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Bodebrown ganha principal prêmio da competição do Mondial de la Bière

A Bodebrown foi o grande destaque do MBeer Contest, a premiação da competição do Mondial de la Bière Brasil, realizada na noite de quarta-feira, marcando o primeiro dia do festival no Rio de Janeiro. A cervejaria de Curitiba conquistou a única medalha de platina da competição.

A honraria foi concedida à St. Arnold Wood Aged, uma Belgian Dark Strong Ale de cor rubi profundo, envelhecida em barris de carvalho e com notas de baunilha. Além disso, a Bodebrown também garantiu outra medalha no Mondial com a Lupulol Mosaic, que conquistou um dos 13 prêmios de ouro distribuídos em 2023 pelo MBeer Contest.

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Outros dois destaques da premiação do Mondial vieram do estado do Rio de Janeiro. O carioca Brewteco foi premiado com ouros para duas de suas cervejas: This Ris the Way Café e This Ris The Way Baunilha. Além disso, a cervejaria Mistura Clássica, de Volta Redonda, recebeu prêmios pelos rótulos Layla,uma Russian Imperial Stout, e Amnésia, uma Imperial IPA dourada, produzida com dosagens de lúpulo especiais.

De acordo com a organização do Mondial, a premiação destacou uma tendência crescente de valorização de ingredientes como baunilha, café, chocolate e caramelo, uma mudança em relação a edições anteriores do MBeer Contest, nas quais as cervejas com sabores frutados estavam em evidência.

“Essas notas de baunilha, café, chocolate e caramelo realmente estão muito presentes este ano. São sabores inusitados que o público vem se sentindo cada vez mais à vontade para experimentar”, afirma Manolo Prigol, analista comercial da Bodebrown.

O MBeer Contest reúne rótulos de cervejarias participantes do Mondial e não possui categorias pré-definidas por estilo. Os juízes realizam degustações às cegas, sem informações prévias sobre o produto, identificando o estilo da cerveja e avaliando aroma, sabor, sensação na boca e prazer proporcionado.

A premiação foi o destaque do primeiro dia do Mondial, atraindo, segundo os organizadores, 8 mil pessoas ao Pier Mauá. O festival continua até domingo, com ingressos esgotados para o sábado.

Confira a lista das cervejarias e cervejas premiadas no MBeer Contest:

Medalha de platina:
Bodebrown, com a Bodebrown St. Arnold 10 Wood Aged, uma Belgian Dark Strong Ale

Medalhas de ouro:
Alpendorf, com a Dubbel com cumaru e café;
Hood, com a Nuts for Vanilla, uma Russian Imperial Stout;
Bodebrown, com a Lupulol Mosaic, uma Hazy Strong Pale Ale com notas de frutas amarelas e amargor médio baixo;
Brewteco, com duas premiadas, a This Ris the Way Café e This Ris The Way Baunilha;
Denker, com a Praia Negra, uma Wood Barrel Aged Russian Imperial Stout, feita com cachaça premiada, envelhecida em barril, com intenso aroma de café e chocolate amargo;
Doutor Duranz, com a Nigredo Pudim de Caramelo;
Matisse com a Maruhy Ice, uma Ice Stout que traz o sabor dos nibs de cacau e dos maltes torrados em harmonia com seu amargor característico;
Mistura Clássica, com os rótulos Layla, uma Russian Imperial Stout, e Amnésia, uma Imperial IPA dourada, feita com doses especiais de lúpulo;
Noi, com a Noi Cioccolato RIS;
Three Monkeys, com a I’m Sour, Sour com pitaya e goiaba;
Wäls, com a Wäls Tripper Barred Aged.

Ambev faz acordo e limita contratos de exclusividade em todo o país

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A Ambev firmou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que limita os seus contratos de exclusividade com bares, restaurantes e casas noturnas em todo o país. O Termo de Compromisso de Cessação foi homologado pelo tribunal do Cade e está relacionado a um processo administrativo iniciado em 2022, após denúncia do Grupo Heineken.

O termo firmado entre Ambev e Cade tem validade até o final de 2028 e provoca a suspensão do inquérito durante o seu período de vigência. E se houver o entendimento de que a companhia cumpriu o acordo, o inquérito será arquivado pelo Cade.

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A iniciativa busca preservar as condições de concorrência dentro do mercado brasileiro de cervejas. Segundo o acordo entre a Ambev e o Cade, a companhia de bebidas terá de limitar a celebração de contratos de exclusividade a partir de alguns percentuais de participação em todo o Brasil.

O termo prevê limitações por número de pontos de venda, os PDVs, e de volume de cerveja vendido em recortes estaduais, de capitais, cidades com mais de 1 milhão de habitantes e em Lauro de Freitas (BA), assim como em áreas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Confira como ficaram os limites de contratos de exclusividade da Ambev:
Estados
PDVs: Máximo de 6% do número total de pontos de vendas em cada estado
Volume: Máximo de 12% do volume total de cerveja vendido pela Ambev no estado

Capitais, cidades com mais de 1 milhão de habitantes e Lauro de Freitas:
PDVs: Máximo de 8% do número total de pontos de vendas no município
Volume: Máximo de 20% do volume total de cerveja vendido pela Ambev no município

Áreas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília:
PDVs: Máximo de 15% do número total de pontos de vendas das microrregiões

Confira quais são essas microrregiões:
São Paulo – Centro Histórico, Centro Expandido, Vila Mariana, Pinheiros, Mooca, Lapa, Sé, República, Itaim Bibi e Ipiranga;
Rio de Janeiro – São Conrado, Leblon, Gávea, Ipanema, Copacabana, Leme, Urca, Botafogo, Flamengo, Aterro do Flamengo, Glória, Lagoa, Jardim Botânico, Barra da Tijuca, Recreio, Grumari, Itanhangá e Joá;
Brasília – Plano Piloto, Lago Sul, Jardim Botânico, Lago Norte, Noroeste, Sudoeste, Cruzeiro Novo, Cruzeiro Velho e Octogonal.

O termo firmado entre a Ambev e o Cade também definiu que, ao fim dos contratos de exclusividade, os estabelecimentos estão desimpedidos para comercializar as marcas de cervejas que quiserem e poderão celebrar acordos de exclusividade de vendas com outras cervejarias.

Além disso, os contratos assinados a partir desta quarta-feira devem ter prazo de até cinco anos, com exceção de situações excepcionais e não podem ser renovados automaticamente. Não há punição financeira em caso de rescisão antecipada, com apenas o reembolso proporcional ao tempo restante do acordo, assim como não pode existir cláusula de preferência para renovação.

Posição da Ambev
Em nota oficial enviada à reportagem, a Ambev celebrou o acordo e apontou que o termo firmado indica a visão do Cade de que acordos de exclusividade podem ser vantajosos aos pontos de venda.

