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16 lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em julho

A cerveja também combina com os dias mais frios do ano. Para comprovar isso, ao longo do mês de julho, o inverno trouxe consigo muitos rótulos temáticos lançados pela cervejarias, como foi o caso da Maniacs, marca curitibana que colocou no mercado mais duas latinhas em edição limitada. Além disso, a Nacional criou 3 rótulos especiais de inverno e a Doktor Brau lançou a sua bebida temática.

O mês de julho também foi marcado por uma série de lançamentos de colaborativas pela cervejarias, como aconteceu com a Sigilo Total, que apresentou o quarto rótulo da série Duets, agora com a participação da Tarin. Além disso, houve espaço para a collab da Dádiva com o bar Câmara Fria.

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Confira essa e outras novidades apresentadas nos lançamentos pelas cervejarias em julho e selecionadas pelo Guia:

Buriti e Under Tap
A Under Tap, de Santo André (SP), acaba de lançar duas cervejas Smoothie Sours, que são bebidas parecidas com vitaminas, bem cremosas, densas e com aromas frutados destacados. Elas foram produzidas de forma colaborativa com a Buriti, também de Santo André. As novidades apresentadas pelas cervejarias em julho foram batizadas como Cadê a Casquinha? e têm graduação alcoólica de 7%. Uma das versões é a Blue Smoothie Sour com graviola, cupuaçu, goiaba branca, banana e spirulina azul e a outra é a White Smoothie Sour com Lassi de coco e zimbro, graviola e maracujá. Os lançamentos já estão disponíveis nos pontos de venda, em latas de 350ml e chope.

Câmara Fria e Dádiva
A American Coffee é a nova collab da Dádiva com o Câmara Fria. Essa Session IPA com café tem 4,7% de teor alcoólico, prometendo promete leveza, refrescância e amargor equilibrado. Os lúpulos trazem aromas cítricos e as notas do café são frutadas e com leve tosta, contribuindo para a complexidade de sabores. Ela foi criada para acompanhar a Breakfast Pizza, que tem massa de fermentação natural e recheio de molho de tomate, cheddar inglês, bacon, ovo e um molho de pimentão tostado.

Cruls
A Cruls Cervejaria colocou no mercado a Solarius, uma Juicy IPA. Na receita, leva lúpulos de lotes exclusivos de fazendas produtoras dessa matéria-prima nos Estados Unidos. O nome da cerveja faz referência ao monumento homônimo localizado na saída sul do Distrito Federal, próximo à fábrica da cervejaria, popularmente conhecido como Chifrudo. Na receita, o novo rótulo da Cruls recebeu 3 variedades de lúpulos: Strata, Centennial e Columbus. No caso do Strata, a cervejaria teve acesso a diferentes lotes dessa variedade vindos diretamente da Indie Hops, empresa especializada no processamento e desenvolvimento desse insumo cuja sede fica em Portland, no Oregon. A bebida tem 7% de graduação alcoólica e 41 IBUs.

Doktor Brau
A Doktor Brau lançou neste mês a Melanina, desenvolvida especialmente para o inverno, sendo uma releitura da clássica Irish Extra Stout. É uma cerveja escura, com 37 IBUs, de corpo seco, mas suave. Apesar da quantidade significativa de grãos escuros presentes em sua receita, a presença de cevada em flocos arredonda o paladar, prometendo um agradável sabor de nuts, café e cacau. Já seu teor alcoólico é de 6%, para acompanhar o frio e aquecer o corpo. O lançamento, desta vez, foi apenas em chope e está disponível em bares especializados em cervejas.

Landel
A Landel aproveitou o Growler Day Latino para lançar a Too Lazy. Trata-se de uma American Wheat com Dry Hop de Azzaca, lúpulo que confere aromas de frutas cítricas e amarelas, cujo nome é homenagem ao deus haitiano da agricultura. É uma cerveja de trigo com 5,1% de teor alcoólico. No visual, é clara e levemente turva.

Maniacs
A família de cervejas da Maniacs Brewing Co. está maior. A marca curitibana colocou no mercado mais duas latinhas de 350ml em edição limitada: a Cacau Sour e a Bahia Vanilla. Os rótulos fazem parte de um projeto que traz produtos orgânicos brasileiros de alta qualidade. A Cacau Sour é uma Sour feita com cacau, refrescante, com sabor e aroma iniciais de chocolate, leve dulçor de malte e a tradicional acidez do estilo. Já a Bahia Vanilla é uma Blond Ale com baunilha, cor dourada e levemente turva, com um final adocicado. O aroma de baunilha é a marca da bebida.

Nacional
A Cervejaria Nacional apresentou três receitas especiais para o inverno: Saravá, Lareira e Cocada. As cervejas de inverno são do estilo Russian Imperial Stout, uma bebida robusta, complexa, encorpada, de alto teor alcoólico e rica no sabor de malte escuro. A Saravá possui corpo alto, 10% de teor alcoólico e 55 IBUs, com notas de chocolate e café no aroma; já a Lareira, com a mesma base da Saravá, recebe adição de cascas de Amburana e malte defumado no preparo; e a Cocada, outra variação da Saravá, tem como protagonista o coco queimado. No aroma, notas de chocolate, café e caramelo, tem 70 IBUs e 10% de graduação alcoólica.

Ouropretana
Baseada nas origens da cidade que carrega em seu nome, a Ouropretana apresentou, em julho, a Ouropretana Black Lager – Ouro de Mina, uma ode à Mina Du Veloso, que guarda a engenhosidade africana no desbravamento dos morros que circundam Minas Gerais. Pertencente ao estilo Black Lager, é uma cerveja parcialmente maturada nas galerias da mina, tendo coloração intensa e notas aromáticas maltadas. A bebida traz 19,5 IBUs de amargor e 4,5% de graduação alcoólica.

Planta e Raiz
Com sucessos marcantes e populares ao longo de 25 anos de carreira, o grupo Planta e Raiz está lançando três rótulos de cerveja com aroma e sabor que remetem ao da maconha. A primeira delas é a Planta e Raiz Amnesia Raze, uma Session IPA inspirada na cepa canábica, com aromas cítricos de laranja e maracujá, amargor leve e um teor alcoólico baixo – 4,8% – e 33 IBUs. A segunda é a Planta e Raiz Sour Diesel, uma experimental New England IPA inspirada em uma das populares cepas da Cannabis sativa, também conhecida como Sour D. Ela apresenta aromas florais e cítricos, tendo 7,5% de graduação alcóolica e 30 IBUs. E para fechar, a Planta e Raiz Mango Rush, uma West Coast IPA batizada com o nome de uma linhagem da Cannabis que tem aroma parecido com o da manga verde e banana. Esta novidade apresenta 7% de graduação alcóolica e 60 IBUs. Os três rótulos foram produzidos pela Smoked Brew e distribuídos pela choperia São Paulo Tap House.

Sigilo Total e Tarin
A Sigilo Total acaba de lançar o quarto rótulo da série Duets. Depois das parcerias com UnderTap, CaptainBrew e Hop Mundi, chegou a vez da nova colaborativa com a Tarin. Life Blues é o nome da Double Juice IPA, feita com os lúpulos Citra, Mosaic, Eldorado e Riwaka, produzida coletivamente pelas cervejarias em julho. Na identidade visual, dois dos melhores guitarristas do mundo foram homenageados, BB King e Eric Clapton, que gravaram o álbum Riding with the King em 2000. A novidade já está disponível nos pontos de venda, e-commerce da cervejaria e na taphouse, em latas de 473ml e chope.

Menu Degustação: Festa no Dia da Cerveja, nova bebida da Ambev, confraria nórdica…

Os últimos dias de julho e os primeiros de agosto prometem ser agitados no setor cervejeiro. Aproveitando a celebração do Dia Internacional da Cerveja, Campinas (SP) receberá, em 6 e 7 de agosto, o Polo Beer Festival, evento que vai reunir 30 cervejarias da região da cidade do interior paulista.  

Em outra frente, a Animar Beer promove, na próxima segunda-feira, uma confraria nórdica em Santo André (SP) com a presença de 10 rótulos de cervejas, hidromel e Aquavit, vindos da Noruega.

Para quem gosta de novidade, o Beverage Hack Lab, laboratório pertencente ao Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev desenvolveu o Reiwa, uma bebida que tem o saquê como base. Além disso, a Hoegaarden sem álcool agora está disponível em supermercados de São Paulo e no e-commerce.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Impressão em latas
A Ball Corporation anunciou a chegada ao Brasil da Ball Digital Printing, uma tecnologia que permite impressão com qualidade fotográfica e uma infinidade de cores em latas para bebidas, além de rótulos únicos e customizados. De acordo com a empresa, a inovação surgiu a partir de uma demanda do mercado de bebidas por personalização das embalagens, feita de maneira mais rápida e em menor quantidade. A tecnologia oferece reprodução de imagens em até 600 dpis.

Evento tecnológico
A Ambev anunciou a realização do Tech & Cheers, o primeiro evento da companhia que vai unir todo seu ecossistema tech para uma experiência sobre inovação, empreendedorismo e tecnologia. O encontro vai trazer nomes de peso do mercado nacional e internacional, sendo híbrido. No formato presencial, acontecerá em São Paulo, no Espaço Unimed (antigo Espaço das Américas), na próxima quarta-feira (3), sendo gratuito. As inscrições já estão abertas. No formato online, aberto a todos, a transmissão será por meio de uma plataforma digital

Aceleração de projetos
Em mais um passo para acelerar a digitalização do ecossistema, a Ambev criou o programa “Beer Garage Incubator”, que seleciona projetos internos, criados pelos próprios colaboradores, voltados para desafios do setor por meio da tecnologia. Após a análise de mais de 90 projetos submetidos globalmente, 10 times foram selecionados para passar por um processo de desenvolvimento, incubação e aceleração de 11 semanas no Vale do Silício, nos Estados Unidos, um dos principais polos de desenvolvimento de startups e inovação do mundo.

