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Cervejarias destacam presença feminina com lançamento e brassagem

No Dia Internacional da Mulher, representantes do setor cervejeiro no Brasil buscam se mobilizar para assegurar que a data seja marcada pelo reconhecimento da presença feminina. Neste 8 de março, e nos dias que se seguem, várias representantes da indústria cervejeira se juntam em um esforço coletivo para ressaltar a influência das mulheres em um campo historicamente masculino.

A agenda de eventos é diversificada, abrangendo desde brassagens com participação do público até o lançamento de cervejas exclusivas. Essas iniciativas visam enfatizar a presença das mulheres e a importância de aumentar a diversidade na indústria cervejeira.

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Um dos destaques acontece na sexta-feira, a partir das 11 horas, quando a Cervejaria Paulistânia e o Eataly São Paul realizam uma brassagem especial, aberta ao público. Sob o comando de Dani Mingatos, sócia da Cia de Brassagem Brasil, e Candy Nunes, sommelière da Paulistânia, será produzida a “Ceres Visia”, uma cerveja que homenageia a deusa romana da agricultura.

O evento acontece no Eataly São Paulo e conta com o suporte de empresas do setor, como Agrária Malte, Levteck e Yakima Chief Hops. “Não podemos nos esquecer da importância e da presença das mulheres na história da cerveja, de deusas a cientistas, desde a sua concepção até os dias atuais. E essa presença vai além, quando vemos que ainda há muitos espaços a serem ocupados por nós, mulheres, com excelência, profissionalismo, resistência e elegância”, reforça Dani Mingatos.

Nesse mesmo dia, a Prussia Bier, de São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), introduz uma novidade: a cerveja “Best Bitter”. Criada por um grupo de 16 mulheres cervejeiras e desenvolvida por seis delas, essa cerveja é uma reinterpretação moderna da tradição britânica. E metade dos lucros serão destinados à instituição Filhas de Sara, que apoia mulheres vítimas de violência.

No sábado, a Krug Bier, de Nova Lima (MG), oferece uma visitação especial à sua fábrica, celebrando as contribuições femininas à cervejaria. Fabiana Bontempo, cervejeira e embaixadora da marca, conduzirá os visitantes numa jornada cultural pelo mundo cervejeiro, incluindo um kit exclusivo para as participantes.

E no dia 16 de março, o Everhub, bar da cervejaria Everbrew em São Paulo, promove uma degustação gratuita destinada exclusivamente às mulheres. Comandada pela sommelière Tamires Cirilo, a sessão abrangerá rótulos emblemáticos da marca, favorecendo uma atmosfera de descontração e aprendizado.

Sabores do Malte é melhor cervejaria do Concurso Brasileiro; veja destaques

As cervejarias Sabores do Malte, situada em Maringá (PR), e Brewine Leopoldina, de Garibaldi (RS), foram os principais destaques da edição de 2024 do Concurso Brasileiro de Cervejas. A cervejaria paranaense foi consagrada como a melhor do evento, enquanto a gaúcha conquistou o prêmio de melhor cerveja, com a distinção Best of Show para a Italian Grape Ale Sauvignon Blanc.

Durante a cerimônia de premiação, que ocorreu na noite de quarta-feira, a Sabores do Malte faturou um total de 21 medalhas, divididas em 7 de ouro, 8 de prata e 6 de bronze. A marca já havia alcançado a terceira posição em 2022 e a quinta em 2023 no Concurso Brasileiro de Cervejas, agora levando o título máximo.

Marcos Schiavoni, seu mestre-cervejeiro, foi reconhecido como o segundo melhor de sua função, com uma pontuação média de 39,47 em 50 possíveis, considerando suas 10 cervejas mais bem avaliadas.

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A Brewine Leopoldina, por sua vez, obteve a premiação máxima para sua Italian Grape Ale Sauvignon Blanc, eleita a Best of Show. A cervejaria somou 6 medalhas de ouro, 8 de prata e 2 de bronze, posicionando-se como a segunda melhor do concurso. Rodrigo Veronese, seu mestre-cervejeiro, figurou como o terceiro melhor em seu posto, com 39,41 pontos.

No terceiro lugar do pódio ficou a cervejaria catarinense Big Jack (3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes), seguida pela Alem Bier (4 ouros, 3 pratas e 6 bronzes), do Rio Grande do Sul, que além de quarta colocada, teve o melhor mestre-cervejeiro do evento, Carlos Mioranza, com 40,27 pontos. Esta premiação foi uma homenagem criada para o concurso de 2024, tendo levado o nome de Marco Falcone, falecido em janeiro.

Outros destaques
A Opa Bier (3 ouros, 6 pratas e 2 bronzes), de Joinville (SC), foi a quinta colocada. O Top 10 do Concurso Brasileiro de Cervejas em 2024 também contou com as catarinenses Biertal (3 ouros, 2 pratas e 1 bronze) e Karsten (3 ouros, 1 prata e 3 bronzes), além da Vila Dionísio (1 ouro, 4 pratas e 3 bronzes), a melhor cervejaria de São Paulo, assim como as gaúchas Mina Beer (3 ouros e 2 pratas) e Urwald (4 ouros).  

Na disputa da Best of Show, a gaúcha Cherokee foi a segunda colocada, com a Catharina Sour com Mirtilo e Maracujá. A Witbier da paranaense Golden Mist foi a terceira melhor cerveja da disputa, com a London History, da Blauer Berg, em quarto lugar, e a Barley Wine Reserva Amburana, da fluminense Alpendorf, na quinta posição.

