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UFMG abre vagas para curso de produção de cerveja artesanal

Se você é um cervejeiro “amador” e tem a intenção de se aprofundar nesse universo, terá uma ótima oportunidade pela frente. Entre os dias 24 e 25 de agosto, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fará o Curso de Produção de Cerveja Artesanal.

Trata-se uma boa chance de conhecer melhor esse universo por meio de uma instituição que tem desenvolvido um excelente trabalho no setor. Na UFMG, afinal, está localizado o Laboratório da Cerveja, um projeto de extensão do Laboratório de Taxonomia, Biodiversidade e Biotecnologia de Fungos do Instituto de Ciências Biológicas.

As aulas do curso ficarão a cargo dos três principais responsáveis pelo Laboratório da Cerveja: o professor Dr. Carlos Augusto Rosa, coordenador do projeto, e Beatriz Borelli e Luciana Brandão, doutoras em Microbiologia pelo ICB/UFMG e sommeliers de cerveja pela Academia Barbante de Cerveja com certificação da alemã Doemens Academy.

Voltado para iniciantes interessados em produzir cerveja caseira, o curso tem o objetivo de “capacitar o aluno a produzir cerveja em casa utilizando técnicas básicas de produção”, segundo a UFMG.

As inscrições vão até sexta-feira e o valor sai por R$ 330, que incluem apostila, lanche e uma garrafa da cerveja produzida durante as aulas. Além do curso em agosto, outros quatro serão realizados até o final do ano.

Curso de Produção de Cerveja Artesanal
Inscrições: até 17 de agosto
Quando: aulas teóricas em 24 de agosto, das 18h30 às 22h30; e de produção no dia 25, das 8h às 18h
Valor: R$ 330
Demais turmas: 28 e 29 de setembro; 19 e 20 de outubro; 9 e 10 de novembro; e 14 e 15 de dezembro
Local: Instituto de Ciência Biológicas, Bloco J, 3º andar, sala 252, na UFMG
Mais informações: http://www.cursoseeventos.ufmg.br/CAE/DetalharCae.aspx?CAE=8340

 

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Após certificação da Catharina Sour, Lohn Bier lança cerveja com guaraná

Depois de ser catalogada em julho pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), a Catharina Sour terá o seu primeiro grande lançamento. Trata-se da Catharina Sour Guaraná, que será apresentada nesta quarta-feira pela Lohn Bier.

Uma das principais cervejarias brasileiras associadas ao estilo, que foi reconhecido pela mais importante instituição mundial de juízes do setor, a Lohn Bier já tem cinco rótulos ligados à Catharina Sour: Manga, Butiá, Bergamota, Jabuticaba e Uva Goethe, esta premiada como a melhor cerveja do mundo na categoria fruta no World Beer Awards, em agosto de 2017, em Londres.

E, agora, para celebrar um marco histórico da cerveja nacional, a Lohn Bier apostou em um fruto tipicamente brasileiro.

“O primeiro estilo de cervejas brasileiro foi catalogado. A partir de 4 de julho a Catharina Sour torna-se mundialmente compatível para fabricantes e consumidores. A Lohn Bier foi uma das catarinenses que ajudou organizar a catalogação desse estilo, ácido e com frutas, antes sem adequação assertiva para o mercado, agora no BJCP. Celebramos o novo estilo com uma fruta também brasileira que representa muito bem o Brasil, o guaraná”, conta Tatiani Felisbino Brighenti, sócia-fundadora da cervejaria.

O novo rótulo da Lohn é ácido, com um crispy láctico limpo na língua fazendo baixar o PH da boca, com o final seco e frutado, segundo detalha Tatiani. Já o guaraná surge no retrogosto, ampliando a sensação refrescante de uma cerveja pouco alcoólica e pouco lupulada.

“Bastante frisante, fará os mais atentos lembrarem e compararem com os tradicionais refrigerantes do mesmo sabor. Celebremos, temos Catharina Sour Guaraná, uma cerveja que continuará dando muito orgulho aos consumidores brasileiros”, festeja Tatiani.