Nova bebida
O Beverage Hack Lab, laboratório pertencente ao CIT da Ambev, desenvolveu o Reiwa, uma bebida alcoólica mista levemente gaseificada (Sparkling Sake) que tem como base o saquê e, no sabor, romã e hibisco. A bebida é produzida à base de fermentação de arroz com aromas naturais e possui apenas 4% de graduação alcoólica, além de 74 calorias por lata. É indicado para dietas veganas e celíacas.

Hoegaarden nos supermercados
A versão 0,0% álcool da Hoegaarden chegou a supermercados de São Paulo e e-commerces selecionados. A cerveja sem álcool está disponível no St. Marche, Mambo, Pão de Açúcar, Empórium SP, e em plataformas online, como Daki, Amazon e Empório da Cerveja, que entregam em todo território nacional.

Portas abertas para festival
A Beck´s traz uma ação para São Paulo que vai transformar os chaveiros espalhados pela capital em portas de entrada para a última edição do Urbeck´s Festival, no próximo sábado (30). É assim: ao escanear a palavra “Chaveiro” no estabelecimento, a pessoa tem a chance de despertar a chave para entrar no festival. E, mesmo que não encontre um ingresso, todos os participantes desbloqueiam uma cerveja via Zé Delivery.

Confraria nórdica
A Animal Beer trouxe da Noruega, aos apreciadores de cervejas especiais e artesanais, 10 rótulos de cervejas, hidromel e Aquavit, um tradicional destilado de origem escandinava e enriquecido com substâncias aromáticas, para a 1º Confraria Especial. O evento acontecerá na segunda-feira (1º), das 20h às 22h, na Vila Alzira, em Santo André. O valor é de R$ 150,00 por pessoa e as reservas precisam ser feitas com antecedência.

Festa em Campinas no Dia da Cerveja
O Dia Internacional da Cerveja (5 de agosto) será celebrado com um grande evento, em Campinas, com a participação de 30 cervejarias que fazem parte do polo cervejeiro local. Trata-se da edição de inverno do Polo Beer Festival, que vai tomar a Praça Carlos Gomes, nos dias 6 e 7 de agosto. O festival terá 120 torneiras de chope, de variados estilos, 15 food trucks e seis atrações musicais.

Homenagem do Museu da Cerveja
Para homenagear alguns protagonistas da produção de cervejas, o Museu da Cerveja de Blumenau (SC), que vai reabrir completamente reformulado ainda neste semestre, terá uma linha especial de cervejas que levará o nome de profissionais que fazem a diferença no mercado. Os rótulos serão produzidos na Cerveja Blumenau. O primeiro escolhido para a homenagem é Gustavo Miranda. Engenheiro químico por formação, ele foi um dos primeiros brasileiros a trazer de Berlim o título de cervejeiro profissional e sommelier de cervejas. A estilo escolhido para a cerveja é uma Fest Bier.

Campeonato com lúpulo americano
A Hop Growers of America (HGA), associação sem fins lucrativos de lúpulos americanos, abriu inscrições para a segunda edição do Campeonato HGA Best Brazilian Craft Beer, que irá premiar a melhor cerveja com lúpulo americano. As inscrições podem ser feitas por qualquer cervejaria com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no site da USA Hops. As 10 selecionadas receberão kits de lúpulos americanos para desenvolver uma nova cerveja, uma West Coast IPA. O julgamento será na penúltima semana de novembro, com o vencedor sendo anunciado na semana seguinte.

Clube do Malte quer zerar estoque
O Clube do Malte segue, até domingo (31), com a sua principal promoção do ano. A promessa é de que os principais rótulos de cerveja serão vendidos abaixo do preço de custo nessa reta final, podendo ser adquiridos a partir de R$ 3,90. Os valores podem chegar a 78% de desconto e visam zerar os estoques. Ao todo, mais de 270 rótulos diferentes estão disponíveis. Para aproveitar os descontos, basta acessar o site do Clube do Malte. No fim da compra, não é preciso adicionar nenhum código promocional.

Cerveja Box e Everbrew
A Cerveja Box comemora quatro anos e até domingo (31), em parceria com a Everbrew, entrega cervejas em dobro para o primeiro mês de assinatura do clube da marca.  O e-commerce conta com benefícios para os sócios do clube Everbrew. Em agosto, a parceria continua e será a vez de a Everbrew comemorar seu aniversário: seis anos da marca. Por isso, a Everbrew ganhará destaque como cervejaria do mês no Cerveja Box e, para celebrar, todos os rótulos estarão com descontos.

Curso de leveduras
O primeiro curso online da editora cervejeira Krater já está disponível. É o “Levedura – O Essencial da Fermentação”. O curso está organizado em 9 módulos e tem 20 aulas, todas gravadas e online, conduzidas pelos especialistas em microbiologia Bianca Telini e Marcelo Menoncin, da Clado Consultoria. As aulas são indicadas para quem está começando a produzir cerveja em casa ou quem já o faz há algum tempo.

Show no Esconderijo
Nesta sexta-feira (29), no Esconderijo, bar da cervejaria Juan Caloto, acontece o show da Country Roads, banda de bluegrass folk étnico. No sábado, a música fica por conta da banda Touro Mecânico. Ambas as apresentações vão ser a partir das 19h30. No bar, que apresenta atmosfera inspirada no faroeste mexicano, é possível encontrar várias cervejas de fabricação limitada como Krieken Lambiek e Orange Blossom Infused Lambic, ambas da marca belga Oud Beersel.

Ambev lucra R$ 3,1 bilhões no 2º trimestre e vende 8,5% a mais de cerveja no Brasil

A Ambev fechou o segundo trimestre de 2022 com lucro líquido de R$ 3,064 bilhões, uma alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela venda de mais de 40 milhões de hectolitros de bebidas, um desempenho inédito no período para a companhia, que segue, porém, pressionada pela alta dos custos. No Brasil, a venda de cerveja expandiu 8,5% nos meses de abril a junho.

O lucro líquido ajustado da Ambev ficou em R$ 3,086 bilhões no segundo trimestre, um crescimento de 4,2%. A alta foi maior no somatório do semestre, de 15,9%, para R$ 6,637 bilhões, assim como a do lucro líquido, de 16,4%, para R$ 6,593 bilhões.  

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O balanço do segundo trimestre da Ambev também revela que a companhia teve Ebitda ajustado de R$ 5,538 bilhões, um avanço reportado de 4,7% e ajustado de 17,6%, com a receita líquida chegando aos R$ 17,989 bilhões, o que representa crescimento reportado de 14,5% e orgânico de 19,6%.  

De acordo com a empresa, a expansão da receita em um nível mais acelerado do que o do Ebitda se deu “devido aos obstáculos nas commodities que impactam o Custo do Produto Vendido (CPV) e às contínuas pressões inflacionárias, juntamente com adicionais”.

Por sua vez, o volume de bebidas produzidas pela empresa no período, atingiu os 42,242 milhões de hectolitros, uma expansão de 6,1%. Esse crescimento do volume foi impulsionado pelo aumento do consumo fora de casa, assim como pelo Brasil.

O balanço do segundo trimestre da Ambev apontou a fabricação de 21,944 milhões de hectolitros de cerveja no País no período, o que significou crescimento de 8,5% em comparação aos meses de abril até junho de 2021. Já no semestre, foram produzidos 41,774 milhões de hectolitros, uma expansão de 5,2%.

Também no Brasil, a receita líquida obtida com a cerveja expandiu 22,7%, para R$ 6,449 bilhões, com um crescimento ainda mais relevante, de 43,3% entre os não alcoólicos, para R$ 1,074 bilhão.

Comentários da administração
Nos comentários divulgados pela administração da Ambev sobre o balanço no segundo trimestre, prevalecem avaliações sobre os desafios encarados em função da inflação persistente a níveis elevados e da alta dos preços das commodities. O contraponto, porém, envolve a premiumização do portfólio e o êxito comercial das inovações, impulsionando resultados positivos.

O volume cresceu 6,1% no consolidado, impulsionado principalmente pelo Brasil, onde a premiumização contínua, a resiliência do core e o contínuo desenvolvimento de nossas inovações no core plus resultaram em um crescimento de 8,5% no volume da cerveja, enquanto o volume de NAB aumentou 16,2%, impulsionado pela distribuição alavancada pelo BEES e consistente estratégia comercial

Ambev

A companhia destaca que a alta das commodities tem impactado os custos por produtos vendidos (CPV), enquanto a inflação elevada causa efeitos nas despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A).

“Commodities continuaram sendo um fator determinante, levando a um aumento de 17,8% no CPV/hl excluindo depreciação e amortização no trimestre. Enquanto isso, o SG&A cresceu 17,7%, principalmente impactado pela pressão inflacionária associada a maiores investimentos em vendas e marketing, mas parcialmente compensado por menor provisão de remuneração variável”, afirma.

Mas a Ambev também destaca ter expandido a sua participação no mercado, seja em relação ao mesmo período de 2021 ou na comparação com o primeiro trimestre, apontando a expansão da marca Original como um dos seus destaques no período de abril a junho.

“Nossas marcas premium cresceram low twenties, lideradas por Original e Chopp Brahma, sendo que este último teve seu maior volume em um segundo trimestre. Nossas marcas core cresceram low teens, mantendo o momentum, e continuamos investindo nas nossas marcas focus do core plus, Brahma Duplo Malte e Spaten. Nossa estratégia de garrafas de vidro retornáveis continuou a se fortalecer com a aceleração do canal on-trade, com um crescimento de embalagens RGB low twenties em relação ao 2T21”, afirma.  

