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A final do mundo: Cerveja chega à decisão e amplia presença no futebol latino

Apelidada pela imprensa argentina de “a final do mundo”, a decisão da Copa Libertadores entre River Plate e Boca Juniors, no Monumental de Núñez, tem sido tratada como o mais importante jogo de uma das maiores rivalidades da história do esporte. Reforça, ainda, um essencial componente que une duas das grandes paixões latinas: a longa relação entre o futebol da América do Sul e o mundo das cervejas.

Principal marca de cervejas da Argentina, a Quilmes retomou em 2017 o patrocínio aos dois gigantes do país. A marca não é estampada nos uniformes de River e Boca, mas o acordo a tornou a cerveja oficial dos clubes e trouxe aos torcedores nostálgicos a lembrança de momentos gloriosos dessas equipes.

Afinal, foi utilizando o logo da Quilmes em seu uniforme que o River Plate conquistou em 1996 o segundo dos seus, até agora, três títulos da Copa Libertadores. Já o Boca Juniors, também com o apoio da cervejaria, venceu o torneio continental em 2000 e 2001, sendo que no primeiro desses anos também faturou o Mundial Interclubes, diante do Real Madrid.

A Quilmes, porém, não se atém a esses dois gigantes de Buenos Aires. Além de apoiar times de outras províncias, inclusive expondo a sua marca na camisa do Quilmes, um dos clubes da sua cidade de origem, a empresa é há anos uma das patrocinadoras oficiais da seleção argentina e também do Campeonato Nacional, tendo adquirido o naming right do torneio.

Outras parcerias
A relação bem-sucedida da Quilmes com clubes, seleção e torneios argentinos é só o caso mais conhecido dos laços entrelaçados entre marcas de cerveja e o futebol sul-americano, que em algumas situações foi fomentado e até sustentado pelos recursos financeiros da indústria. Praticamente todas as seleções nacionais possuem uma cerveja entre seus patrocinadores, embora muitas marcas tenham deixado de apoiar clubes em anos recentes.

Na Bolívia, a seleção nacional tem a cerveja Cordillera como uma das patrocinadoras, enquanto o The Strongest, um dos mais tradicionais clubes do país, estampa em sua camisa a marca da bebida sem álcool da Paceña, um acordo semelhante ao que o Corinthians possui no Brasil com a espanhola Estrella Galicia.

Já a Pilsener, embora em 2018 tenha deixado de expor sua marca na camisa dos tradicionais Emelec e Barcelona de Guayaquil, ainda se faz presente no futebol equatoriano ao apoiar a seleção nacional, assim como acontece na Colômbia, de James Rodríguez e Falcao García, que tem o patrocínio da Aguila, cerveja que também expõe sua marca no uniforme do Junior Barranquilla.

A situação se repete no Peru, onde a Cristal apoia a seleção nacional e o Sporting Cristal. De mesmo nome, a Cristal chilena também está ao lado da equipe nacional do seu país, enquanto no Paraguai, Uruguai e Venezuela a participação de marcas de cerveja no futebol ainda é restrita.

As indústrias cervejeiras, evidentemente, também voltaram suas atenções para as competições continentais. É o caso da própria “final do mundo” entre River Plate e Boca Juniors, que traz a exposição da Amstel, patrocinadora oficial da Copa Libertadores desde 2017 – o acordo é válido por quatro anos. A marca, do mesmo grupo da Heineken, mas considerada mais popular, apoia o torneio como uma das ações para conquistar mercado na América Latina.

Assim, seja com Amstel, Quilmes, Pilsener, Cristal ou qualquer outra marca, a final da Libertadores, a maior de seus 58 anos de história, tem a cerveja como coadjuvante em uma decisão a ser acompanhada muito além das arquibancadas do estádio do River Plate e que envolve não apenas dois clubes argentinos, mas a América do Sul, representada por jogadores uruguaios e colombianos. E, claro, por toda essa história de simbiose que une o principal esporte e a principal bebida do continente.

Entrevista: Black Friday cervejeira é indulgência e Natal, escala e kits

A Black Friday se consolidou nos últimos três anos e se tornou a segunda data mais importante do varejo brasileiro. Mas, junto com o seu amadurecimento, veio uma questão fundamental: como fazer para ela não concorrer com o Natal, o evento ainda mais importante do comércio nacional?

Uma característica específica dessas datas, contudo, pode facilitar a dinâmica dos negócios. Enquanto o Natal se vincula ao presente e, no caso específico do mercado de bebidas, à escala, a Black Friday se tornou o dia de comprar para si. É o que explica Patricia Angelo de Castro Cotti, diretora-geral do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e professora da Academia de Varejo e da Fundação Instituto Administração (FIA).

“Dentro do mercado cervejeiro, existe [na Black Friday] muito forte a questão das cervejas mais elaboradas e de presentes para si mesmo, de indulgência”, explica Patricia. “Então, você usaria o Natal pensando muito na questão do presente, de festa, família, volume e supermercado. E, na Black Friday, utiliza a questão da indulgência, das cervejas mais elaboradas, artesanais”.

Em entrevista exclusiva ao Guia da Cerveja, a professora e especialista em varejo detalha como trabalhar a questão da indulgência, do presente e da escala. Comenta, também, sobre o amadurecimento da Black Friday e fala sobre estratégias para o Natal, como a elaboração de cestas e kits.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Patricia Cotti, diretora-geral do Ibevar e professora da Academia de Varejo e da FIA.

