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Congresso do Sindicerv e da Abracerva buscará aproximar gastronomia e cerveja

Com o intuito de exibir o potencial da cerveja como parte importante do universo gastronômico, a Abracerva e o Sindicerv uniram forças para a realização de um congresso. Em sua primeira edição, o “Cerveja é Gastronomia” vai acontecer em 30 de junho, em São Paulo, na unidade da Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi.

Assim, a ideia do congresso, promovido pelo Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), é promover discussões e debates com o intuito de permitir o posicionamento da cerveja no universo da gastronomia.

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“Esta aproximação pretende, neste evento, misturar a paixão cervejeira que temos na Abracerva com uma importante estrutura profissional que o Sindicerv oferece”, afirma Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva, destacando os pontos que ligam a sua associação ao Sindicerv para a realização do congresso.

O “Cerveja é Gastronomia” pretende abordar temas relevantes e permitir o contato entre profissionais de diferentes áreas, ampliando a divulgação da cultura cervejeira. Além disso, como lembra Giba, a discussão sobre o comer e a forma de consumo da bebida se alteraram ao longo do tempo. E a cerveja deve se inserir em um contexto no qual já estão posicionados o vinho, o café e o azeite, por exemplo.

“Com a evolução do gosto, as pessoas estão conhecendo mais a cerveja artesanal. O que era cerveja para a geração passada, atualmente mudou bastante. A cerveja está em muitos lugares, mas também está à mesa, com uma proposta muito mais harmônica. Saber apreciar diferentes estilos e sabores, é parte deste desenvolvimento do paladar”, diz o presidente da Abracerva.

Para isso, os responsáveis pelo “Cerveja é Gastronomia” reunirão nomes importantes dos setores cervejeiro, gastronômico e turístico em uma intensa programação para associados e convidados. O evento, com apresentação de Carolina Oda, vai ter mais de 15 painéis de discussão a partir das 9 horas do dia 30, ocorrendo de forma concomitante entre salas de aula, anfiteatro e cozinha.

A abertura do “Cerveja é Gastronomia” vai ser com Mauro Homem, vice-presidente de sustentabilidade e assuntos corporativos do Grupo Heineken e o presidente da Abracerva, que vão discutir sobre a categoria da cerveja e o mercado gastronômico.

Além dos painéis, haverá duas aulas shows na cozinha da universidade, a primeira com Carol Veras, do Brewstone Pub, de Fortaleza, para discutir o tema da gastronomia no mercado cervejeiro. Na sequência, o chef Onildo Rocha vai abordar a “A construção de sabores brasileiros”.

Destinado a associados e convidados das organizações, o “Cerveja é Gastronomia” é gratuito, sendo necessária a doação de 2kg de alimento não perecível. As inscrições podem ser feitas no link da Sympla. E as palestras realizadas no anfiteatro também poderão ser acompanhadas no YouTube da Abracerva pelos inscritos.

Confira a programação completa do congresso:

9h/9h30 – Anfiteatro
Abertura – A Categoria Cerveja & o Mercado de Gastronomia
Giba Tarantino – Abracerva
Mauro Homem – Sindicerv

9h30/10h30 – Anfiteatro
São Paulo, cerveja e cultura
Sandra Santana – Vereadora em São Paulo
Aline Cardoso – Secretária Municipal de Turismo
Junior Bottura – Cervejaria Avós

10h/11h – Sala 723 A
Cerveja e Gastronomia
Cilene Saorin – Doemens Academy

10h30/11h30 – Sala 724 A
Marketing, Cerveja e Gastronomia
Eduardo Sena – Hora do Gole

10h30/11h30 – Anfiteatro
O papel do álcool no processo civilizatório e consumo responsável
Mediador: Luiz Nicolaewsky – Sindicerv
Rodrigo Moccia – Ambev
Fernando Solera – Coordenador da Comissão de Controle de Doping da CBF
Iberê Moreno – Anhembi Morumbi

11h/12h – Sala 724 A
Harmonização Molecular
Rene Aduan Jr. – Escola Superior de Cerveja e Malte

11h30/12h30 – Anfiteatro
Boas Práticas na Produção: Segurança dos Processos
Mediador: Luis Guaraná – Sindicerv
Juçara André – MAPA
Renata Walter – Grupo Heineken
Alexandre Esber – Academia da Cerveja

14h/15h – Sala 723 A
Harmonização essencial em brewpubs
Gabriel Ramalho – Goose Island
Luciano Saqueto Shimojo Ferreira – Goose Island

14h/15h – Anfiteatro
As brasilidades do gosto no século XXI
Mediadora: Bia Amorim – Abracerva
Elaine de Azevedo – Panela de Impressão
Larissa Januário – Sabor & Arte
Luiza Fecarotta – Jornalista gastronômica e editora Food Connection

15h/16h – Cozinha Show
A gastronomia no mercado cervejeiro
Carol Veras – Brewstone (Fortaleza)

15h30/16h30 – Anfiteatro
Cervejas, vinhos e fermentados selvagens
Mediador: Jayro P. Neto – Abracerva
Lis Cereja – Enoteca Saint Vin e Feira Naturebas
Gabriela Monteleone – Tão Longe, tão perto
Diego Simão Rzatki – Cervejaria Cozalinda