A premiação
O Concurso Brasileiro de Cervejas de 2024 registrou a inscrição de 4.147 amostras por 567 cervejarias de 21 estados, avaliadas por um júri internacional de 21 países.  No total, foram entregues 127 medalhas de ouro, 141 de prata e 140 de bronze.

Este evento faz parte da Semana Brasileira da Cerveja, que inclui também a entrega da Comenda da Cerveja Brasileira, o SC Gourmet, o Festival Brasileiro da Cerveja e o Congresso Internacional da Cerveja.

Cerveja em garrafa cresce mesmo com consumo em casa consolidado

A busca por cervejas em garrafas de vidro tem mantido trajetória ascendente, de acordo com avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro). Segundo a relações institucionais da entidade, Caroline Morais, foi possível notar um aumento na procura por essa opção para as diferentes ocasiões de consumo nos últimos meses.

“O ano de 2023 foi bastante positivo em termos de crescimento na demanda, temos acompanhado um retorno dos produtos envasados em vidro de forma consistente e o ano passado seguiu essa tendência”, afirma Caroline, ao Guia.

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Durante os momentos mais críticos da pandemia, a busca por cervejas passou por mudanças, especialmente devido às preferências por embalagens destinadas ao consumo residencial, que se tornou a principal opção para as pessoas por alguns meses.

Na avaliação da coordenadora de relações institucionais da Abividro, o consumo residencial consolidou-se, mesmo com a reabertura de bares e a retomada de eventos. Afinal, os brasileiros não abriram mão da opção de consumir em casa, principalmente devido à facilidade de acesso a cervejas e outras bebidas alcoólicas nesse ambiente.

“Durante a pandemia, o perfil de consumo também mudou bastante, mas após a retomada das atividades verificamos uma manutenção do consumo off-trade (em casa).  O consumo on-trade foi se recuperando ao longo de 2023, mas parece que o consumidor brasileiro já aderiu ao seu comportamento o consumo em casa, principalmente com crescimento de outros canais de venda, como aplicativos e e-commerce”, diz.

Adaptando-se a essa nova realidade, a indústria de vidro tem colaborado com as marcas para inovações em embalagens, atuando para torná-las mais atraentes e promovendo uma maior conexão com os produtos. Além disso, esforça-se para elevar os índices de produtividade, reduzindo o peso das embalagens e as emissões no processo de fabricação.

Os desafios relacionados ao acesso às garrafas de vidro, que em alguns momentos recentes afetaram cervejarias, começaram a ser superados com investimentos em ampliações de fábricas no país, como realizados recentemente pela Verallia e Owen-Illinois, e na construção de novas unidades, como a da Ambev em Carambeí (PR).

“Para os próximos anos teremos uma expansão da indústria vidreira no Brasil, com algumas novas plantas de vidro e com ampliações das capacidades instalada, esse crescimento vem conectado para atender ao crescimento da preferência pelo vidro pelos consumidores”, comenta a executiva da Abividro.

Entrevista: Consultor da Câmara Setorial vê setor em momento de qualificação

Entrevista: Consultor da Câmara Setorial vê setor em momento de qualificação

A indústria da cerveja enfrenta diversos desafios, porém, o futuro reserva possibilidades promissoras. Para Eduardo Marcusso, consultor da Câmara Setorial da Cerveja do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pesquisador do setor, o mercado cervejeiro está passando por um período de qualificação essencial para superar obstáculos e promover uma expansão saudável.

Em entrevista sobre os resultados da pesquisa Principais Desafios do Mercado Cervejeiro no Brasil, realizada pelo Guia da Cerveja e acessível pelo link, Marcusso destacou a importância deste estudo como um recurso valioso para fomentar debates e buscar melhorias no setor.

Durante a entrevista, Marcusso explorou os resultados da pesquisa e as soluções propostas para superar os principais entraves, como a questão tributária, oferecendo sua visão sobre os desafios enfrentados pela indústria. O pesquisador do setor também discutiu a adoção do Imposto Seletivo, hoje em fase de debate, e como o governo federal pode apoiar as cervejarias artesanais brasileiras.

Ele ainda ressaltou a importância de se enfrentar os desafios com base em dados, visando a prosperidade do setor cervejeiro.

Confira a entrevista do Guia com Eduardo Marcusso*, consultor da Câmara Setorial da Cerveja do Mapa, sobre o presente e o futuro da indústria da cerveja:

*As opiniões aqui descritas expressam somente a posição do autor e não da Câmara Setorial.


Como você avalia os resultados apresentados pela pesquisa Principais Desafios do Mercado Cervejeiro no Brasil? O que ela diz sobre o setor?
Avalio de forma muito positiva. Escancara e aprofunda as situações que o mercado já vive há muito tempo. Então, quando você traz dados e números com metodologia para mostrar a situação, fica muito mais fácil de compreendermos e atuarmos em cima. A pesquisa mostra que o setor é pujante, é grande, mas tem gargalos importantes, como foi destacado nas questões da carga tributária, da inflação e da logística. Então, agora sabemos realmente o peso que isso tem nas operações.

Quais as soluções para que o setor consiga desatar esses entraves apontados pela pesquisa e superar esses desafios?
A própria pesquisa já traz algumas soluções ao apontar caminhos. Mas é fundamental que tenhamos esses dados para trabalharmos em cima. Então, sobre a carga tributária, a reforma está em discussão, temos que chegar com os dados para mostrar o impacto no setor da cerveja para que isso tenha um tratamento adequado, conforme a necessidade. Quanto mais dados se tiver, melhor vai ser para trabalhar em cima da discussão da carga tributária, seja nacionalmente, com a reforma, seja nos estados, para falar com cada unidade da federação. No caso da inflação são questões mais macroeconômicas, temos que acompanhar o mercado. E na questão logística é trabalhar realmente em cooperação para diminuir o custo logístico, com associações, com cooperativas, para tornar isso um pouco menos custoso.

