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Com feira e congresso, Semana Selvagem celebra cerveja ácida brasileira

Em 2023, a semana da Independência do Brasil também será dedicada à apreciação da cerveja selvagem nacional em São Paulo. Desta quarta-feira (6) até domingo (10), a cidade recebe a Semana Selvagem, com uma série de eventos destinados tanto aos profissionais da indústria como para os fãs desse tipo de cerveja.

A Semana Selvagem inclui o lançamento das cervejas do Projeto Manipueira, um congresso chamado Encontro Selvagem, a Feira Selvagem e um workshop. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), com o projeto do evento tendo sido o vencedor de um edital de chamamento público do Conselho Federal de Química, que se tornou o principal apoiador do encontro.

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Os ingressos para o congresso estão disponíveis para compra na plataforma Sympla, sendo possível adquiri-los separadamente ou em conjunto com a entrada para a feira. O lançamento das cervejas do Projeto Manipueira será um evento gratuito. Além disso, para alcançar um público mais amplo, o congresso terá transmissão pela internet.

“As cervejas ácidas complexas têm um potencial de carregar e expor a brasilidade em forma da bebida mais querida dos brasileiros. Garrafas que não carregam apenas o líquido, mas também terroir e um conjunto de conhecimentos e culturas que moldaram nosso país. Óbvio, sabemos que o Brasil não começou na Independência, mas existe um simbolismo de formatação da ideia de Brasil que é importante em nossa história”, explica o coordenador da Semana Selvagem, Diego Rzatki.

A Semana Selvagem começa nesta quarta-feira, às 16 horas, no Empório Alto dos Pinheiros (EAP), com o lançamento das cervejas da primeira safra do Projeto Manipueira. Este projeto reúne mais de 20 cervejarias de diferentes estados do Brasil, unidas na produção de cervejas fermentadas com microrganismos da mandioca.

Na quinta e sexta-feira (dias 7 e 8), o Encontro Selvagem será realizado na cervejaria Tarantino, com palestras, cursos e mesas redondas com produtores, cientistas, chefs de cozinha, sommeliers e outros profissionais do setor cervejeiro. As discussões abordarão temas relacionados às cervejas ácidas complexas do Brasil e da América do Sul.

A parceria com o Conselho Federal de Química permitirá a participação de pesquisadores e profissionais que compartilharão conhecimentos sobre o futuro do mercado cervejeiro. O congresso contará com 26 atividades, incluindo palestras, mesas redondas, degustações e workshops, com mais de 50 palestrantes do Brasil e do exterior. A programação completa pode ser conferida no link.

No sábado, a Feira Selvagem acontecerá novamente na Tarantino, onde os participantes poderão degustar mais de 70 rótulos de cervejarias brasileiras e estrangeiras. Além disso, as cervejarias venderão garrafas e seus profissionais estarão presentes para apresentar detalhes de suas produções. A feira terá início ao meio-dia para profissionais do setor de bares, hotelaria e restaurantes, e às 14h para o público em geral.

Fechando a programação da Semana Selvagem no domingo, associados da Abracerva e cervejeiros profissionais do Projeto Manipueira participarão do Encontro Técnico Selvagem, na Trilha Cervejaria. Este evento contará com a presença de cervejeiros do Peru e da Bélgica, que ministrarão cursos e palestras sobre cervejas ácidas complexas, além de realizarem brassagens.

O principal objetivo da Semana Selvagem é ampliar a divulgação e o conhecimento sobre cervejas desse estilo e celebrar a cultura brasileira, incentivando a pesquisa e o desenvolvimento de produtos com identidades únicas.

A ideia de reunir os conteúdos técnicos na Semana da Independência foi muito feliz, pois começamos a estabelecer simbolicamente a independência tecnológica e de identidade para cerveja selvagem brasileira

Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva

Além disso, o evento tem o potencial de fortalecer a conexão entre o mercado cervejeiro e os profissionais de química, que desempenham um papel crucial na garantia da qualidade do produto e na pesquisa e desenvolvimento contínuos.

“O mercado de produção de cervejas, especialmente no segmento das cervejas artesanais, está vivendo um processo de expansão muito rápido. Temos certeza de que o profissional da Química é partícipe desse crescimento, pois os conhecimentos na área são fundamentais para garantir a qualidade que o produto tem alcançado. Os profissionais da Química estão por trás ainda do processo de pesquisa e desenvolvimento, colocando a serviço da indústria sua inventividade e competência – tudo para que as cervejas feitas no país sejam cada vez melhores e surpreendam o consumidor”, conclui o presidente do Conselho Federal de Química, José de Ribamar Oliveira Filho.

Confira a programação da Semana Selvagem:

6 de setembro: Lançamento da 1ª safra da Manipueira Selvagem, no EAP – Empório Alto Pinheiros, a partir das 16h, com entrada gratuita.

7 e 8 de setembro: II Encontro Selvagem, na Cervejaria Tarantino, com palestras, workshops e mesas de debate sobre cervejas ácidas complexas.

9 de setembro: I Feira Selvagem, na Cervejaria Tarantino, com mais de 70 rótulos de cervejas ácidas complexas.

10 de setembro: II Encontro Técnico Selvagem, na Trilha Cervejaria, com cervejeiros internacionais compartilhando conhecimentos sobre cervejas ácidas complexas.

Produção de alcoólicas tem reação modesta após 3 meses de queda

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Após um trimestre inteiro de declínio, a fabricação de bebidas alcoólicas pode ter iniciado um processo de recuperação, ainda que de forma modesta. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), houve um aumento de 0,2% na produção de bebidas alcoólicas em julho, em comparação com o mesmo período de 2022.

No entanto, esse modesto índice não foi suficiente para reverter a tendência de queda na produção de bebidas alcoólicas em 2023, que continua a cair, registrando um recuo de 0,6% no período de janeiro a julho. O indicador também permanece em baixa nos últimos 12 meses, com retração de 1,3%.

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Embora o avanço tenha sido pequeno, a XP Investimentos o considerou positivo, especialmente à luz das expectativas mais modestas. “A produção de bebidas em julho mostrou uma recuperação razoável e ficou 6,9% acima das nossas estimativas, o que, em nossa visão, pode estar relacionado às temperaturas acima da média”, observa, em relatório.

A equipe de análise do banco de investimentos também apontou um cenário mais favorável para a Ambev nos próximos meses, embora não descarte a possibilidade de um enfraquecimento no ritmo da indústria cervejeira em geral.