 

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Doppelbock dos pais, Sassafrás: Os lançamentos cervejeiros da semana

Projeto leva cervejeiros para viagem de “imersão” na Europa e nos EUA

Com que growler eu vou? Conheça os modelos e saiba escolher

Projeto leva cervejeiros para viagem de “imersão” na Europa e nos EUA

Viagem e cerveja. Poucas palavras estão tão intimamente associadas como estas. E, para fundi-las de vez, o Science of Beer Institute lançou o Projeto Viagem Cervejeira, um tour com passagens por destinos históricos da rota cervejeira na Europa e nos Estados Unidos.

A viagem inclui visitas às principais cervejarias, fábricas, pubs, festas tradicionais e escolas cervejeiras que remontam “a história e o caminho desta bebida que atravessa gerações e sempre se reinventa”, segundo o instituto.

No roteiro europeu, que será realizado entre os dias 13 e 30 de setembro, o participante terá a oportunidade de conhecer mais de 20 cervejarias na Alemanha, Bélgica e República Tcheca.

Entre as atrações estão uma ida à Westvleteren, eleita uma das melhores cervejarias do mundo, e uma aula especial sobre leveduras e processos fermentativos na Fábrica Fermentis, uma das maiores nesse segmento. Haverá, ainda, visitas a festas tradicionais, como a Oktoberfest de Munique, e o banho de cerveja em um beer-spa.

Já a Viagem de Estudos Cervejeiros nos EUA, prevista para a primeira quinzena de novembro, tem como proposta aprofundar o conhecimento na Escola Americana. Contará, assim, com aulas orientadas por especialistas, além de visitas às cervejarias Rare Barrel, Admiral Maltings e Sierra Nevada, entre outras atrações.

“O Projeto ‘Viagem Cervejeira’ surgiu de um desejo antigo de unir duas paixões: viagem e cerveja. Decidimos então proporcionar um estudo em formato de imersão, in loco pela Bélgica e Alemanha, com um time de peso falando e ensinando sobre cerveja”, conta Amanda Reitenbach, cientista e CEO do instituto.

“Quando se viaja sozinho, você tem acesso ao bar da fábrica/cervejaria e às vezes é uma visita muito genérica. Na nossa Viagem de Estudos Cervejeiros, os donos/mestres cervejeiros nos recebem em suas cervejarias/fábricas, abrem suas melhores cervejas e contam suas histórias”, acrescenta Amanda. “É uma experiência com informações não encontradas em nenhum livro e muito mais intensa e cheia de conhecimento do que apenas beber uma cerveja da marca.”

A primeira versão do projeto já ocorreu em 2017 e entusiasmou os participantes, como o dentista e sommelier Flávio Roberto Kulmann Carneiro. “Além da cerveja, tem uma questão histórica. Eu já havia viajado para a Europa, mas não com esse intuito, não com essa proposta cervejeira. E essa foi outra viagem. Foi como se eu tivesse ido pela primeira vez. Nós acabamos vendo a cidade de uma outra forma através dessa imersão.”

“A minha experiência foi memorável. Visitar cavernas onde, na guerra, as pessoas armazenavam alimentos e faziam cerveja, por exemplo, é transformador. É uma viagem que mexe com todas as emoções”, finaliza Flávio.

Projeto Viagem Cervejeira
Quando: entre 13 e 30 de setembro, na Europa; primeira quinzena de novembro, nos Estados Unidos
Mais informações: www.scienceofbeer.com.br/br/cursos, viagemcervejeira@scienceofbeer.com.br ou (48) 9130-4906

 

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3 mudanças que podem melhorar a concorrência no setor

O surgimento de um dinâmico mercado de artesanais nos últimos anos ainda não foi suficiente para trazer um equilíbrio ao setor brasileiro de cervejas. Se o consumidor pode festejar o aumento da opção de rótulos e estilos, o produtor ainda sofre com problemas internos do próprio negócio, como a polêmica questão da concorrência.

Essa, ao menos, é a avaliação de especialistas consultados pelo Guia da Cerveja, em um especial sobre eleições para identificar quais seriam as grandes demandas políticas do setor.

Se uma matriz tributária mais equilibrada poderia beneficiar as microcervejarias, um olhar mais atento para evitar a concentração de mercado também poderia dinamizar o setor, segundo Carlo Enrico Bressiani, sommelier de cervejas, PhD em Finanças pela Universitat Ramon Llull, de Barcelona, e diretor-geral da Escola Superior de Cerveja e Malte.

