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Lei Seca na Libertadores? Entenda proibição no entorno do Maracanã

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A tradicional resenha pré-jogo nos arredores dos estádios não poderá ser acompanhada pela cerveja no mais importante confronto realizado no Brasil em 2023. Por meio de um decreto, a Prefeitura do Rio de Janeiro proibiu a comercialização de bebidas alcoólicas, incluindo a cerveja, em ruas, avenidas e praças próximas ao Maracanã neste sábado, dia da final da Copa Libertadores entre Fluminense e Boca Juniors, instaurando uma Lei Seca na região.

A proibição imposta pela prefeitura começou à meia-noite de sexta-feira para sábado e só será suspensa às 6 horas da manhã do domingo, totalizando 30 horas de vigência, vigorando, portanto, bem antes da decisão da Libertadores, marcada para as 17h de sábado.

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No decreto, publicado no Diário Oficial, a Prefeitura do Rio de Janeiro cita a necessidade de “manutenção da ordem urbana, por meio do exercício do poder de polícia, em atendimento ao interesse público de manter a segurança no esporte”.

A Lei Seca na final da Libertadores abrange as ruas Conselheiro Olegário, Artur Menezes, Isidro de Figueiredo, Professor Eurico Rabelo, bem como as avenidas Paula Souza e Rei Pelé e a Praça Presidente Emilio Garrastazu Médici. Além disso, inclui trechos das ruas Mata Machado, Visconde de Itamarati, São Francisco Xavier e General Canabarro, bem como trechos da Avenida Maracanã.

No entanto, a Lei Seca não se aplica dentro do palco da final da Libertadores. O Rio de Janeiro é um dos estados brasileiros que permite a venda e o consumo de cervejas dentro dos estádios, prática que se repetirá no Maracanã neste sábado.

Além disso, a Libertadores tem a Amstel, do Grupo Heineken, como uma das suas patrocinadoras. E a marca já promoveu diversas ações em todo o Rio de Janeiro desde o início da semana, especialmente na fan zone montada na praia de Copacabana. Lá, é possível desfrutar de apresentações de DJs, consumir cervejas da Amstel e adquirir copos temáticos da final. Porém, a decisão não será transmitida no espaço.

No entanto, não faltarão opções para aqueles que desejam acompanhar o jogo enquanto consomem uma cerveja, seja da Amstel ou de outra marca. O Fluminense, por exemplo, preparou um evento com transmissão em telão na Cinelândia. A entrada é gratuita, mas o local será cercado e contará com apoio policial.

E as oportunidades para acompanhar a final da Libertadores se estendem muito além do Rio de Janeiro. Com a coincidência de datas, a organização do IPA Day Brasil, que acontecerá em Ribeirão Preto (SP) neste sábado, preparou telões para quem deseja acompanhar o jogo enquanto desfruta de cervejas lupuladas, com 35 opções no open bar e outras 50 à venda.

Para aqueles que preferirem acompanhar a final da Libertadores em casa, a Amstel se associou à Domino’s. Quem comprar o combo de uma pizza média e uma lata de 350ml de Amstel receberá outra cerveja por conta da casa, com a promoção saindo por R$ 49,90.

“A Amstel é a cerveja oficial da Conmebol Libertadores e, além de marcarmos presença no Maracanã, também queremos estar perto dos consumidores e fãs do esporte espalhados pelo país. Essa parceria é super importante e uma maneira divertida dos torcedores poderem brindar e se unir para assistir a partida”, comenta Nathalia Spina, gerente de marketing do Grupo Heineken.

Assim, mesmo com a Lei Seca nos arredores do Maracanã, será possível unir a final da Libertadores com as cervejas. E o consumo deve ser grande neste sábado, afinal, de acordo com a mais recente edição do Relatório Convocados, 76% dos torcedores do Fluminense consomem cerveja, o maior índice entre as principais torcidas de clubes do Rio de Janeiro.

Slow Brew volta a ser adiado e organização diz que festival será em 2024

O Slow Brew sofreu novo adiamento e não mais irá acontecer em 2023. O festival, por meio da sua organização, anunciou que adiou o evento, menos de um mês antes da sua realização, até então previsto para 17 a 19 de novembro, em São Paulo, o reagendando para 2024. O motivo alegado, em texto publicado no site oficial e em vídeo destinado às cervejarias, foi a falta de recursos financeiros.

Com o adiamento, o Slow Brew irá completar um hiato de 5 anos sem acontecer. Considerado um dos principais festivais cervejeiros do Brasil, o evento foi realizado pela última vez em 2019. Em 2020, com a eclosão da pandemia do coronavírus, o foi adiado quando já contabilizava 3.222 ingressos vendidos, segundo a organização. E não voltou mais a ocorrer.

