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Cultura

Sara Araujo comenta ataques racistas: “Tenho medo de encontrar essas pessoas”

Redação Guia da Cerveja
Por Redação Guia da Cerveja
18 de setembro de 2020
Atualizado em: 18 de setembro de 2020
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    Ter a competência profissional atacada por causa da raça e do posicionamento crítico diante da falta de diversidade do setor em que atua. Foi o que aconteceu com a sommelière Sara de Jesus Araujo, alvo de mensagens de cunho racista em um grupo de WhatsApp que reunia cerca de 200 homens do mercado cervejeiro. E, em resposta a essas atitudes, como destaca o seu advogado, a expectativa é de que o caso se torne “paradigmático” em função da punição aos envolvidos.

    Djefferson Amadeus, advogado criminalista e diretor do Instituto de Defesa da População Negra, é o responsável por representar Sara Araujo no caso advindo da divulgação de mensagens preconceituosas publicadas contra a sommèliere no grupo Cervejeiros Illuminati.

    Leia também – 13 avaliações sobre como deve ser a nova gestão da Abracerva

    Ele irá apresentar petição ao Ministério Público contra cerca de dez pessoas que escreveram o conteúdo contra Sara Araujo. A partir daí, espera que a procuradoria abra investigação por injúria racial contra os envolvidos.  “Esse caso será paradigmático nesse sentido, em relação à grandiosidade das indenizações, bem como da responsabilidade criminal para essas pessoas”, relata Amadeus ao Guia.

    “Os próximos passos serão a marcação das audiências, quando as petições vierem a ser protocoladas, bem como do segmento do eventual processo a fim de que essas pessoas possam responder pelos atos que cometeram, também sendo avaliadas e analisadas eventuais propostas que vêm sendo oferecidas”, acrescenta o advogado.

    Na sequência dos ataques contra Sara Araujo, mais mensagens preconceituosas do grupo foram divulgadas, algumas delas do então presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, que renunciou ao cargo no início de setembro, assim como os demais membros de sua diretoria. Desde então, a entidade vem sendo gerida interinamente por Nadhine França, coordenadora do núcleo de diversidade, até a realização de eleições em 15 de outubro.

    “Ainda acordo no meio da noite desesperada”
    Ao Guia, Sara Araujo defendeu que as mensagens envolvendo o seu nome não são um mero caso de preconceito, devendo ser definidas como racismo. “Em primeiro lugar, foram casos de racismo, machismo e LGBTfobia, as mensagens que recebi não deixam margem para outras interpretações. É preciso pontuar, é preciso nomear corretamente as coisas, racismo é crime. Preconceito é uma outra dimensão, repugnante e inaceitável, porém, está mais implicado no campo moral. Racismo é crime e ponto, está na lei”, diz a sommelière, relembrando a dor enfrentada a partir do momento em que as mensagens se tornaram públicas.

    “Pedir a uma vítima para avaliar uma violência sofrida é submetê-la novamente às violências. Eu fui uma das vítimas, e, digo, não superei todo o sofrimento e dor que sofri. Noites sem dormir, diarreia, vômito, desespero, baixa de imunidade e medo foram algumas das reações que tive ao saber que fui vítima desse crime violento, porque é. Atingiu a humanidade, eu adoeci.

    Nenhuma pessoa deveria passar por uma violência como essa. É triste e nojento saber que as pessoas que manejam a cerveja que você consome são capazes de terem comportamentos tão nocivos, que um líquido tão sagrado, usado para celebrar a vida, se interseccione com a dor e sofrimentos das pessoas.

    Passado um mês de tudo isso, ainda acordo no meio da noite desesperada, com medo de encontrar essas pessoas por aí, com medo de sair na rua, mesmo sabendo que elas podem nem morar na mesma cidade que a minha.

    Fique sem contar as agressões sofridas naquele grupo cervejeiro à minha família, estou sem visitá-la em razão da Covid-19, e não queria que eles passassem por esse sofrimento. Com a reportagem saindo no Fantástico, não tive escolha. Liguei para minha mãe e irmã e irmão, falei com meus sobrinhos e sobrinhas, porque eles já entendem e não queria que sofressem ao me verem contar uma história tão violenta.

    Minha mãe, quando me ouviu falar, ficou em silêncio. Eu só ouvia sua respiração cheia de angústia. Imagine como me senti, devastada. Ela sabe que luto contra o racismo, sempre soube, mas nenhuma mãe está preparada para ver seu/sua filho/a agredido/a. Não sai da minha cabeça a voz embargada da minha mãe.

    Minha irmã, e irmãos, ficaram igualmente tristea. Ligaram para mim assim que a reportagem acabou, para saber como eu estava e dizer que estavam ao meu lado. Foi tudo isso que aquelas pessoas causaram, dor e sofrimento.”

    Sugestões para o Código de Ética
    As mensagens contra Sara Araujo e os demais conteúdos preconceituosos que se tornaram públicos nas últimas semanas reforçaram a necessidade de implementação de um Código de Ética pela Abracerva, processo que foi iniciado em 26 de agosto, com a sua divulgação.

    As sugestões ao documento podem ser enviadas até a próxima quinta-feira, com um debate agendado para o domingo seguinte (27 de setembro). E a assembleia extraordinária para a sua votação e implementação ocorrerá em 27 de outubro.

    Ao Guia, Sara Araujo disponibilizou suas 11 sugestões enviadas à Abraceva para inclusão no código de ética. Confira.

    1. Inclusão de minorias políticas (mais de 54% da população é negra, portanto, não é uma minoria). Ampliação da diversidade étnica (negros, indígenas), do número de mulheres, pessoas LGBTT+ e pessoas com deficiência na gestão. É preciso deixar isso explícito, ainda mais depois de tudo o que ocorreu no mercado cervejeiro.
    2. Inserir um inciso que trate especificamente de rótulos de cervejas, que se tenha uma comissão da diversidade para evitar casos como os das cervejas Cafuza e Cirilo (trago esses dois exemplos, embora tenham vários), impedindo a ridicularização de corpos pretos e ajudando na naturalização da violência. Isso se aplica a mulheres, pessoas com deficiência e pessoas LGBTT+. As cervejarias têm de entender que a liberdade de expressão não pode afrontar a dignidade da pessoa humana.
    3. Inserir um inciso que obrigue as cervejarias a incluir educação antirracista e educação para diversidade no treinamento dos funcionários.
    4. Orientar as escolas que formam profissionais para o mercado cervejeiro a incluírem a matéria antirracista no seu plano pedagógico (vide a Lei Federal 10.369/03 e 11.645/08), como também para a diversidade, incluindo pessoas com deficiência e LGBTT+.
    5. Incluir um inciso que oriente as empresas e toda a cadeia que trabalha com a cultura cervejeira a incluírem cotas para a diversidade, contratando esses profissionais.
    6. A Abracerva deve ter um plano permanente de orientação para a diversidade.
    7. A Abracerva deve promover palestras sistemáticas nos festivais cervejeiros para a diversidade.
    8. Ter punição para associados que pratiquem atos que violem a dignidade da pessoa humana, atos de violência como racismo, injúria racial, LGBTfobia e misoginia.
    9. Instalar uma ouvidoria para receber reclamações das vítimas.
    10. Prestar ajuda às vítimas de violência praticadas pelos associados.
    11. Procurar auxílio das pessoas especializadas em demanda referentes às minorias políticas.
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