“[Precisamos da] Redução da burocracia que cerca o setor e da retirada de subsídios aos grandes grupos”, aponta o diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte. “Outro ponto importante é ter alguém vigilante à concorrência desleal.”

A avaliação de Bressiani é compartilhada por Sady Homrich, baterista do Nenhum de Nós e um dos grandes especialistas brasileiros em cerveja. A expansão das artesanais ainda é limitada pelo não cumprimento adequado da Lei de Defesa da Concorrência. Uma das consequências, segundo ele, seria a dificuldades das “pequenas” chegarem aos principais pontos de venda.

“Um ponto relevante é fazer valer a lei que proíbe exclusividade em ponto de venda. O marketing dos grandes conglomerados ‘compram’ ilegalmente pdv’s [pontos de venda] com bonificações e dinheiro em espécie via caixa 2. Isso mantém as artesanais fora da concorrência”, afirma Sady.

Assim, de acordo com Homrich e Bressiani, 3 pontos seriam fundamentais para melhorar o equilíbrio no setor:

1- Retirada de subsídios aos grandes grupos;

2- Vigilância à concorrência desleal;

3- Proibição da exclusividade em ponto de venda.

Confira, nas próximas semanas, a sequência do nosso especial sobre eleições e mercado cervejeiro. E, se quiser indicar alguma demanda, escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com.

AB – InBev se torna a maior fabricante de cerveja artesanal dos EUA

Dez anos atrás, dificilmente alguém poderia pensar em chamar alguma cerveja produzida pela Anheuser-Busch de artesanal. A maior fabricante de cerveja dos Estados Unidos, dona de marcas como Budweiser e Bud Light, passava ao longe da crescente cena craft – ou artesanal. No entanto, uma reportagem do jornal americano Chicago Tribune, do repórter Josh Noel, revela uma grande reviravolta nesse cenário: em ao menos uma métrica, é possível dizer que a AB-InBev passou de antítese desse movimento à posição de maior fabricante de craftbeer dos EUA. O segredo, diz a reportagem, para isso não surpreende ninguém: a empresa abriu a carteira.

Entre 2011 e 2017, a AB comprou dez cervejarias artesanais espalhadas pelos EUA, começando com a Goose Island, de Chicago, e terminando com sua mais recente aquisição, a Wickerd Weed Brewing, de Asheville, na Carolina do Norte (veja a lista das dez abaixo). Suas compras deram resultado. Em julho, um relatório da Beer Marketer’s Insights mostra que a gigante ultrapassou a Boston Beer e a Sierra Nevada em milhões de dólares vendidos, segundo dados do instituto IRI Worldwide.

O relatório aponta que as vendas das marcas craft da AB cresceram 20% no acumulado do ano, chegando a US$ 107,3 milhões. Suas maiores competidoras tiveram desempenho mais modesto: a Boston Beer (Samuel Adams) cresceu 2%, chegando a US$ 103 milhões, e a Sierra Nevada vendeu 6% a menos, acumulando US$ 94,4 milhões.

A liderança da AB, segundo a reportagem, diz respeito a apenas uma métrica: o painel da IRI Worldwide de vendas em supermercados, grandes redes de varejo e lojas de conveniência. Não entram na conta as vendas em draft e nas liquor stores, o que faz da Boston Beer ainda a maior em volume no país.

No entanto, segundo o editor do relatório da Beer Marketer’s Insights, David Steinman, a troca de posições pode acontecer a qualquer momento nesse ano. “Eles estão se preparando para assumir essa posição em um futuro próximo”, afirma ele em entrevista ao Chicago Tribune. “Ainda é um choque para o universo das cervejas artesanais. Trata-se de um novo jeito de pensar nesse mercado”.

