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Ambev investe R$ 205 mi em fábricas do Nordeste para expandir produção

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A Ambev anunciou dois novos investimentos em duas das suas fábricas localizadas no Nordeste do Brasil. A empresa destinou R$ 75 milhões para a unidade em Camaçari, na Bahia, e R$ 130 milhões para a fábrica de São Luís, no Maranhão, com o objetivo de ampliar a produção de bebidas na região.

O investimento na fábrica do Maranhão está direcionado para o aumento da capacidade de produção de cervejas premium, com previsão de operação a partir de 2025, segundo informações fornecidas pela Ambev.

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Quanto ao aporte em Camaçari, espera-se que a capacidade de produção aumente em 100 mil hectolitros. Essa unidade abastece 11 estados e é responsável pela produção de marcas renomadas, como Guaraná Antarctica, Pepsi, Sukita, Soda, além das cervejas Antarctica, Original, Brahma, Brahma Duplo Malte, Skol, Skol Puro Malte e Bohemia.

“A gente acredita muito no Brasil e no Nordeste e a nossa presença no estado da Bahia é de longa data. Queremos estar juntos no desenvolvimento do estado e por isso seguimos investindo para gerar crescimento na região. Esse investimento vem para garantir a melhor experiência para os nossos clientes e consumidores, que vão passar a ter mais opções dos nossos produtos”, afirma Jean Jereissati, CEO da Ambev.

Esses dois novos aportes somam-se a outros três anunciados no primeiro semestre, totalizando um investimento superior a R$ 400 milhões na região ao longo de 2023. Dentre esses investimentos, destacam-se R$ 130 milhões na fábrica de Aquiraz (CE) para aumentar a capacidade de produção da linha premium, R$ 90 milhões em Teresina para a abertura de uma nova linha de produção de garrafas de vidro e R$ 10 milhões em Pernambuco para a expansão da fabricação da Budweiser Zero.

A Ambev ressalta que esses investimentos se somam a outros realizados pela empresa em Sergipe, Pernambuco e Maranhão desde 2021, totalizando a marca de mais de R$ 1 bilhão em aportes no Nordeste desde então.

Cerveja e envelhecimento: Mercado busca aproveitar tendência demográfica

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A população brasileira está passando por um processo de amadurecimento, conforme evidenciado pelos dados do Censo de 2022. Essa mudança demográfica tem influenciado as rotinas de consumo, e a indústria da cerveja vem se esforçando para acompanhar transformações, como o envelhecimento do público, especialmente diante do recente aumento no consumo por parte do público acima de 50 anos.

Segundo um recente levantamento da Kantar, esse crescimento se deu, principalmente, no consumo residencial, com uma expansão de 8% nesse ambiente durante o primeiro semestre de 2023, em comparação ao mesmo período de 2022. Essa tendência na indústria da cerveja se alinha ao envelhecimento dos brasileiros, visto pelo crescimento da população idosa, com 32,1 milhões de pessoas acima de 60 anos, representando 15,6% da população – um aumento de 56% desde 2010.

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Assim, o setor cervejeiro está ajustando suas estratégias para atender demandas de um público mais maduro, adaptando seus produtos, campanhas e canais de distribuição para lidar com essa crescente parcela da população.

Diversos representantes da indústria da cerveja afirmaram estar atentos a essa mudança, segundo relatos colhidos pela reportagem do Guia sobre como o envelhecimento da população influencia nas estratégias.

“Realmente podemos observar que o segmento premium é o que mais recruta consumidores nos últimos 12 meses, com grande destaque para o público 46+, especialmente pela diversificação do portfólio de cervejas artesanais e premium, a sofisticação do paladar desses consumidores e maior poder aquisitivo”, diz a diretora de insights, inovações e design do Grupo Heineken, Daniela Pereira.

Campanhas direcionadas a esse público têm sido desenvolvidas, como observa Felipe Cerchiari, diretor de marcas globais da Ambev, que ressalta a importância do público acima de 50 anos. “Entendendo que o público 50+ é importante para as nossas marcas. Por isso estamos incluindo cada vez mais eles em nossas campanhas tendo a escuta ativa sempre presente para atendermos os constantes desejos dos consumidores, entendendo a sua pluralidade em todos os sentidos”, comenta.

Foi por isso, por exemplo, que a Beck’s criou uma campanha voltada ao público 70+, com sua ideia tendo surgido de um estudo científico mostrando que a partir dos 70 anos o paladar vai ficando mais resistente ao amargo. Assim, a Beck’s 70+ era mais amarga.

“Esse insight deu início ao desenvolvimento da Beck’s 70+, uma edição limitada da cerveja para pessoas acima de 70 anos, com o intuito de promover um diálogo ao movimento da cultura pró-aging, o qual entende que a idade não limita os desejos e aspirações das pessoas”, relata Cerchiari.

Deu tão certo que esse público foi incluído de vez no foco da Beck’s, uma das marcas globais e premium do portfólio da Ambev. “A iniciativa foi além de uma campanha e se tornou um movimento interno para nós. Oficialmente, incorporamos o público (tanto em target, quanto influenciadores) 55+, na comunicação de Beck’s”, acrescenta o diretor de marcas globais.

