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Entrevista: A franquia e os planos de expansão da Antuérpia em SP

De inspiração belga, fundada em Minas Gerais e consolidada no Rio de Janeiro, a cervejaria Antuérpia engata seu plano de expansão rumo ao maior mercado brasileiro: o de São Paulo. Para se consolidar em um ambiente tão dinâmico, a empresa passou por um processo de revisão completo, que inclui desde o visual (reeditado em 2017) ao próprio modelo de negócio. Em 2019, a marca passa a apostar no modelo de franquia, com lojas de rua e em shopping centers em toda a região Sudeste.

Saulo Oliveira, diretor da Antuérpia

Para o diretor comercial da Antuérpia, Saulo Oliveira, o modelo tem potencial para dobrar o valor da marca e pode configurar uma ótima oportunidade de negócios. “Queremos levar para todos os franqueados uma ótima oportunidade financeira através de um ótimo produto.”

Nessa entrevista exclusiva ao Guia da Cerveja, Saulo conta a trajetória da cervejaria premiada com a medalha de platina no Mbeer Contest, do Mondial de La Bière Rio, e discute os planos para o futuro da marca.

Confira, a seguir, a entrevista com Saulo Oliveira, diretor da Antuérpia.

A Antuérpia nasceu em Juiz de Fora e se consolidou no Rio de Janeiro. Como foi a chegada e o processo de se estabelecer no cenário carioca?
Somos uma cervejaria fundada em 2009 para atender a demanda dos nossos restaurantes em Minas. Em 2011, resolvemos abrir o mercado. E, estrategicamente, geograficamente, o Rio de Janeiro é a maior cidade próxima. Então, em 2012, chegamos no mercado do Rio e a aceitação foi muito boa. Junto a isso fomos um dos maiores responsáveis pelo movimento de ciganos do Rio, tanto na cidade como no estado. Fizemos nascer grandes marcas que hoje estão consolidadas.

Qual foi o papel da Antuérpia nesse ponto?
Nasceram dentro da nossa fábrica. A Hocus Pocus, que está montando uma fábrica em Três Rios, nasceu lá dentro, a cervejaria Praya, a 3Cariocas, a Three Monkeys. Foi um berço para cervejarias cariocas, e isso levou a Antuérpa junto, trouxe o carinho do carioca. A aceitação foi muito boa, crescemos muito no Rio, mês a mês. Mas, de um ano e meio para cá, dois anos, focamos muito na nossa marca. Fizemos o re-design, tornamos a marca mais jovem, conversando mais com o público do rock, que é a nossa pegada, e a coisa foi crescendo em PG [progressão geométrica]. Nem esperávamos esse crescimento, da forma como foi acontecendo, e aí sentimos a necessidade de alçar voos maiores e chegar ao mercado de São Paulo.

O que veio mais nessa reestruturação de marca?
Na verdade foi o branding e o foco da fábrica, que passou a ser mais na produção própria. Em pouco mais de um ano, saímos de uma produção de 70% para marcas ciganas e 30% de Antuérpia para 95% de Antuérpia e 5% de ciganos. Foi uma decisão acertada, no meu ponto de vista, onde unimos força, reestruturamos nossa equipe comercial, criamos uma estrutura de fábrica e retaguarda muito forte, que outras cervejarias não têm. Isso propiciou nosso crescimento no Rio e consequentemente vieram os prêmios, em Blumenau, São Paulo, no próprio Mondial RJ. Achamos, então, que era hora de entrar no mercado de São Paulo. Viemos esperançosos, mas começamos com um representante comercial para atender os bairros dos Jardins, Itaim, Pinheiros, Vila Olimpía. Achamos que essa entrada seria complicada por sermos de Minas, uma cervejaria pouco conhecida – com a exceção dos “beergeks”, embora saibamos que a maior fatia do mercado não seja de beergeks. Mas a aceitação foi rápida. Várias vitrines como o Empório Alto de Pinheiros, Frangó, Casp [Cerveja Artesanal São Paulo], entre outros, adoraram o produto, vestiram a camisa e entenderam o conceito, o que é o mais importante. Mais do que um produto, queremos entregar um conceito, uma maneira de contribuir com o mercado de forma agradável.

E qual é esse conceito?
O objetivo da marca é entregar cerveja de qualidade a um ótimo custo-benefício e, claro, fazer as pessoas felizes. Basicamente é para isso que a gente trabalha, na área de eventos, principalmente em Minas e Rio – e vamos começar aqui. Então, é proporcionar uma experiência diferente para o consumidor. E vem dando muito certo. As coisas em São Paulo acontecem muito rápido, de modo dinâmico. O nível de serviço é altíssimo. E tudo isso permitiu nosso crescimento aqui.