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Em texto explicativo, publicado no site oficial do Slow Brew, Maurício Leandro, CEO e fundador do festival, afirma que a venda de uma propriedade rural no interior de São Paulo, que forneceria os recursos financeiros que assegurariam o evento, foi atrasada devido a questões legais, tornando impossível a realização do evento em 2023.

“Devido à pandemia, precisei vender uma área rural. É exatamente com esse montante que farei o Slow Brew. Essa área rural é responsável por avalizar, proteger, apoiar e servir como árbitro na realização do festival. O montante disponível é superior ao necessário para penhoras durante a realização do festival”, escreve Leandro.

“A venda desta área rural precisa terminar o inventário. Ela foi desmembrada devido à necessidade de um inventário judicial. A verba do Slow Brew está interditada devido ao inventário. Este inventário está em fase de elaboração da sentença e execução dos prazos judiciais. Para deixar tudo mais claro. Temos a quantia necessária para realizar o evento. Apenas aguardamos essa liberação que era para acontecer no final de setembro ou início de outubro de 2023”, acrescenta.

Em outro trecho do texto, o CEO e fundador do Slow Brew aponta a baixa procura por ingressos nesse ano como outro fator a inviabilizar financeiramente a realização do evento em 2023. “Não podemos fazer o Slow Brew Brasil porque os custos aumentaram muito de 2020 para 2023 e as pessoas não compraram muitos ingressos em 2023, então não houve investimento para fazer acontecer o Slow Brew Brasil”, diz.

No texto, a organização afirma que o Slow Brew acontecerá em 2024 nos dias 9 e 10 de novembro. “Em 2024, teremos dinheiro para o Slow Brew Festival, mas não com o mesmo poder de compra de 2020. Isso significa que a qualidade será prejudicada: a taça ISO Espanhola será substituída pelo copo PET (assim como ocorre em outros festivais), deixando de ser 78 as cervejarias participantes e passando para 40 as cervejarias”, diz.

No comunicado, a organização do Slow Brew também afirma que os vouchers das edições de 2020, a primeira ser adiada, e, agora, a de 2023 poderão ser usados em 2024. Mas garante que fará o ressarcimento aos interessados, indicando o e-mail reembolso2020@slowbrew.com.br para solicitação do reembolso.

O Slow Brew afirma, em outra parte do texto, o que a organização do festival também assume o reembolso da remarcação de passagens aéreas de participantes com bilhetes adquiridos para período próximo à data inicialmente prevista de realização do festival.

A reportagem do Guia também teve acesso a um longo vídeo de anúncio do adiamento do Slow Brew, destinado às cervejarias, em que a organização pede a continuidade das marcas junto ao evento para viabilizar a sua realização em 2024. O site do evento apresenta uma lista de 49 cervejarias participantes.

“Preciso que vocês, cervejarias, entendam a nossa necessidade de realizarmos o evento em 2024. Cada cervejaria é importante e tem um significado muito grande no Slow Brew. Se deixarmos de realizar o Slow Brew, não será eu, Mauricio, quem sairá perdendo, é todo o mercado cervejeiro. Basta olhar a história e a importância do Slow Brew no mercado, com a divulgação das pequenas cervejarias que não têm condições de pagar para irem a outros festivais”, diz o CEO e fundador do Slow Brew em um dos trechos do vídeo.

Produção de alcoólicas completa trimestre de alta, mas saldo é negativo no ano

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Após registrar aumentos em julho e agosto, a produção de bebidas alcoólicas no Brasil continuou a crescer em setembro, com um aumento de 3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo IBGE.

O resultado positivo em setembro confirma um trimestre de crescimento na produção de bebidas alcoólicas, ainda que não seja suficiente para reverter a tendência de queda ao longo do ano de 2023, com um recuo de 1,2%, e nos últimos 12 meses, em que a retração está em 1,5%.

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Em um relatório, a XP Investimentos destaca que esses resultados superaram as expectativas, representando uma recuperação na indústria de bebidas alcoólicas, estimulada, possivelmente, pelas condições climáticas em setembro.

“A produção de bebidas alcoólicas no terceiro trimestre se recuperou após dados fracos no segundo trimestre, com setembro registrando um aumento de 3,0% em relação às nossas expectativas, o que, em nossa opinião, pode estar relacionado às temperaturas acima da média”, afirma.

Este cenário na fabricação de bebidas alcoólicas também leva a equipe de análise da XP a prever desafios menores para o final de 2023, especialmente para a Ambev, seu principal foco de avaliação.