“Continuamos confiantes de que a Ambev continuará a ganhar participação de mercado devido ao ambiente desafiador para os concorrentes, juntamente com a forte execução comercial da Ambev e as vantagens competitivas fortalecidas pelas novas iniciativas digitais”, afirma.

O aumento na produção de bebidas alcoólicas em julho contrasta com o desempenho das bebidas não alcoólicas. Após um primeiro semestre de alta, essa atividade perdeu força e registrou uma queda significativa de 7,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, o segmento ainda acumula um crescimento de 0,4% nos primeiros sete meses do ano e um desempenho positivo de 2,3% nos últimos 12 meses.

No que diz respeito à produção de bebidas em geral, houve uma diminuição de 3,6% em relação a julho de 2022. Como resultado, o indicador encerrou os sete primeiros meses do ano ainda com números negativos, agora em -0,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, há um ligeiro crescimento de 0,4%.

Perda de ritmo na produção industrial nacional
A produção industrial nacional perdeu ritmo, apresentando uma queda de 0,6% em julho em relação ao mês anterior. Quando comparada a julho de 2022, a produção industrial teve uma redução de 1,1%. No acumulado do ano, a indústria acumula uma queda de 0,4% em relação ao mesmo período de 2022, e nos últimos 12 meses, a variação é nula, de 0,0%.

Os resultados indicam que três das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos pesquisados apresentaram uma redução na produção em relação a junho. “Esse resultado acentua o movimento de perda de ritmo, especialmente quando comparado com junho e maio”, explica André Macedo, analista da pesquisa do IBGE.

As maiores influências negativas vieram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-6,5%), indústrias extrativas (-1,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,1%), e máquinas e equipamentos (-5,0%). Por outro lado, os impactos positivos mais significativos foram observados nos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,2%), produtos alimentícios (0,9%), e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,7%).

Descubra os segredos das 9 brasileiras vencedoras do World Beer Awards

As cervejas brasileiras mais uma vez brilharam intensamente no World Beer Awards, uma das premiações mais prestigiadas em todo o mundo. Nove rótulos nacionais, vindos de estados, como São Paulo, Bahia, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, conquistaram dez medalhas em diferentes estilos e categorias.

Para apresentar as características e os segredos dessas cervejas brasileiras que se destacaram neste ano no World Beer Awards, o Guia traz os atributos, os ingredientes e os insumos utilizados na criação desses premiados rótulos. Além disso, conversamos com representantes das cervejarias, que celebraram suas conquistas na competição e compartilharam suas opiniões sobre seus produtos.

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Confira a seguir as peculiaridades de cada uma das cervejas medalhistas de ouro pelo Brasil no World Beer Awards de 2023:

Saison Chardonnay, da Água do Monge, melhor Biére De Garde & Saison

A Saison Chardonnay é envelhecida por 24 meses em barril de carvalho americano previamente utilizado para vinho Chardonnay. Ela passa por fermentação em garrafa e continua a amadurecer com o contato com as borras (método sur lie, usado na fabricação de espumantes), o que contribui para seu desenvolvimento após o envase. Esta cerveja possui um aroma frutado, com notas de especiarias, nuances de panificação, toques amadeirados e um leve toque de funk. Na boca, é uma cerveja seca, carbonatada, com acidez pronunciada e amargor médio.

“(O segredo é o) Zelo desde a escolha da matéria prima, produção sempre atenta aos parâmetros do estilo, fermentação impecável, tanque de Saison sempre com levedura e solenoide nova para não comprometer a fermentação e o principal de tudo: paciência. E acreditar que a base estava boa para atingir a excelência com o envelhecimento no barril”, conta Paulo Jorge Harmuch Slompo sócio- proprietário e mestre cervejeiro da marca de Guarapuava (PR).

Sour Com Morango, da Artmalte, melhor entre as Catharina Sour

Com 4% de teor alcoólico e 4 IBUs, a Sour com Morango da Artmalte coloca o morango como ingrediente principal. Com sua coloração avermelhada, a cerveja é leve, refrescante, frutada, levemente acidificada e apresenta notas de morango tanto no aroma quanto no sabor.

“Buscamos o equilíbrio entre a acidez e as notas de morango, focados numa cerveja refrescante e fácil de beber”, comenta a cervejaria da Bahia.

British Strong Ale, da Ashby, melhor Bitter com mais de 5,5% de graduação alcoólica

A cerveja apresenta um sabor intenso e marcante, típico das legítimas puro malte e das Ales inglesas. Ela é elaborada com quatro tipos de malte e lúpulos aromáticos, resultando em sabores de amêndoas e frutas amarelas. A British Strong Ale é uma representante autêntica do estilo inglês, com 5,8% de teor alcoólico e um amargor pronunciado.

“Fomos muito fiéis ao estilo na sua criação. Além de ser a receita de uma Bitter genuinamente inglesa, utilizamos maltes, lúpulos e leveduras que são usados na maioria das cervejas desse estilo. Também tratamos nossa água para que fique muito próxima da lendária água de Trent. É óbvio que tudo isso, sem o talento de toda nossa equipe, não nos traria o resultado que obtivemos. Ganhar com um estilo genuinamente Inglês, nas terras em que ele foi criado, com uma cerveja feita no Brasil é motivo de muito orgulho”, comenta Scott Ashby, fundador da Ashby.

Bohemia Reserva, da Bohemia, melhor Dark Barley Wine

Com 36 IBUs e 10% de teor alcoólico, a Bohemia Reserva é uma cerveja puro malte de guarda, sem prazo de validade, permitindo que seu aroma e sabor se intensifiquem com o tempo. Notas de caramelo, chocolate, toffee e frutas vermelhas são características dessa cerveja da marca de origem fluminense da Ambev.


IPA Zero, da Campinas, melhor IPA sem álcool ou de baixa graduação alcoólica

Com um teor alcoólico inferior a 0,4% devido a um processo fermentativo especial, a IPA Zero da Campinas é conhecida pelo aroma cítrico e intenso típico das IPAs, que é obtido através do uso de lúpulos americanos aplicados três vezes durante a maturação pelo processo de dry hopping. Além disso, é uma cerveja low carb, com 68 calorias. Tem 40 IBUs de amargor.

“Podemos dizer que o sucesso dela está atrelado a uma execução bem feita do processo, conhecimento de mercado, planejamento preciso e foco na inovação. Hoje ela é a cerveja mais premiada da Campinas e temos certeza que está atrelado a experiência única que a IPA Zero causa desde o primeiro até o último gole”, destaca Giovana Miguel Martinez, analista de marketing e relacionamento da Campinas

Appia, da Colorado, melhor Flavoured Honey & Maple

Com 10 IBUs e 5,5% de teor alcoólico, a Appia é uma cerveja que incorpora o mel de laranjeiras de pequenos produtores em sua fórmula. Isso resulta em uma combinação exótica, feita a partir de cevada, trigos maltados e uma levedura de alta fermentação exclusiva, de acordo com o descritivo divulgado pela marca de Ribeirão Preto (SP) da Ambev.


