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Juan Caloto ganha prêmio de melhor IPA do Brasil feita com lúpulos dos EUA

A cervejaria Juan Caloto conquistou o prêmio de melhor Imperial IPA do mercado brasileiro. A honraria foi alcançada na edição de 2023 do HGA Best Brazilian Craft Beer, uma competição que elege a melhor cerveja artesanal do país feita com lúpulos dos Estados Unidos.

Organizado pela USA Hops, uma instituição que promove a indústria de lúpulo norte-americano globalmente, o evento premiou a Juan Caloto não apenas com o troféu, mas também com US$ 1.000 em lúpulos e o selo exclusivo da disputa, que pode ser utilizado para distinguir as garrafas da cerveja vencedora, a La Célebre Disputa de Snake Falls.

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Para a competição, dez cervejarias brasileiras foram escolhidas para receber 40 quilos dos lúpulos Idaho Gem, Cashmere, Triumph e Vista. Foram elas: BR Brew, Dádiva, Demonho, Japas, Juan Caloto, Masterpiece, Suricato, Tank, Viela e ZEV.

Um painel composto pelos especialistas Mari Maranho, Edu Passareli, Rene Aduan Junior, Billy Lewis, Guilherme Mixtro, Marcelo Crosta, Juliana Behr, Alexandre Esber, Beatriz Cury e Francis Mainardi avaliou às cegas as cervejas produzidas com essas variedades de lúpulo.

Entre as dez participantes, a Juan Caloto sagrou-se campeã, seguida pela Dádiva, com a Nostalgia, em segundo lugar, e a Demonho, com a Sexta-Feira 13, conquistando o terceiro posto.

Esta edição marca a terceira realização do HGA Best Brazilian Craft Beer, cada uma com vencedores distintos. Em 2021, a Salvador Brewing levou o prêmio, enquanto a Kaola San Brew triunfou no ano passado.

Durante a cerimônia de premiação, Megan Francic, diretora do Escritório Comercial de Agricultura, e Jon Austin, cônsul-geral adjunto do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, lançaram o “Bicentennial Beer Contest”, um concurso de cerveja promovido pela USA Hops em colaboração com o Departamento de Agricultura dos EUA, planejado para 2024 em celebração ao bicentenário das relações diplomáticas com o Brasil.

Para aqueles que desejam experimentar as concorrentes ao prêmio de melhor Imperial IPA do Brasil, há uma oportunidade. Os dez rótulos participantes estarão disponíveis para degustação aberta ao público, conduzida pela sommelière Júlia Reis, no Empório Alto de Pinheiros, nesta quinta-feira, às 19 horas.

As cervejas concorrentes foram: ZEV (USA Double IPA), Demonho (Sexta-Feira 13), BR Brew (Brasil Pandeiro), Masterpiece (Rafael Sanzio), Tank (Big Punch), Juan Caloto (La Célebre Disputa de Snake Falls), Viela (Double IPA), Suricato (Diga não ao Hype), Dádiva (Dádiva Nostalgia) e Japas (Jokenpô).

Venda de cerveja na Europa cresce, mas segue abaixo do nível pré-pandemia

A produção e a venda de cerveja na Europa estão em uma trajetória ascendente, embora ainda não tenham retornado aos níveis pré-pandêmicos. Conforme indicado no relatório “European Beer Trends” divulgado pela Brewers of Europe, o consumo de cerveja nos países da União Europeia atingiu 313 milhões de hectolitros em 2022.

Este número representa um aumento em relação aos 301 milhões de hectolitros de 2021 e aos 297 milhões de hectolitros de 2020, ano em que a venda de cerveja na UE sofreu uma significativa queda devido à pandemia, segundo a associação que representa as cervejarias da Europa. Entretanto, o volume de cerveja comercializada em 2022 ainda está aquém dos 322 milhões de hectolitros registrados em 2019, último ano pré-Covid-19.

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No que diz respeito à produção, a tendência é semelhante. Os países da União Europeia fabricaram 358 milhões de hectolitros de cerveja em 2022, em comparação com 344 milhões de hectolitros em 2021 e 342 milhões de hectolitros em 2020. Contudo, esse nível ainda permanece abaixo dos 364 milhões de hectolitros produzidos em 2019.

O levantamento da Brewers of Europe também destaca um aumento no número de cervejarias ativas na União Europeia, passando de 9.500 em 2021 para 9.680 em 2022. No entanto, esse crescimento é substancialmente menor do que o observado no final da década passada, quando a expansão anual chegava a quase mil cervejarias.

Para a Brewers of Europe, a pandemia do coronavírus já não é o principal desafio enfrentado pela indústria cervejeira local, hoje precisando lidar com questões como o impacto da guerra na Ucrânia, a crise do custo de vida e os aumentos nos preços das matérias-primas e da energia.

“Para os cervejeiros, isso se traduz em entraves nas importações de cereais e malte, bem como na embalagem – garrafas de vidro e latas de alumínio – e nos custos de energia oscilantes. Também não podemos ignorar a crise climática: à medida que as temperaturas se deslocam para extremos, isso afeta a agricultura, com colheitas ocorrendo mais cedo e, em alguns casos, incêndios e inundações as destruindo”, diz Simon Spillane, chefe de operações da Brewers of Europe.

Apesar desses desafios, a avaliação é de que o setor cervejeiro está trilhando o caminho da recuperação, impulsionado por uma maior variedade de opções, incluindo cervejas sem álcool, que já representam mais de 5% do mercado europeu.