Esse, aliás, é um público que demanda uma comunicação diferente, como ressalta William Pacheco, um dos sócios da Mad Brew, marca artesanal de Teresópolis (RJ). “Buscamos entender o comportamento de consumo dessa faixa etária, cada vez mais adequando a comunicação, o produto e o atendimento para este público – que é bem diferente do modelo tradicional”, diz.

Também é desse modo que atua o Grupo Heineken, buscando aumentar o contato com esse público, seja por meio da sua diversidade de opções de cerveja como pelas ações de marketing surgidas a partir da percepção de envelhecimento da população.

“Temos um portfólio que atende diferentes perfis de consumidores e cada rótulo é acompanhado de diferentes estratégias de comunicação de acordo com o público-alvo. Queremos estar em momentos de celebração, gerar conversas, promover novas experiências e, para isso, utilizamos o potencial de nossas marcas em campanhas on e offline e patrocínios a grandes plataformas e eventos que se conectem com o target de nossas marcas”, afirma Daniela.

Assim, não são só as grandes cervejarias têm percebido o crescimento da participação das pessoas com mais de 55 anos no público consumidor. O sócio da Mad Brew relata, inclusive, ser este um público mais exigente.

Com uma maior oferta nas prateleiras aliado a uma renda mais estável do público 50+, alcançamos este nicho da ‘nova meia-idade’ – que é um público mais exigente e não abre mão das suas preferências, como por exemplo, usufruir de uma boa cerveja no conforto do seu lar

William Pacheco, sócio da Mad Brew

Oportunidades do consumo residencial para cervejarias
É esse público, inclusive, que vem fomentando o aumento do consumo de cerveja dentro de casa, ambiente onde houve incremento de 6,5% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2022, sendo de 8% entre quem tem 55 anos ou mais, de acordo com o levantamento da Kantar. A avaliação é de que essa mudança está relacionada ao tempo prolongado que esse público permaneceu em casa durante a pandemia.

“Acreditamos que o resultado da pesquisa encontra lastro na realidade do mercado. A tendência de consumo nas residências foi impulsionada pelas mudanças de hábitos que foram reflexo da pandemia, com as pessoas trabalhando em casa e ficando mais tempo em casa no geral, o que impactou a dinâmica de consumo”, afirma Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

Esse incremento do consumo residencial, que pode ser visto como um dos efeitos duradouros da pandemia, vem sendo acompanhado por um aumento da demanda por chopeiras e barris, como relata Eduardo Vosgerau, sócio e mestre-cervejeiro da ØL Beer, marca artesanal de São José dos Pinhais (PR).  

“Temos investido em campanhas para atendimento de eventos privados com barris a partir de 30 litros, com comodato de chopeira e acessórios. Outro canal que tem recebido mais investimentos recentemente, e também é voltado ao comércio B2C, é o e-commerce próprio da marca”, diz.

A percepção no setor é que o público se acostumou a beber cerveja em casa, o que ajuda a manter ativos serviços de delivery que surgiram durante a emergencial fase inicial da pandemia, quando bares estavam fechados e eventos não podiam acontecer. Agora, porém, aqueles que continuam usufruindo dessa modalidade adquirem mais produtos em volumes maiores.

“A nossa percepção em relação a esse aumento foi um aumento dos deliveries da modalidade barril+chopeira. O consumo de growlers e garrafas permaneceu o mesmo”, diz Gabriel Thuler Costa, CEO da Alpendorf, marca de Nova Friburgo (RJ).  “A estratégia foi manter a divulgação do serviço desse tipo de delivery, assim como o  controle dos equipamentos e de sua disponibilidade, tendo sempre disponível estoque dos principais chopes pedidos em delivery”, acrescenta.

Após deflação, preço da cerveja dispara no varejo em outubro e supera IPCA

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Após deflação em setembro, a cerveja para consumo doméstico, geralmente adquirida no varejo, encarou uma disparada nos preços em outubro. O aumento médio foi de 1,80% de acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo IBGE.

A cerveja consumida fora de casa também teve alta nos preços em outubro, com uma elevação de 0,72% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. E, assim, independentemente do cenário, a inflação da cerveja em outubro ficou bem acima do IPCA para o mês, que foi de 0,24%.

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A cidade de São Luís foi um destaque na variação dos preços da cerveja em outubro no Brasil, com alta de 4,30% do produto no varejo e queda de 2,10% fora do domicílio, em geral nos bares e restaurantes.

Com os números de outubro, a cerveja no varejo acumula uma alta de 4,63% nos 10 primeiros meses do ano. No período de novembro de 2022 a outubro de 2023, observa-se um aumento de 6,86%. No caso do produto vendido nos bares, o aumento está em 4,57%, considerando todo o ano de 2023. Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses alcançou 5,90%.

Assim, a cerveja, seja no domicílio ou fora dele, tem inflação superior ao índice oficial brasileiro tanto em 2023 como no período somado de 12 meses. No ano, o IPCA acumula uma alta de 3,75%. Já desde novembro de 2022, a alta é de 4,82% após ficar em 0,24% em outubro.