Virtù Vol2, da Daoravida, melhor Brazilian Pale Ale

Criada em colaboração entre as cervejarias Daoravida e Tábuas, a Virtù Vol2 possui 50 IBUs e 6% de teor alcoólico. A receita utiliza maltes básicos e levedura neutra, com single hop do lúpulo Comet, proveniente das Fazendas Brava Terra e Dalcin, o que destaca o potencial do produto nacional. “Com a ebulição da produção de lúpulo no Brasil, nós junto com a Tábuas, buscamos uma receita para expressar todo o potencial desse novo insumo local na receita da Virtù Vol2”, diz Wagner Falci, fundador e cervejeiro da Daoravida.

“A cerveja foi criada para celebrar a 2ª Copa Brasileira do Lúpulo que aconteceu em Campinas, fruto da iniciativa da Kalamazoo e do professor Duan Ceola. Atingimos uma receita delicada e com muito equilíbrio que abriu as portas para a explosão de aromas que esse varietal está mostrando na sua adaptação ao solo brasileiro. A premiação foi, provavelmente, o reconhecimento de todo esse esforço em fazer uma cerveja de base para o lúpulo”, acrescenta Falci.


Sour de Caju, da Proa, melhor Flavoured Wild & Sour Beer

A Sour de Caju incorpora a suculência, o aroma e o sabor do caju. Com uma acidez notável, baixa formação e retenção de espuma, esta cerveja possui 6 IBUs e 3,5% de teor alcoólico, lembrando até mesmo um espumante.

“Acredito que a Sour de Caju foi premiada pois imprime de forma equilibrada acidez, o sabor e aroma do caju e alta drinkabity”, comenta Débora Lehnen, sócia-proprietária da Proa.

Brut, da Wäls, melhor melhor entre as Brut Beer e na categoria Speciality Beer

A cerveja Brut, da Wäls, é elaborada pelo método champenoise, com leveduras de champagne. Com sua coloração dourada e translúcida, ela apresenta aromas que lembram vinho branco e notas cítricas. Com perlage fino e duradouro, ela passa por nove meses de maturação com temperatura e umidade controladas, resultando em uma cerveja com 9% de teor alcoólico.

“Estamos extremamente orgulhosos do destaque que a cerveja brasileira  – representada pelas nossas marcas – recebeu nessa premiação. Mais do que só uma bebida, a cerveja é símbolo da nossa cultura, de compartilhar e celebrar com quem gostamos. De brindar aos bons momentos. E, definitivamente, hoje temos ainda mais motivos para brindar. Nossas marcas são destaque no mercado cervejeiro, e em todos os anos estão sempre representando o Brasil nos estilos cervejeiros propostos em competições desse nível. Unidas a nossa criatividade, escuta ativa e sede de inovar, nos permitiu criar cervejas únicas, que se destacaram no concurso. Unindo qualidade à autenticidade dos nossos rótulos, conseguimos ficar em evidência  no World Beer Awards”, finaliza Sybilla Geraldi, coordenadora de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev, celebrando as conquistas das cervejas da companhia na competição.

Ação da Ambev cai mais do que o Ibovespa em agosto e agora recua 4,7% em 2023

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O mês de agosto não foi bom para a maior parte das empresas listadas na bolsa de valores brasileira, a B3, e acabou não sendo diferente para a Ambev. Tendo perdido R$ 1,02 do seu valor durante o mês, a ação da Ambev fechou agosto cotada a R$ 13,84, o que representou queda de 6,87%  em relação ao final de julho.

Esse foi o segundo mês consecutivo de recuo da ação da Ambev na Bolsa brasileira, revertendo sua trajetória em 2023 para uma desvalorização de 4,68% no acumulado de janeiro a agosto.

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A queda da ação da Ambev em agosto foi mais acentuada do que o recuo do Ibovespa, o principal índice da B3, que fechou o mês com 115.741,81 pontos, representando uma redução de 5,08%.

Agosto testemunhou um recorde para o Ibovespa, com 13 sessões consecutivas de queda, com 18 dos 23 pregões realizados no mês terminando com números negativos. Esse cenário, segundo alguns analistas, foi influenciado pela perspectiva de recessão na economia dos Estados Unidos, desaceleração na economia chinesa e incertezas em relação ao cumprimento da meta fiscal pelo Brasil.

Consequentemente, 66 das 85 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, incluindo a da Ambev, registraram quedas em agosto, com a maior sendo do Pão de Açúcar, com uma desvalorização de 42,39%, seguido pela Via, que caiu 41,2%. Já a maior alta do mês foi da São Martinho, com um ganho de 7,95%.

Em agosto, a maior queda diária da ação da Ambev ocorreu em 3 de agosto, quando caiu 2,79%. Esse recuo coincidiu com a divulgação do balanço financeiro do segundo trimestre, que revelou um lucro líquido de R$ 2,598 bilhões para a empresa, representando uma redução de 15,2% em comparação com o mesmo período de 2022.

Outra queda significativa aconteceu em 31 de agosto, quando a ação da Ambev caiu 2,4%. Isso ocorreu após o governo federal publicar um projeto de lei que prevê o fim dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) a partir de 1º de janeiro de 2024.

O JCP é usado pelas empresas para remunerar os acionistas, sendo dedutível no cálculo do Imposto de Renda das companhias. Somente no ano passado, a Ambev pagou aproximadamente R$ 12 bilhões em JCP aos seus acionistas.

A maior alta diária das ações da Ambev na B3 ocorreu em 28 de agosto, com um aumento de 1,57%. Isso se deu após duas quedas significativas de 1,41% e 1,80% nas duas sessões anteriores, o que costuma ser visto por analistas como um ajuste nos preços.

Além disso, essa valorização aconteceu na sequência da publicação de um relatório pelo Bradesco BBI apontando que o inverno com temperaturas mais elevadas do que a média pode beneficiar a empresa.

Fora do Brasil
Em Nova York, a ação da Ambev seguiu o mesmo padrão de queda em agosto, mas de forma ainda mais pronunciada, com uma redução de 11,21%. O mês encerrou com a ação cotada a US$ 2,77. Ainda há alta em relação ao final de 2022, mas agora o aumento é modesto, de apenas US$ 0,05.