Durante o lançamento do relatório, Ivan Štefanec, presidente do Clube da Cerveja do Parlamento Europeu, enfatizou o papel da cerveja na economia europeia: “A cerveja é responsável por 2,6 milhões de empregos diretos, mas com um efeito multiplicador de 16 – portanto, para cada emprego na cervejaria, são criados mais 16 empregos em indústrias conectadas, como agricultura e transporte.”

Alemanha e República Checa lideram
O relatório da Brewers of Europe também aponta os países que mais produzem e consomem cerveja. A Alemanha lidera ambas as listas, com consumo de 79 milhões de hectolitros, seguida por Reino Unido, com 45 milhões de hectolitros, e Espanha, com 42 milhões de hectolitros. Já a sua produção é de 87 milhões de hectolitros, mais do que o dobro da segunda colocada, a Espanha, com 41 milhões de hectolitros.

Em termos de consumo per capita, a liderança é da República Checa, com 136 litros por pessoa, seguida da Áustria, com 102 litros, da Polônia, com 93 litros, e da quarta colocada Alemanha, com 92 litros.

O Reino Unido se destaca como o maior importador de cerveja (8,867 milhões de hectolitros), enquanto a Bélgica lidera as exportações (16,391 milhões de hectolitros) e a França tem o maior número de cervejarias ativas (2.500).

A Brewers of Europe representa cervejarias dos 27 estados-membros da União Europeia, compilando também dados do Reino Unido, Suíça e Noruega. Se somados os resultados desses países, o consumo total de cerveja em 2022 atinge 366 milhões de hectolitros.

Ação da Ambev encerra período de quedas em mês histórico para a Bolsa

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A série de quatro meses de desvalorização da ação da Ambev no mercado financeiro brasileiro chegou ao fim. Em novembro, impulsionada pela apresentação do balanço do terceiro trimestre no final de outubro e por um mês de desempenho recorde do Ibovespa, a companhia cervejeira registrou uma alta de 6,7%, fechando o período com a ação cotada a R$ 13,69.

Apesar do ganho de R$ 0,83 em relação ao final de outubro, essa recuperação foi insuficiente para reverter o cenário negativo acumulado nos dez meses anteriores. Assim, a ação apresenta desvalorização de 5,7% em 2023, após encerrar 2022 com um preço de R$ 14,52.

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Entre o final de outubro e o início de novembro, a ação da Ambev experimentou seis pregões consecutivos de alta na B3, a bolsa brasileira, um resultado motivado pelos números do balanço do terceiro trimestre, divulgado em 31 de outubro, que apresentou um lucro líquido consolidado de R$ 4,015 bilhões, representando crescimento de 24,9% em relação ao mesmo período de 2022.

Esse desempenho foi crucial para a valorização da ação da Ambev em novembro, mês em que a agência de classificação de risco Moody’s manteve o rating Baa3, sua classificação mais baixa de grau de investimento, para a companhia cervejeira.

Adicionalmente, no final do mês, o jornal Valor Econômico informou que o governo federal desistiu de extinguir os Juros Sobre Capital Próprio (JCP), instrumento utilizado por empresas como a Ambev para remunerar seus acionistas e reduzir o valor dos impostos pagos, optando por limitá-lo a 50% do lucro. No dia seguinte à publicação, a ação da empresa teve sua maior alta diária em novembro, registrando um aumento de 2,93%.

Mesmo assim, a valorização da ação no 11º mês de 2023 ficou significativamente abaixo do histórico desempenho do Ibovespa. O principal índice de referência da bolsa brasileira encerrou o mês em 127.331 pontos, representando ganhos de 12,54%, a maior valorização desde novembro de 2020. E a alta no ano está em 16,04%.

Segundo especialistas, esse resultado foi impulsionado pela perspectiva de que o ciclo de alta dos juros nos Estados Unidos tenha chegado ao fim, juntamente com sinalizações positivas sobre questões internas, indicando que a meta de déficit fiscal zero será mantida pelo governo federal no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024.

Dentre as 86 ações que compõem o Ibovespa, 79 apresentaram alta em novembro, destacando-se as valorizações de 51,88% da Magazine Luiza e de 50,46% da Marfrig. Por outro lado, entre as sete quedas, a maior foi da 3R Petroleum, com recuo de 7,58%.

No exterior
Fora do Brasil, novembro também foi um mês de alta para a ação da Ambev, com valorização de 8,3% em Nova York, atingindo US$ 2,74 e passando a também ter valorização em 2023, ainda que de apenas US$ 0,02.

O mesmo se deu com a ação da AB InBev na Europa, onde o papel fechou o mês de novembro com preço de 57,61 euros. A alta mensal foi de 7,4%, o que pesou para os agora ganhos de 2,38% neste ano.

No sentido oposto, a ação do Grupo Heineken teve queda de 0,99% em novembro, para 83,90 euros, e iniciou o mês de dezembro com desvalorização de 4,53% em 2023.

Produção de bebidas alcoólicas tem 4º mês de alta e acelera recuperação

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A produção de bebidas alcoólicas continua em recuperação e registrou crescimento pelo quarto mês consecutivo, conforme apontado pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. Em outubro, a atividade apresentou uma aceleração significativa, de 7,1%, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar desta reação, a produção de bebidas alcoólicas permanece com um saldo negativo no acumulado de 2023, registrando queda de 0,3%. Essa tendência desfavorável também se estende aos últimos 12 meses, com uma diminuição de 0,1% no ritmo da atividade.

