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Cerveja sustentável: Corona faz campanha ambiental e por vida na natureza

Enquanto problemas ambientais já colocam em risco a produção mundial de cevada, o que pode resultar em queda no consumo e aumento do preço da cerveja, algumas marcas já trabalham com foco na sustentabilidade. É o caso da Corona.

Durante a etapa de classificação do São Sebastião Pro, realizada neste final de semana e válida pelo WQS, a divisão de acesso do Mundial de Surfe, a Corona promoveu uma ação especial de limpeza da praia.

Uma das patrocinadoras do evento, vencido pelo brasileiro Yago Dora, a marca fez uma parceria com a ONG Soul Life para promover a iniciativa. População local, turistas e até surfistas foram convidados no sábado a trabalharem pela limpeza da praia de Maresias, onde aconteceu a bateria do campeonato.

“A cerveja Corona acredita que a vida deve ser aproveitada ao máximo, sempre em contato com a natureza e, por isso, investe globalmente em ativações que tragam o nosso compromisso de preservar o planeta em que vivemos”, aponta Fernanda Federico, gerente de marketing de Corona.

“Estamos aproveitando a visibilidade de um evento como esse para engajar e incentivar todos a cuidarem do meio ambiente e mostrar que, mesmo com pequenas ações, podemos fazer a diferença”, acrescenta Fernanda.

Vida offline
Esta, porém, não foi a única aposta da Corona em prol da sustentabilidade. Buscando estimular seus consumidores a viverem mais em contato com a natureza, a marca acaba de lançar uma campanha para incentivar as pessoas a se desligarem do mundo online e da rotina para “curtir o verão do jeito da marca”.

Assinada pela Wieden+Kennedy, de São Paulo, a campanha traz um vídeo convidando todos a aproveitarem o verão ao ar livre. Promoverá, também, a partir do dia 21/11, a Corona Offline Hour em seu Facebook Messenger, um serviço que avisará sobre os principais locais para se curtir uma Corona em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

A iniciativa conta ainda com promoções exclusivas para concorrer a um convite das famosas Corona Sunsets de ano novo. “Acreditamos que desconectar da rotina é fundamental para que nossos consumidores vivenciem tudo que a Corona incentiva e realmente abracem a nossa mensagem pra esse final de 2018 e 2019: nesse verão, fique mais offline”, explica a gerente de marketing, antes de completar.

“Agora começa uma das épocas mais gostosas do ano para aproveitar do lado de fora de casa, e a Corona quer incentivar seus consumidores a deixarem de lado um pouco a rotina e as redes sociais para realmente viverem essa estação que é a cara do Brasil”, finaliza Fernanda.

Confira, aqui, o vídeo da campanha.

Zalaz e 5 Elementos conquistam principais prêmios do Slow Brew

A edição deste ano do Slow Brew foi um enorme sucesso. Com a presença de 75 cervejarias nacionais e internacionais, que levaram mais de 370 rótulos e 50 lançamentos, o evento em São Paulo conquistou o público com uma seleção impecável de cervejas e muita animação. Destaque também para o consumo de mais de 16 mil litros de água, embalados pelo Programa Saber Beber, do Grupo Petrópolis.

“Muito obrigado slowers pela presença, alegria e educação. Vocês souberam curtir e foi muito lindo ver que a maioria de vocês estavam degustando em pequenas doses, curiosos com as cervejarias, conversando com o próximo. Vimos que vocês beberam água para valer”, agradeceu a organização em seu Instagram. “O clima estava incrível graças a vocês que contagiaram o salão.”

Outra importante novidade foi a realização de um concurso para escolher a cervejaria do ano e os melhores rótulos do evento. E, com participação do público, que votou tanto digitalmente quanto em cédulas disponíveis no Beer Pocket, a disputa elegeu a Zalaz e a 5 Elementos como as principais cervejarias do festival.

De Paraisópolis, Minas Gerais, a Zalaz conquistou o principal prêmio do concurso: o de cervejaria do ano, votação que escolheu a marca que prestou o melhor atendimento no festival e que tinha o melhor taplist no contexto geral – levou, ao todo, seis rótulos.