Na Europa, por outro lado, as ações dos dois maiores grupos cervejeiros do mundo tiveram pequena valorização em agosto. A AB InBev cresceu 0,86%, atingindo o valor de 52,50 euros, enquanto o Grupo Heineken viu um aumento de 0,76%, alcançando 89,82 euros.

Tudo sobre o jogo Gates of Olympus: como funciona, personagens e muito mais

Gates of Olympus é um jogo de caça-níqueis (slot machine) online inspirado na mitologia grega que oferece uma experiência emocionante e repleta de ação. Desenvolvido pela Pragmatic Play, uma renomada empresa de software de jogos, o jogo Gates of Olympus transporta os jogadores para o mundo dos deuses gregos, e oferece oportunidades de muita diversão. 

Entenda como funciona o jogo Gates of Olympus

O jogo Gates of Olympus possui 5 rolos e 25 linhas de pagamento, onde os jogadores podem fazer suas apostas e girar os rolos para tentar obter combinações vencedoras. O objetivo do jogo é obter combinações de símbolos iguais em uma linha de pagamento ativa. Os símbolos do jogo incluem deuses gregos, como Zeus, Atena e Poseidon, além de outros elementos relacionados à mitologia, como escudos, coroas e harpas. Além dos símbolos regulares, o jogo também possui símbolos especiais, como o Wild (representado pelo logotipo do jogo) e o Scatter (representado pelo símbolo do raio). 

O Wild pode substituir outros símbolos para ajudar a formar combinações vencedoras, enquanto o Scatter pode acionar recursos especiais, como rodadas grátis. O jogo também possui recursos bônus, como o “Olympus Bonus”, que é ativado quando três ou mais símbolos Scatter aparecem nos rolos. Nesse recurso, os jogadores podem escolher entre diferentes opções de rodadas grátis, cada uma com multiplicadores e características especiais diferentes. 

Conheça os deuses e heróis de Gates of Olympus

Alguns dos personagens que você vai encontrar em Gates of Olympus são Zeus, o rei dos deuses e governante do Monte Olimpo. Ele é conhecido por ser o deus do trovão e do relâmpago. Poseidon, o deus dos mares e dos terremotos. Ele é frequentemente retratado com um tridente e é um dos irmãos de Zeus. 

Hades, que é o deus do submundo e dos mortos. Ele é o irmão de Zeus e Poseidon e governa sobre o reino dos mortos. Atena, a deusa da sabedoria, da estratégia e da guerra justa. Ela é conhecida por ser uma das deusas mais sábias e é frequentemente retratada com uma coruja. Hércules, que é um dos heróis mais famosos da mitologia grega. Ele é conhecido por sua força sobre-humana e por realizar doze trabalhos para redimir seus pecados.

Personagens e habilidades exclusivas de Gates of Olympus

Ainda sobre os personagens principais do jogo, cada um desses deuses possui habilidades especiais que podem ajudar o jogador a obter grandes vitórias. Zeus, o deus dos céus e do trovão, possui a habilidade de lançar raios que transformam símbolos em wilds, aumentando as chances de combinações vencedoras. Poseidon, o deus dos mares, tem o poder de criar ondas que multiplicam os ganhos. Quando ele aparece, os símbolos vencedores são multiplicados por um determinado valor, aumentando os prêmios. 

Hades, o deus do submundo, possui a habilidade de transformar símbolos em símbolos misteriosos. Esses símbolos misteriosos se revelam como um único símbolo, aumentando as chances de combinações vencedoras. Afrodite, a deusa do amor e da beleza, tem o poder de atrair símbolos wilds para as bobinas. Quando ela aparece, símbolos wilds são adicionados aleatoriamente, aumentando as chances de vitória. 

Além desses personagens, o jogo também apresenta outros símbolos relacionados à mitologia grega, como o Pégaso, o Templo e as Moedas de Ouro. Com essas habilidades exclusivas e personagens cativantes, Gates of Olympus oferece uma experiência de jogo emocionante e cheia de oportunidades de vitória.

Comunidade e competições em Gates of Olympus

Além de desfrutar do jogo em si, os jogadores também podem participar de competições e interagir com a comunidade. A Pragmatic Play organiza regularmente competições e torneios para os jogadores de Gates of Olympus. Essas competições oferecem a oportunidade de ganhar prêmios emocionantes, como dinheiro real, rodadas grátis e outros bônus. 

Os jogadores podem competir com outros jogadores de todo o mundo e mostrar suas habilidades e sorte no jogo. Além das competições, a comunidade de jogadores de Gates of Olympus também é muito ativa. Os jogadores podem compartilhar suas experiências, dicas e estratégias nos fóruns e grupos de redes sociais dedicados ao jogo. Isso permite que os jogadores se conectem e interajam com outros entusiastas do jogo, troquem informações e façam novos amigos. 

Resumindo, Gates of Olympus não é apenas um jogo de caça-níqueis emocionante, mas sim uma experiência completa que combina diversão, competição e interação social.

Balcão da Chiara: Como está a saúde física e mental nas cervejarias?

Balcão da Chiara: Como está a saúde física e mental nas cervejarias?

Sua cervejaria é segura? Esta é uma pergunta crucial para reflexão, seja para os proprietários, líderes ou demais funcionários de uma fábrica.

Já ouviu que os maiores ativos de uma empresa são as pessoas? Tenho dúvidas sobre se estamos cuidando bem desse “ativo” em nossas fábricas. Não adianta torcer o nariz; faça uma autoavaliação em vez disso!

Desinteresse, erros nos procedimentos, baixa produtividade, absenteísmo, acidentes, turnover… Onde nascem esses problemas?

Um alto turnover pode ter raízes profundas. O que está causando essa elevada rotatividade na fábrica? Você precisa entender as causas. Certamente, a cervejaria está doente!

Além de manter um ambiente de trabalho saudável, com condições adequadas e justas, existem outras questões importantes, como um plano de carreira ou mesmo uma simples definição de cargos para evitar desvios de função. Esses desvios podem causar insatisfação entre os funcionários, acidentes e até processos trabalhistas, que trazem prejuízos para você, proprietário. Já pensou nisso?

Outro ponto importante é que um alto turnover custa dinheiro! Demitir, contratar e treinar até que se tenha ritmo de produção e entendimento do processo leva tempo e DINHEIRO!

Carregar peso não é sinônimo de capacidade técnica e conhecimento; é uma demonstração de descaso e falta de análise das condições de trabalho. Existem alternativas criativas e seguras para a realização das tarefas. Faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), treinamento para a manipulação de produtos químicos e operação dos equipamentos, trabalhos em altura e em espaços confinados sem estrutura e treinamento adequados. Faltam condições básicas!