A Antuérpia chegou a São Paulo como uma curiosidade, uma marca exótica, ou com status como uma cervejaria conceituada?
Antes de entrar em São Paulo, estudamos um ano o mercado, estruturamos toda a parte de logística, fizemos um recrutamento muito específico para um vendedor, apenas um, que soubesse vender, tivesse afinidade e vestisse a camisa da marca. Os próprios treinos, a própria parceria que fizemos com a Nikita com o chef Ronaldo Rossi, que é um cara muito respeitado. Chegamos com um cara forte, um nome conhecido daqui, mostrando que chegamos para somar, que não queremos subtrair de ninguém, sempre nessa política de querer fazer o bem, de levar cerveja boa para a galera. E a coisa aconteceu.

Hoje vocês continuam com uma pessoa fazendo o comercial?
Hoje temos um comercial para atender esta área e outro para atender o interior, que é São José dos Campos e litoral. O próximo passo é se estruturar para colocar mais um só para fazer o litoral, outro para fazer mais uma área na capital, outro vendedor para atacar o varejo, pois a Antuérpia nos outros estados – Minas, Rio e Espírito Santo – é muito forte no varejo. Agora vamos procurar os melhores varejos daqui. Nossa expectativa para esse fim de ano e para o próximo é a melhor possível. Nossa estratégia, nossa verba de marketing, estão todas voltadas para fazer acontecer em São Paulo.

Em paralelo, vocês têm algum outro plano de expansão?
A ideia é consolidar bem o Sudeste e, em paralelo a essa ideia de São Paulo, estamos pondo em prática um modelo de franquia (formatado pelo Grupo Soares Pereira & Papera) dos nossos bares próprios, nossos tap room – hoje já temos quatro, um no Rio, no Leblon, dois em Vitória e outro em Pouso Alegre, no interior de Minas. A ideia, para o próximo ano, é desenvolver bem esse modelo de franquia em São Paulo e crescer no varejo. Entrar muito forte também em eventos, especialmente no rock, aqui em São Paulo. Enfim, estamos muito animados. Temos muito trabalho que nos deixa muito felizes e esperançosos com tudo o que vem acontecendo. As expectativas são as melhores possíveis.

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Corrida etílica, festa da Sinnatrah: 8 eventos cervejeiros para o fim de semana

Corrida que vale cerveja de qualidade, festas comemorativas, evento cultural com refugiado árabe, curso de marca premiada. O final de semana traz uma série de atrações imperdíveis e, para facilitar, o Guia da Cerveja reuniu 8 bons eventos cervejeiros espalhados pelo país. Confira. E divirta-se.

 

Sudeste

Rio de Janeiro
– Beer Mile: Um divertido desafio será realizado pela 2cabeças. Trata-se da segunda edição do Beer Mile, que consiste em dar uma volta no quarteirão (um quarto de milha) e beber um chope, repetindo o itinerário quatro vezes até completar uma milha. Quem fizer em menos tempo ganha um prêmio mais do que especial: uma caixa com 12 garrafas de 500 ml da 2cabeças. O ingresso custa R$ 50 e inclui os quatro copos de 300 ml. Será no sábado, das 16h às 18h, na Estação 2cabeças, na Rua General Polidoro, 168, Loja B.

– Villa Stella Artois: Com curadoria e chancela de Fabio Codeço e Gabriel da Muda, dois especialistas da gastronomia carioca, a Stella Artois realizará a primeira edição da Villa Stella Artois, em Botafogo. Nomes tradicionais como Bar Urca, Aconchego Carioca, Zinho Bier e Ceviche da Fabi, entre outros, marcarão presença no evento, que será embalado por bandas e DJs se revezando em ritmos como jazz e folk. A festa terá ainda workshops e bate-papos sobre os principais temas do cenário gastronômico. Será no sábado, das 12h à 1h, e no domingo, das 12h às 22h, na Rua São Clemente, 446.

São Paulo
– Aniversário da Sinnatrah: Para comemorar seus 9 anos, a Sinnatrah realizará uma festa especial em sua nova sede. Custará R$ 99 e terá livre degustação de drinques on tap e chopes de cervejarias como Tarantino, Mea Culpa, Trilha e Votus, além da Freaktion e da Juan Caloto, que apresentarão uma nova colaborativa. Haverá, ainda, sorteio de kits e prêmios cedidos pelas cervejarias. Será no domingo, das 12h às 18h, na Avenida Pompéia, 2021. Compre aqui seu ingresso antecipado.

– Deck árabe: Um dos principais polos culturais de São Paulo, famoso por acolher refugiados e estabelecer um importante diálogo com as raízes árabes, o restaurante Al Janiah será o convidado da Comida no Deck, evento feito em parceria entre a Stella Artois e o Cartel 011. Destaque para a presença de pratos como Shawarmas (R$ 18), doces árabes (R$ 10) e, claro, muita cerveja da marca. A festividade ainda terá a presença de Hassad, um refugiado árabe que fará Leitura de Bora, um costume que remete a ler e interpretar o que sobra de café nos copos. Será no sábado, das 18h às 22h, na Rua Artur de Azevedo, 517.