“De acordo com a sazonalidade, esperamos uma melhoria na demanda até dezembro, o que pode impulsionar volumes positivos para todos os participantes, uma estratégia que pode ser apoiada por custos mais baixos, resultando em descontos maiores e permitindo que a ‘premiumização’ sustente aumentos de preços através de melhorias no mix”, acrescentou a XP.

O desempenho da produção de bebidas alcoólicas em setembro impactou diretamente na produção geral de bebidas no mesmo mês, com crescimento de 0,7% na comparação anual. No entanto, em relação a agosto, houve queda de 0,7%. Além disso, a categoria fechou o período de janeiro a setembro com recuo de 0,9%. Nos últimos 12 meses, o ritmo da atividade também é negativo, com retração de 0,7%.

Por outro lado, a produção de bebidas não alcoólicas desacelerou em setembro, registrando queda de 1,6%. No acumulado do ano, a variação da atividade é negativa em 0,6%. Nos últimos 12 meses, o indicador ainda mostra crescimento, mas de apenas 0,1%.

Em setembro, a produção industrial nacional teve aumento de 0,1% em relação a agosto, mantendo-se praticamente estável. Em comparação com setembro de 2022, houve aceleração de 0,6%. No acumulado do ano, a produção industrial apresenta queda de 0,2%, com a variação do ritmo da atividade sendo nula (0,0%) nos últimos 12 meses.

“O resultado de setembro da produção industrial nacional marca o segundo mês seguido de crescimento, mas não altera o comportamento de menor dinamismo que a caracteriza nos últimos meses”, destaca o gerente da pesquisa, André Macedo.

Apenas uma das quatro grandes categorias econômicas e cinco dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram crescimento na produção em setembro. As indústrias extrativas tiveram a maior influência positiva, com um avanço de 5,6% no mês, após queda dos mesmos 5,6% nos dois meses anteriores.

Entre as 20 atividades que registraram redução na produção, destacam-se os produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 16,7%, seguidos por máquinas e equipamentos, com recuo de 7,6%, e veículos automotores, reboques e carrocerias, com resultado negativo de 4,1%.

Oktoberfest Blumenau chega ao fim com novo caso de racismo

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Um novo caso de racismo marcou o último fim de semana da edição de 2023 da Oktoberfest Blumenau. O incidente ocorreu na madrugada do último domingo (29), com o suspeito de cometer o ato, contra um dos seguranças da festividade, chegando a ser preso, embora depois tenha sido colocado em liberdade.

O site do jornal O Município, de Blumenau (SC), divulgou o vídeo do caso. Nele, é possível ver o suspeito proferindo palavras racistas, como “preto filho da puta”, além de mencionar sua posição social ao declarar que “sou advogado, a minha família é grande”, adotando também um tom que pode ser interpretado como xenofobia ao dizer “tu não mora aqui”.

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O incidente ocorreu no final da festividade, às 3 horas da madrugada, de acordo com o vídeo e a organização da Oktoberfest Blumenau. Em uma nota enviada à reportagem do Guia, os responsáveis pelo evento afirmam que a comissão de segurança foi acionada para atender a uma ocorrência de agressão, entre os pavilhões 1 e 2. O suspeito das agressões foi identificado e retirado do local. No entanto, o indivíduo se recusou a ser conduzido de forma amigável, o que levou à sua remoção das dependências do Parque Vila Germânica.

“Quando os agentes de segurança o puseram para fora, o suspeito desferiu palavras de cunho racista contra os agentes, fato corroborado pelas imagens da body cam utilizada pelos seguranças e que estão em poder da Polícia Civil. Diante disso, o acusado recebeu voz de prisão e foi conduzido pela Polícia Militar à Polícia Civil, onde foi lavrada a ocorrência”, afirma o comunicado.

O acusado por racismo é um advogado, tendo sido identificado como Luiz Henrique Eltermann Viotti, o que também motivou uma manifestação oficial da OAB Blumenau, afirmando, que “reitera que repudia todo e qualquer ato de racismo ou injúria racial”.

“Tais atos são inaceitáveis e contrários aos valores da igualdade, justiça e respeito que defendemos como instituição. Estamos comprometidos em acompanhar de perto o desenrolar das investigações sobre esse incidente”, diz. “Reforçamos nosso compromisso com a promoção de uma sociedade justa, igualitária e sem preconceitos, e continuaremos a trabalhar para que a advocacia seja um exemplo de respeito aos direitos humanos”, acrescenta.

Procurada pela reportagem, a organização da Oktoberfest Blumenau optou por se manifestar sobre o caso de racismo no último fim de semana da edição de 2023 apenas por meio de uma nota oficial em que apresentou detalhes do incidente.