Como anda a saúde dos funcionários? Os degustadores têm um limite diário para degustação e são submetidos a exames específicos para essa atividade?

Há cervejarias com condições precárias, como fiação exposta, manômetros quebrados, válvulas de segurança descalibradas ou ausentes, falta de inspeção em caldeiras, falta de análise de risco, entre muitas outras condições inseguras.

Elimine os perigos, substitua condições de trabalho inseguras por alternativas seguras e criativas, avalie atividades que envolvam movimentos repetitivos e faça também uma avaliação ergonômica. Estabeleça controles e barreiras que protejam os funcionários dos perigos, forneça treinamento e tenha procedimentos padronizados. Os empregadores têm a obrigação de fornecer EPIs, e os funcionários têm a obrigação de utilizá-los; eles não nos transformam em super-heróis, mas diminuem o risco de nos machucarmos. Fiquem atentos às jornadas de trabalho e aos períodos de folga. Crie um ambiente seguro e sadio!

Tenho conversado constantemente com cervejeiros e cervejeiras que estão estressados, cansados, sofrendo de burnout, depressivos e com histórico de assédio moral e sexual. A maneira como estamos trabalhando precisa ser repensada. Se você é funcionário de uma cervejaria e está nessas condições, procure ajuda. Se você é proprietário de uma fábrica, faça um diagnóstico urgente e reveja a sua empresa. Como está a saúde mental dos trabalhadores do setor cervejeiro?

 Todos nós que trabalhamos neste setor temos a obrigação de proporcionar um ambiente de trabalho seguro e agradável. Precisamos nos conectar com as pessoas, facilitar a comunicação, entender suas necessidades, adequar o ambiente de trabalho e tomar medidas contra atitudes inadequadas. Precisamos que esse assunto esteja em pauta! A segurança e a saúde das pessoas não têm preço!

Atendimento psicológico pelo SUS:

  • RAPS (Rede de Atenção Psicossocial)
  • CAPS (Centros de Atenção Psicossocial)

Chiara Barros é proprietária do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira. Engenheira Química, especialista em Biotecnologia e Bioprocessos, em Gestão da Qualidade e Produtividade e em Segurança de Alimentos, além de cervejeira e sommelière de cervejas.

Como a Heineken fará para vender 500 mil litros de chope no The Town

Grandes atrações nos palcos e enormes operações por trás deles marcarão o The Town, o festival de música que acontece em São Paulo a partir deste sábado. Este evento gigantesco promete encantar com apresentações marcantes para o público, que terá 500 mil litros de chope à disposição ao longo de cinco dias de shows, comercializados e produzidos pela Heineken.   

Para atender a demanda provocada pelo festival, que acontecerá no Autódromo de Interlagos, a Heineken estará por lá com três estações de cerveja (beer stations), oito estruturas de caminhões e 11 pontos de atendimento. Além disso, quatro mochileiros credenciados irão circular para vender a cerveja Lagunitas em lata.

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Cada estação de cerveja no The Town contará com 2 tanques, 12 torneiras de chope e capacidade para armazenar 6 mil litros. Trata-se de caminhões com 15 metros de comprimento e mais de 4 metros de altura, equipados com telões de LED e sistema de som próprios.

“Além das 3 beer stations e 14 carretas com capacidade de movimentar cerca de 35 mil litros de chope, temos 170m² para guardar os barris de chope, com capacidade de 20 barris por metro quadrado. Atuaremos em 8 pontos grandes, nos bares e com mochilas. Nossos equipamentos são preparados para produzir 100 litros de chope por horas. Contamos com duas fábricas para fazer a maior operação de chope em São Paulo garantindo que a bebida esteja gelada em todos os pontos do festival”, diz Fabio Antonio Scapin Cittolin, gerente nacional técnico de draft beer do Grupo Heineken no Brasil.

Para ter essa estrutura em funcionamento, a empresa investiu R$ 5 milhões em sua operação e deslocou 14 carretas de suas fábricas em Jacareí e Araraquara, responsáveis, cada uma, pelo transporte de aproximadamente 35 mil litros de chope. Além disso, trouxe 4 mil barris adicionais da unidade de Araraquara para operações menores.

Durante a montagem da estrutura na “Cidade da Música”, a Heineken instalou 1,6 km de tubulação de aço inox para abastecer os pontos de venda, incluindo bares e restaurantes.

A montagem da operação da Heineken para o The Town levou duas semanas, e mais uma semana será necessária para a desmontagem, com o envolvimento direto e indireto de mais de 250 pessoas.

“Nós teremos o maior festival de São Paulo, com cerca de 100 mil pessoas/dia; portanto, tínhamos que fazer a nossa maior operação de chope na cidade. O chope é o nosso produto mais fresco e para disponibilizá-lo, temos um grande desafio a ser operado, tanto pela estrutura, quanto pelo ambiente e local”, conta Cittolin.

Copos, preços e pré-venda
Na sua primeira edição, o The Town usará apenas copos reutilizáveis, em parceria da Heineken com Red Bull, Coca-Cola e Braskem, visando economizar mais de 10 toneladas de resíduos durante o evento. A cerveja custará R$ 18, incluindo um copo reutilizável de 400ml, com um preço de R$ 15 para recargas.

Além disso, os participantes terão a oportunidade de se cadastrar para receber um cordão no estande da Braskem, permitindo a participação em promoções durante o período de reutilização do copo.

“A Operação Heineken não terá copo descartável, trabalharemos somente com copo reutilizável. O cliente comprará a sua primeira bebida e já receberá o copo que deverá ser utilizado durante todo o festival. Esta iniciativa faz parte do nosso objetivo, a agenda ESG é quem alavanca a relação entre o consumidor e nossos produtos”, explica Cittolin.

Como cerveja oficial do evento, a marca já está realizando pré-vendas de chope para consumidores através do aplicativo do festival. Até 10 de setembro, maiores de 18 anos podem comprar chope Heineken diretamente pelo aplicativo do The Town.

As vendas de vouchers serão encerradas às 12 horas de cada dia do festival, e qualquer valor não utilizado pelos consumidores na pré-venda será reembolsado automaticamente, sem custos adicionais.

Conheça as ativações
O patrocínio ao The Town também é uma celebração dos 150 anos da Heineken, e a marca aproveitará o festival para realizar diversas ativações nos espaços montados no Autódromo de Interlagos.

O Good Times Brouwerij será um lounge com projeções que contarão a história da marca, DJs e áreas instagramáveis para os convidados desfrutarem. Uma tirolesa de 200 metros sobre o público oferecerá vistas privilegiadas do palco Skyline.