 

Sul

Flores da Cunha
– Beer Day da Alem: O público de Flores da Cunha, próximo a Caxias do Sul, terá a oportunidade de curtir o 2º Beer Day da Alem Bier, um evento repleto de cervejas premiadas produzidas dentro de uma vinícola, além de boa gastronomia e atrações musicais. Destaque para as rodadas duplas de chopes, segundo promete a cervejaria. Será no sábado, a partir das 16h, na Vinícola Monte Reale, na Avenida Vinte e Cinco de Julho, 5005.

Viamão
– Zapata in Concert: No coração da zona rural de Viamão, a cervejaria Zapata organiza a 4ª edição do Zapata in Concert Beer Festival. O evento busca, “nesse dia festivo e libertário, transformar nossa Farmhouse Brewery em uma experiência concreta e inesquecível para todos que vierem participar. Um encontro onde coexista o movimento cervejeiro e outros diversos projetos culturais e revolucionários”, segundo destaca a cervejaria. Custa um quilo de alimento não perecível – ou R$ 5 a ser pago na hora – e terá bandas locais e autorais, exposições artísticas e muita cerveja de qualidade. Será no sábado, das 10h às 22h, na Estrada da Capororoca.

Curitiba
– Curso na Bodebrown – A multipremiada cervejaria realiza neste final de semana mais uma edição de seu Curso Iniciante Cerveja na Panela – Nível Básico. As aulas ficarão a cargo de Edygil Pupo, da DeBora, e contemplarão tanto a parte teórica quanto a prática. Sai por R$ 416 e será na sexta, das 19h às 22h30, e no sábado, das 8h30 às 17h, na Rua Carlos de Laet, 1015.

 

Nordeste

Salvador
– Beer Day: Mais de 10 estilos de cervejas artesanais estarão disponíveis na 5ª edição do Beer Day, que será aberto ao público e terá entrada gratuita. “O Beer Day já está no calendário cervejeiro baiano como um dos maiores e principais eventos da categoria. A cada edição nos dedicamos a revelar novos sabores e fortalecer a cadeia produtiva da região”, conta Jackie Silva, curadora do festival. Estarão presentes nomes como a Artmalte, Proa, Mandacaru, BardoBier, Mindubier e Vitrine da Cerveja. Será no sábado, das 12h às 20h, no Bombar, na Rua Canavieiras, no Rio Vermelho.

Quer incluir seu evento em nossa agenda? Escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Preço da cerveja cai em outubro e amplia deflação em 2018

Se a produção industrial de bebidas alcoólicas e de cevada atravessam um momento difícil, ao menos o cervejeiro pôde se contentar com a queda no preço da cerveja no domicílio. Em outubro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a bebida registrou deflação de 0,10%.

Esse dado aponta que o preço da cerveja seguiu no rumo contrário ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apresentou inflação de 0,45% no décimo mês do ano.

A queda em outubro, ainda que ligeira, reforçou o cenário de baixa do preço da cerveja no domicílio em 2018 – agora de 1,68%. E também há deflação, de 0,97%, quando são considerados os últimos 12 meses.

Já em relação à cerveja fora do domicílio a tendência de alta se manteve em todos os cenários observados. A inflação foi de 0,18% em outubro, deixando o índice acumulado de 2018 em 1,95%. E a elevação é de 2,32% no somatório dos últimos 12 meses.

Outros itens pesquisados pelo IBGE também apresentaram alta em outubro. Foram os casos de outras bebidas alcoólicas no domicílio (0,39%), outras bebidas alcoólicas fora do domicílio (0,26%), além da inflação do setor de alimentação e bebidas, que foi de 0,59%, sendo um dos que provocou a alta do índice geral no décimo mês de 2018.

Confira, a seguir, os dados da inflação de outubro.

IPCA

Outubro

2018

12 meses

Cerveja no domicílio

-0,10%

-1,68%

-0,97%

Cerveja fora do domicílio

0,18%

1,95%

2,32%

Outras Bebidas Alcoólicas no Domicílio

0,39%

3,70%

3,68%

Outras Bebidas Alcoólicas Fora do Domicílio

0,26%

2,23%

2,55%

Alimentação e Bebidas

0,59%

3,17%

3,33%

Inflação Geral

0,45%

3,81%

4,56%

Fabricação de bebidas alcoólicas sofre forte queda em setembro

A produção industrial de bebidas alcoólicas teve queda expressiva em setembro. A fabricação caiu 13,3% no nono mês de 2018 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e ampliou a baixa registrada em agosto, que havia sido de 5,4%.

