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Menu Degustação: Prêmio para cerveja lupulada, fermentaria da Trilha…

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Nem só de preparação para a Copa do Mundo vive o segmento cervejeiro em novembro. Um exemplo disso é a Trilha, que decidiu expandir as suas atividades além da cervejaria, com a abertura, em São Paulo, da sua fermentaria, no mesmo galpão onde guarda os seus barris envelhecidos.

Em outra frente, a Hop Growers of America anunciou as dez cervejarias que vão concorrer ao prêmio de melhor West Coast produzida com os seus lúpulos. Já a Ambev revelou os detalhes do Bora, o seu programa de inclusão que pretende ajudar 5 milhões de pessoas ao longo dos próximos dez anos.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Fermentaria da Trilha
As criações da Trilha Cervejaria ganharam mais um endereço para receber o público: a Trilha Fermentaria. Um galpão no bairro Barra Funda, em São Paulo, onde são armazenados os barris de madeira nos quais a cervejaria envelhece alguns de seus rótulos mais especiais, foi transformado em um espaço múltiplo. Um bar com cardápio de entradas, pizzas e sobremesas ocupa a calçada e frente do imóvel, enquanto o fundo abre oportunidade para grupos, eventos temáticos, aulas e workshops. São 18 torneiras de chope, além de carta com opções exclusivas de cervejas envelhecidas no local. O espaço, na rua Cônego Vicente Miguel Marino, 390, funciona de quarta-feira até domingo.

Festival em Ribeirão Pires
O Steak Pork Festival chega a Ribeirão Pires (SP), nesta sexta-feira, a partir das 17h, e no sábado e domingo, a partir das 12h, no Complexo Ayrton Senna. Para participar do festival, basta doar 2 quilos de alimentos não perecíveis. O encontro já passou por diversas cidades paulistas e é uma parceria entre a Cervejaria Madalena e a SM Eventos. Diversos rótulos da Madalena, como Lager Premium, Bohemian Pilsen, Session IPA, Double IPA, Weiss, Stout e Lager Light, além de food trucks com drinques especiais, estarão disponíveis para o público, além de muito rock’n roll. 

Festival em Joinville
Com 30 cervejarias artesanais confirmadas, que irão oferecer mais de 300 opções de chope, além de outras opções de bebidas, o Festival Craft Beer Joinville edição Natal, será realizado nos dias 3 e 4 de dezembro na Expoville. Várias marcas vão lançar produtos. Também haverá cachaçaria, vinícola, cafés especiais, hidromel, batidas artesanais e kombucha. A praça gastronômica vai abrigar 22 food trucks. E haverá uma área de 400 m² de área kids com monitores.

140 anos da Black Princess
A Black Princess, cerveja do Grupo Petrópolis, comemora 140 anos em 2022 e terá uma série de ações e experiências para celebrar. O ponto alto é a série limitada e histórica da lata naked, cinza e sem qualquer estampa a não ser o logo da marca, que servirá de inspiração e ponto de partida para o consumidor customizá-la. A promoção, que vai até 9 de dezembro, vai premiar, com uma viagem de 140 horas, o participante que criar a melhor arte na lata.

Inscrições prorrogadas
O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) prorrogou até 30 de novembro as inscrições para a chamada pública do projeto PAR 2020 – Aplicação de sistemas termossolares de baixa e média temperatura em indústrias de bebidas. O projeto irá beneficiar até 4 fábricas com a instalação de um sistema de aquecimento de água por meio de coletor solar que proporcionará redução do consumo de energia elétrica, aumentando a eficiência energética da unidade industrial. 

Prêmio para cerveja com lúpulo americano
A Hop Growers of America (HGA) anunciou que 10 cervejarias de 6 estados estão concorrendo ao HGA Best Brazilian Craft Beer 2022. A iniciativa vai premiar a melhor West Coast IPA que utilizou os seus lúpulos. O vencedor será anunciado no dia 29, sendo que estão na disputa as paulistas Tarantino, Satirus Brewery e Leuven; as mineiras Koala San Brew e Zalaz, a paranaense Alright Brewing Co., a carioca Three Monkeys e as gaúchas Narcose e 4 Árvores, além da catarinense Lohn.

Inclusão da Ambev
A Ambev quer dar novas perspectivas de futuro para 5 milhões de pessoas nos próximos dez anos, ajudando brasileiros a enfrentarem a pobreza e apoiando quem busca por trabalho ou oportunidades de crescimento de seus negócios. Para isso, a companhia criou o Bora, programa de inclusão produtiva que vai atuar em três frentes: conhecimento, apoio financeiro e conexão. No primeiro, serão disponibilizadas ferramentas de expansão e aperfeiçoamento de negócios para micros e pequenos empreendedores; e trilhas de conhecimento com foco no empreendedorismo e inclusão no mundo de trabalho para as comunidades. No segundo pilar, vão ser oferecidas soluções financeiras com programas de pontuação e opções personalizadas de microcrédito, além de bolsas de estudos. Já no terceiro, a Ambev ajudará na conexão com parceiros para networking, indicações de vagas e profissionais disponíveis por meio de plataforma virtual, gerando emprego e renda.

Scooby e Corona
O time de embaixadores da Corona no Brasil ganhou o reforço de Pedro Scooby. O  surfista de ondas gigantes e um dos participantes do BBB22 se une, assim, ao time de atletas patrocinados pela marca da Ambev, composto por alguns dos maiores representantes do surfe brasileiro na atualidade, como os campeões mundiais Gabriel Medina e Filipe Toledo e as atletas Tatiana Weston-Webb e Chloé Calmon.

Guia na Copa: Fifa vende cerveja a R$ 74 no Catar e “espalha” Fan Festival

Um dos principais mistérios envolvendo a disputa da Copa do Mundo no Catar começou a ser solucionado: o preço da cerveja. Com a abertura do Fifa Fan Festival em Doha, a entidade revelou que um copo de 500ml terá o valor de 50 rials catarianos, o equivalente a, na cotação atual, R$ 74, nesse espaço de interação entre torcedores.