O HNK Studio será uma ativação que começará com som holográfico que transportará o consumidor do estúdio até o palco Skyline. Já o Bar NDO foi concebido como um bar futurista com interações tecnológicas, decoração modernista e um rooftop exclusivo para convidados. E o Skyline Bar será o bar do palco principal do The Town.

A marca também trouxe 12 bartenders holandeses do Heineken Experience em Amsterdã. Eles estarão no lounge do Good Times Brouwerij, na Tirolesa e no lounge do Skyline, ensinando a metodologia global Star Serve para servir a bebida.

Exportação de cervejas ácidas leva o terroir brasileiro para a China

A cerveja artesanal com característica do terroir brasileiro agora tem a oportunidade de ser apreciada em cidades chinesas. Recentemente, duas marcas que se destacam pela produção de cervejas ácidas e pela exploração do terroir local, a Cozalinda e a Zalaz, fecharam um acordo e enviaram um total de cinco pallets de suas criações para o mercado da China.

Essa possibilidade de exportação, que ficou adormecida durante o auge da pandemia, tornou-se possível devido ao interesse pelas cervejas selvagens por parte dos profissionais do setor na China, com as marcas tendo a oportunidade de escolher entre os interessados na exportação, a fim de levar suas produções para o mercado do país asiático. Além disso, as medalhas conquistadas em concursos internacionais e as indicações de juízes especializados em competições cervejeiras contribuíram para facilitar esse processo.

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Divididas entre chope e cervejas engarrafadas, a Zalaz enviou três pallets contendo 18 variedades de suas criações para a China, enquanto a Cozalinda despachou sete rótulos diferentes em dois pallets. Segundo os representantes das marcas, as cervejas serão comercializadas em eventos focados em cervejas selvagens, além de bares e lojas especializadas.

“O exportador está envolvido em um festival de cerveja de fermentação mista, realizado em várias cidades, para o qual procura cervejas de todo o mundo. Estaremos ao lado de outras cervejas ácidas de diferentes partes do planeta”, explica Fabrício Almeida, co-fundador da Zalaz.

Enquanto a marca do interior de Minas Gerais já havia exportado suas cervejas para a China e também para a Europa, em colaboração com outras marcas, a Cozalinda enfrenta essa etapa pela primeira vez.

“O que batemos desde a criação da marca, depois com participações em palestras e concursos no exterior, abriu as portas e agora estamos tendo o retorno: o reconhecimento de que temos uma identidade do terroir do Brasil. E isso é recompensador”, diz Diego Rzatki, sócio-fundador da Cozalinda.

Novas oportunidades de mercado
Tanto para a Cozalinda quanto para a Zalaz, a exportação de cervejas ácidas para a China representa uma abertura de caminho para as cervejarias artesanais brasileiras, especialmente aquelas que valorizam o terroir local. Isso é visto como um diferencial, pois possibilita a oferta de cervejas verdadeiramente únicas, com um perfil que não é encontrado em outros países.

“Se tem um tipo de cerveja produzida aqui com chance de exportação, é a ácida. Ela tem o terroir local, e eles querem ver o gosto do Brasil. Não precisa ser melhor do que a cerveja local, mas ser o que ela é. Como são cervejas únicas, tem um apelo de vendas diferente, por essa singularidade”, comenta Rzatki.

É um caminho certeiro para esse tipo de cerveja, pois mandamos para o mundo o terroir brasileiro. Creio que faça muito sentido, com a exportação de cervejas de guarda e com terroir local sendo uma ótima oportunidade

Fabrício Almeida, co-fundador da Zalaz

O sócio-fundador da Cozalinda também destaca que as cervejas ácidas brasileiras têm potencial para serem competitivas no mercado internacional em termos de preço, devido ao seu alto valor agregado. Isso é particularmente relevante em um cenário em que, por vezes, produtores desse tipo de bebida tem dificuldade de acesso a um público mais amplo dentro do Brasil.

“Temos custos de produção consideráveis, especialmente em relação aos insumos, mas a desvalorização da moeda nos beneficia e nos torna competitivos nesse nicho de cervejas, que tem grande valorização no exterior. Isso nos permite alcançar um preço compatível com os valores praticados fora do Brasil. O fato de termos cervejas com um alto valor agregado nos torna mais competitivos”, afirma Rzatki.

Panorama da exportação
De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil exportou um total de 200.588.542 quilos de cerveja em 2022, representando uma queda de 16,8% em comparação com o ano anterior. O valor exportado também registrou redução de 8,7%, totalizando US$ 120.047.504.

No ano passado, a China foi um dos 79 países de destino da cerveja brasileira, ocupando a 23ª posição em termos de volume (22.469 kg) e a 24ª posição em valor (US$ 44.701).

Menu Degustação: 9 anos da Uaimií, delivery de barris da Dádiva, Beerland…

Não faltam opções para o público cervejeiro ter dias agitados pela frente, diante da diversidade de eventos e possibilidades oferecidas pelo segmento. Em Belo Horizonte, por exemplo, a Uaimií vai comemorar seu nono aniversário com uma festa na rua, em frente ao seu pub, neste sábado (2).

Em São Paulo, o Beerland acontece no amplo estacionamento da Galeria Carrefour Aricanduva com programação de sabores, música e diversão para todos os públicos em um festival de cervejas artesanais, a partir desta sexta-feira (1º). Já para quem deseja organizar a própria festa, a Dádiva passou a oferecer delivery de seus barris de cerveja.

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Confira essas e outras ações do setor cervejeiro no Menu Degustação do Guia:

Festa da Uaimií 
A cervejaria Uaimií celebra seu nono aniversário com uma festa aberta ao público em Belo Horizonte, com música ao vivo e opções gastronômicas, neste sábado, a  partir das 11h30.  A festa acontecerá na rua Grão Mogol, bem em frente ao pub. O som na celebração da Uaimií fica com as bandas Lady Vinil, Harley Queen e Seu Madruga, além dos DJs Antônio Montana e Andreia Around. Já a parte gastronômica terá os petiscos de Sô Vicente Ramos, XBK e mais dois food trucks. 

Delivery de barris da Dádiva
A cervejaria Dádiva agora oferece entrega em domicílio de seus principais chopes em várias regiões da cidade de São Paulo. A seleção inclui variedades como Premium Lager, Belgian Witbier e Pink Lemonade. O foco é em fornecer barris para festas e eventos.