Essa redução na fabricação de bebidas alcoólicas em setembro impactou diretamente nos números de 2018, que agora são rigorosamente iguais aos do mesmo período de 2017. Porém, ainda há registro de crescimento nos últimos 12 meses, de 1,6%.

Já a fabricação de bebidas não alcoólicas repete o cenário: redução considerável de 11,1% em setembro na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, registra alta de 3% em 2018, mesmo porcentual dos últimos 12 meses.

Como já havia ocorrido em agosto, a indústria de bebidas apresentou queda, agora de 9,6% na comparação entre setembro e agosto de 2018. No ano, por sua vez, há crescimento acumulado de 1,4%, enquanto o índice dos últimos 12 meses é de 2,3%.

A queda acentuada da fabricação de bebidas em setembro compôs um cenário de diminuição da produção industrial brasileira, algo que já havia sido registrado no oitavo mês do ano. Na comparação entre agosto e setembro, a redução foi de 1,8%. O índice é de 2% quando a base é o mesmo período de 2017.

Confira, a seguir, os números da produção industrial de setembro:

Produção industrial

Setembro

2018

12 meses

Bebidas alcoólicas

-13,3%

0,0%

1,6%

Bebidas não alcoólicas

-11,1%

3,0%

3,0%

Fabricação de bebidas

-12,2%

1,4%

2,3%

Geral

-2,0%

1,9%

2,7%

Cerveja sustentável: Corona faz campanha ambiental e por vida na natureza

Enquanto problemas ambientais já colocam em risco a produção mundial de cevada, o que pode resultar em queda no consumo e aumento do preço da cerveja, algumas marcas já trabalham com foco na sustentabilidade. É o caso da Corona.

Durante a etapa de classificação do São Sebastião Pro, realizada neste final de semana e válida pelo WQS, a divisão de acesso do Mundial de Surfe, a Corona promoveu uma ação especial de limpeza da praia.

Uma das patrocinadoras do evento, vencido pelo brasileiro Yago Dora, a marca fez uma parceria com a ONG Soul Life para promover a iniciativa. População local, turistas e até surfistas foram convidados no sábado a trabalharem pela limpeza da praia de Maresias, onde aconteceu a bateria do campeonato.

“A cerveja Corona acredita que a vida deve ser aproveitada ao máximo, sempre em contato com a natureza e, por isso, investe globalmente em ativações que tragam o nosso compromisso de preservar o planeta em que vivemos”, aponta Fernanda Federico, gerente de marketing de Corona.

“Estamos aproveitando a visibilidade de um evento como esse para engajar e incentivar todos a cuidarem do meio ambiente e mostrar que, mesmo com pequenas ações, podemos fazer a diferença”, acrescenta Fernanda.

Vida offline
Esta, porém, não foi a única aposta da Corona em prol da sustentabilidade. Buscando estimular seus consumidores a viverem mais em contato com a natureza, a marca acaba de lançar uma campanha para incentivar as pessoas a se desligarem do mundo online e da rotina para “curtir o verão do jeito da marca”.

Assinada pela Wieden+Kennedy, de São Paulo, a campanha traz um vídeo convidando todos a aproveitarem o verão ao ar livre. Promoverá, também, a partir do dia 21/11, a Corona Offline Hour em seu Facebook Messenger, um serviço que avisará sobre os principais locais para se curtir uma Corona em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

A iniciativa conta ainda com promoções exclusivas para concorrer a um convite das famosas Corona Sunsets de ano novo. “Acreditamos que desconectar da rotina é fundamental para que nossos consumidores vivenciem tudo que a Corona incentiva e realmente abracem a nossa mensagem pra esse final de 2018 e 2019: nesse verão, fique mais offline”, explica a gerente de marketing, antes de completar.

“Agora começa uma das épocas mais gostosas do ano para aproveitar do lado de fora de casa, e a Corona quer incentivar seus consumidores a deixarem de lado um pouco a rotina e as redes sociais para realmente viverem essa estação que é a cara do Brasil”, finaliza Fernanda.

Confira, aqui, o vídeo da campanha.

Zalaz e 5 Elementos conquistam principais prêmios do Slow Brew

A edição deste ano do Slow Brew foi um enorme sucesso. Com a presença de 75 cervejarias nacionais e internacionais, que levaram mais de 370 rótulos e 50 lançamentos, o evento em São Paulo conquistou o público com uma seleção impecável de cervejas e muita animação. Destaque também para o consumo de mais de 16 mil litros de água, embalados pelo Programa Saber Beber, do Grupo Petrópolis.

“Muito obrigado slowers pela presença, alegria e educação. Vocês souberam curtir e foi muito lindo ver que a maioria de vocês estavam degustando em pequenas doses, curiosos com as cervejarias, conversando com o próximo. Vimos que vocês beberam água para valer”, agradeceu a organização em seu Instagram. “O clima estava incrível graças a vocês que contagiaram o salão.”

