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Inflação desacelera em julho, mas preço da cerveja destoa e sobe quase 1%

O preço da cerveja segue totalmente descalibrado do mercado brasileiro. Se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar mais controlado em julho, depois de sentir o efeito da greve dos caminhoneiros e bater um recorde de 23 anos em junho, a bebida teve uma alta significativa no mês.

Mesmo com a greve, o preço da cerveja em domicílio havia seguido sua tendência de queda e caído 0,17% em junho. Mas, neste mês, quando o índice que mede a inflação oficial brasileira desacelerou, a bebida teve um aumento de 0,98%, segundo divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda assim, em decorrência da baixa dos últimos meses, a inflação da cerveja apresenta queda de 2,14% no acumulado de 2018. E, nos últimos 12 meses, o IPCA da bebida subiu 1,97%.

Já o preço da cerveja fora do domicílio também teve alta em julho e subiu 0,67%, chegando a 1,35% no ano e 3,27% nos últimos 12 meses.

Apesar da alta significativa em julho, o preço da cerveja – tanto no domicílio quanto fora – segue abaixo da inflação em 2018. O IPCA brasileiro subiu 0,33% no mês, alcançou 2,94% no ano e 4,48% nos últimos 12 meses, “acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores”, segundo o IBGE.

Confira, a seguir, os números da inflação em julho:

IPCA de JulhoJulho201812 meses
Cerveja no Domicílio0,98%-2,14%1,97%
Cerveja Fora do Domicílio0,67%1,35%3,27%
Outras Bebidas Alcoólicas no Domicílio0,69%1,44%1,95%
Outras Bebidas Alcoólicas Fora do Domicílio-0,01%1,42%3,67%
Alimentos e Bebidas-0,12%2,82%1,40%
Inflação Geral0,33%2,94%4,48%

 

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Fim de uma tradição? Pint se torna “impagável” para maioria dos ingleses

Sair para tomar um pint de cerveja é uma das tradições mais reconhecidas e consolidadas da Inglaterra. Mas, atualmente anda em baixa: segundo estudo da Camra (Campaign for Real Ale, uma associação de cervejeiros tradicionais do país fundada na década de 1970), o preço do pint é considerado “impagável” por 56% dos ingleses.

O valor médio cobrado no país é de  £ 3.50 (equivalente a R$ 19,90), mas não há padrão: enquanto em cidades menores do interior chega a £ 2,35 (R$ 11,36), como em Carlisle, o preço médio em Londres é de £ 5,20 (R$ 25,14) – e em alguns bairros chega facilmente a £ 6 (R$ 29).

Segundo a Camra, o preço alto da cerveja nos pubs está levando muitos ingleses a preferirem comprar cerveja em lata e consumir em casa, o que sai muito mais em conta: o preço médio de uma garrafa ou lata de 330ml de cerveja artesanal é de £ 1,50 em supermercados, e o de lagers produzidas em larga escala fica por volta de £ 1.

A entidade ainda coloca na conta do alto preço a dificuldade pela qual passa o setor de bares no país, que vê uma avalanche de fechamento de pubs: entre 12 e 18 estabelecimentos encerram as atividades a cada semana. Grandes redes conseguem minimizar o efeito dos impostos usando seu poder de barganha em negociações com fornecedores, enquanto os menores sentem o impacto com mais força.

A Camra teme que a situação piore no ano que vem, já que o orçamento do governo inglês de novembro deve ratificar o aumento dos impostos pagos por pubs em 2019, após dois anos de congelamento que ajudou o setor a respirar. Além disso, deve cair também o subsídio de £ 1 mil por ano concedido a pubs de pequeno porte.

Presidente da entidade, Jackie Parker não vê surpresa na situação. “Bebedores de cerveja vão naturalmente procurar por alternativas com melhor custo-benefício para consumir sua bebida”, afirma ele, citando não só a compra em supermercados como o mercado ilegal como possíveis alternativas.

(Com informações do The Guardian)

Após fim da greve, fabricação de bebidas alcoólicas sobe 9% em junho

A indústria brasileira se recuperou da forte queda sofrida em maio. Depois de despencar 10,9%, um efeito imediato da greve dos caminhoneiros, a produção teve aumento de 13,1% em junho na comparação com o mês anterior.

Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A alta de 13,1% na indústria na passagem de maio para junho de 2018 reflete o crescimento de todas as grandes categorias econômicas e de 22 dos 26 ramos pesquisados”, explica a instituição.

E uma das categorias que mais contribuiu para esse desempenho foi a de fabricação de bebidas: aumento de expressivos 33,6% na comparação com maio, chegando a 2,7% no ano e 2,6% no acumulado dos últimos 12 meses.

A fabricação de bebidas alcoólicas também apresentou aumento e recuperou-se da queda de 13% sofrida em maio. Chegou aos 9% em junho – contra 18,9% das não alcoólicas – e acumulou crescimento de 2% no ano. Nos últimos 12 meses, por sua vez, a alta é de 3,1%.

Confira, a seguir, as estatísticas da produção industrial em junho:

Produção IndustrialJunho201812 meses
Bebidas Alcoólicas9%2%3,1%
Bebidas Não Alcoólicas18,9%3,5%2%
Fabricação de Bebidas33,6%2,7%2,6%
Geral13,1%2,3%3,2%

 

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5 festivais cervejeiros imperdíveis na Região Sul

O frio chegou forte nos últimos dias. E, para embalá-lo, nada melhor do que cerveja. Especialmente na Região Sul, onde as temperaturas costumam assustar os mais desacostumados – e onde ocorrerá, ao menos, cinco grandes eventos cervejeiros nos próximos dias.

Curitiba, por exemplo, será palco do Festival da Cultura Cervejeira Artesanal, um evento que vem coroar o excelente momento da cerveja paranaense, premiada em inúmeros concursos neste ano. Já Porto Alegre fará uma conexão latina por meio do Festival Sul-Americano de Cerveja, evento com mais de 30 cervejarias confirmadas, enquanto a germânica Pomerode receberá a segunda versão de sua Bierfest.

Confira, a seguir, mais detalhes desses eventos. Aproveite.

Festival da Cultura Cervejeira
Curitiba receberá um importante evento cervejeiro em 25 de agosto. Trata-se do 3º Festival da Cultura Cervejeira Artesanal – FCCA 2018, que ocorrerá na Praça João Candido, nas Ruínas São Francisco, no Largo da Ordem. Organizado pela Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva) em parceria com a Prefeitura de Curitiba e o Instituto de Turismo, o evento é a maior festividade etílica da cidade e contará com 35 cervejarias – como a Bastards, a Araucária, a DUM e a Oak Bier – e mais de 200 rótulos. A entrada é gratuita e os chopps de 300 ml custarão a partir de R$ 8.
Serviço
Quando: 25 de agosto
Horário: a partir das 11h
Local: Praça João Candido, nas Ruínas São Francisco, no Largo da Ordem, em Curitiba

Festival Sul-Americano
Porto Alegre também sediará um importante evento nos próximos dias: o Festival Sul-Americano de Cerveja, que será realizado entre 10 e 12 de agosto, no Centro de Eventos da Fiergs. O festival terá mais de 30 cervejarias nacionais e internacionais – como a Lohn Bier, a Zapata, a Bodebrow, a Irmãos Ferraro e a Jimmy Eagle –, além de food trucks, shows de diversas bandas e um encontro de colecionadores cervejeiros.
Serviço
Quando: 10 a 12 de agosto
Horário: sexta das 18h à 1h; sábado das 15h à 1h; e domingo das 15h às 21h
Local: Centro de Eventos da Fiergs, na Av. Assis Brasil, 8787, em Porto Alegre 

Pomerode Bierfest
Depois do sucesso em 2017, o Pomerode Bierfest ganhou uma segunda edição. Será entre os dias 7 e 9 de setembro, no Centro Cultural de Pomerode , com entrada gratuita. O evento catarinense terá pratos típicos da culinária germânica, bandas e grupos folclóricos e, claro, muita bebida boa – 16 cervejarias já estão confirmadas. “Desde a escolha do local – um dos principais pontos turísticos e o coração da cidade – até a data, um feriado prolongado, foi pensado para atrair não só o público das redondezas, mas turistas de todos os locais do país”, conta Diego Pezenatto, organizador do evento. A novidade ficará por conta do 1º Concurso de Cervejas Caseiras, que será coordenado pela Acerva Catarinense e premiará os três melhores rótulos no estilo Altbier.
Serviço
Quando: de 7 a 9 de setembro
Local: Centro Cultural de Pomerode 