Em meio à crise econômica e à instabilidade política do país, qual a importância da Black Friday ao varejo?
A Black Friday começa no Brasil em 2010, quando tivemos os primeiros movimentos. E, diferentemente do que ocorre no mercado internacional, aqui ela acabou sendo um movimento muito de e-commerce. A partir de 2013, de 2015, ela realmente ganha bastante força, porque antes tínhamos uma questão de amadurecimento do próprio termo Black Friday no Brasil. Fizemos uma pesquisa em conjunto com o Estadão, em 2013, se não me engano, onde apontamos que você tinha um aumento de preço, apesar da Black Friday. Foi 1,02% em 2013 e, com base nisso, o Procon começou a fazer auditorias. Então, teve esse tempo de maturação no Brasil e, a partir de 2015, começamos a ter realmente Black Fridays muito estruturadas e com preços realmente vantajosos. Então, esse é o primeiro movimento que é importante dizer.

E como analisamos a Black Friday no cenário de hoje?
Por conta desse amadurecimento, a Black Friday vem tendo bastante destaque nos últimos anos. Historicamente, sempre tivemos o Natal como grande evento sazonal do varejo, depois o Dia das Mães e o Dia das Crianças. Obviamente que isso depende de segmento para segmento – Páscoa, por exemplo, é diferente para alguns. Mas, no varejo ampliado, sempre foram esses três eventos. Hoje, percebemos que a Black Friday virou nos últimos três anos a segunda maior data de vendas do varejo brasileiro, ultrapassou até o Dia das Mães. Então, hoje é Natal, Black Friday e Dia das Mães, nessa ordem. Em alguns segmentos, como o de eletroeletrônicos, a Black Friday inclusive já é maior do que o Natal em termos de faturamento. Então, a Black Friday amadureceu e vem ganhando cada vez mais destaque, independentemente do cenário econômico que estejamos vivendo.

Isso muda algo frente à instabilidade de hoje?
Quando pegamos um cenário econômico que ainda tem um apelo muito forte dessa questão da falta de confiança, porque a crise de hoje não é apenas uma questão econômica, mas de falta de confiança em não saber o que será o futuro do país, então o consumidor precisa sentir confiança nesses eventos. E a Black Friday, por já ter maturidade, acaba sendo uma data que permite um pouco mais dessa segurança. Eu sei que farei um bom negócio, então, se tenho dinheiro, vou investir. Espera-se que, neste ano, a Black Friday seja realmente bem favorável. Ano passado ela já foi e neste ano se projeta, pelo menos, um crescimento de uns 5%, 7%, em relação a 2017. Óbvio que isso depende de cada um dos segmentos, mas o pessoal está sendo bem otimista em relação aos resultados que a Black Friday vai gerar.

Quais as especificidades da Black Friday quando se trata do mercado cervejeiro? É muito diferente quando falamos de e-commerce ou de varejo tradicional, como bares, pubs e restaurantes?
Para responder essa pergunta, cabe analisar o que é a Black Friday no Brasil. Tem uma questão muito importante quando tocamos no assunto: até que ponto a Black Friday canibaliza ou não o Natal? Até que ponto esses eventos acabam competindo? E o que percebemos, em termos de consumo brasileiro, é que na Black Friday você tem mais produtos de indulgência sendo trabalhados, ou seja, produtos que você compra para si. E, no Natal, continua sendo muito forte a questão do presente, algo que eu compro para alguém. Ah, mas o consumidor adianta na Black Friday um produto que ele vai comprar no Natal. Sim, em alguns produtos mais caros, como eletroeletrônicos, é verdade. Mas também sabemos que o brasileiro não é tão programado assim e, no dia 24 de dezembro, ainda estamos comprando presente de Natal. É um movimento cultural. Então, essa é a orientação que damos para as empresas: sempre trabalhar comunicação de indulgência, de se autopresentear. E de deixar o produto mais família para o Natal.

Esse raciocínio também vale para o mercado de cerveja?
Dentro do mercado cervejeiro, existe muito forte a questão das cervejas mais elaboradas e de presentes para si mesmo, de indulgência. Então, esse caráter de indulgência no mercado cervejeiro virou uma tendência muito clara nos últimos anos. Fazendo um paralelo, acredito que este momento de Black Friday pode, sim, ser adaptado ao momento atual propriamente dito da cerveja. Então, você usaria o Natal pensando muito na questão do presente, de festa, família, volume e supermercado. E, na Black Friday, utiliza a questão da indulgência, das cervejas mais elaboradas, artesanais.

O varejo na Black Friday, então, devia se concentrar apenas nas artesanais? Ou dá para trazer um pouco as promoções para as mainstream?
Até dá, mas o que acontecerá é que você vai conseguir pegar nesse movimento provavelmente uma antecipação do Natal do consumidor, ou de eventos de final de ano, de festas. O consumidor vai comprar com planejamento e antecipação, mas aí entramos naquilo que falei: o movimento de antecipação do brasileiro não é lá aquele movimento de antecipação. Então, se você tem esse tipo de cerveja, ok. O caminho será esse – de antecipação – porque você não consegue trabalhar a indulgência. Mas o grande movimento está mesmo na indulgência.

Pensando agora só nas artesanais e no movimento entre Black Friday e Natal, existe uma diferença de que agora o consumidor vai buscar mais a cerveja em si, individual, enquanto no Natal cabe pensar em kits com copos e cestas?
Exatamente. Ele vai pensar em presentear alguém, e aí vem realmente essa questão do kit. Ou no evento festa-família, no volume, no churrasco. Então, tem esses dois comportamentos completamente diferentes. Agora, fazendo um outro paralelo, é o cara que vai comprar o vinho diferenciado para ele tomar. É o mesmo com a cerveja: um paladar distinto, um movimento distinto. É esse o movimento da Black Friday, de um consumidor que vai no máximo comprar para um seleto grupo de amigos degustar. Ou para si mesmo.