De fato, é uma nova dinâmica. Se dez anos atrás as cervejarias artesanais surgiam como um antídoto aos rótulos das gigantes, agora elas estão do mesmo lado: MillerCoors, Heineken e Constellation Brands também compraram cervejarias – mas com menos intensidade do que a AB, cujo portfólio a permite atuar em mercados locais, regionais e no nacional de costa a costa, por meio de uma poderosa rede de distribuição. Assim, cervejeiros locais relatam que a presença de marcas da AB tem se intensificado de maneira espantosa nos mercados regionais e pressionado profundamente os independentes, em um jogo de um só vencedor.

A investida da AB no Mercado de craft, conta a reportagem, começou após tentativas insossas de emplacar marcas próprias pretensamente artesanais. Em 1997, à medida que o nicho ganhava share frente às marcas de varejo, a AB mudou a estratégia e passou a comprar marcas que ela nunca conseguiria criar, começando pala Goose Island. Lançou, então, uma nova divisão da companhia dedicada exclusivamente às artesanais, a High End.

Mas a comunidade “raiz” de cervejarias artesanais não engole tão facilmente essa nova ordem. “Isso levanta a questão: o mercado é justo?”, questiona Julia Herz, diretora da Brewers Association, ao Chicago Tribune. “Para nós, se houvesse mais transparência, seria mais fácil para o consumidor saber se está comprando cerveja de um conglomerado gigantesco ou não.”

Recentemente a Brewers Association lançou um selo que atesta a independência de cervejarias das grandes corporações: uma garrafa de cabeça para baixo, que pode ser impressa apenas nos rótulos de pequenas cervejarias – nenhum rótulo da AB é elegível.

Doppelbock dos pais, Sassafrás: Os lançamentos cervejeiros da semana

Inspirada no Dia dos Pais e na essência brasileira, a semana trouxe alguns bons lançamentos cervejeiros. Os sócios da Prussia Bier, por exemplo, guiaram-se na história de seus pais para criar uma Doppelbock. Já a Treze reforçou sua aposta na cachaça ao lançar uma cerveja maturada em Sassafrás, enquanto a Ashby apresentou uma edição especial inspirada no cacau e no café. Confira, a seguir, em detalhes, essas novidades.

Doppelbock dos pais
Para homenagear seus pais, os sócios da Prussia Bier – Fernando Cota, Railton Vidal e Douglas Vidal – lançaram a Desbravator, uma Doppelbock com 8,1% de teor alcoólico e 20 IBUs, em formato de chope. “A ideia surgiu depois de pesquisarmos muito sobre o estilo e descobrirmos que deu origem ao termo ‘pão líquido’. Daí, foi inevitável lembrar da origem da Prussia e da nossa história familiar, pois somos frutos de gerações e gerações de padeiros”, conta Fernando Cota, lembrando que seu pai, Zezé, conheceu Raimundo, pai de Railton e Douglas, trabalhando em uma padaria. “Então, resolvemos homenageá-los através desta cerveja. É uma produção limitada de 700 litros, tudo em chope, mas engarrafamos poucos litros e criamos um rótulo especial apenas para presenteá-los.”

Sassafrás da 13
A 13 segue investindo na tradição brasileira da cachaça. Depois de lançar na semana passada a Brazilian Wood 2, feita em colaboração com a DUM e maturada em castanheira, a cervejaria estabeleceu agora uma parceria com a Cachaça Pardin para lançar a Sour Blonde Sassafrás. É uma cerveja levemente ácida, complexa e aromática, com base de Belgian Blonde e toque dos aromas e sabores da Sassafrás, uma das madeiras brasileiras mais exóticas e intensas. “A passagem pelo barril trouxe uma complexidade aromática única, com contribuições do sabor da madeira, da cachaça, mas também da evolução e da atividade das leveduras dentro do barril”, explica Eduardo Marques, sócio da 13.

Café + Cacau
Dois componentes essenciais da cultura brasileira serviram de inspiração para uma linha especial da Ashby: o café e o cacau. A cervejaria lançou três novos rótulos, com edição limitada, apostando nessa combinação. O primeiro é o Cacau Ale, com aroma frutado, sabor encorpado, médio amargor e teor alcoólico de 5,8%. Já o Café & Cacau Pilsen tem aroma lupulado com traços de café e cacau, malte suave e teor alcoólico de 4,8%. Por fim, o Coffee Porter possui sabor de maltes especiais com amargor leve e distinto, além de aroma de malte torrado com traços de café.