Festa da SUD
A SUD Birrificio Artigianale fará uma festa neste sábado para comemorar o seu novo lançamento, a SUD Russian Imperial Stout, uma cerveja inspirada nas autênticas Imperial Stouts britânicas, com “estilo robusto e alcoólico criado para suportar o seu envio da Inglaterra para a Rússia pelo gelado Mar Báltico”, segundo a cervejaria. O evento ocorrerá das 12h às 19h, na sede da SUD, em Bento Gonçalves, e terá show acústico de Maurício Santos. Destaque para a rodada dupla do novo rótulo – por R$ 15 – e pela presença do chef Lorenzo Cavallet, que levará a receita de seu hambúrguer artesanal.
Serviço
Quando: 11 de agosto
Horário: das 12h às 19h
Local: Fábrica da SUD, na Rua Angelina Fracalossi, 1140, em Bento Gonçalves 

Blau Fest
Para lançar oficialmente as suas versões em long necks, a Alles Blau organizou um evento que reunirá boa cerveja e música de qualidade. Trata-se do Blau Fest, que acontece no dia 18 de agosto, no pátio da fábrica da cervejaria. O evento, com entrada gratuita, terá a participação do DJ Rafael Barros e das bandas Máfia SA e The Headcutters, esta uma boa representante da nova safra do blues brasileiro. No cardápio etílico, destaque para os nove estilos das long necks da marca, além de opções de chopes.
Serviço
Quando: 18 de agosto
Horário: das 11h às 20h
Local: Fábrica da Alles Blau, na Rua Dr. Pedro Zimmermann, 5180, em Blumenau

 

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Política tributária mais efetiva poderia impulsionar artesanais

Apesar dos problemas conjunturais, o mercado brasileiro de cervejas artesanais cresceu dois dígitos nesta década e foi uma das grandes exceções da indústria nacional, que tem lutado nos últimos anos contra a retração. A questão, então, é: qual não seria hoje o desenvolvimento do setor se o cenário fosse minimamente favorável?

Se olhar no retrovisor pouco vai pavimentar os buracos desse trajeto, sempre é possível projetar um futuro menos nebuloso, ainda mais quando se aproxima o tão aguardado – ou seria desesperançado? – período eleitoral.

Para delinear as grandes demandas do setor, o Guia da Cerveja conversou com referências do mercado para saber qual seria o apoio político ideal. E, entre algumas variáveis, um ponto trouxe uma espécie de consenso: a indústria cervejeira precisa de uma matriz tributária menos nociva.

Baterista do Nenhum de Nós e um dos grandes especialistas brasileiros em cerveja, Sady Homrich avalia que o sistema é mal distribuído. Sem qualquer equilíbrio, a matriz tributária acaba penalizando as microcervejarias.

“Não tenho dúvida que o setor carece de uma política mais justa na matriz tributária. Não há ponto de equilíbrio na escala da microcervejaria, até porque não há diferenciação pelo volume produzido”, aponta Sady.

Avaliação similar é feita por José Bento Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de Belo Horizonte, da Cervejaria Dunk Bier e um dos fundadores da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais (Acerva Mineira). Para ele, o sistema prejudica o pequeno produtor.

“Atualmente as grandes cervejarias têm muito mais benefícios de impostos que as pequenas, sendo que estas geram muito mais empregos e são muito mais focadas em formar um mercado de consumidores conscientes, e não de alcoólatras que causam problemas sociais e custos de tratamento para o governo”, afirma Vargas.

A conclusão, então, é praticamente unânime: para que a indústria cervejeira cresça com menos percalços, a política tributária ao setor precisa ser revista. “É preciso alterar a carga de impostos para torná-la mais justa e ajudar o setor crescer de forma sustentável”, conclui o sócio da Dunk Bier.