Cerveja com joelho de porco
A Cervejaria Filosofia fará sua estreia no mercado de cervejas com o lançamento de sua primeira New England IPA. O evento acontecerá neste sábado (2º), a partir das 14h, na Cervejaria Buriti, em Santo André (SP). Os primeiros clientes serão agraciados com uma porção de joelho de porco ao adquirirem a cerveja, enquanto desfrutam da atmosfera musical da banda Mojobox.

Detalhes da Semana Selvagem
A Semana Selvagem, que acontecerá de 6 a 9 de setembro, anunciou detalhes da sua programação. O evento inclui dois dias de congresso, com 26 atividades, entre palestras, mesas redondas, degustações e workshops, reunindo mais de 50 palestrantes do Brasil e do exterior. O encontro é realizado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e terá, além do evento técnico-científico, outras atrações, como o pré-lançamento do Projeto Manipueira, com reúne quase 50 cervejarias.

Beerland no Aricanduva
A partir desta sexta-feira, a área externa da Galeria Carrefour Aricanduva, em São Paulo, sediará o Beerland, um festival itinerante de cerveja artesanal. O evento oferecerá uma variedade de cervejas especiais, incluindo opções como Witbier de Maracujá e IPA com Jack Daniels, bem como variedades tradicionais, sendo mais de 10 mil litros de 16 estilos diferentes. O festival também contará com opções de alimentos e outras bebidas, tendo entrada gratuita.

Espaço da Heineken no Blue Note
A Heineken agora conta com um espaço exclusivo para os clientes no Blue Note, renomada casa de shows que reúne artistas icônicos em São Paulo. O espaço foi inaugurado no último dia 26, com um tributo a David Bowie, realizado pela banda Diamond Dogs.

Carreta no Tardezinha
Uma novidade para os participantes do show Tardezinha, do cantor Thiaguinho, é a Carreta Rooftop Itaipava. Patrocinada pelo chope Ita-Draft, a carreta proporcionará uma vista privilegiada do show, oportunidades para fotos, descanso e aquisição de chopes do Grupo Petrópolis. A carreta percorrerá diversas cidades até o término da turnê.

Aniversário de fábrica
A fábrica do Grupo Petrópolis em Uberaba completou três anos de operação, tendo gerado aproximadamente 4,9 mil empregos diretos e indiretos desde sua inauguração. A unidade atende a diversos estados e produz várias marcas de cerveja, além de ter iniciado um projeto de plantio de lúpulo.

Promoção para a Oktoberfest de Blumenau
O Zé Delivery e a Spaten lançaram uma promoção que permite aos consumidores ganharem canecas exclusivas da Oktoberfest Blumenau ao comprarem um engradado de 24 unidades da marca de cerveja – long neck ou lata de 350 ml – pelo aplicativo. Dentre todas elas, cinco serão premiadas e quem as encontrar ganhará uma viagem para duas pessoas, com tudo pago, para viver toda a celebração da festa alemã na cidade catarinense.

Peças de cerâmica da Stella
A Stella Artois e a artista visual Thais Mor lançaram uma colaboração exclusiva de peças de cerâmica inspiradas na cerveja Stella Pure Gold. As peças, que incluem bowls e mini pratos com mensagens estampadas, estarão disponíveis para compra no site da artista a partir da próxima segunda-feira (4).

Aceleração de lideranças negras
A Ambev está realizando a segunda edição do programa de aceleração de lideranças negras, o Dàgbá – líderes do futuro. O programa visa aumentar a diversidade étnico-racial em cargos de liderança e nesta edição contará com 90 participantes, um aumento de 25% em relação à primeira turma. O Dàgbá envolve uma abordagem interdisciplinar com três frentes de atuação: antropologia, design e desenvolvimento comportamental de soft skills.

Primeiros juízes da Copa Cervezas de Américas
A Copa Cervezas de Américas anunciou a sua primeira equipe de juízes para sua décima edição, incluindo o brasileiro Patrick Bannwart, mestre-cervejeiro e sócio-proprietário da BR Brew Cervejaria.  As inscrições para o concurso vão até 14 de setembro e o envio de amostras acontecerá entre os dias 18 e 28.

Dado Bier com Frank Jorge          
O single “Pode Dizer Assim”, de Frank Jorge, ganhou uma nova versão acústica lançada em todas as plataformas de música, tendo sido gravado em uma edição do Loop Sessions, em parceria com a Dado Bier. A cervejaria tem ajudado a lançar clipes mensalmente, apresentando novos artistas na casa do Loop, na Fábrica do Futuro, em Porto Alegre.

Passe digital para cervejarias
A Choose Chicago lançou o Chicago Brew Pass, um passe digital que permite aos participantes visitarem cervejarias por toda a cidade, ganhando pontos que podem ser trocados por prêmios. Os participantes podem usá-lo para explorar mais de 20 cervejarias artesanais participantes em e começar a ganhar recompensas.

Entrevista: Como o setor cervejeiro pode fomentar o empreendedorismo negro

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As desigualdades sociais no Brasil apresentam-se como um problema que abarca diversos setores e estratos da sociedade, destacando-se ainda mais quando observadas sob as lentes da questão racial. No contexto do mercado de trabalho, emerge historicamente uma evidente disparidade entre as pessoas negras e brancas. Diante desse cenário, iniciativas que fortalecem e fomentam a cultura e o empreendedorismo negro ganham relevância, como é o caso da PretaHub, uma organização híbrida criada por Adriana Barbosa, sua CEO.

Um estudo do IBGE divulgado em 2021, considerando a linha de pobreza monetária proposta pelo Banco Mundial, revelou que a proporção de indivíduos pobres no país era de 18,6% entre os brancos, praticamente a metade dos números entre os pretos (34,5%) e pardos (38,4%). E embora mais da metade (53,8%) da força de trabalho brasileira fosse composta por pretos e pardos naquele ano, esses grupos combinados ocupavam apenas 29,5% dos cargos gerenciais, enquanto os brancos abocanhavam 69% dessas posições.

Diante desses alarmantes dados de desigualdade, a PretaHub tem desenvolvido uma série de iniciativas desde 2002, inclusive colaborações com grandes empresas, como a parceria estabelecida com a Ambev, que neste ano se comprometeu a destinar R$ 7 milhões para impulsionar projetos de entretenimento e cultura liderados por pessoas negras em todo o país. Esse fundo integra o programa de inclusão produtiva da Ambev, o BORA, que busca gerar oportunidades de capacitação, emprego e renda.

Além do suporte financeiro, essa iniciativa empresarial visa incentivar os produtores em uma jornada de longo prazo. Os selecionados participam de um programa de capacitação da PretaHub, o Afrolab, tendo acesso aos recursos educativos da Ambev On, um espaço de aprendizagem e desenvolvimento, bem como atividades de formação e conexão destinadas a profissionais do programa BORA.

