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Nitrogênio líquido vira alternativa para conservar cerveja

A utilização do nitrogênio líquido para produzir bebidas cremosas já não é novidade no mercado cervejeiro. Mas uma nova funcionalidade do produto vem ganhando espaço nos últimos meses: a conservação.

Ao utilizar o nitrogênio líquido antes do fechamento de garrafas ou latas, ou mesmo em barris de chopp, o nível de oxigênio é reduzido consideravelmente. O resultado, assim, é a diminuição do risco de oxidação ou da contaminação microbiológica.

“Além do impacto positivo na cremosidade, formação de espuma e visual da cerveja, o nitrogênio líquido também tem sido usado como ferramenta para manter as características da cerveja por mais tempo, através da inertização do headspace da lata ou da garrafa envasada”, explica Anderson Carvalho, vendedor técnico da McPack Equipamentos, empresa especializada no produto.

“Ao dosar uma gota de nitrogênio líquido segundos antes do fechamento do frasco, é possível reduzir consideravelmente o oxigênio residual no headspace, diminuindo o risco de desenvolvimento microbiológico e de oxidação da bebida, conservando o aroma e o sabor da cerveja por mais tempo”, acrescenta Carvalho.

Mercado cervejeiro
Se a indústria de “conservação” começa a utilizá-lo agora, o nitrogênio líquido já era relativamente frequente nas cervejas. A Guinness é pioneira nessa produção: suas tradicionais cervejas cremosas surgem da aplicação do produto.

No Brasil, por sua vez, um dos pioneiros foi o Brahma Black. Para se obter a cremosidade e o “efeito cascata” no copo, o nitrogênio é adicionado ao chopp – além do gás carbônico – e o creme, mais leve, é separado do líquido, que fica no fundo. A Maniacs foi outra cervejaria a apostar recentemente em produtos com essas características.

“Os produtos com maior base de malte tendem a ter melhores resultados com o nitrogênio, e por esse motivo que encontramos cervejas do tipo Stout, Porter, Brown Ale, Doppelbock com essas características”, comenta Rodrigo Costa, sócio da DaLata Envasamento.

O mercado de cervejas nitrogenadas, segundo ele, tem potencial para crescer ainda mais no país. “As cervejas nitrogenadas ainda são pouco exploradas pelo mercado brasileiro. No Brasil, a primeira cervejaria a contar com produtos com nitrogênio foi a Burgman, com o rótulo Full Gas Nitro Stout.”

O funcionamento do nitrogênio
Embora aparentemente complexa, a aplicação do nitrogênio tanto para produzir cerveja quanto para conservar é relativamente simples, feita por um equipamento totalmente automatizado, o que garante o controle do processo.

A aplicação é feita na embalagem e, assim, como no caso da Maniacs, o nitrogênio pode ser utilizado em latas. “Existe uma leve alteração nas características de carbonatação das cervejas. Elas têm que obedecer a certa proporção entre CO2 e N2, sendo que a proporção de CO2 será muito menor que uma cerveja normal”, explica Rodrigo Costa.

“A McPack acredita muito no nitro beer, é uma tendência mundial. E, além do nitro beer, existe também o cold brew coffee, que são os cafés gelados com nitrogênio. Essa técnica já é uma realidade, tanto que empresas como a Starbucks já têm em suas lojas, além de diversos cafés e restaurantes nos EUA”, completa Marcelo Cozac, diretor da McPack.

Mercados de cerveja artesanal dos EUA e Reino Unido crescem em 2018

O volume produzido pelas cervejarias artesanais independentes dos Estados Unidos no primeiro semestre de 2018 cresceu 5%, de acordo com relatório da Brewers Association (BA), mantendo um crescimento considerado “estável” pela entidade.

“Mais maduro, o mercado continua mostrando demanda por pequenos e independentes. Certamente há ventos contrários, mas a estabilidade das taxas de crescimento reflete o mercado posto para as cervejarias hoje”, afirma Bart Watson, economista da BA, entidade que representa as cervejarias artesanais independentes nos EUA.

No final de julho, o relatório contava 6.655 cervejarias ativas no país, número 19% maior do que as 5.562 do mesmo período do ano passado. E esse número deve crescer ainda mais: com base nos dados do Bureau de Taxação e Comercialização de Álcool e Tabaco (TTB), outras 2,5 mil e 3 mil licenças para cervejarias já foram emitidas e devem estar em fase de planejamento ou construção nos EUA.