5 opções de livros para quem já atua ou deseja empreender no mercado cervejeiro

O mercado de cervejas artesanais brasileiro ainda busca se consolidar após realizar saltos relevantes no período pré-pandemia. Pressionado por uma crise global, o segmento tem se reorganizado para retomar a expansão, o que exige a obtenção e a aplicação dos conhecimentos pelos profissionais. Eles podem ser adquiridos com o apoio de empresas e escolas especializadas em cursos e consultorias, que têm ganhado espaço no setor, e, claro, através de livros sobre conhecimento cervejeiro.

Os livros, afinal, são uma fonte milenar de informação, também sendo importantes aliados na formação de quem deseja ingressar no mercado, adquirir conhecimento, aprimorar e até mesmo desenvolver novas habilidades e competências para utilização na rotina dentro do setor cervejeiro.

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“A busca de conhecimento e aperfeiçoamento é uma necessidade constante em qualquer mercado. E no setor das cervejas artesanais, que ainda está apenas começando no Brasil, avanços na gestão ou na operação do negócio podem ser grandes diferenciais competitivos”, pontua Filipe Bortolini, sócio da Beer Business, empresa especializada em cursos e consultorias para negócios cervejeiros.

Para Bortolini, a busca por conhecimento em livros, cursos e consultorias especializadas é fundamental para quem quer produzir com consistência e crescer de forma sustentável, adaptando-se à realidade de um mercado em constante evolução.

Assim, diversos livros com a temática cervejeira têm sido lançados nos últimos anos. Por isso, com o apoio do sócio da Beer Business, o Guia preparou uma lista com 5 opções de livros cervejeiros e ainda os relacionou a serviços e cursos oferecidos pela empresa especializada para quem está em busca de mais conhecimento no setor.

Confira a seguir a relação de livros e cursos para quem atua no setor cervejeiro:


Livro 1: A história da Heineken – A cerveja que conquistou o mundo

Autor: Barbara Smit
Editora: Zahar
Sinopse: A história segue uma linha do tempo da cervejaria, criada em Amsterdã, em 1864, chegando até os dias atuais. Escrito pela jornalista Barbara Smit, o livro detalha as estratégias de negócios e truques de marketing que construíram a trajetória de uma empresa familiar que se transformou em marca global e campeã de vendas. Entre eles, o personagem principal da história: Alfred “Freddy” Heineken. A história da Heineken traz detalhes das batalhas pelo mercado internacional de cerveja e suas táticas, aquisições e campanhas publicitárias

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Consultoria de Estratégia de Marca


Livro 2: A revolução da cerveja artesanal

Autor: Steve Hindy
Editora: Zahar
Sinopse: É um relato do renascimento da indústria cervejeira norte-americana ao longo das últimas quatro décadas. Em meados dos anos 1970, havia menos de 40 cervejarias nos Estados Unidos; hoje, são mais de 2.500. A história é contada por Steve Hindy, que atuou como jornalista durante 15 anos antes de fundar a Brooklyn Brewery com seu sócio Tom Potter. Ele também esteve diretamente envolvido na evolução da indústria ao trabalhar na Brewers Association e no Beer Institute

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Consultorias de Precificação e Gestão Comercial


Livro 3: A mesa do mestre cervejeiro – Descobrindo os prazeres das cervejas e das comidas verdadeiras

Autor: Garrett Oliver
Editora: Senac São Paulo
Sinopse: Garrett Oliver, mestre cervejeiro e a maior autoridade em cerveja nos Estados Unidos, revela por que a verdadeira cerveja artesanal é o melhor acompanhamento para qualquer refeição. A publicação expõe o processo de fabricação, a história e apresenta os mais diferentes estilos de cerveja de todo o mundo. É um livro para os aficionados por cerveja e culinária

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Curso e Consultoria de Brewpub e Consultoria de Desenvolvimento de Receitas


Livro 4: Fazemos cervejas – Os primeiros anos de uma microcervejaria

Autor: Richard Westphal Brighenti
Editora: Copiart
Sinopse: A publicação reúne ideias, histórias, desafios e oportunidades que transformaram uma pequena cervejaria do interior de Santa Catarina, em uma trajetória digna de ser conhecida. Entusiasmo, paixão, gestão de pessoas, respeito, simplicidade, inquietação e incentivo da cultura local são valores que trouxeram êxito, sendo usados em produtos bem pensados e reconhecidos por premiações. Mas as cervejas demandaram menos esforços do que o trabalho ao seu redor. Richard Westphal Brighenti é cervejeiro da Lohn Bier, sommelier, professor e juiz em concursos cervejeiros

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Consultoria de Plano de Negócios


Livro 5: Direito para o mercado da cerveja

Autores: André Lopes (Advogado Cervejeiro), Cristiano Távora Martins Lopes, Elisabeth Bronzeri e Vinícius Verdi Borges.
Editora: Krater
Sinopse: O Direito para o Mercado da Cerveja esclarece diversas dúvidas nebulosas, porém comuns, tanto nos círculos cervejeiros como nos jurídicos. Tendo sido escrito por quatro juristas com ampla experiência na interseção entre as duas áreas – sendo dois deles, inclusive, sommeliers de cervejas –, este livro analisa o mercado pelo prisma de diferentes especialidades jurídicas: direito civil, comercial e empresarial; direito trabalhista; e direito tributário. Os autores concluem a obra com uma síntese de suas ideias, apontando algumas perspectivas para o futuro, e oferecem recursos complementares com utilidade prática para profissionais do direito e da cerveja

Opção de curso oferecido pela Beer Business: Curso Tributação para o Mercado Cervejeiro, Consultoria para Abertura de Empresas e Consultoria Tributária

Os 9 principais concursos cervejeiros do Brasil e do mundo no 2º semestre

O segundo semestre deverá ser agitado para quem acompanha ou participa de concursos cervejeiros. Afinal, estimulado pela retomada dos eventos presenciais, ocorrida ainda durante a primeira metade do ano, o setor terá uma série de competições importantes no Brasil e no mundo.

As premiações ganham em importância nesse momento, pois, em um mercado que busca se restabelecer, faturar uma medalha em uma renomada competição pode ser a chancela que ajudará uma cervejaria a se destacar diante das demais concorrentes. Assim, é importante que as marcas levem a sério os concursos cervejeiros do segundo semestre, em busca da notoriedade obtida pelos vencedores.

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“Os concursos são um atestado de qualidade dentro do setor cervejeiro. Eles vão dizer que aquela cerveja estava boa e que aquela cervejaria fez bem essa cerveja. Por isso as cervejarias, em geral, veem com bons olhos essa recompensa e o reconhecimento ao seu trabalho dentro desses concursos”, afirma Luis Celso Jr., sommelier e fundador do Bar do Celso.

O especialista ressalta que os resultados das competições cervejeiras servem como referência para o público no momento de escolha e definição dos rótulos que irá comprar.

“Para os consumidores, é bem interessante os concursos porque eles servem como guia de degustação. O consumidor pode escolher aquela cerveja premiada que ganhou um concurso ou mesmo pegar a lista das premiadas e ir atrás dessas cervejas para degustá-las com a intenção de entender esses produtos”, completa.

Com o auxílio de Celso, o Guia selecionou nove concursos cervejeiros que estão agendados para o segundo semestre, caso do World Beer Awards, que anunciará suas premiações nacional e mundial nos dias 6 e 25 de agosto, respectivamente. “É um dos maiores concursos, premia regionalmente e também o mundo todo”, lembra Celso, que foi um dos jurados da etapa brasileira.

Após o World Beer Awards, os próximos eventos de destaque do calendário de concursos cervejeiros serão o International Beer Challenge e a South Beer Cup, em Ribeirão Preto (SP), que também vai abrigar a primeira edição da Copa Paulista de Cerveja Artesanal, todos marcados para setembro.

Também em setembro, em Munique, na Alemanha, vai ocorrer o European Beer Star, que já confirmou inscrições de representantes de mais de 20 países, entre eles o Brasil.

A organização do evento proibiu a participação de cervejarias da Rússia em manifestação contra a invasão da Ucrânia, qualificando a ação militar como uma “agressão e uma violação ao direito internacional”.

Entretanto, o evento informa que “pode permitir exceções a esta regra no caso de uma cervejaria sediada na Rússia comprovada e permanentemente posicionar-se publicamente contra a guerra contra a Ucrânia e condenar as ações beligerantes do governo russo”.

No fim de outubro, vai ocorrer o Brasil Beer Cup, em Florianópolis, e a Copa Cervezas de América, em Valdívia, no Chile, sendo que a etapa brasileira, em Porto Alegre, ocorrerá no início de agosto.

Outro evento de peso do calendário é o Brussels Beer Challenge, que acontecerá entre o final de outubro e o início de novembro, em Eupen, na Bélgica. Confiante na tradição e na credibilidade do evento, a organização anunciou que espera por mais de duas mil cervejarias inscritas.

Confira os principais concursos cervejeiros do segundo semestre:

WORLD BEER AWARDS
ONDE: Londres, Inglaterra
QUANDO: dias 6 (anúncio dos vencedores nacionais) e 25 de agosto
POR QUÊ: Com etapas regionais em vários países, incluindo o Brasil, a competição é considerada uma das mais importantes do mundo, abrindo espaço para cervejas de todo o planeta participarem. Além da premiação mundial, o dia 25 de agosto também está reservado para o anúncio dos melhores design dos rótulos inscritos

INTERNATIONAL BEER CHALLENGE
ONDE: Londres, Inglaterra
QUANDO: 7 de setembro
POR QUÊ: A tradicional competição vive sua 26ª edição em 2022. O prazo de inscrições foi ampliado para 3 de agosto. A organização do evento ressaltou que deu mais tempo para os interessados em participar da competição “mais bem avaliada e influente” do setor e cuja premiação é promovida com o slogan de “selo final de qualidade”.