O que o varejista de cerveja deveria ter em mente ao se preparar para a Black Friday?
A primeira coisa que temos de pensar é o próprio comportamento do consumidor e a previsão de demanda. Não adianta achar que é Black Friday e que vai vender muito se você não tem uma estrutura para isso. Temos aí erros clássicos, fora até do mercado cervejeiro, de não conseguir prever a demanda existente: o site do e-commerce cair, por exemplo, porque não estava dimensionado corretamente; ou, então, o varejista físico não ter o produto porque não previu certo a demanda existente. Coisas desse tipo. Então, tem o comportamento do consumidor que você precisa avaliar de acordo com as suas demandas, baseado em comportamentos anteriores, com base no que você projeta de crescimento do mercado. Toda essa parte de previsão de demanda, de gestão de estoque, de relacionamento com os fornecedores. Tudo isso já começa muito antes. Quando você pega os grandes varejistas, os hipermercados, por exemplo, esse movimento começa em junho, julho, por questão de estoque.

Como isso pode ser transportado ao mercado cervejeiro?
Para o varejista pequeno, é importante que ao menos ele tente entender o quanto terá de demanda. Um erro muito comum é achar que vai crescer – e você faz no vento. Aí cresce, mas cresce menos, e você fica com produto no estoque. Então, você precisa de uma projeção com base nos anos anteriores daquilo que você acha realmente factível. E aí você tem outro ponto, que é a parte de comunicação disso tudo. Que tipo de comunicação eu vou trabalhar com o consumidor? Primeira coisa: Black Friday você precisa mostrar para o consumidor um benefício real na aquisição daquele produto. A Black Friday é só baseada em desconto, mas dá para adaptar e fazer com kit, com brinde, com tudo. O importante é deixar claro qual o benefício que está sendo gerado para o consumidor, para não ficar aquela coisa “ah, mas é só isso, só R$ 2”. Deixe claro esse tipo de benefício, que é Black Friday e, se você tiver algum caráter de indulgência, qualquer que seja, use isso, porque esse é o grande ponto.

Lançamento da Júpiter, da Sueli, da Daoravida: 9 eventos para o fim de semana

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Novidade da Júpiter para o verão e outra que homenageia um dos grandes nomes do movimento negro brasileiro. Festa de aniversário de cervejaria, workshop e Craft Day. O fim de semana está recheado de eventos e, para ajudar, o Guia da Cerveja reuniu nove deles para ajudá-lo a escolher a sua opção. Aproveite.

Sudeste

São Paulo
– Lançamento da Júpiter: A já tradicional cervejaria apresenta um novo rótulo, a Duna, uma Brut IPA que promete ser uma ótima opção para o verão. A cerveja é leve, refrescante, frisante e lupulada no aroma, mas com amargor bem suave, contando com flocos de milho e arroz na composição. Seu teor alcoólico é de 6%. O lançamento será às 19 horas desta sexta-feira na Choperia São Paulo, na Rua dos Pinheiros, 315.

– Sueli Carneiro: A Goose Island Sisterhood – confraria feminina da tradicional norte-americana Goose Island – lançará uma bebida inspirada em Sueli Carneiro, filósofa, escritora e uma das mais importantes ativistas do movimento social negro brasileiro. A cerveja é uma African IPA, uma India Pale Ale com lúpulos africanos, tendo coloração cobre clara, aromas frutados e cítricos e o amargor bem presente, com 5,5% de teor alcoólico e 55 IBUs. O lançamento da Sueli, vendida inicialmente apenas em chopp, será no domingo, a partir das 16 horas, no Brewhhouse de Goose Island, na rua Baltazar Carrasco, Pinheiros, em São Paulo.

– Craft Day: O espaço gastronômico Da Vittoria promove um Craft Day com a presença dos mestres cervejeiros da Dádiva, da Minimal, da Suricato Ale, da Treze, da Japas e da Mafiosa, que ministrarão palestras sobre cervejas artesanais. Será no sábado, a partir das 14 horas, na rua Doutor Cândido Mota Filho, 660, em Cidade São Francisco, São Paulo.

– La Caminera: A cervejaria lançará seu terceiro rótulo, a Atlantis, uma Double IPA com 7,5% de teor alcoólico e 46 IBUs, que será comercializada em latas de 473 ml e barril de chope. Para celebrar a novidade, haverá dois eventos: na sexta-feira, no Empório Alto dos Pinheiros, na rua Vupabussu, 305; e, no sábado, no Embarxador, na rua Embaixador João Neves da Fontoura, 306, especialmente para amigos e parceiros da La Caminera.

– PicNic e Mercado de Iguarias: A Stella Artois promove dois eventos no fim de semana. No sábado, em parceria com o restaurante Petí Panamericana Angélica, realiza o PicNic na Laje, com opções gastronômicas como bolinhos de chuva de porco defumado e creme azedo de limão cravo, dadinho de tapioca com guacamole e frito misto de camarão, lula e polvo com maionese picante. Será na avenida Angélica, 1900, 4º andar, a partir das 12 horas. No domingo, por sua vez, destaque para o Mercado de Iguarias, com diversos expositores culinários e a Fiel Discos liderando o som. Será no Edifício Copan, na avenida Ipiranga, 318 Bloco A, a partir das 12 horas.

Campinas
– Festa da Daoravida: Para celebrar mais um aniversário, a cervejaria lancará a colaborativa Aruake Malabar, produzida em setembro deste ano com a Babylon, na cidade de Villa Pigna, na Itália. A bebida é uma Catharina Sour com 5,5% de álcool e adição de goiaba e coco. Haverá food truck e shows musicais do dueto Smeke&Buzzo e da banda Full Time Band. Será no sábado, a partir das 14 horas, na Daoravida Taproom, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, 765, no Taquaral.

Sorocaba
– Tap room da Synergy: A marca do interior de São Paulo inaugura oficialmente o espaço de sua cervejaria. A estrutura conta com quatro tanques – dois de 2 mil litros e mais dois de mil litros. Destaque para o taproom com seis torneiras de chope, uma de água filtrada (grátis), além de espaço kids, pet friendly e parceria com food trucks. A ideia do espaço é servir cervejas frescas de linha, sazonais e algumas experimentais, que no futuro podem ser lançadas comercialmente. O lançamento será nesta quinta-feira, a partir das 18h, e no final de semana funcionará na sexta, das 18h às 22h, e no sábado, das 11h às 15h, na Rua Aparecida José Nunes de Campos, 53.