16h/17h – Cozinha Show
A construção de sabores brasileiros
Onildo Rocha – Priceless

16h30/17h30 – Sala 723 A
Cultura e Diversidade, a conversa atual
Beatriz Ruiz – Grupo Heineken
Leandro Sequelle – Graja Beer

17h/18h – Sala 724 A
Cerveja como alimento ao longo da história
Luís Celso Jr – Instituto da Cerveja Brasil

17h/18h – Anfiteatro
Iniciativas Sustentáveis na indústria da cerveja
Mediador: Fábio Ferreira – Sindicerv
Patrícia Iglecias – CETESB
Mauro Homem – Grupo Heineken/Sindicerv
Lucien Belmonte – Abividro
Cátilo Cândido – Abralatas
Caio Miranda – Ambev

18h/19h – Anfiteatro
Gastronomia Brasileira e a intersecção com a cerveja
Mediador: Rosa Moraes – Ânima Educação/Anhembi Morumbi/ 50 Best´s
Gilberto Tarantino – Abracerva
Marcelo Corrêa Bastos – Jiquitaia, Lobozó e Vista

Balcão A Dança: “Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer…”

Balcão A Dança: “Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo…”

Dois pares de olhos se cruzam pelos corredores de um dos maiores festivais técnicos do segmento cervejeiro da América Latina e criam automaticamente uma cumplicidade e conexão que pareciam obra de um forte imã – ou mesmo pela ligação de raízes bem profundas e antigas.

Esses pares, passo a passo, se multiplicavam a cada esquina dobrada, e ali, sem muitas palavras, a certeza de que já não estavam sós, era evidente.

E foi assim que vivenciamos em 2022, em São Paulo, um histórico e simbólico momento de ampliação do mercado cervejeiro, discutindo, durante os três dias de Brasil Brau, tecnologias e inovações, amizades, novos aromas e sabores, cores e ritmos. E, acredite, o Brasil fica muito mais bonito quando ele se parece com… o Brasil!

Talvez justamente por isso, o painel “Diversidade e inclusão no mercado cervejeiro” tenha sido sucesso e destaque na feira – dando inclusive sold out!

Estamos muito phyn@s e potentes! E o melhor. Com a certeza de que podemos discutir muito mais (de forma profissional e técnica) do que os assuntos abordados no painel!

E embora tardiamente e fora das lógicas e ordens editoriais, como essa é minha primeira coluna no Guia, vale falar um pouquinho sobre mim!

Prazer, Leandro Sequelle. Morador do Grajaú – extremo sul da capital paulista. Encontrei na cerveja artesanal uma forma de continuar o trabalho de construir pontes e materializar o impossível rumo a um mundo melhor. Antes trabalhei com arte (produção, curadoria, e mentoria artística) e educação (sendo educador e coordenador de projetos socioculturais nas periferias). Decidi que a cerveja poderia contribuir com seu aspecto agregador lúdico e potencial comercial com essa transformação.

E não é que tem dado certo?

Criamos uma marca de cerveja. Essa marca ganhou notoriedade nas mídias abertas e especializadas, e hoje somos o que tem sido chamado de referência no assunto. Mas temos muita consciência de que esse nosso mercado ainda é um bebê que está se desenvolvendo, e as lutas por um equilíbrio social são continuadas.

Então, se pensarmos na grandeza de nosso país, e sua diversidade em diálogo direto com o que buscamos para identidade de nosso líquido sagrado, ainda há muito a ser feito. Seja no desenvolvimento de mercado, seja em identidade, impacto e transformação social.

Há muito a ser feito.

Diálogo a diálogo. Copo a copo. Olhar a olhar.

“Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer…”

Cheers!


Leandro Sequelle é morador do subdistrito do Grajaú, bairro no extremo sul de São Paulo, sendo idealizador da cervejaria social Graja Beer. É tido como referência na pauta diversidade dentro do mercado e atua junto à Abracerva na busca da ampliação das soluções referentes ao tema.

Diversidade de empresas de autosserviço mostra mercado maduro, avalia myTapp

Caixas de autoatendimento se tornaram, ao longo dos anos, um serviço comum ao cotidiano da população, abrindo o caminho que levou o autosserviço para diversas áreas e negócios. Um deles, o setor de bares, restaurantes e cervejarias, tem adotado cada vez mais o autosserviço de chope, que vem se consolidando como um nicho de mercado.

Essa foi uma das percepções da myTapp durante a sua participação na Brasil Brau. Mateus Bodanese, CEO da empresa de fornecimento de soluções em autosserviço de chope para bares, apontou a presença de diversas companhias que atuam no mesmo segmento durante a Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, como um sinal de amadurecimento desse tipo de funcionalidade.

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“Tinham quatro empresas que trabalhavam com autosserviço diretamente entre os expositores. Esse número está crescendo. Isso mostra que cada vez mais o mercado está maduro. Foi bom para nós, porque conseguimos mostrar nossos produtos”, comenta.