Confira, nas próximas semanas, a sequência do nosso especial sobre eleições e mercado cervejeiro. E, se quiser indicar alguma demanda, escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com.

Tour cervejeiro aposta na “harmonização” de boa bebida com mergulho cultural

O dia 11 de agosto reserva uma excelente oportunidade para quem gosta de misturar turismo com cerveja. É quando o Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas (RMC) fará a oitava edição do tour cervejeiro, um passeio que promete “harmonizar” boa bebida com um mergulho na cultura local.

O primeiro destino do tour, que será realizado no próximo sábado com saídas de São Paulo, Valinhos e Campinas, será uma visita à fábrica da Kalango, em Americana.  A cervejaria é reconhecida por servir uma bebida com brasilidade, reinterpretando clássicos com elementos nacionais. Três rótulos estarão disponíveis para degustação: BrasileirIPA, Cacau Stout e ESB (Exímio Sabor Brasileiro).

Depois, sempre sob a orientação do mestre-cervejeiro Aurã Martins e da sommelier Miriam Martins, será a vez de conhecer a Toca da Mangava, localizada entre os distritos de Sousas e Joaquim Egídio. A nanocervejaria trabalha em um ritmo próprio, com matéria prima selecionada e de forma totalmente artesanal, sem pressa. Um complemento ideal ao tour interiorano.

Os passeios ocorrem mensalmente alternando as 11 cervejarias participantes do Polo Cervejeiro da RMC. “Uma das formas de estimular o mercado local é com o turismo e queremos fazer, como o mercado de vinho, que as pessoas, ao visitarem à cidade, queiram conhecer as cervejarias locais”, conta Samuel Mendonça, presidente do polo.

“Nós queremos um pedaço desse mercado tão grande da cerveja. O gosto das pessoas passou de cervejas internacionais para nacionais e, agora, estamos tentando fazer com que esse público e novos consumidores passem a gostar das bebidas regionais. Isso ajudará o crescimento do consumo local”, finaliza Mendonça.

Serviço
Quando: 11 de agosto
Horário: 11h às 21h30 (de São Paulo) – Saída e retorno do Metrô Vergueiro; 12h30 às 20h (de Valinhos) – Saída e retorno do bairro Castelo; 13h às 19h45 (de Campinas) – Saída e retorno em frente ao Hotel Ibis
Incluso no passeio: transporte, degustações nas duas cervejarias, água sem gás e salgadinho durante os trajetos e brinde especial
Link para inscrição: https://goo.gl/forms/p9lIFrYjbvAR9xpl1

Ainda não tem um growler? Confira suas vantagens

O fantástico crescimento da cultura cervejeira nos últimos anos no Brasil não significou apenas o aparecimento de cervejarias e rótulos. O modo de comprar, consumir e pensar a cerveja também vem evoluindo e assimilando inovações a cada dia. Prova disso é a popularização da cultura do growler. Muitos dos consumidores de artesanais já estão habituados a ele, mas ainda há um espaço gigantesco a ser ocupado, e suas características levam a crer que isso logo acontecerá.

Trata-se de um recipiente reutilizável desenhado especialmente para o armazenamento de cerveja, e que remete à tradição secular de encher a própria garrafa com sua bebida. O uso é simples: o cliente leva seu growler até a taphouse e reabastece com a cerveja que escolher, para o consumo em casa. Ele pode ser abastecido tanto na tap quanto na contra-pressão, e o consumo deve ser rápido: a cerveja dura, em média, 3 dias refrigerada.

Para quem está chegando agora na onda dos growler, o Guia preparou um…. “Guia do growler”, que vai te deixar pronto para entrar nessa tendência. Nessa primeira parte, vamos entender as vantagens de seu uso, e, nas próximas semanas, vamos mostrar quais são os diferentes modelos presentes no mercado nacional, e aprender como manter seu growler limpo e pronto para o uso.