Sul

Porto Alegre
– Workshop da Seasons: A cervejaria gaúcha promove, ao custo de R$ 250, o primeiro workshop do projeto Acowdemy, de educação e cultura cervejeira. Serão três módulos: Insumos, Processos e Tendências. O objetivo do curso é fornecer as ferramentas adequadas para dominar a fermentação das cervejas, sejam elas em ambiente caseiro ou profissional. Será nesta sexta-feira, a partir das 19 horas, na Cervejaria Seasons, na avenida Provenzano, 333, no bairro Anchieta, em Porto Alegre.

Curitiba
– Lançamento da Bodebrown: A premiada cervejaria apresentará um rótulo em seu Growler Day deste final de semana. Trata-se de uma Brut IPA, a Sorachi Ace, feita com um lúpulo japonês versátil, que oferece aroma com notas de limão combinadas a menta, endro e um toque sutil de chá verde. Tem cor amarelo ouro, teor alcoólico de 6,5% e média formação de espuma. Traz ainda uma característica bem seca, que lhe confere a natureza de uma extra-Brut. Será a quarta desta linha, criada depois das Brut IPA Galaxy, El Dorado e Mosaic. “As sparkling IPA tem uma efervescência marcante, sem deixar de lado a natureza de uma Indian Pale Ale”, conta Samuel Cavalcanti, cervejeiro da Bodebrown. “Além disso, a presença sensorial do lúpulo utilizado deixa marcas elegantes mas bem presentes”. Será na sexta, das 17h às 20h30, e no sábado, das 9h30 às 16h, na Rua Carlos de Laet, 1015.

Quer incluir seu evento em nossa agenda? Escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Black Friday: Boas oportunidades em sites e lojas de cerveja

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Black Friday é sinônimo de boas compras – mas só para quem pesquisa. Cervejarias e varejistas entraram no espírito da data e estão trabalhando com promoções realmente atrativas em seus produtos. Tem de tudo: de cervejas a insumos e cursos, em descontos que chegam a 70%. Para ajudar o leitor a aproveitar as oportunidades, demos o pontapé inicial fazendo o começo desse trabalho árduo de garimpo. Não precisa agradecer, é só aproveitar, sempre se lembrando de fazer as contas e comparar preços (como ensinamos aqui) para não se arrepender.

Beer Planet: Os kits de Black Friday estão bem atraentes. O pack com 12 Coruja Lager 330ml  sai por R$ 69,99 e o de 12 Easy IPA Roleta Russa, R$ 65,99. Tupiniquim, Everbrew e BrewDog são outras cervejarias consagradas que estão com excelente desconto. Mas corra porque as promoções estão acabando no portal.

Mamãe Bebidas: A tradicional distribuidora de Belo Horizonte anunciou em seu Instagram descontos de até 62% em artesanais nacionais e importadas. A Omnipollo Leon tem 54% de desconto e sai por R$ 39,99, e a Dogma Cafuza em lata baixou de R$ 23,95 por R$ 9,99.

beer.com.br: O e-commerce traz oportunidades interessantes de cervejas gringas. O kit com seis garrafas de Fantôme Coffee Ruby Saison está com 50%, e sai por R$ 312. Também pela metade do preço sai o conjunto de seis garrafas de Lefebvre Moeder Tripel, por R$ 86,40. Associados do portal têm ainda mais descontos. Confira as ofertas aqui.

Empório da Cerveja: O “Black November” do e-commerce da Ambev tem oportunidades interessantes em rótulos de cervejarias do grupo como Wäls (a Bohemian Pilsner ou a Belgian Witte de 600ml saem por R$ 9,54). O frete é grátis no segundo pedido do mês acima de R$ 200. Veja aqui.

Empório Frei Caneca: Em sua loja no shopping Frei Caneca, em São Paulo, o tradicional empório fará algumas promoções especiais nesta sexta, com destaque para as long necks da Roleta Russa Imperial IPA, que sairão por R$ 6,50. Destaque também para a Votus Pale Lager de 600 ml, com o bom preço de R$ 7. Se estiver na capital paulista, vale a visita.

Invicta: Para destacar a importância da redução de impostos às artesanais, a cervejaria de Ribeirão Preto está oferecendo até 50% de desconto em todos os seus rótulos. A promoção inclui também as cervejas das Velhas Virgens e da 2 Cabeças. Confere lá.

Instituto da Cerveja Brasil: Nesse mês o instituto oferece inscrições em diversos cursos em várias cidades do país com até R$ 600 de desconto (como o curso profissional de sommelier de cervejas em Fortaleza-CE, que sai por R$ 4 mil). A lista dos eventos em promoção está no Facebook do ICB.

Super Brejas: O jogo de baralho, um “Super Trunfo” da cerveja, é uma maneira divertida de conhecer melhor os atributos de 50 estilos diferentes. Está com 30% de desconto para quem comprar direto do site.

We Consultoria: Suas ofertas incluem insumos, kits e utensílios para a produção caseira com até 50% de desconto, além de facilitação do frete até 60kg. As promoções vão até dia 26 de novembro. Veja aqui.

Lamas Brew: A página da conceituada casa de insumos promete um dia forte de ofertas nesta sexta-feira – mas elas só serão divulgadas amanhã. Para não perder as oportunidades, vale se cadastrar na página da Lamas para receber ofertas de uma das quatro categorias: equipamentos para iniciantes, avançados, acessórios e insumos.

 

6 dicas para o cervejeiro fazer boas compras na Black Friday

Depois de um início difícil no mercado brasileiro, com supostas promoções que resultavam em preços até mais elevados do que o usual, a Black Friday se ajustou nos últimos anos e se consolidou como uma das principais datas do varejo. E a expectativa por encontrar preços especiais naturalmente chegou ao setor cervejeiro.