Mas a 5 Elementos, de Fortaleza, também conquistou o gosto do público ao ganhar como melhor lançamento e rótulo mais curtido do festival, ambos com a Coconut & Pancake Brunch Stout, uma Russian Imperial Stout com 12% de teor alcoólico. Destacou-se, ainda, com a Coffee & Pancake Brunch Stout e a Abyssal SBB2018.

A votação popular coroou a iniciativa de um festival que sempre prezou pela integração entre público e mestres cervejeiros – a organização do Slow Brew trata como obrigatória a presença dos produtores, segundo contou o organizador do evento, Dr. Mauricio Leandro, ao Guia da Cerveja.

“Muito obrigado cervejarias por reservarem um tempinho na agitada agenda de vocês para estarem presentes e por selecionarem rótulos com muito carinho para os slowers. Foi uma seleção de realmente dar água na boca. A gente sabe do corre-corre. A presença de vocês é um orgulho para nós e o mais alto grau de respeito para com os slowers”, acrescentou a organização.

Como também antecipou o Dr. Mauricio Leandro ao Guia da Cerveja, a edição de 2019 do Slow Brew já tem data para ser realizada: 23 de novembro, novamente em São Paulo.

Confira, a seguir, todas as cervejarias premiadas do Slow Brew.

Cervejaria do Ano
Campeã Zalaz

Lançamentos
Medalha de Ouro – Coconut & Pancake Brunch Stout – 5 Elementos
Medalha de Prata – Abyssal SBB2018 – 5 Elementos
Medalha de Bronze – Engesa Oil Brunch Stout – Salvador Brewing Co.

Rótulos mais curtidos
Medalha de Ouro – Coconut & Pancake Brunch Stout – 5 Elementos
Medalha de Prata – Maple Black Anthrax – Quatro Graus
Medalha de Bronze – Coffee & Pancake Brunch Stout – 5 Elementos

Estudo mostra que mudanças climáticas ameaçam produção de cevada

As mudanças climáticas já estão começando a preocupar o mercado cervejeiro. Um estudo publicado no jornal Nature Plants comandado pelo pesquisador britânico Dabo Guan, da Universidade de East Anglia (Inglaterra), com base em modelos econométricos e de previsões climáticas, mostra que se o aquecimento global continuar no ritmo atual, fenômenos como secas e ondas de calor deverão afetar as principais regiões produtoras de cevada do mundo. Há o risco de reduções significativas nas colheitas e até de aumentos nos preços.

A pesquisa estudou a possibilidade desses eventos extremos atingirem as principais áreas de produção de cevada nos seis continentes habitados entre os anos de 2010 e 2099. Foram considerados quatro cenários possíveis, desde um mais positivo, prevendo a diminuição drástica e imediata de emissões de gases de efeito estufa, até o pior, com aumento nas emissões. Em todos os casos foram encontradas chances maiores de fortes eventos climáticos afetarem a produção registrada no século XX. No melhor cenário, a probabilidade é de 4%. E, no pior, de 31%.

Segundo o estudo, o clima extremo reduziria a produção entre 3% e 17% em 34 regiões do mundo pesquisadas. Áreas tropicais como América Central e do Sul seriam bastante prejudicadas por seu clima tropical, enquanto em outras áreas, como o norte da China e dos Estados Unidos, a colheita pode crescer até 90%, mas não compensaria os estragos.

Depois de projetada a situação climática, Guam e sua equipe usaram um modelo econômico para prever oferta, demanda e movimentos do mercado internacional do cereal e de cerveja. Concluíram que, na pior das hipóteses, o consumo seria reduzido em 16% e o preço dobraria até 2099. Na melhor delas, o consumo retrairia 4% e o preço subiria 16%.

A China, maior mercado consumidor de cerveja do mundo, consumiria 4,34 bilhões de litros a menos por ano. Os EUA, mesmo crescendo sua produção com as maiores temperaturas, também consumiria menos devido à alta nos preços. Na Irlanda o preço triplicaria, chegando perto de US$ 10 por litro, devido à alta predisposição do público a pagar. E, na República Tcheca, os preços podem aumentar até 600%.

“O que estou tentando enfatizar é que as mudanças climáticas vão impactar o estilo de vida das pessoas”, afirma Guan.

Ele espera que, entendendo as consequências no dia a dia, mesmo os cidadãos de países industrializados – geralmente pouco prejudicados por problemas de suprimentos de alimentos – passem a agir. “Se as pessoas querem beber cerveja enquanto assistem futebol, temos que fazer alguma coisa”.