O valor está bem acima do que foi cobrado nos estádios das duas edições anteriores da Copa do Mundo. Em 2014, no Brasil, o preço máximo por um produto equivalente era de R$ 13. Já na Rússia, uma cerveja valia 350 rublos (R$ 31, na cotação da última quarta-feira) dentro das arenas.

No Catar, no espaço que em outras Copas ficou conhecido como Fan Fest, a compra da cerveja estará permitida das 19 horas locais (13h no Brasil) até 1h (19h). E o local ganhará ainda mais protagonismo nesta edição do Mundial por causa das grandes restrições existentes no país para a venda e consumo de bebidas alcoólicas, só liberado em alguns hotéis e restaurantes.

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A situação, inclusive, provocou incertezas em relação ao consumo e venda de cerveja nos estádios da Copa do Mundo no Catar. Até pelas restrições impostas pelo governo local, o assunto tem sido pouco comentado de modo oficial pelos organizadores e pela Fifa, que não apresentam detalhes sobre a comercialização, incluindo os preços.

A venda de cerveja irá acontecer, mas de modo restrito. Ela vai começar 3 horas antes do início dos jogos nos estádios e poderá perdurar na hora seguinte ao apito final do árbitro. Porém, o seu consumo terá de ser feito em áreas restritas, que precisaram, inclusive, ser realocadas de última hora, após pedido da família real do Catar. E isso se tornou necessário porque o torneio vai acontecer em um país muçulmano com restrições ao consumo de álcool.

Foi a solução encontrada pela Fifa e pelos organizadores da Copa do Mundo para que a venda de cerveja pudesse ocorrer durante o torneio, que possui a Budweiser, marca da AB InBev, como uma longeva trajetória de patrocínio. E algo parecido – mas sem tantas restrições – aconteceu no Brasil em 2014, época em que a venda de cerveja era proibida nos estádios em todo o território nacional, mas acabou sendo liberada no período da competição.

Fifa Fan Festival
Outra ação da Fifa com a sua patrocinadora foi incrementar os eventos oficiais em locais onde a venda de cerveja é liberada, não se restringindo ao país-sede, que terá o seu Fan Festival no Al Bidda Park, em Doha, com capacidade para receber até 40 mil pessoas. Dessa vez, porém, a atração estará espalhada pelo mundo. As estruturas serão montadas na Cidade do México, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Londres, Seul e Dubai.

No Brasil, os espaços terão a denominação Arena Brahma e estarão localizados no Anhangabaú, na capital paulista, e na praia de Copacabana, na capital fluminense. Já há atrações anunciadas para os três dias de jogos da seleção brasileira na fase de grupos, com shows de conhecidos artistas nacionais. A entrada é franca, mas haverá limitação de público.

Porém, as ativações envolvendo a Copa do Mundo não se resumirão a São Paulo e Rio de Janeiro. A Arena Brahma também será montada em Belo Horizonte (Mineirão), Salvador (Largo do Pelourinho), Goiânia (Passeio das Águas Shopping), Porto Alegre (Orla do Guaíba) e Fortaleza (Iate Clube).

Especial: Pesquisas de melhoramento genético da cevada avançam no Brasil

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Ao mesmo tempo em que há desafios importantes envolvendo o acesso à cevada, em função de problemas na safra na Europa e na América do Norte, a indústria cervejeira do Brasil tem convivido com avanços nas pesquisas, o que contribui para a produção desse insumo. E um destaque tem sido os trabalhos de melhoramento genético, ajudando a ampliar as alternativas para as cervejarias ao elevarem a qualidade do cereal cultivado.

O melhoramento genético é importante não apenas para o atendimento às características agronômicas, mas para que se atinja padrões de qualidade de cevada e malte para produção de cervejas, resultando em segurança de origem de matéria-prima nacional para a indústria, onde ainda impera a utilização do ingrediente importado.

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“Atualmente, nós já conseguimos, por meio dos melhoramentos genéticos, materiais com elevado rendimento de grãos e com alta qualidade para uso na malteação, se equiparando aos grãos importados”, garante o engenheiro agrônomo Aloisio Alcantara, pesquisador da Embrapa Trigo, com doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas.

Com o respaldo das pesquisas, importantes avanços estão sendo alcançados no Brasil nos processos de produção de cevada para o mercado cervejeiro. Para Noemir Antoniazzi, pesquisador de cevada da Cooperativa Agrária Agroindustrial, a evolução do melhoramento genético deste cereal está ligada principalmente à saúde dos grãos, cuja boa condição garante menores índices de contaminação por fungos produtores de micotoxinas.

“Isso ocorre com a seleção de genótipos mais tolerantes, bem como do fungo Dreschlera teres, causador da Mancha em Rede da Cevada, que a partir de 2022 a FAPA (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária) passou a utilizar em seu programa de melhoramento com o método de seleção assistida por marcadores moleculares, o qual proporcionará mais rapidez, segurança e assertividade na seleção das novas cultivares”, explica.

Inclusive, o trabalho realizado pela Agrária em conjunto com o programa de melhoramento da fundação paranaense permitiu o lançamento da cultivar Imperatriz, que já está abastecendo o mercado cervejeiro. “Com ela, houve evolução significativa na melhoria da qualidade do malte, o que resultou na homologação desta cultivar pelas grandes cervejarias, as quais estão utilizando o malte oriundo dela para produção de cervejas especiais, que anteriormente usavam maltes produzidos com cevada importada”, diz Antoniazzi.

Já a Embrapa, de acordo com Alcantara, está em fase avançada para registrar novas variedades de cevada que em breve poderão servir como opções para serem utilizadas por cervejarias.