Para ele, porém, mais do que um aumento da concorrência, a existência de mais empresas de autosserviço de chope representa uma ampliação do mercado, com o atendimento de diferentes demandas do segmento cervejeiro.

“Entraram novas empresas que trabalham em locais onde tem uma menor quantidade de torneiras ou locais que não são especificamente para vender chope, mas que trabalham com autosserviço. Então, elas acabam, por exemplo, não concorrendo diretamente com a gente, porque atuam em mercados diferentes”, analisa Bodanese.

Presente à Brasil Brau, na São Paulo Expo, entre os dias 30 de maio e 1º de junho, a myTapp avalia que o fim do período sem feiras traz benefícios para a companhia pela retomada do contato direto com os atuais clientes, assim como pela possibilidade de diálogo com outras empresas, que buscam comparar soluções.

“Nossa presença nas feiras ajuda muito em duas frentes: pessoas que já trabalham com autosserviço e pessoas que estão entrando no mercado e querem conhecer novas oportunidades. E acabamos conseguindo nos apresentar ao vivo”, afirma, também destacando que a feira possibilitou escutar o público e conhecer novas demandas.

No caso da myTapp, a apresentação in loco ganha ainda mais relevância porque a sua atuação está concentrada no ambiente virtual. “Toda a nossa venda é feita de forma online, sendo toda remota. Então, [a feira] é quase uma oportunidade única para encontrar e conversar com bastante gente de forma presencial”, pontua o CEO.

Para a Brasil Brau deste ano, a empresa não levou nenhuma atualização de seu hardware, focando mais nos softwares. “A gente lançou agora a opção de adição de crédito por PIX, de forma automática. Primeiro a gente tem um chatbot no WhatsApp, com o número da myTapp e que ele [cliente] consegue mandar mensagem e adicionar crédito via PIX pelo WhatsApp”, explica.

Além disso, ainda há um site também voltado para o cliente da myTapp onde ele consegue entrar, escolher o seu crédito via PIX, o adicionando através do aplicativo da empresa.

A myTapp também está lançando soluções de CRM para ajudar os bares na gestão da base de clientes. Isso permitirá, por exemplo, fazer uma campanha de aniversariantes, assim como adicionar um bônus de forma automática ou enviar uma mensagem via WhatsApp. Há ainda uma plataforma para segmentar a base de clientes. “A gente está ajudando mais o dono do bar a se comunicar e ter ferramentas para gerir a base de clientes deles. Foi o que levamos para a feira e que o público gostou bastante”, conclui o CEO.

Com Djonga, Titãs e Alceu Valença, festival da Stannis agita SC no fim de semana

O feriado prolongado de Corpus Christi será de música e arte em Guaramirim. No sábado e no domingo (18 e 19), a cidade do interior catarinense receberá a primeira edição do Warren Stannis Festival (WSF), que contará com apresentações de grandes nomes da música brasileira, como Alceu Valença, Djonga e Titãs.

O Aeroparque Vale Europeu será o palco do evento, promovido pela cervejaria Stannis, de Jaraguá do Sul, em parceria com a Warren, uma plataforma de investimentos. No sábado, vão se apresentar Titãs, Ratos do Porão, Raimundos, Boom Boom Kid, Far From Alaska, Gabriel, o Pensador e Tropkillaz. E as atrações do domingo serão Vitor Kley, Djonga, Alceu Valença, Duda Beat, Dazaranha, Marina Sena e Seu Celso.

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Com essa escalação no festival, a Stannis espera, “criar momentos incríveis para a vida das pessoas”. “Seja em nossos pubs, taps, cervejaria, pontos de venda de parceiros e agora com o festival, queremos entregar o máximo da experiência Stannis, que é despertar o brilho nos olhos, criar memórias de momentos maravilhosos ao lado de quem a gente ama e, ao relembrar estes momentos no futuro, seja com fotos, vídeos ou mesmo lembrando deste dia na memória, pensar ‘putz, este dia foi louco’”, afirma Eric de Lima, coordenador de marketing da Stannis.

Para a marca, o festival está em consonância com a sua trajetória, pois a música e a arte têm moldado as ações desde a sua criação, quando o então músico Jorge Braier se uniu a Denis Torizani, que organizava eventos de música alternativa, criando a cervejaria do qual são sócios. Além disso, um dos rótulos mais conhecidos da marca, a St. Cecília, uma Belgian Quadrupel com cereja, leva o nome de uma conhecida música do Foo Fighters.

“A arte está presente em, literalmente, cada rótulo que produzimos. Cada uma das nossas cervejas leva a ilustração de algum artista para que elas se tornem verdadeiramente uma peça de arte, encantem não só pelo sabor, mas também no visual”, destaca Eric.

A Stannis também já havia promovido outros eventos, como o Insannis Fest, que teve a sua última edição em abril de 2019. “Rolavam shows, esportes insanos como cabo de guerra com chope, serra tronco (tipicamente alemã) e outras loucuras que a gente adora. Já rolou até um half de skate na cervejaria! Ah, e o pessoal do Bicicleta Sem Freio também fez um live painting durante um destes eventos nas paredes externas da cervejaria, obra que nos orgulhamos até hoje”, relembra o coordenador de marketing.