Trabalho de melhoramento da cevada cervejeira é reconhecido pela indústria

O melhoramento da cevada cervejeira no Brasil foi alvo de reconhecimento da Ambev, que homenageou Euclydes Minella, da Embrapa Trigo. O pesquisador, que trabalha diretamente com a evolução do grão desde a década de 1970, recebeu a honraria da principal indústria cervejeira do mundo durante o dia de campo na maltaria da Ambev, realizado em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

“Os resultados obtidos pela Embrapa representados por cultivares e tecnologias de produção têm contribuído definitivamente para a consolidação e expansão da produção nacional que atualmente supre 40% da demanda em vez dos 25% de 15 anos atrás”, avalia Minella.

Minella exerce a função de pesquisador da Embrapa Trigo desde 1975, atuando na criação, desenvolvimento e transferência de conhecimentos e tecnologias na área de agronomia e melhoramento genético de cereais de inverno, com ênfase na cevada.

Na ativa desde 1978, o programa de melhoramento genético de cevada da Embrapa Trigo gerou milhares de novas linhagens e cultivares para uso comercial, algo fundamental para a consolidação de produção competitiva de cevada cervejeira no Brasil.

Vale ressaltar que a cevada é o quinto grão em ordem de importância econômica e social, tendo utilização na maior parte do mundo na alimentação animal. Porém, o cenário é diferente no Brasil, onde a malteação é a principal aplicação econômica: 85% da cevada é utilizada na industrialização de malte, 7% é reservada para semente e apenas 8% na elaboração de rações, quando não atingem padrão de qualidade cervejeira.

Do total de malte produzido no Brasil, aproximadamente 95% é destinado para fins cervejeiros. O consumo anual de malte pela indústria cervejeira brasileira é estimado em 1,3 milhão de toneladas, com a produção brasileira atendendo apenas 40% da demanda, número que aumentou diante da qualidade adquirida pela cevada cervejeira nacional.

Nova Brahma, Smoked Coconut Sour IPA: Confira as novidades da semana

Depois de ganhar prêmios com sua Heller Bock, a Brahma apresentará o rótulo ao público paulistano em novembro, em bares exclusivos. A semana trouxe ainda interessantes relançamentos em latas de 473 ml, além do anúncio de uma parceria entre a Synergy e a norte-americana Against the Grain. Confira, a seguir, as novidades da semana.

Heller Bock premiada
Para marcar a chegada da primavera, a Brahma apresenta ao público a Heller Bock, estilo criado na Alemanha justamente para celebrar a estação. O rótulo, inclusive, foi premiado em março com a medalha de ouro no Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau, no estilo Heller Bock/Maibock, e a prata no International Beer Challenge, em julho. Seu lançamento com edição limitada acontece em novembro nos bares e restaurantes do CIA Tradicional de Comércio (Original, Astor, Pirajá, Pizzaria Braz e Lanchonete da Cidade), em São Paulo, e ficará disponível até o dia 24. Trata-se de uma Bock clara, com sabor maltado presente, porém sutil.

Workshop e Smoked IPA
Depois de lançar uma Oatmeal Coffee Stout e uma Hazy Pale Ale, a Synergy traz outra interessante novidade ao mercado. No dia 6 de novembro, em sua sede, em Sorocaba, receberá o cervejeiro Jerry Gnagy, da Against the Grain, para um workshop exclusivo sobre técnicas de defumação e envelhecimento em barris de madeira (compre aqui seu ingresso). No mesmo dia ocorrerá uma brassagem colaborativa entre a cervejaria brasileira e a norte-americana, que resultará em uma Smoked Coconut Sour IPA.

Na lata I
Os dois primeiros rótulos criados pela Mafiosa Cervejaria ganharam uma versão em lata de 473 ml: a Don Drino, uma East Coast IPA, e a A Noiva, uma American Wheat. A primeira chega ao mercado na próxima semana, com preço sugerido de R$ 35. Já A Noiva, que traz algumas alterações em sua receita original, como aumento da lupulagem e inclusão de novos lúpulos – Amarillo, Citra e Cascade -, tem previsão de lançamento para novembro. Seu preço sugerido varia entre R$ 30 e R$ 32.