SOUTH BEER CUP
ONDE: Ribeirão Preto (SP)
QUANDO: de 8 a 10 de setembro
POR QUÊ: Após dois anos sem poder ser realizada por causa da pandemia, a competição, popularmente conhecida no setor como “Copa Libertadores da América da cerveja”, voltará a ocorrer em 2022. Será a 10ª edição do evento, que tem como pré-requisito obrigatório para as microcervejarias a conquista de ao menos uma medalha de ouro, em 2020 ou 2021, em um dos concursos considerados de ponta pelos organizadores.

COPA PAULISTA DE CERVEJA ARTESANAL
ONDE: Ribeirão Preto (SP)
QUANDO: de 8 a 10 de setembro
POR QUÊ: Realizada paralelamente à South Beer Cup na cidade do interior paulista, a competição, que integra a programação da Craft Beer Ribeirão, viverá a primeira edição, tendo aberto inscrições para todas as cervejarias registradas no estado. O evento surgiu com o intuito anunciado pela organização de poder reunir os melhores produtores na região mais rica do país e de incentivar a melhoria da qualidade dos rótulos.

EUROPEAN BEER STAR
ONDE: Munique, Alemanha
QUANDO: 14 de setembro
POR QUÊ: O principal concurso cervejeiro da Europa é realizado em uma das regiões mais tradicionais da bebida no mundo, com grande abrangência global e alto nível dos seus juízes. “A European Beer Star está particularmente orgulhosa de suas estrelas, os jurados. O júri é composto por especialistas mundialmente reconhecidos em cerveja e indústria”, ressalta a organização.

BRASIL BEER CUP
ONDE: Florianópolis (SC)
QUANDO: de 23 a 29 de outubro

POR QUÊ: Com o tema “A R-evolução é Cervejeira”, a edição de 2022 da competição voltará a utilizar o Beer Sensory, uma ferramenta introduzida no ano passado no evento e exclusiva dentro dos concursos do setor, além de contar com um painel paralelo, formado por quatro cientistas, que vai monitorar o trabalho de todas as mesas de juízes durante o julgamento dos rótulos.

COPA CERVEZAS DE AMÉRICA
ONDE: Valdívia, Chile
QUANDO: de 24 a 30 de outubro (a etapa brasileira será de 5 a 7 de agosto)
POR QUÊ: Após um hiato de dois anos sem ocorrer por causa da pandemia, a maior competição cervejeira da América Latina volta a acontecer em 2022, desta vez em Valdívia, palco da nona edição do evento, que também promove etapas nacionais, no Brasil, na Argentina e no próprio Chile. “É um concurso tradicional e que é legal para os latino-americanos”, destaca Celso.

BRUSSELS BEER CHALLENGE
ONDE: Eupen, Bélgica
QUANDO: de 31 de outubro a 3 de novembro
POR QUÊ: Primeira competição profissional de cerveja da história da Bélgica, país que é uma das principais escolas da tradicional bebida no mundo, o evento projeta romper a barreira de 2 mil cervejarias inscritas de todo o planeta, divididas em categorias baseadas em origem, tipologia e estilo.

MONDIAL DE LA BIÈRE
ONDE: Rio de Janeiro
QUANDO: Data a confirmar
POR QUÊ: Criado em 1994, o festival, além de ocorrer em Montreal, no Canadá, conta com edições anuais no Rio de Janeiro e em São Paulo, Para completar, é realizado em Paris, na França. O Brasil se tornou o primeiro país a sediar duas etapas deste respeitado festival, que também possui o seu concurso cervejeiro.

Soluções, intercâmbio e brassagem feminina: como foi o congresso da Agrária

Uma parcela relevante e ativa da indústria cervejeira se encontrou na última semana, em Entre Rios, distrito de Guarapuava (PR). Foi lá onde a Agrária Malte realizou o Congresso Técnico Internacional, que, depois de duas edições online, voltou a acontecer de modo presencial, promovendo debates variados sobre produção da cerveja e seus ingredientes, assim como avaliações a respeito do mercado. Além disso, houve espaço para visitas às instalações da cooperativa e, de modo paralelo, para brassagem de uma bebida apenas com a participação de mulheres.

De acordo com os organizadores, cerca de 500 profissionais do encontro, um número recorde para as 13 edições do congresso, abarcando mais de 300 empresas atuantes dentro da indústria, com todos os perfis de cervejarias, das micro até as multinacionais presentes no mercado brasileiro.

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“O congresso foi uma oportunidade de desenvolvimento para quem participou, com a entrega de conhecimento técnico de qualidade. As pessoas chegaram com dúvidas e dores, mas saíram com soluções para melhorar os processos dentro das cervejarias. Os palestrantes estavam junto aos participantes esclarecendo dúvidas depois das suas apresentações. Com isso, o aprendizado acontecia em todos os momentos”, diz Alexandre Sierote, especialista de marketing da Agrária Malte.

Nos três dias de palestras, temas técnicos e vivenciados pelos profissionais na rotina das fábricas foram abordados, como turbidez, envelhecimento da cerveja, técnicas exóticas de mostura, biotransformação na produção, fermentação e formação de compostos sulfurosos, assim como se ressaltou a importância da segurança alimentar e a necessidade de adoção de cuidados para que ela seja cumprida.

Além disso, também houve espaço para relatos sobre novidades envolvendo ingredientes da cerveja, como programas de melhoramento de lúpulo e seu cultivo sustentável, assim como para a explanação de informações que influenciam nas decisões das companhias, como o impacto do mercado global sobre preços e acesso à cevada e ao malte.

Tendo apresentado a palestra “Filtrando cerveja sem perder a qualidade”, Lígia Marcondes, mestre cervejeira e professora da Universidade de Vassouras, no sul do estado do Rio de Janeiro, e da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), destaca a profundidade como os temas foram abordados no congresso. “Esse evento tem palestras de 1 hora e meia. Você só consegue passar conhecimento embasado com tempo. Temos tempo para falar, tirar dúvidas. É um detalhe que fez toda a diferença.”

Esse cuidado na abordagem de temas profundos também foi apontado como fundamental para o êxito do congresso por Carlos Ruiz, da HVG Lúpulos. “Temos um público muito heterogêneo, desde pessoas distantes da química da cerveja como outras com pós-doutorado nessa área. A ideia, então, é fazer com que seja compreensível para todos, para permitir que tirem mensagens para uso no dia a dia em suas cervejarias”, comenta.

Em uma novidade da edição de 2022 do Congresso Técnico Internacional, o encontro teve a realização de mesas redondas diárias. Elas abordaram os desafios atuais enfrentados no mercado cervejeiro e a cultura do lúpulo no país, além de relatos de histórias inspiradoras para quem empreende, relatadas por personagens icônicos do segmento.

“A ideia foi mostrar para o cervejeiro as razões para movimentos de mercado que estão acontecendo, colocando todos na mesma página. Tivemos preocupação em promover discussões amplas sobre temas do dia a dia, além de tocar as pessoas com boas histórias”, explica o especialista de marketing da Agrária.

Compartilhamento do conhecimento
Para além das palestras e debates, a interação, com a troca de conhecimentos, acabou sendo outra marca do Congresso Técnico, com parceiros e profissionais voltando a se encontrar após o hiato provocado pela pandemia do coronavírus, tendo a possibilidade de compartilhar experiências e buscar soluções.

“O congresso é uma forma de reencontrar, ter conversas nos stands e centro de convenções para falar das dúvidas sobre maltes e processos cervejeiros. Estamos disponíveis para falar com os clientes e responder aos questionamentos”, argumenta Alírio Caldeira, profissional da Weyermann, que realizou uma apresentação sobre metodologias de cálculo de cor e mosto da cerveja.

Foi, também, o que relatou Lígia. Ao mesmo tempo em que subiu ao palco para dar dicas sobre como filtrar uma cerveja, ela pôde adquirir conhecimento a partir da apresentação de outros palestrantes e de conversas que acrescentaram informações para a sua rotina profissional.

Vi explicações do que acontece na prática e tendências, como um kit de análise microbiológica que foi apresentado. Tem coisas novas que vi no congresso que vou levar para a minha vida profissional

Lígia Marcondes, mestre cervejeira e professora da Universidade de Vassouras

Para além do congresso
Em atividade paralela ao congresso, a semana em Guarapuava contou, ainda, com a brassagem de uma White IPA. Para isso, 12 cervejeiras se reuniram na Cervejaria Experimental da Agrária, onde fabricaram 250 litros da bebida, criada pela mestre cervejeira Ludmila Antoniazzi. A receita teve em sua composição os maltes Pilsen e de trigo da cooperativa.

No encontro, as profissionais compartilharam suas experiências dentro do setor cervejeiro, hoje predominantemente masculino, embora a presença feminina seja crescente – a organização do Congresso Técnico Internacional estima que ao menos 15% dos participantes da 13ª edição tenham sido mulheres.

“Estar em um local onde a maioria do público é masculino e poder conhecer essas mulheres fortes, que já lançaram cervejas muito reconhecidas pelo mercado, é algo muito inspirador”, diz a cervejeira Bruna Tristão.