 

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Com que growler eu vou? Conheça os modelos e saiba escolher

Passado um primeiro momento de surpresa, a cultura do growler tem se mostrado dinâmica e evolui com rapidez. “Uma vez que o consumidor opta por ele, costumo dizer que é um caminho sem volta”, afirma André Lourenço, diretor comercial da Siphon Growlers, resgatando as características positivas da embalagem. Após anos de maturação, o mercado brasileiro hoje oferece produtos de materiais diferentes e uma enorme variedade de tamanhos e formas.

Mas, então, o que deve ter um bom growler? A resposta mais provável seria o bom e velho “depende”. Depende de fatores como o gosto pessoal, o que cada consumidor mais valoriza na hora de beber e, claro, o bolso. No entanto, segundo Lourenço, há dois itens básicos: “Para ser considerado adequado, ele precisa garantir a vedação completa e que a luz não incida sobre a cerveja”, afirma.

O fechamento perfeito garante que a cerveja não perca sua carbonatação. A vedação ideal é obtida por meio de tampas flip-top ou do uso de anéis de borracha – naqueles modelos com tampa de rosca, geralmente de inox. Além do inox, os growlers mais comuns são de vidro e cerâmica. Já a não incidência de luz depende do material e do modo como ele foi produzido.

A seguir, confira as principais características dos modelos mais comuns.

 

OS MODELOS DE GROWLER

De vidro, linha Rock`n`growler da My Growler

 

Vidro: É o mais popular e barato dos materiais usados em growlers, o que torna os produtos de vidro, de maneira geral, mais acessíveis. Tem um porém: com o vidro, a troca de temperatura com o ambiente é mais rápida do que com os outro materiais disponíveis. Assim, por ser transparente – mesmo o vidro escuro, do qual é feito o growler – o material pode não bloquear 100% da incidência de luz – o líquido ainda pode sofrer alterações e perder um pouco de suas características originais.

 

De cerâmica, La Muerte da Siphon

 

Cerâmica: O growler de cerâmica é provavelmente a opção mais interessante quando se fala em conservação da bebida. Sua vantagem vem do fato de ele ser totalmente opaco e não permitir a entrada de luz externa. Quanto à sua capacidade de manter a temperatura, a cerâmica também se destaca. Por suas características, ela mantém a bebida gelada por mais tempo do que o vidro. Em geral, é o material mais caro.

 

Mini keg de inox, My Growler

 

Inox: O material usado para fazer kegs é extremamente resistente e leve. Geralmente não permite a entrada de luz alguma. Há modelos que não têm paredes duplas, e isso faz com que troquem calor com o ambiente com grande velocidade, esquentando com rapidez. “Algumas pessoas relatam um leve sabor metalizado nestes produtos”, afirma o diretor comercial da Siphon, André Lourenço.

 

Há, também, no mercado, growlers feitos de garrafa PET. No entanto, eles acabam não trazendo grande parte dos benefícios esperados dele (discutidos aqui). Assim, acabam fazendo as vezes de uma grande garrafa. “Eles custam para o consumidor e são descartáveis. A proposta original é de ser reutilizável, mais econômico, sem resíduos, gerando um vínculo que entre quem vende o growler e o chopp, e quem o consome”, afirma Rodrigo Fernandes, CEO da My Growler.

Já é comum encontrar growlers a venda em cervejarias, empórios e lojas dedicadas à cerveja. Uma grande variedade de modelos, tamanhos, grafismos e acessórios estão disponíveis nos sites da My Growler e Siphon Growlers.

 

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Entrevista: Nova lei pode transformar BH na “Bélgica Brasileira”

Belo Horizonte pode ganhar centenas de brewpubs nos próximos anos e se tornar oficialmente a “Bélgica Brasileira”. Essa é a avaliação de José Bento Valias Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de Belo Horizonte, da Cervejaria Dunk Bier e um dos fundadores da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais (Acerva Mineira).

José Bento Valias Vargas, um dos responsáveis pela aprovação do PL

Um dos principais nomes envolvidos no Projeto de Lei 475/2018, importante proposta que foi aprovada pela Câmara dos Vereadores e aguarda a assinatura do prefeito Alexandre Kalil para entrar em vigor, José Bento assegura que a nova lei pode representar um marco sem precedentes à cerveja mineira.