A pesquisa deixa claro que um dos principais gargalos do setor é a questão dos tributos. Ao mesmo tempo, estamos em pleno debate sobre o Imposto Seletivo, o que pode tornar esse cenário ainda mais complicado. Como você avalia essa questão? Qual é a sua opinião sobre o Imposto Seletivo e quais os impactos que ele pode trazer ao setor?
O Imposto Seletivo é uma realidade em outros países. No Brasil, ele entrou na reforma para combater questões de externalidades negativas que os setores trazem. E a questão do álcool é uma questão de saúde pública, então, ainda que possa levar um tempo, uma hora isso vai acontecer. A questão é como. O setor da cerveja precisa desses dados para conversar com o poder público e mostrar que a cerveja tem um impacto de externalidade negativa diferente de outras bebidas. O debate tem que ser em torno disso: mostrar o quanto a cerveja colabora para a sociedade e que o imposto seletivo seja proporcional às suas externalidades negativas.

Embora o número de cervejarias artesanais venha crescendo ano a ano no Brasil, muitas delas ainda sofrem para operar com lucro e se manterem vivas. O Ministério da Agricultura tem algum plano específico de fomento às cervejarias artesanais brasileiras? Há ações de apoio concretas previstas para os próximos meses/anos? Quais?

O que o Mapa faz e ajuda muito o setor é a fiscalização da produção de bebidas, a normatização dos produtos, as linhas de financiamento para a produção rural, como aconteceu recentemente com o lúpulo, que entrou em uma nova linha para investimento na sua produção. A cevada tem as linhas que outras culturas também têm. Agora, ações do governo em geral podem envolver fomento à exportação e contribuição para o registro de artesanal, que são questões já em discussão.

Qual será o futuro da cerveja brasileira? Devemos ser otimistas com esse setor para os próximos anos? Ou nem tanto? Por quê?
O otimismo tem de guiar nossas ações, senão, paramos. São muitos desafios e essa paixão que move o cervejeiro ajuda também nesse otimismo. Temos barreiras para serem superadas, mas também precisamos ver o número crescente de cervejarias, a expansão, a reforma, a internacionalização da cerveja artesanal que irá acontecer, explorando as suas especificidades, suas madeiras, suas frutas. É um mercado que tem muito para crescer se compararmos em termos mundiais. Então, acho que chegamos em um patamar de expansão, agora vamos passar por uma qualificação do mercado e isso tende a trazer muitos benefícios nos próximos anos, se conseguirmos vencer essas barreiras.

Sobre a Câmara Setorial
Criadas pelo Mapa, as Câmaras Setoriais e Temáticas funcionam como braço assessor do CNPA e são foros de interlocução para a identificação de oportunidades de desenvolvimento das cadeias produtivas e definição das ações prioritárias de interesse para o agronegócio brasileiro e seu relacionamento com os mercados interno e externo. Esse elo entre governo e setor privado resulta em um mecanismo democrático e transparente de participação da sociedade na formulação de políticas públicas.


Ação da Ambev cai 6% após balanço do 4º trimestre e previsão de custos

A divulgação do balanço da Ambev no quarto trimestre de 2023, juntamente com a projeção de custo por produto vendido (CPV) em 2024, provocou impacto negativo sobre o preço da ação da empresa na B3, a bolsa de valores do Brasil. Apesar dessa reação do mercado, a companhia expressa otimismo para o ano em curso e fundamenta suas expectativas em dois pilares: o sólido desempenho nos primeiros meses de 2024, puxado pelo carnaval, e a crença na expansão das vendas de cervejas premium.

No último dia de fevereiro, a ação da Ambev sofreu queda significativa de 6,47%, de R$ 13,45 para R$ 12,58, na sequência da publicação do balanço do período de outubro a dezembro. Essa reversão de tendência resultou em queda mensal de 3,82%, ampliando o declínio acumulado no ano para 8,38%, em contraste com o Ibovespa, que registrou alta de 0,99% no segundo mês de 2024 ao atingir 129.020 pontos.

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O balanço do quarto trimestre de 2023 da Ambev revelou redução de 10,9% no lucro líquido em relação ao mesmo período de 2022, totalizando R$ 4,528 bilhões. O Ebitda ajustado, por outro lado, apresentou aumento de 0,6%, atingindo R$ 7,151 bilhões, enquanto a receita líquida sofreu queda de 11,9% ao alcançar R$ 19,989 bilhões.

Analistas destacam o desempenho desfavorável na região LAS (América Latina, excluindo o Brasil), atribuindo a queda a fatores como hiperinflação na Argentina. “A divisão LAS foi o destaque negativo do quarto trimestre de 2023, com Ebitda 34% abaixo do esperado, impactado principalmente pelas operações na Argentina”, diz a equipe de analistas do Bradesco BBI. Além disso, outro resultado negativo envolveu o declínio nos volumes comercializados no Canadá.

O freio no consumo no Brasil (recuo de 1,1%) também foi citado como um desafio. “Os volumes fracos foram confirmados e, na nossa visão, implicam em perdas de market share e em uma decepção, dada as temperaturas recordes no Brasil”, afirma o JP Morgan.

No mesmo dia em que divulgou o balanço, a Ambev projetou diminuição de 0,5% a 3% no custo sobre produto vendido para 2024. Contudo, essa perspectiva não foi bem recebida pelo mercado, que esperava redução ainda mais expressiva devido à queda nos preços das commodities. Essa situação levou o JP Morgan a modificar a recomendação para a ação da Ambev, passando de compra para neutro, além de reduzir o preço-alvo de R$ 15,50 para R$ 14.