A cerveja produzida por elas será comercializada na Festa da Cevada, que vai ocorrer em outubro, em Entre Rios, distrito de Guarapuava, onde está localizada a sede da Agrária. E o valor arrecadado vai ser revertido em produtos de higiene para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Além disso, antes do início dos três dias de palestras e após seu término, a Agrária reservou a segunda (18) e a sexta-feira (22) para visitas técnicas à sua estrutura. Os participantes conheceram o Museu Histórico de Entre Rios, a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, a maltaria e a cervejaria experimental da companhia.

“Independentemente do congresso, a cooperativa gosta muito de compartilhar sua história e cultura. E nós vemos, nos eventos, uma demanda grande das pessoas querendo conhecer a estrutura da Agrária. Mostramos que tem muita ciência e história por trás das sacas de malte”, conclui Sierote.

Balcão do Profano Graal: Histórias de imigrantes – Os pioneiros da cerveja no Sul

Balcão do Profano Graal: Histórias de imigrantes – Os pioneiros da cerveja no Sul do Brasil

Nesta segunda-feira (25), se comemora o Dia da Imigração Alemã no Brasil, um país formado por imigrantes. E os imigrantes alemães estavam entre os primeiros a chegar ao país recém-independente, ainda em 1824. Como todo aquele que decide deixar para trás o seu país de origem, esses indivíduos eram atraídos pelas promessas de uma vida melhor, com prosperidade econômica e liberdade religiosa.

Os alemães formam o 4º maior contingente de imigrantes chegados ao Brasil, atrás apenas de italianos, portugueses e espanhóis. Foram cerca de 250 mil indivíduos que se mudaram para o País entre 1824 e 1969, sendo que, ao longo da primeira metade do século XIX, eles foram imigrantes quase exclusivos. A maior parte desse contingente foi se instalar nas províncias do Sul do País, onde o governo imperial, os governos provinciais ou mesmo companhias particulares de colonização estabeleceram colônias agrícolas, como as de São Leopoldo (RS), São Pedro de Alcântara, (SC) e Rio Negro (PR).

É inegável a importância desses indivíduos para a disseminação da produção de cerveja em território brasileiro. Um migrante pode até não carregar muitas malas consigo, mas ele levará sempre a sua bagagem cultural. E a produção e consumo de cerveja estão enraizados na cultura dos povos germânicos desde tempos imemoriais. Basta lembrar que o mais antigo vestígio arqueológico de produção de cerveja na Europa é uma ânfora datada do século VII a.C., encontrada em Kulmbach, na atual Baviera.

Por isso, como forma de homenagear os imigrantes alemães, nesse mês, quero falar da biografia de três desses pioneiros da cerveja no Sul do Brasil.

Começamos por George Heinrich Ritter (1822-1889), natural da cidade de Kempfeld, que chega ao Brasil em 1846, com 24 anos, acompanhado pelos pais e cinco irmãos. Nos anos iniciais, trabalhou como agricultor, mas depois de algum tempo abriu a primeira casa comercial de Linha Nova (RS). Ritter tinha aprendido o ofício de cervejeiro com seu tio Roth, na Francônia, e passou a produzir cerveja no sótão de casa para abastecer o seu negócio. E, em 1868, já como próspero negociante e líder comunitário local, fundou a sua cervejaria, a primeira da Província de Rio Grande do Sul.

Menos de um ano após chegar ao Brasil, George se casou com Elizabeth Fuchs (1827-1868), que conheceu ainda no navio que os trazia da Europa. Com ela, teve 9 filhos. Após a morte de Elizabeth se casou com Maria Margarethe Konrad (1828-1913), viúva do seu irmão Friedrich George Ritter (1822-1863), com quem teve mais dois filhos. Em 1883, com 61 anos, retornou para a Alemanha, com a esposa e os quatro filhos mais novos, deixando suas propriedades em Linha Nova aos cuidados dos filhos mais velhos.

Mas em 1889 resolveu voltar para o País onde fez sua vida, falecendo em Linha Nova em 13 de março daquele mesmo ano. Dois de seus filhos levaram adiante a tradição cervejeira da família, fundando importantes cervejarias no Rio Grande do Sul: Heinrich Ritter Filho (1848-1921), com a H. Ritter e Filhos, em Porto Alegre; e Karl Ritter (1853-1926), com a Cervejaria C. Ritter & Irmão, em Pelotas.

Natural de Nidau, na Suíça, o mestre cervejeiro Albretch Gabriel Schmalz, de 31 anos, sua esposa Margaretha Zenger Schmalz, de 32 anos, e seus cinco filhos receberam 1.750 francos de uma assembleia comunitária (espécie de organização política regional) e com esse dinheiro resolveram se transferir para o Brasil. Partiram do porto de Hamburgo em março de 1952 a bordo do navio Emma & Louise, e após 63 dias de viagem desembarcaram no porto de São Francisco do Sul (SC). A princípio, o plano de Schmalz era se instalar no Rio de Janeiro. Porém, chegou 15 dias atrasado ao porto e perdeu o navio. Sim, no século XIX, as pessoas não se atrasavam 15 minutos, mas 15 dias. A concepção de tempo era outra.

Sem conhecer a geografia local, imaginou que aportando no Sul seria mais fácil rumar depois para o Sudeste. Mas as dificuldades de locomoção existentes no Brasil de meados do século XIX foram logo sentidas e a família decidiu fixar raízes na região. Instalaram-se na Colônia Dona Francisca, fundada em 1849 pela companhia de colonização organizada pelo senador da cidade de Hamburgo Christian Matthias Schroeder, em terras pertencentes ao dote de casamento da princesa D. Francisca de Bragança (filha do imperador D. Pedro I) com o príncipe de Joinville, Francisco de Orleães (filho de Luís Filipe I, rei dos franceses de 1830 a 1848). Batizada em homenagem à princesa, pouco tempo depois a colônia mudaria de nome, passando a se chamar Joinville.

A família Schmalz adquiriu um lote na chamada Deustche Pikade, também conhecida como Matthias Strasse, que posteriormente virou rua Comandante Saturnino Mendonça e hoje é conhecida como rua Visconde de Taunay. Ali construiu sua casa e, com máquinas importadas da Suíça, aproveitando-se das águas do Ribeirão Mathias e utilizando o milho como insumo (na falta de cevada ou trigo), instalou a sua cervejaria, a primeira de Santa Catarina. Albretch Gabriel Schmalz faleceu apenas 10 anos depois, em 22 de dezembro de 1862. Sua esposa, com a ajuda dos filhos, passou a administrar a cervejaria até 1880, quando foi vendida. Sete anos depois, em 25 de maio, Margaretha morreu aos 67 anos.

Na Colônia Dona Francisca vivia também Johann Leitner, natural de Schwarz, no Tirol austríaco, chegado ao Brasil no navio Emma em 13 de janeiro de 1858, com 24 anos. Ainda em Joinville se casou com Marie Lenkt. O casal teve 8 filhos. Em 1868, mudaram-se para Curitiba, instalando-se na rua das Flores (atual rua XV de Novembro). Não se sabe muito sobre a vida de Leitner antes de chegar ao Brasil. Na lista de passageiros do seu navio foi registrado como “lavrador”, mas o jornal O Dezenove de Dezembro, na edição de 17 de abril de 1869, já o tratava como cervejeiro e com o seu nome “aportuguesado”: “Vinagre superior. Vende-se em casa do cervejeiro João Leitner – rua das Flores”. Naquele ano, então, já deveria estar em funcionamento a sua Fábrica de Cerveja Tivoli, a primeira de Curitiba. A boa aceitação da sua cerveja incentivou o surgimento de outras fábricas como as de Johnscher, Mensing, Weigang, Schulze, Fleischmann, Engelhart, Bengson e Iwersen.

Além da cervejaria, Leitner também abriu uma pensão na sua própria casa, segundo anúncio publicado no mesmo jornal O Dezenove de Dezembro em 1º de março de 1873: “Alugam-se três quartos com suas competentes alcovas, em casa do cervejeiro João Leitner podendo os alugadores tomar sua alimentação do mesmo dono da casa. Curitiba, 28 de Fevereiro de 1873”. O sucesso dos seus empreendimentos levou à abertura de um hotel já no ano seguinte:

“Ao hotel Leitner acaba de chegar um grande e variado sortimento de armarinho e modas, o que há de maior novidade e melhor gosto. Convida-se, pois, os Srs. negociantes e o respeitável público, que se dignem visitar este estabelecimento; porque tendo feito grande redução nos preços e sendo para liquidar, facilitará assim inteiramente as vendas”. (O Dezenove de Dezembro, 29 de abril de 1874)

Mas o empreendimento de Leitner no ramo hoteleiro não durou muito, pois o mesmo jornal anunciou a venda do hotel para Mostaert & Cia. em 12 de agosto de 1882. Johann Leitner morreu em 1891 e a fábrica passou para a responsabilidade de seus filhos Luiz e Julio. Eles deram continuidade ao trabalho de cervejeiro do pai, expandindo os negócios com a compra das instalações da fábrica de cerveja Johnscher & Irmão (falida em 1902), rebatizada de Cervejaria Tivoli e, depois, de Cervejaria Cruzeiro. 

Três homens, três origens diferentes, que partilhavam a mesma cultura germânica (ou quase), o mesmo amor pela cerveja e a mesma esperança de começar uma vida nova e próspera muito longe das suas regiões de origem. Apenas mais três imigrantes comuns entre outros 250 mil, mas que fizeram a diferença para a disseminação da cultura cervejeira no Brasil.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

A ousadia dos Schmalz. Swissinfo.ch. 27/12/2011. Disponível em: A ousadia dos Schmalz – SWI swissinfo.ch

ARQUIVO HISTÓRICO DE JOINVILLE. Listas de Imigrantes 1851-1902. Coleção Memória da Cidade Carlos Ficker. Prefeitura de Joinville, 1999.