Outra importante novidade foi a realização de um concurso para escolher a cervejaria do ano e os melhores rótulos do evento. E, com participação do público, que votou tanto digitalmente quanto em cédulas disponíveis no Beer Pocket, a disputa elegeu a Zalaz e a 5 Elementos como as principais cervejarias do festival.

De Paraisópolis, Minas Gerais, a Zalaz conquistou o principal prêmio do concurso: o de cervejaria do ano, votação que escolheu a marca que prestou o melhor atendimento no festival e que tinha o melhor taplist no contexto geral – levou, ao todo, seis rótulos.

Mas a 5 Elementos, de Fortaleza, também conquistou o gosto do público ao ganhar como melhor lançamento e rótulo mais curtido do festival, ambos com a Coconut & Pancake Brunch Stout, uma Russian Imperial Stout com 12% de teor alcoólico. Destacou-se, ainda, com a Coffee & Pancake Brunch Stout e a Abyssal SBB2018.

A votação popular coroou a iniciativa de um festival que sempre prezou pela integração entre público e mestres cervejeiros – a organização do Slow Brew trata como obrigatória a presença dos produtores, segundo contou o organizador do evento, Dr. Mauricio Leandro, ao Guia da Cerveja.

“Muito obrigado cervejarias por reservarem um tempinho na agitada agenda de vocês para estarem presentes e por selecionarem rótulos com muito carinho para os slowers. Foi uma seleção de realmente dar água na boca. A gente sabe do corre-corre. A presença de vocês é um orgulho para nós e o mais alto grau de respeito para com os slowers”, acrescentou a organização.

Como também antecipou o Dr. Mauricio Leandro ao Guia da Cerveja, a edição de 2019 do Slow Brew já tem data para ser realizada: 23 de novembro, novamente em São Paulo.

Confira, a seguir, todas as cervejarias premiadas do Slow Brew.

Cervejaria do Ano
Campeã Zalaz

Lançamentos
Medalha de Ouro – Coconut & Pancake Brunch Stout – 5 Elementos
Medalha de Prata – Abyssal SBB2018 – 5 Elementos
Medalha de Bronze – Engesa Oil Brunch Stout – Salvador Brewing Co.

Rótulos mais curtidos
Medalha de Ouro – Coconut & Pancake Brunch Stout – 5 Elementos
Medalha de Prata – Maple Black Anthrax – Quatro Graus
Medalha de Bronze – Coffee & Pancake Brunch Stout – 5 Elementos

Estudo mostra que mudanças climáticas ameaçam produção de cevada

As mudanças climáticas já estão começando a preocupar o mercado cervejeiro. Um estudo publicado no jornal Nature Plants comandado pelo pesquisador britânico Dabo Guan, da Universidade de East Anglia (Inglaterra), com base em modelos econométricos e de previsões climáticas, mostra que se o aquecimento global continuar no ritmo atual, fenômenos como secas e ondas de calor deverão afetar as principais regiões produtoras de cevada do mundo. Há o risco de reduções significativas nas colheitas e até de aumentos nos preços.

A pesquisa estudou a possibilidade desses eventos extremos atingirem as principais áreas de produção de cevada nos seis continentes habitados entre os anos de 2010 e 2099. Foram considerados quatro cenários possíveis, desde um mais positivo, prevendo a diminuição drástica e imediata de emissões de gases de efeito estufa, até o pior, com aumento nas emissões. Em todos os casos foram encontradas chances maiores de fortes eventos climáticos afetarem a produção registrada no século XX. No melhor cenário, a probabilidade é de 4%. E, no pior, de 31%.

Segundo o estudo, o clima extremo reduziria a produção entre 3% e 17% em 34 regiões do mundo pesquisadas. Áreas tropicais como América Central e do Sul seriam bastante prejudicadas por seu clima tropical, enquanto em outras áreas, como o norte da China e dos Estados Unidos, a colheita pode crescer até 90%, mas não compensaria os estragos.

Depois de projetada a situação climática, Guam e sua equipe usaram um modelo econômico para prever oferta, demanda e movimentos do mercado internacional do cereal e de cerveja. Concluíram que, na pior das hipóteses, o consumo seria reduzido em 16% e o preço dobraria até 2099. Na melhor delas, o consumo retrairia 4% e o preço subiria 16%.

A China, maior mercado consumidor de cerveja do mundo, consumiria 4,34 bilhões de litros a menos por ano. Os EUA, mesmo crescendo sua produção com as maiores temperaturas, também consumiria menos devido à alta nos preços. Na Irlanda o preço triplicaria, chegando perto de US$ 10 por litro, devido à alta predisposição do público a pagar. E, na República Tcheca, os preços podem aumentar até 600%.