“Valorizamos a decisão do Cade de aprovar o acordo, pois ela reforça o entendimento de que parcerias envolvendo exclusividade, dentro de limites adequados, são legítimas e beneficiam os pontos de vendas. Desde o início das discussões, a Ambev colaborou com o Cade para celebrar um acordo que estimulasse um ambiente concorrencial justo e com benefícios para os pontos de vendas. Esse acordo evolui em pontos importantes para colocar o setor de bares e restaurantes, que ainda se recupera dos efeitos da pandemia, ainda mais no centro das decisões. Continuaremos com o nosso firme propósito de construir relações transparentes e de confiança com clientes e consumidores, sempre respeitando a legislação brasileira”, afirma, em nota.

Relembre o caso
O inquérito foi aberto pelo Cade em março de 2022 após o Grupo Heineken apresentar alegação de que a Ambev estaria abusando de sua posição de líder do mercado ao firmar contratos de exclusividade nos pontos de venda de cerveja gelada, os chamados canais frios, casos de bares e restaurantes.

Seis meses depois, em uma decisão de caráter preventivo, o Cade impediu a assinatura de contratos de exclusividade com esse tipo de estabelecimento até a disputa da Copa do Mundo, realizada em novembro e dezembro, em áreas acima da limitação de 20%.

Em outubro, então, houve uma nova decisão: a Ambev estava impedida de firmar novos acordos até o final do processo em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, com a limitação valendo até o fim do ano passado para regiões de Maceió, Salvador, Fortaleza, Recife e Campinas (SP), assim como em Lauro de Freitas e Campos do Jordão (SP).

O termo firmado, assim, substitui essa decisão e ganha amplitude nacional. Além disso, ao impor limites diferentes aos 20% anteriores, poderá forçar a Ambev a buscar ajustes nos contratos em vigor para ficar em acordo com os percentuais impostos.

Cervejarias do Sul buscam recomeço após devastação por ciclone extratropical

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O ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul no mês passado causou inundações, levando, com a força da água, vidas, além de ter provocado danos estruturais e a destruição de diversas cidades, também afetando as cervejarias da região. Afinal, o desastre natural carregou consigo sonhos, planos e projetos de empreendedores que agora buscam se recuperar do impacto devastador. “Se você não foi afetado, conhece alguém que foi”, resume Ana Paula Decker, sócia-proprietária da Cervejaria Meridional.

As enchentes tiveram impacto mais significativo na região do Vale do Taquari, onde estão cervejarias e empreendedores que conversaram com o Guia, apresentando seus relatos a respeito das consequências do ciclone extratropical, com fortes chuvas, rajadas de vento e queda de granizo.

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Em Muçum, uma cidade a 115 quilômetros da capital Porto Alegre, os números oficiais indicam 16 mortes devido ao ciclone, além de 3 pessoas desaparecidas, com quase metade das residências tendo ficado inabitáveis, de acordo com a prefeitura. E entre os afetados está a Cervejaria Das Borja.

Com sete anos de atuação no setor, a Das Borja mudou-se para Muçum em 2022 e viu toda a sua estrutura ser destruída da noite para o dia, incluindo tanques, equipamentos de refrigeração, chopeira e barris.

“Voltei no dia seguinte e parecia que estava em um filme da Segunda Guerra Mundial, com tudo destruído. Não sobrou nada. Arrebentou as paredes, tem tanque que ainda não conseguimos encontrar. De uma hora para outra, me vi sem nada, sem empresa, sem trabalho”, afirma Eduardo Rizzi, proprietário da Das Borja.

A Das Borja produzia mensalmente entre 6 mil e 7,5 mil litros de cerveja, principalmente para atender bares da região. Mas agora terá muitos desafios pela frente. “Meu objetivo é voltar, mas não sei se vou ter condições. Preciso captar recursos para me reerguer. Mas trabalhar na cervejaria é o que eu sei fazer e não vou abandonar. Vou tentar de todas as formas continuar, como a gente vinha fazendo, crescendo aos poucos”, diz.

Além da reconstrução, Rizzi sabe que também enfrentará o desafio de reconquistar o mercado. “Você acaba não participando do mercado, fica fora e isso terá um reflexo quando retomarmos. Então, será um recomeço em todos os aspectos.”

Esse momento de retomada já chegou para a Vyber Cervejaria, localizada em Lajeado, também tendo sofrido com os efeitos do ciclone, que submergiu casas pela cidade. Mesmo se preparando para o pior, a cervejaria teve danos significativos, como descreve Paulo Cabral, um dos sócios da marca. “Elevamos o que era possível na cervejaria, com a previsão de o rio chegar aos 28 metros. Mas a previsão subiu durante a madrugada e chegou aos 30 metros.”

A comparação com o ambiente de guerra se repete no relato da Vyber, demonstrando como a situação adversa atingiu a população local e seus empreendedores. “Só conseguimos entrar na cervejaria um dia depois, na quarta-feira de manhã, e isso era uma zona de guerra, com equipamentos pesados, como fermentador e câmara fria completamente fora do lugar”, comenta Cabral. “A água chegou a ficar 1 metro acima dos fermentadores”, acrescenta.

A Vyber é uma nanocervejaria, com uma produção média mensal de 4 mil a 5 mil litros. E na estrutura onde está instalada, também há o seu brewpub e a sua loja de insumos, voltada a produtores caseiros. Pelo impacto da chuva, toneladas de maltes e leveduras tiveram que ser descartados, com o sócio apontando que o prejuízo envolvendo a matéria-prima ficou entre R$ 40 mil e R$ 50 mil.

A unidade produtiva da Vyber ficou parada por, aproximadamente, um mês, voltando a realizar brassagens apenas nos últimos dias. Um processo que poderia ter sido ainda mais demorado, não fosse o apoio recebido da comunidade e de clientes em um mutirão para a retomada da cervejaria.

“Fizemos uma operação de duas semanas para remover o lodo, colocar as coisas no lugar, tirar o material que se tornou lixo. Foram 15m³ de lodo retirados. Mas tivemos até sorte, um pavilhão a 50 metros teve uma parede derrubada e precisou usar uma retroescavadeira. Além disso, 25 pessoas da comunidade nos ajudaram. Não fosse isso, estaríamos fechados”, comenta.

O estrago causado pelo ciclone extratropical também atingiu os planos de expansão de cervejarias dentro do setor. “Tínhamos planos de investir em adega e linha de envase para 2024, o que agora foi riscado”, revela o sócio da Vyber.

Quem não foi atingido também sofre
Até mesmo aqueles que não tiveram danos estruturais sofreram com a revisão de planos e uma queda acentuada no faturamento, como a Cervejaria Meridional, em Colinas. Ana Paula Decker estima uma retração de 80% no faturamento desde as enchentes.