“Nós temos duas cultivares sendo lançadas. Uma delas é a BRS Kolinda, que já está em fase final de testes e vai ser plantada no Rio Grande do Sul. Caso venha a ser aprovada para a qualidade cervejeira, estamos com uma expectativa muito grande em relação a ela. E temos uma outra cultivar também no Paraná, que está em fase de produção e multiplicação de sementes. Então, temos dois novos materiais da Embrapa para colocação no mercado que já estão com processo de registro de proteção encaminhados”, completa.

Há outras importantes pesquisas envolvendo melhoramento genético sendo realizadas no país, inclusive com a participação de grandes cervejarias, caso da Ambev, com o Projeto Fazenda Santa Catarina, em Lages (SC). Por lá, a companhia começou, em agosto, o plantio da próxima safra deste insumo após realizar estudos em conjunto com universidades do Sul e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

“O foco do nosso programa de melhoramento genético na Ambev é fornecer ao mercado novas cultivares de cevada com padrão cervejeiro. Trabalhamos constantemente para isso e hoje temos aproximadamente 3 mil materiais genéticos sendo estudados e avaliados em diferentes fases, desde populações iniciais até linhagens mais avançadas e em pré-registro comercial”, revela a bióloga e agrônoma Adriana Favaretto, gerente de pesquisa da Ambev.

Incremento para aumentar disponibilidade
A diversificação produtiva garantida pelos avanços da ciência e pela tecnologia cada vez mais presente nos processos, entre os quais os novos métodos de melhoramento genético, de obtenção de linhagens e populações de cevada, mecanismos para avaliações de campo e análise e coleta de dados são citados pelos especialistas como processos que têm contribuído para incrementar a produção de cevada no país.

“Os trabalhos de campo são fundamentais para o desenvolvimento de novas cultivares. Hoje, no Brasil, contamos com seis campos experimentais, aproximadamente 10 mil parcelas plantadas a campo todos os anos. Essas avaliações direcionam as seleções de acordo com a realidade agronômica de campo”, analisa Adriana.

Apoiado pela ciência e o avanço nas pesquisas, o aumento da produtividade, aliada a uma qualidade satisfatória da cevada, é fundamental para que se possa vislumbrar o incremento do uso do produto nacional pela indústria, como argumenta Antoniazzi.

“Os avanços das pesquisas, principalmente no desenvolvimento de novas cultivares de cevada, mais competitivas no campo e com melhor perfil de qualidade de malte, estão possibilitando a utilização de uma maior proporção de cevada nacional na indústria, em detrimento de uma redução na quantidade de matéria-prima importada”, opina.

Ele relata, inclusive, aumento da produção do insumo na região do Paraná onde a Agrária concentra suas atividades, citando o maior interesse de produtores pela cevada. “O cultivo da cevada cervejeira da Cooperativa Agrária tem se apresentado como uma excelente alternativa para o inverno, em comparação com outras culturas, graças ao avanço das pesquisas. A prova disso é que os nossos cooperados plantam em suas lavouras três vezes mais cevada do que trigo, devido principalmente à maior rentabilidade líquida da cevada”, diz Antoniazzi.

O desafio climático
Mas, claro, ainda há problemas a serem solucionados, com a capacidade de resistência da cevada aos fatores climáticos sendo visto como principal desafio por produtores brasileiros, impedindo que, em alguns casos, o grão colhido tenha a qualidade exigida para seu uso na produção de malte.

O mais urgente, principalmente aqui no Rio Grande do Sul, onde as condições climáticas no período de colheita são mais severas, é avançar para conseguir, mesmo sob condições climáticas desfavoráveis, como, por exemplo, o excesso de chuvas no período produtivo da cultura, colher grãos que apresentem alta qualidade

 Aloisio Alcantara, pesquisador da Embrapa Trigo

Para lidar com esse desafio, a Ambev tem selecionado variedades consideradas mais resistentes. “No final do ciclo de plantio, algumas chuvas mais recorrentes e intensas são motivos de preocupação, principalmente tratando-se de doenças de espiga e qualidade na colheita. Porém, como todos nossos ensaios são conduzidos em condições de campo, utilizamo-nos desse fator para sempre selecionar linhagens melhor adaptadas às condições climáticas da região de cultivo”, afirma a gerente da empresa.

5 dicas para as etapas do envelhecimento da cerveja em barril

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Maturar cervejas é uma das opções disponíveis a quem deseja produzir uma bebida diferenciada. Essa técnica consiste em inserir a cerveja no barril, que é absorvida pelas aduelas, as suas tiras de madeira. E esse processo permite que a bebida se misture aos componentes químicos, aromas e fragrâncias deixados no barril.

O uso de barricas para produção de cervejas antecede a utilização de aço inox ou cobre. Ainda assim, incute desafios, que tornam a operação mais complexa, o que pode contribuir para deixar a sua utilização mais restrita. Mas o processo também desperta sensações lúdicas. E ao ser realizado do modo correto, pode tornar o produto final mais especial.

Porém, para garantir que o processo possibilite a produção de uma boa cerveja, é importante que o fabricante leve em consideração aspectos fundamentais nas diversas fases de produção e no armazenamento da bebida no barril.

“Ver a cerveja maturar, imaginá-la absorvendo os sabores e aromas da madeira e saboreando-a de vez em quando para ver se está pronta são apenas alguns dos aspectos que tornam este sistema tão fascinante”, afirma Douglas Merlo, consultor da Tanoaria Agulhas Negras.

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Confira uma lista com dicas e cuidados a serem adotados por quem deseja maturar cerveja em barris:

1 – O barril
A primeira etapa para a maturação da cerveja é a escolha do elemento principal: o barril. De início, a sugestão é a adoção de barris pequenos, com capacidade para 250 litros ou menos. Isso é importante, pois quanto menor o barril, mais rápida será a absorção de compostos e aromas.