VANTAGENS DO GROWLER

Sustentabilidade: Como acontecia na antiga dinâmica de levar o vasilhame para recarregar, o uso do growler também diminui o descarte de embalagens como garrafas e latas. Ainda que muito do vidro das garrafas seja reciclado no Brasil, o consumo por meio de growler também proporciona a economia de diversos recursos que deixam de ser aplicados ao longo do trajeto até a mesa do consumidor: rótulos, processos industriais (como pasteurização e envase) e toneladas de CO2 emitidos no leva e traz de tudo isso.

 

Economia: Nem é preciso dizer que, evitando gastos e descartáveis no caminho até a mesa, o consumidor também está economizando. Proporcionalmente, a bebida comprada em growlers tende a ser mais barata do que a engarrafada. O CEO da My Growler, Rodrigo Fernandes, lembra que a cultura do growler ainda fomenta a economia local. “Para que o growler se consolide, é importante que tenhamos cada vez mais pontos de recarga”, afirma. “O investimento é baixo e o retorno interessante”.

 

Liberdade e variedade: Para a sommelier e jornalista mineira Fabiana Arreguy, o growler traz a grande vantagem de proporcionar a chance de experimentar mais variedade. “Você pode levar para casa cervejas que são vendidas somente on tap”. De fato: quantas vezes você deixou de tomar a cerveja que queria porque ela só é vendida em pubs? Ou porque o barril é grande, precisa de chopeira, cilindro de pressão e gelo? Assim, ele passou a permitir uma variedade maior de situações de consumo de artesanais.

 

Qualidade: Além da maior variedade, quem opta pelo growler acaba consumindo cerveja de melhor qualidade, visto que a bebida não passa por pasteurização e é sempre nova – é a mesma bebida que vai para os barris. “O sabor da bebida não altera com o uso do growler”, afirma a sommelier Thays Cardozo. “Claro que quanto antes ser consumido seu chope, mais fresco e mais saboroso vai estar”.

 

Proximidade: Considerando que a maioria dos pontos de abastecimento são pequenos estabelecimentos, o hábito de reabastecer incentiva a economia local e pode ajudar na construção de vínculos. Para Fernandes, da My Growler, a aproximação é benéfica também para o comerciante, que pode criar mecanismos para manter o vínculo (promoções, descontos,  fidelidade, etc.). “O resultado é um melhor custo-benefício para o cliente e aumento do ticket médio do cliente no estabelecimento”, afirma ele.

Brazilian Wood, novas IPAs: Lançamentos para celebrar o Dia da Cerveja

A semana está sendo movimentada para o cervejeiro. Se na quinta-feira foi o International IPA Day, hoje é o Dia Internacional da Cerveja, comemorado sempre na primeira sexta-feira de agosto, no verão do Hemisfério Norte.

A primeira celebração ocorreu nos Estados Unidos em 2008 e, desde então, o evento vem fazendo a festa dos cervejeiros. Três seriam o intuito da data, segundo o site oficial do Dia Internacional da Cerveja:

– Reunir-se com os amigos e aproveitar a delícia que é uma cerveja;
– Celebrar os homens e as mulheres dedicados que preparam a nossa cerveja;
– Unir o mundo celebrando as cervejas de todas as nações e culturas nesse dia memorável.

Então, para você que vai se juntar com os amigos, celebrar os cervejeiros dedicados e brindar à união dos povos, preparamos um presente especial: a lista com os principais lançamentos da semana. Curta o nosso dia com essas boas novidades. Saúde!

Brazilian Wood 2
A Treze apresentou a segunda cerveja da sua série Brazilian Wood. Se da primeira vez fizeram uma parceria com a consagrada holandesa Brouwerij De Molen para explorar o potencial das madeiras usadas na cachaça, dessa vez eles apostaram na colaboração com a DUM para lançar uma Wheat Wine maturada em castanheira. A segunda cerveja, assim, demarca a série da Treze: sempre um estilo diferente, usando alguma madeira nacional e em colaboração com uma cervejaria amiga. “Criamos uma potente, licorosa e aromática Wheat Wine, maturada com a madeira castanheira, de uso raro até mesmo na cachaça, para celebrar as nossas madeiras e o enorme potencial que elas trazem para a identidade da cerveja brasileira”, conta Eduardo Marques, sócio da Treze.