Contando com fábrica própria e uma loja adjunta, que tem sua maior atividade e nas tardes de sábado, a cervejaria viu o público escassear nos dias seguintes às enchentes. O impacto foi enorme, do dia para a noite, pois as pessoas nem conseguiam chegar à cervejaria”, diz.

Vários eventos foram cancelados em toda a região do Vale do Taquari desde então. Nossos clientes foram atingidos, o que causa grande impacto. A população está enlutada

Ana Paula Decker, sócia-proprietária da Cervejaria Meridional

A Meridional, que se orgulha de ter conquistado uma medalha de ouro com a sua Doppelbock no Concurso Brasileiro de Cervejas de 2022, tem uma produção média de 8 mil litros mensais de cerveja, um volume que cresce a, aproximadamente, 10 mil litros nos melhores períodos de cada ano.

Para conseguir se reerguer, a palavra mais usada por Ana Paula tem sido renegociar.  “Temos procurado renegociar o que está para vencer com os fornecedores. Somos sempre sinceros, falando dos problemas, sem esconder nada para conseguir passar por essa situação de um modo mais aliviado. Também tentamos atender diretamente os clientes, vendo o impacto causado neles e buscando manter as vendas já programadas, também com renegociações”, explica.

Atuação para apoio
O impacto da tragédia sobre empreendedores tem mobilizado a Associação Gaúcha de Microcervejarias, que ainda mensura o impacto econômico e atua para que medidas efetivas de apoio sejam adotadas em auxílio a aqueles que atuam no setor e foram atingidos.

“Nesse momento desafiador, queremos assegurar a todo setor que estamos buscando todo tipo de auxílio junto ao governo e outras entidades para tentar minimizar o impacto avassalador que essa tragédia trouxe às cervejarias locais. Reconhecemos que as condições devem ser especiais, uma vez que muitas empresas viram seu patrimônio comprometido, enfrentando perdas irreparáveis”, afirma Gustavo Cunha, executivo da associação.

O poder público também anunciou iniciativas emergenciais como o decreto de estado de calamidade pública em vários municípios. Além disso, para auxiliar micro e pequenos empreendedores, o Banco de Desenvolvimento da Região Sul do Brasil prorrogou prazos de contratos vigentes, enquanto o Banrisul destinou uma linha de crédito para empresas cujos negócios foram prejudicados pelas cheias, assim como fez o BNDES por meio do seu programa de crédito solidário.

O pagamento de tributos também foi prorrogado pelo Simples Nacional, assim como pela Receita Federal. Já a Procuradoria Geral da Fazenda publicou portaria que posterga o prazo de vencimento das prestações de negociações que a abrange. Em outra frente, o governo estadual lançou o programa Volta por Cima.

O ciclone extratropical
O ciclone extratropical no Rio Grande do Sul se somou a uma frente fria, provocando o desastre natural de maior impacto no estado nas últimas seis décadas. Foram 51 mortes, até agora, de acordo com a Defesa Civil, com sete pessoas desaparecidas.

83 cervejarias confirmadas no Mondial; veja atrações dos 10 anos do festival

A celebração dos 10 anos do Mondial de la Bière no Brasil, completados em 2023, será marcada por música, gastronomia e, é claro, muita cerveja. O tradicional festival volta ao Píer Mauá, no Rio de Janeiro, a partir desta quarta-feira, estendendo-se até o próximo domingo, com a apresentação de diversas novidades aos consumidores.

Desde sua estreia no Brasil em 2013, o festival se tornou um dos principais eventos de cerveja artesanal do mundo, apresentando um crescimento gradual ao longo desse período. Para este ano, a expectativa é atrair 70 mil visitantes durante os cinco dias de festa para conhecer os 83 estandes de cervejarias.

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“Esperamos uma edição realmente comemorativa, em que esses 10 anos de paixão cervejeira serão celebrados com muita festa e, claro, excelentes rótulos”, diz Gabriel Pulcino, gestor de eventos da GL Events, a organizadora do festival no país.

Se a previsão de público se concretizar, o Mondial de la Bière terá quintuplicado o número de visitantes entre 2013 e 2023. Isso só foi possível porque o evento busca atrair um público que não se limita às cervejas artesanais, segundo Pulcino.

“Os 14 mil visitantes em sua maioria eram pessoas que já conheciam cervejas artesanais de viagens internacionais ou dos poucos rótulos que estavam disponíveis no país. Hoje o evento está consolidado, o mercado de cervejas artesanais já é uma realidade no país, os rótulos estão em diversas partes da cidade e do estado”, afirma.

Esse público poderá desfrutar de atrações nos estandes, além de novidades exclusivas para o Mondial, como destaca Laura Harvey, coordenadora de marketing da GL Events. “Elas se programaram para lançar novos rótulos no festival, além de alguns sazonais que só é possível provar no evento. Serão mais de 40 horas de shows em dois palcos, além da praça experiência da Cacildis, que estará repleta de surpresas. Está imperdível!”, comenta.

Lançamentos
Haverá dezenas de lançamentos, com brassagens tendo sido feitas exclusivamente para o Mondial deste ano, como a parceria entre a Dádiva e a Goose Island, que produziram, juntas, uma Golden Stout com cold brew feito com café do J.Café, uma microtorrefadora. Já em parceria com a Eisenbahn, a Dádiva fabricou uma Dunkel Weiss no Instituto da Cerveja Brasil.

A Noi programou a sua “OktoberNoi” para o Mondial. Além de um estande decorado a caráter com 14 torneiras com rótulos produzidos na cervejaria, os rótulos da escola alemã terão preços especiais. Destaque para a Gut Oktober SauEr, uma Gose de 4.9% de graduação alcoólica e 13 IBUs feita exclusivamente para o festival. Além do sal e do coentro, a receita tem adição de coco, lúpulo Sorachi Ace e cascas de frutas cítricas (como lima e limões akafir e siciliano).

“Para o Mondial, trouxemos como novidade uma Gose, que é bem diferente para o público comum, mas também temos estilos mais potentes como a Amara (Imperial IPA), a Bárbara (Barley Wine) e a Cioccolato (Imperial Stout). Tem para todos os gostos, e quero ver todo mundo com um canecão cheio de cerveja boa”, avisa Bárbara Buzin, diretora da Noi.

Como de costume, os associados da Rota Cervejeira RJ se uniram para a produção de uma cerveja colaborativa também especial para o festival. Para esta edição, a inspiração veio dos lúpulos produzidos em Teresópolis. A cerveja será uma Session IPA que foi fabricada com a participação de aproximadamente 20 associados, acontecendo na Mad Brew.

Já a Maldita se inspirou em estilos musicais para seus lançamentos no festival deste ano, que incluem a Classic Rock Pilsen, Blues Rock Weizen, Punk Rock Red Ale, Hard Core IPA, Jazz Appa e a Heavy Metal Stout.