“A peça que falta no quebra-cabeça da recuperação da margem, que seria uma forte redução de custos baseada na queda dos preços das commodities, deve ser mais fraca do que o esperado, de acordo com o guidance da empresa, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade das margens para as operações futuras”, diz o JP Morgan, em relatório.

Perspectivas para 2024
Após encerrar o quarto trimestre de 2023 com diminuição de 1,1% no volume de cerveja no Brasil, a Ambev mantém a confiança em suas possibilidades de crescimento, especialmente no segmento de cervejas premium, que continua em expansão.

“Embora o Brasil apresente um dos maiores consumo per capita de cerveja do mundo, vemos oportunidades de continuar crescendo, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde as marcas premium estão crescendo, mas ainda estão sub posicionadas”, afirma o CEO da Ambev, Jean Jereissati.

Para alcançar esses objetivos, a empresa planeja realizar investimentos substanciais em marketing ao longo do ano. Um dos focos será a marca Corona Cero, um rótulo sem álcool que será a cerveja oficial dos Jogos Olímpicos de Paris. “Depois de anos investindo em tecnologia, é o momento de investir mais em marcas e distribuição”, acrescenta Jereissati, também assegurando que a companhia teve um bom desempenho no carnaval, com destaque para a Brahma.

Mercado financeiro fora do Brasil
A queda na ação da Ambev após a divulgação do balanço e das perspectivas de CPV também se repetiu em Nova York. Por lá, a desvalorização após a publicação do resultado financeiro foi de 7,49%, de US$ 2,69 para US$ 2,49. Com isso, o recuo no mês ficou em 4,96%.

Movimento parecido se deu com a AB InBev, que divulgou seu balanço financeiro com lucro líquido de US$ 1,89 bilhão 33% menor do que o ganho em igual período de 2022, com queda de 2,74% nos volumes gerais de vendas, para 144,706 milhões de hectolitros. Em um dia, a ação caiu 3,21%, para 55,72 euros, tendo recuado 3,51% no mês na Europa.

E fevereiro também foi mês de queda para a ação do Grupo Heineken. O recuo mensal foi de 8,45%, para 85,42 euros.


Balcão do Advogado: Cuidados com a publicidade de bebidas alcoólicas

Balcão do Advogado: Cuidados com a publicidade de bebidas alcoólicas

Existem muitas dúvidas relativas ao que pode ou não ser veiculado nas peças publicitárias de bebidas alcoólicas. Apesar de a grande maioria dos fabricantes e dos pontos de venda ter consciência e bom senso quanto ao conteúdo da publicidade, é necessário ter uma série de cuidados para não infringir nenhuma regra ou determinação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

SOBRE O CONAR
O Conar define-se como “uma instituição que fiscaliza a ética da propaganda comercial veiculada no Brasil, norteando-se pelas disposições contidas no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária”.

Com efeito, o Conar não é um órgão do Judiciário nem uma autarquia federal. Trata-se de uma entidade privada, sem fins lucrativos, com o objetivo de evitar a veiculação de anúncios e campanhas publicitárias de conteúdo enganoso, ofensivo, abusivo ou que desrespeitam, entre outros, a leal concorrência entre anunciantes.

Sua principal função é analisar campanhas publicitárias que podem ter causado algum tipo de desrespeito ao consumidor ou a outras empresas, normalmente por meio de denúncias.

Quando uma denúncia é julgada procedente pelo Conar, a entidade recomenda aos veículos de comunicação a suspensão da exibição da peça ou sugere correções à propaganda. Pode ainda advertir o anunciante e a agência de publicidade. 

VEDAÇÕES À PUBLICIDADE
Além de não poder conter apelo imperativo de consumo e de obrigatoriamente ter a cláusula ostensiva de advertência para responsabilidade social no consumo do produto, a comunicação de publicidade de bebidas alcoólicas deve seguir as seguintes diretrizes estabelecidas pelo Conar:

  • não induzir ao consumo exagerado ou irresponsável;
  • não associar o consumo de bebidas alcoólicas com sinal de maturidade, coragem pessoal, êxito profissional ou social, ou ainda que proporcione ao consumidor maior poder de sedução;
  • não se recomendará a bebida em razão do teor alcoólico ou de seus efeitos sobre os sentidos;
  • a publicidade em redes sociais e por meio de influenciadores digitais igualmente deve respeitar as regras gerais e específicas do segmento;
  • apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem;
  • as mensagens são destinadas unicamente a adultos;
  • não se empregará linguagem, recursos gráficos e audiovisuais do universo infanto-juvenil,
  • somente poderão ser inseridos em programação, publicação ou websites dirigidos predominantemente a maiores de idade;
  • não poderá participar da publicidade pessoa que tenha ou aparente ter menos de 25 anos de idade;
  • as plataformas digitais pertencentes a marcas de produtos que se enquadrem na categoria aqui tratada deverão conter dispositivo de acesso seletivo, de modo a evitar a navegação por menores.

Entre as penalidades possíveis de serem estabelecidas aos eventuais infratores estão:

  1. advertência;
  2. recomendação de alteração ou correção do anúncio;
  3. recomendação aos veículos no sentido de que sustem a divulgação do anúncio;
  4. divulgação da posição do Conar com relação ao anunciante, à agência e ao veículo, através de veículos de comunicação, em face do não acatamento das medidas e providências preconizadas.