Segundo Watson, 2018 deve ser o ano com mais aberturas e fechamentos de cervejarias na história – sendo que as aberturas devem superar em muito os fechamentos. “Novos players pensando em entrar no mercado devem estar atentos às bases do cenário atual, trabalhar forte na diferenciação de suas marcas e fazer cerveja de qualidade para ter sucesso”, avalia.

Reino Unido
Já no Reino Unido, as vendas de cerveja cresceram 3,6% no segundo trimestre de 2018, comparado com o mesmo período de 2017, de acordo com o Beer Barometer da British Beer & Pub Association (BBPA). O avanço se deve principalmente às vendas off-trade (em estabelecimentos onde não há consumo local), que cresceram 7,7%.

As vendas on-trade (em estabelecimentos onde há consumo no local) recuaram 1% no segundo trimestre, o que pode ser considerada uma boa notícia, se comparada à queda média de 3,7% no mesmo período do ano observada na última década.

Os motivos são dois: o movimento em bares e pubs gerado pela Copa do Mundo e o congelamento de taxas sobre a cerveja anunciado pelo governo em dezembro de 2017. Há, no entanto, expectativas de que a taxação volte a crescer em 2019, afetando negativamente as vendas.

Na semana da IPA, cervejaria recebe o Ira! para comemorar seus 7 anos

A Invicta encontrou uma excelente maneira para comemorar seu aniversário de 7 anos. Na 3ª edição do Invicta Nocaute Festival, evento de celebração que ocorrerá no sábado (4 de agosto), das 14 às 21 horas, na fábrica da cervejaria, em Ribeirão Preto, mais de 50 rótulos marcarão presença na festa open bar.

Mas as atrações musicais também prometem dar o tom do festival. Além da presença da Mister Groove e da Banda 33, a festa terá a presença do Ira!, um dos grandes ícones do rock nacional.

Com sucessos como Envelheço na Cidade, Dias de Luta e Flores em Você, entre outros, o Ira! e seu som “amargo” aparecem como complemento ideal ao Dia Internacional da IPA, comemorado sempre na primeira quinta-feira de agosto.

Boa cerveja também não faltará. A direção do festival promete reunir 56 rótulos de 34 cervejarias estrangeiras e nacionais, além de especialidades da Invicta. Serão 7 mil litros de chope de marcas como Founders Brewing Co., Stone Brewing, Morada, Cia Etílica, EverBrew, DUM, Satélite, Dogma e Bodebrown, entre outras.

“O objetivo principal do Nocaute é trazer o público para dentro da Invicta e oferecer um evento cervejeiro ímpar, de qualidade, que seja um presente para as pessoas que curtem artesanais. E comemorar o aniversário da cervejaria com esse evento, que tem um público tão bacana, bandas tops e cervejarias de todo o Brasil reunidas, é uma satisfação muito grande”, conta Rodrigo Silveira, mestre-cervejeiro e diretor da Invicta.

A festa será realizada no Espaço de Eventos da Invicta, na Avenida do Café, 1881, em Ribeirão Preto. Os ingressos já estão esgotados.

Nova lei em Belo Horizonte vai facilitar surgimento de brewpubs

Se já é conhecida como a capital dos bares, Belo Horizonte tem tudo para dinamizar ainda mais o seu potencial boêmio, inclusive com a possível chegada de novos brewpubs. Tudo se deve ao Projeto de Lei 475/2018, importante proposta que foi aprovada pela Câmara dos Vereadores e aguarda a assinatura do prefeito Alexandre Kalil para entrar em vigor.

O PL 475/2018 estabelece que qualquer cervejaria com área menor de 720 m² tenha as mesmas exigências de localização e fiscalização sanitária de um bar. Sua aprovação deve trazer um aumento ainda incalculável de nanocervejarias e brewpubs. E mais: aponta como a indústria cervejeira pode se beneficiar quando o setor privado trabalha conjuntamente com a esfera pública.

Inspirado em um projeto similar existente em Nova Lima, importante polo mineiro de cerveja artesanal, o PL de Belo Horizonte foi gestado com a participação de associações como a Acerva Mineira, o Sindbebidas e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG).