Shows e ativações
Uma programação extensa de shows foi preparada. Em 2023, serão dois palcos, além da praça de experiência “pé de mé” da Cacildis e de diversas outras ativações de parceiros. Entre as atrações musicais já confirmadas estão a banda Sweet Guns, DJ Júlio Rodrigues, Samba da Alvorada, Venus Café, a dupla Vooduo, o sambista Marquinho Nunes, Baile do Zen, a banda Jackstone, Vooduo e DJ Júlio Rodrigues, pagode da Beta, D’Samba e a banda Tchopu.

MBeer Contest
Dentro da programação de 2023, o Mondial de la Bière ainda realizará mais uma edição de um concurso de degustação profissional de cerveja, o MBeer Contest, que conta com um júri composto por membros nacionais e internacionais para eleger os melhores rótulos do evento.

Sem categorias pré-definidas por estilo, os juízes farão degustações às cegas, sem qualquer informação sobre o produto, identificando o estilo da cerveja e atribuindo notas para aroma, sabor, sensação na boca e prazer proporcionado. Os vencedores serão anunciados logo nesta quarta-feira, o primeiro dia do festival.

O júri inclui nomes conhecidos do segmento, como os mestres-cervejeiros Bernardo Gava e Filipe de Paula, o consultor e professor Francis Mainardi, a sommelière Jéssica Gomes, o presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino, a cervejeira e gerente industrial da Angels & Devils Craft Beer, Mônica Mendonça, a fundadora da Proa e mestre-cervejeira Débora Lehnen e o mestre-cervejeiro da Overhop, Rodrigo Baruffaldi.

Além disso, o MBeer Contest Public permite que os visitantes também avaliem mais de 1.500 rótulos do festival.

10 anos no Brasil
Lançado em 1994 em Montreal, no Canadá, o Mondial de la Bière chegou ao Brasil em 2013, no Rio de Janeiro, e em 2018 expandiu-se para São Paulo, chegando a ter duas edições anuais no país. Em seus 10 anos de realização no Brasil, o Mondial atraiu meio milhão de visitantes, oferecendo 16 mil rótulos para degustação.

Confira a seguir as 83 cervejarias já confirmadas para a edição de 2023 do Mondial de la Bière:

Academia da Cerveja
Além Bier
Alpendorf
Alter Cervejaria
Armadillo Brewery
Baden Baden
Barão Bier
Bastogne Brew Center
Beer Underground
Bella Craft Beer
Black Princess
Blue Moon
Bodebrown
Bohemia
Brassaria
Brassaria Ampolis
Brewteco
Cacildis
Camolese
Cervejaria Wals
Cerveja Colorado
Cervejaria Belga Carioca
Cervejaria Brewdog
Cervejaria Brewlab
Cervejaria Brewpoint
Cervejaria Cacife
Cervejaria Colonus
Cervejaria Doutor Duranz
Cervejaria Hocus Pocus
Cervejaria Indigo
Cervejaria Kumpel
Cervejaria Lohn
Cervejaria Máfia
Cervejaria Maldita
Cervejaria Maltz
Cervejaria Masterpiece
Cervejaria Matisse
Cervejaria Mil
Cervejaria Noi
Cervejaria Odin
Cervejaria Roleta Russa
Cervejaria Seasons
Cervejaria St Patricks
Cervejaria Story Brew
Cervejaria Zer09
Cervejaria Zuid
Cerveza Guapa
Criatura Craft Beer
Cybeer
Denker
Du Pappi
Eisenbahn
Elbers Bier
Estância Eden
Farra Bier
Folivora Spirits
Fractal Brewery
Gallo Cervejaria
Goose Island Brewery
Growlers 2GO
Hoergaarden Brewery
Hood Cervejaria
Kastle Hops
Krug Bier
Lagunitas
Mad Brew
Malteca Cervejaria
Mistura Clássica
Mutatis Gin
Noi Destilaria
Ouse Beer
Patagonia Brewing
Rota Cervejeira
Sampler Brew House
Sanadu Beer
Schornstein
Show De Bola
Spartacus Brewing
Sundog Brewing
Therezópolis
Three Monkeys Beer
Trilha Cervejaria
Weltenburger Kloster

Oktoberfest tem recorde de público em 2023, mas venda de cerveja cai em Munique

A Oktoberfest de Munique, a mais tradicional do mundo, quebrou recordes de público em 2023, mas viu o consumo de cerveja diminuir. Essa informação está presente no relatório preliminar do evento, elaborado pelos organizadores, com o relato de que 7,2 milhões de pessoas participaram da festividade deste ano.

Esse número superou os 7 milhões de participantes da edição de 1985 da Oktoberfest, que até então mantinha o recorde absoluto, estabelecendo um novo marco. E o aumento foi favorecido pelo fato de o festival ter tido duração de 18 dias, dois a mais do que o habitual. No ano passado, haviam sido 5,7 milhões de visitantes, contra os 6,3 milhões de 2019, o último ano pré-pandemia.

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Entretanto, o recorde de público não se traduziu em um aumento no volume de cervejas vendidas. Foram servidos 6,5 milhões de litros, o que representa um consumo médio de menos de 1 litro por pessoa. Além disso, esse número é inferior aos 7,1 milhões de litros de 2022 e aos 7,3 milhões de litros de 2019.

Aqueles que optaram por manter a tradição de saborear cervejas durante a Oktoberfest acabaram pagando entre 12,60 euros e 14,90 euros por litro da bebida. Isso representou um aumento médio de 6,12% no preço da cerveja em comparação com a edição de 2022 da festividade.

Porém, se houve queda no consumo de cerveja na Oktoberfest em 2023, o público acabou se voltando às bebidas não alcoólicas, com alta de 50% no consumo dessa opção. Com o forte calor em Munique, houve, inclusive, relato de falta temporária de água em algumas barracas, em função da forte demanda.

Nesse balanço entre queda nas vendas de cerveja, aumento do consumo de opções não alcoólicas e inflação, a receita obtida com a comercialização de bebidas e alimentos cresceu 15% em relação a 2022 em uma festividade que atraiu visitantes principalmente dos arredores de Munique, mas também estrangeiros vindos de países como França, Áustria, Itália e Estados Unidos.

Ocorrências na Oktoberfest
Como em qualquer grande evento, a Oktoberfest também registrou ocorrências criminais, com alguns detalhes apresentados em seu balanço. Foram relatados 260 casos de agressão, incluindo 29 brigas envolvendo o uso de canecas de cerveja. Além disso, houve 73 crimes sexuais registrados, a maioria deles relacionados à prática de tirar fotografias não consensuais sob as saias, com 6 casos de estupro.