Agora, então, a Stannis deu um passo além, criando um festival de grande magnitude. E tirá-lo do papel foi possível a partir de uma parceria com a Warren. Essa união já havia rendido uma cerveja, a Mary Wells, uma Saison de hibisco com gengibre.

“O fermento que fez esse evento crescer (ou, poderia dizer, levedura) veio com a parceria da Warren, que surgiu em uma conversa despretensiosa entre o Denis e o Tito Gusmão [CEO da Warren], que compartilham deste amor pela música. Então a coisa cresceu (e muito!) com o WSF”, comenta.

Para a Stannis, realizar um festival de música e arte também representa uma nova etapa na sua trajetória, depois dos desafios encarados durante a pandemia e que forçaram a marca a se renovar. Após a eclosão da crise sanitária, passou a ter seu e-commerce, desenvolveu um clube de assinaturas e, assim como outras cervejarias, também apostou nos growlers.

Nesse fim de semana, com a realização do festival, a marca acredita que poderá começar a galgar novos passos e atingir mais consumidores. “Nosso trabalho de locação de chopeiras tem crescido constantemente, nossas vendas online também, ao ponto que mais e mais pessoas sabem da existência da Stannis. O WSF está ajudando nisso também, ele ajuda o beija-flor a voar ainda mais longe com nossas futuras franquias, um mundo de novas possibilidades. E será incrível apresentar tudo isso no festival”, conclui.

O Warren Stannis Festival tem ingressos a partir de R$ 200 para cada dia de evento, com o passaporte para sábado e domingo saindo a partir de R$ 340. A expectativa é de que Guaramirim, que tem 45 mil habitantes, receba visitantes de cidades do seu entorno, pois está a 25 quilômetros de Jaraguá do Sul, a 40km de Joinville e a 75km de Navegantes. Além disso, a distância para Curitiba é de 150km, ficando a 200km de Florianópolis.

Indústria cervejeira aponta reaquecimento do setor e busca soluções para inflação

Após encarar as dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus, que provocou uma crise financeira e desafiou a capacidade de resiliência de empresas e do setor cervejeiro, executivos exibem otimismo com o novo momento do segmento, visto como um período de reaquecimento, mesmo tendo que encarar algumas adversidades.

Com o abrandamento progressivo da pandemia, a recuperação do segmento começou a se concretizar no fim do ano passado e manteve a sua curva de crescimento em 2022. Embora a crise financeira afete uma parcela relevante da população, impactando na capacidade de consumo, as empresas do setor cervejeiro recuperaram a coragem e a segurança para voltar a realizar maiores investimentos com o reaquecimento dos negócios, como detectou a reportagem do Guia ao ouvir diversas empresas de diferentes áreas de atuação durante a realização da Brasil Brau.

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É o caso do diretor-executivo da BeerSales, Alam Corrêa, que vislumbra um futuro positivo. “Desde setembro do ano passado, temos visto o mercado cervejeiro começando a reagir. Então, isso também nos movimentou na empresa, nos dando mais confiança no mercado, até porque, durante a pandemia, também sentíamos a situação dos nossos clientes”, recorda o líder da empresa especializada no desenvolvimento de softwares para cervejarias e distribuidoras da bebida no Brasil. “Esse ano, estamos acreditando muito na retomada, principalmente de bares e pubs, um mercado que vem crescendo bastante e vejo como um grande canal que as cervejarias têm usado para rentabilizar os seus produtos”, completa.

Essa nova fase não vem sem novos desafios, pois tem sido acompanhada pela continuidade da inflação em níveis elevados. Mas a avaliação é de que a recuperação já se iniciou. “As coisas estão voltando ao normal. Muito lentamente ainda, mas a gente já vê uma luz no fim do túnel, percebe que as pequenas e médias cervejarias, que passaram por grandes dificuldades, já vêm retomando a produção”, ressalta Dario Occelli, CEO da Eureka Insumos Cervejeiros.

O empresário também projeta com confiança a segunda metade do ano no setor, embora reconheça que a conjuntura macroeconômica imponha dificuldades para alavancar o desenvolvimento. “O setor como um todo está vendo com bastante otimismo esse segundo semestre de 2022, e nós mesmos já sentimos nas vendas, nas importações que nós fazemos. A única coisa preocupante é a situação da inflação, que vem aumentando. E isso afeta diretamente o poder de consumo”, completa Occelli.

Thiago Chiumento, coordenador comercial da Agrária Malte, também tem boas perspectivas para os últimos seis meses do ano. Olhando o mercado das médias a grandes cervejarias, nós apostamos muito nesta retomada. Para o segundo semestre, apostamos em produtos que tragam algum diferencial para o mercado. A gente vê o crescimento de muito produtos zero álcool e produtos de especialização um pouco maiores. O público está mudando, o cliente quer um produto diferente, que tenha um custo atraente, relativamente interessante e que seja novidade”, destaca o executivo.

Para ele, a capacidade de inovar é importante em um cenário de inflação crescente. “Com os custos se elevando a cada dia que passa, a gente vê essas grandes indústrias tendo de se reinventar. Então, o atrativo que vai fazer a roda girar no segundo semestre é o de trazer produtos diferentes, com valor agregado diferente e atrativo para o cliente”, reforça.