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O resultado de outubro, porém, foi considerado positivo, alinhando-se às expectativas da XP Investimentos e mantendo a trajetória de recuperação iniciada no terceiro trimestre. Esse cenário leva a equipe de analistas a prever resultados promissores, especialmente para a Ambev, foco específico de sua avaliação.

“Até o 2T23, os dados do setor representavam um risco de baixa para nossas estimativas da Ambev devido aos números fracos reportados. No entanto, no 3T23 a produção de bebidas alcoólicas se recuperou, e nossa regressão atualizada ficou mais alinhada com os 26.734 mil hl que estamos modelando para a unidade de negócios Cerveja Brasil da Ambev no 4T23 (estável em relação ao ano anterior)”, diz, também destacando as recentes ondas de calor como um possível impulsionador adicional para a companhia.

“Os dados de outubro estiveram estritamente em linha com as nossas estimativas, e a nossa regressão diminuiu apenas 0,3% para novembro e dezembro, indicando números positivos no futuro, enquanto as recentes ondas de calor poderão impulsionar adicionalmente os volumes, na nossa opinião”, acrescenta.

Também em outubro, a fabricação de bebidas não alcoólicas reverteu a tendência negativa observada em setembro, registrando um aumento significativo de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2022. Esse desempenho positivo permitiu ao segmento reverter o saldo negativo dos últimos meses, alcançando um crescimento de 0,5% no acumulado do ano. Nos últimos 12 meses, há aceleração de 0,9%.

Em termos gerais, a fabricação de bebidas encerrou o mês de outubro com crescimento de 8,8% em relação ao mesmo período de 2022 e um aumento de 1,6% em comparação com setembro. Isso resultou em um indicador positivo de 0,1% para o desempenho no ano e de 0,4% nos últimos 12 meses.

Pouco dinamismo
No entanto, enquanto a produção de bebidas alcoólicas acelera, a atividade industrial do país continua a mostrar pouco dinamismo. De acordo com o IBGE, houve expansão apenas 0,1% ante setembro, seguindo o padrão observado nos últimos meses, apesar de um aumento de 1,2% em comparação com outubro de 2022. Essa estagnação é ainda mais evidente nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, ambos apresentando uma variação nula de 0,0%.

Além disso, há um padrão disseminado de taxas negativas entre as grandes categorias econômicas, com três dos quatro principais segmentos registrando queda na produção, como destaca o IBGE.

“Entre as atividades industriais, produtos alimentícios, com o avanço de 1,6%, exerce o principal impacto positivo e acumula saldo de 3,0% desde julho último. Por outro lado, os ramos de derivados do petróleo e biocombustíveis e indústrias extrativas exercem as principais influências negativas na média do setor industrial, com os dois setores voltando a recuar, após avançarem no mês anterior”, analisa o gerente da pesquisa, André Macedo.

Balcão da Nadhine: Vienna Lager, México e Hungria, qual a conexão?

Balcão da Nadhine: Vienna Lager, México e Hungria, qual a conexão?

Recentemente, fui convidada para julgar no Austrian Beer Challenge, um concurso super bem organizado, que transmitiu a dicotomia entre a tradicional escola alemã de cerveja e a tentativa das cervejarias modernas de mergulharem no universo dos beer geeks com os estilos mais em alta no Novo Mundo.

A experiência de beber uma Viena Lager perfeita in loco foi impressionante. Essa Lager lupulada, de cor âmbar, com um caráter maltado, mas suave e elegante, seca no final e fácil de beber litros, tem muitas semelhanças com a sua prima popular Märzen. Não à toa, foram lançadas no mesmo ano por dois amigos.

A criação do estilo de Viena é até hoje atribuída a Antal Dreher (1810-1863) herdeiro da família Dreher, dona da maior cervejaria do Império Austro-Húngaro.

Dreher aprendeu a ciência da fabricação de cerveja em Simmcring, perto de Viena.  Mais tarde, junto com seu amigo Gabriel Sedlmayr, criador da Märzen, que um dia assumiria a Cervejaria Spaten, de sua família, em Munique, estudou e trabalhou em cervejarias de Munique e Londres.

Reza a lenda que Antal usava uma bengala oca para tirar amostras de cervejarias e estudá-las depois. Após ganhar experiência no exterior, ele assumiu a cervejaria Klein-Schwechat, de seu pai, em 1836, renovando e expandindo a cervejaria. Foi o responsável pela introdução da tecnologia de baixa fermentação na cervejaria e criou o tipo de cerveja Vienna Lager, em parte com a ajuda de experiências que teve durante suas viagens, já que a novidade das duas novas Lagers baseava-se nos seus maltes, que eram secos à maneira britânica, com ar quente em vez de calor direto. Por esses feitos, era chamado de “The Beer King”.

Uma mini estátua do artista Mihály Kolodko representando Antal Dreher pode ser encontrada hoje dentro do enorme complexo da Dreher, em Budapeste, sendo a única entre as dezenas de mini estátuas do artista espalhadas pela cidade que fica dentro de uma área privada.

O Beer King comprou a cervejaria Kőbányai Serház Társaság, de Jakab Perlmutter, mestre-cervejeiro de Budapeste, em 1862, que enfrentava a concorrência checa, austríaca e bávara. Também comprou terrenos adicionais para expansão, mas o cervejeiro morreu inesperadamente um ano depois, com apenas 53 anos. Esperou que o filho concretizasse as suas ideias. Antal Dreher Filho tinha apenas 14 anos quando seu pai morreu, e assumiu a gestão das quatro cervejarias Dreher (Schwechat, Kőbánya, Triest e Michelob) apenas em 1870.

