reeditado em 2017) ao próprio modelo de negócio. Em 2019, a marca passa a apostar no modelo de franquia, com lojas de rua e em shopping centers em toda a região Sudeste.

Saulo Oliveira, diretor da Antuérpia

Para o diretor comercial da Antuérpia, Saulo Oliveira, o modelo tem potencial para dobrar o valor da marca e pode configurar uma ótima oportunidade de negócios. “Queremos levar para todos os franqueados uma ótima oportunidade financeira através de um ótimo produto.”

Nessa entrevista exclusiva ao Guia da Cerveja, Saulo conta a trajetória da cervejaria premiada com a medalha de platina no Mbeer Contest, do Mondial de La Bière Rio, e discute os planos para o futuro da marca.

Confira, a seguir, a entrevista com Saulo Oliveira, diretor da Antuérpia.

A Antuérpia nasceu em Juiz de Fora e se consolidou no Rio de Janeiro. Como foi a chegada e o processo de se estabelecer no cenário carioca?
Somos uma cervejaria fundada em 2009 para atender a demanda dos nossos restaurantes em Minas. Em 2011, resolvemos abrir o mercado. E, estrategicamente, geograficamente, o Rio de Janeiro é a maior cidade próxima. Então, em 2012, chegamos no mercado do Rio e a aceitação foi muito boa. Junto a isso fomos um dos maiores responsáveis pelo movimento de ciganos do Rio, tanto na cidade como no estado. Fizemos nascer grandes marcas que hoje estão consolidadas.

Qual foi o papel da Antuérpia nesse ponto?
Nasceram dentro da nossa fábrica. A Hocus Pocus, que está montando uma fábrica em Três Rios, nasceu lá dentro, a cervejaria Praya, a 3Cariocas, a Three Monkeys. Foi um berço para cervejarias cariocas, e isso levou a Antuérpa junto, trouxe o carinho do carioca. A aceitação foi muito boa, crescemos muito no Rio, mês a mês. Mas, de um ano e meio para cá, dois anos, focamos muito na nossa marca. Fizemos o re-design, tornamos a marca mais jovem, conversando mais com o público do rock, que é a nossa pegada, e a coisa foi crescendo em PG [progressão geométrica]. Nem esperávamos esse crescimento, da forma como foi acontecendo, e aí sentimos a necessidade de alçar voos maiores e chegar ao mercado de São Paulo.

O que veio mais nessa reestruturação de marca?
Na verdade foi o branding e o foco da fábrica, que passou a ser mais na produção própria. Em pouco mais de um ano, saímos de uma produção de 70% para marcas ciganas e 30% de Antuérpia para 95% de Antuérpia e 5% de ciganos. Foi uma decisão acertada, no meu ponto de vista, onde unimos força, reestruturamos nossa equipe comercial, criamos uma estrutura de fábrica e retaguarda muito forte, que outras cervejarias não têm. Isso propiciou nosso crescimento no Rio e consequentemente vieram os prêmios, em Blumenau, São Paulo, no próprio Mondial RJ. Achamos, então, que era hora de entrar no mercado de São Paulo. Viemos esperançosos, mas começamos com um representante comercial para atender os bairros dos Jardins, Itaim, Pinheiros, Vila Olimpía. Achamos que essa entrada seria complicada por sermos de Minas, uma cervejaria pouco conhecida – com a exceção dos “beergeks”, embora saibamos que a maior fatia do mercado não seja de beergeks. Mas a aceitação foi rápida. Várias vitrines como o Empório Alto de Pinheiros, Frangó, Casp [Cerveja Artesanal São Paulo], entre outros, adoraram o produto, vestiram a camisa e entenderam o conceito, o que é o mais importante. Mais do que um produto, queremos entregar um conceito, uma maneira de contribuir com o mercado de forma agradável.

E qual é esse conceito?
O objetivo da marca é entregar cerveja de qualidade a um ótimo custo-benefício e, claro, fazer as pessoas felizes. Basicamente é para isso que a gente trabalha, na área de eventos, principalmente em Minas e Rio – e vamos começar aqui. Então, é proporcionar uma experiência diferente para o consumidor. E vem dando muito certo. As coisas em São Paulo acontecem muito rápido, de modo dinâmico. O nível de serviço é altíssimo. E tudo isso permitiu nosso crescimento aqui.

A Antuérpia chegou a São Paulo como uma curiosidade, uma marca exótica, ou com status como uma cervejaria conceituada?
Antes de entrar em São Paulo, estudamos um ano o mercado, estruturamos toda a parte de logística, fizemos um recrutamento muito específico para um vendedor, apenas um, que soubesse vender, tivesse afinidade e vestisse a camisa da marca. Os próprios treinos, a própria parceria que fizemos com a Nikita com o chef Ronaldo Rossi, que é um cara muito respeitado. Chegamos com um cara forte, um nome conhecido daqui, mostrando que chegamos para somar, que não queremos subtrair de ninguém, sempre nessa política de querer fazer o bem, de levar cerveja boa para a galera. E a coisa aconteceu.