Recebeu, então, o apoio do vereador Léo “Burguês” de Castro, líder do Governo na Câmara, até ser aprovado pela casa nas últimas semanas. Agora, com a iminente assinatura de Kalil, a expectativa é de que a cidade possa desenvolver seu potencial de cervejas artesanais.

“O PL já foi aprovado em duas instâncias, em inteiro teor, graças às boas negociações da Abrasel em Minas, do Sindbebidas e, principalmente, do vereador Leo Burguês. Falta apenas a sanção do prefeito. Ele foi apresentado em fevereiro deste ano, pelo Leo Burguês”, conta Ricardo Rodrigues, presidente da Abrasel-MG e sócio-proprietário do restaurante Maria das Tranças.

“A ideia surgiu de uma real necessidade do crescimento de cervejas artesanais em Minas Gerais e, principalmente, em Belo Horizonte. Estamos vendo que essas fábricas estão todas fora de BH em função da lei de uso e ocupação do solo. Ao invés de pegarmos a receita e levarmos para as cidades que estão em torno de BH, podemos ter essa receita dentro de Belo Horizonte”, acrescenta.

Embora explique que inicialmente será difícil mensurar os ganhos com a nova lei, Rodrigues se demonstra otimista com o projeto. Sua expectativa, inclusive, é de que Belo Horizonte possa incrementar a “cultura” da cerveja.

“Isso vai gerar um crescimento muito grande de empregabilidade e de receita para Belo Horizonte. Temos o lado de ganho cultural e econômico”, aponta o especialista, antes de concluir. “Não sabemos quais serão os empresários com saúde financeira para investir de imediato, então mensurarmos o impacto financeiro em números é um pouco precoce.”

Confira, nas próximas semanas, a sequência do nosso especial sobre eleições e mercado cervejeiro. E, se quiser indicar alguma boa iniciativa política que envolva o setor, escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com.

4 consequências da catalogação da Catharina Sour no BJCP

O dia 4 de julho trouxe um marco histórico para a cerveja nacional. Mais importante instituição mundial de juízes do setor, o Beer Judge Certification Program (BJCP) catalogou o primeiro estilo brasileiro da bebida, a Catharina Sour.

Criada espontaneamente por um grupo de amigos catarinenses, que jamais sonhavam na proporção que a “brincadeira” iria tomar, a Catharina Sour é uma cerveja leve e ácida, com baixo amargor, corpo leve e presença de frutas frescas. A graduação alcoólica vai de 4% a 5,5% e o índice de IBUs varia entre 2 e 8. Suas características ficam no meio do caminho entre outros estilos do gênero. É mais intensa, por um lado, do que uma Berliner Weisse. E menos azeda, por outro, do que as Lambics e as Gueuzes.

“É difícil mensurar a importância, mas foi um marco”, garante Fabio Koerich, diretor-técnico da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina (Acerva Catarinense), sócio da cervejaria Armada e juiz do próprio BJCP.

Mas, embora seja realmente difícil mensurar a importância do feito, conversamos com alguns especialistas para entender um pouco mais sobre esse marco.

Confira, a seguir, 4 possíveis consequências da catalogação da Catharina Sour no BJCP.

1- Globalização do estilo
A decisão do BJCP de catalogar um estilo traz um efeito imediato: ele pode ser julgado mundialmente em concursos oficiais que seguem essa normativa. A tendência, assim, é que a Catharina Sour ganhe mais espaço no mercado internacional. Cervejarias latinas, inclusive, já começaram a trabalhar com ela. “Com a adição de frutas a uma cerveja ácida e leve, conseguimos voltar ainda mais os olhos do mundo interessado em cerveja para o Brasil”, explicou Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), no dia da catalogação.

2- Popularização nacional
Depois da Catharina Sour ser catalogada, inúmeras cervejarias nacionais já se interessaram pelo estilo. É o que conta Koerich, diretor da Acerva Catarinense. “O que aconteceu é que temos recebido vários contatos de cervejarias que se interessaram, que perguntam como faz, qual o jeito certo de fazer. Tem muita gente entrando no bonde. Então, imediatamente, traz essa repercussão. Tem muita gente elogiando, criticando também, não entendendo, falando que deveria ser assim ou assado. De imediato, foi esse interesse, de gente querendo saber o que é. No futuro, esperamos que continue.”