Como eu já contei na história da cerveja na Hungria, após a Segunda Guerra Mundial, em março de 1948, a propriedade da família na Hungria foi nacionalizada*. Mas a história da Viena Lager não parou por aí.

No final do século XIX, os europeus estavam em processo de imigração em massa para a América, atraídos pelas oportunidades oferecidas no Novo Mundo. Com o fim do Império Austro-Húngaro, várias pessoas migraram também dessa região.

Ainda houve, durante a intervenção francesa na região que hoje corresponde ao México, a instalação do arquiduque da Áustria, Ferdinand Maximilian Joseph Habsburg, como imperador, o que trouxe uma segunda leva de imigrantes austríacos para a América Central.

Apesar de alguns escritores discordarem sobre a produção de Viena Lager no México, é inegável a possibilidade de que alguns dos que deixaram a Áustria tenham sido cervejeiros que dominavam os processos desse estilo.

E apesar de ocuparem uma área que ainda era desprovida de uma cultura cervejeira da forma como era conhecida na Europa, muitos tentaram empregar suas tradições cervejeiras e recriar seus amados estilos de cerveja. Com a diferença de clima, em uma temperatura muito mais quente, não tiveram sucesso. A qualidade da cerveja Lager foi prejudicada até que a refrigeração se tornou mais difundida na década de 1880, um momento histórico, quando as primeiras cervejarias de produção em massa de cerveja de baixa fermentação começaram a surgir no México, assim como no Brasil.

Santiago Graf (1845-1904), um cervejeiro suíço imigrante, comprou a Compania Cervecera Toluca y México, originalmente uma pequena produtora de cerveza sencilla, uma forma de cerveja leve, do também suíço Ausgustin Marendazand, e começou a fabricar uma cerveja âmbar popular, que é frequentemente citada como a primeira cerveja de sucesso comercial na região. Com as dificuldades de usar as práticas de fabricação de cerveja Lager, ele decidiu criar cervejas com levedura de alta fermentação. Esse processo resultou nas primeiras cervejas de qualidade produzidas no sudoeste dos EUA.

Em algum momento, Graf investiu em uma máquina de gelo importada da Alemanha para conseguir criar as Lagers que queria, incluindo uma reinterpretação do estilo Vienna no Novo Mundo.

Com essa base de cultura cervejeira, o México se tornou conhecido por ser o responsável pela continuação do estilo. Mesmo que sejam produzidas, hoje, cervejas mais adaptadas ao mercado mexicano, tomar uma cerveja de caráter maltado, fresca, leve e fácil de beber ainda é parte do cotidiano no país.

Algumas das novas cervejarias artesanais que hoje se inspiram nas Lagers tradicionais, muitas vezes produzem inspiradas nas Vienna Lagers conhecidas de origem americana ou mexicana, como a Devil’s Backbone Vienna Lager, a Sierra Nevada Vienna e a Negra Modelo Lager.


*Em 1993, a Dreher tornou-se membro do grupo South African Breweries (SAB), e em 2017, tornou-se parte do grupo japonês Asahi. Atualmente, a Dreher não inclui a Vienna Lager em suas cervejas de linha.


Nadhine França foi a primeira mulher a ocupar a presidência executiva da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), também sendo responsável pela criação e coordenação do Núcleo de Diversidade. É analista de sistemas, cervejeira, beer sommelière, Cicerone Certified Beer Server, juíza internacional de cerveja, organizadora de eventos, concursos e congressos cervejeiros. Hoje mora em Budapeste.

Terminam depoimentos do caso Backer; veja o que réus disseram e próximos passos

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O caso Backer deu mais um passo significativo rumo à apresentação da sentença com a conclusão dos interrogatórios dos dez réus, realizados durante esta semana, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. Os réus enfrentam acusações relacionadas aos casos de contaminação das cervejas da marca, ocorridos no início de 2020 e que resultaram em dez mortes, também tendo deixado dezenas de pessoas com sequelas.

Os interrogatórios dos réus começaram com os depoimentos de três sócios da Backer – Ana Paula Lebbos, Hayan Franco Khalil Lebbos e Munir Franco Kalil Lebbos – na última terça-feira. Todos negaram qualquer conhecimento ou participação na produção da cerveja, assim como na compra e manutenção dos equipamentos na época da contaminação.

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Nos dias seguintes, foram ouvidos seis funcionários da Backer e um profissional vinculado a uma fornecedora de insumos para a cervejaria no momento da descoberta dos casos de contaminação nos interrogatórios.

Esses depoimentos encerraram a fase de instrução do processo. Anteriormente, os interrogatórios haviam sido de testemunhas de acusação e defesa, incluindo vítimas, funcionários da Backer, parentes dos proprietários e especialistas técnicos em produção de cerveja.

Após os interrogatórios, a próxima etapa no caso Backer consistirá na abertura do prazo para a apresentação das alegações finais por escrito, inicialmente ao Ministério Público de Minas Gerais e, em seguida, às defesas dos réus. Após essa fase, o processo estará pronto para a análise e subsequente sentença do juiz designado, embora a data para a sua apresentação ainda não possa ser prevista.