Hoje vocês continuam com uma pessoa fazendo o comercial?
Hoje temos um comercial para atender esta área e outro para atender o interior, que é São José dos Campos e litoral. O próximo passo é se estruturar para colocar mais um só para fazer o litoral, outro para fazer mais uma área na capital, outro vendedor para atacar o varejo, pois a Antuérpia nos outros estados – Minas, Rio e Espírito Santo – é muito forte no varejo. Agora vamos procurar os melhores varejos daqui. Nossa expectativa para esse fim de ano e para o próximo é a melhor possível. Nossa estratégia, nossa verba de marketing, estão todas voltadas para fazer acontecer em São Paulo.

Em paralelo, vocês têm algum outro plano de expansão?
A ideia é consolidar bem o Sudeste e, em paralelo a essa ideia de São Paulo, estamos pondo em prática um modelo de franquia (formatado pelo Grupo Soares Pereira & Papera) dos nossos bares próprios, nossos tap room – hoje já temos quatro, um no Rio, no Leblon, dois em Vitória e outro em Pouso Alegre, no interior de Minas. A ideia, para o próximo ano, é desenvolver bem esse modelo de franquia em São Paulo e crescer no varejo. Entrar muito forte também em eventos, especialmente no rock, aqui em São Paulo. Enfim, estamos muito animados. Temos muito trabalho que nos deixa muito felizes e esperançosos com tudo o que vem acontecendo. As expectativas são as melhores possíveis.

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Corrida etílica, festa da Sinnatrah: 8 eventos cervejeiros para o fim de semana

Corrida que vale cerveja de qualidade, festas comemorativas, evento cultural com refugiado árabe, curso de marca premiada. O final de semana traz uma série de atrações imperdíveis e, para facilitar, o Guia da Cerveja reuniu 8 bons eventos cervejeiros espalhados pelo país. Confira. E divirta-se.

 

Sudeste

Rio de Janeiro
– Beer Mile: Um divertido desafio será realizado pela 2cabeças. Trata-se da segunda edição do Beer Mile, que consiste em dar uma volta no quarteirão (um quarto de milha) e beber um chope, repetindo o itinerário quatro vezes até completar uma milha. Quem fizer em menos tempo ganha um prêmio mais do que especial: uma caixa com 12 garrafas de 500 ml da 2cabeças. O ingresso custa R$ 50 e inclui os quatro copos de 300 ml. Será no sábado, das 16h às 18h, na Estação 2cabeças, na Rua General Polidoro, 168, Loja B.

– Villa Stella Artois: Com curadoria e chancela de Fabio Codeço e Gabriel da Muda, dois especialistas da gastronomia carioca, a Stella Artois realizará a primeira edição da Villa Stella Artois, em Botafogo. Nomes tradicionais como Bar Urca, Aconchego Carioca, Zinho Bier e Ceviche da Fabi, entre outros, marcarão presença no evento, que será embalado por bandas e DJs se revezando em ritmos como jazz e folk. A festa terá ainda workshops e bate-papos sobre os principais temas do cenário gastronômico. Será no sábado, das 12h à 1h, e no domingo, das 12h às 22h, na Rua São Clemente, 446.

São Paulo
– Aniversário da Sinnatrah: Para comemorar seus 9 anos, a Sinnatrah realizará uma festa especial em sua nova sede. Custará R$ 99 e terá livre degustação de drinques on tap e chopes de cervejarias como Tarantino, Mea Culpa, Trilha e Votus, além da Freaktion e da Juan Caloto, que apresentarão uma nova colaborativa. Haverá, ainda, sorteio de kits e prêmios cedidos pelas cervejarias. Será no domingo, das 12h às 18h, na Avenida Pompéia, 2021. Compre aqui seu ingresso antecipado.

– Deck árabe: Um dos principais polos culturais de São Paulo, famoso por acolher refugiados e estabelecer um importante diálogo com as raízes árabes, o restaurante Al Janiah será o convidado da Comida no Deck, evento feito em parceria entre a Stella Artois e o Cartel 011. Destaque para a presença de pratos como Shawarmas (R$ 18), doces árabes (R$ 10) e, claro, muita cerveja da marca. A festividade ainda terá a presença de Hassad, um refugiado árabe que fará Leitura de Bora, um costume que remete a ler e interpretar o que sobra de café nos copos. Será no sábado, das 18h às 22h, na Rua Artur de Azevedo, 517.

 

Sul

Flores da Cunha
– Beer Day da Alem: O público de Flores da Cunha, próximo a Caxias do Sul, terá a oportunidade de curtir o 2º Beer Day da Alem Bier, um evento repleto de cervejas premiadas produzidas dentro de uma vinícola, além de boa gastronomia e atrações musicais. Destaque para as rodadas duplas de chopes, segundo promete a cervejaria. Será no sábado, a partir das 16h, na Vinícola Monte Reale, na Avenida Vinte e Cinco de Julho, 5005.