“O que estou tentando enfatizar é que as mudanças climáticas vão impactar o estilo de vida das pessoas”, afirma Guan.

Ele espera que, entendendo as consequências no dia a dia, mesmo os cidadãos de países industrializados – geralmente pouco prejudicados por problemas de suprimentos de alimentos – passem a agir. “Se as pessoas querem beber cerveja enquanto assistem futebol, temos que fazer alguma coisa”.

Trabalho de melhoramento da cevada cervejeira é reconhecido pela indústria

O melhoramento da cevada cervejeira no Brasil foi alvo de reconhecimento da Ambev, que homenageou Euclydes Minella, da Embrapa Trigo. O pesquisador, que trabalha diretamente com a evolução do grão desde a década de 1970, recebeu a honraria da principal indústria cervejeira do mundo durante o dia de campo na maltaria da Ambev, realizado em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

“Os resultados obtidos pela Embrapa representados por cultivares e tecnologias de produção têm contribuído definitivamente para a consolidação e expansão da produção nacional que atualmente supre 40% da demanda em vez dos 25% de 15 anos atrás”, avalia Minella.

Minella exerce a função de pesquisador da Embrapa Trigo desde 1975, atuando na criação, desenvolvimento e transferência de conhecimentos e tecnologias na área de agronomia e melhoramento genético de cereais de inverno, com ênfase na cevada.

Na ativa desde 1978, o programa de melhoramento genético de cevada da Embrapa Trigo gerou milhares de novas linhagens e cultivares para uso comercial, algo fundamental para a consolidação de produção competitiva de cevada cervejeira no Brasil.

Vale ressaltar que a cevada é o quinto grão em ordem de importância econômica e social, tendo utilização na maior parte do mundo na alimentação animal. Porém, o cenário é diferente no Brasil, onde a malteação é a principal aplicação econômica: 85% da cevada é utilizada na industrialização de malte, 7% é reservada para semente e apenas 8% na elaboração de rações, quando não atingem padrão de qualidade cervejeira.

Do total de malte produzido no Brasil, aproximadamente 95% é destinado para fins cervejeiros. O consumo anual de malte pela indústria cervejeira brasileira é estimado em 1,3 milhão de toneladas, com a produção brasileira atendendo apenas 40% da demanda, número que aumentou diante da qualidade adquirida pela cevada cervejeira nacional.

Nova Brahma, Smoked Coconut Sour IPA: Confira as novidades da semana

Depois de ganhar prêmios com sua Heller Bock, a Brahma apresentará o rótulo ao público paulistano em novembro, em bares exclusivos. A semana trouxe ainda interessantes relançamentos em latas de 473 ml, além do anúncio de uma parceria entre a Synergy e a norte-americana Against the Grain. Confira, a seguir, as novidades da semana.

Heller Bock premiada
Para marcar a chegada da primavera, a Brahma apresenta ao público a Heller Bock, estilo criado na Alemanha justamente para celebrar a estação. O rótulo, inclusive, foi premiado em março com a medalha de ouro no Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau, no estilo Heller Bock/Maibock, e a prata no International Beer Challenge, em julho. Seu lançamento com edição limitada acontece em novembro nos bares e restaurantes do CIA Tradicional de Comércio (Original, Astor, Pirajá, Pizzaria Braz e Lanchonete da Cidade), em São Paulo, e ficará disponível até o dia 24. Trata-se de uma Bock clara, com sabor maltado presente, porém sutil.

Workshop e Smoked IPA
Depois de lançar uma Oatmeal Coffee Stout e uma Hazy Pale Ale, a Synergy traz outra interessante novidade ao mercado. No dia 6 de novembro, em sua sede, em Sorocaba, receberá o cervejeiro Jerry Gnagy, da Against the Grain, para um workshop exclusivo sobre técnicas de defumação e envelhecimento em barris de madeira (compre aqui seu ingresso). No mesmo dia ocorrerá uma brassagem colaborativa entre a cervejaria brasileira e a norte-americana, que resultará em uma Smoked Coconut Sour IPA.

Na lata I
Os dois primeiros rótulos criados pela Mafiosa Cervejaria ganharam uma versão em lata de 473 ml: a Don Drino, uma East Coast IPA, e a A Noiva, uma American Wheat. A primeira chega ao mercado na próxima semana, com preço sugerido de R$ 35. Já A Noiva, que traz algumas alterações em sua receita original, como aumento da lupulagem e inclusão de novos lúpulos – Amarillo, Citra e Cascade -, tem previsão de lançamento para novembro. Seu preço sugerido varia entre R$ 30 e R$ 32.

Na lata II
Quem também apostou em uma nova roupagem foi a Babel. Para comemorar seus 5 anos em novembro, a cervejaria gaúcha lançou a sua linha de produtos em latas de 473ml. São, ao todo, nove rótulos, que já vêm com a nova identidade visual da marca, apresentada na metade deste ano.