IPA do Demokrata
O Demokrata está investindo em novidades. Depois de lançar uma Witbier na semana passada, o brewpub de Santo André apresenta nesta sexta-feira uma nova IPA. A receita, criada pelo mestre-cervejeiro Daniel Izidro, leva os lúpulos Jarrylo (uma novidade norte-americana com notas cítricas e levemente picantes), Citra e Amarillo, que trazem um sabor marcante com amargor alto e limpo. Possui, ainda, 7,5% de graduação alcoólica, 70 IBUs e coloração âmbar escura, com espuma branca e espessa. A produção inicial será de 240 litros/mês, mas pode chegar posteriormente a 1000 litros/mês.

White IPA com garapa
Uma White IPA colaborativa feita por três cervejarias da região de Ribeirão Preto. Essa é a nova Sex Machine, lançada pela Lund, SP 330 e BR Brew, esta inaugurada há cerca de 30 dias. A cerveja tem visual amarelo claro e espuma cremosa. Possui, ainda, 4,9% de teor alcoólico, 45 IBUs, aroma que lembra frutas amarelas tropicais – como maracujá e manga – e um ingrediente especial: a garapa. Seu nome é uma homenagem ao pai do funk, James Brown.

Capunga praiana
A Capunga resolveu se inspirar nas belas praias pernambucanas para lançar sua nova cerveja: a Pilsen Praia, uma puro malte com sabor mais leve e refrescante. Envasada em 330 ml, 600 ml e 1 litro, a novidade é a aposta da cervejaria para chegar em outros estados. “Como a Capunga Pilsen Praia tem um sabor mais leve, vamos brigar diretamente com grandes rótulos de aceitação nacional. Somos presentes em 150 pontos de vendas em Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e estamos fechando parcerias com empresas de atuação nacional para intensificar mais nossa distribuição”, relata Victor Lamenha, diretor comercial da cervejaria. “Existe uma demanda interminável por uma pilsen leve que não seja mais do mesmo. Para brigar por um mercado que hoje é dominado por multinacionais, temos como aliado o bairrismo do pernambucano”.

IPA Day: Nova cerveja une funk de James Brow e paródia com garapa

O International IPA Day, comemorado sempre na primeira quinta-feira de agosto, terá uma novidade mais do que especial. Trata-se da Sex Machine, uma White IPA colaborativa feita por três cervejarias da região de Ribeirão Preto: Lund, SP 330 e BR Brew, esta inaugurada há cerca de 30 dias.

A cerveja tem visual amarelo claro – levemente turvo – e espuma cremosa. Possui, ainda, 4,9% de teor alcoólico, 45 IBUs e aroma que lembra frutas amarelas tropicais, como maracujá e manga.

Mas é seu ingrediente especial que confere ainda mais personalidade à cerveja: a garapa. A adição da bebida extraída da cana-de-açúcar, aliás, foi a principal responsável pelo nome tão marcante.

A Sex Machine, segundo as cervejarias, “foi batizada com este nome em homenagem ao pai do funk, James Brown, que inclusive era um dos apelidos do artista”. Sua origem, porém, foi bem ao acaso: surgiu de um divertido trocadilho feito pelo argentino Tio Limongi, o mestre cervejeiro da SP 330, quando escutava a clássica música de Brown.

“Na realidade o nome surgiu por conta de uma brincadeira do Tio Limongi. Já havíamos decidido o estilo e os ingredientes que utilizaríamos na cerveja, e faltava batizá-la, quando o Tio Limongi ouviu a música Sex Machine e parodiou o grito característico de James Brown ‘Get up, (get on up) com ‘Garapa’, o ingrediente mais diferente que usamos na receita. Por conta disso batizamos a cerveja de Sex Machine e, de certo modo, homenageamos esse gênio da música norte-americana”, conta Patrick Bannwart, mestre-cervejeiro e sócio da BR Brew, com exclusividade ao Guia da Cerveja.