3- Valorização da cultura
Embora traga no nome a ideia de um produto regionalizado, a Catharina Sour é elaborada com frutas tipicamente nacionais e representa algo essencialmente brasileiro, segundo Tatiani Felisbino Brighenti, sócia-fundadora da Lohn Bier. A catalogação, assim, seria a valorização de toda a cultura cervejeira do país. “É de grande importância esse feito, a valorização deste estilo brasileiro para o mundo, a brasilidade deste produto e seu potencial mundial. Para o Brasil significa o aumento da cultura cervejeira: temos agora um estilo legítimo brasileiro de cerveja, e isso é fantástico.”

4- Aumento de vendas
Quando colocamos na balança a globalização, a popularização nacional e a valorização de uma cultura, evidentemente o resultado não poderia ser outro: o possível incremento de vendas. Tanto que a Lohn Bier, responsável pelo lançamento de cinco rótulos em janeiro de 2017 (Manga, Butiá, Bergamota, Jabuticaba e Uva Goethe, esta premiada como a melhor cerveja do mundo na categoria fruta no World Beer Awards, em agosto de 2017, em Londres), promete anunciar uma nova Catharina Sour nas próximas semanas. “Agora, com a catalogação no BJCP, as vendas com certeza aumentarão”, aposta Brighenti. “Temos muito orgulho da Catharina Sour.”

Com travesseiro de lúpulo, Colorado abre fábrica para consumidores “hibernarem”

A Cervejaria Colorado está convocando seus clientes para uma visita à cervejaria bem ao estilo do seu mascote urso: hibernando. Os fãs da marca agora poderão passar a noite dormindo em sua fábrica, em Ribeirão Preto (SP).

Nos próximos dois finais de semana (4 e 11 de agosto), quem estiver interessado em conhecer o lifestyle dos mascotes da Colorado pode se inscrever no site da cervejaria e participar de um tour que inclui um quarto com mesa de malte, travesseiros recheados de lúpulo (diz eles que são relaxantes) e uma geladeira cheia das variedades produzidas pela marca.

A iniciativa faz parte das comemorações dos 22 anos da Colorado, e quem quiser participar da experiência precisa fazer uma reserva no “hotel” pelo site da cervejaria. A diária, de R$ 160, além da noite bem dormida no quarto cheio de insumos, inclui um café da manhã, o acompanhamento do processo de brasagem na fábrica, um passeio de balão e uma visita à Toca do Urso, bar da marca que fica em frente à cervejaria.

“Dormir fora de casa e conhecer uma cervejaria de perto são coisas que possuem um lado explorador quando atrelados à experiência. Então, por que não juntar as duas coisas?”, afirma Guilherme Poyares, gerente de marketing da Colorado.

O valor arrecadado com a ação já tem destino certo: será repassado a Seu Zé e Dona Maria, micro produtores responsáveis pela rapadura que serve de matéria-prima da Colorado Indica.

Sour Ale da Dogma, IPA da Noi: Os lançamentos cervejeiros da semana

A semana teve algumas boas novidades para o público cervejeiro. A Dogma, por exemplo, lançou uma cerveja com tangerina em que, além da qualidade da bebida, destaca-se a bonita e criativa embalagem. Já o Rio Craft Beer, festival que está acontecendo no Rio de Janeiro, foi palco do lançamento da primeira IPA da Noi. Confira, a seguir, em detalhes, essas novidades.

Sour Ale da Dogma
A Dogma apresentou nesta semana uma cerveja que leva fruta em sua composição. Trata-se da China, uma Sour Ale com tangerina. O teor alcoólico é de 5,1% e o preço da lata de 473 ml sai por R$ 26. Destaque, ainda, para a embalagem produzida pelo estúdio FORM, em parceria com o ilustrador Caio Stolf. Recentemente, junto com a Synergy, a cervejaria paulistana também lançou uma Sour Double IPA feita com manga.