Algumas marcas, como a Invicta, já se anteciparam com excelentes promoções, e o consumidor já vem sendo bombardeado com liquidações e ações de marketing – boas e ruins – por todos os lados. Para se sair bem na Black Friday comprando cerveja com preços realmente bons, o essencial é ter organização. O Guia da Cerveja conversou com dois especialistas, que listaram seis dicas preciosas para aproveitar as oportunidades. Fique atento e boas compras!

1- Prepare-se antes
Se o brasileiro tende a tudo procrastinar, a Black Friday exige um rompimento com essa tradição. Para saber se fará uma boa compra na sexta-feira, o cervejeiro precisa ter certa familiaridade com o produto. “O primeiro movimento é se preparar com antecedência. Para entender se aquela Black Friday tem ou não benefício, você tem de ter, no mínimo, alguma noção de preço, porque se não você tende como consumidor a ficar refém das estratégias de marketing e de preço. Esse é o primeiro ponto: ter tido ao longo do ano alguma interação para realmente entender o benefício”, explica Patricia Cotti, diretora-geral do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e professora da Academia de Varejo e da Fundação Instituto Administração (FIA).

2- Entenda a dinâmica
Sabe aquelas promoções prévias à Black Friday, que prometem preços melhores antes da sexta-feira? Então, em alguns casos, é verdade mesmo. Ou seja, você pode comprar cerveja mais barata na quarta ou na quinta, sem o risco de pegar um site congestionado, por exemplo. Mas, para isso, é preciso atenção à dinâmica dos varejistas. “O consumidor precisa se planejar para encontrar o que quiser com um bom preço”, avisa Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). “O Magazine Luiza fez uma divulgação avisando: esses produtos anunciados não estarão mais baratos na Black Friday. Ele deixou claro. Por isso é importante o planejamento, pois o consumidor precisa saber quanto custa no preço normal, para ter o senso crítico se aquela oferta está ou não interessante.”

3- Cadastre-se nos sites
A Black Friday vem mudando sua cara. Nos últimos anos, a dinâmica veio se modificando e atualmente os varejistas têm apostado em publicidade online, direta, que trabalhe a base de dados – e menos as mídias tradicionais. Então, depois de fazer uma pesquisa prévia sobre as lojas de cerveja, é preciso se cadastrar, porque as ofertas chegarão diretamente pela via digital. “É fundamental ter feito o cadastro nas principais lojas”, garante Eduardo. “Não adianta ficar esperando a televisão. O consumidor precisa se organizar”. Assim, “contar” para seus varejistas preferidos que você está disposto a receber ofertas e qual o tipo de produto você pretende comprar funciona como uma ferramenta para se encontrar no mar de promoções.

4- Busque, compare, garimpe
Depois de entender a dinâmica dos preços cervejeiros e de se cadastrar nos principais varejistas, o cervejeiro tem uma coisa óbvia e essencial a fazer: comparar as ofertas. “Um ponto fundamental para uma boa compra é essa parte de buscas e comparações”, atesta Patricia Cotti, da FIA. “É pesquisar, pesquisar e pesquisar. Não tem outro jeito”, concorda Eduardo, da SBVC. “A Black Friday é um grande garimpo para o consumidor e ele precisa procurar as ofertas.”

5- Acorde cedo
O varejo de alimentos e bebidas, que inclui o mercado cervejeiro, trabalha com uma especificidade: as vendas são feitas por lotes. Ou seja, há o risco da cerveja e de seu estilo preferido acabarem. “Se você quiser mesmo investir, você precisa fazer cedo, especialmente nos e-commerce. Historicamente, no caso das bebidas, sabemos que isso acaba sendo divulgado por lotes. Então, eles colocam o primeiro lote, estoura e, quando você vai ver, não tem mais o lote. É importante o horário, principalmente no caso de alimentos e bebidas”, alerta Patricia. “Existe o risco de, na sexta-feira, acabar o produto. É o que chamamos de ruptura, o término dos estoques, que tem sido muito comum na Black Friday”, reforça Eduardo.

6- Se preciso, não compre
E se você fez toda a pesquisa indicada, cadastrou-se, comparou e, ainda assim, achou que o preço de suas cervejas favoritas não valia a pena? Ou, então, mesmo que valesse, o estoque daquela IPA querida ou da belga almejada já tenha acabado, sobrando estilos e rótulos menos apreciados? O segredo, então, é esperar a próxima oportunidade. Black Friday não é necessariamente sinônimo de compra. “As pessoas também precisam se preparar para não comprar na Black Friday. Você estará com a antena ligada e, se vier a oportunidade, compra. Mas, se não vier, não compra”, recomenda o presidente da SBVC.

Para facilitar seu trabalho, o Guia da Cerveja publicará nesta quinta-feira um resumo com as principais ofertas de cerveja. Não perca.

Black Friday: Stout limitada provoca fila nos EUA

O varejo dos Estados Unidos inventou a Black Friday, que leva milhões de consumidores insanos para filas quilométricas em portas de lojas de eletrônicos e eletrodomésticos. As cervejarias artesanais, no entanto, trataram de remodelar o evento. Se nas lojas tradicionais a fila é de gente sedenta por produtos regulares, que estão nas prateleiras o ano todo, na porta das cervejarias a fila é por lançamentos de edições limitadíssimas de Stout envelhecida.

A tradição começou com a Goose Island: desde 1992 a cervejaria se dedica a envelhecer cerveja em barris de madeira. O que hoje pode ser considerado um procedimento comum, deve muito de seu desenvolvimento às experiências da cervejaria de Chicago com sua Stout em barris usados por destilarias de uísque como Evan Willians e Jim Beam. Os resultados dessas ousadias são cervejas com personalidade inigualável, dignas do rótulo de “raras”.