No que diz respeito a incidentes de trânsito, a polícia reportou 23 acidentes relacionados ao álcool, o que representou uma redução de 15% em comparação com o ano anterior. Além disso, foram confiscadas 258 carteiras de habilitação.

Os serviços médicos atenderam 7.620 pacientes neste ano, um número um pouco maior do que em 2019, com a maioria dos casos relacionados a intoxicações alcoólicas. E houve 36 adolescentes gravemente intoxicados, o que representa uma diminuição de 50% em comparação com a última edição pré-pandemia.

2024
A 189ª Oktoberfest já tem data para acontecer. A festividade será realizada no Theresienwiese de Munique, de 21 de setembro a 6 de outubro de 2024.

Balcão do Advogado: Mudança na declaração de produção anual do MAPA

Balcão do Advogado: Mudança na declaração de produção anual do MAPA

A declaração de produção anual é uma exigência do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para todos os produtores de bebidas com registro de estabelecimento. Anualmente, no mês de janeiro, as cervejarias têm a obrigação de apresentar relatório de produção e estoque existente no ano anterior. O não cumprimento desta exigência implica em multa de até R$ 117.051,00, de acordo com os artigos 86, 107 (inciso XVI) e 108 do Decreto nº 6.871/2009.

No dia 14 de setembro, foi publicado no Diário Oficial da União a Portaria MAPA nº 615, de 12 de setembro de 2023, que estabelece os procedimentos e trâmites administrativos para a entrega da declaração anual de produção.

Esta portaria, que entrou em vigor em 2 de outubro de 2023, dispõe que a declaração anual de produção e estoques de bebidas passará a ser entregue pelo representante do estabelecimento exclusivamente em ambiente eletrônico, pelo portal gov.br,  entre 1º de janeiro e 31 de janeiro do ano subsequente ao ano de referência. Ou seja, a declaração de produção anual referente a 2023 deverá ser entregue entre 01/01/2024 e 31/01/2024 por meio deste novo canal.

A grande alteração consiste na criação de um ambiente eletrônico padronizado e único, onde todas as informações necessárias serão inseridas. Anteriormente era necessário elaborar uma planilha com todos os dados exigidos e encaminhá-la para o MAPA.

A partir de 2024, a declaração deverá ser preenchida diretamente no sistema, seguindo os campos do formulário.

No geral, essa atualização facilita no tocante à disponibilização de ambiente específico para preenchimento e envio da declaração de produção anual, padronizando uma questão que às vezes gerava dúvidas quanto ao modo de envio e de fornecimento das informações.

Contudo, tendo em vista que boa parte das informações requeridas já estão disponíveis ao MAPA pelo Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), ainda falta uma integração entre os sistemas para facilitar e tornar ainda mais fácil o envio da declaração pelos produtores de bebidas.


André Lopes é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criadores do site Advogado Cervejeiro.

Oktoberfest Blumenau suspensa por risco de enchente: veja depoimento

Embora diversas cidades tenham festividades alusivas à Oktoberfest neste fim de semana no Brasil, a maior delas não irá ocorrer. Blumenau (SC) trocou o clima de celebração pelo temor e cautela, com a suspensão das atividades da Oktoberfest entre a última sexta-feira (5) e a próxima terça-feira (10) devido à preocupação com o impacto que a chuva possa ter sobre a cidade e sua população.

A medida, anunciada pela Prefeitura de Blumenau, foi necessária diante do cenário climático de chuva persistente e da previsão de enchente para este sábado, de acordo com a Defesa Civil local. As autoridades trabalham, inicialmente, com a perspectiva de retomada da Oktoberfest na próxima quarta-feira (11) e prorrogaram o período da festa em uma semana, com encerramento agora previsto para o dia 29.

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Pessoas que adquiriram ingressos para as datas canceladas podem pedir reembolso do valor do ingresso ou remarcá-los para outros dias. “Neste momento, acima de tudo, precisamos ser responsáveis e cuidar das pessoas. Por isso, tomei a decisão de suspender a festa. E temos que considerar a importância de equilibrar o cuidado com a vida das pessoas e a importância econômica da festa para Blumenau e região, por isso ela foi prorrogada”, diz o prefeito Mário Hildebrandt.

A principal preocupação das autoridades envolve a possibilidade de transbordamento do Rio Itajaí-açu, especialmente devido à previsão da equipe técnica de meteorologia do município de que o volume de chuva entre sexta-feira e domingo possa variar entre 120mm e 140mm.

A equipe do Guia esteve presente em Blumenau nos últimos dias e traz seu depoimento sobre a situação vivenciada na cidade. Confira:

Caneco com cautela

*Por Marcelo Tárraga

Alegria e consternação. A abertura que ocorreu e “não aconteceu”.

A abertura da Oktoberfest que todos acompanharam estava mais ligada ao nível do rio do que à quantidade e diversidade de barris no recinto.

Estive em Blumenau para acompanhar os primeiros passos do evento e pude presenciar dias de “Mad Max” às avessas logo no primeiro instante. Os desafios eram relacionados à água, e não ao deserto (alusivo ao filme). O gole de chope, a “gasolina” da festividade, não descia redondo, mesmo com centenas de sabores à disposição.

Isso por conta das fortes tormentas que assolaram Santa Catarina e preocupavam a cada instante: qual seria o próximo passo a ser tomado?

Pude observar que a nuvem que pairava sobre Blumenau, que deveria ser festiva, continha, na verdade, uma tensão camuflada. O adiamento já estava sendo considerado muito antes da abertura formal do caneco. As previsões climáticas no início da semana não eram animadoras.

A partida para o evento, que teria seu desfile de abertura na quarta-feira (4), foi uma odisseia. Não sabíamos se o desfile aconteceria naquela noite. “Vai adiar?”; “vai cancelar?”; Vai chover mais?; “Quanto mais?”. Essas eram as perguntas que todos faziam.

Chuvas torrenciais já caíam em Santa Catarina desde a madrugada de terça para quarta, com altíssimos índices pluviométricos por todo lado. Voos foram alterados e cancelados repetidamente no aeroporto de Navegantes, o principal ponto de chegada para a Oktoberfest.

Voos que partiriam de São Paulo às 7h só conseguiram decolar por volta das 15h. Relatos de parceiros de imprensa e influenciadores cervejeiros indicam que voar para a festa foi uma experiência repleta de turbulências.

Saí de Florianópolis rumo a Blumenau durante a manhã e já pude perceber uma mistura de “sabores” antes mesmo de entrar no carro. Era uma torneira de chuva. Essa mistura envolvia a alegria da abertura da segunda maior Oktoberfest do mundo e a enorme incerteza sobre o que iria se suceder.