Na lata II
Quem também apostou em uma nova roupagem foi a Babel. Para comemorar seus 5 anos em novembro, a cervejaria gaúcha lançou a sua linha de produtos em latas de 473ml. São, ao todo, nove rótulos, que já vêm com a nova identidade visual da marca, apresentada na metade deste ano.

Entrevista: A flor rara e os incríveis caminhos que levam ao Slow Brew

Um psicanalista vai morar no Acre, descobre um polo de cervejas europeias na Bolívia, faz um tour de quatro mil quilômetros pela Bélgica e, inspirado por uma flor rara, que abre apenas algumas horas por ano, decide criar um festival cervejeiro único, inspirado no movimento slow life.

Dessa improvável – e fantástica – conexão, surgiu o Slow Brew, um dos mais interessantes festivais cervejeiros nacionais que será realizado neste sábado, das 12h às 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb, em São Paulo.

Para conhecer um pouco mais sobre os conceitos e a história do evento, que terá 75 cervejarias e mais de 370 rótulos com livre degustação, o Guia da Cerveja conversou com o Dr. Mauricio Leandro, o psicanalista que se enveredou por essa incrível jornada.

Entre histórias aventureiras repletas de detalhes e importantes reflexões sobre a modernidade, o Dr. Mauricio conta sobre a “gênese” do festival, explica sua preocupação com o público e fala sobre o cuidado de levar cervejarias que tenham algo a dizer.

Se todas as estradas levam a São Paulo, como diz o psicanalista ao explicar sua escolha pela cidade-sede, não parece exagerado dizer: todos os caminhos levam ao Slow Brew.

Confira, a seguir, a imperdível entrevista com o Dr. Mauricio Leandro, psicanalista e fundador do Slow Brew.

Como surgiu exatamente o festival?
Eu e a Kátia [Pereira, curadora do festival] já apreciávamos cerveja artesanal há muito tempo. Inclusive, morei no Acre e lá, no final dos anos 90, a única coisa que fazíamos era ir em uma cidade na Bolívia, chamada Cobija, que é o maior centro exportador do mundo de castanha da Amazônia. Lá, os bolivianos construíram um aeroporto só para exportar a castanha – que eles chamam do Pará mas que é errado, o correto é da Amazônia. O avião ia repleto de castanha para a Europa e não podia voltar vazio. E, entre as coisas que os bolivianos traziam no avião, estavam cervejas belgas, inglesas. Então, fui me aprimorando quando morei no Acre porque ia à Bolívia tomar cerveja.

Por que o senhor foi morar no Acre?
Eu sou psicanalista e fui fazer um trabalho no Acre, de reorganizar um hospital, e depois fiz uma série de outros trabalhos. Fiquei lá por dez anos, quando no Acre ainda se desligava a luz às 22h. Então, no começo dos anos 90, antes mesmo de começar esse boom da cerveja, eu já conhecia esse mercado por conta do Acre.

E como se chegou ao festival?
Nesse tempo conheci a Kátia em São Paulo e precisei retornar. Então, saímos um dia e fui procurar um local onde tivesse cerveja artesanal e, conversando sobre isso, vimos que só tínhamos o festival de Blumenau. Um país desse tamanho e apenas um festival, enquanto lá na Bélgica, em um país que é a distância de São Paulo até Ubatuba, tinha 16 grandes festivais. Fomos para a Bélgica conhecer, ficamos 50 dias e andamos tudo. Segundo o Marcelo [Carneiro], da Colorado, fomos as únicas pessoas no mundo a andar 4 mil quilômetros dentro da Bélgica, nem os belgas fizeram isso. Conhecemos cada vilarejo, cada estradinha de lá. Então vimos e pensamos que o Brasil era muito grande para ter apenas o festival de Blumenau. Fora que uma hora fiquei sem dinheiro, na outra minha mãe ficou doente, na outra bati o carro e nunca dava certo para irmos [a Blumenau]. Conversando com os amigos, então, alguém sugeriu: organiza um, aqui mesmo. E aí, nessa brincadeira, conversei com o Samuel [Cavalcanti], da Bodebrown, com o Rodrigo [Silveira], da Invicta, com o Marcelo, da Colorado, com o Renato [Bazzo], da Dama, e eles falaram “vamos fazer, sim”. Aí pensamos inicialmente em dez cervejarias, que passou para quinze, para 25 e fechamos com 34. E assim foi o primeiro ano. Largamos nossas profissões para viver do festival, porque ele toma nossa vida o ano inteiro. É muito detalhe.