Os casos de contaminação foram descobertos nos primeiros dias de 2020, quando várias pessoas foram hospitalizadas por intoxicação após consumirem cervejas da Backer, principalmente a Belorizontina. A investigação da Polícia Civil, posteriormente, apontou que a contaminação ocorreu devido a um vazamento no tanque da fábrica, causando a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol nas cervejas.

Confira detalhes dos interrogatórios dos dez réus do caso Backer e quais são as acusações contra cada um deles:

Ana Paula Lebbos (sócia-proprietária da Backer e diretora de marketing – denunciada pelo crime do artigo 272, parágrafo 1º-A, do Código Penal, por fabricar, vender, expor à venda, importar, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribuir ou entregar a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado, corrompido ou adulterado)
Afirmou que não tinha contato com o parque industrial nem com a produção de cerveja e atuava somente na divulgação e publicidade dos produtos e da cervejaria. Segundo ela, quando o Ministério da Agricultura apontou a possível contaminação da cerveja, o seu departamento acionou os meios de comunicação e a imprensa, avisando a população para não consumir a Belorizontina.

Hayan Franco Khalil Lebbos (sócio-proprietário da Backer – denunciada pelo crime do artigo 272, parágrafo 1º-A, do Código Penal, por fabricar, vender, expor à venda, importar, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribuir ou entregar a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado, corrompido ou adulterado)
Sobrinho de Ana Paula, disse que não tinha nenhuma função na cervejaria, só passando a integrar a sociedade por ocasião da separação dos pais, pois no acordo de divórcio ficou acertado que ele e Munir assumiriam a parte societária da mãe.

Disse que foi emancipado por ocasião da separação dos pais, pois era legalmente menor, para assumir a parte societária da mãe, junto com o irmão, e que na época dos fatos sequer trabalhava, pois ainda estava estudando. Na época, não tinha nenhuma função nas empresas, apenas comparecia na cervejaria quando o pai solicitava que ele assinasse algum documento, mas que o fazia na confiança, para atender o pedido.

Munir Franco Kalil Lebbos (sócio da Backer – denunciada pelo crime do artigo 272, parágrafo 1º-A, do Código Penal, por fabricar, vender, expor à venda, importar, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribuir ou entregar a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado, corrompido ou adulterado)
Sobrinho de Ana Paula, disse que não tinha nenhuma função na cervejaria, só passando a integrar a sociedade por ocasião da separação dos pais, pois no acordo de divórcio ficou acertado que ele e Hayan assumiriam a parte societária da mãe.

Disse que era responsável pelos 5 restaurantes da família, 3 em Confins, além de um em Contagem e o Templo Cervejeiro. Disse que o Templo Cervejeiro ficava localizado no mesmo terreno em que o escritório e a cervejaria, mas eram independentes um do outro, inclusive com um portão separando os ambientes. Afirmou que não frequentava a fábrica da Backer, e que os restaurantes que ele administrava adquiriam as cervejas da marca. Declarou que os proprietários e principais administradores sempre foram o pai e o tio.

Perguntado se frequentava a Backer, disse que somente ia ao escritório ou na cervejaria quando era necessário assinar algum documento com exigência de assinatura de todos os sócios, o fazendo sob a confiança do pai.

Ramon Ramos de Almeida Silva (responsável técnico da Backer: denunciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa, além do artigo 272 do Código Penal, parágrafo 1º-A)
Ingressou na Backer como estagiário em 2020 – era estudante de Química – e passou a integrar a equipe de controle de qualidade. Disse que trabalhava no laboratório e atuava na área de qualidade, sendo que a maior parte do tempo ficava responsável pelo SAC da empresa. Declarou que não tinha contato com o setor de produção da cervejaria, que ficava localizada em outro galpão.

Christian Freire Brandt (responsável técnico da Backer: denunciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa, além do artigo 272 do Código Penal, parágrafo 1º-A)
Formado em Engenharia de Alimentos, era um dos cervejeiros da Backer na época da contaminação. Tinha entrado na empresa em abril de 2019. Sua função era desenvolver novas receitas, mas disse que não teve tempo de lançar nenhuma nova bebida porque as atividades foram encerradas em função do acidente. Afirmou, também, que não tinha funções na área de produção. Se empenhou em ajudar nas investigações porque também queria entender o que tinha acontecido uma vez que considerava a Backer, embora uma microcervejaria, muito bem estruturada, dizendo que a produção era setorizada para cada fase.

Adenilson Rezende de Freitas (supervisor de produção: denunciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa, além do artigo 272 do Código Penal, parágrafo 1º-A)
Enfatizou que a fábrica funcionava com divisão da produção em setores, inclusive um para manutenção, que não ficava sob sua responsabilidade. Disse que a função dele era supervisionar a produção da cerveja desde a fermentação até o envase.

Sandro Luiz Pinto Duarte (responsável técnico: denunciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa, além do artigo 272 do Código Penal, parágrafo 1º-A)
O Guia não teve acesso a informações sobre esse depoimento.

Álvaro Soares Roberti (responsável técnico: denunciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa, além do artigo 272 do Código Penal, parágrafo 1º-A)
Supervisionava a produção no período noturno. Acredita que o que ocorreu na Backer foi uma fatalidade, decorrente de uma série de fatores imprevisíveis e sem precedentes em uma cervejaria.