“A organização da 38ª Oktoberfest vem a público repudiar quaisquer atos ou formas de misoginia, discriminação, racismo ou preconceito. Salientamos mais uma vez que a Oktoberfest é uma festa de todos e para todos e reforçamos que, diante da ocorrência registrada na madrugada de sábado para domingo, todas as medidas foram tomadas e o caso agora está com a Justiça,” afirma.

Já a Ambev, detentora da marca Spaten, a cerveja oficial do evento, optou por não enviar um posicionamento oficial sobre o caso quando procurada pelo Guia.

Reincidência
O caso contra um funcionário da segurança da Oktoberfest Blumenau acontece menos de uma semana depois de uma operação policial motivada por outra ocorrência de racismo na edição anterior da festividade, em 2022.

Na ocasião, um cidadão negro publicou um vídeo no TikTok celebrando a festividade na cidade catarinense, junto com sua enteada, também negra. A publicação foi alvo de uma série de comentários racistas.

O caso provocou a abertura de inquérito policial, posteriormente dando origem à Operação Trend. Na semana passada, então, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão por todo o Brasil, três deles contra adolescentes, contando com o apoio das polícias civis de nove estados e do Distrito Federal.

A investigação encontrou vestígios digitais dos crimes apurados no inquérito e revelou que diversos suspeitos possuem perfil extremista com nítidas referências ao neonazismo, segundo os investigadores.

Edição 2023
A 38ª edição da Oktoberfest Blumenau terminou no último domingo com um público inferior ao de 2022. Foram 454.285 participantes, de acordo com os organizadores, contra as 634.704 pessoas de um ano antes.

A festividade teve seis dias cancelados, devido às fortes chuvas no Vale do Itajaí, o que também motivou sua prorrogação por uma semana. No total, foram realizadas quase 70 apresentações folclóricas e mais de 300 apresentações musicais, incluindo a presença de quatro atrações internacionais.

“Sempre ouvimos que a Oktoberfest é a festa da resiliência, pois ela começou depois de duas grandes enchentes, e desta vez vencemos quatro enchentes durante a Oktober e mantivemos a festa. Agradecemos a todos que prestigiaram a festa e agradeço em especial à equipe da organização da 38ª Oktoberfest, eles foram essenciais para a excelência da festa”, afirma o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt.

Em 2024, a Oktoberfest na cidade catarinense acontecerá entre os dias 9 e 27 de outubro.

Ambev tem alta de 25% no lucro no 3º trimestre, mas venda de cervejas cai

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A Ambev registrou uma queda de 2% no volume de bebidas no 3º trimestre de 2023, com uma redução de 1,1% nas vendas de cerveja no Brasil, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, a empresa encerrou o trimestre com um aumento significativo no lucro líquido.

De acordo com o relatório financeiro divulgado nesta terça-feira, o lucro líquido aumentou 24,9% em relação ao 3º trimestre de 2022, atingindo R$ 4,015 bilhões. Já o lucro líquido ajustado, de R$ 4,038 bilhões, foi 25,1% maior do que o obtido um ano antes.

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Uma das razões apontadas pela Ambev para explicar o aumento no lucro líquido foi o crescimento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que aumentou 17,6% ante o 3ª trimestre de 2022, totalizando R$ 6,584 bilhões, sendo que a expansão orgânica foi de 43,7%. Durante o trimestre, a empresa destacou um cenário de desaceleração dos custos e despesas, devido a fatores favoráveis no câmbio e nas commodities, além de melhorias gerais na eficiência.

Esses fatores ajudaram a compensar ao recuo na receita líquida da Ambev, que caiu 1,3% no 3ª trimestre, totalizando R$ 20,318 bilhões, mas com alta de 19,3% no conceito orgânico. E parte dessa oscilação está relacionada à queda de 2% no volume de bebidas, que chegou a 45,344 milhões de hectolitros, ainda mais que a receita líquida por hectolitro cresceu 21,7%.

No Brasil, o volume de bebidas comercializadas pela Ambev permaneceu praticamente estável, com uma queda de 0,1%, alcançando 31,425 milhões de hectolitros. No entanto, as vendas de cerveja caíram 1,1%, chegando a 23,482 milhões de hectolitros. Esse declínio foi compensado pelo crescimento de 2,8% das bebidas não alcoólicas.

Destaques no Brasil
No comunicado com os resultados do 3º trimestre, a Ambev destaca que suas marcas de cerveja premium e super premium (lideradas por Corona, Spaten, Stella Artois e Original) tiveram um crescimento superior a 10% no Brasil, superando a indústria e conquistando participação de mercado, de acordo com suas estimativas

No segmento core plus, a Ambev informa que a família Budweiser apresentou alta próxima de 20% (high teens) no seu volume. E ressalta a expansão da Budweiser Zero que representou 6% da família Budweiser no período de janeiro a setembro.