Filipe Bortolini, sócio da Beer Business, também enxerga o reaquecimento do setor cervejeiro, mesmo que o ritmo de atividade ainda não tenha atingido os níveis pré-pandemia. “A gente está em um momento de retomada. Ainda não o mercado como era antes, mas a cada mês que passa está melhorando”, analisa o profissional, que reconhece os obstáculos impostos pela alta dos preços para quem decide começar a empreender.

É claro que com o alto custo dos insumos, com a inflação, acaba dificultando, principalmente para quem vai entrar no mercado e precisa fazer um investimento maior. Está tudo mais caro, mas a gente sabe que continuará vendo o mercado em expansão

Filipe Bortolini, sócio da Beer Business

Nesse cenário de desafios, a JT Instrumentação e Processos tem atuado sob novas diretrizes para reduzir o impacto da inflação e mesmo da oscilação da moeda, ainda mais que a empresa trabalha com um grande volume de produtos importados, como explica Eduardo Veloso, gerente de serviços da companhia especializada em soluções industriais para o segmento de bebidas e alimentos.

“Primeiro a gente conseguiu fazer um trabalho na parte de margem de lucro. Como trabalhamos muito com produtos importados, estamos remanejando a parte de logística, tentando fechar pacotes maiores na hora de importar produtos para conseguir reduzir os custos. Com isso, a gente está conseguindo uma boa redução, minimizando o aumento da inflação para o consumidor final”, explica.

Carol Troppmair, gerente administrativa da myTapp, empresa especializada em sistemas de autosserviço de chope no Brasil, admite que a pandemia, que provocou o fechamento de bares – e depois limitou o número de pessoas frequentando esses locais –, impactou os negócios da companhia. Porém, enfatiza que a myTapp voltou com força quando a crise sanitária se abrandou, o que culminou no reaquecimento do setor cervejeiro.

“Nossa retomada tem sido super forte, com mais clientes, maior faturamento, com mais torneiras de chope instaladas do que no período pré-pandemia. E os nossos clientes também estão vendendo mais do que vendiam antes. Alguns bares realmente não aguentaram porque foi bem pesado para todo mundo, mas a galera que sobreviveu, que conseguiu gerenciar direitinho o negócio na crise, está se dando bem, vendendo mais”.

Sócio da BierHeld, que oferece sistemas de gerenciamento para microcervejarias, Ewerton Miglioranza aponta que após um longo período de freio nos investimentos, já é possível detectar movimentações para abertura ou ampliação de cervejarias. “Teve muita gente que segurou planos de abrir cervejaria ou de aumentar (seus investimentos), mas a gente vê agora que o pessoal está aparecendo de novo”, revela.

Ederson Cavalin, diretor comercial das Chopeiras Memo, também reconhece que houve “retração muito grande”, de 35%, em sua empresa, no primeiro ano da crise sanitária. Porém, o executivo destaca que essa perda foi recuperada e a companhia depois cresceu 15%, fato que o faz projetar com otimismo o segundo semestre. “O mercado voltou com tudo e neste 2022 a gente colocou uma meta para que seja realmente o nosso ‘ano da virada’ e no qual estamos ajudando os nossos clientes”, diz.

Já a Zero Grau, empresa especializada em fabricar e comercializar máquinas e equipamentos para refrigeração, também vê um cenário mais estável após as dificuldades vividas durante os períodos críticos da pandemia, como destaca o seu gerente de marketing, Leandro Spaniol, embora reconheça que agora as empresas precisam saber lidar com a inflação para se manterem competitivas.

 “Eu sei que o mercado de cerveja sofreu, assim como tem muita gente que não está mais aqui. E tem muita gente querendo fazer essa retomada. Esse momento de inflação, é natural do mercado, então a gente tem de saber lidar com isso, levar na ponta do lápis, fazer continha”, receita o executivo.

Brasil Brau indica reaquecimento
Um sinal do reaquecimento do setor foi o sucesso da última edição da Brasil Brau. A Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, que voltou a ser realizada após três anos, teve 7 mil visitantes em três dias de evento, entre o fim de maio e o início de junho. Assim, gerou muitos negócios e movimentou receitas importantes para os seus participantes, entre eles os 113 expositores, que exibiram e promoveram produtos e serviços.

Jeferson Stamborowski, gerente de produtos da Sartorius, empresa que oferece sistemas de filtração para maximizar o processo de produção cervejeira, vê o aquecimento dos negócios, percebido durante a feira, como um indício importante de que o setor vive um período de expansão pós-crise.

A gente vê uma procura muito maior das crafts por novas tecnologias. A feira, de uma maneira geral, foi muito mais promissora do que há três anos, com um crescimento potencial muito forte para o mercado cervejeiro no que tange ao processo com o qual trabalhamos, que é o de filtração e purificação de cervejas

Jeferson Stamborowski, gerente de produtos da Sartorius

CBCA se funde com Startup Brewing, agrega Unicorn e passa a ter 3 fábricas

A Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal realizou nova movimentação relevante no mercado. A CBCA anunciou a fusão com a Startup Brewing, a levando a contar com três unidades produtivas, pois agora a fábrica de Itupeva (SP) vai se somar com as de Pomerode (SC), onde está a Schornstein, e a de Piracicaba (SP), cidade da Leuven.  