O maior impacto individual no resultado veio dos preços das passagens aéreas, que subiram 23,70% na comparação com o mês anterior. “Essa alta pode estar relacionada a alguns fatores como o aumento no preço de querosene de aviação e a proximidade das férias de fim de ano”, explica o gerente da pesquisa, André Almeida.

Na outra ponta, o preço da gasolina caiu 1,53%, ajudando a frear a inflação de outubro.

Bebidas alcoólicas também disparam
As demais bebidas alcoólicas encerraram o décimo mês do ano com uma alta muito expressiva. No varejo, foi de 1,83%, resultando em uma aceleração de 15,05% ao longo de 2023. O indicador dos últimos 12 meses revela um aumento também expressivo, alcançando 13,75%.

Os preços das outras bebidas alcoólicas consumidas fora do domicílio também subiram muito em outubro. A inflação foi de 1,20% no mês, acumulando alta de 5,69% no ano e de 6,25% desde novembro de 2022.

Alimentos sobem
No grupo alimentação e bebidas, a inflação de outubro ficou em 0,31%, após quatro meses seguidos de deflação. No acumulado do ano, contudo, ainda há deflação de 0,70%. O segmento registra acréscimo de 0,48% nos últimos 12 meses.

A alimentação fora do domicílio ficou 0,42% mais cara em outubro. Os preços da batata-inglesa (11,23%), da cebola (8,46%), das frutas (3,06%) e do arroz (2,99%) também tiveram alta expressiva em outubro.

Karsten e St. Patrick’s vão ao pódio da Copa Cervezas; veja brasileiras campeãs

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Na edição de 2023 da Copa Cervezas de América, realizada em Valdívia, no Chile, duas representantes do Brasil subiram ao pódio, apesar de não conquistarem o primeiro lugar. A Karsten foi a segunda melhor cervejaria da competição, enquanto a Brew Center, representada pela marca St. Patrick’s, alcançou a terceira posição.

Essa conquista é resultado das diversas medalhas obtidas pelas cervejarias brasileiras no evento. A Karsten, sediada em Jaraguá do Sul (SC), recebeu cinco medalhas, incluindo uma de ouro para a Eisbock. Por sua vez, a St. Patrick’s conquistou dois ouros com a Old Ale e a Imperial Stout.

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Ao todo, 11 representantes do Brasil foram agraciadas com medalhas, incluindo Água do Monge, Brotas Beer, Stannis, Königs, Campinas e Philip Mead, que também receberam medalhas de ouro (a lista completa de medalhistas de ouro está no final do texto).

No cenário nacional, a Karsten destacou-se como a melhor cervejaria do Brasil, seguida pela St. Patrick’s, representada pela Brew Center, em segundo lugar. A Philip Mead, reconhecida pela produção de hidromel, ficou em terceiro lugar, com uma medalha de ouro e uma de prata.

Na competição entre cervejarias brasileiras, a Água do Monge teve a melhor cerveja com a Saison Pitaya. O segundo lugar teve um empate tríplice, com as medalhas de prata indo para a Pilsen da Campinas, a Imperial Stout da St. Patrick’s e o hidromel Fresh Lemon da Philip Mead.

Os principais prêmios foram conquistados pela peruana 7 Vidas, eleita a melhor cervejaria da Copa Cervezas de América em 2023 ao receber seis medalhas, sendo uma de ouro, três de prata e duas de bronze. A cerveja PH Al Fondo, da argentina Bärfuss, uma Catharina Sour, foi a melhor cerveja da competição, conquistando o ouro na categoria Sours ou Fruit Sours.

Confira as brasileiras que receberam medalhas de ouro na Copa Cervezas de América em 2023:

Philip Mead – Fresh Lemon – Hidromel
Brew Center – St. Patrick’s Old Ale – Scottish Ale
Brew Center – St. Patrick’s Imperial Stout – Imperial Porter and Stout
Água do Monge – Saison Pitaya – Saison
Brotas Beer – Schwarzbier – European Amber Dark Lager or Altbier
Stannis – Mamma Sour – Belgian Style Ale
Karsten – Eisbock – European and other Strong Beers
Königs – Catharina Sour Maçã e Canela – Field Spice Coffee and Cocoa Beer
Campinas – Pilsen – North American or International Style Lager

Balcão da Fabiana: Lições que aprendemos aqui e ali

Balcão da Fabiana: Lições que aprendemos aqui e ali

Acabo de voltar de um passeio por Mendoza. Fui visitar as vinícolas argentinas que têm atraído a atenção de gente de todo o mundo. Gosto muito de conhecer outros segmentos de bebidas e gastronomia para tentar agregar aprendizados ao meu trabalho no segmento cervejeiro. E sempre, invariavelmente, volto com muitos insights na bagagem.

Para além dos aspectos sensoriais que o mundo do vinho nos inspira e orienta no trabalho com cerveja, pude apurar alguns aspectos e questões mercadológicos que me levaram a refletir sobre como lidamos com o produto cerveja aqui no Brasil.