“Podemos acreditar que essa lei permitirá Belo Horizonte se tornar realmente a Bélgica Brasileira, como já é apelidada pela quantidade de estilos diferentes de cerveja que são produzidos na região”, assegura o especialista.

Em entrevista exclusiva ao Guia da Cerveja, José Bento narra os detalhes da aprovação do PL de Belo Horizonte e enumera todas as boas mudanças que o setor pode vivenciar nos próximos anos.

Confira, a seguir, a entrevista completa com José Bento Valias Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de BH, da Dunk Bier e um dos fundadores da Acerva Mineira.

Como e quando surgiu a ideia do PL?
A ideia do PL surgiu em 2011 dentro da Acerva Mineira e foi apresentada para a prefeitura de Nova Lima com o nome de Lei Pró Artesão. Essa lei permitia diversas facilidades – e não só para o setor de cerveja. Mas, no caso, permitia que fosse aberta uma cervejaria em qualquer local do município de Nova Lima, seguindo-se determinadas regras.

Quem esteve engajado e como foi o desenvolvimento?
Na época o projeto foi capitaneado pelo associado da Acerva, o Sr. Alfredo [Figueiredo], então dono da cerveja VM Beer, atualmente sócio da Krug Bier. Esteve no projeto a diretoria da Acerva, então formada pelos Srs. Humberto Mendes, Daniel Gontijo, Juliano Caldeira e José Bento Valias Vargas, além de órgãos da Prefeitura de Nova Lima, o Gabinete do prefeito, a Secretaria de Turismo e alguns vereadores. Na atual versão, em Belo Horizonte, o projeto foi capitaneado por membros da Acerva Mineira, especialmente os Srs. Marcelo Maciel, proprietário da cervejaria Astúcia, e Gustavo Alves, proprietário do bar Köbes. Eles receberam apoio do gabinete do vereador Léo “Burguês” de Castro, líder do governo na Câmara.

As tratativas foram difíceis?
Nesse primeiro momento, em Nova Lima, o projeto tinha apoio do prefeito e de sua base, e a aprovação da lei levou menos de um ano. Desde então, essa lei passou por várias mãos. Foi entregue a vários vereadores, prefeito, até mesmo deputados, pela diretoria da Acerva. Quando a chamada Lei Pró-Artesão se desenvolveu no PL atual, os envolvidos tiveram grande apoio do vereador [Léo Burguês] através do seu gabinete, da Secretaria de Turismo de BH e do próprio parlamentar, que trabalhou com seus pares para a aprovação do projeto sem, inclusive, alterações propostas por outros parlamentares, que seriam prejudiciais ao texto original.

O que a lei pode mudar efetivamente?
A principal mudança da lei é a quebra do zoneamento da cidade para a criação de empreendimentos de pequeno porte em todas as suas regiões. Essa maior facilidade de se criar empreendimentos cervejeiros vai ajudar imensamente a cultura cervejeira a crescer na cidade e vai propiciar a diversos empreendedores que tenham seu negócio de forma mais viável, em um país que basicamente vai contra a iniciativa privada. A lei será de extrema importância para o franco crescimento do setor e, vale dizer, ela não flexibiliza obrigações importantes como a segurança alimentar e os cuidados necessários para melhorarmos nossos índices de poluição, especialmente da água.

Confirmada a aprovação, qual será o impacto ao setor?
A lei visa facilitar a criação de nanocervejarias e, especialmente, brewpubs no município. Como Minas, especialmente BH, tem um movimento cervejeiro muito forte, a lei vai propiciar a criação de empreendimentos cervejeiros espalhados pela cidade, que já é conhecida como a cidade dos bares. Até então, muitos desses empreendimentos eram criados em Nova Lima, mesmo sendo de pessoas de Belo Horizonte. Podemos acreditar que essa lei permitirá Belo Horizonte se tornar realmente a Bélgica Brasileira, como já é apelidada pela quantidade de estilos diferentes de cerveja que são produzidos na região.