O cervejeiro também precisa ficar atento no momento de escolher o tipo de madeira que é feito o barril. No mercado, é possível encontrar vários tipos como cerejeira, castanheiro, acácia, amburana, sassafrás, jequitibá e o carvalho.

Caso o cervejeiro opte por um barril novo, é necessário que as barricas sejam limpas com cuidado para remover quaisquer resíduos e substâncias da madeira.

 “O ideal seria usar barricas que foram utilizadas até um ou no máximo dois dias antes para que os aromas e sabores do álcool que estava anteriormente na barrica permaneçam intactos”, afirma o consultor da Tanoaria Agulhas Negras.

2 – O estilo da cerveja
A escolha do estilo da cerveja a ser produzida também é uma etapa importante para o processo de envelhecimento em barril. Estilos de sabor forte, como Imperial Stout e Dubbel, assim como as cervejas ácidas, são consideradas as preferidas. “Recomendamos evitar estilos mais frescos e leves como APA e IPA, pois as fortes notas deixadas pelo barril contrastam muito com os sabores frescos desses estilos”, diz o profissional da Tanoaria Agulhas Negras.

3 – Tempo de maturação
Assim como a escolha do tamanho do barril e do estilo da cerveja, o tempo de maturação também é determinante para o resultado. Nesta etapa, é preciso paciência. Além disso, é fundamental estar atento à temperatura. O ideal é que o tonel seja mantido a uma temperatura constante, entre 12ºC e 15°C, pois variações podem fazer com que a madeira se expanda ou contraia.

 “Muitos cervejeiros que experimentam este sistema no início esperam que a cerveja esteja pronta após algumas semanas. A verdade é que demora pelo menos alguns meses. Se você quiser notas leves de madeira ou se o barril for pequeno, a cerveja pode estar pronta após dois meses. Mas se você quiser sabores mais acentuados do barril ou se o barril for grande, pode levar de 6 a 12 meses, se não mais”, diz o consultor.

4 – A adição de frutas
Para quem pretende fazer cervejas ácidas, acrescentar um sabor de fruta pode não ser fácil, pois nem sempre a mera adição assegura o resultado desejado. Além disso, há um desafio adicional: a fruta pode conter bactérias que inevitavelmente contaminam a cerveja, mesmo com uma limpeza cuidadosa. Mas há soluções para lidar com esse desafio. “Algumas cervejarias adicionam frutas durante o whirlpool quente para que o calor esterilize a fruta, enquanto outras usam purês pasteurizados”, comenta.

5 – Engarrafamento
Ao final do tempo de maturação, a cerveja está prestes a ser engarrafada. Antes, porém, é preciso que o líquido seja despejado em um recipiente limpo e higienizado, onde a bebida deverá descansar por alguns dias. Isso evita que pedaços de madeira e sedimentos entrem nas garrafas, latas ou growlers.

Balcão do Profano Graal: A cerveja no Brasil no alvorecer da República

Balcão do Profano Graal: A cerveja no Brasil no alvorecer da República

Salve nobres,

Dois meses atrás, por ocasião da comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil, falei aqui sobre como era o mercado de cerveja no Rio de Janeiro no começo do século XIX, em 1822. Esse mês de comemoração da Proclamação da República é uma boa ocasião para olharmos para o mercado de cerveja no Brasil, no final do século XIX, em 1889.

Muita coisa mudou ao longo de 67 anos de Império. A indústria da cerveja se instalou e se desenvolveu no país. Ainda não é possível afirmar com certeza o quão disseminado já estava o consumo de cerveja. Mas, até o momento, foi possível identificar o funcionamento de aproximadamente 98 fábricas de cerveja entre 1831 e 1889 no Brasil. Que fabricavam uma grande gama de estilos de cerveja, principalmente de alta fermentação. E que chegaram mesmo a ganhar premiações nacionais e internacionais, como no caso da fábrica de cerveja Independência Brazileira, do Rio de Janeiro, premiada nas Exposições Nacionais da Indústria de 1866 e 1881 e nas Exposições Internacionais de Antuérpia (1885) e Paris (1878).

Entre 1888 e 1889, a abolição da escravidão e a Proclamação da República iam mudar a cara do país. E a criação de duas cervejarias iam mudar a cara do mercado de cerveja brasileiro.

No ano de 1888, o cervejeiro alemão Louis Bücher, natural da cidade de Wiesbaden, conhece o empresário brasileiro Joaquim de Salles. Chegado em São Paulo em 1868, Bücher era proprietário, desde 1870, da pequena Fábrica de Cerveja Gambrinus, localizada na rua 25 de Março, nº 2. E Salles era, desde 1886, um dos sócios da Companhia Antarctica Paulista, localizada no bairro da Água Branca, que se ocupava da fabricação de gelo, banha, preparação de presuntos e outros produtos de origem suína. Naquele momento, a Companhia de Salles atravessava uma crise devido à escassez no fornecimento de porcos e tinha  uma capacidade ociosa de produção de gelo. Bücher, por outro lado, tinha o projeto de produzir cervejas de baixa fermentação, para o que necessitava justamente de um maquinário de refrigeração. Os dois, então, firmaram uma parceria financeira. A indústria de Salles muda de nome para Antarctica Paulista – Fábrica de Gelo e Cervejaria. A produção de cerveja começou no ano seguinte e o primeiro anúncio da companhia apareceu no jornal A Província de São Paulo (atual Estadão) em março de 1889: “Cerveja Antarctica em garrafa e em barril – encontra-se à venda no depósito da fábrica à Rua Boa Vista, 50”.