IPA da Noi
O Rio Craft Beer, importante festival que começou na sexta-feira e termina no domingo, no Clube Monte Líbano, na Lagoa, foi palco de um lançamento: a Fiorella, a primeira IPA da niteroiense Noi – a marca já possui a Amara, uma Imperial IPA. Com 60 de IBU, 6,3% de teor alcoólico e utilizando como base os lúpulos Cascade, El Dorado, Mosaic e Nugget, a cerveja está disponível apenas em chope. “Além de ser uma referência à flor do lúpulo (Fiorella significa florzinha em italiano), também é uma homenagem ao meu avô, que se chamava Fiorello”, conta Bárbara Buzin, diretora da cervejaria. “Só lançaremos as garrafas da cerveja em alguns meses.”

Witbier do Demokrata
Uma Witbier com cascas de limão siciliano e de laranja, além de semente de coentro, foi a novidade do brewpub Demokrata, de Santo André. A nova versão tem 5,2% de teor alcoólico, 18 IBU e está sendo comercializada somente em chope. Sua produção ficou a cargo de Daniel Izidro, responsável pela elaboração das cervejas da casa. A primeira versão da Witbier do Demokrata levava camomila e erva cidreira.

Os 4 países que mais importam a cerveja brasileira

A grande opção em bares, empórios e supermercados de cervejas alemãs, norte-americanas, belgas, entre tantas outras, leva a crer que o Brasil é apenas um grande importador da bebida. Mas, aqui, também trabalhamos a exportação. Especialmente para os países sul-americanos.

Entre janeiro e junho de 2018, o Brasil negociou US$ 41,35 milhões (cerca de R$ 154 milhões) de cerveja para o mercado externo, o equivalente a 63.860,64 toneladas. E quase todo esse montante foi para os nossos vizinhos.

Somente o Paraguai foi responsável por US$ 26,87 milhões, o equivalente a 65% do total. Em seguida aparecem Argentina, com 17% (US$ 7,12 milhões), e Bolívia, com 11% (US$ 4,68 milhões). O Uruguai, por fim, com 5,2% (US$ 2,16 milhões), completa a lista.

Os demais importadores da cerveja brasileira vêm de outros continentes: os Estados Unidos estão em quinto, com 0,44% e US$ 182 mil, seguidos por China (US$ 154 mil) e Holanda (US$ 68 mil).

Confira, a seguir, os quatro maiores responsáveis pela exportação brasileira de cerveja:

Podres poderes: A eleição, a crise política e seus impactos no mercado cervejeiro

Enquanto os homens exercem seus podres poderes, já diria Caetano, motos e fuscas avançam os sinais vermelhos. Que o irmão da Bethânia nos conceda a paráfrase: enquanto os homens exercem seus podres poderes, bares e cervejarias lutam contra os sinais vermelhos.

Embora tenha sobrevivido à margem da crise econômica nos últimos anos, apresentando crescimento expressivo enquanto o PIB decaía, o setor cervejeiro não passou incólume ao novo e turbulento cenário político inaugurado com as jornadas de junho de 2013.

Conflito nas ruas, impeachment, insegurança jurídica, trocas semanais de ministros, eleições encaradas com pouco entusiasmo pela população. Todo esse fermento resultou em um baque significativo, que impediu o setor de crescer ainda mais. É o que garante Carlo Enrico Bressiani, sommelier de cervejas, PhD em Finanças pela Universitat Ramon Llull, de Barcelona, e diretor-geral da Escola Superior de Cerveja e Malte.

“Sim, (a crise política) sem dúvida afeta. Apesar de andar à margem da economia em geral nos últimos quatro anos, o mercado sentiu este último baque, reduzindo seu ritmo de crescimento e desestimulando investimentos programados.”

Questionado sobre quais seriam as melhores “boias” para enfrentar a turbulência, Bressiani é pessimista: quando já se está no barco, pode-se apenas evitar maiores traumas. E, para isto, é necessária uma carteira adequada de clientes.

Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte

“Estamos no barco, não tem como sair assim”, pondera. “As empresas que estiverem menos alavancadas e com suas vendas menos concentradas em poucos clientes têm mais chances de passar pela tempestade com poucos traumas.”

Ainda assim, Bressiani diz que o cenário pode mudar com as eleições. Dependendo do resultado, ele aposta, a turbulência pode se acalmar. E o setor cervejeiro, quem sabe, poderá avançar com sinal verde. “A eleição será um divisor de águas, com um crescimento muito acelerado caso ganhe alguém pró-mercado e com uma redução maior ainda nos investimentos se ganhar alguém com uma plataforma antimercado.”