De onde veio a ideia de utilizar o conceito slow?
Lá na Europa, na Bélgica, nós conhecemos um movimento chamado “slow life”, que é um movimento do viva melhor, desacelere, viva tranquilo, sem correria. Lá também conhecemos o “slow food”, que é o coma melhor, sem pressa. E aí, em uma noite de sonhos, pensei no slow brew, que é faça cerveja devagar, sem pressa, melhor. E aí veio o nome, dentro desse conceito de viva melhor, coma melhor, beba melhor. Vem ao encontro desse pensamento. Por isso o festival tem como logomarca a ampulheta.

Como esse conceito impacta nas características do festival?
Nosso objetivo é esse: da tranquilidade, de ter um padrão de qualidade e de que as pessoas não cheguem lá para encher a cara. Vou te falar uma frase curta, mas forte: queremos que as pessoas vão ao Slow Brew para conhecer a história dos mestres-cervejeiros, para conversar com eles.

E, nesse sentido, qual o perfil de cervejaria que vocês procuram?
O que buscamos é uma cervejaria que tenha algo para dizer, algo inusitado. Fazer uma Pilsen, uma Weiss, uma IPA, todos estão fazendo. É claro que apreciamos esses estilos, mas elas precisam ter algo a mais. Cito, por exemplo, a Morada Etílica, que está trazendo um barril que está envelhecendo há três anos, um barril enterrado. É algo inusitado. Cito também a 5 Elementos, que está trazendo uma cerveja simplesmente espetacular, com cinco frutas, uma cerveja encorpada, aromática. Buscamos cervejas que estejam trazendo algo de novo, de inusitado, de raro, de essencial. Evidentemente que essas cervejarias trazem as IPAs, as Weiss. Mas queremos também algo a mais. E, até por isso, também, teremos a premiação de melhor rótulo de lançamento.

O festival começou em Ribeirão Preto, foi para Campos do Jordão e agora está em São Paulo. Por que dessas mudanças?
Nós temos um público que é muito exigente, que quer conforto, bem-estar, um ar-condicionado. Lamentavelmente, a cidade de Ribeirão Preto não tem um centro de eventos adequado. E, também, a cidade não incorporou o Slow Brew. Quando fizemos lá, apenas 24% dos participantes eram de Ribeirão Preto e região. Os demais 76% vinham de longe, muito longe, como Brasília, que vem um grupo de 90 pessoas todos os anos, Manaus, São Luís, Pelotas. E um público muito grande vem de São Paulo. Então, dá para dizer que a cidade de Ribeirão Preto não se interessou pelo festival, fora a questão do centro de eventos.

E Campos do Jordão?
Sempre relutamos em ir para São Paulo, porque queríamos uma cidade onde as pessoas tivessem o que fazer depois do festival. E aí pensamos em Campos do Jordão, que lembra Gramado, lá no Rio Grande do Sul. Quando chegamos lá, o centro de eventos era um dos mais bonitos do Brasil, mas dá para dizer que a cidade ficou com medo do festival, achando que era um bando de pinguço que ia para lá. Só para ter uma ideia, o hotel que custava R$ 200 passou a cobrar R$ 450, R$ 500. E aí, preocupados com o nosso público, fomos buscar algo melhor para ele. Nao tinha outro caminho que não São Paulo. Todas as estradas levam a São Paulo, então vamos ficar lá. Tem um centro de eventos maravilhoso, chega avião direto, não precisa pegar estrada. Decidimos ficar de vez em São Paulo.

Qual o perfil do público do Slow Brew?
Isso é o mais importante. Fazemos o festival em um único dia – e ele será sempre em um único dia. A partir de 2019, e você é a primeira pessoa a saber disso, ele será sempre na última quinzena de novembro. Depois do dia 18, acontecerá o Slow Brew. A data do próximo ano é 23 de novembro. E fazemos em um único dia porque é para ser algo inusitado. Ou você vai, ou você perdeu. Para isso, tomamos como base uma flor [a Kadupul] que vive no deserto, que abre às 18h e morre às 6h. Se quiser ver essa flor, mas perder esse período, você vai ter que voltar no próximo ano porque ela só abre uma vez por ano durante 12 horas. Então, nos baseamos nisso. Ou você se programa para ir no Slow Brew e apreciar o que vamos levar de raridade, ou você não vai. Se decidir ir de última hora, vai ficar fora. Se não for no primeiro dia, não terá o segundo. Queremos um público diferenciado, de apreciadores, um público slower. Pessoas educadas e que vão lá para experimentar.