O Zé Delivery teve um crescimento de 9% nos usuários ativos mensais no trimestre, atingindo um total de 4,7 milhões, com um aumento de 4,8% no volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês). O valor médio por pedido aumentou 12% em relação ao 3ª trimestre de 2022.

A Ambev também destaca o crescimento do BEES, sua plataforma B2B, com mais de 92% de seus clientes realizando compras por meio dela. Além disso, o BEES Marketplace atingiu 81% dos clientes do BEES, com o GMV crescendo 32% em relação ao 3º trimestre de 2022, alcançando um montante anualizado de R$ 1,8 bilhão.

Resultado da AB InBev
O desempenho da AB InBev, controladora da Ambev, foi semelhante, com um aumento no lucro, embora mais modesto, e uma queda no volume de vendas. De acordo com os resultados divulgados nesta terça-feira, o lucro líquido aumentou 2,7%, atingindo US$ 1,472 bilhão.

A receita da AB InBev aumentou 5% no 3º trimestre, chegando a US$ 15,574 bilhões. O Ebitda normalizado cresceu 4,1% em relação ao mesmo período de 2022, atingindo US$ 5,431 bilhões.

As vendas de bebidas pela AB InBev diminuíram 3,4% no 3º trimestre, chegando a 151,891 milhões de hectolitros. A queda nas vendas de suas cervejas foi maior, com uma redução de 4%, totalizando 132,325 milhões de hectolitros.

Ferramenta oferece diagnóstico de engajamento em ESG pelas cervejarias

A adoção de práticas sustentáveis, com foco na preservação ambiental e na responsabilidade ecológica, tornou-se essencial para as empresas, incluindo as indústrias cervejeiras. E este tema, de grande importância, mas ainda recente para alguns empreendedores, ganhou um método de avaliação por meio da criação de uma ferramenta de autodiagnóstico focada nas ações ESG realizadas pelas cervejarias e outros negócios.

Essa ferramenta é conhecida como Autodiagnóstico ESG, foi desenvolvida pelo Sebrae e está disponível gratuitamente. Ela permite que as cervejarias preencham um questionário que aborda os três pilares do ESG: ambiental, social e governança. Após completá-lo, as empresas recebem um relatório detalhado de sua situação atual e recomendações para a implementação de melhorias.

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A partir dessa avaliação, é possível identificar oportunidades de aprimoramento em todas as áreas do negócio, desde a produção até a distribuição. Isso inclui a redução do consumo de água e energia, a minimização da geração de resíduos, o aumento da eficiência no uso de matérias-primas, melhorias nas condições de trabalho dos colaboradores e contribuições para a comunidade local.

“O Autodiagnóstico ESG é uma ferramenta valiosa que pode ajudar as cervejarias a avaliar sua maturidade em relação às práticas ESG e identificar oportunidades de melhoria. O diagnóstico é gratuito e pode ser concluído em poucos minutos”, diz Mayra Viana, analista de competitividade do Sebrae.

A implementação de práticas ESG pode beneficiar as cervejarias em várias frentes, como na busca por investidores, uma vez que a sustentabilidade ambiental desempenha um papel crescente na tomada de decisão sobre apoio financeiro. Além disso, pode ser um diferencial atraente para conquistar clientes cada vez mais conscientes dessa questão.

Ademais, a boa governança e a adoção de práticas sustentáveis são cruciais para que as cervejarias enfrentem crises e desafios, assim como ajuda a mantê-las afastadas de problemas legais e regulatórios.

“A adoção de práticas ESG é um diferencial competitivo cada vez mais importante para as empresas, incluindo as cervejarias. As empresas que se preocupam com o meio ambiente, a responsabilidade social e a transparência nas operações são mais valorizadas pelos consumidores e pelos investidores”, conclui Mayra.

Programa impulsiona 9 negócios de produtores de conteúdos periféricos

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O InPulso, um programa de aceleração voltado para negócios em estágio inicial de desenvolvimento, encerrou recentemente a sua segunda edição com o apoio a nove empreendimentos. Em 2023, essa iniciativa, realizada pela Ambev, concentrou-se em apoiar produtores de conteúdos periféricos, compartilhando conhecimento sobre gestão de negócios, empoderamento financeiro e construção de conexões como os principais pilares de atuação.

O InPulso integra a agenda de inclusão produtiva da Ambev, que escolheu os produtores de conteúdo com base em critérios de relevância, impacto, diversidade, inclusão e potencial de crescimento dos canais.