COUTINHO, Carlos Alberto Tavares. Cervejaria Ritter 1 – Cervejaria Georg Heinrich Ritter. Cervisifilia: a história das antigas cervejarias. 28/09/2010. Disponível em: A História das Antigas Cervejarias: Cervejaria Ritter 1 – Cervejaria Georg Heinrich Ritter (cervisiafilia.blogspot.com)

COUTINHO, Carlos Alberto Tavares. Cervejaria Schmalz. Cervisifilia: a história das antigas cervejarias. 26/11/2011. Disponível em: A História das Antigas Cervejarias: Cervejaria Schmalz (cervisiafilia.blogspot.com)

COUTINHO, Carlos Alberto Tavares. Fábrica de cerveja João Leitner / João Leitner & Filhos / J. Leitner & Irmão / Luiz Leitner & Cia. / Tivoli / Cervejaria Cruzeiro / Viúva Luiz Leitner & Filhos. Cervisifilia: a história das antigas cervejarias. 22/04/2011. Disponível em: A História das Antigas Cervejarias: Fábrica de Cerveja João Leitner / João Leitner & Filhos / J. Leitner & Irmão / Luiz Leitner & Cia / Tivoli / Cervejaria Cruzeiro / Viuva Luiz Leitner & Filhos (cervisiafilia.blogspot.com)

DUARTE, Tiaraju Salini; LOURENÇO, William Martins; FONTANA, Guilherme. Origem, ascensão e decadência das cervejarias no Estado do Rio Grande do Sul: um recorte espaço-temporal do século XIX e XX. Caminhos de Geografia. Uberlândia – MG, v. 21, n 73, março 2020, p. 368-379.

GLASER, Niroá Zuleika Rotta Ribeiro. Famílias do velho mundo no comércio do Paraná. Curitiba: Editora Senac Paraná, 2011.

Imigração alemã no Brasil. Wikipedia: a enciclopédia livre. Disponível em: Imigração alemã no Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

KÖB, Edgar. Como a cerveja se tornou bebida brasileira: a história da indústria de cerveja no Brasil desde o início até 1930. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, 161 (409), 2000, p. 29-58.

SEYFERTH, Giralda. Imigração e colonização alemã no Brasil: uma revisão da bibliografia. Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais. Rio de Janeiro, vol. 25, 1988, p. 3-55.

SEYFERTH, Giralda. A dimensão cultural da imigração. Revista Brasileira de Ciências Sociais. V. 26, nº 77, Outubro 2011, p. 47-62.


Sérgio Barra é carioca, historiador, sommelier e administra o perfil Profano Graal no Instagram e no Facebook, onde debate a cerveja e a História.

Balcão Xirê Cervejeiro: 3 depoimentos sobre consumo e exclusão no setor

Balcão Xirê Cervejeiro: 3 depoimentos sobre consumo e exclusão no setor

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja, estou de volta ao balcão Xirê Cervejeiro e, desta vez, o consumir a cerveja é que conduzirá nossa conversa.

Nos últimos meses, o mercado cervejeiro estava em movimentação acerca das inovações tecnológicas voltadas aos insumos, ao fazer cervejas de qualidade – e isso é muito bom e positivo.

Mas, cada vez mais, ouvindo as pessoas, seja nas redes sociais ou em espaços dedicados a beber esse líquido que é paixão de muitos e muitas, a fala recorrente era de como o atendimento as aproximam ou afastam do consumo da cerveja.

Para quem me acompanha, sabe que sempre racializo todo e qualquer debate, e é necessário fazê-lo, sobretudo, em um país como o nosso, de maioria negra.

Optei nessa coluna em trazer sempre o olhar de pessoas racializadas para que elas mesmas pudessem utilizar a sua voz e dizer como é ser consumidor/a de cerveja, como elas se sentem nos espaços que frequentam. E fica aqui, desde já, para o mercado, atenção ao que eles e elas dizem.

Afinal, quando uma cervejaria contrata um/a cervejeiro/a, compra os melhores insumos, as melhores máquinas, desenvolve as melhores receitas, investe em marketing, logística, relações e estratégia, advogados/as, relações públicas, não é somente para colocar um medalha na estante do estabelecimento; é, sobretudo, para que a escolha cuidadosa do lúpulo, a correção bem feita na água, a seleção do melhor malte, da levedura ou da fruta a ser usada, que no decorrer do processo se transformará em uma deliciosa cerveja, é para que ela chegue às mãos das pessoas e que não vire somente uma fração monetária, a qual dará retorno para pagar fornecedores, colaboradores/as, o fisco e garantir algum lucro, sim; cerveja é arte, mas também é comércio e, para que as pessoas consumam, elas precisam sentir-se bem na seleção do produto, e isso, principalmente no campo das artesanais, tem feito com que consumidores/as sejam cada vez mais conscientes na escolha e de onde gastar seu dinheiro.

E, não só, ainda tem o fator de excludência que permeia o universo das artesanais. Somos um país continental e com múltiplas diversidades, e a cerveja também é múltipla e diversa, no entanto, esse diálogo que deveria ser natural não acontece, sobretudo porque se construiu no imaginário de quem faz ou, também, dos/as poucos/as que estão inseridos nesse nicho, que a cerveja artesanal é sinônimo de status e inacessibilidade. E o que deveria ser para todos e todas, fica restrito a uma bolha, a um espaço que só conversa entre si. Como fazer para sair desse espectro de seletividade e chegar ao copo das diversidades e multiplicidades de pessoas?

Não tenho a receita mágica, não existe um manual, mas há apontamentos trazidos pelos/as próprios consumidores/as, e penso que o melhor caminho é ouvi-los/as.

Nossa sociedade foi formada por séculos de colonização e ainda se carrega muito dessa política verticalizada, ou seja, de cima para baixo. A maioria pensa que sabe o que o/a consumidor/a de cervejas quer, mas nunca pergunta o que de fato quer, e não só, muitas empresas acreditam que a cerveja se vende sozinha, mas esquecem o fator humano. O produto irá se comunicar com pessoas e, mesmo sabendo que o tomar cervejas é sobre relações, essa ponte deve ser construída e com muito cuidado e respeito com aquele/a que irá consumir.

Como iniciei nossa conversa, recebo muito retorno de pessoas que me acompanham, falam o quanto passaram a ter uma relação com a cerveja, de como conseguem escolher um rótulo, como harmonizam suas cervejas com comidas, que nem sabiam que isso era possível, de perceberem que seu paladar evoluiu e como a atenção de determinados profissionais foram importantes para ampliar essa janela.

Dito isso, convidei três pessoas para falar sobre sua relação com a cerveja e, como vocês sabem, trago na íntegra o que elas escrevem. Aqui é uma conversa franca e sem filtro, horizontal, então vamos lá.

Nina Novaes, 40 anos, Salvador/BA, produtora audiovisual, consumidora e apreciadora de cerveja
“A cerveja artesanal passou a fazer parte de minha vida de uma forma natural e tranquila no ano pandêmico de 2020, para ser mais específica. Ano que se faz importante salientar a mudança comportamental dos brasileiros, seja pela necessidade de ficar em casa, seja pela falta do convívio social principalmente na vida de bares e botecos. Então, após me curar da Covid-19, perdi o paladar e a vontade de consumir as cervejas de prateleira vendidas em larga escala. Após conversar com uma sommelier negra, fui entendendo o universo e me sentindo segura, eu posso consumir, eu gosto, eu posso escolher sem ficar constrangida. Mas como obter conhecimento nos espaços que frequentava se a receptividade dos profissionais quando se trata de mulher e negra não era agradável? Sempre em tons irônicos ou de demonstrar um conhecimento que não me alcançava. Foi na reclusão pandêmica, estando em casa, que pude testar tons, sabores, cores, cheiros sem medo de ser julgada ou ridicularizada. Pronto, virei oficialmente consumidora de cerveja artesanal. O que mudou? Antes do fim do mundo, participava de eventos, buscava informações, mas sempre de forma tímida e insegura! Eu não relaxava e não havia prazer naqueles momentos por me preocupar com várias formas de julgamentos, como saber beber, falar da cerveja, entender, etc. Depois de me tornar uma pessoa segura, de conhecer outras pessoas pretas que consumiam e se reuniam virtualmente, aí o mundo ficou pequeno e cheio de possibilidades. Porém, é importante frisar que é um lugar de privilégio poder consumir alguns rótulos, pois a cerveja artesanal nunca foi de fácil acesso para a grande massa; ela sempre foi uma bebida elitizada e sempre houve um esforço de marketing para demarcar isso, assim como a vida toda achávamos que a origem da cerveja era alemã. Hoje consumo com prazer, com poder de escolha para o que estou sentindo no momento. Aprendi a cozinhar e a sentir experiências de sabores ao harmonizar com iguarias doces e salgadas. Outro recorte é que aqui em Salvador há dois fenômenos: quando você trabalha em botecos, ou você é o velho e tradicional garçom gente boa que só atende e sorri; ou você vai ser o sommelier ou o intendente cervejeiro, como gosto de chamar, que, ao atender o cliente branco, precisa demonstrar que entende menos e que a opinião dele ali não vale nada, ou fazer um esforço formal e técnico para provar a sua expertise no ramo. Quando esses intendentes pretos atendem outro preto, há uma linha de contato no olhar, depois um sorriso, e aquela felicidade em nos atender, em meio à tensão de ter que ficar atentos aos clientes brancos exigentes.