Como isso se reflete no festival?
Não queremos ver ninguém enchendo o copo de cerveja, por exemplo, porque ela vai perder a capacidade de degustar outros rótulos. A hora que chegar no oitavo, ela pode ir embora. Queremos pessoas que colocam dois dedinhos para conhecer e, a hora que quiser tomar, vai depois no empório, no bar. Tem uma cerveja da Morada Etílica nessa edição que a garrafa custa R$ 120, e você vai poder experimentar lá. Queremos um público gentil, que saiba apreciar, que vá lá para conhecer os mestres-cervejeiros, que são obrigados a estar lá – a cervejaria que não levá-lo, fica dois anos punida, sem poder participar do Slow Brew. Então, tem todos esses critérios, até porque não vendemos estande. Temos um critério de seleção.

Estrella Galicia promove encontro entre Toquinho e músicos espanhóis

Em mais uma iniciativa de cervejaria no fomento da cultura nacional, a segunda edição do Son Estrella Galicia “Brasil abraça Espanha” promove o intercâmbio entre as riquíssimas tradições culturais brasileiras e espanhola: Toquinho, Silvia Pérez Cruz e Javier Colina se encontram em São Paulo para celebrar essa união.

“Será um encontro de gerações e sotaques. Para a arte não há fronteiras, mas sim contornos e composição. Talento, origem e diversidade são alimentos essenciais”, avalia Juan Paz, Diretor de Marketing da Estrella Galicia.

O projeto já fez o intercâmbio entre artistas brasileiros e espanhóis com Liniker e os Caramelows e a banda Modelo de Respuesta Polar em 2017. Dessa vez, o evento acontece dia 7 de novembro, na Estrella Galicia Estação Rio Verde, em São Paulo – uma parceria da marca espanhola com o Centro Cultural Rio Verde, que vem promovendo shows desde o ano passado.

Uma das maiores referências artísticas do Brasil, Toquinho é cantor, compositor e exímio violonista. O paulistano  de 72 anos, 50 anos de carreira e mais de 500 composições, é respeitado nos meios da Bossa Nova, samba, MPB, instrumental e até por suas composições infantis.

Toquinho recebe Silvia Pérez Cruz, uma das vozes mais marcantes da cena musical espanhola atualmente. Autora de  “No Te Puedo Encontrar” e “Ai, ai, ai”, canções vencedoras do Prêmio Goya dede melhor música original de 2014 e 2017, tem uma parceria sólida com com o contrabaixista Javier Colina, desde o projeto “En la Imaginación” (2011).

Silvia Pérez Cruz

Colina ganhou notoriedade por sua atuação como contrabaixista. Já se apresentou ao lado de grandes ícones do jazz como George Cables, Tete Montoliú, Chucho Valdés e Jerry González. Entre seus vários projetos, destacam-se “Lágrimas Negras”, em parceria com Bebo Valdés e Diego El Cigala e também seu último álbum “De cerca”, com Josemi Carmona.

SON Estrella Galicia – Brasil Abraça Espanha
Toquinho, Silvia Pérez Cruz e Javier Colina
Dia 7 de novembro
Horário: 21h30
Local: Estrella Galicia Estação Rio Verde (Rua Belmiro Braga, 118)
Ingressos aqui 

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Festa em Jales, na Let’s Beer, na Bodebrown: A agenda cervejeira do feriado

Festa em Jales, na Let’s Beer, na Bodebrown: A agenda cervejeira do feriado

O feriado prolongado chegou com excelentes eventos ao cervejeiro. A pequena cidade de Jales, por exemplo, com pouco mais de 50 mil habitantes, recebe sua primeira festa dedicada às artesanais. Já casas tradicionais como a Let’s Beer e a Bodebrown terão celebrações especiais, enquanto dois dos principais festivais open bar do país ocorrem no sábado: o IPA Day Brasil e o Slow Brew. Confira, a seguir, em detalhes, cada um desses eventos.