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Nesta segunda edição, o programa contou com a participação dos seguintes criadores de conteúdo: ‘Nós Mulheres’, ‘Mural’, ‘Desenrola, não enrola’, ‘Awale’, ‘Fala Roça’, ‘Wakanda’, ‘Alma Preta’, ‘Periferia em Movimento’ e ‘Notícia Preta’.

“Para essa edição, nosso foco foi prestigiar projetos que fomentam a cultura, comunicação e renda localmente. Hoje ainda há uma lacuna relevante quando falamos de conteúdos jornalísticos e educacionais periféricos”, destaca Lucas Rossi, diretor de reputação e comunicação interna e externa da Ambev.

Por meio da escuta ativa, a Ambev identificou os principais desafios enfrentados por esses produtores de conteúdo, que incluem a gestão de pessoas, a diversificação de receita, a gestão comercial e a utilização de dados e novas tecnologias para expandir seus negócios.

“Sabemos que cada negócio é único e tem seus desafios próprios. Foi conversando com diversos produtores de conteúdo que entendemos que podemos impulsionar nosso ecossistema a partir do conhecimento acumulado que temos e com a força do nosso ecossistema e contribuir diretamente para o desenvolvimento do negócio”, acrescenta Rossi.

Com base nessa percepção, o InPulso ofereceu uma programação que incluiu a participação de renomados profissionais do mercado, como Victor Assis, CEO do PodPah, e de empreendedores como Raull Santiago e Renê Silva, além de especialistas e diretores da própria Ambev.

Os encontros, por meio de workshops, focaram no fortalecimento do empoderamento financeiro, no desenvolvimento e no reconhecimento dos projetos, bem como na criação de conexões para estabelecer uma rede de contatos sólida com outras empresas parceiras do ecossistema. Além disso, os criadores de conteúdo participantes tiveram acesso a sessões de treinamento e mentoria para o desenvolvimento e aprimoramento de seus projetos.

Em 2022, o Guia participou da primeira edição do InPulso. Com o apoio recebido e o conhecimento adquirido, foi possível conduzir a pesquisa “O Ano de 2022 para as Cervejarias“.

Cervejas sem carboidrato ganham reforço com lançamento da Wienbier

O movimento em direção a cervejas sem carboidratos ou com baixa presença está crescendo em diversos mercados, incluindo o Brasil, impulsionado pela conscientização sobre a importância da saúde e do consumo de produtos mais associados ao bem-estar. E as opções acabaram de aumentar, com o lançamento da Wienbier 50 Ultra Leve, uma cerveja sem carboidratos disponível em latas de 710ml e growler PET de 1,5 litros.

Essa cerveja é uma puro malte leve que visa “juntar o prazer com o saudável”, nas palavras de Edison Nunes, gerente comercial da NewAge, responsável pela marca Wienbier pertence e que tem percebido um aumento pela procura dessas opções pelo consumidor. “As cervejas com baixas calorias, sem glúten e agora a nossa zero carboidratos têm como público-alvo os que buscam consumi-las protegendo a saudabilidade”, diz.

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Ele acredita que os consumidores no Brasil estão explorando uma maior variedade de cervejas para vivenciar novas experiências, e a indústria está acompanhando essa demanda, oferecendo diversas receitas e estilos, citando o exemplo da Wienbier, que conta com enorme diversidade de rótulos em sua linha.

Assim, em sua variedade de opções ofertadas, a marca entendeu que a busca por cervejas zero carboidratos é uma tendência em ascensão no Brasil e agora decidiu atendê-la. “A NewAge, com sua linha de cervejas especiais Wienbier, se especializou nesta tarefa e através de seu portfólio de mais de 15 tipos de cervejas com os famosos números nas latas 710ml exclusivas, tem atendido este desejo”, afirma.

A Wienbier 50 Ultra Leve é zero carboidratos e tem apenas 29 calorias em cada 100ml, mas, embora mais leve, possui 4,5% de graduação alcoólica. “Ela tem o objetivo de entregar ao consumidor uma bebida refrescante e que possa ser apreciada sem culpa e em mais volume, ao contrário de uma cerveja puro malte tradicional”, diz Rodrigo Beck, analista de marketing da NewAge.

O profissional também garantiu que a ideia é que a Wienbier 50 Ultra Leve seja bastante acessível em termos de preço ao consumidor. Em seu lançamento, por exemplo, a versão em growler de 1,5 litro estava sendo vendida pelo e-commerce da New Age por R$ 15,99.