No começo dos anos 2000, a seleta leva de cervejas Stout maturada em madeira pela Goose Island passou a ser anunciada como a grande atração da Black Friday. Assim, fãs da marca se dispuseram a acordar cedo na manhã após o feriado de Ação de Graças para provar a Bourbon County Stout da marca.

Nos primeiros anos, apenas os beergeeks mais aficionados se davam esse trabalho. Mas, com o passar do tempo, filas enormes passaram a pipocar na sede – em 2017 foram mais de 2 mil pessoas – e nos pontos de venda da marca por todo o país, à espera da edição limitada. Esse ano é a primeira vez que oito variações da Bourbon County serão lançadas, sendo que a Proprietor’s (do proprietário, em inglês) estará disponível apenas em Chicago. Os preços não foram divulgados, mas nos anos anteriores variaram entre US$ 9,90 e US$ 18,99 por garrafa.

Outras cervejarias, no entanto, compreenderam a eficácia da fórmula e passaram a adotar estratégias semelhantes, lançando rótulos limitados na Black Friday. A maioria delas se mantém fiel à tradição traçada pela Goose Island, preparando Stouts envelhecidas. O estilo faz sentido para a ocasião: Chicago tem temperaturas médias abaixo de 10 graus em novembro.

Mas nem só de glórias se faz uma tradição. Durante o processo de maturação, a edição de 2015 da Bourbon County foi contaminada pela bactéria lactobacillus acetotolerans, que não faz mal algum, mas provoca off-lavors. O resultado é uma bebida muito mais azeda do que o desejado. Na época, a empresa fez um recall do lote contaminado, oferecendo uma compensação para os clientes que se sentiram lesados.

Consciência Negra: A cerveja e a obra crucial da filósofa Sueli Carneiro

Uma das mais decisivas pensadoras brasileiras da atualidade receberá nesta terça-feira uma importante homenagem. E ela virá com notas de lúpulo africano. Para celebrar o Dia da Consciência Negra, a Goose Island Sisterhood – confraria feminina da tradicional norte-americana Goose Island – lançará uma bebida inspirada em Sueli Carneiro.

A homenagem vem reforçar uma trajetória rica e de extrema abrangência histórica, social e política. Filósofa, escritora e uma das mais importantes ativistas do movimento social negro brasileiro, Sueli Carneiro é fundadora e atual coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra.

Fundado em abril de 1988, o Geledés luta em defesa de mulheres e negros e, também, contra as formas de desigualdade e discriminação que limitam a realização da plena cidadania, como a lesbofobia, a homofobia, os preconceitos regionais e de credo. Seu nome veio inspirado no termo Gèlède, uma forma de sociedade secreta feminina de caráter religioso existente nas sociedades tradicionais yorubás.

Mas não é apenas com sua atuação no instituto que Sueli Carneiro conquistou espaço decisivo na sociedade brasileira. Ganhadora do Prêmio Itaú Cultural 30 Anos em 2017 e do Prêmio Trip Transformadores em 2018, a filósofa atuou decisivamente na construção do movimento negro e feminista do país. Tornou-se, assim, mesmo diante dos constantes e cada vez mais brutais ataques às minorias, uma das grandes referências na tentativa de formulação de uma nação menos exclusiva.

“A Sueli é uma figura muito importante no Brasil para o movimento negro, para o movimento feminista e para o movimento de mulheres negras”, explica a escritora e pesquisadora Bianca Santana, que está trabalhando em uma biografia sobre a pensadora. “Escutei certa vez em uma entrevista sobre ela, de uma feminista das antigas, que o feminismo brasileiro hoje reconhece a diferença de raça e classe entre mulheres, o que é visto como um avanço internacionalmente. E isso se deve às feministas negras e especialmente à Sueli Carneiro.”

Autora do importante livro Quando me Descobri Negra e uma das três representantes brasileiras na edição deste ano da Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante festa literária do mundo, Bianca conta que Sueli sempre teve uma natural habilidade política, o que foi decisivo para o avanço institucional da luta contra o racismo.

“A Sueli trabalhou pesado para colocar o combate ao racismo como pauta dos direitos humanos, e isso foi uma construção política que não foi fácil de se fazer. E, de fato, ela enegreceu o feminismo”, aponta a escritora. “Ela tem uma habilidade política extraordinária. Consegue compor com pessoas muito diferentes, seja com homem branco, seja com pessoas com concepções políticas realmente diferentes. Tem uma inteligência política enorme para fazer as composições necessárias.”

Sueli também foi decisiva na construção de outras pautas fundamentais nas últimas décadas. É o caso, por exemplo, das cotas nas universidades públicas. “Não há nada do que ocorreu nos últimos 30 anos, seja no movimento negro ou de mulheres, que não passa necessariamente por ela. Você pega as cotas e ela foi essencial para que a pauta fosse colocada na agenda, para que o debate público acontecesse, para que as políticas fossem implementadas.”

Além da habilidade política e da representatividade em temas fundamentais, Sueli tem uma concepção teórica muito aguçada, segundo Bianca. “Ela é brilhante, realmente muito inteligente, então é muito rápida, articulada, sensível, intuitiva”. Compreende, ainda, a importância da luta coletiva – e que a luta só pode ser travada no coletivo. “Mesmo com todas essas características, ela não se tornou um ícone, não se afastou das pessoas, não virou celebridade. Muito pelo contrário”.

O Geledés, acrescenta a escritora, é um exemplo dessa capacidade de articulação coletiva. “O portal do Geledés tem uma importância gigante no combate ao racismo. Muitas vezes ele se juntou a outras organizações para travar a luta necessária”, complementa Bianca, antes de arrematar.