Além dessas três fábricas, a CBCA também já contava com dois centros de distribuição, em São Paulo e Tijucas (SC).  Segundo o CEO da companhia, Gustavo Barreira, a capacidade produtiva da fábrica da Startup Brewing motivou a celebração do acordo, assim como as condições da unidade produtiva e a possibilidade de expansão em um cenário de crescimento do seu grupo cervejeiro.

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“Essas características vão ao encontro do que está previsto no plano de ações estratégicas da CBCA para o momento. Estamos crescendo acima de 50% ao ano nos últimos 24 meses e no final de 2021, já havíamos chegado no nosso limite de capacidade produtiva”, afirma o CEO.

Com as três unidades produtivas, a CBCA espera atingir R$ 70 milhões em faturamento já em 2022. Também existe a projeção de investimentos de R$ 7 milhões nos próximos três anos nas fábricas com o intuito de elevar a produção para 800 mil litros mensais.

Contar com uma segunda fábrica em solo paulista também ajudará a CBCA a reforçar a sua presença no Estado, como argumenta o seu CEO. “São Paulo tem um potencial enorme e, por isso, estamos reforçando nossa distribuição no estado, criando um corredor logístico que liga o oeste paulista à região de Campinas, capital e litoral. A Startup Brewing é a parceira ideal para fortalecer essa estratégia”, diz Gustavo.

Além de passar a contar com uma terceira fábrica, a CBCA também vai agregar a Unicorn ao seu portfólio, que já contava com as marcas Schornstein, Leuven, Seasons e The Drummer. “A união da CBCA fortalece nossa capacidade de expansão e nos permite acelerar o projeto da marca Unicorn, que desenvolvemos desde a fundação da cervejaria, em 2018”, afirma André Franken, um dos sócios fundadores da Startup Brewing.

A Unicorn foi criada em 2018 e tem, em seu portfólio, 15 cervejas, de acordo com descrição divulgada em seu site oficial. Traz rótulos estampados pela figura do excêntrico Mr. Unicorn, a personalidade da série de cervejas que é um empresário de sucesso e atua como um consultor pessoal do cenário das cervejas artesanais. IPA, Hop Lager e Witbier são as cervejas mais vendidas, seguidas por Premium Lager e Session IPA.

Mercado de bebidas alcoólicas se recupera em 2021 e atinge US$ 1,17 trilhão

O mercado global de bebidas alcoólicas se recuperou em 2021 e cresceu 17%, superando as perdas em valor que teve em 2020. Assim, atingiu US$ 1,17 trilhão (aproximadamente R$ 5,84 trilhões) no ano passado, de acordo com levantamento da International Wine and Spirits Research (IWSR). Porém, ainda não alcançou os níveis pré-pandemia em volume.

O trabalho, afinal, lembra que o volume de bebidas alcoólicas teve perdas de 6% em 2020, crescendo apenas 3% em 2021. Mas a avaliação é de que atingirá o estágio que antecedeu a pandemia em até dois anos.

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A IWSR analisa o mercado de bebidas de 160 países em seu estudo e aponta que a recuperação do recuo de 2020 veio mais rápido do que o esperado. E para que isso tenha ocorrido, ressalta o impacto de algumas tendências, como a maior procura por bebidas premium e com baixo teor alcoólico, além do crescimento do comércio eletrônico.

“O mercado se recuperou muito mais rapidamente do que o esperado e, em termos de valor, 2021 está agora acima de 2019. A premiumização continua inabalável; o comércio eletrônico de bebidas alcoólicas também continua crescendo, embora em ritmo mais moderado; e a tendência de moderação continua, com produtos sem/baixo teor de álcool apresentando crescimento contínuo a partir de uma base relativamente baixa”, afirma Mark Meek, CEO da IWSR Drinks Market Analysis.

O especialista pondera que o mercado de bebidas alcoólicas ainda encara diversos desafios em 2022, mas acredita que a expansão vai se manter ao longo dos próximos meses. “Apesar dos desafios atuais e futuros do setor – interrupções contínuas na cadeia de suprimentos, inflação, guerra na Ucrânia, lento retorno do mercado de turismo aos níveis anteriores a 2019 e política de zero Covid da China – as bebidas alcoólicas estão em uma posição forte”, diz.

Onde a cerveja cresce
O trabalho também aponta que a cerveja apresentou forte recuperação em vários mercados após o fim das restrições em função da Covid-19, prevendo que agregue valor significativo ao mercado de bebidas alcoólicas ao longo dos próximos cinco anos, especialmente nas regiões Ásia-Pacífico e na África, que juntas devem acrescentar cerca de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) à categoria de até 2026.

“O crescimento contínuo do volume será visto no Brasil; a forte recuperação no México e na Colômbia, iniciada no ano passado, continuará; e haverá alguma recuperação na China”, acrescenta a IWSR.