No mesmo ano de 1888, na capital do Império, o engenheiro suíço chegado ao Brasil em 1879 Joseph Villiger cria uma pequena fábrica de cervejas de alta fermentação, localizada na rua de Bom Jardim (atual Marquês de Sapucaí), número 128, esquina com Travessa Dona Rosa. Se chamava Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Cia. A escolha do nome é desconhecida e controversa. Segundo uma versão, deve-se à simpatia do cervejeiro suíço pela cultura indiana. Outra versão fala da sua admiração pelo compositor Johannes Brahms. Mas é provável também que seja uma homenagem ao inventor da válvula de chope, o inglês Joseph Bramah (1748-1814). Mas Villiger não ficou à frente do negócio por muito tempo, vendendo a fábrica em 1894 para o cervejeiro alemão natural de Nuremberg, recém-chegado no Brasil, Georg Maschke. Maschke promoveu a conversão tecnológica da fábrica para a produção de cervejas de baixa fermentação em escala industrial, o que requereu elevados investimentos em equipamentos de refrigeração, tubulações, tanques e geradores de energia.

Como explica Teresa Cristina de Novaes Marques, o desenvolvimento das tecnologias de refrigeração e a produção de cervejas de baixa fermentação em escala industrial (grandes quantidades, que podiam ficar armazenadas por muito mais tempo do que as cervejas de alta fermentação) marcam a transição de uma produção artesanal para uma produção industrial de cerveja, viabilizando a produção de cervejas de baixa fermentação inclusive em países tropicais como o Brasil. E o pioneirismo de Brahma e Antarctica na produção desse tipo de cerveja, em um mercado dominado pelas cervejas de alta fermentação, foi o que permitiu o rápido e espantoso crescimento e consolidação daquelas duas cervejarias.

Segundo dados do IBGE, em 1907, a Brahma era já a maior cervejaria do Brasil. O seu valor declarado de produção ultrapassava o da Antárctica em 57,5% e o número de operários era 62% maior. Naquele ano, Brahma, Antarctica e a Fábrica de Cerveja Paraense (fundada em 1905 e também dedicada à produção de cervejas de baixa fermentação) já controlavam 50% do mercado de brasileiro de cervejas, 62,9% do capital, 68% da potência instalada e 47,3% da mão-de-obra empregada. O Inquérito Industrial de 1912 mostrou que apenas Brahma e Antarctica possuíam mais de 500 operários. Em 1903, as duas cervejarias fizeram a primeira tentativa de formação de um cartel nacional, com a combinação de critérios para expansão da capacidade de produção e estabelecimento de preço das cervejas, com o objetivo de conter a concorrência entre as cervejarias de baixa fermentação.

Essa rápida expansão fez com que Brahma e Antarctica logo pudessem eliminar as suas principais concorrentes no mercado. Em 1904, a Brahma se funde com a Cervejaria Teutônia, de propriedade da Preiss, Haussler e Cia., localizada no município de Mendes (RJ). E, em São Paulo, a Antarctica adquire, em 1905, a Fábrica de Cerveja Bavária, de Henrique Stupakoff e Cia. Era o início de uma longa série de aquisições, fusões e incorporações que irá durar até o final da década de 1960, e que irá dar às duas empresas o monopólio do mercado de cerveja brasileiro ao longo do século XX, retirando do mercado as cervejarias de alta fermentação, menores e menos capitalizadas, e promovendo uma uniformização do gosto do consumidor de cerveja, que ainda hoje marca a cultura cervejeira do brasileiro.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

COUTINHO, Carlos Alberto Tavares. Antarctica Paulista / Fábrica de Gelo e Cervejaria – Antarctica Paulista / Companhia Antarctica Paulista S.A. (até 19220). Cervisiafilia: a história das antigas cervejarias. Disponível em: A História das Antigas Cervejarias: Antarctica Paulista / Fábrica de Gelo e Cervejaria – Antarctica Paulista / Companhia Antarctica Paulista S.A. (até 1920) (cervisiafilia.blogspot.com)

COUTINHO, Carlos Alberto Tavares. Fábrica de Cerveja Paraense. Cervisiafilia: a história das antigas cervejarias. Disponível em: A História das Antigas Cervejarias: Fábrica de Cerveja Paraense (cervisiafilia.blogspot.com)

Companhia Antarctica Paulista. Wikipedia. Disponível em: Companhia Antarctica Paulista – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

KÖB, Edgar. Como a cerveja se tornou bebida brasileira: a história da indústria de cerveja no Brasil desde o início até 1930. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, 161 (409), 2000, p. 29-58.

LIMBERGER, Silvia Cristina. Estudo geoeconômico do setor cervejeiros no Brasil: estruturas oligopólicas e empresas marginais. Tese de doutorado. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2016.

MARCUSSO, Eduardo Fernandes. Formação sócioterritorial da cerveja no Brasil. In: Da cerveja como cultural aos territórios da cerveja: uma análise multidimensional. Tese de doutorado. Programa de Pós-graduação em Geografia da UnB. 2021, p. 155-219.

MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. A cerveja e a cidade do Rio de Janeiro: De 1888 ao início dos anos 1930. Jundiaí: Paco Editorial, 2014.

MARQUES, Teresa Cristina de Novaes; MELO, Hildete Pereira de; ARAÚJO, João Lizardo de. Raça e Nacionalidade no Mercado de Trabalho Carioca na Primeira República: o caso da Cervejaria Brahma. Revista Brasileira de Economia. Rio de Janeiro. Vol 57, nº 3, 2003, p. 535-568.


Sérgio Barra é carioca, historiador, sommelier e administra o perfil Profano Graal no Instagram e no Facebook, onde debate a cerveja e a História.

Damm mira novos mercados e compra fábrica da Carlsberg na Inglaterra

Em um passo importante no processo de internacionalização das suas marcas, a cervejaria espanhola Damm anunciou a compra da fábrica da Eagle Brewey, em Bedford, na Inglaterra. O negócio foi fechado com a Carlsberg Marston’s Brewing Company, que era detentora da cervejaria desde 2017.