Gilberto Lucas de Oliveira (coordenador de manutenção, envase e rotulagem: denunciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa, além do artigo 272 do Código Penal, parágrafo 1º-A)
Formado em Engenharia de Controle e Automação, era funcionário desde abril de 2019. Não confirmou integralmente o depoimento da fase policial, pois disse que os primeiros advogados a representá-lo nessa etapa pediram para dar uma versão que divergia da rotina real da fábrica. Dentre as divergências que se lembrava, citou que não deveriam atribuir ao funcionário Paulo Luiz Lopes (que faleceu no decorrer do processo) algumas das atividades específicas que ele teve de assumir na fase policial e que não seriam dele. Enfatizou que sua função era específica para área de envase e rotulagem e não da área de produção da cerveja.

Charles Guilherme da Silva (funcionário de uma fornecedora de insumos: denunciado pelo crime de falso testemunho)
Foi funcionário da empresa que fornecia monoetilenoglicol para a Backer e procurou as autoridades na época para informar que a empresa enviava dietilenoglicol com rótulo adulterado para a Backer, sem que a cervejaria soubesse. Por essa declaração, foi indiciado por falso testemunho, mas manteve diante do juiz a alegação de que um supervisor de sua empresa determinava a troca de rótulo dos galões para colocar o nome da empresa, mas que também presenciou e operou a troca de rótulo alterando o nome da substância e que chegou a questionar o supervisor, que teria justificado que a função das duas era a mesma.

Menu Degustação: Conexão Cerveja Brasil em SP, vagas no Grupo Petrópolis…

O início de dezembro chega com algumas atrações interessantes no setor, como em São Paulo, que hospeda a etapa final do Conexão Cerveja Brasil entre terça-feira e sexta-feira (5 a 8), com uma programação que inclui um concurso de cervejas artesanais, palestras e eventos gastronômicos. Já para quem está em busca de trabalho no setor, o Grupo Petrópolis oferece mais de 1.700 oportunidades de emprego em diversas áreas.

Além disso, o último mês do ano começa com várias ações sustentáveis. A Corona fará sua estreia no Primavera Sound São Paulo com um espaço eco-friendly, além de distribuir copos feitos de plástico reciclado a partir de material coletado no litoral brasileiro e de plantar mais de 5 mil árvores. Já o Grupo Heineken implementou embalagens sustentáveis para a Amstel em todo o Brasil, reduzindo as emissões de CO2 em 39 toneladas anualmente.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

São Paulo recebe Conexão Cerveja Brasil
A cidade de São Paulo recebe de terça a sexta-feira (5 a 8) a etapa final do Conexão Cerveja Brasil, road show cervejeiro que já passou por cinco regiões do país. Composto por um concurso de cervejas artesanais, palestras e eventos ligados à gastronomia, a iniciativa da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) já avaliou 1.125 rótulos de 158 cervejarias de 18 estados e do Distrito Federal. O concurso envolveu, até agora, 86 jurados, tendo concedido 315 medalhas.

Grupo Petrópolis inaugura xaroparia…
Recentemente, o Grupo Petrópolis inaugurou sua quinta xaroparia, desta vez, na unidade localizada na cidade de Uberaba (MG). Utilizando novas tecnologias de automação e clarificação de açúcar, serão produzidos os insumos para a fabricação de refrigerantes e para bebidas alcoólicas mistas. A nova unidade foi implantada para atender a uma crescente demanda identificada em pesquisas e estudos recentes com as gerações Z e millenials, que diagnosticaram uma maior procura por alternativas de bebidas e maior variedade de sabores.

…e abre vagas de emprego
O Grupo Petrópolis está com mais de 1.700 oportunidades de emprego para as áreas comercial, administrativa, fabril e logística. As vagas disponíveis são destinadas a profissionais com ensino médio, superior e pós-graduados. Do total, 221 oportunidades são para a região Centro-Norte e 58 para o Sul do Brasil. Existem ainda 524 vagas de emprego em São Paulo, 196 em Minas Gerais, 186 no Rio de Janeiro e 183 na Bahia. Para conferir as vagas disponíveis, basta acessar o site oficial do grupo.

Corona sustentável no Primavera Sound
A Corona apresenta pela primeira vez o Primavera Sound São Paulo. E em sua estreia como a cerveja oficial do evento, a marca da Ambev irá receber o público em um espaço sustentável e zero plástico neste sábado e domingo. O espaço, desenvolvido em parceria com a Agência Sherpa42, é assinado pelo Atelier Marko Brajovic, fundado pelo arquiteto e designer croata Marko Brajovic, reconhecido por seus projetos inspirados na natureza, trazendo a essência natural para o meio urbano e priorizando a sustentabilidade. A cerveja também vai lançar no festival um copo reutilizável exclusivo, feito 100% de plástico reciclado coletado do litoral brasileiro e fará plantio de mais de 5 mil árvores.

Embalagens da Amstel
O Grupo Heineken contou com a colaboração da Dow e da Lord para substituir as embalagens do tipo shrink, que revestem as latas da marca Amstel – também conhecidas como embalagens termoencolhíveis – para a tecnologia shrink PCR, produzidas com 30% de resina de polietileno pós-consumo reciclada. Esta iniciativa destaca o comprometimento com a circularidade das embalagens da companhia e permitirá uma redução anual de 39 toneladas de emissões de CO2.

Ativações da Blue Moon
A Blue Moon, cerveja do Grupo Heineken super premium artesanal dos Estados Unidos, vem trabalhando com diversas ativações para se conectar ao público brasileiro. Entre as ações está a tradicional forma de servir a cerveja, com uma rodela de laranja na borda do copo, conhecida como “ritual perfeito” e que ajuda a evidenciar as notas frutadas da cerveja, além de fazer parte da identidade visual da marca. Além do ritual, a marca se uniu a Anttónia, Renzo da Rós, Vic Gaibar e Romério Castro para repercutir as características e diferenciais, com colaborações que ressaltam algumas das experiências de cada um com a cerveja, como celebração com a arte, música, moda e amigos.