Ao visitar a sala de fermentação da Catena Zapata, ouvi a explicação sobre como a vinícola, considerada hoje a número 1 do mundo, mantém o padrão de seus vinhos premiados. Entre uma safra e outra das uvas, como eles conseguem produzir sempre o mesmo vinho, com os mesmos aspectos e sabores? Pois então, o segredo não está somente em blendar as uvas, mas sim em escolher em quais barricas, seja de madeira, argila, concreto ou inox, o vinho será fermentado. A interação do mosto de uvas com o material em contato com ele modifica os aspectos sensoriais do vinho, que depois será blendado a partir das diferentes fontes de fermentação até que os enólogos alcancem o mesmo resultado sempre. É algo bem simples, manjado até, podem argumentar alguns. Mas me fez pensar: as cervejarias têm a preocupação de entregar sempre a mesma cerveja ao mercado? Ou, sob a justificativa de que cerveja é uma bebida viva, despreocupam-se do padrão de seu produto?  

Ainda na Catena Zapata, ao visitarmos a sala de maturação, onde repousam os vinhos nota 100 da vinícola, ouvi a explicação que mais me surpreendeu: os vinhos exportados para grandes mercados consumidores, como Estados Unidos, França e agora mais recentemente Brasil, não são os mesmos. Eles são diferentes entre si. Exatamente isso que você está lendo. Na Catena,  os vinhos são negociados e vendidos para diferentes mercados antes mesmo de sua produção. Então, é o paladar do consumidor de cada país que determina quais aspectos sensoriais o vinho deve ter. Para EUA e França, por exemplo, vinhos mais secos e tânicos. Para o mercado latino-americano, vinhos mais frutados e adocicados.

Vejam vocês o nível de profissionalismo e praticidade. Não há romantismos em se produzir o vinho que o enólogo tem vontade ou gosta de beber. É produto feito com endereço certo. E nas cervejarias, como tem se dado o processo de criação e produção? Pensa-se no que o consumidor quer ou é a vontade do mestre-cervejeiro que prevalece?

Acho que boas lições, vindas de qual segmento for, podem ser absorvidas e aproveitadas para o crescimento e avanço em qualidade do setor cervejeiro, não é mesmo? Padrão e atenção à demanda são algumas delas. Pensemos nisso!


Fabiana Arreguy é jornalista e beer sommelière formada em 2010, pela primeira turma da Doemens no Brasil, através do Senac SP. Produz e apresenta, desde 2009, a coluna de rádio Pão e Cerveja, sendo editora de site com o mesmo nome e autora de livros. É curadora de conteúdo, consultora de cervejas especiais, proprietária da loja De Birra Armazém Cervejeiro, além de professora do Science of Beer Institute e do Senac MG, assim como juíza dos principais concursos cervejeiros brasileiros e internacionais.

Bud Light investe no esporte após perder mercado e volta ao UFC

A Bud Light perdeu o status de cerveja mais vendida dos Estados Unidos para a Modelo, mas ainda não desistiu dessa luta, tanto que, recentemente, obteve uma vitória significativa no campo do marketing ao se tornar a nova patrocinadora oficial do UFC, a principal liga de MMA do mundo. Essa ação faz parte da estratégia da gigante cervejeira Anheuser-Busch para revitalizar a imagem da Bud Light.

O patrocínio, que entra em vigor em 1º de janeiro, confere à Bud Light o status de “parceira oficial de cerveja” do UFC, garantindo exposição em eventos como lutas, pesagens, além de conteúdos para televisão e plataformas digitais. Esta parceria marca o retorno da Bud Light ao UFC, após ter patrocinado o evento de 2008 a 2017, antes de ser substituída pela Modelo.

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“Como um dos maiores e mais antigos patrocinadores esportivos, estamos entusiasmados em trabalhar com o UFC para celebrar nossos fãs apaixonados e, ao mesmo tempo, causar um impacto positivo nas comunidades de toda a América”, diz Brendan Whitworth, CEO da Anheuser-Busch

A parceria não se limita aos Estados Unidos, sendo global, para os fãs do UFC em todo o mundo. Nos mercados fora dos EUA, incluindo o Brasil, a Budweiser e outras marcas da AB InBev participarão ativamente do patrocínio em eventos e ações de marketing.

“Tenho orgulho de anunciar que estamos de volta aos negócios juntos. Há muitos motivos pelos quais escolhi a Anheuser-Busch e a Bud Light, e o mais importante é porque sinto que estamos muito alinhados no que diz respeito aos nossos valores fundamentais e ao que a marca UFC representa”, afirma o CEO do UFC, Dana White, por meio de um comunicado.

A estratégia de marketing tem sido a aposta principal da AB InBev para ajudar a Bud Light a recuperar sua posição de líder de mercado nos Estados Unidos. No último bimestre, a marca investiu US$ 31,3 milhões em publicidade nacional na televisão, um aumento de 56% em comparação ao ano anterior, de acordo com a empresa de medição de anúncios iSpot.tv.

Antes do UFC, a Bud Light já vinha sendo utilizada pela Anheuser-Busch como plataforma de divulgação em outra modalidade esportiva, o futebol americano, com várias campanhas sendo apresentadas no início da nova temporada da NFL.

A perda de participação de mercado pela Bud Light teve impactos significativos nos resultados da AB InBev, que registrou uma queda de 13,5% nas vendas nos Estados Unidos no terceiro trimestre, com a comercialização para varejistas recuando 17%.