Santa Catarina já estava enfrentando sérios problemas devido ao excesso de chuvas em várias cidades. E a chuva continuava a cair de forma intensa durante a maior parte do trajeto de pouco mais de 150 quilômetros. Foi aí que apelidei minha jornada de “corrida de Mad Max”, mas aqui os desafios estavam relacionados à água. Enfrentei diversas situações de aquaplanagem no caminho, com visibilidade reduzida devido à chuva intensa. Baldes de milímetros caíam do céu. Foi necessário manter uma atenção redobrada ao volante para chegar à capital brasileira da cerveja.

A programação era começar a festividade junto com o desfile inaugural às 19h. No entanto, nem os colegas de imprensa e influenciadores digitais, que também deveriam estar lá pela manhã, haviam chegado conforme o planejado. Eles ficaram presos por horas no aeroporto. A chuva diminuía, mas não cessava. E o rio Itajaí-açu já começava a subir rapidamente, tornando-se o personagem principal da Oktoberfest.

Um rio de incertezas
No meio da tarde, veio o adiamento do desfile para o dia seguinte, algo não muito comum, já que em edições anteriores com chuvas menores, o desfile de abertura era cancelado. Também pude sentir a aflição nos parceiros de organização. Eles tinham investido meses de trabalho para preparar tudo e agora estavam incertos sobre quais decisões tomar. O rio, o “personagem maior”, tomava o palco do barril.

Rumamos apenas para acompanhar a cerimônia de sangria do barril no pavilhão da festa. Nem mesmo o brinde foi feito, em respeito às vítimas que já estavam sofrendo em algumas cidades do estado. Era uma abertura de torneira que parecia ter hora pra fechar.

A cidade não parecia ter o clima ideal para celebrar a abertura. Moradores, comerciantes e motoristas com quem conversei no dia seguinte ao evento inaugural só tinham olhos para o Itajaí-açu após cair um mundo de chuva.

Eles rememoravam os acontecimentos trágicos de 2008, o mais recente, quando 21 pessoas perderam a vida e mais de 25 mil foram afetadas na cidade. Sem mencionar os que ainda recordavam, mesmo que de longe, a tragédia de 1983, que quase destruiu Blumenau.

No primeiro dia, a festa reuniu pouco mais de 13 mil pessoas, em contraste com as 29 mil da abertura do ano anterior. Tudo estava bem organizado, limpo e perfeito para a celebração dentro do pavilhão da festa. O que faltava era a vibração, pois sobrava preocupação.

No dia seguinte, depois de um almoço típico com culinária alemã e um brinde mais sereno, as aflições retornaram. Primeiro, o cancelamento do desfile, agora de fato. E a partir daí, sucessivas angústias. Meteorologistas e a Defesa Civil começaram a disparar alertas de alto risco de enchente em Blumenau na tarde de quinta-feira, com previsão de chuvas torrenciais entre os dias 6 e 8, aumentando as preocupações.

O personagem principal do evento neste início, infelizmente, o rio Itajaí-açu, reteve todos os olhares de vez.

E agora, com o rio já em níveis elevados, o risco de inundação severa tornou-se iminente, envolvendo o governo estadual e várias entidades de segurança civil.

Na sequência, veio a notícia do adiamento da festa por quatro dias, por ora, pela primeira vez em sua história.

Uma reunião de emergência foi realizada no hotel para antecipar a partida de todos para sexta-feira, antes que o cataclismo climático chegasse.

O camarote oficial da Spaten também teve sua abertura adiada, assim como os primeiros shows programados.

Na noite de quinta-feira, o pavilhão de eventos ainda estava aberto, e em uma visita rápida, pude sentir um pouco do espírito da Oktoberfest. Quem foi, tentava se animar, mas confesso que havia uma sensação mista que embargava o gole, pensando no que poderia acontecer na cidade.

Durante a madrugada, houve uma corrida para desmontar os espaços comerciais dentro da Oktoberfest, especialmente aqueles com produtos alimentícios, elétricos e eletrônicos, devido à séria possibilidade de inundação do local durante o final de semana.

Diante desse cenário, é óbvio que decidi retornar em segurança, assim como meus colegas de viagem. Mas com dois vazios e uma indagação.

Um vazio de ver tudo organizado e não poder presenciar de fato a efusividade total dos festejos.  O vazio maior era ao pensar no que poderia acontecer com os cidadãos de Blumenau, uma cidade com um histórico de tragédias relacionadas a enchentes, caso a previsão se concretizasse.

Por fim, uma indagação feita por um motorista de aplicativo que peguei na cidade: “Por que o evento foi aberto para depois ser interrompido, quando as previsões iniciais já indicavam perigo para a cidade? Não teria sido melhor começar mais tarde, quando todo o alerta já tivesse passado?”

Torço para que o dano seja o menor possível e que o personagem principal, o rio Itajaí-açu, possa descer do palco em breve, permitindo que a cerveja ganhe o holofote principal para celebrar apenas alegrias.

*Marcelo Tárraga é gerente de marketing digital do Guia e viajou para Blumenau à convite da Spaten.

Com 17 cervejas, São Paulo Oktoberfest busca ser festa de todos os públicos

Considerada a principal festa alemã realizada no Sudeste do Brasil, a São Paulo Oktoberfest está de volta ao complexo do Ginásio do Ibirapuera a partir desta sexta-feira, com a aposta na diversificação das opções de cervejas, gastronomia e atrações musicais para atrair públicos diversos durante os dez dias de atividades em 2023, indo até 22 de outubro.

Em sua sexta edição, a São Paulo Oktoberfest contará com três cervejas oficiais: Eisenbahn e Paulaner, duas novidades em relação ao ano passado, e a Schornstein, prometendo oferecer uma ampla variedade de rótulos ao público.

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A Eisenbahn, por exemplo, disponibilizará suas opções Pilsen, Pale Ale, IPA, Session IPA, Unfiltered e Weizenbier, além do chope de outras duas cervejas do portfólio do Grupo Heineken, a Blue Moon e a Lagunitas, assim como a Heineken 0.0. Mas ainda haverá espaço para outras opções, com a presença da Paulaner reforçando a ligação da festa com a cultura alemã, já que esta é uma das marcas oferecidas na Oktoberfest de Munique. E o rótulo ofertado vai ser a Oktoberfest Bier.

Já a Schornstein, pelo terceiro ano consecutivo como a cerveja artesanal oficial da São Paulo Oktoberfest, oferecerá ao público os chopes nos estilos Pilsen, Weiss, IPA, IPA Tangerina, Bock, Summer Ale (sem álcool) e a sazonal Oktoberfest. Assim, somando as 3 cervejarias, serão 17 opções oferecidas.

“Optamos pela diversidade, dando ao público o poder de escolha, lhe fornecendo uma experiência cervejeira completa. Então, contamos com a Paulaner, uma cerveja alemã, que inclusive é servida na Oktoberfest de Munique, a Eisenbahn, com seu extenso portfólio, que dá grande possibilidade de harmonizações com nossas opções gastronômicas, e a Schornstein, com suas cervejas artesanais”, diz Walter Cavalheiro Filho, criador da São Paulo Oktoberfest, ao Guia.