O grito Get up, (get on up) que virou Garapa que se transformou na cerveja Sex Machine será oficialmente “inaugurado” nesta quinta no Point SP 330, na Paschoal Bardaro, 1536, em Ribeirão Preto, das 18h30 às 23h30. E, a partir da próxima semana, a nova White IPA poderá ser encontrada também nas torneiras do tap room da Lund e do Sem Fronteias Bar.

IPA Day: O que faz da IPA uma cerveja tão cultuada?

Hoje é dia de IPA. E, antes que o sábio leitor retruque dizendo que todo dia é dia de IPA, a gente esclarece: hoje é o International IPA Day, comemorado sempre na primeira quinta-feira de agosto desde 2011, quando a data foi concebida nos Estados Unidos.

Para entender um pouco mais sobre o culto lupulado que envolve a India Pale Ale, estilo surgido na Inglaterra e “aperfeiçoado” depois nos EUA, país tão devoto ao lúpulo, conversarmos com Alessandro Augusto, gerente de marketing da Invicta.

A cervejaria se tornou célebre nacionalmente ao criar a 1000 IBU, uma Imperial India Pale Ale com dry hopping que extrapola todos os níveis imagináveis de amargor – o paladar humano só consegue perceber por volta de 100 IBU.

E, para Augusto, é justamente a essência desse amargor que faz da cerveja tão especial. O estilo seria um refúgio ao consumidor, um símbolo de contracultura em um mercado “comum” que dita regras padronizadas. Beber uma IPA, assim, seria quase como dizer: sou livre e tomo o que quero.

“A IPA é um ícone da cerveja artesanal. Ela é totalmente o contrário do que o mercado comum impõe aos consumidores, que é uma cerveja clara, leve, sem aroma, onde você não percebe lúpulo. A IPA faz um contraponto a isso tudo. É uma cerveja aromática onde o lúpulo brilha, gera amargor”, explica o gerente de marketing.

Nada mais natural, assim, que o estilo tenha ganho um dia próprio. “A IPA é um estilo de cerveja que foi originado na Inglaterra e é um dos estilos de cervejas artesanais mais consumidos do mundo. Isso por si só já é um motivo para existir um dia em comemoração a ela.”

A IPA no Brasil
Augusto conta também que o brasileiro tomou gosto pela IPA já faz alguns anos e, “de 2007 até hoje, começaram a aparecer muitas IPAs no mercado”. Esse consumidor nacional teria uma característica própria: a preferência por um estilo mais norte-americano.

“Uma peculiaridade no Brasil é que consumimos muito a American IPA, que privilegia o amargor do lúpulo, diferentemente da IPA inglesa, a original English IPA, que é uma cerveja que tem boa base de malte, que provoca um equilíbrio entre o dulçor do malte e o amargor do lúpulo.”

Se o estilo hoje se popularizou e virou a referência do público assíduo de festivais, empórios e bares especializados, a 1000 IBU foi uma espécie de marco desse movimento. E a cerveja que hoje estampa camisetas, quadros, pôsteres, inaugurando uma devoção moderna e etílica, também teve papel decisivo na consolidação da Invicta.

“O papel da 1000 IBU é muito simbólico porque durante muitos anos ela foi e ainda é um ícone da IPA nacional. Ela é um exagero, ela é feita com 1000 IBUS, como isso é possível se a gente só consegue perceber por volta de 100?”, diz Augusto, antes de completar.

“Ela foi um marco na história da Invicta.  Existe a Invicta antes e depois da 1000 IBU. Ela nos projetou nacionalmente e fez com que a marca ficasse conhecida a ponto de nós usarmos o símbolo da 1000 IBU, que é uma mão em formato de soco, no nosso rótulo.”

O sucesso do rótulo foi tamanho que a cervejaria correu o risco de ficar associada somente a esse estilo. Correu o risco? Que nada. Orgulhosa do êxito de sua grande criação, a Invicta é, sim, com muito gosto, uma cervejaria associada à IPA. “A Invicta tem 7 IPAs em sua carta de cervejas entre Imperial IPA, American IPA, England IPA, Session IPA, Black IPA. Temos IPA para todos os gostos, somos reconhecidos por isso, o que para gente é muito importante.”

Confira, aqui, também, um lançamento especial para o International IPA Day.