Esse declínio é atribuído, em parte, ao boicote contínuo à Bud Light iniciado após uma ação de marketing com a influenciadora transgênero Dylan Mulvaney. Analistas da indústria cervejeira sugerem que alguns clientes, outrora leais à Bud Light, podem ter abandonado permanentemente a marca.

A Circana, uma empresa líder em análise de consumo, relata uma queda sequencial de quase 3 pontos percentuais na participação total em dólares de cerveja nas últimas quatro, 13 e 26 semanas. Além disso, a NielsenIQ aponta um recuo anualizado de 30% nas vendas, considerando as quatro semanas encerradas em 7 de outubro, reforçando a urgência da Bud Light em recuperar sua posição no mercado.

Menu Degustação: Bierville remarcado, Corona em heliponto de São Paulo…

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Algumas das novidades do setor cervejeiro estão relacionadas diretamente ao clima. Adiado em outubro em função das chuvas em Santa Catarina, o Bierville já tem data para acontecer: será entre os dias 1º e 3 de dezembro, em Joinville, com a presença de 30 cervejarias.

Já em uma ação de marketing, neste fim de semana, a Corona oferece uma vista surpreendente de reencontro do paulistano com o sol em um dos helipontos da cidade. E para quem começa a planejar o ano de 2024, uma definição: a Amstel será a cerveja oficial dos desfiles das escolas de samba de São Paulo no Anhembi.  

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Confira essas e outras ações cervejeiras no Menu Degustação do Guia:

Bierville remarcado
A tradição cervejeira de Joinville será festejada durante a Bierville, confirmada para a Expoville, com entrada gratuita, entre os dias 1º e 3 de dezembro, após ser adiado em outubro, por causa das chuvas. O evento possibilitará aos joinvilenses e visitantes festejarem a cidade, sua gastronomia e uma variedade de cervejas locais e de outras cidades catarinenses, além de marcas nacionais. Serão 30 cervejarias e mais de 200 rótulos de cervejas e opções para drinques diversos, além de espaço kids.

Curso online
O Science of Beer Institute apresenta o curso online Beer Sensory, uma oportunidade única que oferece experiências e materiais exclusivos. Focado na avaliação sensorial de cervejas, o curso baseia-se em critérios científicos, proporcionando treinamento em habilidades técnicas e sensoriais para profissionais da indústria cervejeira. O programa visa formar e certificar profissionais em nível de proficiência em Habilidades de Avaliação/Gestão Sensorial, oferecendo aulas ao vivo no formato remoto com atividades síncronas e interação por meio de perguntas na plataforma de ensino. Além disso, as aulas são gravadas e ficam disponíveis por 6 meses, permitindo flexibilidade de acesso para os participantes.

Podcast do Beer Summit
O Beer Summit fez o lançamento do Beer Summit Cast, um formato de podcast que visa ampliar a disseminação de conteúdo cervejeiro. Sob a liderança inicial da sommelière Candy Nunes durante o Brasil Beer Cup, o podcast abrange uma variedade de tópicos, desde cultura cervejeira e ciência até inovação, biografias de convidados e legislação. Agora sob a condução da idealizadora do projeto, Amanda Reitenbach, o podcast continua suas gravações em estúdio em Florianópolis, proporcionando entrevistas descontraídas e informativas. O objetivo é democratizar o acesso gratuito a conteúdo cervejeiro de qualidade, com episódios quinzenais transmitidos no canal do YouTube do Science of Beer, e em breve no Spotify.

Campanha da Campos do Jordão
A Cerveja Campos do Jordão lançou a Campanha-Projeto “Nossos Campos, Nossa Essência”, que engloba uma série de iniciativas voltadas para a conscientização sobre os Campos de Altitude da Mantiqueira, um ecossistema da Mata Atlântica de grande importância para o país e, especialmente, para a configuração da região mantiqueirense. O lançamento nas redes sociais da marca destaca as belezas dos campos de altitude de Campos do Jordão e apresenta a primeira ação da campanha: o Concurso de Fotografias de Campos de Altitude da Mantiqueira, que premiará a melhor foto com um iPhone 14 Pro. As inscrições estão abertas a interessados de todo o país.

Turatti no Fortaleza Restaurant Week
A cervejaria Turatti está participando de mais uma edição da Fortaleza Restaurant Week. Nas quatro unidades da cervejaria, os clientes podem desfrutar de opções culinárias assinadas pelo chef Danilo Matos. Até 26 de novembro, está disponível um menu completo (entrada + prato principal + sobremesa) a um preço especial. Com o tema “Biomas brasileiros: uma jornada gastronômica pela diversidade natural”, o festival apresenta cerca de nove pratos, com destaque para os cortes de carne.

Samba pelos 10 anos da Cacildis
A Cacildis celebrou uma década no mercado, marcando a ocasião com uma homenagem às suas raízes. A marca do Grupo Petrópolis lançou um samba inédito, intitulado “Um Brinde à Vida”, composto por Neném Chama, Dinho Luz e Nélio Jr., e gravado pelo cantor Mumuzinho. A música, que celebra a felicidade, amizade, amor e paz, foi disponibilizada no Spotify . Além disso, a marca apresentou uma coleção de latas especiais de Cacildis transformadas em instrumentos musicais típicos do samba, como Reco-Reco, Tantan, Tamborim, Chocalho e Afoxé.