 “O maior diferencial da Wienbier Ultra Leve é o custo por ml, buscando ser também mais acessível do que as marcas concorrentes dos grandes players, dando, assim, a possibilidade de gerar a degustação a um público que até então não tinha acesso pelo alto custo das cervejas zero carb do mercado”, comenta.

Nesse lançamento, a Wienbier também optou pelo envase em duas versões: a lata de 710ml, uma tradição da marca, e o growler PET de 1,5 litro, aumentando uma família que já contava com as opções Pilsen, Hexamalte, Ruby e IPA, sendo considerado um sucesso recente pela NewAge.

Balcão do Aloisio: O aumento da produção de cevada no Brasil

Balcão do Aloisio: O recente aumento da produção de cevada no Brasil

A expansão da cultura da cevada no Brasil é relativamente recente e foi, em grande parte, fomentada pela indústria cervejeira, a fim de garantir a oferta de grãos de cevada em função do encarecimento do produto no mercado externo, na década de 1970.

Segundo dados da Conab, de 1976 a 2022, a produção de grãos de cevada no Brasil passou de 95,3 mil toneladas para 498,1 mil toneladas, um crescimento médio de 8,8% ao ano. Ao longo desse período tivemos oscilações anuais, desde queda de 48,5% (no ano de 2006) até alta de 85,8% (em 1984). Ultrapassamos a barreira das 200 mil toneladas em 1988, das 300 mil toneladas em 1997 e das 400 mil toneladas em 2019 e, provavelmente, ultrapassaremos a das 500 mil toneladas em 2023.

Em 2019, tivemos um recorde de produção, com 429,1 mil toneladas de grãos de cevada. E esse recorde foi novamente quebrado em 2022, quando foram produzidas 498,1 mil toneladas. A estimativa de safra para 2023, divulgada pela Conab em setembro de 2023, é de 502,5 mil toneladas. Se confirmada essa produção, teremos um novo recorde. Será o terceiro em cinco anos. De 1976 até 2022, o recorde foi batido 12 vezes, o que dá uma média de uma quebra a cada 3,8 anos, embora tenha havido quebra de recorde por três anos consecutivos por duas vezes, mas também períodos de mais de 10 anos sem quebra de recorde.

Quais fatores tem contribuído para esse aumento na produção de cevada observado nos últimos cinco anos? Sem dúvida, um dos motivos é o aumento na demanda por grãos de cevada por parte das maltarias instaladas no País, cuja produção atende apenas um terço da demanda por malte na indústria cervejeira. Houve aumento na capacidade nacional de produção de malte nos últimos anos, chegando a 750 mil toneladas anuais em 2022, o que demanda uma quantidade de grãos de cevada da ordem de 900 mil toneladas por ano. Além disso, uma nova maltaria está prevista para entrar em operação até final de 2023, em Ponta Grossa-PR, e o início da construção de uma outra, em Guarapuava-PR, está previsto para 2024. Quando todas essas maltarias estiverem funcionando com plena capacidade, o Brasil passará a produzir mais de 1 milhão de toneladas de malte por ano, o que demandará em torno de 1,2 milhão de toneladas de grãos de cevada, mais de duas vezes a produção prevista para 2023.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de cerveja, perdendo apenas para Estados Unidos da América e China. Demanda em torno de 2,1 milhões de toneladas de malte anualmente e só produz 750 mil toneladas, sendo muito provável que, nos próximos anos, tenhamos ainda novas maltarias sendo construídas no País, além daquelas já relatadas. Temos, portanto, que crescer muito nossa produção de cevada para alcançar a autossuficiência em grãos e malte de cevada. Embora ainda haja potencial de crescimento na região Sul do Brasil, a principal região produtora, é provável que a autossuficiência somente venha quando a produção se expandir para o Brasil Central, onde, sob irrigação, no período do inverno, há condição para produção de cevada com alta qualidade de grãos sem os riscos climáticos associados à produção na região Sul do Brasil.

Atualmente, tal expansão esbarra na concorrência com outros produtos como cenoura, cebola, alho e feijão, entre outras, por áreas irrigadas. No entanto, de 1960 para 2017, as áreas irrigadas no Brasil passaram de 500 mil hectares para 6,7 milhões de hectares, um aumento de 1.340%. Se esse ritmo de crescimento nas áreas irrigadas se mantiver, é provável que, num futuro próximo, o gargalo da concorrência com outras culturas seja vencido e haja disponibilidade de áreas para o cultivo da cevada no Brasil Central, o que traz perspectivas de grande aumento na produção de grãos de cevada no Brasil, dando mais um passo rumo à autossuficiência em grãos e malte de cevada no País.