Jales
– November Fest:
Localizada no interior de São Paulo, na fronteira com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a pacata cidade de Jales se tornou um polo de entusiasmados cervejeiros caseiros. E, para celebrar o movimento, as locais Sertão Homebrewers, Bier Lems Cervejas Especiais e o Canal do Chop se reuniram para criar a 1ª November Fest – Encontro de Cervejeiros Caseiros de Jales e Região. Será no sábado, a partir das 11h, na sede da Bier Lems, na Rua México, 3286. O evento será gratuito e contará com  espetinhos, som ao vivo e muita cerveja, levada por cerca de dez produtores artesanais da região.

Ribeirão Preto
– IPA Day Brasil:
Em sua sétima edição, o evento em Ribeirão Preto reúne 40 das melhores IPAs do Brasil. A festa será open bar e as cervejas terão o “acompanhamento” de atrações musicais e gastronômicas. O famoso copo do festival, aliás, terá assinatura da Hocus Pocus. Será no sábado, das 12h às 22h, na Quintalinda Espaço para Eventos, Km 303, Via Anhanguera.

São Paulo
– Festa na Let’s Beer:
Uma das mais tradicionais casas especializadas de São Paulo, a Let’s Beer recebe nesta sexta, a partir das 14h, na Rua Joaquim Távora, 961, na Vila Mariana, a linha completa de bebidas da Narcose. E, para celebrar a novidade, o bar fará uma festa: serão quatro chopes e oito rótulos em latas da cervejaria. Pelo valor de R$ 84, o cliente escolhe quatro pints e ganha um copo da marca.

– Slow Brew: Com 75 cervejarias nacionais e internacionais, que levarão mais de 370 rótulos, o aguardado Slow Brew Brasil ocorre neste sábado das 12h às 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb. Além de oferecer os mais diversos estilos de cerveja, o evento terá mais de 50 lançamentos e 13 rótulos exclusivos.

Curitiba
– 34 lúpulos na Bodebrown: A tradicional cervejaria curitibana fará uma edição especial de feriado para o seu Growler Day e destacará a Lupulol 34, uma Double IPA que conta com 34 tipos diferentes de lúpulo, 10% de teor alcoólico e um blend de St. Arnould 10, Wood Aged Amburana e Dry Hopping. O evento, que traz preços promocionais do rótulo para completar o growler, ocorrerá nesta quinta, das 17h às 20h, e no sábado, das 9h30 às 16h, na Rua Carlos de Laet, 1015.

Quer incluir seu evento em nossa agenda? Escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

50 lançamentos que serão apresentados no Slow Brew

Com 75 cervejarias nacionais e internacionais, que levarão mais de 370 rótulos, o aguardado Slow Brew Brasil ocorre neste sábado das 12h às 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb, em São Paulo.

Um dos festivais cervejeiros mais tradicionais não só de São Paulo, como de todo o país, o Slow Brew disponibilizá as cervejas no esquema all inclusive, uma vez que o ingresso garante a degustação livre.

Além de oferecer a degustação dos mais diversos estilos de cerveja, o Slow Brew também vem se notabilizando como um centro de novidades. Tanto que, nesta edição, serão mais de 50 lançamentos e 13 rótulos produzidos exclusivamente para o evento.

Reunimos, aqui, para facilitar a circulação no festival, 50 lançamentos – como é marca na festa, eles serão lembrados pelo toque das cornetas. E, mesmo que você não tenha comprado o ingresso, vale ficar de olho para saber as próximas novidades do mercado.

Confira, a seguir, 50 lançamentos do Slow Brew.