As medidas do Conar não têm força de lei, nem podem determinar multa. Contudo, via de regra, suas decisões costumam ser sempre atendidas pelos anunciantes e agências de publicidade.

CASOS EMBLEMÁTICOS

DEVASSA
A cervejaria Devassa (Brasil Kirin/Grupo Heinken) já foi alvo de diversas denúncias no Conar.

Em 2007, a partir da denúncia de uma consumidora, a peça “Devassa – Um tesão de cerveja” foi suspensa. Mesmo com a cervejaria recorrendo à Justiça para manter a campanha, a decisão do Conar de sustar a peça publicitária foi mantida.

Em março de 2010, o Conar, por iniciativa própria, abriu representação contra a divulgação de concurso disponibilizado no site da cervejaria Devassa que prometia “premiação de R$ 3 mil a serem gastos na rede de cervejarias da marca”. Por entender que a promoção poderia estimular o consumo excessivo de álcool, o órgão recomendou a suspensão da promoção, decisão que foi acatada pela marca.

SORVETE SABOR CERVEJA
O Conar decidiu advertir a Ambev pela campanha de divulgação do lançamento de um sorvete da marca Skol com sabor de cerveja, por entender que a propaganda feita no site da empresa e na página da marca no Facebook poderia despertar a atenção do público infanto-juvenil.

Embora as advertências do órgão não estejam associadas a nenhum tipo de punição ou restrição, a decisão sinaliza que a prática é arriscada e que os anunciantes devem redobrar a atenção nas campanhas que possam despertar a atenção de menores de idade.

SKOL ULTRA
Em 2015, a Ambev viu-se obrigada a retirar do ar a propaganda da cerveja Skol Ultra, anunciada como “a cerveja oficial dos atletas não oficiais”.

O Conar entendeu que o comercial desrespeitou as recomendações do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária ao associar bebida alcóolica e esporte. A Ambev recorreu da decisão e, no lugar da sustação da propaganda, o órgão decidiu manter apenas uma advertência, liberando o comercial.

Conhecendo e seguindo as diretrizes do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária e os precedentes do Conar, fica mais fácil de evitar qualquer problema relacionado à publicidade dos produtos. Então, não tem erro: publicidade consciente e dentro das regras é o primeiro caminho para uma campanha de comunicação bem-sucedida.


André Lopes é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criadores do site Advogado Cervejeiro.

Menu Degustação: Everbrew expande aos EUA e terá fábrica na Flórida

A Everbrew vai expandir a sua presença ao mercado cervejeiro internacional, passando a contar com uma unidade produtiva nos Estados Unidos. A marca de Santos (SP) vai passar a operar a fábrica da Clermont Brewing Co. na Flórida, com capacidade produtiva de 16 mil litros mensais.

Essa é uma das novidades do setor, que também viu o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) ganhar mais uma integrante, a Louvada. E o segmento está cheio de eventos ao longo dos próximos dias, como o Concurso Cervejeiro em Blumenau (SC), assim como celebrações com a união entre várias marcas em Brotas (SP), Campinas (SP) e Belo Horizonte.

Leia também – 10 lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em fevereiro

Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Semana cervejeira em Brotas
Brotas vai realizar a primeira Semana Cervejeira, de 15 a 17 de março. O evento, que contará com a participação de cinco cervejarias locais – Aventura Líquida, Brotas Beer, Casa da Mina, Cultiva e Limonis – promete atrair mais de 10 mil visitantes. Além da degustação de cervejas exclusivas, o público desfrutará de música ao vivo, praça de alimentação diversificada e atividades para crianças. O evento marca o lançamento do Núcleo Cervejeiro de Brotas, uma iniciativa que visa fortalecer o mercado cervejeiro regional, com o apoio da Secretaria de Turismo de Brotas. Estrategicamente agendada durante a St. Patrick’s Day, a festividade oferecerá um chope especial aos participantes. l. O evento acontecerá no Largo do Ciam.

Champions Beer 2024
O Champions Beer iniciou seu tour 2024 em Campinas, marcando presença como um dos principais eventos de cervejas artesanais em São Paulo. Com uma estrutura ampliada, o evento ocorre neste fim de semana (até domingo) e no próximo (8 a 10) no estacionamento do Galleria Shopping, com entrada gratuita. São 14 cervejarias confirmadas: Barossa, Campinas, Tábuas, Landel, todas sediadas em Campinas, Marés, de Americana, Berggren, de Nova Odessa, as piracicabanas Dama Bier, Cevada Pura e Em Nome do Malte, Madalena, de Santo André, Bragantina, de Bragança Paulista, Eisenhügel, de Itapecerica da Serra, Maltesa, de Ribeirão Preto, e Bodebrown, de Curitiba. O evento conta com uma praça de alimentação diversificada, área kids e a oportunidade para o público votar na melhor cerveja, com o resultado da eleição sendo anunciado no último dia. A programação musical destaca atrações como Bon Jovi Cover, AC/DC Rising Power, Queen Cover, Pearl Jam Cover e U2 Cronos.

Circuito cervejeiro
O Circuito Cervejeiro estreará no Mirante Meet, em Belo Horizonte, no estacionamento da churrascaria Porcão, em 9 de março. O evento propõe reunir as mais premiadas cervejarias de Minas Gerais, como Albanos, Krug, Läut, Verace, Cervejaria 040, Slod, Loba e Götter. A proposta gastronômica combina comidas clássicas de boteco e churrasco, incluindo cortes especiais Angus. O palco contará com apresentações de bandas renomadas, como Cash, Velotrol, Saideira, Big Ones e Tomarock, tocando clássicos do rock dos anos 80 e 90. O evento, pet friendly, oferecerá lotes de entrada gratuita mediante retirada no Sympla.