CEO da Preta Hub, Adriana Barbosa é uma das principais líderes negras de grande influência no Brasil e uma fonte de inspiração no contexto do empreendedorismo negro. Além de ser a fundadora e presidente do Festival Feira Preta, o maior evento de cultura e empreendedorismo da América Latina, que ao longo de 21 anos movimentou cerca de R$ 12 milhões por meio da contratação de pessoas e venda de produtos e serviços, ela é uma especialista em negócios sociais e diversidade racial. Seu currículo é repleto de homenagens e prêmios, como a nomeação como uma das 51 pessoas negras com menos de 40 anos mais influentes do mundo pelo Mipad em 2017, e sua inclusão entre os 500 indivíduos mais influentes da América Latina pela Bloomberg Linea em 2022.

Nesta entrevista ao Guia, Adriana compartilha insights sobre as ações da PretaHub, a parceria com a Ambev e como o estímulo ao empreendedorismo negro pode se estender ao setor cervejeiro.

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Confira, a seguir, a entrevista do Guia com Adriana Barbosa, CEO da PretaHub:

O que é a PretaHub e quais são suas principais ações?
A PretaHub é uma organização híbrida (combinação de ONG com fins lucrativos) que funciona como plataforma para fortalecer e promover a cultura negra no Brasil, unindo empreendedores que transformam sua identidade em produtos, serviços e soluções criativas.

A sede da PretaHub está localizada na Casa PretaHub – Avenida Nove de Julho, 50, Bela Vista, São Paulo. O espaço, focado na economia colaborativa e no apoio de empreendedores negros, possui estúdios de fotografia, de áudio, cozinha compartilhada, biblioteca, loja colaborativa, coworking e sala para palestras e eventos.

A PretaHub realiza diversas atividades voltadas ao fortalecimento da população e do empreendedorismo negro como: a jornada imersiva de autoconhecimento e educação empreendedora, o Afrolab; o espaço criativo para produção de conteúdo e eventos em São Paulo e no Recôncavo Baiano, a Casa PretaHub; o festival de impacto, cultura e empreendedorismo negro, o Festival Feira Preta; e muitos outros. Além disso, a PretaHub desenvolve, por meio da Preta Dados, pesquisas sobre o público e o empreendedorismo negro.

Quais são os objetivos da PretaHub?
Seu principal objetivo é dar visibilidade ao espírito criativo e inventivo da população negra e fomentar o empreendedorismo negro no Brasil, desta forma, a PretaHub é um hub de aceleração, inventividade, criatividade e tendência pretas.

Quem se beneficia das iniciativas da PretaHub?
Atualmente, cerca de 4,7 milhões dos empreendedores do Brasil são mulheres negras. Assim como eu, milhares de mulheres negras encontram no empreendedorismo a possibilidade de sobreviverem. Aqui, o empreendedorismo não é recreativo ou por escolha, no maior número de casos, o empreendedorismo é por necessidade.

E, por isso, a PretaHub é criada com o objetivo de apoiar as pessoas empreendedoras negras, desde educação empreendedora e autoconhecimento, à criação de oportunidades e, até mesmo, no apoio com incentivos financeiros. O objetivo da PretaHub é o de capacitar essas mulheres para que elas conquistem sua emancipação financeira e, com isso, modificar a estrutura onde vivem.

Como a PretaHub fortalece o empreendedorismo negro no Brasil?
A PretaHub oferece e disponibiliza ações para aceleração e desenvolvimento de empreendedores negros e indígenas, seja jornadas imersivas de formação ou cursos presenciais na Casa PretaHub, que são gratuitas. São criados também projetos de incentivo, como o Prêmio Pretas Potências, além do desenvolvimento de uma conversa profunda e sistêmica junto ao mercado, a fim de criar oportunidades e apoio financeiro a empreendimentos negros.

Como as ações da PretaHub se estenderam ao setor cervejeiro?
Por meu olhar condicionado à busca de mais oportunidades para a comunidade negra, especialmente os empreendedores, tenho participado como conselheira de diversas organizações, como a Ambev, empresa que entendeu e acolheu a necessidade de incentivar a criação de empreendedores negros no campo do entretenimento. Assim a PretaHub se aproxima com este setor, realizando junto à empresa o primeiro fundo com foco na economia criativa preta, o Fundo Bora Cultura Preta.

Como surgiu a parceria entre a Ambev e a PretaHub para criar o Fundo Bora Cultura Preta? Quais foram os principais objetivos ao unir forças nesse projeto?
A Ambev já é parceira da PretaHub há algum tempo; inclusive, faço parte do Comitê de Diversidade da empresa. Em nossas discussões, abordamos a necessidade de ter grandes marcas apoiando projetos produzidos por pessoas negras com verba de marketing e não apenas pelo campo do social, e a Ambev, entendendo tal necessidade, criou o Fundo Bora Cultura Preta em parceria com a PretaHub, para apoiar a Economia Criativa Preta, principalmente na área do entretenimento.

Para além do setor cervejeiro, é extremamente importante contar, verdadeiramente, com o apoio das mais diversas organizações para que possamos fortalecer as criatividades e as produções negras de todo o país. A população negra é extremamente criativa, o que falta é incentivo financeiro e visibilidade.

 O Fundo de Cultura Preta não é só sobre valorizar o potencial criativo da população negra, é também reconhecer o protagonismo intelectual e criativo. É sobre viabilizar projetos e ações protagonizadas por esse grupo e contribuir para a distribuição de renda de forma mais equânime.

Com essa iniciativa, espero que os departamentos de marketing de outras empresas se inspirem e invistam financeiramente em proponentes negros, não apenas pelo cunho social, mas por entender o potencial de consumo de mais da metade da população do país.

Dentro do setor cervejeiro, o segmento de artesanais ainda possui uma presença limitada de negros. Você enxerga espaço para impulsionar o empreendedorismo negro nesse setor? Acredita que isso poderia impulsionar o crescimento desse segmento?
Já há incríveis empreendedores negros que produzem cervejas artesanais, como é o caso da Cerveja Preta Bela, da Cervejaria Implicantes, da Cerveja Serafina e da Omi Odara. Mas é necessário a criação de formas de incentivo para inclusão de mais pessoas negras nesta área, visto o custo que existe para a compra dos materiais e os cursos para a criação destas cervejas. O apoio financeiro e a disposição de formações específicas certamente contribuirão para o aumento de empreendedores negros nesta área.