É, sim, tudo é um grande caos. Caso a gente não finja indiferença para tudo isso, enlouquece. O fato é que o nome cerveja artesanal já traz consigo um distanciamento popular. Agora também sabemos que a grande massa consome cervejas de prateleira, com valores que ultrapassam as ditas artesanais pela quantidade/volume consumida de forma recreativa exagerada. Mas por que temos que julgar o que é cerveja boa e de verdade quando sabemos que a melhor cerveja é aquela que cabe em nosso bolso, e que nos dá prazer em nosso lazer e vivências? Acredito que a rotulação da cerveja, e o marketing para público A/B/C, é o que torna a bebida não popular e não acessível. Ou seja, o vinho ele só é o vinho seco, tinto, suave, rose, de X região, etc , o que no popular é vinho caro, ou vinho barato, seja ele feito em processo em escala industrial ou artesanal. Para a cerveja, assim como o café, o que é distribuído em grande escala é uma espécie de mistura industrial e que, no final, a quantidade consumida enriquece a indústria cervejeira, e essa mesma indústria alimenta uma classe especifica com um produto melhor tratado e qualificado para o consumo.”

Thiago da Silva Oliveira, professor e escritor
“Beber uma cerveja feita por profissionais negros/as, primeiramente, me faz pensar em uma empresa que tem preocupação e compromisso com a diversidade. E que além do conteúdo, detalhes como rótulo, conceito e propaganda estão alinhados com o antirracismo. Em um mercado majoritariamente branco, é necessário buscar a equidade racial no país onde prevalecem mais pessoas negras. Acredito que trazer esse debate através da cerveja, que historicamente é uma bebida relacionada a encontros e diálogos, é uma ótima oportunidade. Hoje, eu quero ver mais cervejarias comandadas por pessoas negras. Isso não é só um detalhe, é um dos pontos principais para minhas escolhas do que consumir.”

Cléo Ramos, historiadora e produtora executiva
“Quando conheci a cerveja artesanal, minha percepção sobre cerveja mudou. Eu não gostava de cerveja, quase não bebia. Hoje sou uma consumidora frequente dessa bebida que agrega, socializa. Pesquisando sobre cheguei nos (nas) cervejeiros negros, então minha visão se ampliou e pude me senti incluída de verdade nesse meio que sempre foi elitizado, branco e masculino. Tenho acompanhando os debates em torno da produção e comercialização da cerveja artesanal e tenho ficando muito contente com o que vejo. Pessoas pretas produzindo, comercializando, consumindo um produto que é nosso. Digo isso porque descobri recentemente que a cerveja é africana e essa informação nos foi negada durante muito tempo – e ainda não é popularizada entre os nossos. Mas visualizo novos horizontes para esse mercado tão promissor que é o das cervejas artesanais, vejo o povo preto se apropriando dessa delícia de bebida e aproveitando ao máximo o que ela tem de bom, levando em conta as os limites do alcoolismo. que é muito sério.”

Ao receber os apontamentos de Nina, Thiago e Cléo, observei que suas falas se conectavam no que diz respeito ao acesso, a ter profissionais qualificados para auxiliá-los/as nas escolhas. E isso aponta ao nosso ponto de partida: a cerveja é um dos produtos mais magníficos que nossos ancestrais nos deixaram, mas é importante não nos esquecermos de que essa tecnologia ancestral, para existir, precisa conectar-se às pessoas. A cerveja só se faz em completo quando às mãos das pessoas.

Aline Silva, hospitality e mentora de hospitalidade, nos apontou que: “As pessoas podem frequentar certos lugares pelo status, pela boa gastronomia e pelo serviço, mas ela volta pela hospitalidade” (SILVA, 2022, p.203).

Cerveja é conexão, é ralação entre pessoas, é ponte de afeto, é o elo social entre várias comunidades. Ela não está restrita aos espaços cheio de pessoas iguais, como se fossem um bloco monolítico; cerveja é diversidade em todos os sentidos, cerveja não é elitista, ela deve abraçar todas as pessoas de forma natural e sem esnobismos. E, se o mercado realmente estiver disposto a conectar a cerveja às pessoas, precisa se colocar na posição de escuta, ouvir o que elas têm a dizer. Temos potencial para sermos imensos, basta não querer segregar. Estamos diante de uma geração que diz em alto e bom som: “se não me vejo, não compro”, então, que possamos cada vez mais, para além das máquinas, aprender a dialogar com as pessoas. Cerveja, diversidade e paridade também são tecnologias, tecnologias que aproximam o/a consumidor/a à cerveja e cerveja é, antes de tudo, vínculo.


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas, pela Instituição Toledo de Ensino (Bauru-SP), atuando na área de execução penal. É graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de Cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @negracervejassommelier.

O abraço partido: drama resulta em projeto para crianças com doenças

Fruto de uma iniciativa que foi inspirada em um drama familiar do seu idealizador, Gustavo Jorge, sócio-proprietário da Roquer Brewing Co., o recém-criado projeto Abraço Mágico chega para balançar o mercado cervejeiro. A ação tem o propósito de destinar parte do lucro com as vendas de várias cervejas, identificadas com um mesmo desenho de rótulo em comum, para instituições que realizam pesquisas e atendem crianças diagnosticadas com doenças sanguíneas. Hoje ele já conta com a adesão de 11 marcas e está unindo outros nomes em prol dessa causa nobre.

Gustavo Jorge, que também é sommelier de cerveja, apresentou essa novidade no último dia 5 de julho, menos de três meses depois de ter contato pela primeira vez com a Purpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), uma das patologias do sangue que acometem crianças e adultos, assim como ocorre com a leucemia, o linfoma e outras enfermidades desta natureza.

Leia também – Cervejeiras se unem e lançam rótulo para celebrar respeito à visibilidade lésbica

E, para poder viabilizar essa ação solidária, o sócio-proprietário da Roquer Brewing Co., sediada em São Roque (SP), foi atrás de parceiros e agora continua em busca de outros, oferecendo como atrativo a participação neste projeto colaborativo no qual serão lançadas diversas cervejas, de estilo livre e receita própria de cada marca participante. Porém, com todas conectadas por meio de um rótulo padrão cuja arte traz um coração e o nome da campanha.

Além do lançamento destas bebidas, marcado para ocorrer a partir do dia 5 de setembro, o Abraço Mágico promete desenvolver outras ações, como a promoção de campanhas de doação de sangue e plaquetas, parte essencial dos tratamentos destas doenças, que são caros e dependem das doações às instituições para serem realizados em crianças atendidas por estas entidades.

Para saber mais detalhes sobre o andamento do projeto, o Guia entrevistou Gustavo Jorge, que celebra o fato de já ter conseguido fechar parceria com 11 marcas e revela os próximos passos almejados pela sua campanha, como, por exemplo, alcançar nos próximos meses a adesão de um total de 20 cervejarias.

“Eu penso que é um número que já seria bem bacana porque a ideia do projeto não é só destinar parte do valor das vendas, que já é uma ajuda muito significativa, mas fazer outras ações. Estamos desenhando uma ação aqui em São Roque para abastecer bancos de sangue da região, estamos em contato com as instituições, já fechamos com algumas e iremos divulgar a lista”, conta o sócio-proprietário da Roquer Brewing Co., para depois explicar que cada cervejaria poderá optar por ceder recursos a serem direcionados pela campanha ou buscar diretamente uma instituição que trate das crianças.

Um mesmo coração para todos, só diferenciado pelas cores
Gustavo Jorge também detalha como o seu projeto está disponilizando, gratuitamente aos participantes, a arte padronizada dos rótulos das cervejas que serão lançadas. Destaca, ainda, que há a opção da escolha de cores para o desenho do coração no qual é exibido o nome Abraço Mágico. O fato tornará mais fácil a identificação de cada marca que aderiu à campanha e ainda ajudará no gerenciamento destes produtos nos locais onde forem comercializados.

“Antes de lançar a ideia conversei com parceiros para ter o feedback e a impressão inicial. E isso foi muito importante, pois trabalhamos alguns pontos que foram trazidos da experiência de outros projetos semelhantes. Por exemplo, buscamos ter o padrão da arte, para dar unidade à ação. Mas, para ter uma diferenciação que vai ajudar a diferenciar cada cervejaria no ponto de venda, foi feito um estudo de cores. Cada cervejaria que adere ao projeto recebe um número e escolhe uma cor dentre as sugeridas”, destaca Gustavo.

E ele assegura que a Roquer Brewing Co. não está tendo “nenhum tipo de benefício” financeiro ao ceder a arte e ao criar o site do projeto, o roquer.com.br/abraco-magico, no qual as instruções para aderir à campanha são solicitadas com o preenchimento de um pequeno cadastro. As 11 cervejarias já inscritas são as seguintes: Avós, Brewto’s, Cerveja Calmaria, Curandeira, Dádiva, Lithos, Nkoz, Orbita, Salva, Samaúma e Thanks Brewing.

Clique aqui para conhecer o site do projeto

“Foi tudo desenvolvido por mim, que quis abraçar cada detalhe desse projeto, ter uma sensibilidade em cada ponto. Quando trabalhamos com terceiro setor é muito delicado essa questão de exposição e algumas pessoas entenderam errado que está se buscando um benefício próprio, mas temos de focar no propósito maior, que é quem vai ser beneficiado lá na ponta: as instituições que levam o cuidado para essas crianças”, completa o criador da campanha.

O drama que inspirou o projeto
Iniciado de forma promissora, o projeto Abraço Mágico foi criado tendo como fonte de inspiração um grande drama familiar vivido recentemente por Gustavo Jorge, que contou como acabou perdendo a sua filha Lala, de apenas 5 anos, menos de dois meses após a menina começar a apresentar manchas roxas na pele e ter recebido um diagnóstico inicial de  Purpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), no dia 22 de abril. Nesta data, ela foi internada com urgência em um hospital de São Roque depois de exames detectarem que o seu sangue estava com apenas 3 mil plaquetas (o padrão normal é de 200 a 400 mil).