“Para nós, oferecer uma variedade de cervejas é um grande ativo, desde a primeira edição, em 2017. Estarmos antenados e disponibilizando o que há de melhor em experiência cervejeira”, acrescenta o responsável pela festividade, que no ano passado somou 86.671 litros de chope consumidos.

Espaço ampliado
Nesta edição da São Paulo Oktoberfest, as atrações musicais serão divididas em três palcos, oferecendo espaço tanto para a diversidade de nomes da música popular brasileira, como Banda Eva, Péricles, Mumuzinho, Planta & Raiz, Ira! e Falamansa, quanto para conjuntos de música típica alemã, totalizando 27 apresentações musicais.

Os ingressos têm preços a partir de R$ 65, considerados mais acessíveis pela organização em comparação com algumas das principais casas de shows de São Paulo. “É um evento onde você pode ir para paquerar, se divertir com a família ou com um grupo de amigos. Existe harmonia entre públicos de diferentes idades, todos convivendo em um ambiente repleto de diversidade gastronômica e musical”, destaca Cavalheiro Filho.

Após atrair pouco mais de 61.902 pessoas para a edição de 2022, a organização optou por ampliar o espaço das atividades em 30%. Parte dessa expansão em 2023 está relacionada a uma maior oferta de opções gastronômicas – um total de 15, com curadoria do renomado chef Marcos Baldassari e do embaixador gastronômico Werner Rotzinger.

“Isso vai impactar a experiência dos frequentadores. Em 2022, em quase metade dos dias, operamos com capacidade total do público. Portanto, esse crescimento está relacionado à ideia de proporcionar mais conforto ao público, dobrando a quantidade de restaurantes e oferecendo atrações em ambientes diferentes”, explica Carvalheiro Filho.

A organização estima que a São Paulo Oktoberfest gere um impacto econômico de aproximadamente R$ 100 milhões e que sejam criados 2,5 mil empregos diretos e indiretos. Segundo os organizadores, 25% dos participantes são de fora da cidade de São Paulo.

Menu Degustação; Oktober Beagá, em Itapetininga e no Rio, Soma em lata…

O mês de outubro é uma época do ano em que a cerveja ganha ainda mais destaque no calendário de eventos, devido às várias celebrações de Oktoberfest em todo o país. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Shopping Nova América receberá a primeira edição de um festival temático, neste fim de semana. E a festividade se repete em outras localidades, como a Oktoberfest Beagá, na qual o público poderá desfrutar do festival com 10 cervejarias e mais de 40 rótulos disponíveis.

No interior paulista, a RT 166 promove a sua terceira Oktoberfest em Itapetininga. Já para quem busca opções fora da festa alemã, a Soma, de Campinas (SP), lançou alguns dos seus rótulos preferidos pelo consumidor em latas de 355ml.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:   

Oktoberfest no Shopping Nova América
No Rio de Janeiro, o Shopping Nova América sediará a primeira edição da “Oktoberfest Nova América” neste fim de semana, de sexta-feira até domingo. O evento terá cerveja artesanal, gastronomia típica, bandas folclóricas alemãs, jogos cervejeiros e cultura. Mais de 50 torneiras de chope das principais cervejarias artesanais do estado, como Hocus Pocus, Noi, Antuérpia, Brewpoint, Beer Hops, Farra Bier, Munich Helles e Masterpiece, estarão disponíveis. Além disso, cervejas tradicionais como Erdinger Weissbier e Hofbräu serão oferecidas pela Confraria Paulistânia. O evento é familiar e a entrada é gratuita.

Oktoberfest na Rio Tap Beer House
A Rio Tap Beer House, localizada na zona sul do Rio de Janeiro, realizará uma série de atividades até domingo (8) para celebrar a Oktoberfest. A casa está decorada especialmente para a ocasião e oferece uma variedade de estilos de cervejas Erdinger e Hofbrau HB Oktoberfest com descontos de 5% a 20%. Além disso, há promoções de chope Paulaner Weissbier nas opções de half pint, pint e growler. Os visitantes também terão a chance de participar de sorteios de canecos e copos da Paulaner. Para acompanhar as degustações, o bar preparou um menu especial.

Oktoberfest Beagá
Belo Horizonte receberá, no dia 14, a Oktoberfest Beagá 2023, o maior festival de cerveja artesanal da cidade. O evento contará com 10 cervejarias e mais de 40 rótulos, em uma megaestrutura no Mirante Meet. No Oktoberfest Beagá, haverá uma área kids, praça de alimentação com comidas típicas, opções pet friendly e muita música ao vivo, incluindo DJ Pablo Catão, Saideira Skank Tributo, Rock Machine, Velotrol, Rocknights e U2 Latin American com bandas irlandesas. Entre as cervejarias confirmadas no Oktoberfest Beagá estão Krug, 040, Albanos, Artesamalt, Lagoon, Läut, Loba, Slod, Verace e Uaimii. Os convites gratuitos são limitados, e os visitantes caracterizados ganham um chope Pilsen de 500ml.

Oktoberfest na RT166
Em Itapetininga, o mês de outubro é dedicado na Cervejaria RT166 à terceira edição da sua Oktoberfest. O evento inclui o lançamento de novas cervejas e o retorno da sazonal Oktoberfest Beer. Além das bebidas, haverá música ao vivo com vários estilos, incluindo rock, sertanejo, blues e samba. A casa promoverá competições com prêmios, como competição de chope por metro, beer pong e beer marionete, além de promoções relâmpago. Os restaurantes parceiros oferecerão pratos típicos, e haverá competições individuais e em grupo relacionadas a cerveja e comida.

Festival de cerveja da Terneiro Carnes
A Terneiro Carnes vai promover seu primeiro festival de cerveja neste sábado e domingo (7 e 8), em Belo Horizonte. O evento contará com a participação das cervejarias Krug Bier, Loba e Läut, apresentando estilos como Lager, Session IPA e IPA. A entrada é gratuita, com retirada de convites no Sympla. O cardápio inclui hambúrgueres, espetinhos variados, picanha bovina, batata frita, porções de pastel e costelão fogo de chão.

Soma lança as mais pedidas
A Soma Cervejaria está lançando no mês de outubro alguns dos seus rótulos mais populares em latas de 355ml. A seleção inclui Pilsen, Witbier, Catharina Sour de manga e tangerina, IPA, Session IPA e uma Red Ale, com preços variando de R$ 18 a R$ 25.

Läut além de Minas
A cervejaria Läut está expandindo sua presença para fora do estado de Minas Gerais, marcando sua entrada no Rio de Janeiro, com foco em Búzios e na região dos Lagos. A operação incluirá cerveja e chope nessas cidades, com ênfase no verão de 2024.