Heliponto da Corona
Em meio à correria da cidade e de prédios cada vez mais gigantes, a Corona achou um jeito diferente de ajudar as pessoas a se reconectarem com o sol em meio à paisagem urbana com a experiência Reencontre O Sol. Para a sua edição de estreia, a marca de cerveja transformou temporariamente um dos mais de 200 helipontos de São Paulo em um mirante onde será possível ter acesso a uma vista incrível e privilegiada. Programada para este sábado e domingo (11 e 12), no edifício B32, localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, a ação será aberta ao público com acesso gratuito e feita por sessões de uma hora e também receberá um bar inédito da marca. 

Corona Sunsets revela atrações no Brasil
As primeiras atrações do Corona Sunsets World Tour Experience, que ocorre às vésperas do Réveillon no paraíso natural de Preá, no Ceará, estão agora confirmadas. Após percorrer mais de dez países, o festival global estreia no Brasil apresentando uma programação que inclui atrações musicais nacionais e internacionais, além de uma série de experiências projetadas para conectar o público com sua essência e a natureza. A banda norte-americana de reggae SOJA é uma das grandes atrações, se apresentando no dia 28 de dezembro. Outro destaque confirmado para o mesmo dia é o rapper Criolo. O evento ocorre de 27 a 29 de dezembro, e os ingressos já estão disponíveis.

Amstel no carnaval de SP
A Amstel e a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga SP) formaram parceria para o carnaval de São Paulo em 2024 e 2025. Pelo acordo com a Liga SP, a Amstel será a cerveja oficial de todas as 33 escolas de samba de São Paulo, (14 do grupo especial e 19 do grupo de acesso) marcando presença em todos os eventos oficiais, como ensaios e desfiles. Durante os dias de apresentações e festejos no Sambódromo, a marca estará presente nos mais de 50 bares na área, além dos camarotes. 

Heineken, Senna e Netflix
A Heineken, patrocinadora global da Fórmula 1, realizou uma ativação especial em homenagem a Ayrton Senna durante o GP de São Paulo. Essa ação reforçou a parceria entre Heineken e Netflix, destacando a primeira minissérie de ficção sobre o lendário piloto. No Heineken Village, localizado no autódromo de Interlagos, a marca apresentou uma exposição exclusiva dedicada a Senna. A mostra incluiu objetos originais utilizados pelo tricampeão mundial, bem como imagens inéditas dos bastidores da produção da Netflix. Os visitantes tiveram a oportunidade de ter uma visão exclusiva desses momentos. A minissérie, intitulada Senna e ainda em produção, explorará ao longo de seis episódios a extraordinária trajetória de Ayrton Senna, abordando seus desafios, conquistas, alegrias e tristezas. O enfoque se estenderá à personalidade única do piloto e às suas relações pessoais.

João Pimenta e Itaipava
O humorista baiano João Pimenta é a estrela do filme da maior campanha do ano da Itaipava, marca pertencente ao Grupo Petrópolis. Com muita leveza e descontração, a proposta da campanha é mostrar como as pessoas podem aproveitar o verão em diversos locais, contextos e situações. Sob o lema “Tem o Verão, e tem o Verão com Itaipava”, o humorista descreve de maneira descontraída a maneira como os brasileiros aproveitam essa estação. O filme destaca os atributos da cerveja Itaipava, como malte importado e lúpulo alemão.

Água da Ambev no Nordeste
A Ambev acaba de anunciar mais um passo significativo em seu projeto de fornecimento de água potável para comunidades carentes. Após impactar milhares de brasileiros com a água AMA, a iniciativa agora abrange todos os estados do Nordeste. A empresa conta com uma rede logística eficiente para garantir o fornecimento de água em regiões distantes e necessitadas. Além disso, em parceria com importantes colaboradores, como a Fundação Avina, Deep e a startup Água Camelo, a Ambev também contribuiu para a construção de poços profundos e sistemas de canalização para a distribuição de água potável em diversas cidades do país.

Luta contra a fome
Pensando em soluções abrangentes para toda a cadeia, o BEES, a plataforma B2B da Ambev, uniu forças com a startup Food To Save para combater o desperdício de alimentos na luta contra a fome, ao mesmo tempo em que proporciona uma fonte de renda adicional para os mais de 1 milhão de pequenos empreendedores, proprietários de bares e restaurantes em seu ecossistema. Juntas, essas empresas conseguiram evitar o desperdício de quase 270 toneladas de alimentos, alcançando a marca de R$ 3 milhões em vendas das chamadas “sacolas surpresas”. Essas sacolas consistem em um mix de produtos próximos à data de validade, mas ainda próprios para o consumo. Ao participar desse projeto, os pontos de venda parceiros do BEES, como bares, restaurantes e padarias, podem se cadastrar gratuitamente na plataforma Food To Save para comercializar alimentos próximos à data de validade.