Viamão
– Zapata in Concert: No coração da zona rural de Viamão, a cervejaria Zapata organiza a 4ª edição do Zapata in Concert Beer Festival. O evento busca, “nesse dia festivo e libertário, transformar nossa Farmhouse Brewery em uma experiência concreta e inesquecível para todos que vierem participar. Um encontro onde coexista o movimento cervejeiro e outros diversos projetos culturais e revolucionários”, segundo destaca a cervejaria. Custa um quilo de alimento não perecível – ou R$ 5 a ser pago na hora – e terá bandas locais e autorais, exposições artísticas e muita cerveja de qualidade. Será no sábado, das 10h às 22h, na Estrada da Capororoca.

Curitiba
– Curso na Bodebrown – A multipremiada cervejaria realiza neste final de semana mais uma edição de seu Curso Iniciante Cerveja na Panela – Nível Básico. As aulas ficarão a cargo de Edygil Pupo, da DeBora, e contemplarão tanto a parte teórica quanto a prática. Sai por R$ 416 e será na sexta, das 19h às 22h30, e no sábado, das 8h30 às 17h, na Rua Carlos de Laet, 1015.

 

Nordeste

Salvador
– Beer Day: Mais de 10 estilos de cervejas artesanais estarão disponíveis na 5ª edição do Beer Day, que será aberto ao público e terá entrada gratuita. “O Beer Day já está no calendário cervejeiro baiano como um dos maiores e principais eventos da categoria. A cada edição nos dedicamos a revelar novos sabores e fortalecer a cadeia produtiva da região”, conta Jackie Silva, curadora do festival. Estarão presentes nomes como a Artmalte, Proa, Mandacaru, BardoBier, Mindubier e Vitrine da Cerveja. Será no sábado, das 12h às 20h, no Bombar, na Rua Canavieiras, no Rio Vermelho.

Quer incluir seu evento em nossa agenda? Escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Preço da cerveja cai em outubro e amplia deflação em 2018

Se a produção industrial de bebidas alcoólicas e de cevada atravessam um momento difícil, ao menos o cervejeiro pôde se contentar com a queda no preço da cerveja no domicílio. Em outubro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a bebida registrou deflação de 0,10%.

Esse dado aponta que o preço da cerveja seguiu no rumo contrário ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apresentou inflação de 0,45% no décimo mês do ano.

A queda em outubro, ainda que ligeira, reforçou o cenário de baixa do preço da cerveja no domicílio em 2018 – agora de 1,68%. E também há deflação, de 0,97%, quando são considerados os últimos 12 meses.

Já em relação à cerveja fora do domicílio a tendência de alta se manteve em todos os cenários observados. A inflação foi de 0,18% em outubro, deixando o índice acumulado de 2018 em 1,95%. E a elevação é de 2,32% no somatório dos últimos 12 meses.

Outros itens pesquisados pelo IBGE também apresentaram alta em outubro. Foram os casos de outras bebidas alcoólicas no domicílio (0,39%), outras bebidas alcoólicas fora do domicílio (0,26%), além da inflação do setor de alimentação e bebidas, que foi de 0,59%, sendo um dos que provocou a alta do índice geral no décimo mês de 2018.

Confira, a seguir, os dados da inflação de outubro.

IPCA

Outubro

2018

12 meses

Cerveja no domicílio

-0,10%

-1,68%

-0,97%

Cerveja fora do domicílio

0,18%

1,95%

2,32%

Outras Bebidas Alcoólicas no Domicílio

0,39%

3,70%

3,68%

Outras Bebidas Alcoólicas Fora do Domicílio

0,26%

2,23%

2,55%

Alimentação e Bebidas

0,59%

3,17%

3,33%

Inflação Geral

0,45%

3,81%

4,56%

Fabricação de bebidas alcoólicas sofre forte queda em setembro

A produção industrial de bebidas alcoólicas teve queda expressiva em setembro. A fabricação caiu 13,3% no nono mês de 2018 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e ampliou a baixa registrada em agosto, que havia sido de 5,4%.

Essa redução na fabricação de bebidas alcoólicas em setembro impactou diretamente nos números de 2018, que agora são rigorosamente iguais aos do mesmo período de 2017. Porém, ainda há registro de crescimento nos últimos 12 meses, de 1,6%.

Já a fabricação de bebidas não alcoólicas repete o cenário: redução considerável de 11,1% em setembro na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, registra alta de 3% em 2018, mesmo porcentual dos últimos 12 meses.

Como já havia ocorrido em agosto, a indústria de bebidas apresentou queda, agora de 9,6% na comparação entre setembro e agosto de 2018. No ano, por sua vez, há crescimento acumulado de 1,4%, enquanto o índice dos últimos 12 meses é de 2,3%.

A queda acentuada da fabricação de bebidas em setembro compôs um cenário de diminuição da produção industrial brasileira, algo que já havia sido registrado no oitavo mês do ano. Na comparação entre agosto e setembro, a redução foi de 1,8%. O índice é de 2% quando a base é o mesmo período de 2017.

Confira, a seguir, os números da produção industrial de setembro:

Produção industrial

Setembro

2018

12 meses

Bebidas alcoólicas

-13,3%

0,0%

1,6%

Bebidas não alcoólicas

-11,1%

3,0%

3,0%

Fabricação de bebidas

-12,2%

1,4%

2,3%

Geral

-2,0%

1,9%

2,7%