A transação não inclui o portfólio de marcas da Eagle Brewery, as cervejas Hobgoblin, Wainwright, Birrificio Angelo Poretti e Brooklyn Pilsner, que continuam sob o guarda-chuva da Carlsberg Marston’s Brewing Company.

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A Damm, que tem a Estrella Damm como sua principal marca de cerveja, busca, com essa aquisição, ampliar a sua presença em outros mercados. A cervejaria da Eagle Brewery será a primeira da empresa espanhola fora da Europa continental, sendo apenas a segunda da Damm além da Península Ibérica.

“Este acordo representa um novo marco na sólida estratégia de internacionalização da Damm, liderada pelo presidente executivo Demetrio Carceller Arce. 30% da atividade da empresa está agora fora da Espanha e suas marcas estão em mais de 130 países. O acordo para adquirir a cervejaria Bedford reforça o projeto de internacionalização da empresa e dá à Damm instalações de produção em um mercado onde seu portfólio de cervejas continua ganhando participação de mercado ano após ano”, afirma a cervejaria espanhola em um comunicado oficial.

Agora de propriedade da Damm, a fábrica tem capacidade de produção de 1 milhão de hectolitros por ano, principalmente para chope. Inaugurada em 1976, a cervejaria está estrategicamente localizada a pouco mais de 90 quilômetros do centro de Londres e a 120 quilômetros de Birmingham, as duas maiores cidades da Inglaterra.

A transação reforça uma relação longeva entre a cervejaria espanhola e a Carlsberg Marston’s Brewing Company, que vinha sendo calcada na distribuição da Estrella Damm, com a Inglaterra sendo um dos principais mercados de exportação desse rótulo.  

No acordo, ficou definido que os 67 funcionários envolvidos na produção na planta da Eagle Brewery serão transferidos para a força de trabalho da Damm.

Com a aquisição, a cervejaria espanhola também espera aumentar a sua presença no mercado do Reino Unido, como destacou o seu presidente-executivo, Demetrio Carceller Arce. “Este acordo fortalecerá nossa posição e ajudará a impulsionar o crescimento da nossa marca no Reino Unido, um mercado-chave para o crescimento internacional da empresa. O público britânico pode atualmente desfrutar de nossos produtos em mais de 10 mil bares e restaurantes, número que esperamos continuar crescendo nos próximos anos”, afirma.

Por outro lado, a Carlsberg Marston’s Brewing Company vai encolhendo. A empresa fechou a Jennings Brewery, com 200 anos de história, há duas semanas. Além disso, já anunciou a intenção de vender ou mesmo fechar a London Fields Brewery.

Balcão do Advogado: Cuidados com publicidade relacionada à Copa

Balcão do Advogado: Cartão amarelo – Cuidados com publicidade relacionada à Copa

A Copa do Mundo está prestes a começar e, com a proximidade do evento, cervejarias e bares tentarão capitalizar ao máximo o potencial comercial que essa oportunidade gera.

Contudo, é preciso fazer uma série de ressalvas quando o assunto é publicidade usando elementos marcários relacionados à Copa do Mundo, já que estes gozam de proteção e podem ocasionar sérios problemas para quem os utiliza indevidamente.

A fim de evitar que os players do mercado cervejeiro tomem cartão vermelho por infrações marcárias (que vão desde a retirada da campanha do ar até o pagamento de indenização na esfera judicial), elaboramos as listas a seguir.

Considerações
A Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado), entidade máxima do futebol e organizadora da Copa do Mundo, possui diversos registros de marcas relacionadas à Copa do Mundo. Apenas no Brasil, a Fifa possui 1.461 processos de registro de marcas no INPI, nas mais diversas classes. Ou seja, qualquer logo ou nome relacionado à Copa já foi registrado e é de propriedade da Fifa. Portanto, sua utilização por terceiros constitui infração.

Para fins comerciais, somente a própria Fifa, patrocinadores e parceiros têm permissão para utilizar os símbolos e termos diretamente relacionados à Copa do Mundo de futebol.

Com o intuito de traçar as diretrizes do uso comercial de suas marcas e propriedade intelectual, a entidade elaborou o documento Fifa World Cup Qatar 2022™: IP Guidelines. O documento aconselha empresas a utilizarem imagens genéricas de futebol ou relacionadas ao País, além de evitar terminologias que contenham qualquer propriedade da entidade.

O que não pode

  • hashtags oficiais da Copa nas redes sociais;
  • o emblema oficial da Copa;
  • a imagem e o nome da mascote oficial;
  • o cartaz oficial;
  • os cartazes e logos oficiais das cidades da Copa;
  • o slogan oficial “Now is all” — Agora é tudo;
  • a imagem do troféu oficial;
  • a imagem da bola oficial;
  • as marcas corporativas da Fifa;
  • a fonte oficial “QATAR 2022”;
  • estética visual e seus componentes individuais;
  • mencionar a Copa do Mundo nos textos.

Termos proibidos

  • Copa do Mundo;
  • Copa do Mundo 2022;
  • Copa do Mundo Fifa;
  • Copa do Mundo Fifa 2022;
  • Copa do Mundo Fifa Catar 2022;
  • Copa do Mundo Fifa Qatar 2022;
  • Catar 2022 ou Qatar 2022;
  • Copa Mundial;
  • Mundial;
  • Fifa.

Também não é permitido utilizar

  • a camiseta da seleção ou modelo parecido;
  • o nome ou a marca da CBF;
  • o escudo da CBF;
  • a mascote da seleção;
  • imagens dos jogadores ou dos jogos;
  • o termo “seleção brasileira”.

O que pode

  • O termo “Copa” é permitido, desde que desacompanhado das marcas registradas da Fifa. Além disso, termos como “taça”, “festa do futebol”, “maior torneio do mundo” etc. podem ser usados;
  • Imagens genéricas relacionadas a futebol e ao Brasil;
  • Bandeiras, termos genéricos de futebol e nomes de países.