Entrevista: A flor rara e os incríveis caminhos que levam ao Slow Brew

Um psicanalista vai morar no Acre, descobre um polo de cervejas europeias na Bolívia, faz um tour de quatro mil quilômetros pela Bélgica e, inspirado por uma flor rara, que abre apenas algumas horas por ano, decide criar um festival cervejeiro único, inspirado no movimento slow life.

Dessa improvável – e fantástica – conexão, surgiu o Slow Brew, um dos mais interessantes festivais cervejeiros nacionais que será realizado neste sábado, das 12h às 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb, em São Paulo.

Para conhecer um pouco mais sobre os conceitos e a história do evento, que terá 75 cervejarias e mais de 370 rótulos com livre degustação, o Guia da Cerveja conversou com o Dr. Mauricio Leandro, o psicanalista que se enveredou por essa incrível jornada.

Entre histórias aventureiras repletas de detalhes e importantes reflexões sobre a modernidade, o Dr. Mauricio conta sobre a “gênese” do festival, explica sua preocupação com o público e fala sobre o cuidado de levar cervejarias que tenham algo a dizer.

Se todas as estradas levam a São Paulo, como diz o psicanalista ao explicar sua escolha pela cidade-sede, não parece exagerado dizer: todos os caminhos levam ao Slow Brew.

Confira, a seguir, a imperdível entrevista com o Dr. Mauricio Leandro, psicanalista e fundador do Slow Brew.

Como surgiu exatamente o festival?
Eu e a Kátia [Pereira, curadora do festival] já apreciávamos cerveja artesanal há muito tempo. Inclusive, morei no Acre e lá, no final dos anos 90, a única coisa que fazíamos era ir em uma cidade na Bolívia, chamada Cobija, que é o maior centro exportador do mundo de castanha da Amazônia. Lá, os bolivianos construíram um aeroporto só para exportar a castanha – que eles chamam do Pará mas que é errado, o correto é da Amazônia. O avião ia repleto de castanha para a Europa e não podia voltar vazio. E, entre as coisas que os bolivianos traziam no avião, estavam cervejas belgas, inglesas. Então, fui me aprimorando quando morei no Acre porque ia à Bolívia tomar cerveja.

Por que o senhor foi morar no Acre?
Eu sou psicanalista e fui fazer um trabalho no Acre, de reorganizar um hospital, e depois fiz uma série de outros trabalhos. Fiquei lá por dez anos, quando no Acre ainda se desligava a luz às 22h. Então, no começo dos anos 90, antes mesmo de começar esse boom da cerveja, eu já conhecia esse mercado por conta do Acre.

E como se chegou ao festival?
Nesse tempo conheci a Kátia em São Paulo e precisei retornar. Então, saímos um dia e fui procurar um local onde tivesse cerveja artesanal e, conversando sobre isso, vimos que só tínhamos o festival de Blumenau. Um país desse tamanho e apenas um festival, enquanto lá na Bélgica, em um país que é a distância de São Paulo até Ubatuba, tinha 16 grandes festivais. Fomos para a Bélgica conhecer, ficamos 50 dias e andamos tudo. Segundo o Marcelo [Carneiro], da Colorado, fomos as únicas pessoas no mundo a andar 4 mil quilômetros dentro da Bélgica, nem os belgas fizeram isso. Conhecemos cada vilarejo, cada estradinha de lá. Então vimos e pensamos que o Brasil era muito grande para ter apenas o festival de Blumenau. Fora que uma hora fiquei sem dinheiro, na outra minha mãe ficou doente, na outra bati o carro e nunca dava certo para irmos [a Blumenau]. Conversando com os amigos, então, alguém sugeriu: organiza um, aqui mesmo. E aí, nessa brincadeira, conversei com o Samuel [Cavalcanti], da Bodebrown, com o Rodrigo [Silveira], da Invicta, com o Marcelo, da Colorado, com o Renato [Bazzo], da Dama, e eles falaram “vamos fazer, sim”. Aí pensamos inicialmente em dez cervejarias, que passou para quinze, para 25 e fechamos com 34. E assim foi o primeiro ano. Largamos nossas profissões para viver do festival, porque ele toma nossa vida o ano inteiro. É muito detalhe.

De onde veio a ideia de utilizar o conceito slow?
Lá na Europa, na Bélgica, nós conhecemos um movimento chamado “slow life”, que é um movimento do viva melhor, desacelere, viva tranquilo, sem correria. Lá também conhecemos o “slow food”, que é o coma melhor, sem pressa. E aí, em uma noite de sonhos, pensei no slow brew, que é faça cerveja devagar, sem pressa, melhor. E aí veio o nome, dentro desse conceito de viva melhor, coma melhor, beba melhor. Vem ao encontro desse pensamento. Por isso o festival tem como logomarca a ampulheta.