“Então, ela é alguém brilhante individualmente e que consegue articular a luta coletiva. É generosa e, como formuladora teórica, é uma das pensadoras mais brilhantes que temos. Mas o Brasil tem isso: não reconhece quem produz aqui, e o mundo tampouco reconhece quem produz em português. Ainda assim, o pouco dela traduzido ao inglês roda bastante. Precisamos ter mais da produção dela circulando por aqui e lá fora, pois ela é muito brilhante, fora do padrão mesmo.”

A cerveja de Sueli
A homenagem à pensadora parece ter sido rigorosamente pensada pela Goose Island. O estilo que a brindará, afinal, será o African IPA, uma India Pale Ale com lúpulos africanos (african queen e southern passion no dry hopping). Tem coloração cobre clara, aromas frutados e cítricos e o amargor bem presente, com 5,5% de teor alcoólico e 55 IBUs. Por indicação de Sueli, o lucro da cerveja será doado ao Geledés.

Sueli no processo de produção de sua cerveja

“Fiquei muito contente com essa homenagem. Não estamos aqui apenas para falar sobre o lançamento de uma nova cerveja, mas para trazer essa discussão e reflexão para a realidade das pessoas. Uma mesa de bar também pode ser um ótimo lugar para debater diversos temas e novas ideias com seriedade”, garante Sueli.

A escolha pela filósofa como homenageada, aliás, foi quase uma unanimidade na Goose Island Sisterhood. Surgiu quando Simone Gomes, Thami Dias e Stephanie Ribeiro, integrantes da confraria e representantes do movimento negro, buscavam uma referência no ativismo. Rapidamente, chegaram a ela.

“Sueli Carneiro é uma mulher que precisa ser lembrada pela sua atuação na discussão sobre gênero e raça no Brasil. Falamos muito sobre feminismo hoje em dia em espaços que não conseguiríamos ter legitimidade. Não foi à toa que isso aconteceu. Isso é fruto do trabalho de inúmeras mulheres, inclusive da Sueli. Somos mulheres negras e, na nossa sociedade, as coisas não são fáceis e não são dadas para a gente”, aponta Stephanie.

“Todas as cervejas da Confraria Sisterhood contam com a participação de diversas mulheres, já amantes e conhecedoras de cerveja ou até mesmo aquelas que querem saber um pouco mais sobre a confraria”, acrescenta Beatriz Ruiz, gerente de marketing da Goose Island e idealizadora do Sisterhood. “Em um mês marcado pelo Dia da Consciência Negra, buscamos uma pessoa que representasse bem o poder feminino e a cultura negra.”

A Sueli será a oitava cerveja – os rótulos anteriores foram Carolina, Enedina, Nísia, Luz, Helô, Kitty e Giu – lançada pela Goose Island Sisterhood, grupo formado no ano passado por representantes de entidades, ativistas, cervejeiras e mulheres diversas. A confraria se reúne periodicamente para falar sobre universo cervejeiro e empoderamento feminino.

O lançamento oficial da nova cerveja, que inicialmente será vendida apenas em chopp, será no dia 25 de novembro, a partir das 16h, no Brewhhouse de Goose Island, na Rua Baltazar Carrasco, Pinheiros, em São Paulo. Mas, nesta terça, algumas pessoas poderão prová-la no evento Desse Lado da Cor, no House of All, a partir das 14h.

 

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Nova lei obrigará cerveja brasileira a estampar ingredientes no rótulo

O mercado brasileiro de cerveja enfrentará uma mudança substancial no próximo ano. A partir de 6 de novembro de 2019, os rótulos terão que informar claramente ao consumidor quais ingredientes compõem o produto.

A nova instrução normativa foi publicada na última semana pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, em seguida, em Goiás, houve a homologação e a consequente nacionalização da exigência. Termos como “cereais não malteados ou maltados”, na prática, não serão mais suficientes. As cervejarias terão um ano para se adequar.

Assim, com a nova medida, o cereal ou amido que compõem a cerveja deverá ser explicitado no rótulo em ordem decrescente de proporção. Ou seja: ingredientes como arroz, trigo, milho, aveia, triticale, centeio e sorgo serão obrigados a aparecer.

Presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli diz que a medida é essencial para assegurar a qualidade da cerveja ao consumidor, uma vez que as multinacionais costumam utilizar outros cereais em sua produção.

“Com eles [os outros cereais], é possível aumentar a produção em detrimento das características sensoriais do produto. E isso não ficava claro para o consumidor com a adição de termos que muitas vezes encobriam esses ingredientes”, explica Lapolli. “Agora, quem bebe a cerveja saberá exatamente o que há no seu copo.”

A medida também vai, segundo ele, impulsionar o já dinâmico crescimento das artesanais brasileiras, que saltaram de 679 estabelecimentos registrados para 835 entre dezembro de 2017 e setembro de 2018, um expressivo aumento de 23%.

“Trabalhamos com um produto que tem mais valor agregado, com um processo que emprega mais pessoas e que se preocupa com a qualidade sensorial do que chega ao mercado. Com a normativa, o consumidor vai perceber isso antes mesmo da compra, ao olhar para os ingredientes explícitos no rótulo”, finaliza o presidente da Abracerva.

Se beber, recicle: Artista utiliza tampinhas em trabalho de conscientização

A iniciativa da reciclagem já deu passos importantes no Brasil nas últimas décadas, mas o desperdício de materiais com potencial para reutilização ainda é incalculável. Se garrafas pet e latinhas de alumínio são comumente convertidas em novos produtos, outros resíduos pouco lembrados da indústria de bebidas ainda permanecem esquecidos. É o caso das tampinhas de metal, que se transformaram no mote do trabalho do artista plástico e educador ambiental Alfredo Borret no Rio de Janeiro.