Prêmio de inovação social 
Carla Crippa, vice-presidente de impacto e relações corporativas da Ambev, é a única mulher brasileira finalista do Prêmio de Inovação Social da Fundação Schwab 2024. Anualmente, por meio de um criterioso processo de seleção, a fundação recebe indicações que reconhecem inovadores sociais responsáveis por provocar mudanças significativas no mundo. A entrega do prêmio está programada para janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Modo Eisen em nova campanha
Após apresentar os resultados de uma pesquisa quantitativa realizada em parceria com o Instituto Datafolha, que revelou que apenas 9% da população brasileira declara viver em ritmo calmo ou muito calmo, a Eisenbahn lançou um novo filme para TV e redes sociais. O filme sugere que as pessoas valorizem mais o tempo e vivam no ritmo 1x. No desfecho, o vídeo transporta imediatamente o espectador para um ambiente de bar, onde o protagonista aguarda atendimento e percebe que as pessoas ao seu redor estão vivendo em um modo acelerado. O mote da campanha é então apresentado: “Bora ativar o Modo Eisen? É na velocidade 1x que a vida acontece.”

Proposta de tributação diferenciada para bares avança; veja impactos

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A aprovação da reforma tributária em dois turnos no Senado marcou mais um passo em direção à adoção de um novo modelo de cobrança de impostos no Brasil, após mais de 30 anos de discussão, e aproximou o setor de bares e restaurantes de operar sob um regime especial de tributação.

A alíquota a ser efetivamente aplicada só será definida em 2024, após a aprovação da reforma tributária, quando debates a respeito de leis complementares irão estabelecer essas taxas. Contudo, a menos que, na volta da PEC 45/2019 à Câmara dos Deputados, o grupo de bares e restaurantes seja retirado do regime especial, eles não serão submetidos integralmente à futura carga tributária brasileira.

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Esta era uma preocupação dos representantes de bares e restaurantes, visando evitar um aumento dos tributos para os estabelecimentos que atuam sob os regimes de lucro real ou lucro presumido. Para aqueles que operam no Simples Nacional, não há alterações.

A proposta, originada na Câmara dos Deputados e aprovada em dois turnos no Senado, propõe um regime diferenciado na cobrança de impostos, incluindo possíveis alterações na base de cálculo e nas alíquotas de alguns serviços, incluindo bares e restaurantes. Espera-se uma redução de até 60% da alíquota cheia, inicialmente projetada para ultrapassar os 25%, alcançando pelo menos 27%, considerando as diversas exceções que estão sendo discutidas em Brasília.

Além de bares e restaurantes, esse regime tributário diferenciado abrange outros serviços, como parques de diversões e temáticos, e a aviação regional. Agências de viagens e turismo também foram incluídas no texto no Senado.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), consultada pela reportagem do Guia, expressou satisfação com a decisão do Senado de incluir os bares e restaurantes entre os setores que terão alíquota diferenciada, a ser definida por meio de lei complementar em 2024.

“A aprovação do relatório pelo Senado está em alinhamento com as boas práticas internacionais, uma vez que no contexto de países europeus, por exemplo, as alíquotas do setor de bares e restaurantes giram em torno de 40% da alíquota cheia”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da associação.

A entidade, assim, comemora a aprovação e está otimista com a reforma tributária como um todo. “Com a decisão, haverá aumento da produtividade dos bares e restaurantes, com estímulo ao empreendedorismo e à geração de emprego e renda”, acrescenta Solmucci.

Próximos passos
Como a proposta votada na Câmara sofreu alterações no Senado, será necessária uma nova votação no legislativo, só podendo ser promulgada quando ambas as casas concordarem integralmente com o texto. O governo federal trabalha com a expectativa de que isso ocorra ainda em 2023.

Embora não seja possível garantir que isso acontecerá, parece certo que outra importante discussão ficará para o próximo ano: as alíquotas a serem aplicadas, incluindo a do imposto seletivo.

Apelidado como “imposto do pecado”, ele incidirá sobre produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente. A definição sobre quais serão esses produtos ainda irá acontecer, mas atualmente tudo indica que cerveja e demais bebidas alcoólicas estarão entre eles, sendo necessário, então, definir a sobretaxa correspondente e como ela incidirá.

Com filme sobre Lambic, festival celebra união entre gastronomia e cinema

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A união entre gastronomia e cinema será fortalecida a partir desta quinta-feira, em São Paulo, o que inclui um espaço para as cervejas. A segunda edição do SP Food Film Festival começa na capital paulista e se estenderá até 19 de novembro, com uma programação híbrida e gratuita, que inclui a exibição de um filme sobre o estilo de cerveja Lambic, além de degustações e debates envolvendo a culinária.

O filme é “Lambic” (ou “Bottle Conditioned“, seu nome original em inglês), dirigido pelo norte-americano Jerry Franck. Ele foca no universo das Lambics, explorando os métodos tradicionais de fabricação de cerveja, seu processo de fermentação único e a ascensão desse estilo, por meio de entrevistas com representantes das cervejarias Bokke, Cantillon e 3 Fontenien.