Atrações do Bierville
Com entrada gratuita em Joinville, o Bierville, evento neste final de semana na cidade catarinense, terá mais de 200 rótulos de cerveja. Uma das atrações será a Catharina Sour e a Munich Dunkel da Millerbier, que pretende vender mais de mil litros de chope. Com uma oferta diversificada no cardápio de bebidas e permitindo diferentes contrastes para o paladar, a cervejaria artesanal de Joinville celebra o fomento à cultura germânica e ao lazer, com a retomada do evento. A edição reunirá 27 cervejarias artesanais, com mais de 200 rótulos da bebida e 20 operações de alimentação, na Expoville.

Destaques do Turatti Rock N’ Bier Festival
Reafirmando sua agenda musical, a cervejaria Turatti anunciou a programação do Turatti Rock N’ Bier Festival, que acontece em Fortaleza, na sua fábrica. O evento será neste sábado, com seis horas de open bar de chope e muito rock nacional e internacional. Destaque para o cover oficial da banda Legião Urbana, com o cantor Miro Pena, que se apresenta resgatando grandes composições. A noite ainda conta com apresentações musicais de Killer Queen e Mr. Joe Black.

Réveillon no Bar Brahma
Com 75 anos de tradição, o Bar Brahma, localizado na rua São João, em São Paulo, promove mais uma edição da clássica festa de réveillon. O evento terá atrações com o melhor da MPB, samba e pop. O destaque também fica para um cardápio completo com entradas, serviço volante, jantar, sobremesa e comidinhas de até logo, além do open bar completo. Para Pista Amarela, Pista Azul, Esquina e Varanda, as opções são chope Brahma claro, gin tônica (Tanqueray), caipirinha (cachaça, vodca e saquê), Johnnie Walker Black Label, Negroni, Aperol Spritz, espumante, refrigerantes e água. No lounge, os visitantes têm direito, também, a Johnnie Walker Gold Label, Absolut Vodka, energético e água de coco.

Nova fábrica e identidade visual da Viking Malt
A Viking Malt, maltaria finlandesa que intensificou seu trabalho em todo o planeta e fortaleceu sua presença no Brasil via VKBRMalts, apresentou sua nova fábrica e uma identidade visual mais moderna. Localizada em Lahti, na Finlândia, a nova sede tem uma capacidade anual de cerca de 85 mil toneladas e apresenta uma estratégia de sustentabilidade com maior eficiência energética e um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, além de moderno.

Só 1/3 da população negra está representada em cargos de liderança no setor

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Só 1/3 da população negra está representada em cargos de liderança no setor cervejeiro

A presença de profissionais negros na indústria cervejeira está significativamente subrepresentada em diversos cargos, independentemente da região e do porte do estabelecimento. Essa disparidade se torna ainda mais evidente quando considera as lideranças, com apenas 19% desses cargos nas cervejarias sendo ocupados por profissionais negros, conforme revelado pela pesquisa “Participação de pessoas negras na indústria cervejeira“, conduzida pelo Guia da Cerveja e que pode ser acessada no link.

Esses 19% de liderança equivalem a aproximadamente 1/3 da população negra brasileira, que representa 56%, considerando pretos e pardos, segundo os dados mais recentes do Censo do IBGE.

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A falta de representatividade se estende pelo Sudeste e Sul, as duas regiões com maior número de empreendimentos cervejeiros no país. Nas lideranças dentro das cervejarias, a presença negra é de apenas 15% no Sudeste e 8% no Sul, contrastando com uma representatividade de 48% e 26% na população, respectivamente.

Essa discrepância persiste nas demais regiões. No Nordeste, onde 74% da população é negra, apenas 35% ocupam cargos de liderança. No Centro-Oeste, a disparidade é de 42% de líderes negros contra 67% na população. No Norte, apesar da população negra ser de 78%, apenas 63% ocupam cargos de liderança.

A pesquisa do Guia destaca ainda que a representatividade de profissionais negros é desproporcional quando comparada à presença nos principais cargos. Enquanto 30% dos funcionários das cervejarias são negros, apenas 19% ocupam cargos de liderança. Essa queda na representação também é evidente nas regiões Sudeste (25% de funcionários e 15% de líderes), Sul (14% e 8%) e Nordeste (49% e 35%).

A disparidade na representatividade se acentua entre as cervejarias de diferentes perfis produtivos, sendo mais pronunciada nas de menor porte. Nas nanocervejarias, 29% dos profissionais são negros, enquanto apenas 19% ocupam cargos de liderança. Nas microcervejarias, a representatividade é reduzida pela metade, com 34% dos funcionários sendo negros e apenas 17% ocupando cargos de liderança.

A pesquisa
Participação de pessoas negras na indústria da cerveja” é uma pesquisa quantitativa, tendo sido realizada por meio de questionário online, com respostas coletadas em setembro de 2023, envolvendo a participação de 129 donos ou administradores de cervejarias das cinco regiões do Brasil.