Desde 2007, o artista atua em um projeto denominado Ecotampas. Com sua técnica, transforma as tampinhas de garrafas de cervejas e refrigerantes em trabalhos que vão de pequenos souvenirs a releituras e réplicas de obras de arte. “É uma proposta de consciência ambiental e reflexão sobre a consciência do resíduo do lixo. Utilizo a arte para despertar a consciência ecológica e socioambiental do cidadão”, conta Borret em entrevista ao Guia da Cerveja.

Divulgado recentemente pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2017 apontou que 40,9% de todo o lixo do país não tem a destinação correta, sendo que o número de cidades que usa lixões aumentou para 1.610 no último ano. Além disso, 1.647 municípios – ou 29,6% do total – ainda não possuem serviço de coleta seletiva.

Inicialmente, diante do cenário pouco inspirador, Borret voltou sua habilidade para criar arte através das garrafas pet, um dos materiais mais reciclados no Brasil, ao lado do alumínio e do papel. Mas, posteriormente, decidiu concentrar sua ação nas tampinhas, um resíduo pouco lembrado para reciclagem, o que lhe motivou a transformá-las em beleza através de um trabalho de sustentabilidade e com caráter educacional.

“Comecei a observar que ninguém olhava para o resíduo tampinha. Até hoje, não existe essa gestão por uma empresa. A tampinha é um lixo que está fora do radar da reciclagem. A pergunta que sempre faço é: ‘para onde foi parar a sua última tampinha?’. Ninguém sabe”, explica, apontando o status de “patinho feio” das tampinhas de metal na reciclagem.

A razão para esse esquecimento das tampinhas é financeiro, como calcula Borret. “Uma tampinha pesa 2,5 gramas, é um metal barato, então um quilo equivale a 400 tampinhas. E um quilo no ferro-velho vale R$ 0,50. Não tem valor, então as empresas não se interessam”, explica.

Nesse cenário, o retorno financeiro para a reciclagem poderia ser irrisório para as partes envolvidas nas cadeias da indústria de bebidas. Mas o trabalho de conscientização através da arte tem potencial para evitar o descarte errado do lixo, ação que provoca problemas ambientais e à saúde pública.

O estudo divulgado pela Abrelpe aponta que nos últimos cinco anos foram enviados para lixões 45 milhões de toneladas de materiais recicláveis, que poderiam movimentar mais de R$ 3 bilhões por ano, segundo a estimativa da associação. E não se trata apenas de uma questão econômica. “Uma tampinha pode ser um criadouro para o Aedes aegypti”, alerta Borret, sobre o mosquito transmissor da dengue.

A arte de Borret
No início de seu trabalho, o artista distribuía pequenos brindes aos turistas que visitavam a cidade, como imãs para geladeiras e chaveiros dos principais cartões-postais do Rio. Mas as ações se expandiram, a ponto de Borret calcular já ter utilizado mais de 5 toneladas de tampinhas nos últimos 11 anos, dando uma alternativa para um material de difícil recomposição.

Exposição com as obras de Borret

Entre os trabalhos, o artista já montou uma árvore de Natal em frente à quadra da escola de samba Salgueiro com 82 mil tampinhas, além de ter decorado a fachada de um dos camarotes da Apoteose – onde tradicionalmente ocorrem os desfiles do carnaval carioca – com 13 mil tampinhas. E, também, frequentemente, realiza exposições do seu trabalho.

Para transformar as tampinhas em arte, Borret utiliza uma técnica definida por ele como única, inspirada em quebra-cabeças e que provoca um efeito de mosaico em seus trabalhos. “Uso recorte e colagem de fotografia. Pego uma foto grande, de 90cm x 60cm, por exemplo, e no verso faço diversas bolinhas, cortando uma por uma e encaixando. Depois, com uma agulha, vou alinhando”, detalha.

Sem parcerias com grandes empresas ou indústrias de bebidas, Borret precisa realizar um trabalho de “formiguinha” para colocar seu plano de conscientização artística em prática. Assim, faz parcerias com bares e estabelecimentos para obter as tampinhas, em uma iniciativa que rende bons frutos para todas as partes envolvidas.

“Faço a gestão do resíduo, colocando um coletor de tampinhas. Depois, coleto as tampinhas. E aí transformo as tampinhas em um imã. Vira um souvenir de marketing ambiental. E também recebo doações”, comenta Borret, que tem um slogan e um mantra para seu trabalho: “Se beber, recicle”.

 

Black Friday: Invicta faz promoção de 50% para simular cerveja “sem imposto”

A Invicta aproveitou a Black Friday para fazer uma nova e interessante contra o imposto cobrado das artesanais. Entre os dias 20 e 25 de novembro, a marca fará mais uma edição da Semana da Justiça, em que venderá suas cervejas com até 50% de desconto. A compra pode ser feita no site da cervejaria.

A ideia central da campanha é fazer um alerta sobre o alto imposto cobrado no mercado de artesanais. O desconto oferecido pela Invicta, afinal, simula o valor que cada garrafa teria se não existissem tantas taxas ao setor.

“Com esta ação, onde nós subsidiamos os impostos, queremos fomentar as artesanais e dar oportunidade de todos conhecerem nossas cervejas, já que no período da campanha, são vendidas a um preço bem mais acessível”, explica Rodrigo Silveira, mestre-cervejeiro e diretor da Invicta, marca que se tornou célebre por conta de seus rótulos lupulados, como a 1000 IBU.

Serão disponibilizadas centenas de caixas de cervejas de 24 rótulos diferentes. Com os descontos de até 50%, os valores vão variar de R$ 7,95 a R$ 15,90. O limite de cada compra por CPF será de 32 garrafas, que podem ser do mesmo rótulo ou variados.

Já o envio das cervejas será feito a partir de 10 de dezembro. Se o consumidor quiser ficar isento do valor do frete, pode retirar as cervejas na fábrica, entre os dias 5 e 8 de dezembro, na Avenida do Café, 1881, em Ribeirão Preto.

Para mais informações, ligue no (16) 3878-1020 ou acesse www.facebook.com/cervejariainvicta.