Sustentabilidade premiada em Niterói
A Masterpiece, de Niterói (RJ), concluiu com sucesso o Programa Municipal de Certificação de Boas Práticas em Neutralização de Carbono em cinco áreas. A cervejaria agora possui o certificado de neutralização de carbono, sendo uma das mais sustentáveis do mundo. Além disso, a Masterpiece lançou recentemente a primeira lata com selo ASI do mundo, garantindo a rastreabilidade do alumínio em toda a cadeia.

Cartão do Zé
Visando facilitar a experiência dos consumidores, o Zé Delivery introduziu uma inovação chamada Cashless Zé. Em parceria com a startup Zig, o Zé Delivery oferece um cartão que pode ser ativado em diversos parceiros da Ambev. Os consumidores podem registrar um número de celular e carregar saldo para consumo, proporcionando uma experiência livre de preocupações. Qualquer saldo não utilizado durante o evento pode ser utilizado como vale-compras no aplicativo do Zé Delivery. O saldo é de uso único e válido por 30 dias.

Corona Sunsets World Tour Experience
Após passar por mais de dez países, o primeiro festival mundial da cerveja Corona chegará ao Brasil para encerrar sua turnê nos dias 27, 28 e 29 de dezembro, na praia do Preá, no município de Santa Cruz, no Ceará. O Corona Sunsets World Tour Experience oferecerá momentos de conexão com a natureza e apresentará atrações musicais nacionais e internacionais em um formato exclusivo de evento. Os ingressos são limitados, e a pré-venda começou no final de setembro.

Beck’s na Faria Lima
A marca de cerveja Beck’s, responsável por trazer o festival Tomorrowland Brasil de volta ao país, surpreendeu o público ao realizar um show gratuito, ao ar livre, do DJ Vintage Culture na região da Faria Lima, em São Paulo, na última terça-feira, como parte dos preparativos para o festival.

Frentes de atuação do Dagbá
A Ambev está realizando a segunda turma do programa de aceleração de lideranças negras, chamado Dàgbá – líderes do futuro. O programa envolve três frentes de atuação: antropologia, design e desenvolvimento comportamental de soft skills. Nesta edição, 90 pessoas estão participando, um aumento de 25% em relação à primeira turma.

Programação da semana cervejeira no Chile
A Copa Cervezas de América, que acontecerá de 6 a 11 de novembro em Valdivia, no Chile, terá uma extensa programação. A semana cervejeira incluirá a chegada dos juízes de diversos países para avaliar as melhores cervejas das Américas, seguida da avaliação de 133 estilos de cervejas inscritos, além de sidra e hidromel. Os vencedores, incluindo a cervejaria do ano, serão revelados em uma transmissão ao vivo no YouTube. Também serão realizadas dez palestras durante a semana.

Science of Beer em Teresópolis
O Science of Beer Institute está oferecendo cursos de Sommelier de Cervejas e Tecnologia Cervejeira no Centro Cervejeiro da Serra, em Teresópolis (RJ). Os cursos do segundo semestre ocorrerão de 7 a 15 de novembro, com hospedagem e refeições disponíveis no local, incluindo um churrasco de encerramento.

Prazo final do curso “Não se Cale”
A Secretaria Estadual de Políticas para a Mulher de São Paulo estabeleceu prazos para a realização do curso de capacitação aos profissionais de bares, restaurantes, casas noturnas e eventos no âmbito do protocolo “Não se Cale”. O curso será oferecido de forma virtual e gratuita e terá diferentes prazos para as turmas, com base nos segmentos: 90 dias para bares, casas noturnas e boates; 120 dias para restaurantes; e 150 dias para demais estabelecimentos e locais de eventos.

Marcas da Rota RJ se unem em collab com lúpulo de Teresópolis para o Mondial

O desenvolvimento de projetos inovadores no plantio do lúpulo no Brasil conferiu à cidade de Teresópolis (RJ) o título de “Capital Nacional do Lúpulo” em 2023. Agora, essa planta, comumente usada na fabricação de cerveja e com produção crescente no território nacional, será o principal destaque da colaborativa da Rota Cervejeira RJ para o Mondial de La Bière Rio deste ano.

Marcado para começar na próxima quarta-feira (11), indo até 15 de outubro, o Mondial terá, mais uma vez, a associação turística cervejeira da região serrana do Rio como um dos seus expositores. E já se tornou uma tradição que a Rota RJ produza uma cerveja colaborativa entre seus associados a cada ano, demonstrando sua união e destacando os insumos da região, a apresentando durante o festival. Dessa vez, então, o foco estará voltado para o lúpulo de Teresópolis, como destaca a coordenadora Ana Cláudia Pampillón.

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“Como de costume, utilizamos um insumo da região, e a escolha desta vez foi o lúpulo de Teresópolis. A cerveja será uma Session IPA refrescante que realça todas as características aromáticas dos lúpulos utilizados”, afirma Ana.

A colaborativa da Rota RJ foi produzida com a participação de, aproximadamente, 20 associados, acontecendo na Mad Brew, em Teresópolis. A cerveja, leve e refrescante, tem 4% de teor alcoólico e 24 IBUs de amargor.

O seu diferencial são os lúpulos frescos, sendo que foram usadas as variedades Chinook, Triumph, Triple Pearls e Cascade em sua formulação, todos do Centro Cervejeiro da Serra, localizado em Teresópolis. “O público pode esperar uma cerveja com alta drinkability e baixo teor alcoólico, perfeita para o calor do Rio de Janeiro durante o Mondial de La Bière”, diz.

Este ano, a associação fortaleceu seu compromisso com o lúpulo brasileiro, incluindo a adesão de seus produtores à Rota RJ, casos de Lúpulo Riad, Estância Éden, ambos de Petrópolis, e Floresta Mendes, de Nova Friburgo. Essa ampliação dos integrantes visa intensificar suas iniciativas em prol do turismo cervejeiro e ampliar o leque de atividades com novas experiências turísticas nas regiões produtoras.

Além da cerveja colaborativa, a Rota RJ terá várias atividades em seu estande no Mondial, incluindo prêmios especiais como bolsas térmicas, vouchers para pousadas, restaurantes e museus na Serra Verde Imperial.

Quem passar pelo Mondial, aliás, poderá se deparar com as seguintes marcas da Rota RJ: Bohemia, Mad Brew, Odin, Sampler, Colonus, Brassaria Matriz, Alpendorf, Sanandu, Doutor Duranz, Cacife, Duas Torres e Barão, além do Grupo Petrópolis.

Para tornar a experiência completa, a Rota RJ conta com o apoio de alguns patrocinadores, como Hdclean, Convention Petrópolis, Convention Guapi, Convention Teresópolis, Firjan, Agrária Malte e Alterdata.