É importante reforçar que apenas marcas parceiras, especialmente as empresas patrocinadoras do evento, é que detêm a concessão da licença para utilização de tais elementos de propriedade intelectual da Fifa e da CBF, podendo explorá-los comercialmente, mediante contrato.

Como é possível perceber, então, há uma série de diretrizes que as empresas em geral devem seguir para contornar as restrições. Portanto, para evitar o cometimento de infrações à propriedade intelectual relacionada à Copa, é preciso ter muito cuidado e trabalhar com a criatividade.

Apesar de parecer uma possibilidade distante, a Fifa e a CBF, principalmente antes e durante grandes eventos, costumam ser bem engajadas em combater o “marketing de emboscada”, então todo o cuidado é pouco para não cometer uma penalidade máxima!


André Lopes é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criador do site Advogado Cervejeiro.

Com 25 marcas, Rota RJ cria colaborativa com morango de Nova Friburgo

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Vermelho, suculento e de sabor agridoce, o morango costuma estar presente em diversas receitas de culinária. A fruta também é uma das protagonistas na agricultura familiar de Nova Friburgo, sua maior produtora no estado do Rio de Janeiro. E é de lá que vêm os morangos da cerveja colaborativa feita com as 25 marcas pertencentes à Rota RJ, uma American Red Ale feita para conquistar o paladar do público que for ao Mondial de La Bière Rio deste ano.

O Mondial de La Bière é um dos maiores festivais internacionais de cervejas artesanais e acontecerá de 7 a 11 de dezembro, na Marina da Glória. Presente em 3 países, o evento também é realizado no Canadá e na França. Reunindo milhares de pessoas, o festival tem uma enorme quantidade de lançamentos cervejeiros com uma das suas principais atrações.

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A participação da Rota RJ e o lançamento de uma cerveja colaborativa especial para o Mondial já é tradicional e destaca o propósito de falar mais profundamente da associação para um público amplo. “Uma cerveja elaborada pelas 25 cervejarias mostra que o associativismo é de extrema relevância para a construção do nosso projeto turístico cervejeiro”, afirma Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota [RJ.

Nos últimos meses, a associação tem aproveitado a retomada das atividades presenciais para participar de iniciativas que fortaleçam o turismo cervejeiro. Inclusive, uma das estratégias adotadas tem sido aumentar sua presença em feiras de turismo, ajudando a “vender” os passeios cervejeiros para as agências, guias e demais trabalhadores do setor.

A presença no Mondial, um evento cervejeiro, também faz parte da estratégia de se aproximar de um público que pode ir até a região serrana do Rio conhecer as marcas que compõem o grupo. “O lançamento acontecer no Mondial é estratégico para divulgarmos nossos destinos turísticos para os visitantes da feira, por estarmos muito próximos da cidade do Rio de Janeiro”, pontua a coordenadora da Rota RJ.

A cerveja
A produção de uma American Red Ale com adição de morangos de Nova Friburgo foi pensada, assim como em outros lançamentos coletivos das marcas da Rota RJ, no uso de um ingrediente típico da região serrana.

“O diferencial está nesse ingrediente [morango] da Serra e pela receita ser elaborada pela união de vários cervejeiros”, afirma, antecipando que o público pode esperar por uma cerveja diferente, porém fácil de beber. “É um estilo complexo, mas de fácil aceitação”, completa Ana Claudia.

A American Red Ale, cuja brassagem colaborativa aconteceu na última quinta-feira (10), terá produção de mil litros. E eles estarão disponíveis nos stands das cervejarias da Rota RJ durante o Mondial, assim como em alguns bares das associadas.

Guia na Copa: Bares miram alta de mais de 20% na receita durante o Mundial

Em um 2022 marcado pela retomada do funcionamento dos bares e restaurantes sem restrições, após praticamente dois anos de desafios, o melhor para o setor pode ter ficado para os meses finais. E a razão para essa perspectiva é a realização da Copa do Mundo, que promete adicionar receitas financeiras extras, especialmente para os bares.

A realização da competição no fim do ano, algo inédito, e o horário dos jogos, com muitos ocorrendo à tarde, motivam previsões de representantes de associações de bares de uma expansão de ao menos 20% no faturamento durante a Copa do Mundo.

Serão, também, os primeiros meses de novembro e dezembro com maior normalidade desde 2019. Até por isso, a Copa do Mundo é vista como um ingrediente para elevar receitas que já deveriam estar em alta, em função da sazonalidade.

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“O período em que a competição será realizada é um diferencial. A chegada das festas de fim de ano e do verão já aumentam as expectativas por si só. Além disso, nós também teremos a primeira parcela do 13º salário sendo paga durante a Copa do Mundo, no dia 30 de novembro, e o Auxílio Brasil, turbinando os gastos e fazendo com que a economia gire”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

A sazonalidade também é vista como fator impulsionador por Fabio de Francisco, diretor e fundador da BaresSP, apostando que bares e restaurantes estarão mais cheios nas últimas semanas do ano e em horários diferentes.

“A estimativa é de que tenhamos um aumento de receita de pelo menos 20% nos estabelecimentos porque os jogos (do Brasil na fase inicial do Mundial) são em dias da semana. E pode ser que isso gere um recorde no movimento, porque a Copa vai acabar encavalando com os eventos corporativos de final de ano, como amigo-secreto e festa de empresa. Então, isso tende a deixar os bares e restaurantes com mais gente e em mais horários diferentes”, diz.

Além disso, os três jogos da seleção brasileira na fase de grupos vão ocorrer no período da tarde, sendo dois deles a partir das 16 horas, o que deve provocar happy hours mais alongados.

“A expectativa da BaresSP é a de que aumente o movimento no setor de bares e restaurantes de forma geral. Principalmente porque os jogos serão por volta das 13h e das 16h. Assim, há um período a mais com maior número de pessoas nos bares depois do almoço, próximo ao happy hour. O pessoal está contando muito com isso e tem bastante gente preparando os estabelecimentos para receber o público. E não só para os jogos do Brasil, mas também das outras seleções”, destaca o profissional do BaresSP.