4.147 amostras
O Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC) contará com a avaliação de 4.147 amostras de 567 cervejarias representando 21 estados. Mais de 100 jurados de 21 países estarão presentes para eleger as melhores cervejas a partir deste sábado (2). Além disso, uma novidade é a introdução da nota comercial aos vencedores, uma prática comum no mundo do vinho e adotada pela primeira vez nas Américas para cervejas. A noite de premiação está marcada para a próxima quarta-feira (6), de março no Clube Velha Central, encerrando a Semana Brasileira da Cerveja que inclui a entrega da Comenda da Cerveja Brasileira, o SC Gourmet e o Congresso Internacional da Cerveja, realizados no parque Vila Germânica.

Everbrew nos Estados Unidos
A Everbrew anunciou uma expansão aos Estados Unidos ao passar a operar na Clermont Brewing Co, localizada em Clermont, Flórida. Com capacidade de produção mensal de 16 mil litros, a Clermont Brewing Co se destaca por sua localização próxima aos parques da Disney, atendendo tanto o público local quanto os turistas. A transição para Everbrew Brewing Co está prevista para o primeiro semestre. A Clermont Brewing Co, conhecida logo iniciará a produção de latas da Everbrew, possibilitando a distribuição dos produtos por todo o território dos Estados Unidos.

Louvada no Sindicerv
A Cervejaria Louvada acaba de se juntar ao Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). Inaugurada em 2015 como a primeira cervejaria artesanal de Cuiabá, a Louvada expandiu sua presença, estabelecendo fábricas em três estados e atingindo uma produção mensal de 400 mil litros de cerveja. Com presença em sete estados, 1,6 mil pontos de venda e 11 franquias, a cervejaria é reconhecida por sua diversidade de mais de 20 estilos de cervejas.

Tendências do mercado
A Beer Business oferecerá uma aula online gratuita em 12 de março, a partir das 20 horas, sobre as tendências globais que moldarão o mercado cervejeiro em 2024, explorando novidades dos Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Reino Unido e Brasil. A jornada promete oferecer insights sobre as inovações do setor, permitindo aos participantes compreenderem as tendências globais, obterem inspiração para inovar em seus negócios e conectarem-se com outros entusiastas do universo cervejeiro.

500 vagas no Grupo Petrópolis
O Grupo Petrópolis anunciou a abertura de mais de 500 vagas em todo o país. A empresa busca profissionais em 18 estados e no Distrito Federal para diversas áreas, incluindo trade marketing, administrativo, indústria, comercial e logística, abrangendo diferentes níveis de experiência. Os interessados podem se candidatar por meio do site de carreiras da companhia, onde podem filtrar oportunidades por cidade e estado desejados.

Campanha da Baden Baden
A Baden Baden celebra seus 25 anos de história com o lançamento da campanha “Baden Baden Harmoniza Momentos”, que aconteceu na terça-feira (25). A iniciativa visa promover a valorização de pequenos gestos de afeto e conexão no cotidiano, incentivando os consumidores a criar experiências autênticas com os diversos estilos de cerveja da marca. Em meio à agitação do dia a dia, a campanha destaca a importância de tornar os relacionamentos mais especiais, realçando momentos de afeto e conexão. Desenvolvida pela AlmapBBDO, a campanha inclui cinco vídeos de quinze segundos cada, disponíveis em plataformas digitais como Meta, Youtube e canais de mídia programática. A mensagem central é que para apreciar ocasiões especiais, não é necessário que sejam perfeitas ou idealizadas, bastando a companhia certa e uma boa cerveja Baden Baden.

Krug no Festival do Japão
A Krug Bier estabeleceu uma parceria como operadora oficial no 11º Festival do Japão em Minas, que acontece no Expominas, em Belo Horizonte, até domingo. A cervejaria apresentará seus premiados rótulos e gerenciará toda a operação de bebidas do evento, que atrai mais de 30 mil pessoas. O evento, que tem como tema central as “Wagasas”, sombrinhas japonesas, busca promover uma imersão na cultura nipônica, incorporando tradições como a arte Ukiyo-e, arquitetura paisagística e a simbologia do bambu. Além das atrações culturais, o festival oferecerá uma ampliação de espaço, com um terceiro pavilhão destinado à praça de alimentação, proporcionando maior comodidade aos visitantes.

7 soluções para o setor cervejeiro superar seus desafios

7 soluções para o setor cervejeiro superar seus desafios

O setor cervejeiro, apesar de sua importância e crescimento, encara diversos obstáculos complexos, como evidenciam os resultados da pesquisa “Principais Desafios do Mercado Cervejeiro no Brasil”, realizada pelo Guia da Cerveja e acessível pelo link, o que indica a necessidade de soluções para lidar com eles, com abordagens profissionais e inovadoras.

Diante desse cenário, o Guia procurou ouvir especialistas, empresários e representantes de associações, buscando identificar as principais soluções e ações práticas que possam impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor cervejeiro.

Esses profissionais destacaram soluções fundamentais para os desafios enfrentados pelas cervejarias, que vão desde inovações no modelo de negócios até propostas concretas relacionadas à tributação e gestão eficiente. Ao adotar essas estratégias, o setor cervejeiro não apenas pode superar os desafios atuais, mas também posicionar-se para um futuro de crescimento e prosperidade.