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“Lambic” pode ser assistido tanto online, por meio da plataforma SPcine Play, quanto na Cinemateca, com uma sessão agendada para o próximo domingo (12) às 18 horas. Além disso, após a exibição do filme, o festival oferecerá uma degustação de cervejas.

As degustações gastronômicas em algumas sessões são uma das características únicas do SP Food Film Festival, que reúne mais de 30 filmes de 14 países diferentes, incluindo clássicos fictícios e documentários contemporâneos.

“O SP Food se propõe a criar experiências únicas que combinam cinema, gastronomia, cultura e discussões relevantes sobre temas ligados à alimentação, desde a produção no campo até o prato ou o copo servido na mesa”, diz, ao Guia, André Henrique Graziano, diretor e co-criador do festival.

Lambic também se insere entre as várias estreias no cinema de filmes por meio do festival, que também inclui “Blind Ambition”, um documentário no qual quatro refugiados do Zimbábue superam as expectativas para se tornar os melhores sommeliers de vinho da África do Sul, e “Volte Sempre”, que narra a história de Masamoto Ueda, que por mais de 40 anos tem servido seu lendário ramen ao estilo de Tóquio para uma comunidade de frequentadores regulares.

Mas também há espaço para clássicos do cinema, como “Morango e Chocolate”, “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, “A Dama e o Vagabundo” e “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.

Muito além dos filmes
O SP Food Film Festival vai além do cinema, oferecendo aulas-show de culinária com chefs renomados, bem como painéis de debate sobre temas contemporâneos relevantes relacionados à alimentação. Os tópicos incluem cozinhas solidárias, consumo de ultraprocessados, uso de agrotóxicos, educação alimentar e nutricional.

“Nosso propósito é trazer, através do cinema, temas urgentes para discussão sem deixar de promover a experiência sensorial que a gastronomia traz”, comenta Daniela Guariba, uma das idealizadoras do evento.

Além disso, o SP Food Film Festival apresenta uma exposição fotográfica de Paulo Vitale, retratando chefs de cozinha. Oficinas para o público adolescente de duas escolas municipais de São Paulo também estão programadas.

“Queremos fomentar a importância da questão alimentar no Brasil e principalmente difundir entre os jovens, afinal, comida é cultura”, conclui Graziano.

Confira o trailer de “Lambic”:

Parceria pode dar cashback a até 34 milhões de clientes da TIM no Zé Delivery

Uma parceria que ainda se encontra em fase piloto entre a Ambev e a TIM tem o potencial de impactar até 34 milhões de usuários de telefonia móvel em 2024. Com previsão de lançamento oficial no próximo ano, essa iniciativa entre as duas empresas promete oferecer “cashback” para a compra de bebidas e produtos por meio do aplicativo Zé Delivery, com a promoção sendo destinada a clientes que efetuarem recargas em planos pré-pagos da TIM.

A revelação dessa união empresarial foi feita pela TIM durante o evento TIM Brasil Day 2023, realizado em Nova York e voltado para investidores e analistas. Os executivos afirmaram que a iniciativa ainda está em fase de testes e será lançada em grande escala em 2024.

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Tanto a TIM quanto a Ambev, quando contatadas pela equipe do Guia, não forneceram detalhes sobre como os consumidores terão acesso ao cashback nem em quais regiões o programa está sendo implementado.

“A parceria está em fase piloto e o lançamento oficial está programado para o próximo ano. Manteremos os consumidores e clientes atualizados para aproveitarem o benefício”, se resumiu a informar a Ambev por meio da sua assessoria de imprensa.

Durante o evento promovido pela TIM, o vice-presidente comercial da Ambev, Eduardo Lacerda, descreveu essa parceria como o início de uma “colaboração que tem potencial para se tornar muito maior,” enfatizando a possibilidade de fidelizar a base de clientes com os serviços oferecidos ao consumidor.

“Essa é uma excelente oportunidade para adquirir novos consumidores para o Zé Delivery. Vejo essa iniciativa como o primeiro passo de uma parceria que pode crescer ainda mais no futuro. Também acredito que nossas marcas podem ajudar a fidelizar os clientes da TIM”, disse Lacerda, em um vídeo.

De acordo com balanço divulgado no início desta semana, a TIM conta com 34,078 milhões de clientes pré-pagos de uma base total de 61,254 milhões. A parceria com empresas de outros setores, como já ocorre com o banco C6, faz parte de uma estratégia para reter sua base de clientes, que diminuiu 12,9% entre os pré-pagos em um ano.

No evento da TIM, o vice-presidente comercial da Ambev ressaltou que o Zé Delivery representa 3% do volume de vendas da empresa no Brasil. No balanço do terceiro trimestre, a empresa reportou um volume de 23,482 milhões de hectolitros de cerveja vendidos no país durante o período de um total de 31,425 milhões de hectolitros de bebidas. O Zé Delivery foi um dos destaques do resultado da Ambev, com 4,7 milhões de usuários ativos no último trimestre e um aumento de 12% no preço médio de cada pedido.

Embora o acordo com a TIM possa levar a parceria a novos patamares, a modalidade de cashback por meio de parceiros já é praticada no Zé Delivery, especialmente em colaborações com programas de sócio-torcedor de clubes como Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense e Vasco.