De acordo com o trabalho, a categoria de bebidas sem álcool ou com baixo teor alcoólico cresceu mais de 10% no ano passado e vai prosseguir em expansão nos próximos anos, ponderando que o resultado de 2021 teve grande influência do segmento de destilados sem álcool no Reino Unido.

Além disso, prevê que a cerveja sem álcool crescerá em importância nesse setor. “Olhando para o futuro, a cerveja sem álcool/com baixo teor adicionará o maior volume ao número global nos próximos cinco anos”, afirma.

Schornstein reforça elo com Pomerode ao voltar a fazer festival na cidade em julho

A cultura, a cerveja e a gastronomia, reunidas em um único evento, estão de volta ao calendário de Pomerode. Marca que se orgulha de carregar as características e a tradição da cidade catarinense em sua trajetória, a Schornstein vai realizar mais uma edição do Schornstein Festival nos dias 2 e 3 de julho.

O evento volta a ocorrer após um hiato de três anos, em função da pandemia do coronavírus. E a sua realização marca a consolidação de uma nova etapa da Schornstein, pois acontece pela primeira vez desde a oficialização da entrada na Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA), ocorrida em julho de 2019, quando uniu forças com a Leuven.

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Desde então, não só a CBCA cresceu, passando a agregar outras marcas, como a Seasons e a The Drummer, como a Schornstein, hoje presente em 2 mil pontos de venda, também ampliou a sua participação, incluindo a presença nos eventos, a ponto de ter sido a cerveja artesanal oficial da edição da Oktoberfest de São Paulo, no ano passado.

Agora, então, as festividades da Schornstein voltam para a sua casa, reforçando o laço da marca com Pomerode. “O Schornstein Festival é uma celebração da cerveja artesanal, da Schornstein e do público de Pomerode, que foi o primeiro a receber e disseminar a cerveja com alma. Para nós, é uma oportunidade de estar perto do público da cidade, da região e de agradecer por isso”, afirma Karin Barreira, chefe de marketing da CBCA. “Os eventos proporcionam uma oportunidade de contato direto com o público, levando conhecimento e cultura cervejeira. Isso é muito importante para a marca”, acrescenta.

O Schornstein Festival acontecerá no centro histórico de Pomerode, na rua em frente à fábrica e ao bar oficial da marca. E o acesso ao evento é gratuito. O line-up do Schornstein Festival, dedicado especialmente ao rock, terá mais de dez atrações musicais, entre apresentações musicais e de DJs. Os participantes ainda serão confirmados, mas a marca adiantou, ao Guia, as participações das bandas Headcutters (blues) e Black Sheep (country rock).  Além disso, haverá opções gastronômicas especiais para harmonizar com as cervejas da marca.

“Nós teremos uma estrutura que se adaptou ao contexto no Centro Histórico de Pomerode, que tem novos empreendimentos. O que diferencia o evento em relação às demais agendas da região é uma identidade mais conectada aos festivais de música e ao rock n’roll, à gastronomia (o próprio Kneipe, bar da fábrica, estará com cardápio especial para o festival, com novidades), além de conseguir integrar os lojistas do Passeio Pomerano, que ficam dentro do festival, com maravilhosos doces, cafés especiais e muitas opções de artesanato e presenteáveis”, relata a chefe de marketing da CBCA.

A realização do Schornstein Festival também marca a celebração do aniversário de 16 anos da marca, uma das pioneiras no mercado de cervejas artesanais no Brasil.

“Vale lembrar que, há 16 anos, quando a cervejaria foi fundada, o mercado da cerveja artesanal era muito diferente; o público não tinha tanto acesso ou conhecimento sobre o produto e, em Pomerode, a Schornstein teve um apoio imediato, e dada a qualidade e drinkabilty desde sempre de suas receitas, crescemos Brasil afora. Nós sempre celebraremos isso”, conclui Karin.

Balcão do Tributarista: 149 dias de trabalho para o pagamento de tributos

Balcão do Tributarista: 149 dias de trabalho para o pagamento de tributos

Segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), repetindo a marca de 2021, os contribuintes brasileiros precisaram neste ano trabalhar 149 dias apenas para o pagamento dos tributos. Quer dizer, até 29 de maio o trabalho dos brasileiros foi inteiramente para cobrir os impostos, taxas e contribuições exigidos pelos governos federal, estaduais e municipais.

E não bastasse o elevado custo com os tributos em si, os brasileiros ainda precisam enfrentar um “carnaval tributário”, como denominou o tributarista Alfredo Augusto Becker. Isto porque o Poder Legislativo parece querer acompanhar todas as mudanças sociais através da elaboração de novas leis. Essa inflação legislativa, embora possa até ter louváveis intenções, acaba por levar a um estado caótico. Não raras vezes, é extremamente difícil identificar a norma aplicável a determinado caso ou situação, o que mina o sistema da necessária simplicidade e transparência.

Em outro estudo, também do prestigiado IBPT, foi demonstrado que foram editadas 363 mil normas tributárias desde a Constituição de 1988 até setembro de 2016. Isso significa dizer que o Brasil produziu 45 novas normas jurídicas referentes ao sistema tributário a cada dia útil.