É possível mensurar esses benefícios em números?
É muito difícil mensurar em números. Mas é preciso considerar que atualmente Nova Lima tem mais de 20 cervejarias construídas, que atendem dezenas de cervejeiros ciganos, além de outras cervejarias da região metropolitana de BH. É preciso considerar também que a Acerva Mineira tem atualmente mais de 300 associados, que produzem suas cervejas em casa e, obviamente, desejam ter seu negócio no ramo. Há, ainda, milhares de bares na cidade. E tudo isso estará associado à possibilidade de um empreendimento desse porte ser pautado pelas regras do Simples Nacional. Pode-se acreditar, então, em pelo menos uma centena de brewpubs surgindo em Belo Horizonte, com alguns milhares de novos empregos e, talvez, centenas de milhares de reais em impostos arrecadados para município, estado e União.

 

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Festival reúne reggae, Mestre Lumumba e cerveja artesanal afro-brasileira

Se você é de São Paulo, gosta de música, aprecia uma boa cerveja e apoia movimentos sociais e culturais, há uma atração definitivamente imperdível neste final de semana: o 1º Chopp Reggae Festival.

O evento será realizado sábado e domingo no Centro Cultural Butantã e terá, entre suas inúmeras atrações, o lançamento do chopp e da cerveja artesanal afro-brasileira Otim’Bé.

O anfitrião da festa será Benedito Luiz Amauro, o Mestre Lumumba, poeta, compositor e mobilizador cultural que, há décadas, vem fazendo um precioso trabalho que o colocou como uma das grandes representações da cultura afro-brasileira.

“Estamos ocupando o Centro Cultural Butantã uma vez por mês com poesia, teatro, música. Toda uma gama de produção cultural da comunidade negra que não tem espaço específico”, comenta Mestre Lumumba.

“Você que gosta de ser feliz, aliás, que deseja ser feliz, que acredita na felicidade, estou te convidando para chegar aqui, no Centro Cultural Butantã, às 22 horas, no dia 11 de agosto, e descobrir que você tem muito mais pessoas amigas do que você imagina”, acrescenta o mestre.

No sábado, além de uma intervenção cultural com a Cia Os Crespos e o lançamento da cerveja, haverá um show com Mestre Lumumba e sua banda. E, no domingo, acontece a vivência de construção e toques de tambores com o mestre, a partir das 11h.

Serviço
Quando: 11 e 12 de agosto
Horário: sábado, a partir das 22h; domingo, a partir das 11h
Preço: R$ 10 até as 23h de sábado e R$20 com direito a um chopp após as 23h; R$ 10 no domingo
Local: Centro Cultural Butantã, na Av. Corifeu de Azevedo Marques, 1880/1882, São Paulo

 

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Dia dos Pais: Descubra qual a cerveja ideal para o seu pai

Pai amigo, festivo, companheiro de aventuras. Pai rígido, disciplinador, preocupado com o seu futuro. Pai trabalhador, distante, nem sempre presente. Pai que trocou fraldas, que teve nojo de fraldas, que deu banho, que ensinou a gritar gol, que brincou de boneca, que desaparecia, que apresentou a música, que lavou louça, que fez a lancheira, que salgou a comida. Não importa o tipo. Domingo é Dia dos Pais e, independentemente do perfil, é uma data para celebrá-lo.

E, como comemoração está essencialmente atrelada à cerveja, o Guia da Cerveja fez uma parceria com o Clube do Malte para traçar o perfil cervejeiro de seu pai – e descobrir qual estilo se adequa a ele.

Seja ainda um brahmeiro, um desbravador ou já um veterano desse universo, há certamente uma cerveja especial aguardando por ele. Confira, a seguir, qual é a do seu pai. E que o domingo de vocês seja ainda mais feliz com o presente – ou o brinde – ideal!