E há, claro, torcida para o êxito da seleção brasileira. E não apenas por motivos patrióticos.

As expectativas são muito boas. Nós esperamos um crescimento de até 30% da demanda no setor e, se o Brasil avançar na competição, essa porcentagem pode aumentar. Os resultados dos jogos farão toda diferença

Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel

E os restaurantes?
O presidente da Abrasel acredita que a alta do fluxo de pessoas querendo acompanhar os jogos da Copa do Mundo fora de casa também será benéfico para restaurantes. “Normalmente, a Copa do Mundo é muito boa para os bares, mas causa prejuízos ou a redução de movimento nos restaurantes. Neste ano, estamos observando uma mudança muito interessante: os restaurantes estão fazendo reservas para novembro e dezembro, o período da competição. Então, podemos dizer que as expectativas têm sido boas tanto para os bares quanto para os restaurantes”, relata.

Fernando Blower, diretor-executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), pondera, porém, que o aumento do faturamento de restaurantes em função da Copa do Mundo não é uma certeza, dependendo, em sua visão, do perfil desses estabelecimentos.

“Se por um lado a Copa do Mundo atrai um movimento principalmente para bares que exibem os jogos, por outro ele enfraquece em restaurantes mais tradicionais ou que sequer têm televisão e para negócios dependentes de áreas comerciais, do público do almoço, como regiões centrais e mais corporativas”, enfatiza Blower.

Como ficam os preços
O aquecimento econômico extra que será proporcionado pela Copa do Mundo para muitos bares e restaurantes pode vir acompanhado de aumentos nos preços dos cardápios, com os estabelecimentos aproveitando o período para recuperar margens perdidas.

“Há a possibilidade de reajuste dos preços, até porque o setor está atrasado em relação à inflação média e apresenta valores pouco acima da metade da inflação da alimentação dentro de casa. Além disso, estamos ainda com 19% dos estabelecimentos operando com prejuízos e 36% apenas em equilíbrio. Então, é bastante provável que essas empresas busquem corrigir os preços de maneira com que elas voltem à rentabilidade”, prevê Solmucci.

Porém, o líder da ANR assegura que eventuais alterações nos preços não vão ser expressivas, até para não afugentar consumidores. “Qualquer eventual reajuste é uma consequência da inflação, que já vinha se acumulando e não reajuste real. Ou seja, não vejo a possibilidade de nenhum grande reajuste acima da inflação, até porque a capacidade de renda das pessoas está limitada e o operador sabe que precisa garantir o público dele. Portanto, não, vejo nenhuma disparada de preços de Copa do Mundo, não faria essa correlação”, diz Blower.

Cerveja sobe 1,11% em outubro e acumula alta de 7,10% no preço em 2022

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O preço da cerveja voltou a apresentar alta expressiva em outubro. O seu custo subiu 1,11% no décimo mês de 2022, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE, ficando acima do IPCA, a inflação do país, que foi de 0,59% no mesmo período.

A elevação dos valores da cerveja no domicílio, vendida em estabelecimentos como supermercados e redes varejistas, já havia ocorrido em julho, agosto e setembro, período em que o país contabilizou deflação.

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Assim, descolada do IPCA, a cerveja já protagoniza alta de 7,10% em seu preço no acumulado do ano, também em patamar superior ao da inflação geral no amontoado entre janeiro e outubro, de 4,70%. Isso também vale para os últimos 12 meses, com incremento de 9,97%, enquanto o IPCA é de 6,47%.

Já a cerveja fora do domicílio, comercializada em locais como bares e restaurantes, registrou deflação de 0,21% em outubro. Nesta mesma condição de consumo, o produto tem aumento médio de 5,09% no acumulado do ano e de 6,63% nos últimos 12 meses.

A variação mensal para o preço de outras bebidas alcoólicas vendidas em supermercados e redes varejistas foi de 1,01% no décimo mês do ano, uma elevação que ficou muito próxima à da cerveja nesta mesma ocasião de consumo. E no período entre janeiro e outubro, a alta deste item é de 16,91%, enquanto a subida de preço nos 12 meses imediatamente anteriores a outubro é de expressivos 20,18%.

O valor médio das outras bebidas alcoólicas fora do domicílio também aumentou em outubro, quando ficaram 1,52% mais caras. No acumulado do ano, a alta é de 6,19% e nos últimos 12 meses, de 4,21%.

Item Alimentação e bebidas lidera alta da inflação
Ao divulgar o balanço do IPCA, o IBGE destacou que, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito registraram alta. E o instituto informou que a maior contribuição para o índice geral da inflação foi do segmento de alimentação e bebidas, com elevação média de 0,72% em outubro, depois de ter recuado 0,51% em setembro. O custo deste tópico teve o seu incremento puxado pela alta da alimentação no domicílio, que foi de 0,80%.

Já a variação mensal do preço deste tópico em estabelecimentos como bares e restaurantes foi de 0,49%, ficando muito próxima à de setembro, com 0,47%. Com isso, esse grupo de consumo impactou em 0,16% o IPCA e exerceu maior influência até mesmo do que o item vestuário, que teve aumento médio de preço de 1,22%, mas influindo em 0,06%.

Entre os nove grupos investigados pelo IBGE, o único que contabilizou deflação foi o de comunicação, com redução média de 0,48% no custo em outubro. Já o item transporte protagonizou variação expressiva ao registrar alta de 0,58%.

“Há um claro contraste porque alimentação e transportes, os dois grupos de maior peso, tiveram variação negativa em setembro e altas em outubro”, ressalta o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov, que também destaca o fato de que a inflação acumulada do setor de vestuário é de 18,48% nos últimos 12 meses.