Em expansão, Vidro Vira Vidro recolhe 52 toneladas em Trancoso em 6 meses

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O Programa Vidro Vira Vidro, uma iniciativa promovida por Verallia e Massfix, tem experimentado crescimento na coleta de embalagens e na sua área de atuação no Brasil. Recentemente, a iniciativa alcançou o Nordeste, registrando a coleta de mais de 52 toneladas de vidro em Trancoso ao longo de seis meses.

De acordo com a Verallia, foram coletados 52.270 quilos entre abril e setembro, em ações envolvendo a comunidade local, a empresa produtora de embalagens de vidro e a Massfix, responsável pela operação logística. Após uma colaboração estreita com a população de Trancoso para entender a melhor abordagem para captação do material, o material coletado foi repassado à Verallia para a fabricação de novas embalagens de vidro.

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Juliana Schunck, CEO da Massfix, expressou satisfação com os resultados, destacando o compromisso das comunidades em adotar práticas sustentáveis. “Esses resultados nos impulsionam a continuar avançando, expandindo nosso impacto e promovendo uma transformação positiva em todo o país”, comenta Juliana Schunck, CEO da Massfix.

A iniciativa ganha importância por contribuir com a manutenção da paisagem turística de Trancoso, além de fortalecer a circularidade do vidro e garantir que todo o material descartado no local seja reciclado, a partir do estímulo à adoção de práticas mais conscientes.

“O Programa Vidro Vira Vidro foi criado dando continuidade ao nosso propósito: Reimaginar o vidro para um futuro sustentável. Os resultados desta ação estão sendo muito positivos. Representamos uma parte importante na cadeia de reciclagem sendo uma das maiores produtoras globais de embalagens de vidro para alimentos e bebidas, desta forma, temos o compromisso de avançar na agenda sustentável com ações de impacto positivo ao meio ambiente”, afirma Quintin Testa, diretor geral da Verallia para América Latina.

No balanço mais recente do Vidro Vira Vidro, a Verallia informou que já superou a meta para 2023, instalando 623 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) em vez dos 500 planejados. Além disso, foram recuperadas 2.349 toneladas de vidro nas áreas envolvidas no projeto.

O CEO da Verallia enfatiza a importância de considerar todos os agentes na cadeia de circularidade do vidro, desde os catadores até a conscientização da população sobre o descarte adequado.

“Como indústria que reutiliza o caco como matéria prima, estamos estimulando todos os envolvidos de modo que consigamos ampliar o volume de vidro coletado retirando um resíduo pós consumo e reinserindo-o na cadeia produtiva”, finaliza Testa.

Brotas Beer ganha ouro no European Beer Star; veja outras medalhistas do Brasil

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Após ficar fora do lugar mais alto do pódio no ano passado, as cervejarias brasileiras voltaram a conquistar uma medalha de ouro no European Beer Star em 2023. E ela foi para a Brotas Beer, que liderou o bom desempenho nacional na premiação cervejeira, que rendeu sete medalhas ao país, sendo cinco de prata e uma de bronze.

A premiação do European Beer Star ocorreu em meio a uma das principais feiras de bebidas do mundo, a BrauBeviale, que neste ano acontece em Nuremberg. E em terras alemãs, quem saiu consagrada foi a Dry Stout da Brotas, considerada a melhor entre as Stouts inscritas no concurso.

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“Um marco na história de nossa cervejaria, motivo de orgulho para Brotas e nossos clientes. Convidamos vocês a celebrar a conquista da medalha de ouro no European Beer Star, o principal prêmio cervejeiro da Alemanha e do mundo. Ela se soma a outras 12 medalhas já conquistadas por esta preciosa cerveja. Muito obrigado a vocês e a todo nosso time”, celebra a Brotas Beer em publicação no seu perfil no Instagram.

A disputa entre as Stouts no European Beer Star em 2023, aliás, foi dominada pelas cervejarias brasileiras e, mais especificamente, do interior paulista. Afinal, a medalha de prata foi para a Dama Bier, que tem sede em Piracicaba, com a Dama Stout.

A prata para a Dama, que neste ano já havia sido a melhor marca paulista no Concurso Brasileiro de Cervejas, foi uma das cinco conquistadas pelas representantes nacionais no European Beer Star em 2023. Outras medalhas de prata foram para a goiana Dona Lupulina, as paulistas Bamberg e Berggren, e a gaúcha Brewine Leopoldina. A catarinense Stannis garantiu a única medalha de bronze para as cervejarias brasileiras em Nuremberg.

Os resultados do Brasil no European Beer Star de 2023 representam uma evolução em relação ao desempenho do ano anterior, quando o país conquistou quatro medalhas, sendo duas de prata e duas de bronze. Em 2021, uma medalha de ouro havia sido assegurada pela Bamberg.

A 20ª edição do European Beer Star, realizada em 2023, contou com a participação de 2.356 amostras de 553 cervejarias, inscritas em 74 estilos. A competição incluiu rótulos de 47 países, avaliados por 150 especialistas nos dias 14 e 15 de setembro.

Confira as medalhas conquistadas por cervejarias brasileiras no European Beer Star em 2023:

Ouro
Brotas Beer – Brotas Beer Dry Stout – Stout

Prata
Bamberg – Bamberg Schwarzbier – Dark Lager
Brewine Leopoldina – Leopoldina Italian Grape Ale Moscato – Italian Grape Ale
Dona Lupulina – Dona Lupulina Grodziskie – Grodziskie
Berggren – Berggren Session IPA – Session India Pale Ale
Dama Bier – Dama Stout – Stout

Bronze
Stannis – Scarlett Flanders – Wood and Barrel Aged Sour Beer