Confira 7 estratégias para o setor cervejeiro superar seus desafios:

1 – Criação de um CNAE específico para cervejarias artesanais
A criação de uma subclasse da CNAE, a Classificação Nacional de Atividades Econômicas, dedicada ao setor de cervejas artesanais abriria caminho para uma taxação mais alinhada com a realidade, necessidades e demandas do setor. “Hoje, existe um só CNAE para cerveja no Brasil. E ter um CNAE específico é uma demanda que temos”, diz o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Gilberto Tarantino.

2 – Cooperação setorial
É preciso trabalhar de modo coletivo e em prol da categoria, não pensando apenas no seu empreendimento. “Caso contrário, não haverá poder de persuasão que supere as barreiras presentes no âmbito político-tributário”, avalia a a sommelière, mestre-cervejeira e diretora da Doemens Akademie no Brasil, Cilene Saorin.

3 – Aplicação dos conceitos ESG
Aprimorar a sustentabilidade e responsabilidade corporativa por meio da aplicação dos conceitos ESG pode ser fundamental para impulsionar a excelência nos negócios cervejeiros. “Penso que compreender o tema sustentabilidade (ESG) de forma holística pode e deve servir como uma das principais forças disruptivas na transformação evolutiva dos negócios nos próximos anos. Um tema obviamente a ser aplicado de forma ética, consciente, inclusiva e inovadora”, afirma Cilene.

4 – Gestão de custos
Otimizar recursos é fundamental para a sustentabilidade financeira de uma cervejaria, como destaca o sócio da Morenabier, Osir Afonso Tessar. “A solução que vejo, principalmente para as cervejarias que não dependem muito de capital de terceiros, é gerenciar bem os custos operacionais, principalmente os fixos. Com esse modelo é possível ainda competir, se manter no mercado e crescer com os pés no chão”, afirma o executivo da cervejaria de Campo Grande.

5 – Inovação no processo produtivo
Elevar a qualidade e eficiência traz melhoras para o processo de fabricação e abre caminho para criações. “A adoção de tecnologias digitais ou arranjos locais para otimizar a logística e a expansão para novos mercados pode ser um diferencial competitivo importante para o setor”, comenta a analista de competitividade do Sebrae Nacional, Mayra Viana.

6 – Tributação por volume produtivo
A medida é vista por especialistas como fundamental para a promoção da equidade fiscal. “Não queremos que haja aumento de imposto para ninguém. Queremos uma redução para as pequenas, algo que já temos acordado com as grandes cervejarias. A redução seria baseada no volume de produção”, relata o presidente da Abracerva.

7 – Inovação no modelo de negócios
Adaptar-se às mudanças de mercado e inovar em busca da competividade são soluções vistas como fundamentais para os desafios do setor cervejeiro. “Estratégias como a diversificação de produtos, o foco em sustentabilidade e práticas de ESG, além do fortalecimento das cadeias de suprimentos locais, são fundamentais. Tudo isso acompanhado de práticas de gestão cada vez mais robustas e de um fortalecimento da cooperação entre os empresários e entre as instituições de toda a cadeia produtiva”, afirma a analista de competitividade do Sebrae Nacional.

Sobre a pesquisa
A pesquisa “Principais Desafios do Mercado Cervejeiro no Brasil” é um estudo quantitativo conduzido por meio de questionário online, com respostas coletadas em setembro de 2023. O estudo contou com a participação de 129 proprietários ou administradores de cervejarias em todas as cinco regiões do país.

Lucro da Ambev cai 10,9% e venda de cerveja no Brasil recua 1,1% no 4º trimestre

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O lucro líquido da Ambev teve uma queda no quarto trimestre de 2023, como revelado no balanço financeiro divulgado nesta quinta-feira, assim como a venda de cerveja no Brasil. A empresa apresentou um resultado positivo de R$ 4,528 bilhões, representando uma diminuição de 10,9% em relação ao mesmo período de 2022. Ao longo dos 12 meses do ano, houve um aumento de 0,5%, totalizando R$ 14,96 bilhões.

A receita líquida da Ambev também apresentou redução no quarto trimestre de 2023, com um recuo de 11,9%, atingindo R$ 19,989 bilhões. No entanto, no acumulado do ano, o resultado ficou estável, alcançando R$ 79.736 bilhões. O Ebitda ajustado da companhia teve um crescimento de 0,6% no período de outubro a dezembro, totalizando R$ 7,151 bilhões, e um aumento de 7,9% no ano, atingindo R$ 25,454 bilhões.

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O resultado financeiro da Ambev também indicou uma queda nos volumes de bebida comercializada. Houve uma diminuição de 0,1% no quarto trimestre, totalizando 52,091 milhões de hectolitros, e uma redução de 1,1% no ano, chegando a 183,659 milhões de hectolitros.

No Brasil, a venda de cerveja pela Ambev apresentou queda de 1,1% no quarto trimestre, totalizando 26,32 milhões de hectolitros. A empresa atribuiu esse recuo a uma base de comparação desafiadora, uma vez que no mesmo período de 2022 ocorreu a Copa do Mundo. No acumulado do ano, houve redução de 1%, alcançando 93,111 milhões de hectolitros.

A Ambev destacou o crescimento das cervejas premium e super premium, que registraram aumento de cerca de 25% em 2023, lideradas por marcas como Corona, Spaten e Original. A empresa afirmou ter ganhado participação de mercado nesse segmento.

Além disso, a família Budweiser experimentou aumento de volume de aproximadamente 15%, com a distribuição da Budweiser Zero expandindo-se mais de seis vezes em relação a 2022. No entanto, o segmento core, com marcas como Brahma e Skol, teve uma queda de um dígito baixo no ano, resultando em uma estimativa de ligeira redução da participação de mercado.