Aloisio Alcantara Vilarinho é engenheiro agrônomo com doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas. Pesquisador da Embrapa desde 2003, ele atua, desde novembro de 2019, como melhorista de cevada na Embrapa Trigo.

9 lançamentos realizados pelas cervejarias em outubro

O mês de outubro foi movimentado no cenário cervejeiro nacional, motivado por importantes eventos, o que resultou em diversos lançamentos por parte das cervejarias. A Krug Bier, por exemplo, aproveitou a celebração da Oktoberfest para apresentar uma sazonal. Enquanto isso, a Dádiva e a Goose Island lançaram uma cerveja criada a partir da releitura de uma receita de 2016, motivadas pela realização do Mondial de La Bière no Rio de Janeiro.

Já a Cubo valorizou as suas raízes e trouxe ao mercado sua cerveja em homenagem ao pôr do sol de Porto Alegre. E a Way Beer apostou em uma IPA com manga para conquistar o consumidor.

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Confira uma seleção de lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em outubro:

Bareô e Only Hops 
O projeto colaborativo entre a Bareô e a marca Only Hops resultou na cerveja colaborativa Avant Garderner Westcoast IPA. Esta novidade combina os lúpulos YQH1320, Chinook Hop Hash e Crystal, o que garante notas frutadas e cítricas tanto no aroma quanto no sabor. É uma cerveja refrescante, equilibrada no amargor e de fácil degustação, segundo seu descritivo.

Croma Beer
Em outubro, a Croma Beer lançou a terceira edição da Ynfynyty, a Ynfynyty 2023. Envasada em garrafa de 375ml, esta edição é uma Bourbon Barrel Aged Stout envelhecida por 18 meses em barris de bourbon Heaven Hill, resultando em uma fusão de sabores e aromas. Segundo seu descritivo, o envelhecimento em barris de bourbon conferiu à cerveja notas profundas de baunilha, coco, caramelo e um toque sutil de carvalho.

Cubo
O pôr do sol de Porto Alegre inspirou a criação de uma cerveja pela Cubo Cia Cervejeira. A Hola é uma Czech Pils e foi lançada oficialmente na festa de três anos da marca. Ela possui 5% de graduação alcoólica, corpo médio baixo, amargor moderado e coloração dourada. Com aroma floral de lúpulo, é leve e refrescante.

Dádiva e Goose Island
Dádiva e Goose Island se uniram para a produção de uma Golden Stout com cold brew feito com café do J.Café, uma microtorrefadora instalada na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo. A cerveja, chamada Golden Stout Golden Night, foi lançada no Mondial e apresenta características da tosta do malte, com aromas que remetem a caramelo, frutas escuras, chocolate, torrado e café. Esta cerveja também é uma releitura de uma receita produzida pela primeira vez em 2016, na Dádiva.

Krug Bier
Inspirada na Oktoberfest, a Krug lançou a cerveja Festbier, que leva o nome de um dos estilo de cerveja tipicamente consumido nas festividades anuais na Bavária. Com 5,5% de graduação alcoólica e 25 IBUs, ela combina o amargor dos lúpulos nobres alemães com o dulçor da base de maltes caramelo, resultando em uma Lager produzida seguindo a tradição alemã.

Quatro Poderes
A Quatro Poderes veio em outubro com uma novidade chamada Trident, com um blend de 3 lúpulos produzido pela Hopsteiner, um dos maiores produtores de lúpulo do mundo. Este blend visa potencializar os aromas frutados, cítricos e tropicais. A Trident faz parte da linha EXPs, que são cervejas de lote limitado, produzidas na maioria das vezes apenas uma vez, e tem 6,5% de graduação alcoólica e 60 IBUs.

ØL Beer
A ØL Beer realizou dois lançamentos em outubro, adicionando a Tyr e a Freya à sua linha fixa. A primeira é uma Extra Special Bitter (ESB) inspirada no deus nórdico da coragem e da justiça. É uma cerveja da escola inglesa, de corpo e amargor leves, que destaca notas maltadas de caramelo e toffee, com um toque dos lúpulos ingleses East Kent Goldings e Target, adicionados no dry-hop. A segunda é uma American IPA com corpo médio, amargor moderado a alto, sabor e aroma de lúpulos norte-americanos. Representada por Freya, a deusa do amor, da beleza, da fertilidade e da feitiçaria, a nova cerveja apresenta um perfil frutado e levemente cítrico.

Way Beer
A Way Beer lançou em outubro a sua IPA Manga, que além do sabor da fruta em sua receita, é caracterizada pela forte presença de lúpulos americanos e aroma potente. A cerveja tem 7% de graduação alcoólica e é uma opção refrescante e ideal para os dias mais quentes.