Lala foi transferida para uma unidade de saúde em Sorocaba, onde ficou internada, melhorou e ganhou alta ao atingir 74 mil plaquetas, em 2 de maio. E, no dia 5, este número subiu para mais de 400 mil e ela foi liberada até para retornar à escola. Porém, voltou a apresentar queda nos níveis deste índice sanguíneo, realizou outros tratamentos e exames, sendo que em um deles, no dia 27, sofreu convulsões e uma tomografia indicou um edema cerebral. Encaminhada para a UTI, ela teve morte encefálica em 5 de junho.

“Essa rotina do hospital e o contato com crianças em tratamento e as famílias me fizeram pensar em começar a desenhar o projeto. No processo do luto precisei buscar ações que me dessem força pra continuar sem a Lala filha, melhor amiga e companheira. Fazíamos tudo juntos. Então desenvolver o projeto em que eu conseguisse de alguma forma transformar a dor da perda em um propósito maior que ajudasse outras crianças é o que motivou a iniciar o Abraço Mágico”, revela Gustavo Jorge, que batizou a ação com o nome de uma prática carinhosa que tinha com a filha, agora homenageada.

“Abraço Mágico era o que eu fazia para minha filha, desde os primeiros passos, quando ela se machucava e eu dava um abraço. E fazia ela me apertar bem forte para a ‘magia’ acontecer e passar a dor dela para mim. Sempre funcionava. Agora podemos proporcionar um Abraço Mágico para outras crianças”, enfatiza Gustavo, que ainda lembrou de uma triste coincidência que motivou as datas do calendário do projeto.

“Ela fez a passagem dela em 5 de junho, o Dia Nacional da Cerveja. Por isso, o lançamento da campanha foi um mês depois e o lançamento das cervejas está previsto para o dia 5 de setembro”, revela. “É um legado para a Lala, que ficaria feliz com tudo isso. É o que me motiva hoje.”

Menu Degustação: Festival Tereza de Benguela, sustentabilidade na Rodada…

O mês de julho é marcado por datas simbólicas que têm servido de inspiração para uma intensa programação das cervejarias artesanais. O 1º Festival Tereza de Benguela Cervejeiras, por exemplo, aproveita a celebração do dia 25 de julho e destaca a importância da mulher negra no Brasil. Na data, celebra-se o Dia da Mulher Negra Latina-Americana e Caribenha e da líder quilombola Tereza de Benguela.

Já o Zé Delivery usou o Dia do Futebol, celebrado em 19 de julho, para oferecer descontos exclusivos no aplicativo. Por outro lado, o inverno continua inspirando a realização de eventos, como o 21º Festival de Inverno de Paranapiacaba, que terá a presença da Cervejaria Madalena. E, pensando em ações sustentáveis, a cervejaria Rodada criou um interessante sistema de tratamento de efluentes.

Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Festival Tereza de Benguela Cervejeiras
O 1º Festival Tereza de Benguela Cervejeiras contará a história de mulheres pretas do setor e suas conquistas. Também mostrará as múltiplas vozes que compõem a narrativa dentro de um ecossistema especialmente branco e heteronormativo, como o da cerveja. O projeto Tereza de Benguela foi desenvolvido por Danielle Lira, sócia-fundadora do Torneira Bar, por Daniele Souza, da Omi Odara, e pelas cervejeiras Adriana Santos, Cinara Gomes e  Sara Araújo. Com patrocínio da Spaten, o evento acontece no dia 23 de julho a partir das 14h, no Torneira Bar, na Vila Madalena (SP).

Leia também – Em bairro boêmio de São Paulo, Torneira se firma como bar “de todes para todes”

Aceleradora 100+
Programa da Ambev, a Aceleradora 100+ anunciou os 20 negócios selecionados para a 4ª edição do programa de inovação aberta, voltada ao desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras. As startups agora partem para a etapa de Intensive Learning, processo com oito semanas de duração, em que os(as) empreendedores(as) passarão por workshops sobre temas relevantes para o desenvolvimento do negócio e refinamento das suas propostas de piloto. Após essa fase, haverá uma nova seleção, em que serão definidos os negócios que avançam para a etapa de implementação dos pilotos.

Sustentabilidade na Rodada
A cervejaria Rodada, de Luís Eduardo Magalhães (BA), tem investido em sustentabilidade. Em sua fábrica, a marca possui um sistema de tratamento constituído por um processo físico-químico, seguido de um processo biológico. Trata-se da ETE – Estação de Tratamento de Efluentes, em que os resíduos líquidos da cervejaria são tratados e usados para irrigação, permitindo seu lançamento no curso d’água de forma a reduzir o impacto ambiental gerado. E os resíduos orgânicos do malte são usados para tratamento de animais de pecuária. “A conscientização ambiental é possível com a percepção e entendimento do real valor do meio ambiente nas vidas das pessoas. O que para muitos é considerado lixo, para a empresa, os efluentes são utilizados diminuindo os riscos ambientais e, consequentemente, ajudando a sociedade”, conta Rui Gengnagel, sócio-presidente da cervejaria Rodada.

Festival de IPAs
O Porks vai fazer um festival especial só para as IPAs nos dias 20, 21 e 22 de julho. Quatro cervejarias foram convocadas para desfilar suas criações no tepping das três unidades em Belo Horizonte (BH). As cervejas serão a Syrena, da Verace, a Kashimir English, da Kud, a Melon Collie e a Diesel, da Capa Preta, e a Rancor, da Krug.

Festival com a Madalena
A Vila de Paranapiacaba, em Santo André, recebe neste fim de semana a 21ª edição do Festival de Inverno. Organizado pela Prefeitura de Santo André, o evento retorna após dois anos de interrupção por conta da pandemia da Covid-19 e acontece nos dias 23 e 24 de julho, das 10h às 20h. Entre as atrações, o público pode conferir apresentações musicais, de dança, teatro, literatura, shows itinerantes, exposições e, claro, muita cerveja, como é o caso da Madalena.

Zé Delivery
Para comemorar o Dia do Futebol, celebrado em 19 de julho, o Zé Delivery resolveu trazer durante toda a semana descontos e ofertas exclusivas para torcer em casa. Até o dia 24 de julho, o aplicativo estará com descontos, frete grátis e combos exclusivos. E, para reforçar esse time, os influenciadores do grupo Desimpedidos, Podpah, Rafa Kalimann e Jacques Vanier serão os encarregados de divulgar as promoções nas redes sociais.

Everbrew em evento da Unesco
A Everbrew marca presença na 14ª Conferência Anual da Rede de Cidades Criativas da Unesco, entre 21 e 24 de julho, em Santos. Com vasta programação cultural e gastronômica, o hub, que reúne representantes de diversos lugares do mundo, discute experiências e informações sobre cultura e economia criativa no contexto urbano. É a primeira vez que ele será realizado em uma cidade da América Latina.

Central da Cerveja
Além das garrafas e latas, a Central da Cerveja agora oferece a facilidade do cliente escolher barris de chope e receber na localidade que precisar. Para isso, basta se cadastrar no site e escolher o estilo desejado e a quantidade de litros necessária. Os itens como chopeira, extratora e cilindro de CO2 não acompanham o barril. O prazo de entrega pode variar dependendo da distância da cervejaria escolhida.

Museu da Cerveja
Latas, rótulos, canecas e maquinários: quem quiser ceder estes e outros itens pode fazer o cadastro online e oferecer suas peças ao Museu da Cerveja de Blumenau (SC), espaço que vai oportunizar ao público conhecer a história, as tradições e o conhecimento da cidade. Outras peças também podem ser cadastradas para avaliação através do site oficial. O Museu da Cerveja foi inaugurado em 1996 e, em 2021, foi concedido à iniciativa privada. O espaço será aberto ao público no segundo semestre de 2022, com reformas na estrutura anterior, ampliação de espaços e uma experiência de visitação completamente nova.

Das Bier no inverno
As cervejas, principalmente as artesanais, têm ganhado espaço à mesa durante o inverno. “É o momento ideal para o consumo de cervejas mais encorpadas e com um teor alcoólico mais acentuado, pois trazem aquecimento. Além disso, essas bebidas tendem a ser adocicadas e harmonizam com pratos salgados e doces mais gordurosos”, destaca Eduardo Rausch, mestre cervejeiro da Das Bier Cervejaria. Na cartela de produções da marca, dois rótulos se enquadram no estilo “me aqueça neste inverno”. Uma é a Stark Bier, uma Strong Scotch Ale com 8,3% de teor alcoólico e 38 IBUs. E a outra é a Stout, do estilo Foreign Extra Stout, com 8% de teor alcoólico e amargor de 33 IBUs.

Apoio para ida a concurso
A parceria firmada entre o Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC) e o Brussels Beer Challenge, da Bélgica, toma forma com a criação de um hub oficial no Brasil, formado entre a Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec) e a Father Estratégias Internacionais. Assim, para as cervejarias brasileiras interessadas em participar do evento europeu, foram criadas uma cartilha de orientações com as regras de envio das mostras. O prazo das entregas é até 19 de agosto, em endereços em Blumenau e São Paulo.

Fest Tour Everbrew
O Fest Tour Everbrew comemora o mês do rock em julho, com festa open bar regada a cerveja e petisco. Em sua quinta edição, o evento acontece no dia 30 de julho na fábrica da cervejaria, no antigo Mercado Municipal de Santos das 15h às 18h. Havará copo exclusivo para saborear os chopes à vontade, flash tattoo e som ao vivo com Ton Cremon e Bira Aguiar.