qual é a cerveja ideal para presentear O Contido
Nem todo pai é apaixonado por cerveja. Alguns, claro, estão interessados em inúmeras outras atividades. Outros, trabalham tanto que quase não têm atividade. Mas, mesmo que o seu seja um desses que verdadeiramente só bebe “socialmente”, em festas ou em poucos fins de semana, a cerveja também pode ser uma excelente opção para o Dia dos Pais. Nesse caso, aproveitando que o volume consumido é menor, surge uma boa oportunidade para brincar com estilos “suaves”. “Ele pode variar bastante nos estilos, em cada degustação provar um diferente. Para começar, cervejas mais leves são as mais indicadas. Os estilos Pilsen, Weiss e Witbier são os mais indicados”, avalia Ana Paula Komar, jornalista do Clube do Malte.
Cervejas ideais: 1795 Original Czech Lager, Paulaner Hefe-Weissbier , Bodebrown Blanche Curitiba

O Raiz
Embora as artesanais tenham se popularizado nos últimos anos, provocando a descoberta dos mais diversos estilos, ainda há uma boa parcela da população cervejeira que se diz de “raiz”. Ou seja, é aquele bebedor convicto, fiel ao combo cerveja e futebol de domingo, mas ainda preso à tradição das Pilsens – e das Brahmas, Antarcticas, Skols da vida. Convenhamos que, ao menos no Dia dos Pais, é bom respeitar essa tradição – depois você terá o ano todo para convertê-lo. “A cerveja do estilo Pilsen é maltada, encorpada com notas abiscoitadas (lembrando pão), tem um amargor um pouco mais pronunciado, mas ainda fácil de beber e muito saborosa”, explica Komar. Nada melhor, então, do que uma cerveja da República Checa, país onde está localizada a cidade de Pilsen, a precursora desse estilo tão essencial ao brasileiro. Ou mesmo de uma Pilsen diferente – artesanal e local.
Cervejas ideais: Praga Premium Pils, Bamberg Pilsen

O Desbravador
A disseminação das cervejas de trigo – nacionais ou importadas – fez surgir um outro perfil de bebedor: aquele ainda atrelado às Pilsens, mas que gostou da Weiss e começou a desbravar esse universo. Se o seu pai segue nessa rota, aproveite a oportunidade: o Dia dos Pais é a ocasião ideal para acelerá-lo nesse caminho. “Além das cervejas do estilo Weiss, que geralmente são uma porta de entrada para o mundo cervejeiro, para quem está começando a provar novidade vale conhecer os sabores e aromas do lúpulo. E, para isso, nada como uma boa IPA”, garante a jornalista do Clube do Malte.
Cervejas ideais: BrewDog Punk IPA, Bodebrown Cacau IPA, Die Fizzy Yellow da Way Beer

O Viajado
Se o seu pai gosta de viajar e começou a se aprofundar nesse universo em pubs estrangeiros, por meio de cervejas como Guinness, Erdinger e Delirium, entre tantas outras, o Dia dos Pais é uma excelente oportunidade para brincar com roteiros. Você pode, assim, escolher um local marcante para ambos e fazer uma seleção de cervejas alemãs, norte-americanas, belgas, etc. “Aqui você irá encontrar uma infinidade de estilos de cervejas importadas, mas alguns são característicos de determinados países, como a inglesa English Pale Ale, a alemã Weizenbier (ou simplesmente Weiss), a belga Witbier. E por aí vai”, enumera Komar.
Cervejas ideais: Wells Bombardier, Erdinger Weissbier,  Urbana Busanfe

O Festeiro
Agora, se o seu pai é festeiro como você, que o acompanha não apenas em risadas e copos, mas também em eventos cervejeiros, nada melhor do que homenageá-lo com bebidas que são referências em festivais. E, aqui, não tem como esquecer da Oktoberfest, a maior festa cervejeira do mundo. “Nada como uma boa cerveja do estilo Oktoberfest para celebrar os festivais cervejeiros. Uma cerveja que é suave, mas bastante complexa, com características evidentes do malte, tanto no aroma, quanto no paladar. Mais adocicada, este é um dos clássicos estilos maltosos, complexa e elegante, mas nunca enjoativa”, orienta a especialista.
Cervejas ideais: Paulaner Oktoberfest, Hofbräu Oktoberfest, Bamberg Die Wiesn

Por fim, se você quiser dar mais uma turbinada no presente e inserir ainda mais seu pai no universo da boa cerveja, outra sugestão é o growler, uma maneira prática e sustentável de ele ter sempre sua cerveja preferida fresquinha. Confira as vantagens de ter um growler aqui.

 

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