Como esse conceito impacta nas características do festival?
Nosso objetivo é esse: da tranquilidade, de ter um padrão de qualidade e de que as pessoas não cheguem lá para encher a cara. Vou te falar uma frase curta, mas forte: queremos que as pessoas vão ao Slow Brew para conhecer a história dos mestres-cervejeiros, para conversar com eles.

E, nesse sentido, qual o perfil de cervejaria que vocês procuram?
O que buscamos é uma cervejaria que tenha algo para dizer, algo inusitado. Fazer uma Pilsen, uma Weiss, uma IPA, todos estão fazendo. É claro que apreciamos esses estilos, mas elas precisam ter algo a mais. Cito, por exemplo, a Morada Etílica, que está trazendo um barril que está envelhecendo há três anos, um barril enterrado. É algo inusitado. Cito também a 5 Elementos, que está trazendo uma cerveja simplesmente espetacular, com cinco frutas, uma cerveja encorpada, aromática. Buscamos cervejas que estejam trazendo algo de novo, de inusitado, de raro, de essencial. Evidentemente que essas cervejarias trazem as IPAs, as Weiss. Mas queremos também algo a mais. E, até por isso, também, teremos a premiação de melhor rótulo de lançamento.

O festival começou em Ribeirão Preto, foi para Campos do Jordão e agora está em São Paulo. Por que dessas mudanças?
Nós temos um público que é muito exigente, que quer conforto, bem-estar, um ar-condicionado. Lamentavelmente, a cidade de Ribeirão Preto não tem um centro de eventos adequado. E, também, a cidade não incorporou o Slow Brew. Quando fizemos lá, apenas 24% dos participantes eram de Ribeirão Preto e região. Os demais 76% vinham de longe, muito longe, como Brasília, que vem um grupo de 90 pessoas todos os anos, Manaus, São Luís, Pelotas. E um público muito grande vem de São Paulo. Então, dá para dizer que a cidade de Ribeirão Preto não se interessou pelo festival, fora a questão do centro de eventos.

E Campos do Jordão?
Sempre relutamos em ir para São Paulo, porque queríamos uma cidade onde as pessoas tivessem o que fazer depois do festival. E aí pensamos em Campos do Jordão, que lembra Gramado, lá no Rio Grande do Sul. Quando chegamos lá, o centro de eventos era um dos mais bonitos do Brasil, mas dá para dizer que a cidade ficou com medo do festival, achando que era um bando de pinguço que ia para lá. Só para ter uma ideia, o hotel que custava R$ 200 passou a cobrar R$ 450, R$ 500. E aí, preocupados com o nosso público, fomos buscar algo melhor para ele. Nao tinha outro caminho que não São Paulo. Todas as estradas levam a São Paulo, então vamos ficar lá. Tem um centro de eventos maravilhoso, chega avião direto, não precisa pegar estrada. Decidimos ficar de vez em São Paulo.

Qual o perfil do público do Slow Brew?
Isso é o mais importante. Fazemos o festival em um único dia – e ele será sempre em um único dia. A partir de 2019, e você é a primeira pessoa a saber disso, ele será sempre na última quinzena de novembro. Depois do dia 18, acontecerá o Slow Brew. A data do próximo ano é 23 de novembro. E fazemos em um único dia porque é para ser algo inusitado. Ou você vai, ou você perdeu. Para isso, tomamos como base uma flor [a Kadupul] que vive no deserto, que abre às 18h e morre às 6h. Se quiser ver essa flor, mas perder esse período, você vai ter que voltar no próximo ano porque ela só abre uma vez por ano durante 12 horas. Então, nos baseamos nisso. Ou você se programa para ir no Slow Brew e apreciar o que vamos levar de raridade, ou você não vai. Se decidir ir de última hora, vai ficar fora. Se não for no primeiro dia, não terá o segundo. Queremos um público diferenciado, de apreciadores, um público slower. Pessoas educadas e que vão lá para experimentar.

Como isso se reflete no festival?
Não queremos ver ninguém enchendo o copo de cerveja, por exemplo, porque ela vai perder a capacidade de degustar outros rótulos. A hora que chegar no oitavo, ela pode ir embora. Queremos pessoas que colocam dois dedinhos para conhecer e, a hora que quiser tomar, vai depois no empório, no bar. Tem uma cerveja da Morada Etílica nessa edição que a garrafa custa R$ 120, e você vai poder experimentar lá. Queremos um público gentil, que saiba apreciar, que vá lá para conhecer os mestres-cervejeiros, que são obrigados a estar lá – a cervejaria que não levá-lo, fica dois anos punida, sem poder participar do Slow Brew. Então, tem todos esses critérios, até porque não vendemos estande. Temos um critério de seleção.