Este elevado custo tributário, que engloba tanto os valores que são necessariamente dispendidos para o pagamento dos tributos, quanto a complexidade para sua correta apuração, acaba muitas vezes gerando um passivo tributário. Contribuintes acabam não tendo condições financeiras ou mesmo técnicas de recolher os tributos de forma correta, seja pelo elevado valor, seja pela complexidade exigida para tal.

No entanto, é preciso que os contribuintes estejam o mais preparados possível para evitar equívocos no recolhimento de seus tributos, principalmente porque um simples erro de apuração pode ensejar a aplicação de multas e outras sanções que irão agravar ainda mais a situação. Aliás, é interessante ter em mente que anualmente a Receita Federal divulga um documento chamado Plano Anual de Fiscalização, onde detalha as atividades e situações que estarão no foco central da atividade fiscalizatória. Este ano, ações como omissão de receitas nas vendas de mercadorias, reorganizações societárias e empresas optantes do Simples Nacional, bem como empresas do ramo de bebidas, foram incluídas no Plano de Fiscalização.

Portanto, diante do peso e complexidade da carga tributária brasileira, e ainda mais que o ramo de bebidas foi expressamente incluído no Plano de Fiscalização da Receita Federal, ganha relevo a necessidade de que as cervejarias estejam atentas à forma como apuram e recolhem seus tributos. Uma boa organização societária e tributária podem ser fatores decisivos para sobrevivência em um mercado de alta competitividade e pesado custo tributário.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, especialista em Direito Tributário pelo IBET e mestrando em Direito pela UFRGS. Também é cervejeiro caseiro.

Bares esperam incremento de 30% na receita no Dia dos Namorados; Confira opções

Depois de dois anos sendo celebrado em meio a muitas restrições, o Dia dos Namorados, data oficialmente comemorada neste domingo, 12 de junho, desperta a expectativa de alta no faturamento de bares e restaurantes, assim como do setor cervejeiro, com a preparação de produtos e eventos especiais.

De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a receita dos estabelecimentos de alimentação fora do lar deve crescer, em média, 30% em relação ao Dia dos Namorados de 2021. Além disso, há a aposta em um aumento de 20% na comparação com o período pré-pandemia.

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De acordo com a Abrasel, o índice de crescimento do faturamento no Dia dos Namorados pode ser ainda maior em algumas localidades, como em São Paulo, onde se estima um incremento de 50% em relação a 2021. A alta deve ser, ainda, de 25% no Sudeste e no Sul, ficando em 30% no Centro-Oeste.

As estimativas positivas da Abrasel têm algumas razões. E uma delas envolve o dia da semana. Celebrado em um domingo, o Dia dos Namorados provocou nos bares e restaurantes a expectativa de que as comemorações não se resumam a um dia, se prolongando ao longo de todo o fim de semana.

“A data sempre foi a mais importante para os bares e restaurantes. Desde o café da manhã até o jantar, a expectativa para o final de semana dos namorados está alta em todo país”, diz o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci. “Segundo a última pesquisa da Abrasel, muitos estabelecimentos não têm conseguido repassar integralmente para o cardápio o aumento de custos. Cerca de 33% não estão conseguindo reajustar o menu e 45% dos bares e restaurantes fizeram reajustes abaixo da inflação média, o que atrai ainda mais o consumidor”, completa.

Opções para a data
Para aproveitar o período de celebração do Dia dos Namorados, cervejarias buscaram incrementar as atrações. A Nacional, que tem unidades em São Paulo nos bairros Pinheiros e Tatuapé, criou uma bebida especial para acompanhar a Domina Weiss. É a Poção do Amor, uma receita afrodisíaca preparada com frutas vermelhas, entre elas romã e morangos, e servida em um tubo de ensaio. A dupla será vendida no valor de R$ 33, no salão.

No delivery, a Nacional oferece combos temáticos, como Casal Verão o Ano Todo, com Pilsen e Weiss (R$ 44,32); Casal Grude, com dois growlers de Kurupira (R$ 47,15); Casal Amantes de Mula, com dois litros de Mula Ipa (R$ 55,80), Casal Aventureiro, com IPA Cacau e IPA Café (R$ 54,40) e o Casal IpaCondríaco, com o rótulo sazonal Queen Beea Imperial IPA (R$ 70,30).

Com espaços no bairro Prado, em Belo Horizonte, e em Contagem, na região metropolitana da capital mineira, a Cervejaria Artéza terá um menu especial para os namorados nas suas unidades. A entradinha de cortesia será fondue de queijo, tendo como prato principal o jarret suíno, que é a panturrilha de porco, com mandioca na manteiga de garrafa. De sobremesa, petit gateau.

Já o Esconderijo, bar da Juan Caloto em São Paulo, oferece, desde sexta-feira, dois combos: um couple shot e uma “prova de amor”, que são dois aperitivos servidos na casa: um com gengibre e cachaça que acompanha alho confitado no mel (comestível), e o rollmop, uma sardinha enrolada na cebola. Os casais que degustarem os aperitivos e, em seguida, derem um beijo serão premiados com um pint de pilsen cada um.