Confira, nas próximas semanas, a sequência do nosso especial sobre eleições e mercado cervejeiro.

4 festivais paulistanos de cerveja e boa gastronomia em agosto

O momento nunca foi tão propício para o cervejeiro paulistano. Embalado pela oferta cada vez maior de rótulos, o mercado se dinamizou em uma sucessão de festas e festivais que se espalharão por São Paulo em agosto. Reunimos, aqui, alguns desses eventos. Aproveite.

Festival de Cerveja Artesanal até R$ 10
Gosta de cerveja boa e barata? Então, o Festival de Cerveja Artesanal – Edição Especial até R$ 10 é uma atração imperdível. O evento será realizado no icônico Memorial da América Latina, ao lado do Metro Barra Funda. E, como o nome diz, os chopps artesanais custarão até R$ 10 – exceto garrafas e canecas. Serão mais de 15 cervejarias e 70 rótulos. Atrações musicais, de arte e de design acompanharão a festa, com entrada gratuita. A diversão também é garantida aos esfomeados: paralelamente à festa da cerveja, ocorrerá o Festival de Comida Alemã e o memorável 3º Festival Nacional do Bacon.
Serviço
Quando: 18 e 19 de agosto
Horário: das 11h às 21h
Local: Memorial da América Latina, na Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Portões 08, 09 e 12

Notepe
Depois do sucesso de sua primeira edição, realizada na Mooca, em junho, o Notepe terá a segunda versão em 25 de agosto, a partir das 14h, no restaurante Voa Boi, na Rua Carla, no Itaim Bibi. A festa, que brinca e abrasileira a expressão “on tap”, terá entrada gratuita e reunirá dez torneiras de marcas como a Goose Island e a Colorado, além de artesanais locais. O preço do chopp, aliás, será tabelado: R$ 15.
Serviço
Quando: 25 de agosto
Horário: a partir das 14h
Local: Voa Boi, na Rua Carla, 78

Aniversário Erdinger Hütt’n
O primeiro aniversário do Erdinger Hütt’n, a cabana de madeira que viajou mais de 10.000 km até chegar ao Brasil e se instalar na São Paulo Expo, onde se tornou o restaurante oficial da cervejaria alemã, será comemorado com uma festa especial em 11 de agosto. A “cabana” receberá a banda Apple Rock e a apresentação do grupo de dança folclórica alemã Edelweiss. Não faltará, é claro, os já tradicionais rótulos da Erdinger Tradicional, Dunkel e Alkoholfrei, acompanhados por comida alemã e foodtrucks. Uma atração especial promete fazer a festa dos aficionados por velocidade: uma exposição de carros clássicos da Mercedes-Benz.
Serviço
Quando: 11 de agosto
Horário: das 12h às 18h
Local: São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5

Festival Fartura
Se você acredita que cerveja boa tem de ser acompanhada por gastronomia de qualidade, então o Festival Fartura – Comidas do Brasil merece a visita. Depois de rodar por algumas capitais, a festa que reúne o melhor da comida nacional chega a São Paulo e será realizada em 4 e 5 de agosto, no Jockey Club. Entre as inúmeras opções gastronômicas, destaque para a presença de chefs renomados, como Cafira Foz, do Fitó, que levará seu arroz caldoso com galinha d’Angola e farofa de miúdos e coco, e Luiz Filipe Souza, do Evvai, com sua bomba com recheio de vitelo e molho de atum. Petiscos, lanches e doces também prometem marcar presença, além de atrações musicais como A Espetacular Charanga do França, do talentoso Thiago França, e o premiado Duo Finlandia.
Serviço
Quando: 4 e 5 de agosto
Horário: sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 20h
Local: Jockey Club, na Av. Lineu de Paula Machado, 1263

 

Leia, também, no Guia da Cerveja:

Sour Ale da Dogma, IPA da Noi: Os lançamentos cervejeiros da semana

Com travesseiro de lúpulo, Colorado abre fábrica para consumidores “hibernarem”

Na semana da IPA, cervejaria recebe o Ira! para comemorar seus 7 anos

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