12h
– Narcose Brett Sour Barrel Aged
– Octopus Littlefield Mango – NE IPA
– 5Elementos Coconut & Pancake Brunch Stout – RIS com lactose, Maple e Coco
– Juan Caloto La Revelación de Karina Cristina – Double NE IPA
– Salvador – MK2 Piña Colada – NE IPA com Abacaxi e Coco
– Avós Tmave da Mantiqueira – Tmave
– Dádiva Bioma – RIS
– Dogma Dynamic Distortion – Double IPA
– Hocus Pocus Pineapple Express – West Coast Double IPA
– Hocus Pocus Spiral Architect  – NE IPA
– Infected Brewing Veuve Brutale – Brut IPA
– Narcose Not So Heavy Barrel Aged Porto – Wee Heavy
– Quinta do Malte Redcall – Catharina Sour com Morango, Hibiscus e Hortelã
– Tábuas Cipó – NE IPA em Amburana
– Maniba Sabrage IPA – Brut IPA

12h30
– Fürst Brut IPA
– Fürst Catharina Sour Acerola
– Fürst Hop Lager – India Pale Lager

12h45
– Jybá New England IPA
– Avenida 42 Fruit Beer com Pêssego, Manga, Hibiscus e Anis

13h
– Cevada Pura NE IPA

13h15
– Caravan Bellini Brett IPA
– Freaktion Rumpel Trip CND – American IPA com Blueberry e Maple

13h30
– Molinarius Red IPA
– Narcose Vin De La Maison – Specialty Grain

13h45
– Dama Bier New Flowers Rosa  – Brut IPA

14h
– Juan Caloto El Gordón Moranguito – Smooth Berliner Morango (Blendar com Cerveja da Freaktion).
– Freaktion Él Magrito Laranjón – Sour com Laranja (Blendar com Cerveja da Juan Caloto).

14h10
– Black Princess (Lançamento Surpresa #01)

14h15
– Everbrew Even Mo Ever Mais – Double IPA

14h30
– Hocus Pocus Overdrive Triple Dry Hopped  – NE Double IPA
– Petra (Lançamento Surpresa)
– Salvador Macau Hot Stout #3 – Milk Stout com café em barril de Tequila, Cacau, Pimenta, Baunilha e especiarias.

14h45
– Cozalinda Pedras De Angra – Lambic
– Cozalinda Rosé De Verolme – Mixed Culture Brett com Framboesas
– Dádiva Purple Sour – Berliner Weisse com Jabuticaba e Mirtilo

15h
– Caravan W.O.T.’S Up Caravan?  – RIS em Carvalho Europeu, Canela, nibs de Cacau e Café

15h15
– Avenida 42 Barley Wine com Damasco
– Avós Vó Joaquina com Morango  – Double India Pale Lager
– Croma Monkey Night Coco Edition  – RIS com Banana, nibs de Cacau, Amêndoas, Coco Queimado e Baunilha.
– Satélite Space Lab  Mission 001 – Dark Strong Ale com Rapadura

15h30  
– Synergy Overbatch Vanilla  – RIS com Baunilha
– Zalaz Ybyrá Ajucá Barrel Aged – Farmhouse Ale

15h40
– Black Princess (Lançamento Surpresa #02)

15h45
– Octopus Old Black – Imperial Stout em Amburana
– Bodebrown 4 Blés Au Cognac – Specialty Ale em Carvalho Francês que continha Conhaque.

16h
– Avós Gramma’s Juice  – India Pale Lager com Limão Siciliano
– Infected Brewing Dark Enemy Barrel Aged Brett – Strong Dark Ale, Whisky Bourbon e 6 tipos de Brettanomyces.
– Salvador Engesa Oil Brunch Stout – RIS com Café, Maple e Bacon

16h30
– Hocus Pocus The Stoned Ape Theory – RIS com Banana

Exportação de cerveja sofre nova queda e amplia ano complicado

A exportação brasileira de cerveja de malte sofreu queda expressiva em setembro. Mantendo países da América do Sul como principais destinos, o produto alcançou US$ 5,06 milhões em vendas para o mercado externo no nono mês de 2018, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O valor é 35,5% menor na comparação com setembro do ano passado, quando a exportação brasileira de cerveja de malte foi US$ 2,79 milhões maior.

Essa queda reforça a forte baixa nos números acumulados de 2018. Os nove primeiros meses do ano registraram US$ 58,87 milhões e 90.419,44 toneladas de cerveja exportadas, diminuições respectivas de 20,7% e 22,9% na comparação com igual período de 2017.

Tais números fazem com que a cerveja tenha apenas 0,03% de participação nas exportações brasileiras e ocupe o 183º posto no ranking dos produtos negociados pelo país de janeiro a setembro deste ano.

Já os principais destinos da cerveja brasileira nos nove primeiros meses de 2018 foram Paraguai (69%), Argentina (13%) e Bolívia (11%), além do Uruguai (5%).