A Ambev também ressaltou o crescimento do Zé Delivery, que encerrou o ano de 2023 com 5,7 milhões de usuários ativos mensais, representando um aumento anual de 19%. De acordo com a empresa, o valor médio por pedido cresceu 11% em comparação com 2022.

No release de resultados, a administração da Ambev afirmou que iniciou 2024 em uma posição mais sólida do que em 2023. “Esperamos enfrentar menos pressão de custos dados os ventos favoráveis das commodities e do câmbio, parcialmente compensados pelo mix e por ajuste de contas a pagar a valor justo (em razão de menor taxa de juros) no Brasil”, diz.

10 lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em fevereiro

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O mês de fevereiro foi marcado por uma profusão de novidades no universo cervejeiro, com diversas cervejarias apresentando lançamentos que prometem conquistar paladares e surpreender apreciadores. Desde cervejas que exploram a riqueza dos lúpulos brasileiros até criações que incorporam ingredientes inusitados, o cenário cervejeiro ganhou destaque com variedade e inovação.

Neste compilado, destacamos alguns dos lançamentos da fevereiro, revelando sabores únicos, técnicas elaboradas das cervejarias e, em alguns casos, a fusão entre tradição e influências de outras bebidas. Acompanhe conosco as nuances de cada rótulo que chegou ao mercado, proporcionando uma viagem sensorial pelos sabores e aromas do mundo das cervejas artesanais.

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Confira 10 lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em fevereiro:

3Barcaças
A cervejaria 3Barcaças lançou mais um rótulo em sua série Brazilian Flavors, a Cara Dourada, uma Brazilian Lager com 4,6% de teor alcoólico. Elaborada com os lúpulos Magnum e Cascade da Brava Terra, a cerveja promete um toque autenticamente brasileiro, celebrando a riqueza dos lúpulos cultivados localmente.

Brass Brew
A Brass Brew apresentou a Uma Menina Má, uma Witbier que incorpora trigo, aveia, sementes de coentro, cascas de laranja e limão, proporcionando uma experiência cítrica e refrescante. O destaque é a presença da flor de hibisco, que adiciona não apenas um delicado aroma floral, mas também um toque de cor à bebida.

Brewine Leopoldina
A Brewine Leopoldina, integrante do Grupo Famiglia Valduga, lançou, em fevereiro, a Italian Grape Ale Moscato e a Italian Grape Ale Sauvignon Blanc, expandindo seu portfólio de cervejas inspiradas na fusão entre o mundo do vinho e da cerveja. Ambas as cervejas, elaboradas durante a vindima no Vale dos Vinhedos (RS) – Safra 2023, incorporam o mosto das uvas Moscato Branco e Sauvignon Blanc da vinícola Casa Valduga. A Moscato, já premiada por sua união com a base Witbier, destaca-se por sua coloração amarelo claro, notas cítricas e florais, e é indicada para harmonizações com saladas, carnes brancas e sobremesas de frutas. Já a Sauvignon Blanc, mais complexa, apresenta harmonia com o estilo Saison, destacando-se por notas de frutas frescas e alecrim, sendo recomendada para acompanhar massas com molhos leves, frutos do mar e carnes brancas. Ambas as cervejas foram elaboradas pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa.

Brewteco
O Brewteco, rede de bares do Rio de Janeiro, apresentou, em fevereiro, duas novas cervejas de marca própria: a Belgian Tripel e a Weizenbock. A Belgian Tripel, com 8,5% de graduação alcoólica, é uma cerveja robusta, composta por malte de cevada, malte de trigo e aveia, oferecendo um corpo aveludado e aromas condimentados e de frutas secas. A Weizenbock, com 8% de álcool, de cor marrom avermelhada, tem aromas de uvas passas, banana e chocolate, além de uma picância.

Cozalinda e Kairós
A Cozalinda, em parceria com a Kairós, fez o lançamento de mais uma chicha contemporânea. Esta segunda versão, agora disponível em garrafa, destaca-se pela incorporação de framboesa e semente de amburana, proporcionando uma experiência refrescante e de fácil consumo, ideal para os dias quentes. Intitulada El Caminho de Maíz,  a cerveja é parte do projeto colaborativo que utiliza malte de milho colorado da Maltes Catarinense e milho cultivado na fazenda da família dos fundadores da Cozalinda. A conexão com a cultura sul-americana é evidente, utilizando insumos locais como a levedura LY53 da Levteck, lúpulos da Lúpulos 1090 e framboesas orgânicas da Terra a Terra Orgânicos.

Filosofia
A Cervejaria Filosofia lançou sua primeira Belgian Blonde Ale, intitulada Amor Líquido. Com amargor leve e 6% de graduação alcoólica, incorpora o conceito desenvolvido por Zygmunt Bauman sobre a instabilidade e descartabilidade das relações modernas. O rótulo também se destaca pela ilustração da lenda folclórica do boto cor de rosa, simbolizando a fluidez dos relacionamentos.

Tábuas
A Cervejaria Tábuas realizou o lançamento da Vira-Lata, uma American IPA que promete equilíbrio ao combinar notas frutadas e cítricas, amargor e um corpo aveludado. O diferencial desta cerveja é a sua causa social, já que uma parte das vendas será destinada para a ONG Abrigo Amigo, contribuindo para o auxílio aos animais necessitados

Way Beer
A paranaense Way Beer realizou, em fevereiro, o lançamento de uma bebida inspirada no carnaval. A criação combina a cerveja Half Pilsen com glitter comestível, proporcionando um brilho característico da festa. A Half Pilsen, conhecida por sua leveza, refrescância, baixo amargor e baixo teor alcoólico (4,5%) é a base do drinque festivo.